Adriana Jaulino – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:20:47 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Adriana Jaulino – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Crónica João Pedrosa] Mulheres ao Poder https://branmorrighan.com/2016/03/cronica-joao-pedrosa-mulheres-ao-poder.html https://branmorrighan.com/2016/03/cronica-joao-pedrosa-mulheres-ao-poder.html#comments Mon, 14 Mar 2016 08:42:00 +0000

Olá, cá estou eu novamente como que a cumprir calendário, tal como o Futebol Clube do Porto. Esta semana vou falar de mulheres, mais em concreto de três mulheres, numa espécie de homenagem atrasada, mas sempre actual, ao Dia da Mulher, celebrado no passado dia 8 de Março. 

Vou começar pela Débora Umbelino, que na semana passada lançou o seu primeiro single na pele de Surma. Foi uma semana emocionante não só para ela como para mim, pois foi o primeiro lançamento que vivi enquanto membro da Omnichord Records. Mas não é a parte musical que quero destacar – até porque tenho que fazer aquele jogo chato de não emitir grande opinião sobre as bandas da Omnichord. Ainda antes de integrar a estrutura da Omnichord, cada vez que ia ver um concerto de Surma era garantido que no dia a seguir tinha uma mensagem de agradecimento da Débora por ter ido ao concerto e achava isso incrível. Alguém que tem noção de quem compra os seus discos e de quem vai aos seus concertos, de quem é o seu público e que por isso o tem que estimar. Coisa rara nos dias que correm. Depois de integrar a estrutura comecei a conhecê-la melhor e o que posso dizer é que a Débora é uma pessoa cheia de vida e capaz de dar vida. Acho que a Débora devia existir em forma de antidepressivo, disponível para toda a gente. Utilizando uma expressão dela, isso seria “mil fofinho”. 

Outra das mulheres de que vou falar é a Adriana Jaulino dos Les Crazy Coconuts. Devo confessar que antes de a conhecer não tinha boa impressão sobre ela e depois de a conhecer a coisa ainda ficou pior! Agora a sério, o que posso dizer sobre a Adriana é que é uma pessoa que admiro. Para explicar o porquê teria que entrar em modo revista cor-de-rosa e apesar de vocês quererem muito isso, eu não o vou fazer. O que posso acrescentar é que gosto de pessoas genuínas com as suas virtudes e defeitos, que são assim, sem merdas (terei sido a primeira pessoa a dizer uma asneira neste blogue?). 

Por fim, nesta crónica dedicada às mulheres, em especial às mulheres da Omnichord, a patroa deste Blogue, a Sofia Teixeira. A Sofia foi uma das pessoas que acreditou em mim e isso merece a minha gratidão. Devo confessar que é a única mulher que me intimida, não é fácil aguentar tanto mau feitio. É uma pessoa com uma capacidade de trabalho incrível. A maneira como tem conseguido crescer com o seu blogue e os eventos que organiza faz-me crer que é já no presente e será ainda mais no futuro uma voz bastante importante na divulgação da cultura portuguesa. 

Em suma, a Omnichord está recheada de mulheres incríveis, diria que são mesmo um dos pilares do sucesso da editora. E eu continuo a ter a sorte de me cruzar e ser amigo de mulheres fantásticas. Não só as referidas como outras, que apesar de não serem mencionadas, terão até mais importância, como por exemplo: a minha mãe ou irmã. Mulheres ao Poder!

João Pedrosa

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[Playlist da Quinzena] 16 a 31 de Janeiro de 2016 – Adriana Jaulino (Les Crazy Coconuts) https://branmorrighan.com/2016/01/playlist-da-quinzena-16-31-de-janeiro-3.html https://branmorrighan.com/2016/01/playlist-da-quinzena-16-31-de-janeiro-3.html#respond Sat, 16 Jan 2016 13:07:00 +0000 Fotografia Ricardo Graça

Pois é, esta quinzena temos uma mulher! Parece que andam a passar poucas pela playlist, mas a verdade é que, olhando bem para o nosso panorama musical, e para os vários géneros que vou percorrendo, não tenho conhecido assim tantas artistas femininas. E artista é mesmo a palavra-chave para descrever a Adriana, cujo percurso nos Les Crazy Coconuts tem tido uma evolução notável. Conheci-a pessoalmente há precisamente dois anos, quando os três foram actuar em modo acústico ao auditório Orlando Ribeiro, na comemoração do 5º Aniversário do Blogue. Quando penso nessa actuação e nas últimas que vi deles, não consigo deixar de sentir algum assombro – do bom, claro. Eles conquistaram logo com aquela actuação simples de 20 minutos. Muitos dos meus leitores ficaram encantados, um autor usou mesmo uma música deles para banda sonora de uma das suas mais recentes obras, mas o que é extraordinário é que de um concerto raro – com uma miúda giríssima a fazer sapateado e a contribuir para uma sonoridade diferente – com o tempo passaram para um autêntico espectáculo audio-visual. Sinceramente acho que não ficam por aqui e que ainda podem vir a criar muitos mais cenários. Mas focando-me na Adriana, a sua expressão artista e o à vontade em cima do palco aumentaram para algo hipnotizante. Eles são três, nos Les Crazy Coconuts, é verdade, mas não têm sido raras as reportagens fotográficas em que facilmente constatamos que houve ali uma magia em torno da actuação da Adriana. Ela tem essa capacidade – é bonita, simpática, genuína, e ainda tem aquela dose de loucura que seduz e atrai a curiosidade. Querendo desvendar um pouco mais sobre a pessoa que é, convidei-a para a Playlist da Quinzena, mas acho que não vamos ficar por aqui. Ela ainda não sabe, mas talvez receba mais um convite ou outro para a conhecermos melhor! Espero que gostem e para seguirem os Côcos é só fazerem like aqui: https://www.facebook.com/lescrazycoconuts/

Grimes – Flesh Without Blood/Life in the Vivid Dream

Adoro. Da electrónica mais experimental à electrónica mais pop. Despe-se tudo de preconceitos e é a música pelo que ela é, genuína. Ouvir Grimes para mim é sempre como entrar numa viagem, ou num mundo diferente, e fascina-me sempre porque gostava mesmo de perceber aquela cabeça e os métodos que usa para compor. Mas para agora ainda só me safo mesmo a bater o pé.  E agora não tem nada a ver, mas sempre que penso nela fico sempre com a ideia de que podíamos ser boas amigas! Grimes, se vires isto liga-me e vamos beber um copo!

Young Fathers – Shame

Tive a oportunidade de os ver o ano passado no Alive, não conhecia e fiquei mega fã! Têm uma energia incrível em palco! Quanto a esta música, deixa-me cheia de pica. Portanto, é boa para um jogging matinal (que nunca acontece btw) ou para umas sacudidelas de esqueleto! E nisto, acho que o moço que entra no vídeoclip há-de concordar comigo.

King Krule – A Lizard State

Uma crush que tive há uns bons tempos. Não sei o que há nele, mas gosto de tudo. Tem mesmo boa pinta, a cantar, a tocar, a compor, a escrever… E depois também há isto, eu amo música, mas não sou nenhuma entendida no assunto só sei dizer se gosto ou não e por isso também não tenho aqui muito palavreado para dar. Mas pronto, também posso tentar fingir que sei falar: adoro a riqueza e a variedade rítmica e sonora nas composições dele, bem como a utilização de diferentes tons na colocação da voz. (ponto final)

Bobby Raps & Corbin – Welcome to the hell zone

Porque há dias assim. Estes meninos encontrei-os pelo youtube numa manhã em que lá andava a passear, Bobby Raps & Corbin, Corbin também conhecido como Spooky Black e que também gosto bastante. Simplicidade. Gosto mesmo de ouvir as músicas respirarem, melodias simples e espaçadas e no entanto tão cheias. Parece que está tudo no sítio certo, é como olhar para um quarto arrumado. Transmite-me sempre uma sensação de tranquilidade e de “tasse bem”.

LOLAWOLF – Wanna Have Fun

Porque também eles são 3! Podia ser, mas não é por causa disso. Adoro bandas em que a sensação que me passam é que fazem o que querem e lhes apetecem e basicamente não querem saber da opinião dos outros. Mas lá está, isto indo de encontro ao meu gosto musical. E também aproveito para confessar que inconscientemente sempre tive mais queda para bandas com miúdas. Talvez por sempre ter sonhado um dia estar no lugar delas, e era-me mais fácil imaginar como rapariga do que como rapaz visto que sou uma. Vá-se lá perceber.

Bjork – Pagan Poetry

Apresentou-me todo um mundo novo. Bem na verdade foi uma professora e grande amiga minha Ludmilla Falsarella, de contemporâneo e sapateado. Antes de voltar para o Brasil deixou-me os cds que utilizava nas aulas e entre eles estava o best of da Bjork. Grande artista, a todos os níveis! (Se bem que confesso gostar mais do seu trabalho mais antigo a estes recentes.) Ah! E ainda cheguei a ter a oportunidade de a ver no Sudoeste! Ainda que tenha sido bem ao longe 🙁 

E estava eu na adolescência a largar o hardcore e a entrar por outros mares nunca antes navegados.

Amy Winehouse – In my bed

Amy, a minha querida Amy. Gostava de encontrar as palavras certas, mas na minha pequenês creio que não o vá conseguir fazer. Invejo-lhe a capacidade de se conseguir expressar tão crua e tão apaixonadamente, invejo-lhe as palavras no meio dos turbilhões de sentimentos porque parece que nunca encontro as minhas. E admiro deste mundo ao outro o seu enorme talento! Ligo bastante ao significado, à intenção e carga emocional subjacentes às músicas e revejo-me muito no trabalho dela. E quando uma pessoa assim dá tanto dela, e tem um cunho tão pessoal acabamos sempre por criar uma ligação e apesar de nunca a ter conhecido, foi como ter perdido uma amiga porque a música dela sempre andou por aqui presente.

RIP Amy.

FKA twigs and inc.

Bailarina. Como podem ou não saber a FKA twigs antes de ser conhecida pela música também era bailarina, e isto a mim dá-me um gozo enorme visto que é um ponto que temos em comum. Acho-a extremamente criativa e gosto do facto de ela manter a dança muito presente tanto nos concertos como nos vídeos.Gosto da maneira como ela incorpora a dança dita comercial, neste caso o vogue, com uma mais conceptual e acho que esse lado mais conceptual também se transpõe bastante para a sua música e vídeos.

Arcade Fire – My Body is a Cage

Poderosa! Prepara agora é hora do show das… Vá, acho que já perceberam a ideia. Para mim este é um TEMÃO DO CARAÇAS!, só para não dizer asneiras. Não sou fanática por Arcade Fire, nem tão pouco lhes conheço a discografia de uma ponta a outra, (às vezes sou um bocado preguiçosa, sei que há coisas que devia de ouvir mais, mas entretanto metem-se outras pelo caminho) conheço poucas músicas deles mas quando as oiço não me saiem da cabeça. Por exemplo este tema já passou horas e horas em loop sem parar no meu PC! E para mim são uma das bandas com melhores letras, e é isso.

Kali Uchis – Rush

Uma brisa de ar fresco. Uma latina com um look muito 70’s e dona de uma sonoridade própria. Este tema cheira-me a Verão, ao mesmo tempo que também me faz lembrar de 007 ou Austin Powers! Deve ser pela onda toda 70’s.

Gosto da pinta dela.

Yeah Yeah Yeahs – Y Control

Reis! Lembram-se de mais acima ter dito que a Bjork me levou a outros lados? Bem Yeah Yeah Yeahs foi um deles! Mega fã! Desertinha para os apanhar cá na Tuga e ter todos os factores disponíveis para os poder ver! Ou seja, dinheiro e tempo! Se não roubo e também fico convenientemente doente! Mais uma vez são 3, uma rapariga, e dois rapazes! Muahaha E mais uma vez, nada a ver! Adoro tudo neles, a sonoridade, a postura, a criatividade, o carisma, etc, etc, etc, se não nunca mais me calo! Yeah Yeah Yeahs foi provavelmente a banda que mais me influenciou na adolescência, principalmente na maneira de vestir! E agora olho para trás e penso que às vezes devia de parecer um palhacinho, mas não faz mal. O que mais guardo deles em mim é a atitude da Karen O, e espero um dia também ir beber um copo com ela! Ás vezes imagino coisas demais, por exemplo enquanto escrevia isto aconteceu um festão enorme na minha cabeça com esta gente toda.

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