Arte – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Sat, 09 Jan 2021 10:25:15 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.3 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Arte – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 CCB – Conferência com PAUL GHIRARDANI director de arte de GAME OF THRONES https://branmorrighan.com/2017/05/ccb-conferencia-com-paul-ghirardani.html https://branmorrighan.com/2017/05/ccb-conferencia-com-paul-ghirardani.html#respond Thu, 11 May 2017 14:37:00 +0000

CCB . 17 Maio . 19h00 . Grande Auditório

A próxima conferência de arquitectura do ciclo Distância Crítica, uma iniciativa da Trienal de Arquitectura em coprodução com o CCB, é dedicada à arquitectura ficcional.

O convidado Paul Ghirardani, Diretor de Arte de Games of Thrones, vem mostrar-nos os bastidores das cidades da série televisiva mais premiada dos nossos tempos (38 Emmy Awards). Diplomado em Design Tridimensional da Kingston School of Arts no Reino Unido, Paul Ghirardani trabalha desde 1998 em cinema e televisão tendo já conquistado cinco Primetime Emmys e dois America Awards.

Na próxima quarta-feira, 17 de maio, pelas 19h00, venha perceber como é feito este complexo projeto de cenografia onde a arquitetura detém um papel de destaque. O arquiteto Manuel Graça Dias é o convidado para uma conversa crítica que se estende ao público presente no auditório.

Paul Ghirardani (Game of Thrones)

Diplomado em Design Tridimensional da Kingston School of Arts no Reino Unido, Paul Ghirardani trabalha há mais de 30 anos na direção de arte para cinema e televisão com destaque para Anna and the King (Ana e o Rei), The Gathering Storm (O Homem que mudou o Mundo) and The Woman in Black (A Mulher de Negro). Desde a 4ª temporada que Paul Ghirardani integra a equipa de Game of Thrones para a HBO tendo conquistado cinco Primetime Emmy Awards e dois Prémios de Diretor de Arte para os America Awards.

Game of Thrones (A Guerra dos Tronos) é uma série de televisão norte-americana criada por David Benioff e D. B. Weiss para a HBO. Baseada nos livros As Crónicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire no original), escritos por George R. R. Martin, a sua primeira temporada estreou a 17 de Abril de 2011. A 7ª está programada para ser lançada no Verão de 2017. Muito bem recebida pela crítica especializada, ganhou 38 Emmy Awards mais do que qualquer outra série de televisão e possui uma das melhores notas entre os telespectadores para séries em exibição no site IMDb. Esta tem sido principalmente filmada na Irlanda do Norte, Espanha, Marrocos, Malta, Croácia e Islândia e já entrou para o Livro dos Recordes como a série dramática com amaior transmissão simultânea no mundo.

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Rui Paixão é GODOT https://branmorrighan.com/2016/12/rui-paixao-e-godot.html https://branmorrighan.com/2016/12/rui-paixao-e-godot.html#respond Wed, 28 Dec 2016 12:41:00 +0000 Rui Paixão

Rui Paixão é GODOT, a revelação do novo clown

Sob o mote de opresso liber, Rui Paixão – a revelação do clown em Portugal, selecionado para o Cirque du Soleil – apresenta o seu novo projeto que trilha um percurso de continuidade e sustentação da personagem em desenvolvimento ao longo dos últimos anos. GODOT representa um marco ímpar na história da performance de rua em Portugal, ao apresentar uma proposta artística sustentada e integrada desde a experimentação, passando pela formação e obviamente terminado na apresentação de propostas artísticas para o grande público.

O novo projeto artístico tem por base a personagem, agora batizada, que ao longo dos 2 últimos anos foi a cara de LULLABY, provavelmente o maior fenómeno das últimas décadas na performance contemporânea portuguesa para o espaço público. GODOT nasce, assim de uma reflexão que pretende extrair o imortal do que é transitório e ter a consciência de que estamos aprisionados nas nossas perceções.

GODOT pretende conservar a crença na transcendência enquanto ingrediente importante da nossa humanidade, porque há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia. Há muito mais do que energia dentro dele, o que quer que seja, GODOT é a essência interior que está escondida na raiz do cerne de tudo e que é sempre a mesma. Nunca muda. Mas revela-se num milhão de formas diferentes e vem sempre em ondas.

GODOT prepara uma tour internacional para o ano 2017, com foco no espetáculo LULLABY que surge com novidades cénicas, o workshop ESTADO OMNIUM que promete oportunidades de capacitação e aproximação às técnicas do clown e, obviamente, uma nova criação com estreia prevista para o Verão. 

2017 ficará marcado pelo nascimento de GODOT, com o objetivo de estruturar o pensamento e expor novas possibilidades para o clown contemporâneo, alicerçando a investigação na criação artística para o espaço público. Assim, a nova criação SAMSARA surge com um registo inovador, altivo e inquieto, numa proximidade absurda a uma figura que poderia ser um Deus.

RUI PAIXÃO

Nasceu a 6 de Outubro de 1995. Formou-se em teatro na Academia Contemporânea do Espetáculo na cidade do Porto terminando o curso no ano de 2014. Iniciou o seu percurso profissional com a companhia de Novo Circo Radar 360°.

Rui Paixão desenvolveu trabalho ligado à investigação e exploração do Clown Contemporâneo, do Teatro Físico e das Artes de Rua. Aos 20 anos de idade fundou a companhia Cão à Chuva que, no seu ano de estreia, foi considerada pelo Imaginarius a revelação das artes de rua em Portugal, venceu o prémio OFF CIRCADA UNIA em Sevilha como artista emergente no circo contemporâneo e participou no Fringe Festival de Edimburgo.

Em 2016 levou a primeira criação da companhia a países como Espanha, França, Alemanha e Holanda fortalecendo a pertinência do seu foco de trabalho e criou POZZO – o porco que dança, Vincent e A Velha.

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[EVENTOS] BINNAR 2016 / 2ª SEMANA https://branmorrighan.com/2016/10/eventos-binnar-2016-2-semana.html https://branmorrighan.com/2016/10/eventos-binnar-2016-2-semana.html#respond Thu, 27 Oct 2016 10:31:00 +0000

Com a primeira edição a acontecer em 2016, BINNAR é um festival de arte nascido em Vila Nova de Famalicão, Portugal. É organizado pela plataforma com o mesmo nome, com o apoio da Câmara Municipal. Agrega várias parcerias e diferentes espaços da cidade (museus, galerias, fundações, escolas e outros) para apresentar um programa que junta artistas consagrados e emergentes.

A entrada é sempre gratuita em todos os eventos e actividades.

GALERIA SOLEDADE MALVAR

7-20 NOVEMBRO 2016

// VID-NAR (EXPOSIÇÃO)

VID-NAR é uma exposição colectiva internacional de vídeo inserida no festival BINNAR. Os artistas representados são: JOHANES CHRISTOPHER GERARD, MÜGE YILDIZ, SANDRINE DEUMIER + ALX.P.OP, FRANCOIS KNOETZE, NICOLE RAYBURN, SHUAI CHENG PU, COALFATHER INDUSTRIES, JOAS NEBE e TIAGO C.


MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL

12 NOVEMBRO 2016 // 21h30

// GHOST HUNT + PANTIS (CONCERTOS)

GHOST HUNT

Ghost Hunt é ruído feito com muitas máquinas, mas é ruído feito com paredes e paredes de som meticulosamente combinadas. Com Pedro Chau a servir-lhe linhas de baixo, Pedro Oliveira instala em palco um estúdio de som. Há no modo de tocarem, uma grande afinidade pelas técnicas de assemblage da geração do Krautrock. Temos de fazer marcha atrás por muito daquilo que os formou, acima de tudo a música dos anos 80: o som “shoegazer”, a techno de Detroit, o acid, o electro industrial, o synthpop. Mas este arsenal de correntes estéticas, na praia de Ghost Hunt, dissolve-se em rochas sedimentares e areia muito fina. A música está nas ondas. Na zona de rebentação.

PANTIS

Pantis traz consigo “Pranto”, o seu disco de estreia. Rubén Dominguez é uma das mais inquietas figuras da cena underground galega. Músico e criador audiovisual. Tão importantes como as programações (hipnóticas, evocadoras, envolventes ou frenéticas) são uns textos que desprendem melancolia e violência, desassossego e desespero. [com o disco “Pranto”] confirma-se o melhor momento histórico do pop galego e esta é uma obra maior, muito importante. (in Rockdelux)

VÁRIOS LOCAIS

3 – 20 NOVEMBRO 2016

E se pela cidade encontrássemos intervenções feitas com a maior subtileza do mundo? Como seria encontrar uma pequena mensagem num escrito, num desenho, numa chapa, num tecido, num banco, numa imagem projectada, num som? Faria diferença na nossa vida? Haverá na nossa vida espaço para contemplação, para uma surpresa, para um sussurro?

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[EVENTOS] BINNAR 2016 / 1ª SEMANA https://branmorrighan.com/2016/10/eventos-binnar-2016-1-semana.html https://branmorrighan.com/2016/10/eventos-binnar-2016-1-semana.html#respond Wed, 26 Oct 2016 12:05:00 +0000

Com a primeira edição a acontecer em 2016, BINNAR é um festival de arte nascido em Vila Nova de Famalicão, Portugal. É organizado pela plataforma com o mesmo nome, com o apoio da Câmara Municipal. Agrega várias parcerias e diferentes espaços da cidade (museus, galerias, fundações, escolas e outros) para apresentar um programa que junta artistas consagrados e emergentes.

A entrada é sempre gratuita em todos os eventos e actividades.

CASA DAS ARTES

3 NOVEMBRO 2016 // 21h30

// ANA DEUS (PERFORMANCE) + CORAÇÃO DE CÃO (DOCUMENTÁRIO)

“COLO” DE ANA DEUS

Ana Deus apresenta “Colo”

Colo : Um solo de Ana Deus ao colo de ruídos e imagens falantes.

Colo : É um solo de Ana Deus. Loops de filmes (som e imagem) alimentam a base sonora que acompanha textos ou canções quase a nascer.

Ana Deus nasceu em Santarém, vive no Porto, trabalha onde conseguir. Canta desde sempre. Depois de ter feito parte da banda pop Ban, desde 1988, e de em 1993 ter iniciado com Regina Guimarães os Três Tristes Tigres, em 2010 volta à carga das canções com Alexandre Soares no projecto Osso Vaidoso. Em 2015, começa com Nicolas Tricot o projeto Bruta, com poesia de autores outsiders. Também fez canções para teatro e cinema.

“CORAÇÃO DE CÃO” DE LAURIE ANDERSON

– Parceria: Cineclube de Joane –

Sinopse: Com assinatura de Laurie Anderson, uma das mais reconhecidas artistas norte-americanas, um filme-ensaio sobre a vida, a morte e a linguagem que resulta numa reflexão íntima e pessoal sobre a perda. Narrado com a sua própria voz, mistura histórias de infância, teorias filosóficas e políticas com algumas das suas experiências mais íntimas, desde a relação com Lolabelle, a sua adorada cadela “rat terrier”, à morte da mãe – que lhe deixou alguns sentimentos ambivalentes –, ou o trágico falecimento de Lou Reed, o seu companheiro de anos, falecido a 27 de Outubro de 2013.

Título original: Heart of a Dog (EUA / França, 2015, 76 min.)

Realização e Argumento: Laurie Anderson

Fotografia: Laurie Anderson, Toshiaki Ozawa, Joshua Zucker-Pluda

Música: Laurie Anderson

Produção: Canal Street Communications

Estreia: 24 de Dezembro de 2015

Distribuição: Leopardo Filmes

Classificação: M/12


CRU – ESPAÇO CULTURAL

4 NOVEMBRO 2016 // 22h

// CRÓ! + MADRASTA (CONCERTOS)

CRÓ!

Cró! Nasceu no ano 2007 nas profundezas da ria de Vigo. Banda de rock de difícil classificação e que não é possível de descrever com as etiquetas comerciais habituais. Alternativo? Psicadélico? Progressivo? Vintage? O que são os Cró!? Cró! é música instrumental, canções e improvisação. Neste Outono apresentam o seu último trabalho, o LP chamado “Mounstros”, gravado no Verão e que promete trazer novas sonoridades e mais surpresas. Porque se há uma coisa que define os Cró! é a sua capacidade de evolução. 

MADRASTA

Madrasta é a banda de Hélio Rafael Soares (guitarra), Manuel Molarinho (baixo) e Paulo Santos (bateria), onde o rock serve de base exploratória para paisagens cinematográficas histórias sem voz. Gostam de ensaiar de dia e de criar descomprometidamente. Lançam em primeira mão, no BINNAR, o disco “Matiné”.


FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA

5 NOVEMBRO 2016 // 18h

// CINTAADHESIVA (CONCERTO / PERFORMANCE)

CINTAADHESIVA

Projecto literário e musical, que sobre o fio condutor da música de Jesús Andrés Tejada e Pablo Muñíz e o vídeo de Area Erina, os textos de Silvia Penas vão dotando de significado as melodias, os ritmos, a cadência e as imagens. Trata-se de uma totalidade orgânica onde texto, música e vídeo não se acompanham, mas sim tratam de se fundir e confundir-se. Às vezes, o recitado converte-se em canção.

VÁRIOS LOCAIS

3 – 20 NOVEMBRO 2016

E se pela cidade encontrássemos intervenções feitas com a maior subtileza do mundo? Como seria encontrar uma pequena mensagem num escrito, num desenho, numa chapa, num tecido, num banco, numa imagem projectada, num som? Faria diferença na nossa vida? Haverá na nossa vida espaço para contemplação, para uma surpresa, para um sussurro?

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[Diário de Bordo] O meu Retrato no projecto “Nas Entrelinhas da Fotografia – Interpretar Retratos” da Marta Banza https://branmorrighan.com/2016/10/diario-de-bordo-o-meu-retrato-no.html https://branmorrighan.com/2016/10/diario-de-bordo-o-meu-retrato-no.html#respond Sun, 16 Oct 2016 20:49:00 +0000

Hoje foi um dia especial. Especial porque, sendo raro, troquei de papéis com a Marta. Se no ano passado a convidei para ser a cara e a mão do 7º Aniversário do blogue, foi ela quem fez as ilustrações e os cartazes todos, em Julho deste ano ela convidou-me a mim para fazer parte de um projecto que ela andava a organizar que acabou por ter como título “Nas Entrelinhas da Fotografia – Interpretar Retratos”. 

As fotografias de Marta Banza unem-se ao enorme talento de 10 artistas – pintores, ilustradores manuais e ilustradores digitais – que aceitaram um desafio: Retratar uma pessoa que não conhecem e do qual só têm acesso aos olhos, à boca e a uma pequena descrição da personalidade, escrita pela fotógrafa.

Fiquei mais do que babada e lembro-me bem que naquela tarde nos Jardins da Gulbekian, em que cheguei a bufar, vinda quase a correr do trabalho para não me atrasar, estava nervosa. Costumo sentir-me confortável atrás de uma câmara fotográfica, mas à frente nem por isso. Daí tantas caretas na maioria das fotografias que me tiram, ou que eu me tido. Ahah. A questão é que, neste caso, estava ainda mais nervosa por ser o projecto da Marta e saber o quanto significava para ela. Mais! Ela achava que eu era merecedora de entrar nele. Nos dois primeiros cliques eu devia estar tão séria que a Marta chegou a perguntar-me se estava tudo bem, que eu devia descontrair e colocar a expressão que achasse que mais me caracterizava, mas que na verdade ela associava o meu rosto a um sorriso. Mesmo que não quisesse sorrir, a verdade é que não podia não sorrir depois dela e o Miguel concordarem com a afirmação e pumba! Ela captou esse momento. 

O resultado está à vista e hoje foi a apresentação do projecto. Conheci também o jovem artista graffiter, o André Damascena, que ficou responsável por fazer o meu retrato, e que acabou a ter de explicar à minha mãe (sim, querida mãe, tinha de partilhar isto) o significado da sua interpretação. “Quem melhor do que quem o fez para explicar?”, perguntava a senhora minha mãe, com muita razão, mas o jovem era tão tímido que já o estão a imaginar a encolher-se intimidado, não estão? Eheheh! Mas foi giro e mostrou um olhar e uma interpretação tão sublime que realmente só olhando com alguma atenção podemos identificar todos os detalhes. Por exemplo, os dois jogos do galo em que um está perdido e o outro ganho? Na vida por vezes perdemos, por vezes ganhamos. Os caminhos de ferro laterais, que desaparecem, podem ilustrar, por exemplo, que há muitas viagens e pensamentos que não se vêem, mas estão lá, e por aí fora. Claro, o meu irmão mandou logo a boca que só pelos dentes reconheceria logo o meu retrato. Ahahah! Tenho a melhor família! Já o Miguel Reis, o nosso Tio Rex, disse que realmente não precisava da fotografia para reconhecer o meu retrato porque está ali mesmo muito de mim, naqueles pormenores todos. Conhecer a Marta e o Miguel, através do blogue, foi mesmo das melhores dádivas! 

Mas bem, estou com tempo contado, por isso é que os Diários de Bordo não têm aparecido, o tempo tem sido mesmo muito pouco, e como tal vou-vos deixar com os retratos e com as fotos que tirei hoje por lá. Mil beijos e muito obrigada à querida Marta Banza, que tem dos melhores e maiores corações deste mundo e arredores. Sinto-me mesmo honrada e orgulhosa por fazer parte deste seu projecto que teve tanto talento envolvido. Tenham todos uma excelente semana e não se esqueçam de conservar perto de vós aqueles que mais gostam e que mais gostam de vós! 

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[HOJE] Nas Entrelinhas da Fotografia – Interpretar Retratos https://branmorrighan.com/2016/10/hoje-nas-entrelinhas-da-fotografia.html https://branmorrighan.com/2016/10/hoje-nas-entrelinhas-da-fotografia.html#respond Sun, 16 Oct 2016 13:22:00 +0000

As fotografias de Marta Banza unem-se ao enorme talento de 10 artistas – pintores, ilustradores manuais e ilustradores digitais – que aceitaram um desafio: Retratar uma pessoa que não conhecem e do qual só têm acesso aos olhos, à boca e a uma pequena descrição da personalidade, escrita pela fotógrafa.

O resultado? Poderão ver durante 1 mês a partir de dia 16 de Outubro, no Club Setubalense! 

A inauguração terá comes e bebes e será de entrada gratuíta. Lá vos esperamos!

Artistas: Joana Mendes (Mãos Frias); Ricardo Guerreiro Campos; Augustus John (Augustus); Zé Minderico; Inês Do Carmo; Inês Matos; Sara Rodrigues (SazzaWazza); Gabriel Gozzer (Organic Machine); Ana Quintino; André Damascena

PS: Conseguem identificar um dos pares de olhos da imagem??? :))) 

https://www.facebook.com/events/640728066105881/

https://www.facebook.com/MBanzaPhotography/

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[DESTAQUE] ZONA – Residências Artísticas de Lamego https://branmorrighan.com/2016/08/destaque-zona-residencias-artisticas-de.html https://branmorrighan.com/2016/08/destaque-zona-residencias-artisticas-de.html#respond Sun, 28 Aug 2016 12:48:00 +0000

Este ano inauguram as primeiras residências artísticas de Lamego: ZONA. ZONA é uma plataforma criada e fundada pelo artista plástico João Pedro Fonseca, sediado em Lisboa mas natural de Lamego, que visa dinamizar e integrar no município lamecense as mais vertentes expressões artísticas contemporâneas. Para tal, são abertas “open calls” nacionais, através das quais os artistas seleccionados poderão residir e trabalhar na cidade com o objectivo da investigação e produção artística. De modo a envolver a cidade no seu trabalho, cada artista tem a possibilidade de escolher uma zona da cidade para a sua peça ser apresentada ou perpetuada na comunidade local.

Para esta primeira edição, que tem o apoio do Município Lamego e o Teatro Ribeiro Conceição, foram convidados cinco artistas plásticos emergentes. André Costa, André D. Costa, Duarte Fonseca, Inês Apolinário e Rui Costa vão produzir uma ou mais peças inspiradas na imagética do festival TRC Zigur Fest que serão depois apresentadas numa exposição colectiva nos dias 1, 2 e 3 de Setembro no Teatro Ribeiro Conceição.

Site: http://cargocollective.com/zonalamego

Facebook: https://www.facebook.com/zonalamego


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J Dilla pelos olhos de Vhils: um leilão Rimas e Batidas https://branmorrighan.com/2016/04/j-dilla-pelos-olhos-de-vhils-um-leilao.html https://branmorrighan.com/2016/04/j-dilla-pelos-olhos-de-vhils-um-leilao.html#respond Fri, 08 Apr 2016 08:38:00 +0000

Tal como J Dilla, Vhils também vê o mundo de uma forma muito particular. E o mundo vê-o a si, e às suas obras, com um total deslumbramento que se tem traduzido num generalizado e merecido aplauso. Um pouco por todo o planeta. Quando decidimos que o segundo festival Rimas e Batidas seria consagrado à memória de J Dilla, no ano em que se completa uma década sobre o seu desaparecimento, resolvemos lançar alguns desafios: aos artistas que constam no cartaz do festival, claro, mas também a Vhils.


O Rimas e Batidas contactou depois Ma Dukes, mãe de J Dilla e administradora da J Dilla Foundation, e informou-a da nossa vontade de lhe prestar homenagem e de, em seu nome, contribuir para uma causa meritória. E é isso que vamos fazer.


Vhils cedeu-nos esta peça – de uma série limitada a apenas cinco exemplares – com as dimensões 50×70 cm e os proveitos do leilão que estamos a realizar através da nossa página de Facebook –www.facebook.com/rimasebatidas –  serão entregues, em nome de J Dilla, à Associação dos Doentes com Lupus em Portugal.


Pretendemos, obviamente, ser transparentes nesta operação. O leilão decorrerá até à meia noite de 18 de Abril próximo, véspera do arranque do nosso festival, e a peça de Vhils será entregue ao vencedor na tarde de dia 20, nas novas instalações do seu espaço Underdogs, ali bem perto do Cais Sodré, onde a nossa celebração decorre. O vencedor do leilão será depois convidado a testemunhar a entrega do valor conseguido no leilão à instituição em causa e todos os documentos que atestem a seriedade do gesto serão tornados públicos.


Qualquer pessoa pode obviamente participar neste leilão e fazer a sua oferta, comprometendo-se, claro, a honrar o compromisso público que assumirá ao participar. O Rimas e Batidas apela por isso mesmo à participação de todos: é uma causa nobre que não merece discussão e uma forma que julgamos totalmente digna de homenagear a memória de J Dilla

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[DESTAQUE] Aquilo que existiu e agora já não é, um documentário sobre o trabalho de João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2016/02/destaque-aquilo-que-existiu-e-agora-ja.html https://branmorrighan.com/2016/02/destaque-aquilo-que-existiu-e-agora-ja.html#respond Sun, 14 Feb 2016 11:34:00 +0000

Está a fazer precisamente dois anos que me sentei com o Jota no Fábulas a conversar sobre o seu trabalho. Conheci-o pessoalmente nesse dia, depois de ter ousado contactá-lo. Naquela altura andava na minha demanda de descobrir projectos musicais portugueses, estava a introduzir a música portuguesa no contexto do BranMorrighan e eis que na página de Riding Pânico encontro um administrador de página que não era um membro da banda. Quis saber qual poderia ser a ligação e qual seria o seu papel. 

Quando entrei no universo artístico do João Pedro Fonseca, rapidamente encontrei ligações com outros artistas, como Mr. Herbert Quain ou RA (agora Ricardo Remédio), e foi numa actuação com este último (em que o Ricardo construía a sua música e o Jota construía a sua arte ao som dela) que fiquei verdadeiramente fascinada. Daí a perceber que estava perante um ser humano com uma visão muito própria do mundo, não deslocada, mas antes com uma personalidade individual muito própria, foi um instante. O fascínio instalou-se, quis falar com ele e dois anos depois acho que posso dizer que tanto eu como ele crescemos imenso. Sinto-me uma verdadeira sortuda por poder acompanhar o seu percurso e ainda mais lisonjeada por hoje em dia o BranMorrighan ter uma imagem e um percurso actual que tem muito do Jota. A imagem do 6º aniversário foi ele que fez, o layout e logo actual foi ele que construiu… E isto tem uma razão de ser. 

Não tendo eu qualquer tipo de capacidade de expressão artística, vejo no Jota alguém capaz de o fazer por mim e por tantos outros. A sua arte é única e fascina-me a capacidade que ele tem de pegar num conceito e dar-lhe toda uma forma que mistura o primitivo com o futurista, que parece vir de um lugar onde poucos podem aceder, nunca perdendo a sua humanidade, sinceridade e humildade. Conhecendo-o pessoalmente, é impossível não nos deixarmos contagiar pelo seu discurso e pela paixão que demonstra pelo que faz. A sua essência não deixa ninguém indiferente e quem me dera ter o conhecimento e as palavras certas para lhe fazer jus, perdoa-me Jota, não tenho.

Acredito que isto é só o início e quando ele me mostrou o documentário que dois estudantes da ULHT fizeram sobre ele, senti que fazia todo o sentido partilhá-lo também convosco e dar-vos uma visão bem mais pessoal e intimista sobre quem é, e o que faz, o João Pedro Fonseca. Da minha parte, a admiração e o respeito que tenho por ele são soberbos. Deixo-vos com uma pequena descrição do documentário e peço desculpa por me ter estendido tanto. 

Miguel Saraiva e Melissa Ehrlacher, estudantes da ULHT, partiram em busca de um artista português emergente para a realização de um documentário. Durante esta procura deparam-se com um artista plástico, João Pedro Fonseca, seguindo por algumas semanas o seu quotidiano. Esta peça apresenta um registo do processo criativo em várias situações e locais distintos, levando-nos a um universo intimista e profundo entre artista, inspiração e trabalho, onde uma linha ténue que divide constantemente o passado e o presente é um elemento fulcral para a transformação do ser e a sua obra.

Site:

http://www.joaopedrofonseca.com/

Facebook:

https://www.facebook.com/JoaoPedroFonsecaArtist

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[7 Anos Blogue Morrighan] A Marta Banza em Entrevista – Ilustradora oficial do 7º Aniversário e muito mais! https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-marta-banza-em.html https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-marta-banza-em.html#respond Sun, 13 Dec 2015 19:03:00 +0000 A querida Marta Banza… Conheci-a pessoalmente na comemoração do 6º aniversário do blogue no Maus Hábitos, Porto. Tinha convidado o Tio Rex para fazer parte do cartaz dessa noite e ele fazia-se acompanhar pela sua belíssima mais-que-tudo Marta Banza. Gostei logo dela. Um pouco tímida, algo reservada, mas simpática e atenciosa. O Miguel estava meio adoentado e o carinho e a preocupação, ao mesmo tempo que tentava estar presente para os restantes mostrou desde logo um coração cativante. Fomo-nos cruzando algumas vezes, para mim nunca suficientes, mas mesmo à distância criou-se uma amizade muito querida, uma empatia e um reconhecimento mútuo em muito mais do que se calhar ao início eu poderia imaginar. Em tudo o que faz, a Marta mete a alma e o coração. O seu talento vai para além da sua voz melodiosa e do desenho, atravessando a fotografia, o vídeo, o que for necessário para se expressar artisticamente. Estava na hora de conhecermos a mulher que está por trás de um grande homem, que é o Miguel Reis, mas que também ela tem um papel por si só. Com todo o respeito pelo meu querido tio, acho que está na altura de conhecermos a Marta Banza, artista portuguesa, cujo talento ultrapassa em muito a colaboração no projecto Tio Rex e que por isso merece por si mesma ter o seu destaque individual. Da minha parte só posso estar grata por, no meio de todos os seus afazeres e estudos, a Marta ter aceite fazer parte desta comemoração dos 7 Anos do Blogue BranMorrighan. A sua interpretação do que lhe pedi está perfeita!

Querida Marta, muita força, muita motivação, muito entusiasmo e todo o fôlego do mundo para que possas continuar a lutar pelo que queres! Obrigada por fazeres parte disto.

Fiquem com a sua entrevista!

https://www.facebook.com/MBanzaPhotography/

Olá Marta! Antes de mais obrigada por teres aceite fazer parte deste 7º aniversário do blogue BranMorrighan? Não nos queres falar um pouco sobre ti antes de avançarmos? 

Obrigada eu! Fazer parte do aniversário do teu blogue é um enorme prazer. Falar sobre mim? Não há muito para dizer na verdade! Nunca gostei muito de falar sobre mim, mas posso dizer que pessoas que me são próximas me descrevem como sendo uma pessoa simples. 

Muita gente poderá reconhecer-te de acompanhares o Tio Rex pela estrada fora. Como é ser sua companheira e ao mesmo tempo participar no seu trabalho artístico? 

Curiosamente, foram dois caminhos que se cruzaram muito cedo…Desde o início que ser sua companheira no amor e na música andam de mãos dadas. O que nos introduziu um ao outro foi precisamente um palco, a partir daí tudo surgiu naturalmente. Tem sido, acima de tudo, uma experiência entusiasmante e feliz. Para além de me ajudar a permanecer no mundo da música (onde realmente me sinto Eu), gosto de acreditar que contribuo da melhor maneira que sei para o seu projeto. Desde o início que o admiro muito como artista e estes anos apenas ajudaram a admirá-lo inclusive como pessoa. Partilho o palco da música com a pessoa com quem partilho o palco da vida – que mais podia eu pedir? 

Tens uma página de artista dedicada à fotografia. Lá afirmas “Para mim, fotografar é a arte da observação. É sobre encontrar algo interessante num lugar comum… Eu descobri que tem pouco a ver com as coisas que vemos e tudo a ver com a maneira como vemos as coisas.” O que é que procuras quando olhas para algo? Como é que te surge a necessidade de fotografar alguma coisa? 

Desde já tenho de te dizer que me sinto muito contente por teres feito essa pesquisa… Gosto muito que percebam o que está por de trás da minha “arte”. Para querer fotografar algo, esse algo tem de despertar qualquer coisa em mim. Não gosto de fotografar só por fotografar, e ver o que daí surge. Posso ir a caminhar pela rua sentir vontade de fotografar qualquer coisa onde veja que a luz está a incidir de uma maneira particular, por exemplo. Procuro também mostrar o que vejo da maneira mais genuína que consigo: todos nós vemos as coisas que nos rodeiam de forma diferente, e quero que a fotografia que eu tiro reflita especificamente o que os meus olhos viram e o sentimento que eu senti. Por outro lado, adoro fotografar pessoas, captar detalhes que escapam ao olho nu. Acredito mesmo que todos temos algo de belo à nossa maneira, e é mesmo muito gratificante para mim quando fotografo alguém e a pessoa se sente bonita ao ver as fotografias.

Sentes que falta essa emoção na maior parte dos trabalhos artísticos que vão aparecendo? 

Não sei se posso afirmar que existe falta de emoção… Como, para mim, a fotografia é algo de tão pessoal, percebo que possa também ser mal compreendida. Quem sabe se também não vêem falta de emoção nas minhas fotografias? No entanto, sei que é cada vez mais “fácil” ser “fotógrafo”. Escrevo ambas entre aspas porque ser fotógrafo de verdade não é assim tão fácil (e com isto não quero dizer que eu faço jus à definição, mas procuro). A acessibilidade a máquinas muito boas a preços confortáveis, juntamente com a facilidade com que se partilha uma fotografia hoje em dia, acaba por tornar esta actividade algo banal, e os que realmente se dedicam a isto com corpo e alma podem acabar mascarados no meio de tanta informação. No entanto, há que não confundir qualidade da máquina/fotografia com Qualidade do trabalho. 

Como poderão ver na ilustração do aniversário, e já noutros posters, também te tens aventurado na ilustração. É algo que queres continuar a fazer ou vais fazendo só por desafio momentâneo? 

Confesso que sempre adorei desenhar. Antes dedicava-me a desenhar retratos, cheguei a fazer um pequeno workshop, mas aos poucos fui perdendo tempo para continuar a praticar. Ainda faço uns rabiscos, aqui e ali… Nomeadamente, como sugeres, por desafio. Mas é certo que sempre que esses desafios aparecem, fico mais que contente por poder dar asas à imaginação e desenferrujar os dedos!

Fotografia Eugénio Ribeiro

A verdade é que também tu tens uma belíssima voz. Ouvi dizer que poderá haver a possibilidade de um dia, para além da Marta Banza Fotógrafa e Ilustradora, poderemos ter uma Marta Banza cantora. É um sonho ou tornou-se num desejo? 

“Belíssima” depende bastante dos gostos haha! Mas se houver alguém que gosta já fico muito contente. Essa possibilidade existe, de facto. Até há relativamente pouco tempo, digamos uns 4 anos, não considerava essa hipótese porque só me sentia bem a cantar sozinha. Com o tempo fui-me apercebendo que me sinto bem a fazê-lo em palco também, e tornou-se num desejo a partir do momento em que as pessoas à minha volta me fizeram sentir que se calhar poderei ter algum lugar nesse palco. Para além disso canto desde os meus 10 anos, em corais, e sempre foi algo que me entusiasmou. Se tudo correr bem, o desejo será cumprido, um dia. 

Como é que cada uma destas artes se complementa em ti?

Sempre estive muito dentro do mundo das artes. Sempre que toco ou canto, o mundo à minha volta concentra-se nesse momento. Sempre que coloco a máquina ao pescoço, as horas passam mais devagar. E, da forma mais simples e mais honesta que consigo explicar, sinto-me feliz. Posso mesmo dizer que estas vertentes artísticas me fazem sentir mais próxima de mim, mais activa. 

Mas avancemos para coisas um pouco mais informais, que eu sei que tens excelentes gostos. Queres-nos falar sobre o livro que mais te marcou até hoje? Ou alguns livros que tenham deixado rasto em ti? 

Que boa pergunta! Adoro ler, foi algo que me passou o meu pai e o bichinho lá foi ficando e crescendo. Tenho uma estante no meu quarto onde guardo os livros que mais gostei até agora… Um dos últimos que li e que, apesar de grande, me manteve sempre interessada, foi “O Último Cabalista de Lisboa”, de Richard Zimler. Não sei qual me marcou mais até hoje, mas um que me ficou na cabeça desde que acabei de ler foi “As Velas Ardem Até Ao Fim”, de Sandór Márai. Aconselho a sua leitura e, se acontecer o mesmo que a mim, vão fechar a última página do livro mais lentamente do que quando o abriram. 

Que outros artistas é que segues e admiras? 

Acabo por acompanhar mais artistas no mundo da música, e são variados. Internacionais acompanho e admiro muito o Benjamin Clementine. Para além de ter um talento enorme e fora do comum, em termos artísticos é o que sonharia ser. Cá da nossa terra, gosto de estar a par do que os Lavoisier vão fazendo porque foram dos poucos artistas que me arrepiaram dos pés à pontinha dos cabelos num concerto ao vivo. Mas tenho tantos outros artistas cujo trabalho gosto de ir desbravando… Há tanto de novo e bom à espera de ser descoberto. 

E agora vou puxar do ego e pedir-te uma mensagem aqui para o blogue 🙂

Haha, vou tentar ao máximo fazer-lhe jus… Não é todos os dias que encontramos um blogue como o teu, especialmente por ter a pessoa que tem por de trás. Nos dias de hoje é fácil fingir o interesse pelo trabalho do próximo, e ainda é mais fácil fingir orgulho nos outros. Este blogue é um porto de abrigo a quem quiser escapar a tudo isso – a Sofia consegue promover artistas, livros, pessoas, eventos, de uma forma muito humana e nua, desprovida de pretensiosismos. E isso vale mais do que muita gente poderá achar. <3 i="" nbsp="">

Ilustração do 7º Aniversáriohttp://www.branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-7-anos-e-toda.html

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