As Brumas de Avalon – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Wed, 23 Dec 2020 20:57:33 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png As Brumas de Avalon – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: ‘O Prisioneiro da Árvore’ (As Brumas de Avalon #4) de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2012/12/opiniao-o-prisioneiro-da-arvore-as.html https://branmorrighan.com/2012/12/opiniao-o-prisioneiro-da-arvore-as.html#comments Mon, 17 Dec 2012 08:42:00 +0000

O Prisioneiro da Árvore (As Brumas de Avalon #4)

Marion Zimmer Bradley

Editora: Saída de Emergência

Colecção: Bang!

Sinopse: O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.

No derradeiro volume deste clássico, Morgaine vai ao encontro do seu destino que a coloca contra Artur – o seu amante, irmão e agora inimigo. Ao regressar a Camelot durante o Banquete de Pentecostes, Morgaine acusa Artur de comprometer a coroa, e exige que este lhe devolva a espada mágica Excalibur.

Mas Artur recusa e Morgaine tenta de tudo para o travar, nem que para isso tenha que usar as pessoas que ama para o desafiar. Quando Avalon se sente traída por Artur, Morgaine invoca a sua magia para lançar os companheiros de Artur numa demanda pelo cálice sagrado.

Os eventos escapam ao controlo de todos quando Lancelet regressa e sucumbe de novo à sua paixão por Gwenhwyfar. Mas o Rei Veado tem assuntos mais importantes como a guerra decretada por Mordred que pretende usurpar o trono de Camelot.

Conseguirá o mundo de Avalon sobreviver ou será forçado a desaparecer nas brumas do tempo e memória?

Opinião: Finalmente chega até nós o quarto e último volume da maravilhosa obra que é As Brumas de Avalon. Ao longo dos últimos três livros, temos vindo a acompanhar a história do grande rei Artur, da sua irmã Morgaine, do seu companheiro Lancelet e da rainha Gwen. No fim d’O Rei Veado a tensão era palpável. Artur virou costas ao seu juramento a Avalon e até o próprio Kevin é dado como traidor.

O Prisioneiro da Árvore é uma obra intensa. A tentativa de ressuscitar os antigos costumes e de preparar um novo Rei Veado, por parte de Morgaine, faz-nos lembrar os tempos pacíficos em que Avalon reinava, mas sabemos que dificilmente ela conseguirá os seus propósitos. Entretanto, a fé do Deus cristão cresce e espalha-se, qual erva daninha, toldando a visão dos homens, tornando-os intolerantes em relação a outras crenças.

Serão mesmo todos os deuses um único deus? Ou haverá uma separação realmente real entre o Deus de Cristo e a Deusa de Avalon. Dizem que o próprio José de Aritmeia foi educado em Avalon e lá deixou o seu cajado que deu origem ao Espinheiro Sagrado. Conseguirá o homem, ou a mulher, ter realmente controlo sobre o destino que lhe aguarda?

Este é dos meus volumes preferidos. Acaba por reflectir todo o percurso da humanidade em termos de crenças e até mesmo de discussões teológicas ao longo dos últimos séculos. Centrado no ponto de vista feminino, e porque antes da nova fé se ter estabelecido, a mulher tinha um papel preponderante na sociedade, a autora leva-nos pela mão através de cenários que nos fazem sentir todo o tipo de emoções. Amor, carinho, traição, revolta e uma sensação de impotência perante os desígnios que fogem ao nosso controlo.

A escrita da autora é envolvente e mágica. As personagens, de intensidade já conhecida, atravessam agora uma fase em que caminham para o declínio, mas ainda assim mantém-se fiéis a si mesmas. O que será do Rei Veado quando o jovem veado crescer? Finalmente temos a resposta a esta pergunta.

Uma obra emocionante e que deixa, sem dúvida, a sua marca no leitor.

Opinião dos restantes volumes:

O Despertar da Magia – https://branmorrighan.com/2012/02/opiniao-senhora-da-magia-as-brumas-de.html

A Rainha Suprema – https://branmorrighan.com/2012/06/opiniao-rainha-suprema-as-brumas-de.html

O Rei Veado – https://branmorrighan.com/2012/09/opiniao-o-rei-veado-as-brumas-de-avalon.html

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Opinião: ‘O Rei Veado’ (As Brumas de Avalon #3) de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2012/09/opiniao-o-rei-veado-as-brumas-de-avalon.html https://branmorrighan.com/2012/09/opiniao-o-rei-veado-as-brumas-de-avalon.html#comments Wed, 19 Sep 2012 11:43:00 +0000

O Rei Veado (As Brumas de Avalon #3)

Marion Zimmer Bradley

Editora: Saída de Emergência

Colecção: Bang!

Sinopse: O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.

Nos anos que se seguem à coroação do rei Artur, a rainha Gwenhwyfar continua as suas manipulações para assegurar a lealdade do seu marido à igreja cristã, enquanto a sacerdotisa Viviene decide confrontar Artur pelo ato de traição contra Avalon.

Nos bastidores, Morgaine planeia o casamento de Lancelet, que ameaça sucumbir ao desespero pelo triângulo amoroso em que se vê enredado. Quando a rainha Gwenhwyfar descobre esse plano, jura vingança. Morgaine, através do seu próprio casamento, dedica-se a fortalecer a causa de Avalon. As sacerdotisas da Ilha das Brumas tudo farão para competir pela alma da Grã-Bretanha contra a maré insurgente da Cristandade. Mas que efeitos terá a chegada do jovem Gwydion, filho de Morgaine e Artur? Irá correr em auxílio do rei ou libertar o caos?

Opinião: Este é, provavelmente, um dos volumes mais intensos d’As Brumas de Avalon. As sacerdotisas e os druidas encontram-se num impasse em relação à recente cristandade de Artur e tornou-se crucial que este se lembre dos juramentos que fez a Avalon. Afinal, continua a possuir a sagrada espada Excalibur e é também graças à sua magia que a paz prospera no seu reinado. Que opção irá o rei tomar? 

Gwenhwyfar continua sem conseguir dar um herdeiro ao trono. A sua frustração é crescente e não tarda começa a depositar todas as culpas nas feitiçarias de Morgaine e nos pecados do marido. Quando descobre que Morgaine e Artur geraram um filho nas fogueiras de Beltane há tanto tempo atrás, quase enlouquece e obriga o seu rei a ir ter com os padre e a penitenciar-se até se livrar do pecado para que assim possam finalmente ter filhos.

Morgaine, finalmente volta a sentir o chamamento de Avalon e, apesar da traição de Gwenhwyfar ao provocar o seu casamento com o rei de Gales que já se encontra para lá de velho, é em Accolon (filho do rei de Gales) que encontra o seu rei, detentor das serpentes de Avalon e, juntos, começam novamente a semear a espiritualidade de Avalon e os ciclos da Deusa.

Lancelet é um homem atormentado. Por muito tempo que passe continua a amar a rainha. Mas será que ele só quer estar perto dela para poder estar ainda mais perto do seu amado rei? Nesta obra existem umas quantas questões que poderiam ser bastante polémicas naquela altura dado que ainda o são hoje. Gosto da forma como a autora aborda a sexualidade das suas personagens sem pudor e sem vergonhas. 

E enquanto o reino continua com as suas divergências entre cristãos e pagãos, e Morgaine procura o seu caminho de regresso a Avalon, Gwydion, apelidado de Mordred pelos Saxões e detentor da Visão, começa a trilhar o seu caminho rumo ao seu pai. 

Note-se que neste volume nos deparamos com um fanatismo religioso de fazer o estômago contorcer-se. As interpretações completamente distorcidas que muitas vezes são feitas da palavra de deus ou dos ideais pagãos são, na sua maioria, elevadas a um grau de literalidade insano e mostram um desequílibrio mental daqueles que o fazem. E claro, graças aos fanáticos, acaba sempre tudo em desastre.

O Rei Veado está recheado de emoções contraditórias, acontecimentos que se dirigem para um fim potencialmente desastroso, mas que mesmo assim consegue manter alguma da chama de esperança acesa. As Brumas de Avalon, divido em quatro volumes em Portugal, é sem dúvida uma das obras mais emblemáticas e mais poderosas sobre a lenda do rei Artur e sobre os mitos de Avalon. Sou da opinião que devia ser de leitura obrigatória. Marion Zimmer Bradley foi dotada de um grande dom e de uma capacidade invejável de criar um mundo e uma história que se tornaram intemporais. Escusado será dizer que Adorei.

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Opinião: ‘A Rainha Suprema’ (As Brumas de Avalon #2) de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2012/06/opiniao-rainha-suprema-as-brumas-de.html https://branmorrighan.com/2012/06/opiniao-rainha-suprema-as-brumas-de.html#respond Thu, 28 Jun 2012 17:17:00 +0000

As Brumas de Avalon – A Rainha Suprema Vol. 2

Marion Zimmer Bradley

Editora: Saida de Emergência

Coleção: BANG

Sinopse: A misteriosa Morgaine é meia-irmã de Artur e grã-sacerdotisa da brumosa Avalon, terra encantada onde o verdadeiro conhecimento é preservado para os vindouros. Para Morgaine existe um objetivo fundamental: afastar a Bretanha da nova religião que vê a mulher como portadora do pecado original. A bela rainha Gwenhwyfar jurou fidelidade ao rei Artur, o Rei Supremo, mas não consegue esquecer a paixão que sente por Lancelot, exímio cavaleiro e melhor amigo de Artur. Quando o seu dever de concebe um herdeiro para o trono falha, Gwenhwyfar convence-se de que é vítima de um castigo divino e entrega-se de corpo e alma à religião de Cristo. As hostilidades aumentam inevitavelmente entre ambas as mulheres que detém o poder em Avalon e Camelot. Conseguirá Artur conciliar dois mundos antagonistas sob os estandartes reais e resistir aos Saxões? Se Morgaine tudo fará para proteger a sua herança matriarcal e desafiar a nova religião que cresce, já Gwenhwyfar não hesitará em persuadir Artur a trair os seus juramentos…

Opinião: A Rainha Suprema é o segundo volume da estrondosa obra ‘As Brumas de Avalon’. Após a coroação de Artur, este não tem um momento de descanso. É preciso planear, proteger, treinar e fazer de tudo o que esteja ao seu alcance para que o seu povo possa viver em paz. Enquanto isso, o mundo vai sofrendo uma transformação. Começa de forma subtil com a chegada da nova religião, mas rapidamente costumes começam a ser mudados, crenças começam a ser reprimidas e há muito pouco que alguém possa fazer para mudar o curso dos acontecimentos.

Morgaine, irmã de Artur e sacerdotisa dos antigos costumes, vai assistindo, de forma inconformada, ao que se vai passando na corte de Artur. Gwen é incapaz de conceber um herdeiro e começa a ser mais que evidente que a rainha não resiste aos encantos do melhor amigo do seu rei. Enquanto aia da rainha, Morgaine fica farta de sentir que não pertence ali. Decide partir então partir com destino incerto. Quando volta, nada está igual.

É neste volume que Camelot começa a ganhar forma. A guerra com os Saxões obriga Artur a mudar de estratégia e de local de abrigo. É para lá que é então levada a famosa Tábula Redonda e começam a surgir os famosos concílios do rei.

É um livro cuja leitura passa a correr. A autora tem o poder de nos agarrar e de nos levar a deambular pela lenda arturiana. Contém também uma parte da história que nos faz ferver o sangue. Quando Gwen começa a desafiar os deuses obrigando Artur a optar apenas pela religião cristã, sentimo-nos impelidos a odiá-la. Ela que tanto prega a doutrina e que no entanto só pensa que talvez as ‘bruxas’ de Avalon lhe pudessem arranjar um conjuro para que ela conseguisse dar um herdeiro ao rei. Este cinismo espelha bastante bem o que se passa ainda hoje e do é que o desespero pode provocar nas pessoas.

Sem dúvida um livro que poderá mexer bastante com um leitor sensível a estas temáticas ou até meramente romântico. Gostei bastante e fico à espero do próximo volume ansiosamente.

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Opinião: ‘A Senhora da Magia’ (As Brumas de Avalon #1) de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2012/02/opiniao-senhora-da-magia-as-brumas-de.html https://branmorrighan.com/2012/02/opiniao-senhora-da-magia-as-brumas-de.html#comments Wed, 08 Feb 2012 18:21:00 +0000

A Senhora da Magia (As Brumas de Avalon #1)

Marion Zimmer Bradley

Editora: Saída de Emergência

Colecção: Bang!

Sinopse: O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.

Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…

Opinião: As Brumas de Avalon são um clássico da literatura assim como considero Marion Zimmer Bradley uma das melhores autoras de todos os tempos. Apesar de já não estar entre nós, as suas obras prometem ficar para a eternidade, marcando cada leitor que pega nelas. Pelo menos no que toca a esta fantástica saga.

A Senhora da Magia, o primeiro dos quatro livros inseridos n’As Brumas de Avalon, marca o início de uma das muitas versões das lendas arturianas. Num mundo em que a Bretanha está em guerra constante com os saxões em cada costa prontos a atacar, o cristianismo vai-se propagando a uma velocidade assustadora, tentando varrer todos os ritos e costumes antigos. No entanto, com a aproximação da morte do rei Ambrosius que vai tendo como conselheiros tanto cristãos como pagãos, é chegada a hora de eleger um novo rei que possa jurar proteger ambas as facções. Uther é esse rei.

Avalon é uma ilha mágica, em que uma antiga linha dos Antigos luta por sobreviver e evitar que a sua sabedoria pereça. Essa linha de poder é transmitida pela mulher, ao contrário da transmissão de poder dos romanos que é pelo filho mais velho. E é lá que todas as que são detentoras da Visão ou de outros poderes, podem ser treinadas para sacerdotisas, servindo assim a vontade da Deusa. E através dos desígnios que pensam ser transmitidos por Ela, que lutam a todo o custo para que os dois mundos não se separem de vez.

Este primeiro volume é sem dúvida uma pequena semente do que ainda está para vir, apesar de parecer que já aconteceu tanto! Morgaine, filha de um Duque morto e dotada da Visão, vê a sua vida transformada quando Viviana, Senhora de Avalon, a leva para a ilha para lhe serem transmitidos os ensinamentos. Consoante vai aprendendo os mistérios, vai colocando a sua vida cada vez mais à disposição da Deusa. Até que se vê confrontada com uma dura realidade, ficando a sua vida e a de Arthur ligadas para sempre. Como pôde a sua tia fazer-lhe algo assim? Mas os desígnios da Deusa poucos conseguem perceber…

Um romance fantástico, delicioso, apaixonante e completamente viciante! Marion Zimmer Bradley era, sem dúvida, dotada de uma magnificiência para a escrita. A forma como retrata o tempo dos druidas e todas as paisagens, transporta-nos por completo para aquele mundo maravilhoso que, quem sabe, outrora poderá ter existido. Adorei.

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