Audrey Carlen – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:59:35 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Audrey Carlen – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: A Rapariga do Calendário – Livro 2 – de Audrey Carlen https://branmorrighan.com/2016/10/opiniao-rapariga-do-calendario-livro-2.html https://branmorrighan.com/2016/10/opiniao-rapariga-do-calendario-livro-2.html#respond Tue, 18 Oct 2016 11:18:00 +0000

A Rapariga do Calendário – Livro 2

Audrey Carlen

Editora: Editorial Planeta

Sinopse: A jornada de Mia Saunders, acompanhante por força das circunstâncias, continua neste segundo volume de A Rapariga do Calendário! Nos três meses que se seguem, Mia viaja para Boston, Oahu e Washington DC.

Em Abril, faz-se passar pela namorada do mulherengo Mason Murphy, um jogador de basebol profissional que precisa de melhorar a sua imagem, e acaba por descobrir que ele não é exactamente aquilo de que estava à espera.

Maio encontra Mia a incendiar o sangue de Tai Niko, modelo fotográfico e intérprete da dança do fogo samoano, enquanto participa numa campanha publicitária que tem como objectivo demonstrar que a beleza não é uma questão de tamanho.

Em Junho, a missão de Mia é servir de enfeite de braço a Warren Shipley, membro do grupo conhecido como Um por Cento. Enquanto finge ser uma caçadora de fortunas, descobre que Warren tem de facto um coração de ouro. Pena é que o atraente filho, Aaron, senador pela Califórnia, não seja em nada parecido com o pai. 

Opinião: Ora aqui está uma série cuja leitura é tão fácil e rápida que, mesmo quando a sua narrativa não é soberba, damos por nós a folhear página após página. A trama foi definida logo ao início – Mia Saunders tem de pagar a dívida do seu pai, que se encontra em coma após ter sido espancado por dever dinheiro a um homem com quem ela já se envolveu no passado; tem de cuidar da irmã, que neste volume lhe mostra que realmente já se está a tornar numa mulher; e ainda tem de lidar com as suas próprias questões existenciais, que surgiram essencialmente após ter aceite ser acompanhante de luxo. Problema: apaixonou-se pelo primeiro cliente, delirou com o segundo e descobriu uma nova realidade de companheirismo com o terceiro, que é homossexual. No meio disto tudo, decidir como encarar os próximos meses não é tarefa fácil.

Neste segundo volume, correspondente ao segundo trimestre do ano, Mia volta a conhecer personalidades masculinas completamente distintas umas das outras. Uma coisa é certa, a nossa protagonista tem uma libido descomunal, mas também um excelente sentido de humor e jeito para casamenteira. Há certas coisas que por vezes me irritam um bocadinho, mas tem a ver com a minha personalidade enquanto mulher, como por exemplo os complexos que ela mostra em falar com a irmã sobre a sua vida sexual, quando evidentemente não tem problemas nenhuns com isso a nível pessoal. Ou uma pessoa está à vontade para falar de sexo ou não está, essa coisa de se ser selvagem na cama e púdica fora dela é algo que não funciona para mim. 

Ainda assim, o divertimento é garantido. Tanto Mason como Tai e Warren têm muito para lhe dar e vice-versa. Não só a nível sexual, mas também enquanto perspectivas humanas. Se muitas pessoas vivem uma vida inteira sem terem noção do quão diferentes podem ser os relacionamentos entre duas pessoas, a cada mês Audrey Carlen, através de Mia, proporciona-nos isso mesmo. Inclusive uma pequena passagem por um momento mais dramático, em que nos é mostrada a faceta de homens que se acham mais do que são, que acham que se podem apropriar de qualquer mulher e ainda abusar dela. Uma pequena dose de realidade mais brutal, ainda que romanceada, mas que acho que se encaixou bastante bem. Flirt não é sinónimo de cama, nem muito menos um homem pode achar que a partir do momento em que isso existe, que pode fazer o que bem entender. 

Sou sincera, tenho um misto de sentimentos em relação a esta série. Não desgosto da Mia, a autora sabe como criar ambientes carregados de luxúria e sensualidade, mas há qualquer coisa na personalidade da protagonista que me afasta bastante dela. Não obstante, sem dúvida que estas pequenas histórias se lêem muito rapidamente. 

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Opinião: A Rapariga do Calendário – Livro 1 – de Audrey Carlen https://branmorrighan.com/2016/09/opiniao-rapariga-do-calendario-livro-1.html https://branmorrighan.com/2016/09/opiniao-rapariga-do-calendario-livro-1.html#respond Thu, 15 Sep 2016 18:05:00 +0000

A Rapariga do Calendário – Livro 1

Audrey Carlen

Editora: Editorial Planeta

Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.

A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.

A curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.

Pelo menos é como espera que corra.

Sexo, Amor e segredos. Uma história que a fará sonhar. 

Opinião: O fenómeno Audrey Carlen chegou a Portugal há poucos meses, mas parece já ter conquistado uma legião de fãs. Depois da febre inicial, há um ou dois pares de anos atrás, de lançamentos de romances eróticos, poucos ou nenhuns tenho lido, mas fiquei curiosa com esta série “A Rapariga do Calendário”. Talvez por ter sido um fenómeno de autopublicação que de repente catapultou a autora para alguém já reconhecido como bestseller. A história é então composta por doze capítulos, cada um correspondente a um mês do ano, e a protagonista é Mia, uma jovem mulher que se vê deparada com o pai em coma, consequência da dívida de um milhão de dólares ao seu ex-namorado. Retorcido, não? Já sem mãe presente e uma irmã mais nova que quer proteger a todo o custo e que está agora na universidade, Mia encontra na sua tia Millie, e no seu negócio de acompanhantes de luxo, a solução para os seus problemas e assume o compromisso de um ano. Um cliente por mês. Cem mil dólares por mês, mais um extra de vinte cinco mil se por acaso se envolver sexualmente com algum dos clientes.

Que contrato, hein? Num ano pode não só cobrir a dívida do pai como assegurar a faculdade da irmã e quem sabe juntar algum dinheiro para ela. Não vendo outras soluções viáveis à vista, Mia mergulha de cabeça na aventura . A partir daqui cada mês revela-se uma história diferente em que a autora não só vai revelando o seu talento para a criação de ambientes sensuais e românticos, como dá espaço para que aspectos mais íntimos e humanos sejam trabalhados. A linguagem utilizada para descrever os cenários sexuais é lasciva e grosseira ao mesmo tempo, resultando num equilíbrio que nem sempre é fácil de se conseguir. Ou seja, a linguagem consegue ser sexy, evoluir para algo mais animalesco, sem que as expressões caiam em lugares comuns demasiado brejeiros, quebrando a leitura. Audrey Carlen mostrou-se à altura de criar uma sequência de pequenas histórias que mantêm os leitores sempre a quererem saber mais. Afinal o primeiro mês abre portas para inúmeras possibilidades e os dois meses seguintes mostram realidades completamente diferentes, mas sempre com um fio condutor comum. 

Nem sempre senti a maior empatia com a protagonista, não pelas suas opções de vida, mas antes pela forma como muitas vezes reagia em certas ocasiões, mas fazendo um balanço geral foi uma leitura bastante aprazível, fácil e rápida, relaxante o suficiente para se tirar a cabeça do dia-a-dia e por uns momentos assistirmos “aos problemas” dos outros, qual novela. Como escrevi anteriormente, acho que de facto o que me agradou mais foi a autora introduzir realidades tão diferentes, abordando temas como o mundo da arte e a homossexualidade, através de personagens muito humanos, os quais são fáceis de transpor para a vida real. Venham os próximos meses e o desfecho da história de Mia Saunders.

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