Bons Sons – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:48:14 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Bons Sons – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Diário de Bordo] A pausa para voltar à estrada com SURMA e WHALES no BONS SONS https://branmorrighan.com/2017/08/diario-de-bordo-pausa-para-voltar.html https://branmorrighan.com/2017/08/diario-de-bordo-pausa-para-voltar.html#respond Sun, 13 Aug 2017 11:51:00 +0000

Uma das maiores alegrias que acho que podemos ter é ver crescer e prosperar aqueles de que mais gostamos e admiramos. Conheci a Surma e os Whales há uns bons aninhos, juntos eram os Blackwater and the Screaming Fantasy. Eu ainda não tinha qualquer ligação à Omnichord Records e tinha começado a falar de música no blogue há muito pouco tempo. Estes anos depois, vê-los com os seus projectos, agora diferentes, a vingar na música portuguesa (e até internacional), é um dos maiores orgulhos que trago comigo. Apesar de andar com muitas responsabilidades e trabalho (daqui a uma semana já estou na Finlândia durante uns dias para apresentar outro trabalho científico), não pude não tirar esta Sexta-feira para ir com a Surma e os Whales ao Bons Sons. Já não estava com eles, nem os via tocar, há uns meses, e foi como bálsamo para alma! Pelas fotografias (desculpem a qualidade, mas foram todas tiradas com o telemóvel), acho que conseguem perceber o ambiente brutal, tal como o espírito de família e amizade que existe entre todos. Também o ambiente do Festival Bons Sons é do mais familiar que já vivi. Há dois anos estive lá a viver a aldeia em pleno, acampei e tudo, e, mais uma vez, é engraçado testemunhar o festival do outro lado, do lado da equipa do artista. O público foi sempre maravilhoso. Mesmo com os Whales a tocarem em plena torra, começaram às 16h45 e faziam quase 40º, o pessoal não deixou de aclamar e dançar e houve mesmo quem dissesse que foi um dos concertos preferidos daquele dia. A Surma começou mais tarde, pelas 19h15, mas muito tempo antes já o corredor do público se encontrava cheio. Bastou a Surma subir ao palco para as ovações de admiração começarem e foi lindo! Não é despropositado todo o carinho que se vive à volta da Surma. Sei que sou suspeita. Costumo dizer que conheci a Débora quando ela ainda tinha cabelão comprido aos caracóis escuros, portanto já é há um bom tempo. Algo que se manteve constante desde então é o seu coração enorme e a sua gratidão. Tudo nela é tão genuíno que não me admira nada a quantidade considerável de fãs tão fiéis que já tem consigo. Houve espaço para sorrisos, saltos, lágrimas, mosh, tudo sempre de coração alto. Repito, foi mesmo muito bonito!

Aquela última fotografia, bem, alguns de vocês poderão reconhecer aquelas caras de anos anteriores. São quatro rapazes com quem já vivi imensas aventuras em festivais, desde há quase meia dúzia de anos atrás. Entretanto, acabámos os cursos, começámos a trabalhar e há já uns anitos que não estávamos todos juntos. Foi mesmo muito bom revê-los e claro que queria deixar esse momento aqui registado, no belo Intermachê de Cem Soldos, da dona Guida. Ovos Cozidos e Vinho no Bons Sons é ali! Eheheheh

E é isto. Este diário é mais um registo da minha vida pessoal que vai ser bom relembrar mais tarde. Num ano um pouco esgotante a vários níveis, é sempre um mimo para a alma poder viver estes momentos com quem mais se gosta. Como disse numa outra rede social, 

Às vezes é duro pensar que este ano tenho abdicado de imensas coisas por causa do doutoramento, principalmente agora este mês, mas depois tenho de me lembrar que em menos de ano e meio já estive em França, Inglaterra (duas vezes), Alemanha, Japão, Croácia, estou prestes a voar para a Finlândia e, com sorte, ainda volto a França este ano. Tudo em missão, mas sempre em missões académicas ou musicais que só me enriqueceram enquanto pessoa, académica e melómana. E pronto, era só este pequeno desabafo de gratidão, que não podemos andar sempre a chorar. Muahahahah 💙 Obrigada doutoramento e Omnichord, a minha vida não seria a mesma sem vocês 💙

E apesar de só mencionar este último ano, que tem sido mesmo absurdo, num bom sentido, em termos de viagens e experiências, acho que resume bem os meus últimos três anos. Com sorte daqui a um ano já defendi a minha tese de doutoramento e há toda uma vida por descobrir. Só posso desejar que todas as pessoas tenham gente querida convosco, com quem possam partilhar momentos que vos encham o coração, principalmente nas alturas mais difíceis. Bom Domingo! 🙂 

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[DESTAQUE] Esta Semana: BONS SONS 2017 em 3… 2… 1… https://branmorrighan.com/2017/08/destaque-esta-semana-bons-sons-2017-em.html https://branmorrighan.com/2017/08/destaque-esta-semana-bons-sons-2017-em.html#respond Tue, 08 Aug 2017 11:55:00 +0000

O BONS SONS começa já esta semana. Serão 4 dias de espectáculos com o melhor que a música portuguesa tem para oferecer, no cenário pitoresco da Aldeia de Cem Soldos.

Quem chegar e assentar arraiais no parque de campismo, encontra ali montada também a Festa de Recepção ao Campista com as primeiras sonoridades dançáveis entregues nas mãos de Inês Lamim. Os dias seguintes estão recheados com os nomes de um cartaz com 52 espectáculos por onde escolher.

As manhãs de quem consegue levantar-se cedo são preenchidas com um pequeno-almoço na aldeia, sessões de música para crianças, regateios pela feira de artesanato, visitas ao curral dos burros, jogos tradicionais ou um refresco no rio de uma das praias fluviais da zona.

Os inícios de tarde trazem também muitas actividades antes dos primeiros concertos, como as oficinas para construir instrumentos musicais, a exibição de curtas-metragens, em parceria com o Curtas em Flagrante, as artes performativas em parceria com a Materiais Diversos ou as actuações ad-hoc no Palco Garagem.

Os concertos começam a aquecer pela tarde dentro, no interior da igreja, com o Palco MPAGDP, onde a programação está a cargo d’A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria. A procissão do cartaz segue para o adro, onde o Palco Tarde ao Sol rasga as primeiras notas que ecoam pelas ruas de Cem Soldos. Seguem-se os concertos do coreto, de outra forma conhecido como Palco Giacometti, onde estalam as sonoridades mais introspectivas de cantautores e calmos virtuosos.

Depois do aquecimento, iniciamos o diálogo musical entre os projectos sonoros do enérgico Palco Eira alternados com as melodias incontornáveis que partem da Praça do Rossio, no Palco Lopes-Graça.

Aplaudidos os memoráveis espectáculos dos músicos consagrados e das principais atracções da noite, a festa continua tanto no Palco Aguardela, com as batidas que caracterizam o calor da madrugada, como nas tascas, quintais e tabernas da aldeia que viram tertúlias e locais de boémia.

Para ninguém se perder no meio de tanto que há para fazer, existe a APP do BONS SONS que é já uma referência. Simples, eficaz e com toda a informação necessária, incluindo o acesso ao Instagram oficial. Disponível para IOS e Android.

Segredos e surpresas? Sim, vão existir, mas só estarão disponíveis para quem for ao BONS SONS.

ALINHAMENTO COMPLETO

10 AGOSTO

22:30   INÊS LAMIM Recepção ao campista

11 AGOSTO

10:00   MÚSICA PARA CRIANÇAS Armazém

14:00   BAND’OLIM MPAGDP

15:45   SINGULARLUGAR MPAGDP

16:45   WHALES Giacometti

17:45   ANA JEZABEL E ANTÓNIO TORRES Auditório

18:00   MANUEL FÚRIA E OS NÁUFRAGOS Tarde ao Sol

19:15   SURMA Giacometti

20:45   HOLY NOTHING Lopes-Graça

22:00   GLOCKENWISE Eira

23:15   VIRGEM SUTA Lopes-Graça

00:30   CAPITÃO FAUSTO Eira

01:45   THUNDER & CO Aguardela

03:00   GROOVE SALVATION Aguardela

12 AGOSTO

10:00   MÚSICA PARA CRIANÇAS Armazém

14:00   LUCÍA VIVES + JOÃO RAPOSO MPAGDP

15:45   FILIPE VALENTIM MPAGDP

16:45   FILIPE SAMBADO Giacometti

17:45   LANDER & JONAS Auditório

18:00   LES SAINT ARMAND Tarde ao Sol

19:15   SEÑORITAS Giacometti

20:45   MEDEIROS/LUCAS Lopes-Graça

22:00   MÃO MORTA – 25 anos de mutantes s.21 Eira

23:15   NÉ LADEIRAS Lopes-Graça

00:30   THROES + THE SHINE Eira

01:45   ZÉ NUNO/ SAM U/ BEATDIZORDER Aguardela

13 AGOSTO

10:00   MÚSICA PARA CRIANÇAS Armazém

15:00   MOÇOS DA VILA MPAGDP

16:15   JOANA BARRA VAZ Giacometti

17:30   SONOSCOPIA Tarde ao Sol

17:45   CARLOTA LAGIDO Auditório

18:45   CAPTAIN BOY Giacometti

20:00   SAMPLADÉLICOS Tarde ao Sol

21:00   PAULO BRAGANÇA Lopes-Graça

22:15   SAMUEL ÚRIA Eira

23:30   10.000 ANOS DEPOIS ENTRE VÉNUS E MARTE Lopes-Graça

00:45   ORELHA NEGRA Eira

02:00   PUTO ANDERSON, DJ NINOO E K30 (FIRMA DO TXIGA) Aguardela

14 AGOSTO

10:00   MÚSICA PARA CRIANÇAS Armazém

14:00   CURTAS Auditório

14:00   SANCT’IRENE MPAGDP

15:45   MOÇOILAS MPAGDP

16:00   CURTAS Auditório

16:45   MARCO LUZ Giacometti

18:00   OS CANTADORES DE PARIS – AUTÓPSIA DE UMA MONTAGEM Auditório

18:00   LST – LISBOA STRING TRIO Tarde ao Sol

19:15   VALTER LOBO Giacometti

20:45   FRANKIE CHAVEZ Lopes-Graça

22:00   THE POPPERS Eira

23:15   RODRIGO LEÃO Lopes-Graça

00:45   OCTA PUSH Eira

02:00   RODRIGO AFFREIXO Aguardela

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[7 Anos Blogue Morrighan] Vencedor do Passatempo: 1 PASSE, de quatro dias, para o Festival Bons Sons https://branmorrighan.com/2016/01/7-anos-blogue-morrighan-vencedor-do_18.html https://branmorrighan.com/2016/01/7-anos-blogue-morrighan-vencedor-do_18.html#respond Mon, 18 Jan 2016 12:21:00 +0000

Viva! Cá estamos para anunciar mais um vencedor, desta vez para UM PASSE para o Festival Bons Sons, a decorrer na aldeia Cem Soldos, Tomar, nos dias 12 a 15 de Agosto! Muito obrigada a todos os que participaram e o vencedor escolhido através do random.org foi:

Joana Pina Ribeiro Braga, 41

Muitos parabéns, Joana. Receberás um mail com as indicações de como proceder ao levantamento do mesmo. Brevemente mais passatempos, fiquem atentos! 

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[7 Anos Blogue Morrighan] Passatempo: 1 PASSE, de quatro dias, para o Festival Bons Sons https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-passatempo-1.html https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-passatempo-1.html#respond Mon, 21 Dec 2015 20:58:00 +0000 http://www.bonssons.com/

Nem só de livros se tem feito história no blogue, mas também de música, a maior parte dela portuguesa. Nesse sentido, e porque este festival merece ser divulgado e merece chegar ao maior número de pessoas, este ano o aniversário do blogue fica marcado pela parceria natalícia com o Festival Bons Sons. Em sorteio está um Passe, de quatro dias, para o festival que decorre de 12 a 15 de Agosto de 2016 e é composto 100% por música portuguesa. Pois é, o Pai Natal chegou mais cedo e podem ler mais sobre o Bons aqui no blogue e descobrir um pouco sobre do que é feito este festival. É então com muito gosto que sorteamos um passe com as seguintes regras: 

– Têm de preencher correctamente o formulário com os dados todos que são pedidos

– O passatempo termina às 23h59m do dia 12 de Janeiro

– Podem participar uma vez por dia

– A cada participação é necessária uma partilha nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Google+, etc) 

– Fazer like na página de Facebook do Bons Sons

Boa Sorte! 

FORMULÁRIO DESACTIVADO – FIM DE PASSATEMPO

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Retratos do Festival Bons Sons, em tom de saudades! https://branmorrighan.com/2015/09/retratos-do-festival-bons-sons-em-tom.html https://branmorrighan.com/2015/09/retratos-do-festival-bons-sons-em-tom.html#respond Tue, 08 Sep 2015 16:53:00 +0000

Não estão pela ordem que foram tirados, mas não interessa. Interessa que cada um destes retratos é especial à sua maneira. Posso começar logo pelo primeiro, com os D’Alva, uma banda que há um ano pouco ouvia, que passados uns meses conheci pessoalmente e entrevistei, ficando cativada pela sua genuinidade e sinceridade. Gosto imenso do Ben e do Alex, quem conheço melhor, e é tão natural estar com eles que, sou sincera, aquele retrato é dos que mais gosto! 

Os dois seguintes são com a querida Vera Marmelo e com o fantástico Fausto Silva. Tanto um como outro já foram apresentados neste blogue, são duas pessoas que admiro e respeito imenso e não podia sair do Bons Sons sem ter uma lembrança com eles. Acho que também é destes pequenos momentos que a vida se vai compondo e as recordações ajudam-nos muitas vezes a relembrar que o que fazemos e as com que nos cruzamos são especiais! E estes dois são sem dúvida extraordinários.

Seguem-se mais dois com o Tó Trips, um dos músicos portugueses que mais admiro. É pelo seu talento artístico, pela pessoa que demonstra ser, pela consideração que mostrou sempre comigo e com o blogue… É realmente alguém que vale a pena conhecer e ter por perto. Tive também o privilégio de conhecer a sua bela família. Foi uma tarde bem bonita! 

Continuando temos a foto com o Miguel Reis e a Marta Banza, os meus queridos e lindíssimos músicos de Tio Rex. Em banda são ainda mais, mas é com eles que me tenho cruzado várias vezes e foi com eles que criei uma amizade muito querida. São pessoas simples que lutam pelos seus sonhos e mostram uma gratidão tal por quem os ajuda que é impossível não nos cativarmos por eles. O concerto no Bons Sons foi dos melhores que já vi.

Chega a vez do Luís Nunes, o nosso Benjamim, que entrevistei enquanto ainda era o Walter Benjamin e que também é um porreiraço! Andou em tour a divulgar o seu Auto Rádio e também não falta muito tempo para voltarmos a conversas sobre esse seu disco novo. Foi bom revê-lo!

O André Simão, ao lado de quem fiquei com cara de parva, é dos músicos mais queridos que conheço. Ele toca em imensos projectos, até hoje tenho gostado de todos, e para além de talentoso é super simpático. Já nos conhecemos há algum tempo, penso que ou através de Dear Telephone ou através de White Haus, mas foi com Duquesa que ele esteve no Bons Sons. 

Temos por fim o Carlão, músico que conhecia dos Da Weasel e 5-30, mas que passei a acompanhar mais de perto no seu projecto a solo. Dada a sua abordagem ao seu disco de estreia “Quarenta”, a minha curiosidade andava aguçada e como tive a oportunidade de o entrevistar ainda descobri que é das pessoas mais humildes e surpreendentes que já conheci. Eu que até estava a tentar fazer uma cara normal dei conta que até ele estava descontraído o suficiente para a brincadeira das caretas e lá fui eu para a “imagem de marca” como já muitos me dizem.

Resumindo, foi bom bom bom. Estive com muito mais gente, mas não tive coragem para ser chata com todos, com estes houve abertura e à vontade suficientes. Ainda assim quero deixar um beijinho super especial à Ana da comunicação do Bons Sons e ao Luís Ferreira da organização. Incansáveis e cinco estrelas! 

Para todas as reportagens e mais algumas, incluindo um gozo do meu afilhado à minha pessoa, é só consultarem este marcador: http://www.branmorrighan.com/search/label/Bons%20Sons

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O Festival Bons Sons, ou o gozo à Sofia, pelas palavras do Eugénio Ribeiro https://branmorrighan.com/2015/08/o-festival-bons-sons-ou-o-gozo-sofia.html https://branmorrighan.com/2015/08/o-festival-bons-sons-ou-o-gozo-sofia.html#respond Mon, 31 Aug 2015 12:10:00 +0000 Buenos dias, seguidores do Mórrigáne!

Como a “Sofia do blog” não percebe nada desta cena da escrita, decidi invadir-lhe o blog para gozar com ela… Err… Para falar do Bons Sons. Não vou falar sobre os concertos, porque sobre isso já ela fez uma série de posts. Vou antes falar sobre cenas aleatórias relacionadas com o festival.

Primeiro que tudo, eu fui para o festival decidido a jogar ao “Conheces a Sofia?” (Quem conhece How I Met Your Mother deve perceber a referência), mas foi bastante complicado porque a Sofia conhece toda a gente. E pior, são todos fãs dela e querem tirar fotografias. Foram os artistas que actuavam no festival, os que estavam só a assistir, a imprensa e todas as outras pessoas aleatórias que foram surgindo. Para confirmar basta irem às redes sociais procurar. Mas como grande fã, o que a Sofia queria mesmo era uma foto comigo e passou o festival todo a chatear-me até que eventualmente conseguiu. Ela ficou tão contente quando eu lhe disse que sim que usou a embalagem de base toda. Apreciem:

Eu disse que não ia falar dos concertos, mas eles são uma parte muito importante do festival. Assim sendo, não vou falar dos concertos em si, mas de como o público os viveu. A disposição dos palcos principais (Eira e Lopes Graça) era a convencional e, por isso, tudo era semelhante à generalidade dos festivais, como podem ver na primeira foto abaixo. Sim, em todos os festivais existe uma rapariga que cheira muito bem do cabelo. Já o palco Giacometti, tratando-se de um coreto ao fundo de uma rua inclinada, levou a que o público assistisse aos concertos de diversas formas. De perto ou de longe, em pé ou sentado, agarrado às grades ou até mesmo da janela das habitações.




Repararam em quem estava logo atrás da “Monga das Grades”? Caso não percebam a referência, aconselho-vos a visitar a página Mongos das Grades no Facebook (https://www.facebook.com/MongosDasGrades).

Ainda sobre a maneira como as pessoas vivem os concertos, há que destacar o melhor momento da vida do Caldeira e do Marçal, ao perceberem que estavam a ser fotografados enquanto bebiam bagaço e apreciavam (o concerto d) a Ana Miró.

Mas o Bons Sons não se resume aos concertos e, tratando-se de um festival sem fins lucrativos, há que referir o trabalho dos voluntários, que para além de estarem nos postos de venda ou a dar apoio às várias actividades, também passeavam pela aldeia carregando placas alusivas aos festival para que as pessoas pudessem tirar fotos, refrescando as pessoas, ou distribuindo objectos de formato sugestivo que mais tarde descobrimos serem cinzeiros.


Falando sobre passear pela aldeia, isso era algo que acontecia constantemente, quer fosse para ir assistir aos concertos, comprar comida e bebida, ir à casa de banho, ou simplesmente porque sim. Assim, as ruas estavam sempre cheias de vida e era difícil encontrar alguma vazia.




Para além de passear pela aldeia, enquanto esperavam pelos concertos, as pessoas aproveitavam para descansar, apanhar sol, tirar selfies “bué de fashion”, ou brincar com os amigos de quatro patas que também tinham direito a viver o festival.



Há que destacar que era também possível jogar jogos de tabuleiro, incluindo uma versão (ainda mais) javarda do Cards Against Humanity (https://cardsagainsthumanity.com/), na qual a Sofia perdia sempre. Obviamente.

Para além disso, entre os concertos a Sofia aproveitava para fazer entrevistas aos artistas, como por exemplo aos Salto. Quer dizer, ela tentou fazer uma entrevista, mas depois apareceram o David, o André e a Vera e aquilo foi um forrobodó de todo o tamanho.

Falando sobre gastronomia, em termos de líquidos o festival tinha de tudo um pouco, desde água a bagaço.


Já em termos de comida, apesar de o festival ter bastante escolha, incluindo refeições 100% biológicas, eu vou-me focar num estabelecimento excepcional que até esta edição do festival se chamava Adega S. Pedro, mas que rapidamente adoptou o nome muito mais memorável de Intermarché de Cem Soldos. Este estabelecimento, que serve a melhor meia dose de moelas de Cem Soldos, apesar de servir tudo excepto moelas, tornou-se a segunda casa do Marçal e do Caldeira e o nosso ponto de encontro. Não se esqueçam de seguir a página no Facebook (https://www.facebook.com/pages/Intermarche-de-Cem-Soldos/1628468540755318).


Passo a explicar a última fotografia: A Sofia ficou histérica porque o Carlão fazia “a mesma” careta que ela e por isso nós decidimos fazer o mesmo.

Para terminar a aventura gastronómica deixo-vos uma foto da Sofia a comer uma bolacha:

Por fim, como não posso passar o post todo a gozar com a Sofia, deixo-vos uma foto dela armada em princesa. Oh wait…

A Cem Soldos e ao Bons Sons digo “Até para o ano!”. A vocês digo “Até sempre!” porque duvido que depois disto alguma vez a Sofia me deixe voltar a publicar algo aqui.

– Gé, o gajo que conhece a Sofia do blog.

PS: Suponho que a Sofia tenha editado o meu post original, por isso não me responsabilizo pelo seu conteúdo. 

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Olá meus queridos leitores! Sim, daqui a Sofia Teixeira em adição ao que ali o “Gé, o gajo que conhece a Sofia do blog” disse. Eu não editei praticamente nada, a não ser a formatação das fotos e a omissão de um gif sugestivo que ali o Gé se esticou a adicionar. De resto permiti-lhe todos os excessos. É um post diferente, uma espécie de caricatura à nossa experiência, mas o que é certo é que o Gé é um tipo muito porreiro – não fosse ele meu afilhado da faculdade – e, bem, não sei, achei que podia ser engraçado ter outra perspectiva por aqui. Só não contava que fosse para gozar comigo, mas há que saber rir de nós mesmos e eu ri-me para caraças com este post! Abreijos da Sofia do blog.

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Vamos Viver a Aldeia V – A Primeira Experiência no Festival Bons Sons https://branmorrighan.com/2015/08/vamos-viver-aldeia-v-primeira.html https://branmorrighan.com/2015/08/vamos-viver-aldeia-v-primeira.html#respond Thu, 27 Aug 2015 21:16:00 +0000

2015 fica marcado pela primeira vez que fui Viver a Aldeia na sua plenitude. Embora o festival já tenha alguns anos, só o ano passado é que descobri o conceito do Bons Sons e só este ano é que tive a verdadeira oportunidade e disponibilidade de o poder explorar. E a verdade é que agora, quando me sento em frente ao computador para começar a falar sobre esses quatro dias, a tarefa de vos transmitir o que ali foi vivido parece ingrata. Há tanto por onde explorar, tanto que acabou por ser vivido, que o que podia ser fácil partilhar acaba por se tornar um tanto quanto emocional e as palavras certas parecem fugir, qual rio com corrente forte.

Penso que um artigo sobre o Bons Sons dificilmente será completo. É que este é um festival de música portuguesa, mas como disse o Tio Rex ontem, e muito bem, “este é um festival português por portugueses e para portugueses”. Isto acaba por dizer muita coisa que à primeira vista poderia escapar. Sendo na aldeia de Cem Soldos e sem fins lucrativos, esta é uma iniciativa que dinamiza toda a sua população, desde os mais pequeninos aos mais vividos (recuso-me a chamar idosos, pois a energia daquela gente é notável) e todo o ambiente é familiar. A simpatia e o entusiasmo foram uma constante, não havia local que percorrêssemos que não tivesse sorrisos ou uma amena cavaqueira! 

Começando pelo derradeiro início! Foi pouco depois das 10h da manhã que eu e o Eugénio rumámos a Cem Soldos, na nossa estreia no Festival Bons Sons. Apresentações feitas ao ambiente de imprensa, fomos pousar as nossas coisas no campismo. Acabámos no ponto mais alto – afinal fazer exercício faz bem! – e as condições com que nos deparámos não eram más, mas sei que podem ser melhoradas. Nunca houve problemas em ir às casas de banho – que pecam por serem daquelas das obras – nem em tomar banho – com chuveiros semi-privativos e o belo chuveiro ao ar livre. Quem está habituado a acampar certamente não verá qualquer dificuldade adicional ao que já poderá estar habituado. Não faltou animação próxima a cada noite que chegávamos à tenda, mas acabava por ter a sua piada e mesmo assim foi possível descansar tranquilamente. Podemos dizer que a nível de campismo deparámo-nos sempre com bom ambiente, o que ajuda a quem conhece o festival pela primeira vez.

Voltando ao início da tarde do primeiro dia, muitas emoções estavam ainda para ser vividas. Como nos atrasámos um pouco a montar tudo no campismo, perdemos Sampladélicos, mas estivemos na primeira fila para Éme, Benjamim, Júlio Resende, Riding Pânico, Manel Cruz e Xinobi (formato djset). Não deu para vermos todos, apesar de o Eugénio ter conseguido ainda tirar algumas fotografias a outros conjuntos (podem ver aqui), mas estes foram concertos muito especiais. Principalmente Benjamim e Júlio Resende. No fundo acho que aquele coreto tinha algo de muito especial. Não que os outros palcos não fossem bons, não tivessem sido a sede de vários concertos extraordinários, mas o ambiente intimista que havia a cada concerto naquele palco tornava cada actuação única. 

No caso do Benjamim tivemos a apresentação do seu disco, que sai brevemente, Auto-Radio. Se por um lado toda a gente começou sentada, é certo que terminou tudo de pé e com uma série de aplausos. Luís Nunes tem trazido consigo um conjunto de músicas em português que contêm bastante de si e das pessoas que passam pela sua vida. Não é que Walter Benjamin tenha sido esquecido, mas a verdade é que este Benjamim chega em boa hora, fresco, bem disposto e contagiante! Júlio Resende, que nunca tinha tido oportunidade de ver ao vivo, foi uma experiência muito pessoal. O concerto em piano e os pequenos momentos de percussão, desafiando até o fado a contrapôr-se ao estigma do clássico, permitiu que cada um pudesse fechar os olhos, deixando assim o som vibrar dentro de nós. Foi muito bonito.

A noite esteve entregue aos já experientes Riding Pânico que seja onde for, em que palco for, conseguem ter sempre uma energia e uma entrega hipnóticas. É claro que foi um concerto de sucesso e não foi raro ouvir alguns fãs a comentarem que gostavam de coisas novas para breve! Seguiu-se Manel Cruz que vem tocando temas originais juntamente com alguns de outros projectos dos quais já fez parte, como Super Nada, Foge Foge Bandido e Pluto. Já o tinha visto no Primavera, mas acho, sinceramente, que este foi muito melhor. Os músicos estiveram melhor (mesmo sem que o Manel Cruz tivesse conseguido despir a camisola como já é a sua imagem de marca – estava mesmo frio!), o público esteve mais ao rubro… Não sei, dizem que em Cem Soldos tudo é melhor… Ou mais especial! Acredito que existam vários casos assim! A madrugada inicou-se com Xinobi que conseguiu ter centenas de pessoas até altas horas a dançar ao som que passava. Bruno Cardoso é um músico que admiro imenso e mesmo quando não está “live” é das pessoas com mais bom gosto e sucesso a fazer djset. Será necessário e engraçado comentar que também vários elementos da vila ainda andavam acordados pelas 4h da manhã… Provavelmente, mesmo se quisessem ir dormir para casa não conseguiriam! 

Depois de um mini concerto perto da tenda e de umas horinhas de sono, zombies lá tomamos um banhinho fresquinho e seguimos novamente rumo à vila. Entre as latas de atum, milho, cogumelos, etc. etc. no que a enlatados diz respeito, lá fomos variando e experimentando algumas tasquinhas e tendas do dito recinto em tom de aldeia. Foram caracóis, sopas, pizzas e mais algumas iguarias, mas onde eu e o Eugénio acabámos por comer mais foi no BioEscolha. As tostas de tofu fumado eram divinais, mas também os pratos vegetarianos tinham sempre óptimo aspecto e ainda chegámos a provar um ou outro. Para vegetarianos é perfeito, mas também tinham um hambúrguer de vaca que também foi aprovado pelo meu companheiro nesta aventura. No que à bebida diz respeito, era bonito ver toda a gente com as canecas dos festivais ou então com os copos reutilizáveis que traziam uma fita consigo para os podermos trazer de forma prática e cómoda, sempre à mão! Víamos pouca gente a usar copos de plástico e a deitá-los para o chão, o que também reforça a imagem de sustentabilidade pela qual o festival é conhecido. Tirando a cerveja tradicional, foi muito bom provar a charolinha! Tanto a branca como a tinta! Fresquinha sabia mesmo bem!

Gastronomia à parte, voltemos à música. O segundo dia foi marcado por algumas iniciativas, uma delas foi a entrevista com os Salto que antecedeu o início do nosso dia de concertos. A conversa com eles será brevemente publicada, mas fica o registado que eles são uns porreiros, malta bem humilde e apaixonada, tendo sido um gosto poder falar com eles um pouco melhor sobre a sua música. A meio da entrevista ainda contámos com a breve passagem a trocar saudações dos nossos André Tentúgal, Vera Marmelo e Noiserv! Como esteve recheada de gente boa, aquela aldeia Cem Soldos! Terminada a entrevista seguimos para ouvir a harmoniosa Minta! A zona perto da igreja estava completamente apinhada de pessoas, todas rendidas às melodias belíssimas do duo Minta & The Book Trout! Sem dúvida que temos vozes femininas muito bonitas no nosso país! Entre Minta e os restantes concertos tive a oportunidade de entrevistar o artista Carlão, uma das grandes referências do hip hop português. Com o seu disco Quarenta lançado há pouco tempo, aproveitei a boleia do Paulo Homem de Melo, da Glam Magazine, e em conjunto pudemos conversar um pouco com ele e sobre essa experiência já falei aqui e acho que devia ler sobre a mesma! Grande pessoa!

A noite trouxe com ela os OCO, os Clã, o Carlão e ainda os Salto! Nunca tinha visto OCO, mas gostei bastante da experiência. A base electrónica tem muita qualidade e a reprodução sonora de cada um dos restantes instrumentos esteve bastante sincronizada provocando um certo alheamento do que nos rodeava para apenas sentirmos a música. Tanto Carlão como os Clã arrasaram mediante o público que tinham, claramente as pessoas que estavam em cada um dos palcos sabiam ao que iam e a exaltação tomava conta de cada um. Quero deixar nota, em particular, sobre a actuação de Carlão que me surpreendeu pela sinceridade, pela ousadia e pela provocação saudável ao muito que pode estar errado tanto entre uma pessoa e si mesma, como com o sistema que nos rodeia. Já os Salto sofreram um pouco com os atrasos desse dia e com a hora a que começaram a tocar, perto das 3h da manhã. Ainda assim, muito bem estiveram eles, cheios de energia contagiante, sendo que o Guilherme – vocalista – soube usar muito bem da sua entrega para puxar pelo público! Como o Luís fazia anos, ainda houve surpresa final – nada de piñatas, mas antes crowdsurfing do mesmo! Bem bonito!

O terceiro dia não foi excepção do que toca a bons concertos! Aliás, falar de maus concertos no Bons Sons quase soa a piada de mau gosto pois sinceramente não vi nenhum. Mas assisti a muitas estreias e o terceiro dia foi a vez de ver pela primeira vez Duquesa! Primeiro sozinho e depois com banda completa, o concerto foi bem bonito e é um projecto que quero continuar a seguir. O destaque seguinte vai para os D’Alva que deram, claramente, um dos melhores concertos do coreto! Pelo menos o mais electrizante e dançante foi. Em formato reduzido, a banda colocou imediatamente toda a gente de pé, a dançar do princípio ao fim e aplausos e gritos fervorosos não faltaram. Mesmo tendo o disco há pouco mais de um ano, são já uns autênticos monstros em palco, no bom sentido claro, e ninguém lhes fica indiferente – quer pensem que gostem ou não. Penso que ficará não só na memória deles como na do festival. Ainda fomos uns privilegiados pois pudemos ouvir aquele que será provavelmente o single de um próximo disco – aprovadíssimo! Foi muito bom, deu para matar saudades, trocar abraços e tirar umas fotos catitas. Aliás, nunca houve um festival onde eu tivesse estado com tanta gente boa e tivesse tirado tantas fotos em tom de recordação como em Cem Soldos. É isso, somem pontos ao festival que ele merece, até porque tal como eu matei saudades, também todos os fãs que quisessem podiam falar com os artistas!

A noite ficou marcada pelos concertos de Trêsporcento, Bruno Pernadas e Nice Weather for Ducks. Os primeiros souberam afugentar a chuva e segurar os fãs, tendo sido compensados com fotografias belíssimas por causa do efeito da chuva. Foi um concerto sólido e que cativou quem nunca os tinha visto. Bruno Pernadas foi igual a ele mesmo – pouca interacção, perfeição técnica e vocal, o disco tocado sem sobressaltos e o público estava calmo e contemplador. Os Nice Weather for Ducks, apesar de jovens sabem bem como partir a loiça toda. Já têm alguns anos disto e mesmo estando numa fase de transição e de evolução para um disco novo, souberam balançar bem os temas antigos e sabidos de cor com temas novos, havendo ainda espaço para uma cover de David Fonseca que, não me levem a mal, praticamente supera a original! Tenho gostado muito de os acompanhar e foi o melhor concerto que vi deles.

Chegado o último dia a saudades já começava a apertar, mas foi tempo de arrumar tudo – levantar as tendas, levar tudo para o carro – e seguir rumo aos últimos concertos. Por questões pessoais não pudemos ficar até ao último concerto, mas os poucos que vimos naquele Domingo valeram totalmente a pena. O primeiro foi o Tio Rex, dentro da igreja, em que no fim as pessoas automaticamente, sem incentivo por parte dos músicos, se colocou de pé a aplaudir, muitos de lágrimas nos olhos. Eu sei que eu as tinha! E que foi um esforço enorme contê-las. Foi um concerto lindíssimo do início ao fim. A dedicação, e genuinidade deste projecto, despe toda a gente de preconceitos e é fácil rendermo-nos à ternura partilhada. As Golden Slumbers juntaram-se as suas vozes maravilhosas em duas músicas (uma do Tio Rex e outra delas com participação do Tio Rex) e no final o balanço geral era que este tinha sido um dos concertos mais bonitos de todo o Bons Sons. Eu tenho a certeza que sim, mas sou suspeita, já sigo o trabalho do Miguel há quase um ano, mas já devia seguir há mais!

Não perdoando na programação, o Bons Sons tinha um formato que eu ainda não tinha visto de Tó Trips à nossa espera. Com companheiro na percussão, a viagem pelo seu mais recente Guitarra Makaka foi bastante pungente, oscilando entre momentos mais intimistas e outros de maior participação do público a marcar compasso. Para mim o Tó é único com a guitarra, seja ela de que tipo for, e a demonstração no Bons Sons provou e comprovou o seu talento e génio. Apesar de termos passado por outros concertos, poderão ver algumas imagens nos posts das foto reportagens, o último destaque deste dia vai para os peixe:avião, outra banda portuguesa cheia de talento e que teve o ambiente certo para soltar o seu talento. É uma daquelas bandas que interage muito pouco, mas que a música acaba por falar por si e por compensar.

Foi tempo de rumar a casa, já em balanço do que correu bem e mal a nível pessoal e dei por mim a conversar com o Eugénio e a fazermos planos já para o próximo ano, do género “para o ano isto, para o ano aquilo”. Mas afinal vamos para o ano? Pois, parece que vontade não falta! Peço-vos desculpa pelo post super longo, por não ter feito relatos diários, mas com a diferença de temperaturas do primeiro dia (levem sempre agasalhos quentinhos!) acabei por adoecer e como era a primeira vez que estava a viver a aldeia, achei que seria mais proveitoso absorver a experiência como um todo e no fim transmitir-vos o que senti. Tenho que dar os parabéns à organização do Bons Sons, ao super homem que foi o Luís Ferreira, aproveitando para confirmar que tenho três amores, tal como ele tinha previsto há uns meses! O Festival Bons Sons fecha o trio dos meus festivais de música portugueses, juntando-se assim a Paredes de Coura e ao NOS Primavera Sound. Não tem nada a ver com estes dois, verdade, aliás, no que toca à música portuguesa é o melhor de todos, mas como cada um é único, não quero fazer comparações. Posso é afirmar com convicção que para quem quer uma experiência diferente, bastante humana e recheada de música portuguesa, este é o vosso festival. Porque depois existe tudo o resto, o merchandising personalizado, as caras sorridentes que nos recebem onde quer que vamos, é toda uma vivência muita única em que o contacto humano reina.

Despeço-me dizendo que ainda vou fazer um especial retratos, pois como que fui montando uma caderneta de gente cheia de talento e de quem gosto imenso. Não tirei fotos por tirar, só porque os artistas são conhecidos ou um fixolas, mas sim porque os admiro e respeito mesmo muito. Achei que foram momentos muito bonitos e que raramente são proporcionados noutros concertos ou festivais. E, claro, os momentos com os meus amigos que tanto deram que rir como gora provocam nostalgia! Será esse o post de encerramento do Bons Sons, mas entretanto marquem na vossa agenda aquele fim-de-semana de Agosto do próximo ano, pois não se vão arrepender! Por fim quero agradecer publicamente ao meu afilhado, Eugénio, por ter sido o companheiro ideal desta aventura e por ter tirado fotografias tão boas! Brevemente também ele dará a sua visão do festival. Se quiserem ir ao Instagram procurem pela hashtag #BonsSons que de certeza que encontram ainda mais registos bons!

Vamos Viver a Aldeia I: http://www.branmorrighan.com/2015/08/vamos-viver-aldeia-i-caminho-do-bons.html

Vamos Viver a Aldeia II: http://www.branmorrighan.com/2015/08/vamos-viver-aldeia-ii-esta-tudo.html

Vamos Viver a Aldeia III: http://www.branmorrighan.com/2015/08/vamos-viver-aldeia-iii-aquele-que.html

Vamos Viver a Aldeia IV: http://www.branmorrighan.com/2015/08/vamos-viver-aldeia-iii-chegada-casa.html

Foto Reportagem Dia 1: http://www.branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia.html

Foto Reportagem Dia 2: http://www.branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_20.html

Foto Reportagem Dia 3: http://www.branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_21.html

Foto Reportagem Dia 4: http://www.branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_22.html

Todas as fotografias do festival, aqui: https://www.flickr.com/photos/theawesomege/sets/72157657364387261/

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[Foto Reportagem] Bons Sons – Concertos – Dia 4 https://branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_22.html https://branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_22.html#respond Sat, 22 Aug 2015 15:19:00 +0000

Fotografias de Eugénio Ribeiro

O último dia do Bons Sons ficar marcado, principalmente, pelas actuações de Tio Rex, Tó Trips e Peixe:Avião. Por motivos pessoais não pude ficar até ao final do festival, tendo perdido Camané e Long Away to Alasca, mas os que ainda consegui ver valeram completamente a pena. Tio Rex é um projecto no qual acredito imenso desde que conheci o projecto – há quase um ano. Foi lindíssimo, a igreja toda, no final, colocou-se de pé para aplaudir e arrepios e até algumas lágrimas foram coisas que não faltaram. Tó Trips arrasou, claro. É um dos músicos mais talentosos do nosso país e o seu último disco Guitarra Makaka, foi apresentado em Bons Sons num formato com percussão que levou o público ao rubro. São sempre performances intensas na entrega e isso contagia o público. Já Peixe:Avião peca apenas por manter um formato estático, com pouca interacção com o público. São todos muitos bons tecnicamente, o jogo de luzes mais soturno funciona perfeitamente à noite, mas está a faltar alguma evolução na performance ao vivo. Ainda assim, para quem viu pela primeira vez, acredito que tenha sido uma óptima experiência, o mergulho no universo de Peixe:Avião consegue ser muito íntimo. Mais brevemente! 

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[Foto Reportagem] Bons Sons – Concertos – Dia 3 https://branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_21.html https://branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_21.html#respond Fri, 21 Aug 2015 16:27:00 +0000

Fotografias de Eugénio Ribeiro

O terceiro dia do Bons Sons foi novamente recheado de boa música portuguesa. Eram vários os nomes que prometiam e ainda passámos por breves momentos de chuva que deram um bónus estético às fotografias que foram tiradas durante o concerto de trêsporcento. Muitos consideram o concerto de D’Alva como o concerto do dia, mas para mim seria ingrato não colocá-los ao lado de Nice Weather for Ducks – banda leiriense que adoro e que está prestes a lançar o segundo disco. Mas houve mais, bem mais que é sempre um regalo ver, falo de Bruno Pernadas (que carece sempre de alguma interacção com o público, mas que a nível técnico é irrepreensível), Duquesa (que nunca tinha visto ao vivo, mas que foi um sucesso) e trêsporcento cujo percurso já sigo há algum tempo, mas que me surpreendeu neste concerto, com a sua energia vibrante e capacidade de exaltar o público mesmo perante ameaça de chuva. Como já tenho dito, a reportagem completa sai no fim destes relatos diários! Fiquem atentos. 

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[Foto Reportagem] Bons Sons – Concertos – Dia 2 https://branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_20.html https://branmorrighan.com/2015/08/foto-reportagem-bons-sons-concertos-dia_20.html#respond Thu, 20 Aug 2015 16:30:00 +0000

Fotografias por Eugénio Ribeiro

Eis que chega a vez da galeria do Dia 2 do Festival Bons Sons 2015! Foram vários os concertos a que assistimos, mas sem dúvida que alguns surpreenderam mais que outros. Minta foi muito bonito, mesmo, as duas vozes conjugaram lindamente e o ambiente no exterior da igreja esteve óptimo. OCO foi uma primeira experiência que correu lindamente. Carlão foi também uma estreia e, lá está, embora não seja música que ouça com regularidade deu para usufruir do concerto com entusiasmo. E o último destaque vai para Salto, que tinha entrevistado umas horas antes e que mesmo a más horas, afinal o concerto começou tardíssimo, tiveram energia suficiente para tentar ressuscitar um público já morno! Sequin não desiludiu, mas para quem já viu muitas vezes como eu, também não surpreendeu. Mais detalhes na reportagem que está para chegar! 

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