CCB – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:51:12 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png CCB – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 CCB – Conferência com PAUL GHIRARDANI director de arte de GAME OF THRONES https://branmorrighan.com/2017/05/ccb-conferencia-com-paul-ghirardani.html https://branmorrighan.com/2017/05/ccb-conferencia-com-paul-ghirardani.html#respond Thu, 11 May 2017 14:37:00 +0000

CCB . 17 Maio . 19h00 . Grande Auditório

A próxima conferência de arquitectura do ciclo Distância Crítica, uma iniciativa da Trienal de Arquitectura em coprodução com o CCB, é dedicada à arquitectura ficcional.

O convidado Paul Ghirardani, Diretor de Arte de Games of Thrones, vem mostrar-nos os bastidores das cidades da série televisiva mais premiada dos nossos tempos (38 Emmy Awards). Diplomado em Design Tridimensional da Kingston School of Arts no Reino Unido, Paul Ghirardani trabalha desde 1998 em cinema e televisão tendo já conquistado cinco Primetime Emmys e dois America Awards.

Na próxima quarta-feira, 17 de maio, pelas 19h00, venha perceber como é feito este complexo projeto de cenografia onde a arquitetura detém um papel de destaque. O arquiteto Manuel Graça Dias é o convidado para uma conversa crítica que se estende ao público presente no auditório.

Paul Ghirardani (Game of Thrones)

Diplomado em Design Tridimensional da Kingston School of Arts no Reino Unido, Paul Ghirardani trabalha há mais de 30 anos na direção de arte para cinema e televisão com destaque para Anna and the King (Ana e o Rei), The Gathering Storm (O Homem que mudou o Mundo) and The Woman in Black (A Mulher de Negro). Desde a 4ª temporada que Paul Ghirardani integra a equipa de Game of Thrones para a HBO tendo conquistado cinco Primetime Emmy Awards e dois Prémios de Diretor de Arte para os America Awards.

Game of Thrones (A Guerra dos Tronos) é uma série de televisão norte-americana criada por David Benioff e D. B. Weiss para a HBO. Baseada nos livros As Crónicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire no original), escritos por George R. R. Martin, a sua primeira temporada estreou a 17 de Abril de 2011. A 7ª está programada para ser lançada no Verão de 2017. Muito bem recebida pela crítica especializada, ganhou 38 Emmy Awards mais do que qualquer outra série de televisão e possui uma das melhores notas entre os telespectadores para séries em exibição no site IMDb. Esta tem sido principalmente filmada na Irlanda do Norte, Espanha, Marrocos, Malta, Croácia e Islândia e já entrou para o Livro dos Recordes como a série dramática com amaior transmissão simultânea no mundo.

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CCBeat – SEAN RILEY & THE SLOWRIDERS dia 4 de Fevereiro às 21h no Pequeno Auditório https://branmorrighan.com/2017/01/ccbeat-sean-riley-slowriders-dia-4-de.html https://branmorrighan.com/2017/01/ccbeat-sean-riley-slowriders-dia-4-de.html#respond Fri, 27 Jan 2017 15:17:00 +0000 https://www.facebook.com/SeanRileyTheSlowriders/

Tudo começou em 2007 com a edição de Farewell, onze belíssimas canções que projectaram Sean Riley & The Slowriders como autores de uma das melhores estreias discográficas da história da música produzida em Portugal. A relevância dada a Farewell , e consequente exposição mediática da banda, elevaram a fasquia para o segundo disco – e a banda respondeu com um inspirado Only Time Will Tell. Seguiu-se a edição nacional de It’s Been a Long Night.

Depois de 3 anos afastados dos palcos para prosseguirem projetos paralelos, 2015 marcou o regresso aos palcos e 2016 o regresso aos discos de originais, com o lançamento do álbum homónimo Sean Riley & The Slowriders. “Dili” e “Greetings” são os singles de apresentação deste álbum.

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[Entrevista] X-Wife com concerto no CCBeat dia 28 de Outubro https://branmorrighan.com/2016/10/entrevista-x-wife-com-concerto-no.html https://branmorrighan.com/2016/10/entrevista-x-wife-com-concerto-no.html#respond Thu, 13 Oct 2016 09:04:00 +0000

Há quase um ano atrás entrevistei os X-Wife a propósito do seu regresso, tinham acabado de lançar o single “Movin’up”. Pode ler essa mesma entrevista, aqui: http://www.branmorrighan.com/2015/11/o-regresso-dos-x-wife-em-entrevista.html

Com o regresso aos concertos em Lisboa, dia 28 de Outubro no CCBeat, decidi fazer umas perguntas complementares à mesma, tendo como mote a curiosidade do balanço que fazem desde que regressaram e do que é que podemos esperar do próximo concerto e do futuro próximo. Aqui fica.

Que balanço fazem deste último ano?

Foi um ano em que estivemos mais dedicados à sala de ensaios e composição. Os concertos que decidimos fazer foram normalmente em grandes festivais e alguns convites especiais que surgiram.

Na altura tinham dito que ainda não estavam a pensar em disco, mas em editar canções. Teremos algum single para breve? 

Temos umas quantas músicas prontas na fase final de produção, não temos datas planeadas mas provavelmente no inicio do próximo ano.

O disco é uma possibilidade para breve? 

Sim, planeamos ter algo cá fora no próximo ano, apesar de não termos ainda pensado no formato do mesmo.

O concerto do CCB vai marcar o início de alguma coisa nova? Terá convidados? O que é que os fãs poderão esperar desse concerto? 

É um regresso a Lisboa numa sala mais intimista o que já não acontece à algum tempo. Penso que marca mais o fechar deste ciclo de concertos onde temos abordado aquilo que consideramos serem os nossos temas mais fortes.

E depois, o que se segue? 

Preparar um novo ciclo, estamos entusiasmados para ver o que surge.

https://www.facebook.com/xwiferocks

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[HOJE] First Breath After Coma apresentam “Drifter” no CCB com Noiserv e André Barros https://branmorrighan.com/2016/05/hoje-first-breath-after-coma-apresentam.html https://branmorrighan.com/2016/05/hoje-first-breath-after-coma-apresentam.html#respond Sat, 07 May 2016 10:29:00 +0000

Ontem foi lançado o disco de regresso dos First Breath After Coma que apresentaram um novo video para a sua colaboração com Noiserv no tema “Umbrae”. O videoclip foi idealizado, gravado e montado por músicos da própria banda (Rui Gaspar e Telmo Soares) e é protagonizado por Rui Paixão, o clown português que recentemente passou a fazer parte do elenco do Cirque du Soleil.

HOJE é chegado o dia de levar parte do novo disco, com músicas do disco anterior, ao CCB, através do CCBeat. Levam consigo os convidados especiais que participaram no novo trabalho (Noiserv, André Barros e uma secção de metais) e a pedido de vários fãs, que não conseguiram bilhete para a pré-apresentação lotadíssima em Leiria, a banda viaja de Leiria para Lisboa num autocarro em comitiva conjunta com fãs e amigos.  

Recordando

Salty Eyes: 

http://www.branmorrighan.com/2016/05/queres-e-letra-especial-exclusivo-first.html

Umbrae (ft Noiserv)

http://www.branmorrighan.com/2016/05/queres-e-letra-especial-exclusivo-first_6.html

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MIRROR PEOPLE & THE VOYAGER BAND no CCBeat este Sábado! https://branmorrighan.com/2016/03/mirro-people-voyager-band-no-ccbeat.html https://branmorrighan.com/2016/03/mirro-people-voyager-band-no-ccbeat.html#respond Wed, 02 Mar 2016 16:00:00 +0000

MIRROR PEOPLE & THE VOYAGER BAND

CCB . 5 de março . sábado . Pequeno Auditório . 21h

[4 de março > lançamento do novo EP]

«Voyager, o álbum que edita agora é tudo menos seca. Sabe a colectânea de singles muito luminosos. O disco em diálogo com a house ou com o afro-beat. O yatch-rock a abandonar o convés para dançar num clube com poster de Giorgio Moroder nas paredes. O funk a vestir fato de cetim antes de se lançar nas auto-estradas futuristas de Tron. É uma compilação de música de dança com anca bem oleada e uma colecção de canções com refrães prontos a trautear.» 

Mário Lopes in Público

Mirror People surge no imaginário de Rui Maia, seu mentor, no meio da América, durante uma digressão com os X-Wife. Um projeto a solo com um universo musical que juntasse influências do disco sound dos anos 1970 com sons da música de dança de hoje.

Após editar canções em editoras influentes, como Permanent Vacation ou a portuguesa Discotexas, chega, agora, o álbum de estreia, Voyager, que conta com ilustres convidados, como Rowetta (dos Happy Mondays), James Curd (DFA Records) ou o duo italo disco Hard Ton.

Em palco, Rui Maia conta com a The Voyager Band: Maria do Rosário, na voz, João Pascoal, no baixo, e Pedro Madeira, na bateria. A cumplicidade entre os quatro músicos e a interpretação enérgica são visíveis em palco e convidam o público a viver uma experiência única.

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CCBeat: MINTA & THE BROOK TROUT apresentam “Slow” a 26 Fevereiro https://branmorrighan.com/2016/02/ccbeat-minta-brook-trout-apresentam.html https://branmorrighan.com/2016/02/ccbeat-minta-brook-trout-apresentam.html#respond Sun, 21 Feb 2016 09:09:00 +0000 Fotografia Vera Marmelo

http://www.minta.me/

MINTA & THE BROOK TROUT

concerto de apresentação do novo disco SLOW

CCB . 26 de Fevereiro . 21h . Pequeno Auditório

«Slow, o terceiro álbum de Minta, uma das “encarnações” de Francisca Cortesão, chega a 26 de fevereiro para mostrar por que razão a cantora e compositora nascida no Porto é uma das melhores tratadoras de palavras e melodias do retângulo.»

Lia Pereira, Blitz

Slow, o terceiro longa duração dos lisboetas Minta & The Brook Trout, chega às lojas no início de 2016. Este é o primeiro concerto em que se vão ouvir as novas canções e aquele em que renovada formação da banda se estreia ao vivo.

Depois de Olympia (2012), editado em Portugal pela NOS Discos e nos EUA pela Hope For The Tape Deck, de Filadélfia, e apresentado ao vivo por todo o país, Minta & The Brook Trout regressam às edições e aos palcos com um trabalho novo na manga, sem esquecer as dezenas de canções gravadas desde o princípio desta história, no ano de 2008.

Esta será a data que coincide exactamente com a saída do novo trabalho de Minta e, por isso, no dia do concerto, estarão à venda no CCB os primeiros exemplares do disco.

Francisca Cortesão voz, guitarra acústica 

Mariana Ricardo baixo, voz 

Nuno Pessoa bateria, percussão e voz

Margarida Campelo piano eléctrico, teclados, voz

Bruno Pernadas guitarra eléctrica

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LOS WAVES no CCBeat a 13 de Fevereiro https://branmorrighan.com/2016/02/los-waves-no-ccbeat-13-de-fevereiro.html https://branmorrighan.com/2016/02/los-waves-no-ccbeat-13-de-fevereiro.html#respond Thu, 04 Feb 2016 16:24:00 +0000

LOS WAVES

CCB . 13 de fevereiro . 21h . Pequeno Auditório

Os Los Waves são um projeto único no seu género no panorama nacional, fundindo uma abordagem etérea e envolvente com uma sonoridade pop viciante. Começaram a carreira em Londres, em 2011, onde deram os primeiros concertos partilhando palco com bandas como Savages, Yuck, Horrors ou Aluna George. Ainda em Londres, lançaram os primeiros EP e começaram assim a conquistar o público internacional.

Editaram no ano passado o seu primeiro álbum, This Is Los Waves So What? Este trabalho marca o culminar de uma viagem marcada pela eletrónica new wave e por uma pop que funde a natureza, psicadelismo e tribalismo com uma sonoridade urbana e ambiciosa, resultante de meses a viver numa tenda em praias desertas e de longas viagens pela América do Sul e Oceano Índico.

Esta receita chega agora ao CCB para um concerto que se crê único.

Entrevista:

http://www.branmorrighan.com/2014/11/entrevista-aos-los-waves-banda.html

Opinião do Disco:

http://www.branmorrighan.com/2014/10/musica-opiniao-this-is-los-waves-so.html

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CCBeat junta PAUS e Pop Dell’ Arte a 5 dezembro no Grande Auditório https://branmorrighan.com/2015/12/ccbeat-junta-paus-e-pop-dell-arte-5.html https://branmorrighan.com/2015/12/ccbeat-junta-paus-e-pop-dell-arte-5.html#respond Tue, 01 Dec 2015 16:27:00 +0000 Dar a ouvir as diferenças

Uma noite, dois concertos, duas gerações de música. Novos olhares. É este o conceito central em torno desta noite do CCBeat, que chama até ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém dois grupos distintos e de eras bem diferentes da música portuguesa, como é o caso dos PAUS e dos Pop Dell’ Arte.

“Se aparentemente nada os une, tenho em crer que ambos são marcos inquestionáveis da evolução que temos vindo a ser testemunhas”, afirma Fernando L. Sampaio, programador do CCBeat e Consultor para Dança e Músicas Plurais, que teve a ideia de juntar numa mesma noite os históricos Pop Dell’ Arte com os mais novatos PAUS.

Esta é, de facto, a natureza programática do CCBeat, “a de inclusão de todas as propostas e projectos musicais que tenham qualidade e revelem uma notável renovação de linguagens e caminhos”. Daí que Fernando L. Sampaio tenha levado a cabo este desafio de colocar em confronto as diferenças de geração e de conceitos musicais que tanto os Pop Dell’ Arte como os PAUS representam, cada um à sua medida e da sua forma muito particular: “Acho que numa programação com as características do CCBeat, uma noite com esta cumpre um propósito – dar a ouvir as diferenças”.

Diferença é, de facto, um valor chave para definir e compreender estes dois grupos que, nas palavras do programador do CCBeat, “criaram sonoridades próprias” e “trilham o caminho do experimentalismo, do risco inovador”.

Os PAUS nasceram em 2009 e são atualmente formados por Fábio Jevelim, Hélio Morais, Joaquim Albergaria e Makoto Yagyu. Em 2010 lançaram o seu primeiro EP “É uma Água”, que lhes proporcionou atuar em dois dos maiores festivais portugueses, Optimus Alive e Festival Paredes de Coura.

Em 2011 é editado o disco de estreia da banda, “PAUS”, que chegou ao número 3 do top nacional. Este foi, igualmente, considerado o melhor disco do ano em várias listas da imprensa especializada portuguesa.

No ano passado, a banda juntou-se à El Segell del Primavera – estrutura de edição, booking e management, criada pelo festival Primavera Sound – naquele que seria o momento-chave do início da sua internacionalização, desde aí, tem tocado um pouco por todo o mundo. Em maio de 2014, “Clarão”, o segundo álbum de originais, é lançado. Neste espetáculo, terá uma ótima oportunidade para celebrar o fim deste disco e o início de outro, “Mitra”, que será lançado no início de 2016.

Os Pop Dell’ Arte são um projeto musical criado por João Peste no início do ano de 1985. Nesse mesmo ano concorreu à 2ª edição do Concurso de Música Moderna do Rock  Rendez-vous, tendo ganho não só o prémio de originalidade do concurso, mas a atenção da crítica e uma legião de seguidores que os seguia por todo o lado onde tocavam.

“É preciso amar as contradições”, assim se dizia numa das suas canções mais emblemáticas, Illogik Plastik. E era exatamente esse o espírito deste projeto transgressivo, que misturava as influências musicais mais díspares e contraditórias com poemas fonéticos de inspiração dada e futurista.

Com a formação fixa de cinco elementos – João Peste, Paulo Monteiro, Zé Pedro Moura, Nuno Castedo e Eduardo Vinhas – que mantêm desde 2007, os Pop Dell’ Arte estão de volta com temas novos. No dia 5, poderá comemorar os 30 anos dos Pop Dell’ Arte com Panoptical Day, um espetáculo diferente, mas com o mesmo idealismo de sempre e as tão amadas contradições destes tempos e doutros.

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[DESTAQUE] Amanhã – Tape Junk ao vivo no CCB https://branmorrighan.com/2015/10/destaque-amanha-tape-junk-ao-vivo-no-ccb.html https://branmorrighan.com/2015/10/destaque-amanha-tape-junk-ao-vivo-no-ccb.html#respond Tue, 27 Oct 2015 13:00:00 +0000

Estivesse em Lisboa amanhã e de certeza que me apanham pelo CCB! Os Tape Junk lançaram disco homónimo este ano e é um trabalho digno de se ouvir e apreciar. Podem ler tudo sobre o mesmo aqui: http://www.branmorrighan.com/2015/04/disco-homonimo-dos-tape-junk-ja.html 

Podendo é não faltar, sei que não se vão arrepender! 

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E agora, o que se segue? [Diário de Bordo LVIII] À Conversa e em Concerto, no CCB, com os D’Alva https://branmorrighan.com/2015/06/e-agora-o-que-se-segue-diario-de-bordo_29.html https://branmorrighan.com/2015/06/e-agora-o-que-se-segue-diario-de-bordo_29.html#respond Mon, 29 Jun 2015 10:10:00 +0000

Ora aqui está um post que há um ano atrás não me imaginava a fazer. Sem ofensa, muito antes pelo contrário, um elogio. Desde que me conheço como gente que acho que passei por várias fases musicais. Gostar de música nunca esteve em causa, os géneros é que foram mudando, por vezes drasticamente, com os anos. E este percurso, parecendo que não tem importância nenhuma, até acaba por ter. Permitam-me não ter vergonha ao perguntar à geração de 80 se não passaram, com os vossos 10/14 anos pela fase Spice Girls, Backstreet Boys, Britney Spears, N’Sync, etc. etc? É que eu passei. Cheguei a fazer parte de um grupo de dança (no qual até eu dei aulas) que no desporto escolar chegou a vice campeã nacional e o que ouvíamos era disso e dance music. Claro que depois o salto para a fase mais profunda (e talvez existencial) da adolescência e o contacto com a internet (o meu deu-se apenas aos 15 anos) levou-me a descobrir outras coisas e larguei a vertente pop para passar para o rock, o metal (oh sim…), para depois estabilizar na música alternativa. Claro que hoje em dia consigo ter um gosto muito mais abrangente e eclético, cada macaco no eu galho (como quem diz que a cada ambiente sua música), mas o que eu não estava à espera era de redescobrir uma forma de pop com a qual me sentisse tão confortável e até passasse a ouvir com regularidade. Os D’Alva, com o seu #batequebate que faz apenas um ano mas que parece que já passou uma vida, devolveram-me um pouco esse gosto (à música pop) com um disco que sendo classificado como pop, é também muito mais do que isso.

Já os tinha entrevistado na altura do Portugal Festival Awards, onde tocaram a música Primavera (a minha preferida!) com uma orquestra, mas tive o interesse de falar com eles sobre esta comemoração e também sobre os concertos especiais no Rivoli (Porto) e no CCB (Lisboa). Como é que só num ano já percorreram/vão percorrer alguns dos principais festivais do país e ainda por cima já pisam palcos como aqueles dois? A fórmula secreta, na minha opinião e que está à vista de todos, tem sido a simplicidade e a garra dos dois líderes do projecto – Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro. Se este primeiro já tinha o seu projecto em nome próprio em que algumas das canções já se tinham tornado conhecidas, foi também com a entrada definitiva de Ben no projecto que os agora D’Alva deram um salto significativo. A conversa aconteceu na Segunda-feira antes do concertos (que foi Sexta-feira) e acabou por durar mais de uma hora (quando estamos bem nem damos pelo tempo passar), acabando de forma abrupta por eu ter recebido um telefonema (estava atrasada para uma reunião!). O resto da semana foi tão intenso em termos de trabalho, em que ainda por cima num dos dias fiquei doente, que não consegui transcrever a entrevista e com a chegada do concerto achei que mais valia fazer um apanhado da conversa e ainda falar-vos do concerto, que foi só muito lindo. Mas já lá vamos. 

No Rivoli as coisas tinham corrido muito bem! Se por um lado o cansaço que sentiam era evidente para mim, por outro era ainda mais claro que era um daqueles cansaços bons, de quem atravessa uma série de acontecimentos exigentes, mas que se tornam gratificantes. Disseram que a energia que se fez sentir pela capital do norte foi muito boa, que “disseram que o nosso concerto foi o mais fixe, quem trabalha lá (risos)” e houve ainda quem até filmasse o concerto todo e fizesse um vídeo para uma música que há muito eles queriam fazer algo do género – a Barulho. Podem vê-lo aqui! Outro facto especial destes dois concertos é que ambos contaram com a presença de convidados. No Porto calhou aos amigos Salto, um grupo que admiram e que consideram que o facto de terem conseguido furar o mercado com a sua música, acabou por abrir portas a que outros projectos mais pop, como eles mesmos (D’Alva), pudessem conquistar o seu próprio espaço. Foi a primeira vez que tiveram outra banda em palco com eles e a escolha foi simples “somos todos muito amigos e ainda por cima somos agenciados pela mesma agência. Fazia todo o sentido.”. A colaboração funcionou da seguinte maneira: “Fizemos um arranjo diferente numa canção nossa, em que fazia sentido o Guilherme cantar, e no meio tivemos uma parte instrumental para o Luís entrar e fazer um solo. Depois, começámos a cantar uma música deles dentro da nossa e acabámos com a nossa. Foi muito fixe, e ele canta bué! (risos)”. 

Fotografia Vera Marmelo

Para o CCB o Diogo Piçarra já estava anunciado, a Isaura estava a um dia de ser anunciada, e a expectativa era já muita. O convite ao Diogo Piçarra veio também por questões de amizade e admiração, mas não só. “O que muita gente não sabe é que ao início a ideia original era eu (Ben) produzir o disco dele. Uma espécie de aposta da Universal, fazer algo diferente do que é normal para as pessoas que ganham o tipo de concurso que ele ganhou. Na altura perguntaram-lhe coisas diferentes que ele andasse a ouvir e ele disse Alex D’Alva Teixeira e eu já estava a trabalhar com o Alex.”. Aconteceu que o Ben por questões de saúde não pôde terminar o disco do Diogo Piçarra, mas a amizade entre os três ficou. “O importante era que a escolha fizesse sentido, que nos dissesse algo e não servisse apenas como chamariz.” Ajuda também o facto de ambos o considerarem um óptimo cantor “Se as pessoas acham que eu sou um bom perfomance e acham que é bom ver D’Alva ao vivo, o Diogo dá-me 10 a 0! (risos)” Há muita coisa que eu estou a deixar de fora, mas um remake está prometido, sendo que houve algo que eles me contaram que eu gostaria de partilhar. Já imaginaram Diogo Piçarra, D’Alva e More Than a Thousand num único sítio? Pois é, aconteceu, gerações e géneros diferentes que se cruzam sem se repelirem. 

Fotografia Vera Marmelo

Veio o momento de partilharem comigo o convite à Isaura, que só iria ser anunciado depois, que teve uma das suas músicas produzidas pelo Ben. “É muito fixe veres outros projectos que vêm a seguir a nós a dizerem que estão a produzir música pop e estarem à vontade com isso”. Na minha opinião, sinceramente, os D’Alva acabam por ser uma espécie de catalisadores para quem quer experimentar coisas novas, sentindo-se confortável com isso. O próprio #batequebate experimenta imensas sonoridades ao longo de cada faixa, nenhuma é parecida a qualquer outra. O que coloca a questão, já em modo adiantado de um próximo disco. “As pessoas ouviram este porque estavam dispostas a isso. Será que querem ouvir um segundo disco? Os nossos próximos singles? Essa é a nossa preocupação. Já temos ideias de canções que pegam na última canção que fizemos para o disco e vão daí, mas também já temos outras coisas que são diferentes, um salto diferente. É perceber se conseguimos fazer a mesma viagem e continuar.” O Alex reforça ainda o papel do Ben neste processo: “Há coisas que me deixam confiante. O Ben está cada vez melhor como produtor, ele quase consegue desenhar uma emoção através de um som. E acho que isso vai funcionar a nosso favor.” O contacto com estas coisas novas ainda está por decidir quando acontece, mas aposto que muitos de vós já andam curiosos. Será que os concertos deste Verão trarão surpresas? Veremos. 

Fotografia Vera Marmelo

Focando-nos no CCB, a perspectiva de tocarem lá, ao início assustou-os. “Se tivéssemos esta conversa há dois meses atrás, ainda estaríamos apavorados. Vamos tocar no CCB, mas como é que isso se faz?” Há muita coisa em jogo, a disposição num palco daqueles, a postura, a linguagem, as imagens, tudo faz parte do espectáculo e quanto maior o palco, lá vem o clichê, maior a responsabilidade. No fim, o que interessa “Seja qual for a pergunta, a resposta é que nós estamos a dar tudo! (risos)”, mas pelo meio existe o desejo de que com o tempo os concertos se tornem numa grande produção. O cuidado com as roupas, as famosas camisas! (no sentido de terem uma espécie de entidade na banda), o poderem fazer outras coisas que tornem o concerto num grande espectáculo “neste momento tentamos que o concerto seja especial com aquilo que temos, mas com o tempo queremos que se torne gigante!”. Se neste momento a comitiva é uma carrinha cheia, há-de chegar a altura em que serão mais, mas é claro que o factor económico é relevante. O percurso, por si mesmo, em apenas um ano, tem sido, na minha opinião, estrondoso, só posso imaginar como será no futuro. Aliás, a Blitz bem tentou resistir ao fenómeno #somosdalva, mas felizmente agora têm alguém com bom gosto a trabalhar por lá e essa estreia também já se deu! Mas nem isso interessa quando se tem verdadeiro gosto no que se faz e bastam cinco minutos de conversa com o Alex e com o Ben para percebermos que esse é o seu foco. 

Fotografia Vera Marmelo

Falando agora do concerto em si, foi tão bom como aquilo que eu estava à espera. Eu ainda só os tinha visto em formato redux e ainda bem que recuperei da intoxicação alimentar a tempo pois foi uma noite que recordarei com muito orgulho pelas pessoas que estavam no palco e não só. Acho que quando passamos a usar a hashtag #somosdalva em fotos que partilhamos, não é só porque é fixe ou da cena, mas sim porque passamos a compreender que existe todo um espírito de união e admiração por quem faz e luta por este projecto. A querida Vera Marmelo esteve lá a tirar fotos e aconselho-vos vivamente a visitarem este link para percepcionarem um pouco as emoções que ali se sentiram naquela noite. O público ao início parecia algo tímido, mas o Alex é realmente um excelente frontman e num instante colocou toda a gente à vontade. Eu e a Rita saltámos logo dos nossos lugares, ver D’Alva sentado não combina, a não ser quando é especial e também esses momentos aconteceram, em tom de pausa e contemplação. Foi um concerto que viveu não só da energia dos seus intervenientes, mas também de um acumular de emoções. Os sorrisos foram uma constante, a dança também, as imagens projectadas bastante curiosas, os olhos a brilhar e as dedicatórias às mães de cada um foram só lindas e, confesso, também um pouco comoventes. Os momentos que Diogo Piçarra (nas músicas Só Porque Sim /Tu e Eu) e Isaura (Sempre que o Amor me quiser) proporcionaram também foram muito bonitos, em que houve solenidade e empatia suficientes para nos deixarem suspensos durante esses mesmos minutos. A música que Alex disse ser a mais difícil de cantar ao vivo – Primavera – sem dúvida que causou os devidos arrepios. O fim do concerto trouxe com ele uma pequena brincadeira, com o ornamento # a ser quebrado, soltando uma data de rebuçados que culminou numa invasão de palco e numa foto familiar bem espectacular. 

Frescobol terminada, foi tempo de vir para fora do pequeno auditório e navegar entre aquele pequeno mar de gente à espera dos artistas para pedir autógrafos e trocar uns beijinhos e uns abraços. Tenho de dizer, o Alex dá dos melhores abraços! A Rita, amiga que arrastei comigo e que nunca os tinha visto, adorou-os e já a desafiei a escrever a sua própria experiência ao vê-los pela primeira vez. Se ela aceitar, depois publico aqui, assim vocês ficam com mais uma visão desta noite especial no Centro Cultural de Belém. Foi bom colocar alguma conversa em dia com a grande Vera Marmelo, dar um beijinho à Rafaela e reencontrar outras caras que só vejo em momentos como este. Dados os momentos menos bons que este 2015 me tem trazido, eis que estes dois dias me fizeram relembrar e rejubilar sobre o porquê de continuar com o blogue activo, mesmo que com alguns atrasos e percalços. Obrigada à Marta Faca (da aFirma) pela simpatia em todo este processo e pela paciência J

Dou conta que nunca tirei uma foto com eles, mas fica para a próxima! Abreijos e até uma próxima aventura! 

Podem seguir os D’Alva aqui: https://www.facebook.com/somosdalva

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