David Anthony Durham – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 04:37:03 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png David Anthony Durham – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: Acácia – Presságios de Inverno (Acácia #2) de David Anthony Durham https://branmorrighan.com/2014/10/opiniao-acacia-pressagios-de-inverno.html https://branmorrighan.com/2014/10/opiniao-acacia-pressagios-de-inverno.html#comments Sat, 18 Oct 2014 19:15:00 +0000

Acácia – Presságios de Inverno

David Anthony Durham

Editora: Edições Saída de Emergência

Colecção: Bang! 

Sinopse: Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.

Um império dominado por um povo austero e intolerante.

Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.

Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros…

Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?

Opinião: Foi em Janeiro de 2012 que li o primeiro livro desta série, Acácia – Ventos do Norte. Na altura, o meu entusiasmo com a leitura foi um pouco inconstante, mesmo reconhecendo a capacidade do autor em construir um mundo complexo, cheio de surpresas, tramas complexas e teias enganosas. Não tenho uma justificação para ter deixado passar tanto tempo até ler este segundo volume, mas acredito que cada leitura tem o seu timing certo e a verdade é que, no meio da minha vida mais que atarefada dos últimos tempos, este foi aquele livro que não consegui deixar para trás sempre que via uma oportunidade de percorrer algumas páginas. 

O que mais me fascinou desde o início, para além de ter sido fácil juntar as peças que deixei em pausa há quase três anos, foi a capacidade de desenvoltura de David Anthony Durham. A oscilação entre momentos de desenvolvimento e de transição, impôs um compasso enérgico à acção levando o leitor a interrogar-se constantemente sobre o futuro das personagens. A empatia que muitas vezes procuramos nos protagonistas não é fácil de definir. A dualidade presente em cada um deles torna-os tão humanos que o vilão parece ganhar alguma credibilidade quando não devia e o herói algum cepticismo quando inesperado. 

A luta entre as famílias Mein e Akaran toma contornos brutais, levando a um destino imprevisível, com dor, sangue, sofrimento e uma grande repressão interior. Os interesses mudam tão rapidamente que esperar um certo rumo nos acontecimentos é um erro, a única certeza é que a tragédia está sempre à espreita. Acordam-se espírito e seres antigos, encerram-se outros mitos e, no fim, é a essência da incerteza que impera. 

Adorei Mena e Alaric, Hanish foi sempre um querer não gostar, mas ainda assim simpatizar, Corinn foi sempre a mais difícil de julgar e o fim não abona a seu favor. Temerária, mas com o seu tom frágil, atinge à distância em dimensões inimagináveis por quem a rodeia. Os sacrifícios que acontecem ao longo destas páginas ultrapassam qualquer consolo que se pudesse sentir com o resultado. Desde a estrutura da narrativa à exploração e evolução das personagens, o autor soube como elevar a fasquia do universo Acácia colocando-o ao nível de outros grandes mestres da Literatura Fantástica. Não sendo as estórias, de todo, parecidas, fez-me lembrar a frieza de George R.R. Martin na forma como lidou com os intervenientes. Gostei bastante e fiquei, definitivamente, conquistada pela escrita de David Anthony Durham. 

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Opinião: ‘Acácia – Ventos do Norte’ de David Anthony Durham https://branmorrighan.com/2012/01/opiniao-acacia-ventos-do-norte-de-david.html https://branmorrighan.com/2012/01/opiniao-acacia-ventos-do-norte-de-david.html#comments Mon, 16 Jan 2012 22:25:00 +0000

Acácia – Ventos do Norte

David Anthony Durham

Editora: Saída de Emergência

Colecção: Bang!

Sinopse: Leodan Akaran, rei soberano do Mundo Conhecido, herdou o trono em aparente paz e prosperidade, conquistadas há gerações pelos seus antepassados. Viúvo, com uma inteligência superior, governa os destinos do reino a partir da ilha idílica de Acácia. O amor profundo que tem pelos seus quatro filhos, obriga-o a ocultar-lhes a realidade sombria do tráfico de droga e de vidas humanas, dos quais depende toda a riqueza do Império. Leodan sonha terminar com esse comércio vil, mas existem forças poderosas que se lhe opõem. Então, um terrível assassino enviado pelo povo dos Mein, exilado há muito numa fortaleza no norte gelado, ataca Leodan no coração de Acácia, enquanto o exército Mein empreende vários ataques por todo o império. Leodan, consegue tempo para colocar em prática um plano secreto que há muito preparara. Haverá esperança para o povo de Acácia? Poderão os seus filhos ser a chave para a redenção?

Opinião: Acácia – Ventos do Norte é a primeira metade do primeiro livro da série Acácia, de David Anthony Durham. O autor dá-nos a conhecer um novo mundo cheio de intrigas em que tudo o que parece ser, pode não ser, e onde a traição e o arrependimento andam quase sempre de mãos dadas.

O reino de Acácia encontra-se num impasse. Por um lado é-lhes exigido que o comércio de escravos aumente, por outro surgem ameaças de guerra por parte do Mein, e Leodan fica sob grande pressão. Enquanto tenta permanecer sereno, há uma decisão a ser tomada e é no seu mais fiel conselheiro que ele deposita as suas esperanças caso lhe aconteça alguma coisa. Mal sabia ele que seria com a ajuda do seu conselheiro que uma grande desgraça se abateria sobre a sua família.

Após o caos se ter instalado em Acácia, achei que os acontecimentos se passaram um pouco depressa demais. Por outro lado, quando começa o livro dois, compreendemos alguns dos acontecimentos passados e o destino que o autor deu aos filhos do rei surpreendeu-me de uma forma positiva, conseguindo que o interesse pela obra voltasse a aumentar.

Talvez por ser a primeira metade de uma obra, quando chegamos ao fim ficamos com a sensação de que soube a pouco. Pelo menos foi com essa impressão que eu fiquei. O entusiasmo na leitura nunca foi constante, começando bem lá no alto, para depois cair bastante a meio e lá para o fim voltar a subir outra vez. Mas fica sem dúvida a semente plantada e vou querer ler a sua continuação em ‘Acácia – Presságios de Inverno’.

Há quem compare o autor a George R.R. Martin, tolos. David Anthony Durham criou um mundo com potencial, personagens que se podem vir a tornar muito boas e quem sabe trazer-nos grandes surpresas, mas só com este primeiro livro, não chega nem perto. Veremos o que é que o próximo volume nos trará.

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