Diário de Bordo 2015 – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:48:12 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Diário de Bordo 2015 – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Diário de Bordo] Sobre 2015 https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-sobre-2015.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-sobre-2015.html#respond Thu, 31 Dec 2015 19:00:00 +0000 Tentando, miseravelmente, resumir 2015

Acho que nunca tive tanta dificuldade em perceber como falar de um ano como de 2015. Se nos meus 27 anos pudesse classificar 2015 de alguma maneira, talvez o classificasse como o mais alucinante de todos, tanto no bom como no mau sentido. Não sei bem, mas parece que chegado este dia 31 sinto uma espécie de equilíbrio – que o universo tratou de me proporcionar coisas tão boas e tão extraordinárias, como sofrimento e lições de vida. Tenho esta impressão de que estou a fechar um ciclo da minha vida, mas não sei se compreendo bem o que é que isso quer dizer. 

Na numerologia cada número tem um significado, mas dizem também que a nossa vida é composta por ciclos de setes anos. Talvez seja por isso que tantos enfrentam a crise dos sete. Não sei se já ouviram falar nisso, mas só este ano assisti a umas quantas separações que, imaginem só, tinham tido início há sete anos atrás. O blogue também faz sete anos, mas felizmente estamos “mais unidos do que nunca”, apesar de eu andar a pensar num novo rumo para a nossa “relação”. Na brincadeira da numerologia, fui também ver como seria o meu 2016 – ora, parece que também vai estar maioritariamente associado ao número 7, que tem muito a ver com a investigação, a veia cientista e de professor, e que está ligado ao misticismo e à reflexão. Eu não digo que a nossa vida é de ciclos? Vale o que vale, não que eu siga estas coisas, mas fica a curiosidade! 

Okay, eu bem ando aqui a empatar, mas bora lá enfrentar 2015 de frente e perceber o que se tira dele. E é aqui que o meu estômago começa às reviravoltas, tanto pela sensação de coisas boas e borboletas na barriga, como pelo ácido que o corrói. O ano não começou mal. Eu tinha acabado de apanhar um susto com o LMR, mas as coisas pareciam melhores, o primeiro aniversário no Musicbox estava prestes a chegar e acabou por ser uma noite do caraças. Aliás, engraçado como dou contar de começar e acabar o ano mais ou menos da mesma maneira nesse sentido – com os The Allstar Project como música de fundo. Se precisam de bandas sonoras épicas para as vossas vidas, experimentem ouvi-los. Foi uma noite bem bonita, com Twisted Freak e Azul-Revolto e os The Allstar Project. Passados uns dias, com a minha estreia em entrevista na rádio marcada para essa noite, no programa Purpurina do Rui Estêvão da Antena 3, arranjo maneira de ir parar às urgências e de ficar lá o dia todo. Cheia de medicamentos, incluindo morfina, lá me dirijo eu para a rádio. No final não me lembrava de nada do que tinha dito, mas o podcast parece ter corrido bastante bem! 

Seguiu-se o aniversário do blogue no Porto, em Fevereiro, com Tio Rex, Tales and Melodies, O Abominável e Les Crazy Coconuts! Houve disposição e companheirismo e foi também o início de uma grande amizade com a maior parte dos músicos que estiveram presentes esta noite. Passado pouco mais de uma semana morre o João, provavelmente o meu primeiro colega de escola que se tornou um amigo, que vivia porta com porta comigo. Ainda por cima em serviço, era polícia, e a perseguir ladrões. 27 anos, fazíamos um mês de diferença. Exactamente um mês. Eu a 1 de Junho, ele a 1 de Julho. Foi também exactamente um mês depois, mais dia menos dia, que o LMR morreu. Se perder um amigo de infância é como levarmos um estalo na cara, imaginem perder um dos vossos melhores amigos de hoje, do presente, de alguém sem quem vocês não se imaginavam. De vez em quando ainda faço de conta que ele está cá e imagino as respostas dele, o que ele me diria ou faria em certas circunstâncias. Por vezes consola lembrar-me da sua gargalhada (o João também tinha uma muito parecida), da sua ironia latente e mordaz quando necessária, da sua força, da sua humanidade, de tudo aquilo que me fez crescer com a sua sabedoria ao longo dos últimos anos. Não se enganem, se o BranMorrighan ainda existe, se eu algum dia tomei coragem de sair da minha zona de conforto e de fazer mais, acreditem que lhe devo muito, mais do que poderão imaginar. Nunca me vou esquecer das palavras dele, que não partilho porque as guardo como minhas, porque há sempre algo que merece e deve ficar só connosco. Era capaz de escrever linhas, folhas, livros inteiros sobre este 2015. Sobre tudo o que me deu e o que me tirou. Mas nunca vou ser capaz de arranjar palavras que expressem o vazio que ainda está presente, o quanto me sinto impotente quando entro no meu quarto e sem querer encaro as minhas estantes e lá estão eles, os seus livros em primeira fila, com as suas dedicatórias lá dentro, lembrando-me cada momento e afastando-me ao mesmo tempo.

2015 foi um ano filho da puta em muitos sentidos, desculpem-me a linguagem. Ninguém perdoa perder as pessoas que mais se ama. Podemos eventualmente aceitar, aprender a viver com isso, mas ninguém vai dizer que está tudo bem. 

Com isto já íamos no final de Março e o meu doutoramento a sofrer as consequências. Estava também a dar aulas, e dei até ao final de Julho, e foi o que correu menos mal, já que fui avaliada como Excelente em termos de docência. Haja boas notícias. Mas há mais. O LMR era para ter feito parte, morreu cedo demais, da colectânea Desassossego da Liberdade, que eu organizei e que foi editada pela Livros de Ontem. Mas aconteceu e correu tudo muito bem. Para além dos autores já editados anteriormente – Manuel Jorge Marmelo, Carla M Soares, Nuno Nepomuceno, Samuel Pimenta e Pedro Medina Ribeiro – descobrimos mais cinco novos autores e ainda tivemos a estreia do Noiserv na literatura e mais uma participação literária de Guillermo de Llera. A apresentação foi n’O Bom, O Mau e o Vilão, contou com a actuação de Tio Rex e entre abraços, algumas lágrimas e muita emoção, veio cá para fora o objecto físico com a magnífica autoria gráfica de João Pedro Fonseca. Para mim é o livro perfeito enquanto conceito, dedicação e expressão. Mas eu sou suspeita, a ideia foi minha! 

Um mês antes, tive mais uma noite de curadoria minha no Musicbox, em Junho. Esteve lá a Surma, que acho que vai ser só a melhor coisa em 2016, estiveram os Twin Transistors, que também acho que vão dar muito que falar no próximo ano, e a fechar a festa os cada vez melhores Les Crazy Coconuts. Bela maneira de entrar no Verão, de aliviar e espantar más energias, essas coisas todas. Claro que tenho de também agradecer ao Musicbox pela confiança em me deixar levar lá projectos em que acredito. Em 2015 cheguei a organizar lá mais duas noites, em Setembro com Tio Rex e Um Corpo Estranho e em Dezembro as apresentações dos discos de Bússola e Les Crazy Coconuts. E agora vem aí o sétimo aniversário! Musicbox, mil vezes obrigada por me receberes e a quem acredito! 

Veio o Verão e os Festivais e… eu doente. Pois é, eu sei que o sorriso está sempre presente na cara, que dificilmente deixo transparecer que não estou bem, mas fui abdicando de várias coisas ao longo de 2015 por não andar tão bem de saúde. Entre desmaios esporádicos e sem razão aparente a uma constante fragilidade em ficar doente, lá me safei a ir ao fantástico Bons Sons e a Paredes de Coura, embora para este último tenha de me ter vindo embora no último dia por já não aguentar com as dores e com a febre. Ainda assim, os dias que aproveitei foram excelentes! Estive com imensos artistas que admiro, fiz novas amizades, aprofundei alguns laços, foi bom. Foi realmente bom. 

Chega Setembro e com ele, não sei como, uma nova força. Decidi pegar no meu doutoramento pelos cornos e ou era agora ou não era, e tem sido. Felizmente, por tudo, tem sido. Escrevi um paper que foi aceite numa conferência, vou a França em Março!, já estou a tratar de um novo, que vai demorar mais tempo, mas cuja motivação andava desaparecida e agora tenho mesmo vontade de voltar a trabalhar nisto, tenho dado apoio lectivo a uma cadeira de primeiro ano… Não sei, as coisas andam a melhorar! E é bom, e é excelente, mas é-o de forma limitada. Todos nós temos a nossa vida pessoal e não pensem que não sou comum mortal e que não me apaixono e desapaixono. Apenas não falo disso. No meio de tanto trabalho quem é que tem tempo para pensar nessas coisas, não é? Ficariam admirados como arranjamos tempo para em cada brecha pensarmos no que não devemos! 

Mas hey! Fui a Bilbao!! Graças à Omnichord Records tive a oportunidade belíssima de ir fazer de “agente secreta” por uns dias e de ficar a conhecer melhor toda a indústria musical. Não só os dias de conferências e de concertos foram intensos, como também a cidade é linda e fiquei enamorada ao primeiro pé pousado no chão em frente ao hotel, com vista para o rio e para as pontes. Sem dúvida que foi um ponto alto de 2015. Mal descansei, mal dormi, alimentei-me mal, ahahah, mas que interessa isso quando a adrenalina parece que nos preenche por completo? Claro que depois cheguei a Portugal e só queria comer o mundo inteiro e dormir infinito… Mas desde então que tenho estado mais activa a ajudar as bandas da Omnichord e tem sido uma experiência muito boa. Se eu já considerava antes que tinha uma família em Leiria, hoje tenho a certeza de ter uma. Ah! E os sacanas dos Phase que deram um concertão do caraças no Beat em que eu  mal conseguia respirar em condições e nem sequer pude gozar o concerto como deve ser? É bom que voltem a dar mais concertos… Isso e os Allstar terem disco novo… Era bom, não era? E já agora, o Hugo Ferreira é o maior. Não sei como é que ele consegue, mas ele é o maior.

E com isto chego a Dezembro, com a cabeça a mil, doente, mais uma vez, há quase duas semanas, mas digo-vos que estou com a sensação que 2016 vai ser do caraças. Aprendi tanto este ano, cresci tanto, tive que lidar com tanta coisa ao mesmo tempo que se hoje olho para mim e me vejo com vontade de continuar com o doutoramento, com vontade de continuar a dar aulas, com vontade de continuar com o blogue, as minhas pantominices e ainda de organizar uns quantos concertos… É porque está tudo bem, não é? Sem ironias, estou mesmo cheia de ganas para o próximo ano, tenho objectivos já muito sólidos com prazos muito curtos que quero cumprir o superar o melhor possível. Não esqueço quem perdi, não esqueço quem amo, não esqueço quem sou. Vem tudo comigo em tudo o que faço e só assim é que é possível continuar. 

Não vejo cada ano como um recomeço, como essa coisa do ano novo vida nova. Ninguém começa nada de novo, nem sequer recomeça. Uma pessoa pega no que resta no momento e tenta fazer disso algo melhor. Nós apenas continuamos, não recomeçamos, podemos é continuar agora de uma forma mais madura, mais atenta, com uma postura diferente e mais senhora de si. É isso que eu desejo a toda a gente, que não ignorem aquilo pelo que passam, as coisas boas e as más, mas que aprendam com elas, que se tornem mais fortes, mais sábias, que continuem a arriscar, que continuem a errar e a acertar, aprendendo com ambas. A vida nunca é, nem será, uma linha recta. Mas independentemente da forma, podemos sempre sorrir, sorrir é a melhor arma contra qualquer adversidade. Façam os lutos que precisarem, despendam o tempo que precisarem para os pequenos lamentos, mas não percam muito tempo com isso. Como diz Afonso Cruz e muito bem “Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.” E por vezes nem damos conta desta verdade tão simples. 

Terminando, já tenho muita coisa planeada para 2016, mas vou deixar isso para outro post, que este está assim meio lamechas e confuso e é mais para exorcizar alguns demónios que outra coisa. Mil beijos e sorriam! Venha de lá esse 2016 lindão para lhe fazermos frente.

PS: Último Diário de Bordo de 2015, bem gigante, sem imagens, não sei se quiseram ler tudo até ao fim ou não, sei que é talvez o post mais pessoal que alguma vez fiz, mas encarem-no como uma passagem de um livro qualquer surreal. Tanto podem acreditar como não, o que interessa é que entrem em 2016 cheios de força! Beijos! 

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[Diário de Bordo] Sobre o Natal 2015 https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-sobre-o-natal-2015.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-sobre-o-natal-2015.html#respond Mon, 28 Dec 2015 17:38:00 +0000

A avó com 80 anos, o meu irmão com 24, eu com 27 e doente. Resultado? Uma tentativa de foto arruinada (ou salva) por o meu irmão me ter pegado ao colo e logo a seguir ameaçado atirar ao chão. O Teixeira sénior de telemóvel  na mão e a minha avó a desmanchar-se a rir sem perceber que também ela ia ficar na foto. Silly moment? Talvez, mas são estes momentos que também salvam um dia, uma quadra natalícia que para tantos é difícil e para alguns de nós também. 

Quem é que nunca perdeu um familiar que tornava cada Natal único? Quem é que nunca se sentiu afectado por esta altura que tanto parece reunir as pessoas como relembrar todas as fragilidades no que toca a relações e relacionamentos? Eu, confesso, sou uma sortuda. Já tivemos anos melhores e piores, mas felizmente tenho uma família que, mesmos só vendo quase uma vez por ano, cada vez que estou com eles é único e bom. E não é que seja sinónimo de prendas, a melhor prenda que recebi podem ver na imagem seguintes: Jelly Beans e uma estrela de Natal. Ambos oferecidos com imenso carinho e com a intenção certa. 

Verdade seja dita, o consumismo natalício é algo alarmante. Eu dou tanto valor às pessoas e às relações que mantenho com elas que dar prendas por “obrigação” foge totalmente a tudo aquilo em que me enquadro. Felizmente, quando chega a esta altura, posso dizer que me dá gozo tentar pensar numa pequena lembrança para alguém, mas quando olho em volta e ouço conversas sobre dinheiros e quem dá o quê a quem, melhor ou pior do que o outro… Esqueçam. Nem eu nem ninguém da minha família temos esta mentalidade. Aliás, nós somos mais adeptos de reunirmos esforços para termos mesas fartas, cheias de comida e bolos caseiros, rirmos à boa gargalhada, vermos filmes, jogarmos jogos, etc. etc., do que propriamente pensar em prendas. 

Claro que quando há crianças na família a coisa muda um bocadinho porque ver os seus sorrisos e a sua alegria quando desembrulham algo não tem qualquer preço. Eu cá sou a tia/prima dos livros. Desde Principezinho em 3D ou daqueles puzzles e livros em que se levantam secções para se descobrirem respostas ou curiosidades… É verdade, quase que só ofereço livros, valha eles terem quem se encarregue dos legos e dos outros jogos. 

E pronto, já estou de volta a Lisboa e ao trabalho. E há tanto para fazer! Mas uma coisa de cada vez. Venham agora os projectos de programação de primeiro ano para corrigir, os tops de livros e discos que quero fazer, toda a divulgação em força do evento mais fixe do próximo 2016 (http://www.branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-festa-de.html) e muitas mais coisas boas que estão para vir! Até já! 

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[Diário de Bordo] Sobre as Crises de Nervos e os Novos Formulários da Google https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-sobre-as-crises-de.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-sobre-as-crises-de.html#respond Mon, 21 Dec 2015 19:21:00 +0000

Yaps, é mesmo isto. Eu sei, os meus diários de bordo parecem atestados de estados frenéticos entre o ligeiro desespero, uma ponta de orgulho e uma pilha de nervos que nunca mais acaba. Como também já disse antes, é bom, é sinal que as coisas estão a acontecer e que está tudo em andamento e que é tudo lindo e maravilhoso, SÓ QUE NÃO. Quer dizer, só que sim, mas nem sempre. Era suposto esta semana natalícia ser um mimo – descansar, ir comprar prendinhas, viajar até ao norte, matar saudades da família, brincar com os putos mais lindos deste mundo… E esta é a parte em que: só que não, mas também. 

Antes do Natal ainda tenho de deixar um relatório de doutoramento pronto, com a sua respectiva apresentação preparada (vai acontecer em Janeiro, mas tem de ser enviada já), corrigir meia centena de projectos e confesso que toda esta preparação dos aniversários (sim, Lisboa e Porto confirmadíssimos com cartazes fechados) consegue estar a introduzir uma dose de adrenalina e ansiedade que não estava bem à espera… Mas é bom! As festas vão acontecer, vão estar recheadas de gente boa e talentosa e sinto-me mesmo bem por poder proporcionar momentos assim a projectos que gosto e acarinho. Penso que ainda hoje fica online e post definitivo sobre a apresentação da festa em Lisboa, sendo que a do Porto fica para mais tarde pois é só em Fevereiro! 

Outra coisa! Muitos leitores têm enviado mensagens e comentários sobre os novos formulários do Google. Que não têm preenchimento automático e que isso dificulta, ou é chato, nas participações diárias. Sou sincera, com o ritmo com que ando eu tenho tudo automatizado já para acontecer com o Google Docs, está tudo interligado com a conta de mail, etc. etc, e não sei se dá para voltar aos formulários antigos (procurei e não encontrei), mas neste momento usar outro tipo de formulários, outra plataforma, peço imensa desculpa mas não pode acontecer. Se alguém descobrir uma forma de voltar aos formulários antigos e quiser deixar aqui um comentário ou mandar um mail, tudo bem, poderei eventualmente fazer essa troca. Não me levem a mal, mas em “equipa vencedora” não se mexe e do meu lado isto tem funcionado mesmo muito bem. Claro que também não quero que os leitores se sintam prejudicados ou incomodados, mas dado que as participações diárias já são um extra no passatempo, peço-vos paciência nisto. 

De resto, continuo sem conseguir ler quase uma linha que seja, quero ainda muito fazer alguns posts de destaques do ano, quero escrever sobre mais pessoas (como fiz com o Eugénio num post anterior), quero tanta coisa…! Eheheh! Mas vá, vamos com calma. Cada coisa a seu tempo. Obrigada pela vossa paciência e apoio, não tenho dúvidas nenhumas que tenho os melhores leitores do mundo! Mil beijos! 

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[Diário de Bordo Especial 2015] O Eugénio https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-especial-2015-o-eugenio.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-especial-2015-o-eugenio.html#respond Sun, 20 Dec 2015 13:56:00 +0000 Foto mais antiga/pirosa/lamechas que eu encontrei! 

Podia ter etiquetado o post como fazendo parte do sétimo aniversário, mas a verdade é que ao pensar nisto, neste texto que agora lêem, vejo que não fazia grande sentido. Tal como não fará à medida que for falando de algumas pessoas. A primeira é o Eugénio Ribeiro, que conheço há mais de 7 anos. Conheci-o em Setembro de 2007, ele com 18 aninhos, eu com 19, ele a entrar na faculdade, eu a querer fazer-me de gente grande na faculdade. O nosso curso, Engenharia Informática e de Computadores, no Instituto Superior Técnico, sempre teve uma tradição de praxe muito saudável. Pelo menos no meu tempo era assim. Não sei qual é a vossa opinião sobre a praxe, sinceramente também não é o mais importante aqui, o que é de valorizar e de destacar é que graças a essa tradição das madrinhas e afilhados, padrinhos e afilhadas, e vice-versa, eu fiz amizades que de outra maneira talvez não acontecessem.

O Eugénio é uma dessas amizades. Afilhado da vida universitária, para mim tornou-se como alguém da minha família, aquela que pode não ser de sangue mas que trazemos connosco no nosso coração. Aliás, ainda hoje, passados anos e sem praxes ou tradições académicas envolvidas, eu apresento-o, muito orgulhosamente, como “o meu afilhado”. Claro que muitos ficam espantados, afinal ele é só um ano mais novo do que eu e supostamente não teria idade para ser madrinha dele, mas também não me interessa se as pessoas acham normal ou não eu designá-lo assim, interessa-me o que ele significa para mim. E o Eugénio, ou o Gé, como tantos lhe chamam, tornou-se numa das pessoas mais especiais que trago comigo. Num outro post disse que havia um quarteto fantástico na minha vida que vos queria apresentar, o Eugénio faz parte desse quarteto e dos quatro é quem eu conheço há mais tempo. 

Nem sempre fomos muito próximos, nem sempre fomos aquelas pessoas que sabiam tudo uma da outra, mas os astros organizaram-se de forma a que nos últimos anos nos tivéssemos aproximado mais e hoje em dia só posso dizer que tenho o maior orgulho na pessoa que ele se tornou. Não o quero expor muito, sou sincera, sei que ele próprio tem a sua maneira de estar no mundo e não quero de forma alguma de repente despi-lo aqui, mas já que o deixei humilhar-me completamente pela altura de Bons Sons (quando destruiu a minha imagem social com este post, ahahah) achei que podia ao menos dizer a quem quiser ler que gosto imenso dele. Que o facto de saber que posso contar com ele, que ele se preocupa comigo e está lá quando mais ninguém está… Não tem preço, não tem adjectivos nem termos suficientes para lhe agradecer. 

Por isso Eugénio, é assim afilhado, eu gosto imenso de ti, eu juro que mesmo quando me apetece dar-te chapadas por estares sempre a gozar comigo e a fazer-me passar vergonhas, que te adoro do fundo do coração. Que este 2015 foi difícil para mim para caraças, mas que tu ajudaste a torná-lo mais fácil, mais suportável, mais confortável. Por isso desgraçado, prepara-te, porque estou aqui para retribuir tudo e ainda um pouco mais, se for possível. Mil beijos e Feliz Natal! 

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[Diário de Bordo] Nunca vi nada de Star Wars https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-nunca-vi-nada-de-star.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-nunca-vi-nada-de-star.html#comments Fri, 18 Dec 2015 19:12:00 +0000

É verdade. Correndo todos os riscos de todas as possíveis reacções, inclusive a de perder leitores, tenho de admitir que nunca vi Star Wars. Nenhum dos filmes… “Mas como é que é possível uma engenheira informática nunca ter visto Star Wars?” Chamem-me hipster, chamem-me o que quiserem, mas verdade seja dita que nunca me puxou muito para ver estas coisas ditas mais “geeks”. De geek já a minha vida tem para dar, vender, revender, trespassar, etc. etc. Ahahah, mas não tenho nada contra nem sequer sou anti Star Wars, apenas… Nunca me dei com ninguém aficionado pela saga e que me tivesse despertado a curiosidade. Claro que agora com as redes sociais uma pessoas é bombardeada com tudo e mais alguma coisa e dei conta que, mesmo não tendo a grande maioria de amigos virtuais a falar de Stars, uma boa quantidade posta tudo e mais alguma coisa sobre isso e estou tentada a dar uma hipótese, não para agradar ou passar a ser do clube de fãs (posso não gostar), mas por curiosidade. Impõem-se a questão: qual a ordem para ver os filmes? Ordem de saída para o público ou ordem cronológica da história? Agradeço a todos os meus leitores aficionados que me tentem dar os seus conselhos sem me ofenderem muito. Ahahah 

PS: Aposto que há mais gente que nunca viu Star Wars! Não tenham vergonha e partilhem comigo as vossas experiências! 

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[Diário de Bordo] A Tentar Não Enlouquecer https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-tentar-nao-enlouquecer.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-tentar-nao-enlouquecer.html#comments Wed, 16 Dec 2015 18:30:00 +0000

Ok. Isto de comemorar o aniversário do blogue é lindíssimo, divertidíssimo, etc. etc, mas também é uma pilha de nervos dos diabos! Entre o querer valorizar o trabalho que foi feito no último ano, dar destaque a quem ajudou que assim fosse e ainda promover e dinamizar algumas iniciativas, ainda consigo ouvir pelo meio comentários que quase insinuam que eu lucro com isto ou que ando à procura de um qualquer protagonismo. Certamente já terão reparado que não tenho publicidade nenhuma no blogue, como também deveria ser de conhecimento público, nunca fiquei com um cêntimo de qualquer iniciativa que tenha até agora promovido, apesar de já ter gasto algum dinheiro para me certificar que tudo era o mais bonito possível. Por isso acaba por ser engraçado perceber que pessoas que deviam saber melhor do que mandar bitaites-sem-noção fazem-no despreocupadamente. 

Passando à frente, que a vida não se faz de queixinhas e o desabafo já foi. Isto por aqui anda a um ritmo alucinante. Até ontem andei a preparar a versão final de um paper para uma conferência francesa (já foi aceite – YEAH – devo ir a Dijon em Março) e Sexta-feira tenho duas apresentações e ainda tenho dois trabalhos por fazer até antes do Natal. Ah! E 50 projectos de alunos para corrigir até ao ano novo. Isto tudo a interagir com o aniversário do blogue – que virtualmente é até dia 13 de Janeiro e ainda tenho uma dúzia de passatempos por lançar – está a ser uma experiência como nunca antes vivida. Ahahah. Mas é bom! É sinal que as coisas estão a andar para a frente, que finalmente estou a conseguir produzir resultados no meu doutoramento e que de alguma maneira tudo isto está a ser útil.

Para terem uma ideia, os dois parágrafos anteriores foram escritos logo de manhã, sei lá, pelas 8h e pouco? Queria ter algo pronto antes de iniciar mais um dia frenético… SÓ QUE NÃO! Ahahah! E agora já são 19h e eu finalmente consegui terminar a milésima tarefa do dia e achei que valia a pena terminar o post. Quanto mais não seja porque quero agradecer todas as mensagens de apoio e de parabéns, e todo o carinho do mundo que leitores, músicos, escritores e parceiros têm tido comigo. E também adiantar que no máximo para a semana temos cartaz lindíssimo do Musicbox! Promete-se uma noite bem, bem especial, por isso reservem já a noite de dia 15 de Janeiro! 

Queria imenso ter tempo para ler e de vir para aqui escrever sobre as pessoas maravilhosas que me andam a dar um apoio tremendo nestes dias, mas realmente até Sábado não consigo. Depois espero fazer uns posts bem bonitos a quem merece, porque embora eu seja só uma no blogue, se aguento tudo o que se vai passando na minha vida é porque tenho amigos e família que estão lá quando preciso. Aliás, eu tenho um quarteto fantástico na minha vida que vos vou querer apresentar. Acho que é mais do que justo! 

Mil beijos e obrigada por estarem desse lado! 

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[Curtas] A aventura pelo Inside Out (ou Divertida-mente em português) https://branmorrighan.com/2015/12/curtas-aventura-pelo-inside-out-ou.html https://branmorrighan.com/2015/12/curtas-aventura-pelo-inside-out-ou.html#respond Mon, 14 Dec 2015 11:22:00 +0000

Eu sei, eu sei, já antes houve um post aqui no blogue sobre este filme, muito bem escrito pelo Emanuel Madalena e que podem ler aqui. A questão é que eu ainda não tinha visto o filme e, como devem imaginar, Domingos à noite são sempre aquele momento da semana em que uma ligeira depressão e ansiedade por vezes se apoderam de nós quando sabemos que vamos ter uma semana complicada. Como esta minha semana vai ser um nadinha frenética, para não variar muito, decidi que em vez de ler ia ver um filme – a verdade é que ver um filme obriga a um esforço cerebral menor (pelo menos no meu caso em que já tenho as imagens e não as tenho de estar a projectar do texto, como caso estivesse a ler). 

Escolhi o Inside Out. Já tinha ouvido falar imenso dele e pareceu-me o género de filme em que podia alternar entre uns bons sorrisos e ainda alguma melancolia própria de quem sabe que nem tudo é perfeito. E o filme é muito sobre isto mesmo, tendo como partida desde logo o momento do nascimento. Aos poucos uns seres muito adoráveis vão surgindo na nossa mente e o processo de “luta pelo comando” e as respectivas reacções da nossa Riley são adoráveis. E até aos seus 12 anos acompanhamos de forma figurada a vários processos emocionais causados pelas várias mudanças na vida da nossa pequena. Não vou fazer uma crítica ao filme porque o Emanuel já a fez e concordo absolutamente com ele, mas não podia deixar aqui registada agora a minha recomendação pessoal. 

Estava-me a lembrar também de uma discussão com amigas minhas de quais dos filmes que nos tinham feito chorar e vá, tenho de admitir, este trouxe-me algumas lágrimas aos olhos. Achei surpreendentemente bonita a forma como a história evolui e de como mostra que por vezes é preciso abdicarmos do melhor para nós, ou do que achamos melhor, para que outrem possa encontrar o seu equilíbrio. Muito, muito bonito! Deixo-vos novamente o link para a opinião do Emanuel: 

http://www.branmorrighan.com/2015/06/opiniao-divertida-mente-inside-out-de.html 

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[7 Anos Blogue Morrighan] 7 Anos e toda uma vida – Parabéns! https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-7-anos-e-toda.html https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-7-anos-e-toda.html#comments Sun, 13 Dec 2015 11:30:00 +0000 Ilustração por Marta Banza

Meus queridos leitores, 

É com um gosto enorme enorme enorme que partilho este momento de felicidade e orgulho convosco. O blogue BranMorrighan faz sete anos, SETE ANOS, ufa!, e sinceramente nunca pensei que chegasse a tanto ou sequer que chegasse às características que agora tem. Sei que todos os anos tenho escrito um “discurso” inicial, prometo que vou tentar não me repetir muito, mas não posso não deixar algumas palavras sobre um dia que significa quanto baste para mim.

Quero começar com a ilustração deste ano, a belíssima imagem que podem ver logo ao início e que é da autoria da Marta Banza. Vou-lhe dedicar um post inteiro, só a ela e com entrevista, durante o dia de hoje. É das pessoas mais queridas que eu conheço e que, quase sem dar conta, tem feito diferença na minha vida. Ela toca piano, ela fotografa, ela toca com o Tio Rex, ela desenrasca amigas chatas que lhe pedem para fazerem parte do aniversário dos seus blogues e sei lá eu mais o quê! Eheheh. Tem um coração de ouro e um talento que ainda só está no início, mas já brilha. Acho que vão gostar de saber mais sobre ela. Sobre a ilustração em si, acho que é auto-explicativa. São sete anos e estão ali representados pelo menos sete elementos que têm feito parte da minha vida ao longo destes anos: a literatura, a mitologia, ciência/ensino, o teatro, a música, o cinema e o desporto. As iniciais que podem ver ali inscritas são uma pequena homenagem a alguém muito especial, a alguém que vocês certamente reconhecerão, caso já sigam o blogue a algum tempo. É uma homenagem ao Luís Miguel Rocha, uma das pessoas mais importantes para mim ao longo dos últimos anos e que tão entusiasta era em relação ao que eu fazia. Cada a aniversário do blogue é especial porque se algum dia ousei começar a organizar eventos, como foi o caso do Auditório Orlando Ribeiro em Janeiro de 2014, foi porque ele me deu o empurrão necessário para arriscar. Lembro-me, inclusive, que devido à sua agenda teve de vir e voltar de avião, só para estar aquelas horas presente. O Luís era um escritor maravilhoso, mas uma pessoa ainda mais extraordinária. Não havendo palavras suficientes para agradecer o quanto ele me apoiou, fica este pequeno memorial como recordação. Obrigada, Luís, por tudo, de coração. Obrigada Marta, por tão solenemente teres conseguido construir uma imagem que ilustra tão bem as áreas onde o blogue tem estado presente, numas mais que outras. 

Sete anos é literalmente uma vida. Acho que nunca partilhei isto convosco, mas há sete anos atrás, tinha eu 20 aninhos, estava na luta pela recuperação do meu joelho (tinha sido operada duas vezes depois de me ter lesionado com a selecção nacional sub20), ainda não sonhava voltar a jogar, a faculdade era um pesadelo e o blogue era uma espécie de escape para os meus devaneios mitológicos e curiosidades várias. Entretanto, tenho 27 anos, uma licenciatura e um mestrado em Engenharia Informática, estou a tirar um doutoramento também em Engenharia Informática, faço investigação há 5 anos na área da bioinformática e das ciências sociais computacionais, dou aulas na faculdade há três anos, voltei a jogar basquetebol, fui duas vezes campeã nacional, voltei a deixar o basquetebol há dois meses, o BranMorrighan ultrapassou qualquer expectativa que pudesse ousar ter, e fiz amigos e criei ligações que só foram possíveis por o ter criado… Onde eu quero chegar é que muitas vezes o tempo passa e nem percebemos bem, até pensarmos nisso, o quanto somos diferentes do que éramos. Sem dúvida que eu sou uma pessoa muito diferente daquela que era há sete anos, até de há um ano atrás. Parecendo que não, e fantasiando um pouco pelos relatos mitológicos, o próprio número sete é conhecido por ser um número especial. Para mim penso que significa que estou a fechar uma espécie de ciclo. Não que o blogue vá acabar, de todo, ou não estaria com esta conversa toda, mas de alguma maneira sinto que estes sete anos foram uma espécie de escola intensiva de crescimento, que a forma como quero encarar as coisas no futuro estão, de certa maneira, moldadas pelos acontecimentos dos últimos sete anos, principalmente do último ano.

Falemos de 2015. 2015 foi dos anos mais extaordinariamente assustadores da minha vida. Aconteceu tanta coisa… Por um lado houve uma evolução e maturação em relação àquilo que eu quero fazer, mas perder dois amigos num ano deixa as suas marcas. Este ano fica precisamente marcado pelo misto agridoce. Muitas conquistas, mas também muita dor. O ano começou com a comemoração do 6º aniversário no Musicbox e foi um sucesso. Ainda fomos ao Maus Hábitos cantar também os parabéns e foi muito bonito. Eis que depois perco um dos meus melhores amigos de infância e um mês depois um dos meus melhores amigos à data. Custa falar no passado, claro que sim. Ainda só estávamos no primeiro trimestre e isto tudo já tinha acontecido. Aliás, pelo meio também eu fui parar às urgência, lembro-me que foi no dia que fui à entrevista na Antena 3…! Não vou continuar com o relato do ano, mas as pessoas mais próximas sabem que tem sido um 2015 imensamente contraditório nas emoções, num equilíbrio precário entre a força e a fraqueza, entre a alegria e a tristeza. Estive para cancelar até qualquer tipo de comemoração de novo aniversário, mas como algumas pessoas me lembraram e muito bem, a tristeza não paga dívidas e isto é algo que eu realmente gosto de fazer.

Tenho tido a sorte imensa de ter comigo pessoas, neste 2015, que me resgataram da tristeza, que me ouviram, que me apoiaram, que sem elas provavelmente me tinha afogado num mar de mágoas e depressão profundas. Este ano em vez de ter pedido mensagens às pessoas, de aniversário do blogue, decidi ser eu a escrever mensagens a algumas pessoas e ao longo do próximo mês é isso que vai acontecer, alguns posts vão aparecer de homenagem a pessoais e locais de 2015 que me fizeram continuar com a determinação e motivação necessárias para levar tudo para a frente. 

Assim sendo, o aniversário deste ano vai ser parecido ao dos anos anteriores, embora mais recatado: o aniversário virtual vai ser de 13 de Dezembro a 13 de Janeiro, com passatempos de parceiros e pontuais colaborações; dia 15 de Janeiro temos festão no Musicbox (anuncio o cartaz talvez ainda hoje) e o Maus Hábitos está agendado para 12 de Fevereiro! Como sabem, está a ser preparada uma nova colectânea muito especial com o projecto Matéria Negra e também nos próximos dias vão ser revelados os ilustradores e os autores dos contos dessa colectânea. Não tenho data para quando vai estar pronta e em que formato, mas a pressa é inimiga da perfeição e por isso a seu tempo tudo irá sendo feito. 

Num resumo prático de 2015 deixo aqui registados alguns momentos muito importantes que me tiveram como mentora e organizadora:

– O 6º Aniversário no Musicbox com Twisted Freak, Azul-Revolto e The Allstar Project

– O 6º Aniversário no Maus Hábitos com Tio Rex, O Abominável, Tales and Melodies e Les Crazy Coconuts

– A colectânea Desassossego da Liberdade com Manuel Jorge Marmelo, Pedro Medina Ribeiro, Carla M Soares, Samuel Pimenta, Nuno Nepomuceno, Eduardo Duarte, André Mateus, Márcia Balsas, Márcia Costa, Cláudia Ferreira, Guillermo de Llera e Noiserv, com actuação de Tio Rex

– An experimental Jet Set, Trash & No Star Night! no Musicbox com Surma, Twin Transistors e Les Crazy Coconuts

– A Harmonia de Não ter Tempo no Musicbox com Tio Rex e Um Corpo Estranho

Sim, foi um ano preenchido e não faço ideia de como será 2016, mas sei que quero ser mais activa na vida real e dedicar-me mais completamente ao que decido fazer. Mesmo em termos de entrevistas e de artigos de opinião conto ser mais selectiva. O meu doutoramento está finalmente a carburar e preciso de me dedicar de corpo e alma também a ele. Como muito e bem não há quem, e como nestes anos também tenho aprendido que muito do que fazemos nem sempre é valorizado, acho que faz parte do crescimento também nos tornarmos mais selectivos naquilo e com quem preenchemos o nosso tempo. 

Chegando finalmente ao fim, YEAH! (aposto que nem meia dúzia vai chegar a estas últimas linhas!), quero dizer-vos que tem sido um prazer estar deste lado, que vou continuar a fazer de tudo para poder intervir na cultura portuguesa e a lutar por aquilo em que acredito. Que a festa que estou a preparar para 15 de Janeiro é muito, muito especial (com direito a actuação única e nunca antes feita), e que conto, como sempre, com o vosso apoio desse lado. Até já e obrigada, muito obrigada pelas vossas manifestações de carinho! 

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[Diário de Bordo] A Família Jack Skellington (The Nightmare Before Christmas) https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-familia-jack.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-familia-jack.html#respond Sat, 12 Dec 2015 09:54:00 +0000

Uhhhh, lembram-se da primeira fotografia da Família Jack cá em casa? Podem vê-la aqui: http://www.branmorrighan.com/2012/05/primeira-aquisicao-na-feira-do-livro.html

Entretanto não resisti e já adquiri umas quantas coisas a mais e decidi fazer nova foto com apenas um resumo das mesmas. Tenho na mesma o livro, a outra t-shirt e o dvd, mas desta vez a família de canecas e de peluches/pratos/bonecos aumentou! Eheheh. E pronto, é só para deixar aqui registado o meu pequeno guilty pleasure, pois todos os anos tento ir à Disney comprar algo novo da minha “colecção”. O ano passado não fui, mas um grande amigo meu compensou com a oferta de uma das canecas brancas! 

E vocês, também têm assim algum tipo de desenho animado/filme/anime do qual vão coleccionando objectos? Tenham um bom dia! 

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[Diário de Bordo] Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias que não chegaram para nada. https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-tres-meses-e-uns-dias.html https://branmorrighan.com/2015/12/diario-de-bordo-tres-meses-e-uns-dias.html#respond Fri, 11 Dec 2015 22:35:00 +0000 Quem acha que percebe e compreende a vida, claramente não se viu de frente com a morte.

Há um ano atrás o meu melhor amigo dava os primeiros sinais de que o fim estava para breve. Quando escrevi isto não fazia ideia que só tinha mais três meses e pouco para me agarrar a ele. Aliás, claramente não queria acreditar. Não houve um segundo susto, apenas o vazio.

Há um ano atrás, saía eu da maravilhosa apresentação d’O Cavalheiro Inglês, da Carla M Soares na Bertrand Picas, quando por momentos fiquei sem chão. O mundo está cheio destes contrastes absurdos, a alegria para logo a seguir a profunda tristeza.

Depois veio a esperança, o optimismo desesperado de quem não se consegue preparar para uma perda irreparável, de quem acha que os milagres são possíveis. E os três meses passaram quase como se nada fosse, ele no seu tom despreocupado e alegre, eu querendo parecer despreocupada.

Três meses e mais uns dias.

Passou um ano, continuo a tentar parecer despreocupada e alegre, mas e quando nos bate à porta? Parece que foi ontem.

Acho que nunca escrevi sobre este momento. O momento em que pego no telemóvel e estranho a ausência de resposta dele. Falávamos praticamente diariamente. Sobre banalidades, os nossos trabalhos, os nossos projectos imaginários, as nossas famílias, o que fosse. Naquele dia… o silêncio. Enviei nova mensagem a perguntar se sentia bem, recebo uma resposta, mas não dele. De um familiar. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma. Em coma.

Subo de Picoas até ao Técnico, onde tenho o meu carro. Valeu-me os pés saberem o caminho e terem-me guiado automaticamente até lá. Sentei-me no carro. Foram precisos minutos, horas, não sei. Conduzo até casa. Quero notícias, quero que… não seja verdade. Não me consigo lembrar quando é que recebi novas notícias e o mundo ganhou nova cor novamente. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias. Três meses e uns dias que não chegaram para nada.

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