Difel – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Wed, 23 Dec 2020 21:22:37 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Difel – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Novidades Difel e Gótica – Setembro https://branmorrighan.com/2010/09/novidades-difel-e-gotica-setembro.html https://branmorrighan.com/2010/09/novidades-difel-e-gotica-setembro.html#respond Thu, 16 Sep 2010 13:28:00 +0000

A Chave Maldita

James Rollins

Do autor dos best-sellers O MAPA DOS OSSOS, com cerca de 10.000 exemplares vendidos em Portugal e A ORDEM NEGRA, com cerca de 8.000 exemplares vendidos em Portugal.

A nova aventura do comandante Gray Pierce e da Força Sigma, que enfrentam agora a maior ameaça que a Humanidade já conheceu, numa odisseia que vai desde o Coliseu romano aos picos gelados da Noruega. O último dos pesadelos é trancado dentro de um talismã enterrado por um santo morto – um artefacto antigo conhecido como a chave do Juízo Final.

6º livro do autor publicado em Portugal pela DIFEL.

As Pegadas do Morto

Peter James

Depois dos sucessos internacionais de DESPEDIDA DE SOLTEIRO, publicado em cerca de 30 países, de MORTE À PRIMEIRA VISTA e MATA-ME SE PUDERES, eis a nova investigação do Comandante Roy Grace.

Peter James é um mestre da literatura policial, tendo ganho já dois importantes prémios: o Internacional Prix Polar 2006 e o Prix Coeur Noir 2007.

Para além de escritor, Peter James, que viveu vários anos nos EUA, é produtor cinematográfico, contando-se no seu currículo filmes como O Mercador de Veneza, com Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fienes; e The Bridge of San Luís Rey, com Robert de Niro, Kathy Bates e Harvey Keitel.

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Opinião: “A Espada de Avalon” de Marion Zimmer Bradley / Diana L. Paxson https://branmorrighan.com/2010/07/opiniao-espada-de-avalon-de-marion.html https://branmorrighan.com/2010/07/opiniao-espada-de-avalon-de-marion.html#comments Wed, 14 Jul 2010 21:17:00 +0000 A Espada de Avalon
Marion Zimmer Bradley / Diana L. Paxson

Editora: Difel
Páginas: 448

Sinopse: Na Idade do Bronze, muito antes dos acontecimentos ocorridos em As Brumas de Avalon, o jovem Mykantor, destinado a ser rei, é raptado e vendido como escravo. Comprado por um príncipe ferreiro, aprenderá com ele os fundamentos da liderança, mas a sua ausência precipitará Avalon nas mais cruas lutas de poder.
Sem a oposição do legítimo herdeiro ao trono, o malévolo feiticeiro Galid está determinado a governar, mas Anderle, a Senhora de Avalon, vai desafiando os seus intentos. A ausência de Mykantor abrirá ainda outras feridas, sobretudo no coração de Tirilan, filha de Anderle, que, julgando-o perdido para sempre, aceitará o poder – e o celibato – do sacerdócio.
Criado em segredo, após o assassínio dos seus pais às mãos de pérfidos traidores, Mykantor regressará a Avalon para provar o seu valor enquanto filho de reis e sacerdotisas, e será chamado a liderar os opositores a Galid brandindo a famosa Excalibur, acabada de forjar para legitimar o seu poder.
A Espada de Avalon é a obra que faltava no universo mítico de Marion Zimmer Bradley, explorando as origens desta lendária e mítica saga que continua a encantar milhões de leitores em todo o mundo.

Opinião: Ler Marion Zimmer Bradley sempre foi uma experiência bastante mágica para mim. Mesmo havendo livros que não foram exactamente escritos por ela, a sua magia nunca desaparece, havendo sempre um traço da sua presença, da sua marca, ao longo dos livros. A Espada de Avalon não é excepção. Embora tenha sido escrito por Diana L. Paxson, são bem visíveis as característas e os traços de Marion Zimmer Bradley.

Reentrar no mundo fantástico que é Avalon, foi como regressar a casa após um longo período de ausência.
Esta obra, mostrou-se ser fundamental para entendermos todo o universo que é a Saga de Avalon. É aqui que conhecemos as origens de vários rituais e da famosa espada que muitos chamam de Excalibur. Quem já leu as Brumas de Avalon há-de lembrar-se desta passagem: o que acontecerá ao rei veado quando o seu jovem filho crescer? Pois bem, neste livro temos a origem desse rito como de tantos outros, inclusivé das tatuagens de dragão nos braços do futuro rei.

É impossível não nos apaixonarmos por este mundo. As personagens de carácter forte, as privações e provações a que são postos, as lutas interiores constantes, são sempre elementos presentes nos livros de MZB. Como também nos tem acostumado, há sempre uma personagem feminina e uma masculina que se destacam. Neste livro temos Tirilan e Mikantor.
Confesso que houve partes do livro em que fiquei super ansiosa. Depois de uma infância em que a vida destas duas personagens se cruzaram, Mikantor é então raptado e durante boa parte do livro acompanhamos a sua evolução e todos os acontecimentos que o levam a cumprir o seu “destino”. As teias tecidas pelos deuses nem sempre são claras e muito menos são as profecias das sacerdotisas. Enquanto vamos acompanhando Mikantor, ou Pica-Pau, ficamos sem saber nada sobre o desenvolvimento de Tirilan durante esse tempo todo.
Mas quando finalmente as narrativas se começam a cruzar, tudo começa a convergir para atingirmos o extâse da leitura.
A par de Mikantor e Tirilan tenho que destacar Anderle e Valento. Principalmente Valento marcou-me muito. São personagens que após a leitura ficam a pairar na nossa mente pela sua valentia, coragem e sacrifícios. O amor que estas 4 personagens partilham é um amor intemporal, mais antigo do que se podem lembrar e cujos destinos estão entrelaçados de forma inevitável.

É um livro de emoções fortes, como muitos se têm vindo a mostrar. E claro que é sempre maravilhoso relembrar como aqueles povos louvavam a Terra como um espírito vivo e adoravam-na e respeitavam-na no seu todo. Hoje em dia isso é um grande mito e quem tenta fazer o contrário é quase visto com maus olhos.
Estes livros levam-nos a uma profunda reflexão. Por mais romanciados que sejam, a verdade é que ainda existe vestígios daquela cultura nos nossos dias e tendemos a ignorar isso. Mas isso são reflexões para outro post.

Voltando à leitura d’ A Espada de Avalon, só posso dizer que adorei. Foi um voltar ao início e a partir daí lembrar tudo o que aconteceu a seguir. Porque é impossível não associarmos os acontecimentos posteriores àqueles que estamos a ler no momento. Toda a causa tem uma efeito e é isso que nos fica bem preso na mente.
Um romance intemporal, que de certeza que a seu tempo vou repetir a leitura.

Deixo apenas uma pequena nota quanto à formatação interior do livro. Por vezes há algumas falhas a nível de ìtálicos e alguns espaços entre parágrafos no meio de diálogos. De resto, foi mais um livro maravilho que acho que não pode faltar nas prateleiras de quem gosta de Marion Zimmer Bradley. Adorei.

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Esclarecimentos e Ordem de Leitura da Série Avalon de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2010/07/esclarecimentos-e-ordem-de-leitura-da.html https://branmorrighan.com/2010/07/esclarecimentos-e-ordem-de-leitura-da.html#comments Wed, 07 Jul 2010 18:32:00 +0000 Muitas pessoas me têm perguntado “Porque ordem devo ler os livros da série de Avalon?” e aqui estou eu para tentar responder a essa pergunta o melhor possível.
Para quem acompanha esta escritora, sabe que nem sempre os livros são publicados pela ordem cronológica dos acontecimentos. Vou então esclarecer quais os livros publicados lá fora e em Portugal e por que ordem devem ser lidos para quem quer ler por essa ordem.Livros da saga de Avalon, editados até agora pela autora (títulos originais):
* The Mists of Avalon (1979)

  • Mistress of Magic
  • The High Queen
  • The King Stag
  • The Prisoner in the Oak

* The Fall of Atlantis (1987)
* The Forest House (1993)
* Lady of Avalon (1997)
* Priestess of Avalon (2000)
* Ancestors of Avalon (2004)
* Ravens of Avalon (2007)
* Sword of Avalon (2009)

Ordem cronológica dos acontecimentos:

* The Fall of Atlantis (1987)
* Ancestors of Avalon (2004)
* Sword of Avalon (2009)
* Ravens of Avalon (2007)
* The Forest House (1993)
* Lady of Avalon (1997)
* Priestess of Avalon (2000)
* The Mists of Avalon (1979)

  • Mistress of Magic
  • The High Queen
  • The King Stag
  • The Prisoner in the Oak

Ou seja, dos livros que foram editados pela Difel, deve ler-se pela ordem seguinte:

*A Queda da Atlântida
*A Espada de Avalon
*Os Corvos de Avalon
*A Casa da Floresta
*A Senhora de Avalon
*A Sacerdotisa de Avalon
*As Brumas de Avalon

Espero ter ajudado e esclarecido. Para mais dúvidas, basta perguntar.

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Difel – Reedição de POR FAVOR NÃO MATEM A COTOVIA, de Harper Lee https://branmorrighan.com/2010/07/difel-reedicao-de-por-favor-nao-matem.html https://branmorrighan.com/2010/07/difel-reedicao-de-por-favor-nao-matem.html#comments Sun, 04 Jul 2010 20:58:00 +0000
POR FAVOR NÃO MATEM A COTOVIA, eleito recentemente pelos principais livreiros norte-americanos como «O Melhor Romance do Século XX» e que se tornou numa obra-prima da literatura americana, acaba de ser reeditado pela editora DIFEL.

Esta reedição surge no âmbito das comemorações do 50º aniversário da primeira edição (1960-2010). http://www.guardian.co.uk/books/2010/jun/28/harper-lee-to-kill-a- mockingbird

Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, a autora descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora, onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típico da infância.

Harper Lee viveu sempre uma vida completamente afastada dos círculos mediáticos e é junto com JD Salinger, uma das mais famosas reclusas literárias, morando ainda hoje na casa onde passou a sua infância, em Monroeville, no estado sulista do Alabama. Raríssimas foram as vezes em que concedeu uma entrevista, mas agora o silêncio foi quebrado ao «Mail on Sunday». Mais no link:

http://www.guardian.co.uk/books/2010/jun/28/harper-lee-interview-mockingbird

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A Colina das Bruxas – Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2010/04/colina-das-bruxas-marion-zimmer-bradley.html https://branmorrighan.com/2010/04/colina-das-bruxas-marion-zimmer-bradley.html#respond Fri, 02 Apr 2010 16:15:00 +0000 A Colina das Bruxas
Marion Zimmer Bradley

Editora: Difel
Páginas: 202

Sinopse:Sara Latimer, uma jovem de vinte e poucos anos, perde toda a família de forma súbita e trágica. Quase simultaneamente descobre que herdou uma antiga casa na Nova Inglaterra, onde decide recomeçar a sua vida. Mas a casa é apenas a parte visível da sua herança, pois as tradições familiares incluem outras facetas bem mais misteriosas.

Dividida entre a modernidade e a tradição da família, entre o jovem médico local por quem se apaixona e os mistérios da sua falecida tia-avó, a última habitante da casa Latimer, Sara viaja no tempo e no espaço, confrontada com a sua identidade e os seus múltiplos passados.

A jovem transforma-se num campo de batalha onde as forças das trevas e do amor se confrontam, lutando pela supremacia e pela conquista da sua alma.

A Colina das Bruxas é uma fabulosa viagem aos mitos do mundo rural americano, com o seu passado puritano, lendas de bruxas, feiticeiros e o seu encontro com a modernidade. É também a exploração de temores e receios atávicos, dos poderes ocultos, das pulsões eróticas e da demanda do poder.

Opinião: Após ter parado a leitura dos livros de Marion Zimmer Bradley durante uns tempos, esta volta através do livro A Colina das Bruxas.
Bem diferente da saga de Avalon, A Colina das Bruxas traz-nos uma história meia de terror e mística passada na decada de 70.
Sara Latimer vê-se deparada com a morte de toda a família e ainda uma confissão desesperada de última hora do seu pai: Todas as Sara Latimer da sua família, desde há 300 anos, tinham sido bruxas e morrido das formas mais horrendas. Confrontada com esta situação, descobre ainda que herdou a casa da sua tia, também ela Sara Latimer, em Witch Hill. Sem dinheiro para poder pagar um apartamento, decidi ir morar para casa da tia até terminar o seu livro de ilustrações. É lá que conhece Brian e se apaixona por ele.
Um livro que nos mostra como a vida se passa nas vilas mais pequenas e remotas e de como as pessoas se relacionam.

Com a sua chegada e Witch Hill, todos pensam que Sara é a reencarnação da sua tia que morreu há apenas 7 anos. Não só ela, mas também todos os membros da congressão da Igreja do antigo rito que tentam fazer com que todas as memórias da bruxa Sara, voltem para esta jovem. Quem será esta jovem afinal? Ela mesma? A reencarnação do espírito da tia? A sua luta interior decorre ao longo de todo o livro, quem vence?

Os acontecimentos e desenlaces cheios de mistério e sensualidade, fazem com que a leitura seja quase compulsiva em querer saber sempre mais. Gostei de o ler. Apesar de ser um estilo diferente do que estava habituado com os livros de Avalon, achei que o livro tinha na mesma o seu toque de mágico e de Antigo. Há sempre uma verdade nos livros de Marion Zimmer Bradley, quer se queira, quer não.
Para quem gosta de MZB não poderá perder este livro.

Nota: 7/10

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Opinião: “A Senhora de Avalon” de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2010/01/senhora-de-avalon-marion-zimmer-bradley.html https://branmorrighan.com/2010/01/senhora-de-avalon-marion-zimmer-bradley.html#respond Fri, 01 Jan 2010 11:30:00 +0000

A Senhora de Avalon

Marion Zimmer Bradley

Sinopse: Marion Zimmer Bradley regressa agora com esta nova saga da ilha mágica, contada por três gerações de sacerdotisas que, nos primeiros quinhentos anos da era cristã, protegem o seu reino encantado da avidez do Império Romano. A primeira, Caillean, esconde Avalon dos legionários, envolvendo-a sabiamente numa nuvem de brumas intransponíveis; a segunda, Dierna, promove de forma astuta a união de uma das suas noviças com um general romano, transformando-o num potencial imperador bretão que assegurará a preservação do solo sagrado; a terceira, Viviane, guardiã do Cálice Sagrado, partirá da casa dos pais adoptivos na ilha de Mona aos catorze anos para se encontrar com a verdadeira mãe, a senhora de Avalon, e preparar o caminho para o nascimento do rei Artur. Rico na descrição de ambientes e na construção de personagens, este romance – onde não faltam guerra, e traições, amores e ódios, profecias e maldições – tem a mesma grandiosidade mítica e épica que caracteriza a obra da autora, já com meio milhão de livros vendidos em Portugal, evocando com igual dinamismo, os mitos, a magia, e a história da Inglaterra lendária.

Opinião: Como sabem, antes deste livro já tinha lido os Corvos de Avalon e A Casa da Floresta. A curiosidade desperta em mim era tanta que fui a correr aproveitar o desconto de 25% no Jumbo e comprei este livro. Não estou nada arrependida. Apesar de não ser um livro muito muito apaixonante, foi um livro que mostrou imenso, explicou ainda mais e um livro da MZB é sempre um livro dela, principalmente nesta grande saga que é a de Avalon.

Uma das razões pela qual o livro não é excelente, e acredito que seja por própria necessidade da estrutura do livro, é que este está dividido em três grandes capítulos cada um com a sua história. Não é que seja mau, apenas as histórias individuais não são desenvolvidas por aí além. Mas acredito que se quisessem dividir em três livros, talvez as pessoas se fartassem um pouco.

No primeiro capítulo temos então a história de Caillen e Gawen (filho de Eilan – sacerdotisa da casa da floresta no livro A Casa da Floresya). Caillen leva Gawen para Avalon, onde ele é criado com os druidas. A certa altura farta-se de que lhe digam sempre o que fazer e decidi ir à procura do seu legado em Deva, com o seu avô (pai de Gaius, avô de Gawen). Aí a sua história quase que se repete à do pai até que ele sente que não pertence a lado nenhum e decide voltar para Avalon. É depois do seu retorno e do ritual da Dança dos Gigantes que Caillen se vê obrigada a proteger Avalon do resto do mundo e invoca as brumas. Porquê? Leiam o livro =) Só vos digo que Gawen faz a dança dos Gigantes com Sianna, filha da Rainha das fadas e que é sacrificado pela britânia.

No segundo capítulo temos Dierna, da linhagem de Sianna, como Senhora de Avalon. Uma outra personagem de grande importância é Carausius. O tal general romano (ele não é romano, apenas prestou juramento a Roma) que vem a desempenhar um papel importantíssimo na defesa da Britânia e que também ele é sacrificado por esta.

No terceiro capítulo temos Ana, mãe de Viviane que virá a ser tia de Artur. Ana é a Senhora de Avalon, uma mulher implacável que mandou Vivane embora quando ela tinha 6 anos, mas que depois de as suas duas outras filhas mais velhas morrerem, mandou chamá-la novamente. Outra personagem marcante deste capítulo é Taliesin.

Custa-me um pouco falar deste livro sem spoilers, e acho que já spoilei um bocado. É que este livro mostra-nos a inevitável e derradeira verdade de que a roda da vida gira e gira e torna a girar.

Está um livro extremamente bem escrito, com personagens que amamos e outras que só nos apetece espancá-las, lugares de sonho e lugares que provavelmente temeriamos e verdades inabaláveis.

Quero dar os Parabéns à tradução e à redação deste livro porque não encontrei quase falha nenhuma! Acho que apenas encontrei um “e” em vez de um “a” ou vice-versa. E quero deixar aqui bem claro que dou imenso valor a este trabalho que deve ser árduo, mas que para os leitores é fundamental.

O ano que passou (acabou ontem!!) li livros que só me apetecia benzer. Palavras que às tantas faltavam na frase, erros ortográficos, enfim! Muitos Parabéns à equipa da Difel 🙂

No geral, foi bom compreender como surgiu a ideia de uma Avalon afastada do mundo dos humanos, conhecer melhor um pouco da história da Britânia e ao mesmo tempo ficar fascinada com toda aquela magia e sentimentos.

Uma das coisas que gosto nos livros desta escritora é que mesmo com toda a fantasia, eles têm sempre personagens históricas e factos históricos. É sempre um prazer juntar cultura ao lazer.

Para os amantes da Saga da Avalon, é um livro insdispensável para compreender toda a tramóia.

Nota: 8.5/10

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Opinião: “A Casa da Floresta” de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2009/12/casa-da-floresta-marion-zimmer-bradley.html https://branmorrighan.com/2009/12/casa-da-floresta-marion-zimmer-bradley.html#respond Sun, 20 Dec 2009 22:40:00 +0000 A Casa da Floresta
Marion Zimmer Bradley

Sinopse: Dentro dos muros da casa da Floresta, numa remota região da Bretanha, um círculo secreto de sacerdotisas Druídas preserva os antigos rituais de aprendizagem, cura e magia contra o Império Romano.
Na sua vizinhança, a jovem Eilan, nascida numa família impregnada pelos conhecimentos dos Druidas, amadurece em direcção à sua plena condição de mulher e ao florescimento de uma força interior com a qual dificilmente se atreve a sonhar. Ouve, já, o chamamento da Grande Deusa – e será ela a cerimonialmente escolhida como a nova grã-sacerdotisa. Mas antes, Eilan ouve outra voz – a do seu amor pelo jovem romano Gaius Macellius, cuja missão é submeter a sua terra nativa e todos os seus costumes. A guerra que devasta o íntimo de Eilan, que tem de renunciar ao seu amado em favor do seu destino sagrado, espelha a turbulência da época… e será apenas ela a poder encontrar o caminho para fora da encruzilhada na qual a sua fé a colocou.

Opinião: Nesta obra, MZB conta a história dos Druidas e das Sacerdotisas antes de Avalon se tornar o seu lar. Anos após o massacre da ilha de Mona (relatado no livro – Os Corvos de Avalon), os Druidas e as mulheres sagradas refugiaram-se em Vernemeton, “o Bosque mais Sagrado”, e para que os romanos os deixassem em paz, foi preciso que as sacerdotisas tivessem o estatuto de virgens sagradas. Corriam os primeiros anos da era cristã, a ocupação romana da Bretanha era ainda muito recente e os ânimos ainda muito exaltados. É nesse ambiente que vive Eilan, uma jovem que sonha ir para a Casa da Floresta e tornar-se sacerdotisa da Deusa. No entanto, entra na sua vida Gaius, um jovem meio romano, meio bretão, e o seu amor proíbido será o centro da história. A pesquisa histórica efectuada pela autora foi, no meu entender, bastante completa. Somos introduzidos nos mundos Celta e Romano com um à-vontade espantoso, quase visualizamos as casas, as árvores, as pessoas, e quase podemos cheirar o fumo das fogueiras sagradas ou o incenso dos templos. A descrição das batalhas está fantástica. Os factos históricos são enredados na lenda e na ficção, de modo que quase não conseguimos distingui-los.
Um livro apaixonante, que nos faz vibrar, com personagens fortes e destemidas que lutam por aquilo que acreditam, mesmo quando tudo parece correr mal.

Nota: Para que não hajam dúvidas, a ordem temporal dos livros é: A Queda da Atlântida – Os Corvos de Avalon – A Casa da Floresta – A Senhora de Avalon. Penso mesmo que deverão ser lidos por esta ordem dado que se vai falando de gerações de sacerdotisas que se vão prolongando de livro para livro.

Classificação: 8.5/10

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Opinião: “Os Corvos de Avalon” de Marion Zimmer Bradley https://branmorrighan.com/2009/12/os-corvos-de-avalon-marion-zimmer.html https://branmorrighan.com/2009/12/os-corvos-de-avalon-marion-zimmer.html#respond Sun, 20 Dec 2009 22:19:00 +0000 Os Corvos de AvalonMarion Zimmer BradleySinopse: No centro de Os Corvos de Avalon está a conquista romana da Bretanha e a rebelião conduzida pela Rainha Boudica, a guerreira celta, e por Lhiannon, a sua jovem mentora na ilha dos Druidas.Quando o exército do Império conquistou o reino Iceno, no século I D.C., Lihannon enfrentou-o enquanto Boudica acabou por se casar com Prasutagus, o Rei Supremo dos Icenos que governou como rei cliente de Roma. Boudicca e Presutagus viveram felizes até à morte deste, um acontecimento que mudou para sempre a vida daquela que se viria a tornar a Rainha Guerreira. Com a morte a morte do marido, as terras Icenas foram definitivamente anexada ao Império, tendo Boudicca sido brutalizada e as filhas violadas.Cheia de raiva e espírito de vingança, Boudica apela às tribos britãs e conduz o seu povo na resistência contra os exércitos ocupantes de Roma. Apesar do insucesso da rebelião, Lhiannon sobrevive e torna-se guardiã das tradições druidas na nova Bretanha Romana, como alta sacerdotisa da Casa da Floresta. Repleto de notáveis personagens femininas, que sempre habitaram a mítica ilha de Avalon, esta tão aguardada obra, que antecede A Casa da Floresta, é um portentoso épico que expande a saga lendária que encantou milhões de leitores por todo o mundo.Opinião: Já li este livro há uns meses, mas para que fique aqui uma sequência minimamente lógica das leituras da MZB, fica aqui a minha opinião.
Um fantástico épico onde o poder feminino das sacerdotisas de Avalon, os rituais mágicos (associados à fertilidade da Mãe Natureza) e aos sensuais dos druidas nos prendem da primeira à última linha.A salientar a força guerreira de Boudica que, em defesa das suas filhas violadas pelos soldados romanos, se deixa possuír pela Senhora dos Corvos, Morrigan, e acalenta um desejo de vingança que, batalha após batalha, a conduz à morte terrena, mas à vida eterna ao lado do seu amado rei,Prasutagos.Interessante o percurso da sacerdotisa Lhiannon, narradora desta história, que se mantém casta, contrariando o seu amor por Ardanos, em prol do bem comum e em defesa do património cultural dos bretões. Lhiannon sobrevive a todas as batalhas e torna-se guardiã das tradições druidas na nova Bretanha Romana, como alta sacerdotisa da casa da floresta.A magia do mundo celta no seu melhor!

Classificação: 8.5/10

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Opinião: “Tim” de Colleen McCullough https://branmorrighan.com/2009/12/tim-colleen-mccullough.html https://branmorrighan.com/2009/12/tim-colleen-mccullough.html#comments Thu, 03 Dec 2009 18:06:00 +0000 Tim
Colleen McCullough

Sinopse: Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.

Opinião: AMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIII este livro. A sério, não tenho grandes palavras ou comentários a fazer. Nunca tinha lido um livro deste género e nunca tinha lido nada desta autora, mas garanto, adorei e quero muito ler outros dela.
Tim, fala sobre um atrasado mental que é o ser mais bonito e perfeito fisicamente à face da Terra. Paralelamente temos a história de Mary Horton uma quarentona rica e feia que nunca se deu ao trabalho de socializar com outras pessoas e que nunca teve um namorado, tendo sido a sua vida inteira dedicada ao trabalho. Até que vê Tim pela primeira vez no terraço da vizinha.
O mundo dela transforma-se completamente. E ao contrário de todas as outras mulheres, que quando falavam com Tim e este abria a boca elas iam logo embora, os sentimentos dela não mudaram. Pelo contrário. Sem saber bem o que sentia, aproximou-se de Tim, deu-lhe trabalho e ainda o foi ensinando a ler e a escrever, coisa que este nunca tinha feito. Tim foi aprendendo e afeiçoando-se cada vez mais a esta solteirona quarentona e que ninguém conseguia perceber porquê. Nem mesmo ela percebe porque é que ele gosta tanto dela. Enfim, não vou contar mais.
A história é fantásticamente sensível, bonita, de um grandeza fora do comum. Sem dúvida que dentro do seu género deve ser dos melhores.
Uma história mesmo muito bonita, que nos cativa desde início e que nos proporciona uma leitura cheia de prazer e emoção a cada página.
Recomendo vivamente a quem o comprou pela Colecção Sábado, que o leiaaaaaa!
Quem não o tem, continuo a recomendar que o arranje para ler, ou mesmo que o compre porque merece. Sem dúvida alguma.

Nota:10/10

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