Doutoramento – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:43:25 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Doutoramento – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Diário de Bordo] Consta que já sou Doutora! https://branmorrighan.com/2019/07/diario-de-bordo-consta-que-ja-sou.html https://branmorrighan.com/2019/07/diario-de-bordo-consta-que-ja-sou.html#respond Sat, 06 Jul 2019 17:30:00 +0000

Bom dia!

Para quem segue as minhas redes sociais, certamente já viu esta imagem e já sabe do que se trata. Na passada Terça-feira, dia 2 de Junho, defendi a minha tese de doutoramento, com o título “Complex networks analysis from an edge perspective”! Acabou por correr tudo bem e fui Aprovada com Distinção por unanimidade!

Confesso que ainda não senti bem este fechar de ciclo. O meu dia-a-dia tem sido uma montanha russa tão grande que nos últimos meses ainda não passei uns dias sem que não tivesse que me preocupar com uma responsabilidade qualquer impossível de delegar. Foi a viagem a Indiana, os exames das minhas cadeiras, a viagem a Itália, mais exames, a defesa da tese, época especial, a viagem a Amsterdão por preparar, etc etc etc. Aliás, eu defendi Terça-feira, e na Quarta-feira de manhã já estava na Arrábida nos Encontros Caminhos da Complexidade de 2019 a apresentar um trabalho que foi feito em paralelo com a minha tese de Doutoramento sobre emergência de justiça social com base na forma como se escolhem as pessoas a ter mais poder, com base no Jogo do Ultimato. Trabalho esse que vou também apresentar em Amesterdão já daqui a semana e meia! Quem quiser explorar e tiver curiosidade naquilo que ando a fazer basta ir à minha página académica – https://andreiasofiateixeira.wordpress.com

É claro que estou super contente e orgulhosa. Mas também é óbvio que estou profundamente grata. Não quero fazer desta entrada uma entrada de agradecimentos, mas vou ter de mencionar pelo menos: os meus orientadores, tão fundamentais e com quem aprendi e cresci tanto, Alexandre P. Francisco e Francisco C. Santos; a minha família (incluíndo o pequeno Bran no último ano e meio), sempre presente nos momentos mais fundamentais; os meus amigos mais próximos que acompanharam cada crise existencial minha e cada grito do Ipiranga: Eugénio Ribeiro, Nuno Capela, Ana Sofia Correia, Jorge Oliveira, Miguel Coimbra e Manuela Sado; e, claro, os meus co-autores (para além dos meus orientadores), sem os quais nada disto teria sido tão entusiasmante: Pedro T. Monteiro, João A. Carriço, Mário Ramirez, Luís Russo, Pedro C. Souto, Fernando P. Santos e Francisco Fernandes. Ah! Um último agradecimento, mas tão especial… Família Omnichord Records! Tão inspiradores e tão gente boa que me ajudou a sobreviver a todo este processo! E, já agora, a todos os artistas com quem trabalhei ao mesmo tempo do doutoramento 🙂 (É o que eu digo, ficava aqui infinitamente!)

Também na defesa estiveram presenças muito especiais. Desde alunos meus de Fundamentos da Computação do Mestrado em Ciência Cognitiva na FCUL, um professor do Técnico de quem fui aluna e com quem já tive o prazer de dar aulas, um dos meus primeiros alunos no Técnico, colegas antigos do curso, novos colaboradores e ainda colegas que estão agora na sua demanda para terminarem o seu doutoramento. Foi, sem dúvida, um momento muito especial. 

Esta semana continuo de mangas arregaçadas, com muito trabalhinho pela frente, mas também vão ser partilhadas algumas reportagens pelo João Morales e conto também escrever alguns textos sobre pelo menos dois ou três livros. Gostava de vos dizer que já sei quando vou de férias, mas é um conceito ainda muito distante! Eheheh. Fiquem desse lado que esta semana vai ser mais animada no blogue, com muitas novidades! Muito obrigada pelo vosso apoio 🙂 

]]>
https://branmorrighan.com/2019/07/diario-de-bordo-consta-que-ja-sou.html/feed 0
[Diário de Bordo] Algumas imagens da viagem a Zakopane https://branmorrighan.com/2019/02/algumas-imagens-sobre-zakopane.html https://branmorrighan.com/2019/02/algumas-imagens-sobre-zakopane.html#respond Tue, 12 Feb 2019 20:26:00 +0000

Já estou de regresso a Portugal, mas ainda a tentar lidar com tudo o que tenho em atraso. Não me arrependo. A ida à Polónia, com estadia em Cracóvia e Zakopane, para o Winter Workshop in Complex Systems, foi das melhores decisões que podia ter tomado. Nunca tinha estado com temperaturas negativas, muito menos andado na neve (pois, nunca fui à Serra da Estrela com neve), mas valeu tudo a pena. As pessoas do WWCS foram espetaculares e acabei a ter a dose certa de boa disposição, descontração e ainda muita concentração. 

Apresentei um tutorial e ainda trabalhei em três projectos distintos. Talvez venha a falar deles mais tarde. Todos têm potencial para serem continuados no futuro e darem resultados muito interessantes. A parte mais intensa do WWCS ocorreu em Zakopane onde tirei estas fotografias com o meu modesto telemóvel. Tive a oportunidade de fazer pequenos hikings e foi nessas alturas que aproveitei para tentar captar um pouco a beleza do que nos rodeava. 

Achei engraçado que onde quer que jantássemos as porções eram pura e simplesmente gigantescas, provavelmente devido à demografia e ao clima. Uma coisa que não achei muito fácil foi ser-se vegetariano por lá! Havia sempre dezenas de pratos de carne disponíveis, mas vegetarianos só eram certos os dumplings recheados de espinafres e, com sorte, uma sopa sem carne. Sim, até as saladas-refeição tinham carne. Quando regressei a Cracóvia, a história já foi um pouco diferente e, inclusive, acho que tive uma das melhores refeições da minha vida por lá. Mais pormenores sobre isso na devida entrada do blogue. 

Com a entrada do novo semestre universitário já aí, trabalho é coisa que não me falta e há algumas decisões que vou ter de tomar em relação à gestão do blogue… Mas veremos o que se segue. Uma coisa é certa: a minha paixão pelos livros e pela música nunca irá desaparecer. Nos próximos dias divulgarei os vencedores dos passatempos de Dezembro/Janeiro e o João Morales também continuará a colaborar com os seus magníficos textos. Sobre livros, espero brevemente escrever sobre o livro Destemida. Li-o todo ontem, por entre a tempestade de atraso de vôos e os próprios vôos longos. Adorei! Obrigada por continuarem desse lado e até breve. 

]]>
https://branmorrighan.com/2019/02/algumas-imagens-sobre-zakopane.html/feed 0
[Diário de Bordo] Está Entregue. https://branmorrighan.com/2019/01/diario-de-bordo-esta-entregue.html https://branmorrighan.com/2019/01/diario-de-bordo-esta-entregue.html#respond Wed, 16 Jan 2019 15:08:00 +0000

Era assim que gostava de estar nos próximos tempos. Deitada com Bran, sem fazer nada, a apanhar sol e a descansar. Era bom, não era? Não vai ser a realidade a tempo inteiro, mas ao menos sempre que tenho um bocadinho gosto de o passar com este peludinho. É incrível como só está na minha vida há um ano e dois meses e parece que sempre fez parte dela. 

Mas vamos ao tema principal deste Diário de Bordo… Entreguei ontem, definitivamente, a minha tese de doutoramento. Ufa! Só que não… Ok, sei que o discurso está confuso, mas passo a explicar. Não é que em vez de me sentir aliviada, senti o estômago tão embrulhado que parecia que ia vomitar a qualquer momento? Em circunstâncias muito específicas já tinha senti aquelas descargas de adrenalina em que, depois de um período de tempo de elevado stress, uma pessoa fica KO, mas ontem, confesso, não estava à espera de me sentir tão arrasada. Ahah. É que foi, literalmente, como se tivesse sido colocada numa máquina centrifugadora e logo a seguir atropelada por um TGV. Hoje sinto-me adoentada, e já voltei às actividades normais na FCUL, mas ainda há tanto para fazer que não me posso dar ao luxo de baixar os braços 🙂 

Logo a seguir a entregar a tese fui convidada do Pedro Moreira Dias na VodafoneFM e tenho que manifestar aqui a minha profunda gratidão e admiração pelo Pedro. Já fui entrevistada algumas vezes e, com o tempo, é fácil distinguir aqueles que realmente se interessam pelos entrevistados e que, consequentemente, tornam as entrevistas muito mais ricas. O Pedro é uma dessas pessoas e é sempre um privilégio e um gosto enorme ser sua convidada. O tema principal foi a festa de aniversário do BranMorrighan em Lisboa que é já esta Sexta-feira dia 18 de Janeiro no Musicbox. Juntem-se a nós! 

As boas notícias é que, espero eu, vou libertar um bocadinho mais de tempo para ler. Como tenho andado mesmo muito, muito cansada, há uma semana que voltei a andar de transportes públicos o que me garante sempre, pelo menos, quarenta minutos de leitura por dia. Logo aí, já estou a ganhar. Depois do milk and honey e ao mesmo tempo que leio Comportamento, de Robert M. Sapolsky, estou agora com o belíssimo novo romance policial de Nuno Nepomuceno, A Última Ceia. A fotografia não mente e, para além da capa belíssima o enredo está de devorar página após página. Mas vá, vou deixar uma opinião mais desenvolvida para a devida altura. Quero só reforçar que o romance vai estar disponível nas livrarias dia 18 de Janeiro e que a apresentação será dia 23 de Janeiro na FNAC Colombo. 

Entretanto, e voltando às comemorações da primeira década de BranMorrighan, vou divulgar o cartaz do Porto (que foi ontem descrito pela primeira vez na entrevista com a VodafoneFM e cujo cartaz já circula pelo Facebook) cuja festa será dia 1 de Fevereiro no Maus Hábitos, no Porto! Vai ser um fim-de-semana daqueles já que dia 3 estou a voar para Cracóvia durante 9 dias! Mas mais tarde falo-vos sobre isto. Já estou contente de ter arranjado este bocadinho para estas pequenas novidades. Espero que estejam bem e até breve! 

PS: Existem novidades em branmorrighan.bandcamp.com – espreitem!

]]>
https://branmorrighan.com/2019/01/diario-de-bordo-esta-entregue.html/feed 0
[Diário de Bordo] Depois de quase duas semana sem smartphone e rede móvel https://branmorrighan.com/2018/11/diario-de-bordo-depois-de-quase-duas.html https://branmorrighan.com/2018/11/diario-de-bordo-depois-de-quase-duas.html#respond Sat, 24 Nov 2018 16:52:00 +0000

Quem é que nunca ficou sem telemóvel de um momento para o outro? Ou porque caiu, ou porque avariou, ou porque, como no meu caso, a bateria começou a drenar, do nada, em menos de quatro horas? Convencida que estava do modelo que queria comprar a seguir, e que não há em Portugal, tratei de arranjar um pequeno telemóvel básico, da Select Line (custou uns 16€) que dá para as tradicionais chamadas e sms. Melhor de tudo, para ter um toque de chamada, tive de gravar, literalmente, uma música a sair de um sítio qualquer e gravei a Drops, dos Jungle. Ahahah. A cada despertador ou chamada, lá começava com aquele ruído típico de uma qualquer gravação de baixa qualidade. Foi quase nostálgico. 

Fiquei praticamente duas semanas nestas condições porque a primeira encomenda com a Amazon.es correu mal. Chegou-me um telemóvel que não vinha selado e nem sequer ligava ou carregava. Ainda aguardo que me reembolsem o dinheiro, já que já enviei o telemóvel de volta. Acabei por mandar vir um da Tek4Life, que chegou em menos de 24h com tudo perfeito. 

Porque é que partilho isto convosco? Achei a experiência de ter um telemóvel sem qualquer acesso a rede móvel/internet completamente libertadora. Muitos dos meus amigos perguntavam como é que eu conseguia, cheguei até a ouvir “uma miúda moderna como tu como é que não tem um smartphone?”, mas a verdade é que o detox surtiu de tal maneira efeito que agora dou por mim a esquecer-me de prestar atenção ao smartphone. 

Isto leva-me a crer que a minha adição às novas tecnologias e à internet não é assim tão grave, mas, principalmente, faz-me perceber que muitas vezes andamos desfocados do que realmente nos rodeia para verificarmos as redes sociais ou então para respondermos a mails de forma imediata. Como estive estas duas semanas sem telemóvel e como não estive sempre colada ao computador, afinal estou a dar aulas a maior parte do tempo e também convém dormir e comer, claro que não lia nem respondia aos mails imediatamente (ainda tenho alguns em atraso), mas obviamente ninguém morreu por isso. 

Dou por mim a pensar que as pessoas deviam, claramente, abrandar o ritmo a que vivem, abrandar a ansiedade com que vivem de mostrar tudo, de responder a tudo, de fazer parte de tudo. Dou por mim a tirar prazer só pelo facto de estar desconectada, de poder estar no presente. É quase redescobrir o que nos rodeia, observar como as pessoas se comportam, o quão dependentes disto ou daquilo estão, como é que isso as influencia e que impacto é que isso tem nas suas vidas. 

Tenho clara noção que o BranMorrighan tem sofrido com a minha falta de tempo e de dedicação. Tenho lido menos, tenho ouvido menos coisas novas, faço poucas entrevistas, não consigo acompanhar as novidades todas em tempo real, etc. Mas sabem a contrapartida? Acabei a primeira versão da minha tese de doutoramento. Tenho passado mais tempo com #ocaobran e sempre que preciso tenho conseguido estar mais focada. 

Estar na fase de término de uma tese de doutoramento é muito complicado. Existe muita pressão. Achamos sempre que nunca está boa o suficiente. Todas as inseguranças vêm ao de cima. Todo o nosso tempo, todo o nosso pensamento livre acaba por ir para àquele documento que é decisivo para o futuro da nossa carreira enquanto docente universitário e investigador científico. O cansaço consegue ser arrasador.

Para além disto tudo, ando a ver se consigo preparar as festas de aniversário do blogue. Ilustrações, cartazes, bandas, logísticas, tudo e mais alguma coisa. Para não falar do que, obviamente, me ocupa mais tempo, preparar todas as aulas que preciso de dar ao longo da semana. Porque, este sim, é o meu maior compromisso, assegurar-me que consigo que os meus alunos tenham gosto em aprender e que consigam efectivamente apreender os conceitos que é suposto eu transmitir-lhes. A mim não me interessa só debitar a matéria. Interessa-me que eles ganhem cada vez mais curiosidade, que se tornem proactivos, que tenham gosto em ir às aulas. Que as aulas sejam estimulantes e não apenas uma obrigação. Tudo isto envolve uma grande dedicação e desgaste. 

Juntar tese, aulas, blogue, mais trinta mil logísticas caseiras e ainda não descurar da minha saúde e dos tratamentos que preciso consegue ser explosivo. Mas sabem que mais? É maravilhoso ter o privilégio de viver isto tudo. Às vezes o custo é grande. Às vezes dou por mim a abdicar de coisas que adoro porque o dever está primeiro. No entanto, não posso ficar triste ou chateada com isso. Tudo na vida exige um equilíbrio e acho que, entre aquilo que abdico e aquilo que usufruo, não me posso queixar. 

E pronto, fica aqui uma pequena reflexão que me apeteceu partilhar convosco! Espero que estejam bem e que continuem desse lado que brevemente tenho muitas novidades para partilhar convosco! 

]]>
https://branmorrighan.com/2018/11/diario-de-bordo-depois-de-quase-duas.html/feed 0
[Diário de Bordo] Sangue, Suor, Lágrimas… e a Recompensa https://branmorrighan.com/2018/10/diario-de-bordo-sangue-suor-lagrimas-e.html https://branmorrighan.com/2018/10/diario-de-bordo-sangue-suor-lagrimas-e.html#respond Mon, 08 Oct 2018 11:19:00 +0000

As últimas semanas têm sido de doidos. Desde que as aulas começaram que toda a minha noção de tempo livre mudou. Nas primeiras semanas parecia que não existia, de todo. Tem sido um processo conseguir ajustar-me ao novo horário, em que acordo três dias seguidos às 6h15 e os restantes às 7h15. O problema nem está no acordar cedo. Na verdade, começar a dar aulas às 8h, pode ser bastante produtivo se chegarmos vivos à tarde. O que também é um processo. 

Na primeira semana no final de cada manhã de aulas estava KO, na semana passada já foi mais ou menos. A maior luta é contra o desgaste mental. Para além das aulas normais, existem sempre reuniões das cadeiras e o horário de dúvidas, por isso quando damos conta parece que realmente o tempo que sobra é para preparar aulas e pouco mais. Mas esse pouco mais, para mim, tem de ser muito. Preciso de continuar a escrever a tese de doutoramento (coloquei como data limite o final deste mês e ainda tenho muito para pedalar) e convém arranjar sempre algum tempinho (duas a três vezes por semana) para ir largar toxinas ao ginásio. Fora isto tudo, idealmente, existe uma vida pessoal e social que deve incluir convívios, concertos, cinema, sei lá eu, mas para já, esta última parte, ainda é uma miragem. Vá, talvez esteja a ser injusta. 

A semana passa consegui ir ver José Gonzalez (com o preço de dormir umas 5h e de no dia seguinte estar completamente insuportável) e no Sábado fui ver Löbo ao Side B Rocks, em Alenquer. O feriado, na Sexta-feira, calhou precisamente com o dia em que normalmente não dou aulas, portanto foi apenas mais um dia normal em que finalmente me dediquei um pouco mais à minha tese. Vida animada, hein? Bem, a verdade é que não me posso queixar. Esta é a primeira semana em que me sinto mais calma e a verdade é que tudo parece menos complicado e complexo. Há duas semanas estava a arrancar cabelos e a pensar que ia dar em maluca. Parece-me um bom avanço, não acham? 

Mas passemos às boas notícias! Uma das razões pelas quais tenho a minha tese atrasada, é que em Agosto e início de Setembro andei a dedicar-me a um paper e a um abstract para uma conferência. O primeiro em redes financeiras, o segundo em “fairness” (justiça) em sociedades com o jogo do Ultimato. Lá submetemos o paper e o abstract e ambos foram aceites na Complex Networks 2018, em Dezembro, em Cambridge. “Capturing Financial Volatility Through Simple Network Measures” foi aceite com apresentação de poster e “Fairness in multiplayer ultimatum games through degree-based role assignment” foi aceite com apresentação oral. Claro que se forem ao meu CV académico – http://andreiasofiateixeira.wordpress.com – estes são dois trabalhos em áreas nas quais ainda não tinha trabalhado, o que me deixa ainda mais contente e orgulhosa. Os meus co-autores são as pessoas mais maravilhosas deste mundo (obrigada Pedro Souto, Fernando Pedro, Francisco Santos e Alexandre Francisco) e sem eles tudo isto seria completamente impossível. 

Resumindo e concluindo, uma pessoa lá vai nadando até chegar a solo. Costumo dizer que tudo o que tenho conseguido é com muito sangue, suor e lágrimas, mas também já me devolveram, e com razão, que as coisas que valem a pena normalmente são assim conseguidas. Que assim seja. O importante é ir respirando e tendo sempre em vista que por muito terrível que tudo pareça no momento, eventualmente arranjamos mecanismos para lidar com isso tudo e chegarmos a terra sãos e salvos. Quer dizer, a parte do sãos… Ahahah, mas também é para isso que existem os terapeutas, certo? 🙂 

]]>
https://branmorrighan.com/2018/10/diario-de-bordo-sangue-suor-lagrimas-e.html/feed 0
[Diário de Bordo] O maravilhoso mundo do #phdlife vs #proflife https://branmorrighan.com/2018/09/diario-de-bordo-o-maravilhoso-mundo-do.html https://branmorrighan.com/2018/09/diario-de-bordo-o-maravilhoso-mundo-do.html#respond Tue, 18 Sep 2018 18:53:00 +0000

Eu sei, as aulas já começaram na Segunda-feira, eu já estou pela FCUL há alguns dias, mas não tenho conseguido pousar uns momentos e dedicar-me a escrever sobre esta transição. Transição essa que se está a dar de forma bastante suave. Já me sinto integrada em boa parte das componentes nas quais vou estar envolvida (principalmente na de ensino) e agora é tentar arranjar rotinas que me permitam preparar as aulas, dar as aulas, escrever a tese de doutoramento e ainda tratar de alguns assuntos pessoais, nomeadamente de saúde. É todo um malabarismo de calendário e de horários, mas estou muito contente com esta oportunidade e acho que é um desafio que me vai fazer crescer ainda mais enquanto professora e investigadora (obviamente que não em altura que o meu 1,80m já me chega! Eheheh). Vou estar a leccionar Introdução à Programação (Teórico-Práticas e Laboratórios) e também Construção de Sistemas de Software (Laboratórios). Se até agora dava apenas, no total 4h30 lectivas, este semestre vou leccionar 12h mais 3h de horário de apoio. Uma bela diferença, hein?! 

Este é o grande destaque desta nova fase: a vida boa (que só damos valor quando de repente ela tem de terminar) de ser aluno de doutoramento acabou. Demorei muito tempo a aperceber-me da maravilhosa liberdade que é ser-se aluno de doutoramento (poderei escrever sobre isso um dia destes se tiverem interesse), mas ao mesmo tempo acho que me apercebi a tempo de ter experiências extraordinárias. Desde as conferências à Summer School, passando pela experiência no Japão, pude viajar, conhecer investigadores fantásticos, mentes extraordinárias, e juntando isso à paciência eterna dos meus orientadores, cá estou eu agora, na recta final do meu doutoramento com uma sensação que é um misto de fascínio e de terror absolutos. Ahahah! É que só agora é que tudo vai realmente começar. Agora é a minha vez de passar para o outro lado. Orientar alunos, obter financiamento, continuar a conseguir fazer investigação e publicar de forma minimamente assídua… E isto tudo enquanto se tem um horário completo enquanto professor na faculdade. 

Não obstante, BRING IT ON! Cartas em cima da mesa e vamos a jogo! E evitar que eu me torne naquela professora afogueada ali da imagem! 

]]>
https://branmorrighan.com/2018/09/diario-de-bordo-o-maravilhoso-mundo-do.html/feed 0
[Diário de Bordo] Fake it until you make it https://branmorrighan.com/2018/08/diario-de-bordo-fake-it-until-you-make.html https://branmorrighan.com/2018/08/diario-de-bordo-fake-it-until-you-make.html#respond Wed, 08 Aug 2018 10:35:00 +0000

Não é que ande a procrastinar, mas estou naquela fase em que devia realmente estar a escrever algo de significativo na minha tese e as coisas não saem ao ritmo nem com a qualidade que deviam. O Verão é tudo menos agradável para estar fechada dentro da minha própria cabeça a pensar como é que posso ser a super mulher e conseguir a inacreditável proeza de escrever uma tese de doutoramento em menos de um mês. Claro que sei o que vos passa pela cabeça – “Não vai acontecer! Impossível!”. Bem, nada que não me tenha ocorrido, mas uma pessoa tem de continuar a sonhar, certo? 

Portanto, o plano é mais ou menos o tradicional “Fake it until you make it”. Eu sei que o plano era só entregar em Dezembro, mas felizmente já tenho o futuro imediato (pós doutoramento) definido o que me obriga a ter de entregar a tese o mais rapidamente possível. Em Setembro, como já aqui partilhei convosco, começo então como Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e com horário completo vai-me sobrar pouco tempo, e disponibilidade mental, para me dedicar à tese. O blogue vai mesmo andar mais parado, mas sei que vocês compreendem o aperto pelo qual estou a passar. 

Tenho de deixar aqui um agradecimento de coração ao João Morales, que tem contribuído de forma significativa com conteúdos de qualidade invejável aqui para o BranMorrighan. E agora vou ver se me concentro e finjo que acontece algum tipo de magia. Pode ser que aconteça mesmo! Boas férias 🙂 

PS: Ainda hoje deverá sair um artigo, ou dois, com sugestões de leitura para o resto de Verão. Minhas e do João Morales. Fiquem atentos!

]]>
https://branmorrighan.com/2018/08/diario-de-bordo-fake-it-until-you-make.html/feed 0
[Diário de Bordo] Lipari em Fotografias https://branmorrighan.com/2018/08/diario-de-bordo-lipari-em-fotografias.html https://branmorrighan.com/2018/08/diario-de-bordo-lipari-em-fotografias.html#respond Thu, 02 Aug 2018 15:20:00 +0000

Todas as fotografias foram tiradas com telemóveis e estão sem edição, mas acho que estão suficientemente perceptíveis para se ter noção do quão lindo e maravilhoso foi estar em Lipari! Adorei cada uma das pessoas que conheci e fui mais do que bem recebida. Brevemente, talvez em mais do que um post, falarei sobre cada uma das experiências. Neste momento, como tenho de despachar uma série de coisas académicas, não me consigo debruçar já sobre o que quero escrever, mas não queria que passasse muito tempo sem que partilhasse e deixasse registado ao menos estas memórias fotográficas. Foi maravilhoso e obviamente que tenho um agradecimento àquele núcleo de pessoas que mais próximas de mim estiveram durante aquela semana. Brevemente apresento-vos cada um deles. Vai ser giro e desafiante deixar estas memórias por escrito. Até já! 

]]>
https://branmorrighan.com/2018/08/diario-de-bordo-lipari-em-fotografias.html/feed 0
[Diário de Bordo] Sim, estou viva! Aos Novos Começos! https://branmorrighan.com/2018/07/diario-de-bordo-sim-estou-viva-aos.html https://branmorrighan.com/2018/07/diario-de-bordo-sim-estou-viva-aos.html#respond Mon, 30 Jul 2018 16:23:00 +0000

Queridos leitores, nunca tinha acontecido ficar tanto tempo sem escrever, mas a minha vida tomou uma velocidade cruzeiro desde há duas semanas para cá. Não só estive em Lipari (viagem que deu origem à foto do post) como entretanto fui seleccionada como Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Uma oportunidade brutal, que me deixou super entusiasmada e orgulhosa, mas que me obriga a todo um replaneamento no que toca ao meu calendário para o resto do ano. 

Inicialmente estava previsto entregar a minha tese de doutoramento só em Dezembro, defendendo até Maio do próximo ano, mas dadas as circunstâncias estou a reorganizar prioridades para tentar entregar a tese já em Setembro. Com um horário completo de professor universitário, vai ser impossível dedicar a atenção necessária à tese e ainda a continuar a produzir cientificamente. Sem dúvida que vou começar uma nova fase da minha vida, mas é uma fase em que muitas coisas têm de ser encaradas de outra maneira.

De aluna de doutoramento financiada por alguma bolsa/instituição com orientação de um professor, passo agora para o outro lado em que me tenho de preocupar em arranjar financiamento, ser eu orientadora de alunos e ainda assim manter produção científica de qualidade. Soa um pouco assustador, porém não consigo de deixar de sentir que é um dos maiores e melhores desafios que me podiam aparecer nesta altura. 

Estou há doze anos no Técnico, há oito no INESC-ID. É claro que tenho aqui pessoas e memórias que me marcaram e vão continuar a marcar. No entanto, são desafios e oportunidades como esta que nos fazem crescer, sair da nossa zona de conforto, evoluir e superarmo-nos a nós mesmos.

Em relação à viagem a Lipari, hei-de escrever um Diário de Bordo só sobre a experiência, as pessoas, os locais, a comida, tudo! Foi incrível. Não podia ter pedido melhor despedida (na altura que marquei ainda não sabia que rapidamente me ia tornar professora) da vida de estudante de doutoramento. Claro que o blogue nesta altura vai andar mais parado, afinal agora tenho de escrever uma tese num mês em vez de em cinco meses como previsto, mas o essencial vou tentar que continue a passar por vocês. E sei que, tal como têm sido até agora, vocês continuarão pacientes comigo <3 nbsp="" p="">

Assim que termine de escrever a tese, iniciam-se os preparativos para a comemoração de dez anos de blogue BranMorrighan! Obrigada por continuarem desse lado! Grande beijinho e boas férias!

PS: Brevemente, eu e o João Morales vamos fazer um artigo de dez livros a reler no Verão! Serão as nossas sugestões para um Verão mais rico literariamente! Aguardem 🙂 

]]>
https://branmorrighan.com/2018/07/diario-de-bordo-sim-estou-viva-aos.html/feed 0
[Diário de Bordo] A Apresentação, a Sompasauna e a Suomenlinna (Helsínquia, Finlândia) https://branmorrighan.com/2018/05/diario-de-bordo-apresentacao-sompasauna.html https://branmorrighan.com/2018/05/diario-de-bordo-apresentacao-sompasauna.html#respond Mon, 21 May 2018 15:23:00 +0000

Estão a ver estas três caras tão contentes? Pois bem, era Quinta-feira já início de noite, já eu tinha apresentado o meu trabalho no Workshop e já tínhamos experimentado a Suompasauna ao belo estilo tradicional finlandês. Só para vos introduzir ali a terceira cara laroca, é o Sérgio, um amigo e ex-colega nossa que já está a viver na Finlândia há cinco anos e que nos mostrou esta maravilha. Na Finlândia a Sauna é uma prática tão comum que algumas casas têm os seus próprios “cubículos” de sauna. A que nós fomos é considerada a sauna “hippie” de Helsínquia. Não é que seja ilegal, mas é certamente alternativa. Recentemente a instalação maior tinha ardido e se reparem na fotografia, aquela pequena casinha de madeira com a chaminé a deitar fumo, foi o local onde fizemos sauna. 

Dos 80 graus no interior, saltávamos para o Mar Báltico que estava geladinho geladinho. Foi uma experiência sem dúvida muito diferente, mas também muito enriquecedora. Diferente porque na sauna tradicional a malta está nua. Sim, é uma sauna mista, sim, o pessoal está todo nu, não, ninguém quer saber. Não existem olhares intrusivos, não existem incómodos ou até constrangimentos. Chegámos a estar umas dez pessoas dentro da sauna, a falar e a rir, quase como se estivéssemos num bar a beber cerveja, com a diferença que pingávamos que nem chuva torrencial a cair-nos em cima. 

Depois deste maravilhoso relaxamento e mergulho no Báltico fomos a um restaurante com comida tradicional e a outro local com cocktails também tradicionais finlandeses. Da última vez que estive em Helsínquia não tinha tido a oportunidade de explorar tanto, mas desta vez mal o Workshop acabou decidimos aproveitar todo o tempo que ainda nos restava no país. 

Tal como vos contei no Diário anterior, na Sexta-feira seguimos para Tallinn, mas Sábado de manhã aproveitei para ir mostrar ao Jorge a ilha de Suomenlinna. Eu já tinha lá estado, mas como o Jorge nunca tinha estado por ali lá fomos nós. Eu com a maior cara de zombie e de cansaço do mundo (na Finlândia é dia até às 23h, às 4h já está sol e o nosso hotel não tinha cortinas bloqueadoras de luz), mas lá consegui que o Jorge mostrasse os dentes a sorrir, coisa à qual ele é bastante resistente. E assim fecho esta aventura cheia de boas memórias.

Fotorgafias do Jorge Oliveira, a não ser quando ele aparece. Essas fui eu :b

Fotografias do telemóvel

]]>
https://branmorrighan.com/2018/05/diario-de-bordo-apresentacao-sompasauna.html/feed 0