Few Fingers – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:48:09 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Few Fingers – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Crónica Hélder Oliveira] Sim, Fui Professor do Luís (Nice Weather For Ducks) https://branmorrighan.com/2017/07/cronica-helder-oliveira-sim-fui.html https://branmorrighan.com/2017/07/cronica-helder-oliveira-sim-fui.html#respond Thu, 27 Jul 2017 11:06:00 +0000

Sim, fui professor do Luís.

Quando terminei um meu curso superior, comecei a minha atividade profissional como professor da área tecnológica de informática, num colégio a norte do concelho de Leiria. No primeiro ano, uma das minhas turmas, na área tecnológica de informática, tinha apenas cinco alunos. Um dos alunos chamou-me a atenção desde o início. Não porque ficasse na fila da frente, não porque fosse participativo ou porque demonstrasse mesmo alguma evidência de que estivesse interessado na matéria. Com uma enorme cabeleira “à Beatle”, ficava mesmo na última fila, caladinho do início ao fim da aula e com um olhar mais adormecido do que acordado.

No primeiro momento de avaliação fiquei preocupado, pois não haviam evidências de que aquele miúdo fosse fazer alguma coisa de jeito… Mais ainda, foi o primeiro a entregar, o que aumentou ainda mais a suspeita que aquela “alma” estaria entregue ao insucesso. Pois, mas o “Simpson” (assim era apelidado pelos colegas) teve a melhor nota nesse teste!

Então percebi que o Luís tinha uma inteligência e uma capacidade de absorção de conhecimento extraordinários! Os níveis de preguiça e vontade de fazer alguma coisa é que eram igualmente elevados! Ali estava… como vários outros: sem grande preocupação pelo futuro, mas porque alguém lhe dizia que era importante tirar o 12.º ano e, se possível, terminar um curso superior.

Apenas uns meses mais tarde descobri o que realmente “trazia o Luís à terra” quando pedi que desenvolvessem um pequeno website: o Luís resolveu fazer uma página sobre guitarras. Não que o Html, CSS’s ou Javascript lhe desinteressasse totalmente, mas a maior motivação estava nas tarefas relativas à seleção de conteúdos para construir a melhor galeria de guitarras. Fiquei curioso. A minha relação com a música obrigou-me a saber mais e a perceber de onde vinha todo aquele entusiasmo que lhe desconhecia até então.

Uma das guitarras da galeria era igual à do irmão, dizia-me o Luís orgulhoso e interessado em mostrar que aquele era o seu mundo. Esse irmão era o Nuno, já artisticamente conhecido por Nuno Rancho, e que, na altura, tocava nos Kyoto. Confesso que, nesse momento, não dei grande importância, pensando que se tratasse de mais uma daquelas bandas de miúdos que, num dos intervalos da escola, aprendiam uns acordes e, no intervalo seguinte, “bora lá fazer uma banda”. Obviamente que estava completamente enganado e constatei isso numa das festas da escola, quando alguém resolveu por a tocar uma das músicas do álbum “Question Mark”, acabadinho de sair. Até aqui, nunca tinha ouvido tocar ou cantar nenhum dos Jerónimos, mas lembro-me de ter perguntado várias vezes ao Luís: “Isto é mesmo o teu irmão?”. Era realmente espantoso e invulgar o que tinha acabado de ouvir…

Era apenas o inicio da descoberta dos irmãos Jerónimo. Mais tarde, já no tempo dos Team Maria (que ainda eram Timaria), conheci o Gil e o Nuno. Convidei-os para tocar comigo numa festa de Natal e eles aceitaram. Pouco depois o Nuno convidou-me para tocar nos Texas Killer Bee Queen e gravar umas pistas para um tema que andava a produzir “à distância” com um “tipo de Lisboa” (Luís Costa). Tratava-se do tema “Around Eight” dos The V-Men. Era o meu regresso à atividade musical. Em pouco mais de três anos, esta aventura trouxe-me o prazer de partilhar ensaios, palcos, festas, sessões de gravação e (muitas) amizades com estes talentosos “miúdos da Bajouca”. E, no meio disto tudo, quando outros se juntavam, havia sempre aquela pergunta: “Sabias que o Hélder foi professor do Luís?”. Pois, foi ele o ponto de partida de tudo isto. A aventura não durou tanto tempo como desejaria, mas o suficiente para dizer que valeu a pena ser professor do Luís.

Hélder Oliveira

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[Queres é (a) Letra! Especial] Second Hand Battle, de Few Fingers c/ Surma + Luís Jerónimo + Paulo Mouta Pereira https://branmorrighan.com/2017/02/queres-e-letra-especial-second-hand.html https://branmorrighan.com/2017/02/queres-e-letra-especial-second-hand.html#respond Mon, 20 Feb 2017 21:46:00 +0000 Fotografia Ricardo Graça

A querida Omnichord Records comemora esta semana cinco anos de existência e entre as comemorações temos o lançamento deste belíssimo tema – Second Hand Battle – composto essencialmente pelo Nuno Rancho, dos Few Fingers, mas interpretado, ao todo, por cinco excelentes músicos. Nuno Rancho e André Pereira, Few Fingers, Débora Umbelino, Surma, Luís Jerónimo, Nice Weather For Ducks, e Paulo Mouta Pereira, produtor, técnico de som, mas essencialmente músico, que faz parte da banda que acompanha o grande David Fonseca. São cinco pessoas que adoro, que estimo com todo o coração, e esta música é um reflexo de tudo o que eles são, do que todos neste projecto representamos. Parabéns a todos os que têm estado envolvidos nesta grande família. E quando digo todos, digo mesmo todos, desde quem amavelmente faz imagem, capas, posters, ajuda nas viagens, ajuda a produzir, ajuda a seja o que for para tudo isto exista e seja possível, ao incansável Hugo Ferreira. Obrigada principalmente a quem ouve esta malta e os apoia, continuem desse lado, serão sempre o factor maior de impacto. Mil beijos e derretam-se! 

Who fought and won the trial?

No witness, no regrets

A manless wordless file

A mole, blind as my bet


But you’re not

The one that will make it stop

The one that will stay atop

There is no chosen one


but I’ll gather strength, I’ll fire

I’ll burn the poisoned air

I’ll jump into barbwire

I’ll bleed from this affair


But you’re not

The one that will make it stop

The one that will stay atop

There is no chosen one


Our mould is made of iron

A shapeless weight out there

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[Foto Reportagem] 8º Aniversário BranMorrighan no Maus Hábitos! Aventura pelo Porto com The Rite of Trio, Few Fingers, Surma, Then They Flew e Malibu Gas Station https://branmorrighan.com/2017/02/foto-reportagem-8-aniversario.html https://branmorrighan.com/2017/02/foto-reportagem-8-aniversario.html#respond Mon, 06 Feb 2017 19:18:00 +0000

O PORTO É AMOR!

Fotografias da nossa aventura com a câmara do Nuno Capela, mas com fotografias não só dele como minhas e do Eugénio Ribeiro. Brevemente o Diário de Bordo, com menos fotografias, quem sabe com outras, com o testemunho da aventura que foi! Com Maus Hábitos, The Rite of Trio, Few Fingers, Surma, Then They Flew e Malibu Gas Station! Só quero deixar claro que sou a pessoa mais grata do mundo por ter estas pessoas na minha vida! Muito obrigada a todos os que tornaram o dia 3 de Fevereiro uma realidade tão boa! Mil beijos!

PS: Fotografias tiradas na Torre dos Clérigos, na Lello, na Leica, nos Aliados, no Maus Hábitos e num ou outro sítio extra. Beijos! 

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[8 Anos Blog BranMorrighan] Festa no Maus Hábitos com Few Fingers, c/ participação Surma, Then They Flew, The Rite of Trio e Malibu Gas Station DJSET https://branmorrighan.com/2017/01/8-anos-blog-branmorrighan-festa-no-maus.html https://branmorrighan.com/2017/01/8-anos-blog-branmorrighan-festa-no-maus.html#respond Mon, 16 Jan 2017 09:30:00 +0000 https://www.facebook.com/events/245306649231355/

Depois das comemorações em Lisboa, no Musicbox Lisboa, o Aniversário do BranMorrighan sobe ao Porto, terra do coração, pelo terceiro ano consecutivo. O Maus Hábitos abre as portas para mais uma noite de festa com três concertos e djset. Tudo começa o trio mais adorável e alucinante – The Rite of Trio – continua com o folk melodioso e com uma voz marcante – Few Fingers, com a participação especial de uma das maiores promessas nacionais, Surma – e  os concertos terminam com o intenso post-rock dos lisboetas Then They Flew, cujo reconhecimento além-fronteiras tem surpreendido. A noite encerra com djset de Malibu Gas Station, com o Vítor e o David a passarem os discos da nossas vidas! Apareçam às 23h30 em ponto! Dizem que vai ser muito bonito!

FEW FINGERS c/ a participação especial de SURMA

Canções simples e despretenciosas, embaladas pela lap steel guitar, que assumem um legado folk e uma escola indie. Sem pressas nem objectivos e ambições pre-determinados, o conjunto de canções gravadas em casa fez todo o sentido num disco que explora as dificuldades de criar e manter relacionamentos com outras pessoas, numa época em que, aparentemente, estamos todos ligados. “Burning Hands” acaba por ser um disco de canções feitas ali naquele lusco-fusco onde conseguimos parar para pensar um bocadinho em como foi o dia e no que podemos fazer até cairmos de cansaço. Acaba por ser também um resultado de uma cumplicidade musical previsível, mas ainda não consumada. Os Few Fingers são Nuno Rancho e André Pereira, que em banda se fazem acompanhar de Luís Jerónimo no baixo e Paulo Pereira nas teclas. Depois de duas datas em Londres, no The George Tavern e no Paper Dress Vintage, os Few Fingers, em formato banda, voltam sobem ao norte com o disco Burning Hands, agora também em edição vinil. Para tornar o momento ainda mais especial, fazem-se acompanhar de uma das maiores promessas musicais portuguesas, a Surma. Esperam-se algumas surpresas para o dia 3 de Fevereiro no Maus Hábitos.

THEN THEY FLEW

THEN THEY FLEW é um projeto instrumental de Lisboa, formado no Verão de 2013. Estão confortáveis com a etiqueta Post-Rock, tendo sido comparados a gigantes do género como os Explosions in the Sky. Já tocaram em palcos como Musicbox Lisboa, Sabotage Rock Club, Cave45, Popular Alvalade, Stairway Club e no festival Faz Música Lisboa, ao lado de bandas como Catacombe, Born a Lion, Whales, Comet Control, Harsh Toke, la flag e The Royal Blasphemy. Depois de lançarem o seu primeiro álbum, “STABLE AS THE EARTH STOPS SPINNING”, gravado e produzido no Menos Um Studios, com Tito Carreno, a banda prepara agora o segundo registo. A Arctic Drones e a página de Post-Rock votaram em Then They Flew e Stable as the Earth Stops Spinning como uma das 10 Melhores Bandas Recentes e nos 50 Melhores Álbuns de 2015. A página Post-Rock Essentials nomeou Stable as the Earth Stops Spinning como um dos 30 Melhores Álbuns de 2015. A banda encontra-se neste momento a preparar o segundo disco e algumas dessas novas composições serão já reveladas no próximo dia 3 de Fevereiro, no Maus Hábitos.

THE RITE OF TRIO

The  Rite  of  Trio  é  uma  colaboração  musical  especial  entre  André  Silva,  Filipe  Louro  e Pedro Alves. Partindo  da  sonoridade,  atitude  e  conceitos  da  música  erudita  –  como  Stravinsky  ou Ligeti  –  bandas progressivas/punk  –  como  The  Lounge  Lizards,  The  Mars  Volta  ou  Dream Theater  –  ou  jazz  contemporâneo  – como  Adam  Lane,  John  Hollenbeck  ou  Craig  Taborn  – idealizam  a  sua  música  como  sendo  também  uma  metáfora para  a  vida  plena:  infinitamente caótica,  complexa,  embora  poderosa  e  repleta  de  amor  e humor. O  seu  álbum  de  estreia GETTING  ALL  THE  EVIL  OF  THE  PISTON  COLLAR!  foi  editado  em  2015  pela  Porta-Jazz  e destacado  pela  crítica  como  um  dos  melhores  álbuns  nacionais  de  2015  pela  jazz.pt (Rui  Eduardo  Paes)  e  pela Jazzlogical (José Carlos Fernandes) e com 5/5 estrelas pela TimeOut. O baterista, Pedro Melo Alves, acaba de ganhar o o Prémio de Composição Bernardo Sassetti. O prémio tem como objectivo incentivar o desenvolvimento de competências na área da composição de música improvisada, em Portugal, e dar oportunidade a jovens compositores portugueses de gravarem e divulgarem o seu trabalho.

MALIBU GAS STATION djset

Malibu Gas Station não se caracteriza por determinado membro ou instrumento. MGS é um todo alinhado em interesses metafóricos bem distantes de qualquer sensação papável. Os sons da electrónica e a dança em constante repetição são os elementos cruzados na sua essência rave. Uma rave presente na sua imaginação de calma e bem-estar. Tanto em concerto como em estúdio, uma intuição trippy leva-os a retirarem a sua alma do corpo e deixá-la viajar como bem lhe apetecer. Em 2016, figuraram, com um dos seus dois únicos singles até ao momento, nos Novos Talentos Fnac. Dia 3 de Fevereiro, dois dos seus três cabecilhas, irão formar uma dupla bem germinada, para em formato dj set, ajudarem na celebração da vida e do 8º aniversário do BranMorrighan no Maus Hábitos. Da disco, ao garage UK, bem como do global club ao techno, vão ao sabor do vento levando o seu set numa viagem que começa em Manchester, onde Cantona ou Ryan Gigs trocavam os relvados de Old Trafford pelas pistas de dança da Fac 51 Haçienda, ouvindo-se bem alto “Hallelujah” dos Happy Mondays, até 2017, onde dois pós-adolescentes num estúdio improvisado em Pedrouços, misturam Future Islands com um beat technão.  

Malibu Gas Station não é de PT. Malibu Gas Station não é do UK. Malibu Gas Station não é da UE. Malibu Gas Station é do Mundo.  Afinal já diziam os outros:

“Malibu Gas Station

Pumps up the nation

A tough cross to bear

Oops no underwear…” – SY

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[AGENDA] HOJE – Few Fingers no Titanic Sur Mer, Lisboa! https://branmorrighan.com/2016/12/agenda-hoje-few-fingers-no-titanic-sur.html https://branmorrighan.com/2016/12/agenda-hoje-few-fingers-no-titanic-sur.html#respond Fri, 02 Dec 2016 09:22:00 +0000

Depois de duas datas em Londres, no The George Tavern e no Paper Dress Vintage, os Few Fingers, em formato banda, voltam à capital portuguesa com o disco Burning Hands, agora também em edição vinil.

Canções simples e despretensiosas, embaladas pela lap steel guitar, que assumem um legado folk e uma escola indie.

Apesar de já terem pensado muitas vezes em fazer algo juntos, o desafio de criarem um tema para a compilação Leiria Calling foi decisivo para que tenham começado a passar finais de tarde juntos em casa a comporem e a gravarem o que iam fazendo.

Sem pressas nem objectivos e ambições pré-determinados, o conjunto de canções gravadas em casa fez todo o sentido num disco que explora as dificuldades de criar e manter relacionamentos com outras pessoas, numa época em que, aparentemente, estamos todos ligados.

“Burning Hands” acaba por ser um disco de canções feitas ali naquele lusco-fusco onde conseguimos parar para pensar um bocadinho em como foi o dia e no que podemos fazer até cairmos de cansaço. Acaba por ser

também um resultado de uma cumplicidade musical previsível mas ainda não consumada.

Os Few Fingers são Nuno Rancho e André Pereira, que em banda se fazem acompanhar de Luís Jerónimo no baixo e Paulo Pereira na bateria.

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[Diário de Bordo] De volta e de coração cheio! https://branmorrighan.com/2016/11/diario-de-bordo-de-volta-e-de-coracao.html https://branmorrighan.com/2016/11/diario-de-bordo-de-volta-e-de-coracao.html#respond Sun, 27 Nov 2016 12:17:00 +0000 Roberto, Telmo, Rui, Hugo, Sílvia, Rancho, Paulo, André, Luís, Cátia, Pedro, João, Sofia

Ainda “ontem” era Quinta-feira de manhã e nos preparávamos para a estreia de Few Fingers e First Breath After Coma em Londres, Inglaterra, e hoje já é Domingo e já estamos de volta ao nosso Portugal. Foram três dias intensos, mas o balanço só pode ser positivo. Logo na Quinta-feira à noite, os Few Fingers estrearam-se em duo no The George Tavern, um bar bastante acolhedor com um ambiente muito próprio, vivo. Sempre à meia-luz, passava pouco das 20h quando Nuno Rancho e André Pereira (Few Fingers) subiram ao pequeno palco. Não podíamos ter ficado com sorrisos mais rasgados, era a estreia oficial no Reino Unido. Foi um showcase de meia hora, mas que arrancou palmas e assobios aos presentes. Bom prenúncio para o dia seguinte, que seria no Paper Dress Vintage. Sexta-feira conseguimos passear um pouco de manhã, mas chegado o meio da tarde foi altura de arregaçar mangas e montar tudo no pequeno bar vintage. Loja de dia, local de concertos à noite, dada a hora a que chegámos ainda conseguimos sentir aquela atmosfera requintada, com as roupas características que tanto faz jus ao nome do local. Com uma eficiência digna dos britânicos, tudo foi retirado em menos de nada, o palco foi montado com o material das duas bandas, e já era notícia de que os concertos estavam esgotados e com uma lista de espera considerável. Muitos portugueses estiveram presentes, mas incrível foi a recepção dos próprios locais a ambas as actuações. Começaram os Few Fingers, em banda, com Luís Jerónimo no baixo e Paulo Pereira na bateria, e depois subiu ao palco o quinteto mais internacional, dos últimos tempos, da Omnichord (já com cinco países diferentes percorridos em pouco mais de um mês), os First Breath After Coma. A reacção final foi unânime, estas duas bandas deram dois concertos do caraças (mesmo com um dos amplificadores locais a ter variações de humor(volume) ao longo dos concertos). A cereja no topo do bolo foi a chegada dos vinis (lindos!) dos discos de ambas as bandas. Sábado trouxe com ele o Independent Label Market, para o qual a Omnichord Records foi convidada a estar presente. A primeira coisa em que reparei é que as pessoas que se dirigem a este mercado já vêm com listas pré-definidas e são super objectivas ao que vão. Mas como para cada regra há excepção, foi um entusiasmo enorme vermos alguns curiosos a dirigirem-se à nossa mesa e a ouvirem e a apreciarem os nossos discos. Conquistámos uns quantos e tenho para mim que isto é realmente apenas o início de uma história muito, muito bonita. Para além da equipa fantástica que levámos e que se encontra identificada na foto, também o João Afonso, presente no UK, nos ajudou e apoiou para que tudo corresse lindamente. E correu! Obrigada a todos os que têm apoiado as bandas e a editora, o caminho é longo, mas perseverança é coisa que não nos falta. 

PS: Dia 2 temos Few Fingers em banda, em Lisboa, no Titanic Sur Mer, Surma em Santiago de Compostela. Dia 3 temos Surma em Ponte de Barca. 

PS2: Podem acompanhar tudo nas páginas de Facebook de cada projecto, é só procurarem pelos nomes das bandas. 

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[DESTAQUE] 17 Concertos, Editora Foco em França, presença em Inglaterra, tudo com a Omnichord Records https://branmorrighan.com/2016/11/destaque-17-concertos-editora-foco-em.html https://branmorrighan.com/2016/11/destaque-17-concertos-editora-foco-em.html#respond Fri, 04 Nov 2016 12:00:00 +0000

Omnichord Records é Editora em Foco em França

A emissora francesa Euroradionantes (projecto pioneiro dedicado à música, cultura e informação de países europeus) acabou de nomear a Omnichord Records como “Editora em Foco” e reforçou a sua programação com vários temas de First Breath After Coma, Nice Weather For Ducks, Surma, Les Crazy Coconuts, Twin Transistors, Whales, Few Fingers, André Barros, Bússola e Born a Lion. Esta iniciativa de “Editora em Foco” começou em 2013 e nas edições anteriores estiveram selos como a Bella Union, Fat Cat, PIAS, Acuarela, Chemikal Underground ou Mute Records. Pela primeira vez temos em destaque uma editora portuguesa. Será também em Nantes que, a 12 de Novembro no Stereolux, subirão ao palco Surma e Les Crazy Coconuts.

First Breath After Coma convidados por José James para abrir os seus concertos no Misty Fest no Porto,Leiria, Lisboa e Braga.

Depois da tour por Madrid, Paris e várias cidades na Alemanha, e antes de rumarem ao Reino Unido, os First Breath After Coma voltam a casa e sobem aos bonitos palcos da Casa da Música, do Teatro José Lúcio da Silva, do CCB e do Theatro Circo onde, de 9 a 12 de Novembro, abrem as datas de José James no Misty Fest.

Dois vinis a lançar em Londres no Independent Label Market

No dia 26 de Novembro, o típico Old Spitalfields Market recebe mais uma edição de Natal da Independent Label Market (uma das maiores feiras de discos com quase cem editoras independentes seleccionadas). De Portugal vai, pela primeira vez, a Omnichord Records, e lança lá duas edições em vinil colorido. Uma dupla que reúne os dois discos dos First Breath After Coma – “The Misadventures Of Anthony Knivet” e “Drifter” – e outra que recupera o trabalho de estreia dos Few Fingers – “Burning Hands”.   

No dia anterior, 25 de Novembro, First Breath After Coma e Few Fingers actuam no club britânico Dress Paper Vintage, fazendo a estreia em  palcos britânicos. 

AGENDA


A agenda do mês começa já com os Nice Weather For Ducks a espelharem amor em Ponte da Barca. Este sábado, dia 5.

Os First Breath After Coma abrem os concertos de José James, lançam um vinil e estreiam-se em Londres

Festival Why Portugal / Bathstage / Web Summit / Nantes / Vila Real / Ermesinde. Novembro é Surma.

Os Les Crazy Coconuts estreiam-se em palcos Franceses e no dia 12 actuam no Stereolux, em Nantes.

Os ingleses gabaram-lhes a pronúncia e a música. Os Few Fingers estreiam-se em Londres e lançam o seu disco em vinil.

Os Whales  continuam a testar material novo ao vivo e, no dia 17 de Novembro, actuam no ACERT em  Tondela.

Há já muito que se pedia que os Twin Transisitors voltassem a tocar perto de casa. Dia 12 há rock no Texas! 

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[Omnichord Records] Edição de Vinis na Independent Label Market em Londres e concertos por vários países https://branmorrighan.com/2016/10/omnichord-records-edicao-de-vinis-na.html https://branmorrighan.com/2016/10/omnichord-records-edicao-de-vinis-na.html#respond Tue, 25 Oct 2016 11:14:00 +0000

Vinis a caminho!

Apresentações ao vivo entre Londres e Leiria

First Breath After Coma e Few Fingers com edições em vinil que a Omnichord Records vai apresentar na Independent Label Market em Londres, a 26 de Novembro. Na noite anterior, First Breath After Coma e Few Fingers sobem ao palco do mítico Paper Dress Vintage, na capital do Reino Unido. 

Em Dezembro é a vez das apresentações chegarem a Leiria. Dia 23 de Dezembro, no Teatro Miguel Franco, os First Breath After Coma darão um concerto em que tocarão integralmente os dois discos. Já os Few Fingers tomarão de assalto o Teatro d’O Nariz no dia 30 de Dezembro.

VINIS:

First Breath After Coma – “The Misadventures Of Anthony Knivet/Drifter”

(Duplo vinil colorido com capa dupla que reúne os dois àlbuns dos First Breath After Coma)

Few Fingers – “Burning Hands” (Edição colorida do disco de estreia) 

Eventos: 

https://www.facebook.com/events/1276949005690320/

https://www.facebook.com/events/1493775670637591/

https://www.facebook.com/events/353523518327825/


Dose dupla em Nantes a 12 de Novembro

Ao programar uma noite dedicada à nova musica nacional, a sala francesa Stereolux, em Nantes, seleccionou quatro projectos. Surma e Les Crazy Coconuts juntam-se a Noiserv e a Moullinex para uma noite que promete. 

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[Diário de Bordo] A loucura dos últimos dias https://branmorrighan.com/2016/02/diario-de-bordo-loucura-dos-ultimos-dias.html https://branmorrighan.com/2016/02/diario-de-bordo-loucura-dos-ultimos-dias.html#respond Sat, 20 Feb 2016 15:23:00 +0000

Desde que cheguei do Porto, há uma semana, que ainda não parei um bocadinho. Entre trabalhar no doutoramento, preparar aulas, manter o blogue actualizado e cumprir com a agenda planeada, o sono tem sido pouco, mas tem compensado. Dou por mim a lembrar-me que ainda nem escrevi sobre como foi verdadeiramente a noite no Porto, nem de tantas outras coisas, mas o tempo passa tão depressa e acontece tudo em tão pouco tempo que para viver as coisas em pleno estar agarrada ao computador não é uma hipótese, por isso vou tentar resumir tudo o melhor possível.

Tomei a liberdade de te roubar esta foto, Paulo Homem de Melo! 🙂 

O aniversário no Maus Hábitos foi tão, tão lindo, que ainda parece que não estou bem em mim. Estiveram lá pessoas que me são tão queridas, conheci outras que ainda só pela net era possível comunicar e todo o feedback recebido foi extremamente positivo. Tendo levado apenas projectos emergentes – Surma, Whales e azul-revolto – confesso que acabo por me orgulhar extremamente do percurso que o impacto do blogue acaba por ter. Sinto-me muito lisonjeada quando vêm ter comigo e reconhecem não só o meu esforço – 100% pro bono – como ainda mostram uma espécie de garantia de respeito pelas minhas escolhas. Nem todos temos os mesmos gostos, eu costumo dizer que às vezes me sinto um bocadinho egoísta nestes dias, porque afinal é o meu gosto pessoal que opera no cartaz. Já aconteceu eu convidar bandas a tocarem em eventos meus porque de outra maneira não as estava a conseguir ver… Eu sei! Soa um bocadinho presunçoso, mas é a maior sinceridade nisto tudo. Quando ainda por cima quem vai ver fica fascinado ou conquistado pelo cartaz, a sensação é maravilhosa. E no Porto foi isso que aconteceu. A Débora Umbelino, aka Surma, por exemplo, conheço desde dois mil e troca ao passo ainda ela estava noutra banda. Se eu já gostava dessa banda, quando se separaram (Surma de um lado a solo e agora Whales enquanto banda do outro) fiquei logo de olho. E a verdade é que se tornaram em dois projectos completamente distintos, mas com um potencial tremendo. Já azul-revolto, por exemplo, também tenho o maior carinho pois fui eu que organizei o seu primeiro concerto ao vivo, o ano passado no Musicbox Lisboa, e tem sido extraordinário ver a sua evolução e como até lá fora já o aceitam tão bem e falam dele. Quando gostamos dos projectos, não é que seja mais fácil, porque nada disto é fácil de organizar, mas no fim tudo é muito, muito, muito gratificante. E a noite terminou com o belo djset do A Boy Named Sue, o meu querido Tiago que é dos melhores djs que alguma vez conheci. Foi bom, estou feliz e de coração cheio, só posso esperar que se volte a repetir! 

Continuando, a Omnichord Records fez 4 anos e lançou um teaser brutal e eu escrevi umas quantas coisas que podem ver e ler aqui. Também já me foi atribuída a cadeira que vou leccionar nos próximos cinco meses – Introdução aos Algoritmos e Estruturas de Dados, aqui no Instituto Superior Técnico – e as reuniões semanais do doutoramento já recomeçaram. Juntando os dois trabalhos que tenho para fazer e ainda a conferência em França daqui a um mês, podem imaginar que trabalhinho é coisa que não me falta mesmo! Mas como no meio disto tudo é a música e a literatura que me vai salvando, convido-vos a visitarem o link das opiniões, que já tem mais algumas, e também a ficarem atentos às galerias que estão para surgir. É que depois de entrevistar os peixe:avião, pude ir ver a apresentação do disco Peso Morto, no Lux, e o meu querido afilhado tirou umas quantas fotografias que estão para breve. Soube mesmo bem! Tirar o stress de cima, ficar fascinada com o processo de construção sonora em palco, sentir a música a entrar no corpo e este a mexer-se naturalmente. A música dos peixe:avião está mais densa, é uma verdade, mas ao mesmo tempo todo este ambiente mais negro, sem se tornar depressivo, roça um pulsar primitivo que se torna irresistível. Toda a sorte do mundo, é o que lhes desejo! 

Ontem foi dia de me estrear a organizar concertos na Casa Independente! E tenho a dizer que foi tudo tão bonito também! Os Few Fingers vieram apresentar o seu belíssimo Burning Hands, com primeira parte da Surma, e fomos todos muito bem recebidos e tratados. Não que esperasse o contrário, mas quando vamos fazendo estas coisas há algum tempo, sentimos a diferença quando existe um ambiente mais familiar, mais personalizado. O Zé, o técnico de som que também fez o aniversário do blogue no Musicbox, foi completamente incansável e fez maravilhas. Também jantámos todos por lá, mesinha conjunta, e a comida estava divinal. Não sei se não foi melhor bacalhau à brás que já comi, mas se não foi está perto disso. E aquelas manteigas caseiras, o pãozinho com o azeite e especiarias… Hum! Foi bom! E depois os concertos começaram, com uma casa bem composta e bem linda, a Surma a deixar toda a gente deslumbrada com o seu projecto a solo e os Few Fingers a darem um concertão que me deliciou também. A verdade é que apesar de ter ouvido o disco milhentas vezes, nunca os tinha visto ao vivo e é toda uma outra dimensão. Gosto muito da veia mais rock que apresentam em banda, não descurando as inevitáveis baladas. Sem dúvida que a Casa Independente se confirmou como o espaço ideal para esta apresentação e, mais uma vez, o feedback foi extremamente positivo. Só posso ficar babada, não acham? 

E já falei tanto que o resumo tornou-se quase numa longa-metragem! Eheheh! No fundo só quero agradecer a todas as pessoas, de todos os meios em que me vou envolvendo, por acreditarem e confiarem em mim, por todo o apoio que leitores e parceiros me dão, por todo o carinho com que os artistas também me tratam, enfim! Por tudo. Porque nada disto se faz sozinho e a motivação vem sempre de vários pequenos gestos que por vezes as pessoas nem dão conta. Espero que tenham um óptimo fim-de-semana, que possam aproveitar este sol maravilhoso! Beijos e até breve! 

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[Agenda Musical] Few Fingers – Casa Independente: Apresentação do disco Burning Hands, com primeira parte de Surma https://branmorrighan.com/2016/02/agenda-musical-few-fingers-casa.html https://branmorrighan.com/2016/02/agenda-musical-few-fingers-casa.html#respond Wed, 17 Feb 2016 17:29:00 +0000

Few Fingers – Casa Independente

Apresentação do disco Burning Hands

1ª Parte – Suma

DJSET “Two Jerónimos! Djset”

A Omnichord Records comemorou esta semana quatro anos e para além do vídeo fantástico, como teaser, que prevê cinco enormes lançamentos, também é verdade que a consolidação dos que foram lançados no final de 2015 é aposta certa. Assim sendo, nada como a maravilhosa Casa Independente para apresentar um dos projectos mais bonitos, dentro do folk, que tiveram origem em Leiria. Para começar a noite, teremos a Débora, mais conhecida como Surma, que é uma das grandes promessas para 2016, sendo que para mim é já uma certeza. Apareçam, vai ser muito bonito! 

Few Fingers

Canções simples e despretensiosas, embaladas pela lap steel guitar, que assumem um legado folk e uma escola indie.

Apesar de já terem pensado muitas vezes em fazer algo juntos, o desafio de criarem um tema para a compilação Leiria Calling foi decisivo para que tenham começado a passar finais de tarde juntos em casa a comporem e a gravarem o que íam fazendo.

Sem pressas nem objectivos e ambições pré-determinados, o conjunto de canções gravadas em casa fez todo o sentido num disco que explora as dificuldades de criar e manter relacionamentos com outras pessoas, numa época em que, aparentemente, estamos todos ligados.

“Burning Hands” acaba por ser um disco de canções feitas ali naquele lusco-fusco onde conseguimos parar para pensar um bocadinho em como foi o dia e no que podemos fazer até cairmos de cansaço. Acaba por ser também um resultado de uma cumplicidade musical previsível mas ainda não consumada.

Os Few Fingers são Nuno Rancho e André Pereira e em palco fazem-se acompanhar por Luís Jerónimo e Paulo Pereira. Nuno Rancho é músico dos Dapunksport e dos Bússola, colaborou com os Indignu, liderou os Team Maria e, a solo, já lançou três discos e foi Novo Talento Fnac. André Pereira formou-se no Guitar Institute em Londres e tem acompanhado formações como Ultraleve, Team Maria ou Quem é o Bob?.

Surma

Débora Umbelino é original de Leiria mas o que nos traz vem de paisagens bem mais exóticas. SURMA, é o seu projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.

BILHETE

4€

VÍDEOS

Few Fingers

https://www.youtube.com/watch?v=n4J_VrmElV4

https://www.youtube.com/watch?v=ZMp_ON2YQjY

https://www.youtube.com/watch?v=-PJXSQlnRaw

Surma

https://www.youtube.com/watch?v=KiFzfiQ9AjU

https://www.youtube.com/watch?v=8TGgZ8alqcc

FACEBOOK

https://www.facebook.com/fewfingersband/

https://www.facebook.com/surmapt/

SITES

http://omnichordrecords.com/pt/artistas-2/few-fingers-12/

http://omnichordrecords.com/pt/artistas-2/surma-15/

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