Foto Reportagem – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Sat, 09 Jan 2021 12:39:55 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Foto Reportagem – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Mytho Celebration: a liberdade e o incentivo à expressão individual https://branmorrighan.com/2018/10/mytho-celebration-liberdade-e-o.html https://branmorrighan.com/2018/10/mytho-celebration-liberdade-e-o.html#respond Sun, 21 Oct 2018 13:13:00 +0000 Fotografia Jorge Oliveira


Foto Reportagem completa aqui
http://www.branmorrighan.com/2018/10/foto-reportagem-mytho-celebration.html

No passado sábado, os Jardins do Museu de Lisboa acolheram o Mytho Celebration. Partindo da ideia de que cada pessoa pode ser o seu próprio mito, esta celebração primou pelos pormenores e pelo ambiente incrivelmente descomplexado e harmonioso.

Juntando música, esoterismo, artes performativas e experiências sensoriais, os presentes puderam testemunhar o incentivo à expressão livre, à descoberta do desconhecido e à comunhão pelo que é comum.

É verdade que Lisboa tem muitos jardins “escondidos” que, quando descobertos, parecem dar outra imagem à cidade. Quem visitou os Jardins do Museu de Lisboa, com a devida decoração que o Mytho Celebration instalou, teve a oportunidade de experienciar uma série de universos alternativos, que urgem ser necessários no quotidiano. Espaço para nós mesmos, espaço para podermos contemplar e celebrar com quem gostamos.

Logo à entrada, no Temple of Transition, havia uma espécie de receção em que os visitantes podiam começar, desde logo, a personalizar a sua experiência. Desde secção de maquilhagem, a pintura de henna ou “mangas personalizadas”, cada um era livre de escolher a palete de cores e/ou a forma com a qual se queria expressar. Passada a primeira cortina, entramos então no mundo encantado da celebração da expressão individual.

Do lado direito ficou o Celebration Stage onde vários artistas foram actuando. A tarde começou com o DJ set de Kokeshi, seguindo-se o concerto de Surma. Já conhecida pelas suas performances intimistas e altamente sensoriais, a jovem artista leiriense complementou a sua atuação com a presença de dois bailarinos extraordinários – Guilherme Leal e Catarina Godinho. Se por um lado Surma costuma encantar e conquistar com o seu sorriso e a sua entrega, por outro foi também um privilégio podermos testemunhar o quão hipnotizante pode ser a expressão corporal aliada às suas construções sonoras. Sem dúvida um dos grandes momentos do dia.

O Celebration Stage viu ainda passar o DJ set de Mike El Nite, que colocou os já presentes a dançar. Seguiu-se Da Chick, também já bastante reconhecida pelas suas performances enérgicas e contagiantes.

A grande surpresa da noite, ainda assim, foi Custom Circus (Nirvana Studios), que apresentou um espectáculo que vai para além do musical, apresentando-nos uma espécie de freak show rocambolesco absolutamente fascinante. Desde o cenário ao guarda-roupa, passando pelas diferentes mini-histórias bizarras, foi impossível ficarmos indiferentes ao que se passava em palco. Não faltou pirotecnia nem fogo e viajámos entre os tempos do Moulin Rouge e uma espécie de universo steampunk. Um autêntico hino ao mote do Mytho Celebration.

Finda a atuação no Celebration Stage, foi no Garden of Senses que Xinobi assumiu o comando da música, com o seu DJ set. Neste espaço, para além da música tínhamos ainda vários pontos em que artistas expressavam a sua arte através das suas telas ou com pequenas performances. A decoração com a bola de espelhos e os diferentes focos de luz coloridos reforçaram novamente o ambiente acolhedor e algo mágico.

Na verdade, um dos grandes momentos da noite foi entre a actuação de Da Chick e Custom Circus, em que quatro bailarinos apareceram numa das pontas do jardim, num espaço rodeado por árvores, e iniciaram um acto performativo que misturava espontaneidade com coreografia de forma bastante fluída. Este pequeno ato termina com os quatro bailarinos a puxarem as pessoas para aquele espaço o jardim, fazendo recordar as lendas dos seres antigos que desviavam as pessoas dos seus caminhos para entrarem no seu universo místico, em que a noção de espaço e de tempo se perdia.

Também o místico esteve então fortemente presente no Mytho Celebration com uma das áreas dos Jardins de Lisboa dedicada aos conhecimentos esotéricos, o Mystic Groove. Ao longo de um corredor houve zonas dedicadas tanto a leitura de runas, como espaço para conversas com pessoas das mais diferentes áreas como Astrologia, Numerologia, Tarot, Aromaterapia, Yoga, Biodanza, entre outros. Aqui, a celebração do mito tinha a forma de partilha de conhecimento.

Sem dúvida uma experiência única e que merece voltar a acontecer. Não só é de louvar a abertura de espírito como é de reconhecer e reforçar que a expressão artística e individual pode, e deve, ter diferentes formas, todas elas podendo coabitar em perfeita harmonia, sem medos, de forma pacífica e entusiasta. A adesão pode não ter sido extraordinária, mas o conceito e a forma como foi explorado merece um espaço no nosso calendário cultural.

Fotografias Jorge Oliveira


Reportagem originalmente escrita para a SAPO MAG: https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/mytho-celebration-a-liberdade-e-o-incentivo-a-expressao-individual

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[FOTO REPORTAGEM] Mytho Celebration https://branmorrighan.com/2018/10/foto-reportagem-mytho-celebration.html https://branmorrighan.com/2018/10/foto-reportagem-mytho-celebration.html#respond Sun, 21 Oct 2018 11:44:00 +0000 TEXTO AQUI: https://www.branmorrighan.com/2018/10/mytho-celebration-liberdade-e-o.html

Fotografias Jorge Oliveira

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[Reportagem] José Gonzalez e The String Theory no Coliseu de Lisboa: Uma Noite de Magia Etérea https://branmorrighan.com/2018/10/reportagem-jose-gonzalez-e-string.html https://branmorrighan.com/2018/10/reportagem-jose-gonzalez-e-string.html#respond Wed, 03 Oct 2018 10:34:00 +0000

Fotografias de Jorge Oliveira

O Coliseu de Lisboa tem sido palco de concertos memoráveis e o da noite passada, com José Gonzalez e The String Theory, não foi excepção. Normalmente munido apenas da sua belíssima voz e de um dedilhar irrepreensível, José Gonzalez habitou-nos a performances solitárias, porém cheias de luz. Na performance com The String Theory essa luz extrapolou o visível, havendo uma união tão magnífica que os arranjos que emanavam do palco tomaram uma dimensão mesmerizante. 

Sendo o mais orgânica possível, a performance contou com elementos particulares para a sua execução. De sacos de plástico a um pequeno aspirador, os músicos em palco provaram-nos que não há limites para a composição nem para a arte. Se nuns momentos o palco era dominado pela orquestra e noutros por José Gonzalez, quando ambos se uniam criavam uma espécie de paisagem, à mercê da nossa imaginação, arrepiante.

O início do concerto fica marcado pelo murmúrio de sacos de plástico manuseados por músicos em palco. Como que um sussurrar que urge tornar-se algo maior. Juntam-se as cordas e a precursão, e tudo converge para o êxtase inicial quando cada átomo do coliseu se vê evolvido pela voz única de Gonzalez. Pouco depois junta-se um pequeno coro e estão abertas as hostes para hora e meia de concerto que teve momentos em que conseguiu roçar uma beleza sobrenatural.

Os arranjos para os temas do artista sueco têm tanto de clássico como de contemporâneo, explorando por vezes uma veia mais electrónica, outra mais pop, mas nunca previsível. É como se a cada narrativa de Gonzalez, The String Theory conseguisse contribuir com uma ilustração. Houve momentos de pura magia em que não me admiraria de, de repente, ver pequenos seres a surgirem por entre os músicos, saltitando e dançando em palco. 

Temas como Crosses, Heartbeats, Teardrop, The Forrest, Cycling Trivialities ou Down on the Line, provocaram o maravilhamento por entre o público. Heartbeats, a cover de The Knife, é das músicas mais acarinhadas. Teardrop, versão dos Massive Attack, também recebeu o deslumbramento e os aplausos de quem se sente arrebatado por uma energia estrondosa. Comum a todas as canções, foi a paixão e o entusiasmo visível em cada um dos músicos, muito bem liderados por um maestro que colocou o Coliseu de pé a bater palmas e a dançar.

O encore chega com mais três temas, sendo o primeiro liderado por The String Theory, com Gonzalez na precursão. Esta versatilidade é exacerbada pelos elementos da orquestra que foram variando de instrumento, entre vocal e físicos, sendo impossível não admirar todo o esforço e entrega que a comunhão José Gonzalez mais The String Theory terá exigido. Para os fãs de Gonzalez que estão habituados a encontrar algum consolo nos seus temas, o concerto proporcionou uma espécie de abraço quente em que mesmo os temas mais emotivos estiveram menos sozinhos, não dando espaço a qualquer tipo de solidão ou melancolia. Festejou-se a música e a sua versatilidade de uma forma belíssima com uma voz incontornável e uma orquestra que quebrou barreiras e preconceitos. 

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[Foto Reportagem] Morcheeba no Casino Estoril, por Marcos Torres https://branmorrighan.com/2018/06/foto-reportagem-morcheeba-no-casino.html https://branmorrighan.com/2018/06/foto-reportagem-morcheeba-no-casino.html#respond Sun, 24 Jun 2018 15:55:00 +0000

Fotografias por Marcos Torres

No passado dia 20 de Junho, os Morcheeba estiveram de regresso a Portugal, no Casino Estoril, e o BranMorrighan marcou presença com o fotógrafo Marcos Torres. Com uma carreira que já leva mais de duas décadas, no dia 1 de Junho lançaram novo disco, Blaze Away, que os colocou novamente na estrada. Para além deste concerto no Casino Estoril, a banda já tem regresso marcado a Portugal no Festival do Crato. 


Sucessor de “Head Up High”, “Blaze Away”, marca um novo começo para a banda londrina. É um álbum repleto de positividade que se distingue pela abordagem orgânica e pela participação dos convidados especiais Roots Manuva e Benjamin Biolay. Prestes a embarcarem na sua digressão mundial, os Morcheeba marcarão presença no Crato trazendo na bagagem o seu novo disco e clássicos como “Otherwise” ou “Rome wasn’t built in a day”. A voz inconfundível de Skye Edwards, associada à guitarra psicadélica de Ross Godfrey, tornará este espectáculo uma experiência inesquecível. (informação à imprensa)



Setlist

Never Undo

Friction

Otherwise

Never an Easy Way

Blaze Away

The Sea

Part of the Process

Blood Like Lemonade

Trigger Hippy

Light of Gold

It’s Summertime

Let’s Dance

Blindfold

Let Me See

Encore:

Sweet LA

Rome Wasn’t Built in a Day

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[Reportagem] Tudo agora. Os incríveis Arcade Fire no Campo Pequeno https://branmorrighan.com/2018/04/reprotagem-tudo-agora-os-incriveis.html https://branmorrighan.com/2018/04/reprotagem-tudo-agora-os-incriveis.html#respond Tue, 24 Apr 2018 09:57:00 +0000

Disclaimer: Esta reportagem foi escrita de madrugada para ser entregue à SAPO MAG. Perdoem-me alguma falta de coerência, mas o deslumbramento era tanto como o cansaço. Melhor concerto! Obrigada SAPO MAG pela oportunidade.

Esta reportagem não pode começar de outra maneira a não ser a dizer que os Arcade Fire deram um concerto absolutamente incrível. Com um Campo Pequeno esgotadíssimo, era palpável no ar a ansiedade que se fazia sentir para receber a banda canadiana.

Já com uma mão cheia de discos no reportório, “Infinite Content” é o nome da tour que tem como mote “Everything Now”, o último disco, uma digressão que ficará certamente marcada pela sua grandiosidade e produção notáveis.

Desde o início do concerto que todos os pormenores se revelaram preciosos e cheios de significado. O cenário montado é diferente do tradicional, uma espécie de arena quadrada no meio da sala do Campo Pequeno, incluindo as redes de uma arena de luta. No entanto, a única luta que houve dentro daquele quadrado foi em forma de dança, de expressividade e de explosão de emoções.

O palco continha ecrãs superiores que tanto transmitiam em direto vários pontos do palco, como transmitiam um misto de manipulação e sobreposição de planos ou até de outros materiais gráficos da banda, como vídeos dos singles.

Ao vivo, os Arcade Fire são um exemplo de competência feliz. Cada elemento é multifacetado, rodando nos inúmeros instrumentos que entram e saem de palco, e as vozes de Win Butler e de Régine Chassagne nunca nos deixam ficar mal. A energia com que percorrem o palco e se entregam a cada canção é invejável. Tudo isto aliado à produção de luz e vídeo com que se apresentaram, fez com que o concerto tomasse contornos e dimensão soberbos.

“Everything Now”, tema homónimo ao mais recente disco, abriu as hostes e a euforia instalou-se. O ambiente foi electrizante e os próprios elementos da banda não se fizeram rogados em trepar postes de apoio ou aproximarem-se do público. E voltando aos pormenores, neste tema, por exemplo, os ecrãs passavam a mensagem “TUDO AGORA”. Muitas das letras de Arcade Fire incentivam ou provocam, e essa comoção e empatia com os seus fãs notou-se principalmente pelo respeito e manifestação entusiasta que foi constante ao longo do concerto.

Mesmo quando Régine ou Butler percorriam o público vindos de um pequeno palco lateral, tudo aconteceu de forma perfeitamente fluída e sem atropelamentos ou confusões. Mas não se enganem, isto não quer dizer que o público estivesse calmo ou apático. Houve alturas em que as paredes do Campo Pequeno devem ter estremecido com a força dos cânticos dos fãs que se fizeram ouvir fortemente.

Há um sério caso de amor entre o público português e os Arcade Fire. Na bancada não havia ninguém sentado durante o concerto todo e até nas canções mais recentes a plateia se fazia ouvir. O encore viria a ser obrigatório com Butler num inicialmente calmo “We Don’t Deserve Love”. Foi um momento bonito do espectáculo, que contrastou com a intensidade que temas como “Ready to Start” ou “Creature Comfort” impuseram durante o restante concerto. Foram quase duas horas e meia, mas podiam ter sido mais. O público certamente agradeceria.

Para fechar, os Preservation Hall Jazz Band juntaram-se à banda em palco e com pompa e circunstância, sempre com o carinho do público, lá regressaram aos camarins, mas não sem antes pararem à porta para mais um reforço em coro. Este foi, para mim, um dos melhores concertos que alguma vez vi.

ALINHAMENTO:

Everything Now

Rebellion (Lies)

Here Comes the Night Time

Haïti

No Cars Go

Electric Blue

Put Your Money on Me

It’s Never Over (Oh Orpheus)

Neighborhood #4 (7 Kettles)

Neighborhood #2 (Laika)

Neighborhood #1 (Tunnels)

The Suburbs

The Suburbs (Continued)

Ready to Start (Damien Taylor Remix outro)

Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)

Reflektor

Afterlife

Creature Comfort

Neighborhood #3 (Power Out) (com snippet de ‘I Give You Power’)

Encore:

We Don’t Deserve Love

Everything Now (Continued) (com Preservation Hall Jazz Band)

Wake Up (com Preservation Hall Jazz Band)

Fotografias NUNO CAPELA

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[9 Anos Blog BranMorrighan] Nial, Jerónimo, Grandfather’s House, Jonny Abbey e :papercutz na Festa do Maus Hábitos em Fotografia! https://branmorrighan.com/2018/02/9-anos-blog-branmorrighan-nial-jeronimo.html https://branmorrighan.com/2018/02/9-anos-blog-branmorrighan-nial-jeronimo.html#respond Mon, 05 Feb 2018 14:40:00 +0000

Fotografias Jorge Oliveira

Dia 2 de Fevereiro de 2018 foi um dos dias mais especiais vividos através do blogue. Foi o dia de comemoração do nono aniversário do BranMorrighan no Maus Hábitos e no fim o sentimento só podia ser de alegria e gratidão. Tendo levado quatro concertos de estilos tão diferentes, ainda por cima sem as ter visto ao vivo, tinha tudo para ser imprevisível, mas foi tudo do melhor. A partilha de apoio e reconhecimento entre as bandas e o blogue fez com que tudo corresse de feição. Do soundcheck ao jantar, dos concertos ao djset, não faltou boa disposição, uma entrega incrível e um deslumbramento ainda maior. O Maus Hábitos recebeu-nos impecavelmente, como sempre, e a casa este composta do início ao fim. Dito isto, só quero deixar o maior dos agradecimentos a todos os presentes e dizer-vos que me sinto mesmo uma sortuda. Nial, Jerónimo, Grandfather’s Houser, Jonny Abbey e :papercutz, vocês foram absolutamente PERFEITOS. Foi maravilhoso produzir este aniversário convosco. Estarei sempre aqui para o que precisarem e podem contar sempre com todo o apoio do BranMorrighan. Obrigada ao Maus Hábitos, principalmente ao Salgado (o maior patrão), ao Casaleiro (dos melhores técnicos de som que conheço), ao Tiago e ao Confra (por todo o apoio logístico) e, por último, mas não menos importante, ao Jorge Oliveira que se estreou a fotografar para o blogue! Para o ano comemoramos uma década e a fasquia não podia estar mais alta. Obrigada por fazerem com que todo o meu esforço e trabalho valha a pena! Tenho a certeza que ainda nos vamos cruzar muitas vezes 🙂 

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[Fotografias] Escritaria 2017 – Homenagem a Miguel Sousa Tavares – Dia 21 de Outubro https://branmorrighan.com/2017/10/fotografias-escritaria-2017-homenagem_22.html https://branmorrighan.com/2017/10/fotografias-escritaria-2017-homenagem_22.html#respond Sun, 22 Oct 2017 11:12:00 +0000 Miguel Sousa Tavares no Escritaria 2017

Fotografias por Sofia Teixeira

Existem Sábados especiais e este, dia 21 de Outubro, foi sem dúvida um deles. Entre hoje e amanhã farei um post dedicado ao Escritaria, com descrições e pormenores sobre os dias. Para já ficam as fotografias que fui tirando *com a minha relíquia Rebel XSI*. Mais uma vez, lamento que a qualidade não seja espectacular, mas o que importa é o que cada imagem transmite e penso que estas transmitem mesmo muito do que se vive em Penafiel durante estes dias de homenagem. Até já! 

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[FOTOGRAFIAS] Escritaria 2017 – Homenagem a Miguel Sousa Tavares – Dia 20 de Outubro https://branmorrighan.com/2017/10/fotografias-escritaria-2017-homenagem.html https://branmorrighan.com/2017/10/fotografias-escritaria-2017-homenagem.html#respond Sat, 21 Oct 2017 12:10:00 +0000

 

Fotografias Sofia Teixeira

Bom dia! Aqui o tempo urge e, como tal, farei o texto completo sobre este belo Escritaria no final do festival. No entanto, ontem foi um dia muito especial e não quis deixar de partilhar convosco algumas das fotografias que consegui ir tirando com a minha patusca Canon Rebel XSI. Para quem entende de fotografia, esta é uma máquina com ISO máximo de 1600 e a maior parte das fotografias foi tirada com ISO 800… Lamento o grão, mas foi o que se conseguiu arranjar! Como sempre, Penafiel fervilha de vida, de paixão pela literatura, e Miguel Sousa Tavares tem contribuído de forma genuína e grata. Vale a pena vir viver Penafiel o ano todo, mas sem dúvida que durante um Escritaria as coisas ganham toda uma outra dimensão. A arte é, sem dúvida, uma forma de viver. Até já! 

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[Diário de Bordo] Riding Pânico apresentaram “Rabo de Cavalo” no Musicbox Lisboa https://branmorrighan.com/2017/03/diario-de-bordo-riding-panico.html https://branmorrighan.com/2017/03/diario-de-bordo-riding-panico.html#respond Sat, 18 Mar 2017 21:37:00 +0000

Fotografias por Nuno Capela

Não me consigo recordar bem quando é que descobri os Riding Pânico. No entanto, recordo-me bem da sensação que tive ao vê-los pela primeira vez. Não é novidade para ninguém neste blogue que sou uma pessoa que sente muito a música ao vivo. Mais do que em casa, ou no carro, ou em qualquer outro lugar “ambulante”. Trata-se de algo puramente energético. Às vezes há discos que ouvimos e parecemos delirar com eles, mas que ao vivo parecem até ficar estranhos, parecem não ser a mesma coisa. Depois temos o outro lado. Discos que ouvimos em casa e gostamos imenso, mas que ao vivo fazem corar o que ficou gravado. E com isto não quero diminuir, de forma alguma, o trabalho de produção e execução do disco, quero antes enaltecer a capacidade que os músicos têm de dar uma forma ainda mais física e  dimensional à música. Os Riding Pânico, mesmo com todas as mudanças de formação ao longo dos anos, têm sido uma destas bandas.

Rabo de Cavalo é, a meu ver, um disco que ao início se estranha, mas que depois se entranha. Penso que poderão concordar que está bastante diferente dos registos anteriores, daí o estranhar. No meu caso o entranhar chegou depois de os ver ao vivo. Normalmente quando um disco estreia, com concerto de apresentação em data próxima e comigo a ter planos de ir, poucas vezes o ouço. Sim, é verdade. Poucas vezes o ouço porque se vou ter a oportunidade de o ver ao vivo, quero depois transportar essa vivência para futuras audições. E os seis músicos em palco fizeram bem o seu trabalho. Sendo uma banda que não tem tocado com muita frequência, e ainda para mais sendo um concerto de apresentação, foi natural assistir a um crescendo de familiaridade e conforto em palco. Confesso, acho que tem o seu quê de fascinante seis músicos que me parecem tão diferentes uns dos outros, conseguirem partilhar e transmitir tanta harmonia, mesmo entre todas as dissonâncias. O comprometimento com cada instrumento é visceral, mas a forma como também se procuram uns aos outros para distribuírem a sua força, entusiasmo, calma ou euforia, é o que faz dos Riding Pânico uma banda de referência.

O alinhamento foi o que seria de esperar, músicas novas, intervaladas de outras mais familiares. Testemunhámos que há espaço para tudo. Para sons muito perto do pós-rock, para outros mais crus, diria que alguns até são mais “tropicais”. Existe ali uma linha irreverente, serpenteante, que marca o compasso em vários temas. A verdade é que os Riding Pânico se tornaram neste “monstro” – no bom sentido – mutável que se tem metamorfoseado não só com as vivências de quem se vai mantendo ao longo dos anos, mas também com os novos contributos de novos elementos que se têm juntado. Neste momento os Riding Pânico são: Fábio Jevelim, Makoto Yagyu, Miguel Abelaira, João Nogueira, João Pereira e José Penacho. Facilmente reconhecerão estes nomes de outros projectos. Foi uma noite muito bonita, direita ao que interessa, sem encores, mas com muita gratidão de ambas as partes – banda e fãs, que agora só querem saber de novas datas. Foi uma bela forma de me despedir de Portugal por uns tempos. Obrigada, Riding Pânico! 

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[Foto Reportagem] 8º Aniversário BranMorrighan no Maus Hábitos! Aventura pelo Porto com The Rite of Trio, Few Fingers, Surma, Then They Flew e Malibu Gas Station https://branmorrighan.com/2017/02/foto-reportagem-8-aniversario.html https://branmorrighan.com/2017/02/foto-reportagem-8-aniversario.html#respond Mon, 06 Feb 2017 19:18:00 +0000

O PORTO É AMOR!

Fotografias da nossa aventura com a câmara do Nuno Capela, mas com fotografias não só dele como minhas e do Eugénio Ribeiro. Brevemente o Diário de Bordo, com menos fotografias, quem sabe com outras, com o testemunho da aventura que foi! Com Maus Hábitos, The Rite of Trio, Few Fingers, Surma, Then They Flew e Malibu Gas Station! Só quero deixar claro que sou a pessoa mais grata do mundo por ter estas pessoas na minha vida! Muito obrigada a todos os que tornaram o dia 3 de Fevereiro uma realidade tão boa! Mil beijos!

PS: Fotografias tiradas na Torre dos Clérigos, na Lello, na Leica, nos Aliados, no Maus Hábitos e num ou outro sítio extra. Beijos! 

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