G Floy – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:54:52 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png G Floy – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Sugestões de Natal, por João Morales: Mar de Aral, de José Carlos Fernandes e Roberto Gomes https://branmorrighan.com/2019/11/sugestoes-de-natal-por-joao-morales-mar.html https://branmorrighan.com/2019/11/sugestoes-de-natal-por-joao-morales-mar.html#respond Wed, 20 Nov 2019 02:30:00 +0000

Mar de Aral

José Carlos Fernandes (argumento) e Roberto Gomes (desenhos)

Comic Heart/G Floy Studio – Portugal

72 págs

14 euros

Foi distinguido no Prémio nacional de Banda Desenhada (no Amadora BD), vencendo as categorias de Melhor Argumento de Autor Português e Melhor Obra de Autor Português. Conquistou os três prémios para que estava nomeado nos Galardões BD Comic Com 2019: Melhor Argumento (para José Carlos Fernandes), Melhor Desenho (para Roberto Gomes) e Melhor Álbum de Autor Português. Mar de Aral é o regresso de José Carlos Fernandes (argumentista), aqui acompanhado pelo desenhador Roberto Gomes, trazendo à luz do dia um álbum há muito elaborado. A qualidade, essa, é aquela a que o autor já nos habituou há muito.

O conjunto de histórias que compõem este álbum começa com uma narrativa que dá nome ao livro. Mas antes da ficção, os factos. O Mar do Aral era um lago, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, com cerca de 66 mil km2. Nos anos 60, a URSS desviou os rios que alimentavam a região, para irrigar plantações de algodão. O volume da água diminuiu, mas o sal ficou prejudicando o solo e matando os peixes.

Na versão de JCF os peixes sofreram uma adaptação, uma metamorfose com laivos de Lovecraft que introduz o Fantástico, elemento comum a todas estas histórias. “Um boi sobre o telhado”, “Roupas de defunto”, “A Inauguração do canal do Panamá” e “A arte esquecida de nadar rio acima”, completam o leque de discretos delírios que perfazem, este puzzle.

Em certa medida, a última narrativa, está em sintonia com o trabalho de Engenharia Florestal que, em tempos, ocupou os dias de JCF. Trata-se de uma escola para salmões, onde estes peixes são instruídos para nadarem contra corrente, rio acima, portanto. O cenário é um prodígio de cenografia, quase uma ironia sobre M.C. Escher, confirmando os méritos de Roberto Gomes, bem expressos na diversidade de registos elencados neste livro (como a inteligente mudança na primeira história, quando se passa do deserto para o bar). Roberto, que foi em tempos aluno de JCF, revelou-se o parceiro ideal para concretizar um livro que, no fundo, já existia há vários anos, aguardando apenas autorização do argumentista (arredado da BD e quejandos) para avançar. Mar de Aral foi co-editado pela Comic Heart/G Floy Studio – Portugal e pertence agora ao catálogo da recém-formada A Seita.

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Em Março, pela GFloy Portugal: Astonishing X-Men Livro Dois https://branmorrighan.com/2019/03/em-marco-pela-gfloy-portugal.html https://branmorrighan.com/2019/03/em-marco-pela-gfloy-portugal.html#respond Sun, 24 Mar 2019 18:57:00 +0000

OS SURPREENDENTES X-MEN: LIVRO DOIS

Argumento de JOSS WHEDON e arte de JOHN CASSADAY


O final de uma das mais célebres e aclamadas fases dos X-Men, criada por dois dos pesos pesados dos comics!

Reúne os comics Astonishing X-Men #13-24 e Giant-Size Astonishing X-Men #1 (correspondentes às histórias Torn e Unstoppable)

Álbum, formato deluxe (19 x 28), 344 pgs a cores, capa dura. PVP: 28€

ISBN: 978-84-16510-94-8

A épica série de Joss Whedon e John Cassaday conclui neste volume que reúne as sagas: Destroçados e Imparável! Na primeira história, o comportamento errático de Emma Frost está à beira de ser desvendado, quando o novo Clube do Inferno entra finalmente em acção contra os X-Men, depois de meses de se esconderem dos olhares dos mutantes do Instituto Xavier. E na segunda história, os X-Men têm de partir para o perigoso mundo Ruptura, naquela que será a sua última oportunidade de proteger a Terra dum terrível ataque. E, quando tudo acabar, nada será como dantes!

Quando esta série dos X-Men começou, em 2004, a crítica era unânime que seria difícil para a nova equipa igualar a fase anterior, escrita por Grant Morrison. Mas, com o passar dos anos, Astonishing X-Men de Joss Whedon e de John Cassaday tornou-se num dos maiores clássicos de sempre dos mutantes da Marvel. As duas fases são perfeitamente distintas, mas de algum modo complementam-se, e é adequado que Whedon siga Morrison na continuidade. Grant Morrison é um dos grandes “desconstrutores” de super-heróis dos comics, Whedon é um dos seus maiores fãs. Morrison destruiu e arrasou parte do mundo dos mutantes, Whedon reconstruiu a equipa e voltou a dar-lhe um propósito. E se Morrison puxou os X-Men um pouco para o realismo, Whedon procurou devolvê-los às suas origens como super-heróis – e escreveu uma das mais potentes cartas de amor aos X-Men de todos os tempos.

Combinando uma saga típica de mutantes, com inimigos tradicionais como o Clube do Inferno, conflitos conhecidos e recorrentes, a caça aos mutantes, a discriminação, os eternos triângulos amorosos entre X-Men, alguns deles… telepáticos? – com uma incrível saga de ficção-científica ao “estilo Joss Whedon”, Astonishing X-Men é também uma história que vai aprofundar tremendamente a caracterização de alguns dos maiores heróis da Marvel: a história da redenção e ressurgimento de Ciclope, da humanização de Emma Frost, e sobretudo, mais que todos os outros, é a história de Kitty Pryde, do seu regresso, da sua história de amor com Colossus, e do seu destino final.

“Poderá dizer-se que estas histórias já foram contadas… E se isso é inegável, parece-me que nunca tinham sido contadas desta forma. Na verdade, Whedon fez deste regresso dos X-Men, ocupados com a reconstrução do grupo e da sua escola e a braços com um invulgar inimigo, um dos arcos mais interessantes dos últimos anos. De sempre, na minha óptica.”

Pedro Cleto, AsLeiturasdoPedro.com

Nomeada para inúmeros prémios Eisner, venceu em 2006 o prémio para Melhor Série em Continuação, e por duas vezes, em 2005 e 2006, o prémio foi para Cassaday como Melhor Desenhador.

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[DESTAQUE] Em Janeiro, pela GFloy Portugal: Ms Marvel, vol2 – Geração Perdida https://branmorrighan.com/2019/01/destaque-em-janeiro-pela-gfloy-portugal.html https://branmorrighan.com/2019/01/destaque-em-janeiro-pela-gfloy-portugal.html#respond Thu, 24 Jan 2019 16:34:00 +0000

MS. MARVEL vol. 2: GERAÇÃO PERDIDA

Argumento de G. WILLOW WILSON e arte de ADRIAN ALPHONA e JACOB WYATT

Reúne os comics Ms. Marvel #6-11.

Formato deluxe, capa dura, 136 pgs. a cores.

PVP: 14€

ISBN: 978-84-16510-86-3

Quem é o Inventor, e o que é que ele quer com a nova Ms. Marvel e os seus amigos? Bem… pode ser que o Wolverine possa ajudar! A Kamala pode estar a ter um ataque agudo de ser fã e groupie, mas ele é o seu herói preferido (OK, talvez esteja no Top Cinco), e nada a vai impedir de lutar para salvar a sua cidade. E Kamala vai também encontrar os Inumanos pela primeira vez – e o seu cão real, Lockjaw! Todas as miúdas adoram um cãozinho, mas este se calhar é demais, até para uma super-heroína com poderes de aumentar de tamanho! Mas porque raios é que o Lockjaw agora anda sempre com a Kamala? Ms. Marvel irá descobrir muito do seu passado, enquanto o Inventor continua a ameaçar o seu futuro. A série aclamada pelos fãs continua as incríveis aventuras de Kamala Khan, uma das melhores (e mais adoráveis) heroínas da Marvel.

O volume 2 de Ms. Marvel encerra o primeiro arco de história da personagem.

Ms. Marvel é uma das mais prestigiadas e aclamadas séries lançada pela Casa das Ideias nos últimos anos. Nomeada para inúmeros Prémios Eisner, vencedora do Hugo para Melhor Romance Gráfico (2015) e do Prémio de Angoulême para Melhor Série (2016), Ms. Marvel rompeu com muitos dos cânones das aventuras da Marvel da era contemporânea, recuperando alguma da magia original de personagens adolescentes que estão a descobrir os seus poderes enquanto tentam sobreviver num universo confuso e cheio de confrontos! Ao longo dos seus primeiros dez volumes, a série já vendeu mais de MEIO MILHÃO de exemplares em língua inglesa, e tem sido um dos maiores best-sellers da Marvel.

“Ms. Marvel é prazer e diversão puros, e um dos melhores comics que a Marvel edita hoje em dia.”

– ComicsBookResources.com


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Em Outubro, pela G Floy Portugal: MOONSHINE vol. 1: Sangue e Whisky https://branmorrighan.com/2018/10/em-outubro-pela-g-floy-portugal.html https://branmorrighan.com/2018/10/em-outubro-pela-g-floy-portugal.html#respond Sun, 07 Oct 2018 17:29:00 +0000

MOONSHINE vol. 1: Sangue e Whisky

Argumento de BRIAN AZZARELLO e arte de EDUARDO RISSO

Formato comic deluxe (19 x 28), capa dura, 152 pgs. a cores.

PVP: 14€

ISBN: 978-84-16510-81-8

Há coisas que vão sempre bem juntas, como café e bolachas de chocolate, bife e batatas fritas, ou Brian Azzarello e Eduardo Risso, uma das duplas de argumentista e artista mais famosas nos comics, que formam uma parceria que dura há já duas décadas. E Moonshine é a sua nova série independente, uma colaboração que iniciam num comic que nos levará pelos anos 1920 e a Era da Proibição, com gangsters, traficantes, e… lobisomens?

Durante a Proibição, Lou Pirlo, um gangster de Nova Iorque a soldo de um dos maiores reis do crime da cidade, tem de viajar para os isolados Montes Appalachia e descobrir um fornecedor de bebida ilegal. Mas o que ele descobre na realidade, é um terrível segredo sobrenatural que não pode nunca ser revelado à luz do dia, ou melhor… nunca poderá ver a luz da lua cheia!

AUTORES

Brian Azzarello é um hoje um dos mais conhecidos argumentistas dos comics americanos. A sua carreira iniciou-se na Vertigo, e um dos seus primeiros sucessos foi Johnny Double, que marcou também a sua primeira colaboração com Eduardo Risso, e que levaria pouco tempo depois ao lançamento de 100 Balas, talvez a mais conhecida obra desta dupla. Depois de muitos anos de trabalhos diversos para as principais editoras americanas, DC e Marvel, notabilizou-se mais recentemente pela sua colaboração com Frank Miller em The Master Race, a saga de Batman que é a conclusão de O Regresso do Cavaleiro das Trevas.

Quanto a Eduardo Risso, já tinha construído uma longa carreira de sucesso na sua Argentina natal e na Europa, com destaque para os mercados italiano e espanhol, mas depois de ter ilustrado Johnny Double para Azzarello, o bom entendimento entre ambos levou a que iniciassem a série 100 Balas, que os propulsou para o estrelato dos comics. Ao longo dos anos colaborou extensamente com Azzarello, embora tenha também assinado álbuns para outros escritores, de que um bom exemplo é Wolverine: Logan, publicado pela G. Floy, com argumento de Brian K. Vaughan. Em 2018, Risso desenhou também o primeiro álbum de Torpedo em quase quinze anos, e neste Moonshine assina também as cores.

Nos EUA o segundo volume da série sai em finais de Outubro deste ano, e tem lançamento previsto em Portugal no Verão de 2019. E qual o futuro para Moonshine? Azzarello afirmou recentemente que, “planeámos uns 30 números da série, até agora. Não quer dizer que não haja material e histórias para contar suficientes para estender Moonshine muito para além disso… mas acho que nunca haverá outro 100 Balas. Um é suficiente!”

IMPRENSA

“Moonshine tem uma atmosfera que nos assombra e seduz, e que torna a história tão cativante quanto misteriosa. Azzareloo e Risso conseguiram criar mais um best-seller!”

IGN

“Um livro quase perfeito.”

Nerdist

Link para a capa e páginas de amostra do interior:

https://nvkna0.s.cld.pt

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Em Setembro, pela G Floy: ASTONISHING X-MEN LIVRO UM, Argumento de JOSS WHEDON e arte de JOHN CASSADAY https://branmorrighan.com/2018/09/em-setembro-pela-g-floy-astonishing-x.html https://branmorrighan.com/2018/09/em-setembro-pela-g-floy-astonishing-x.html#respond Sat, 29 Sep 2018 11:29:00 +0000

ASTONISHING X-MEN LIVRO UM

Argumento de JOSS WHEDON e arte de JOHN CASSADAY

Reúne os comics Astonishing X-Men #1-12

Álbum, formato deluxe (19 x 28), 304 pgs a cores, capa dura. PVP: 25€

ISBN: 978-84-16510-79-5

Uma das mais célebres e aclamadas séries dos X-Men regressa a Portugal numa edição de luxo!

A épica série de Joss Whedon e John Cassaday, num volume inicial que reúne duas grandes sagas: Sobredotados e Perigo! Na primeira história, Ciclope e Emma Frost reúnem uma nova equipa para “surpreender” o mundo, e Wolverine, Kitty Pryde e Fera serão com eles a nova cara dos X-Men. Mas a aparição de uma “cura” para o gene mutante pode fazer falhar os planos mais bem intencionados. No segundo arco, o Instituto Xavier é abalado por uma morte trágica, e os X-Men descobrem um inimigo oculto e letal a viver entre eles – um inimigo que os estudou durante anos e conhece todos os segredos da equipa!

Com este magnífico volume que lançou esta saga dos X-Men, é justo dizer-se que estamos perante uma das maiores duplas de criadores de todos os tempos da Marvel, e uma das mais importantes séries de sempre do universo dos mutantes. Joss Whedon é hoje um dos realizadores mais conhecidos de Hollywood, responsável pelos filmes dos Vingadores, e aqui encontramo-lo aliado a um dos maiores desenhadores de comics de sempre, John Cassaday, que na altura estava a começar a atingir a fama com Planetary. Com dois pesos pesados ao leme, não é de estranhar que Astonishing X-Men se tenha tornado numa das mais aclamadas séries de comics de sempre. Nomeada para inúmeros prémios Eisner, venceu em 2006 o prémio para Melhor Série em Continuação, e por duas vezes, em 2005 e 2006, o prémio foi para Cassaday como Melhor Desenhador.

“Viver confinado aos muros do Instituto Xavier é um pobre substituto para a liberdade, quando o mundo olha para os mutantes com medo e ameaça. Dilemas morais, rivalidades e disputas de há longa data, ressentimentos antigos – Whedon pegou nas melhores motivações criadas por Claremont na era clássica, e construiu à sua volta uma história sobre superação de obstáculos e o ultrapassar de fraquezas. Embora seja – obviamente – uma história de acção, a componente psicológica tem um lugar importante. Entre segredos negros e desejos ocultos que vêm à tona, são os instintos originais dos X-Men que se revelam de novo. Vale a pena prestar atenção à metamorfose que ocorre em Kitty Pryde, por exemplo, que se vai tornar numa das personagens centrais do livro!”

Marcin Andrys – do prefácio

No nosso país, esta série de Joss Whedon já foi editada duas vezes: pela BdMania, que editou os quatro volumes (a partir de 2018), e pela Salvat que editou os primeiros dois na sua Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel (vols. 4 e 21). A edição da G.Floy irá reunir os volumes dois a dois, e julgamos que o novo formato em que vai lançar esta série icónica dos X-Men, em volumes de cerca de trezentas páginas, em formato maior, justificará a compra por parte de alguns dos fãs que já a tinham. E, claro, dará a conhecer a uma nova geração de leitores a saga Astonishing X-Men, incluindo a leitores que talvez ainda não conheçam os mutantes da Marvel. 

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Opinião: Dragomante, de Filipe Faria e Manuel Morgado https://branmorrighan.com/2018/08/opiniao-dragomante-de-filipe-faria-e.html https://branmorrighan.com/2018/08/opiniao-dragomante-de-filipe-faria-e.html#respond Wed, 29 Aug 2018 10:33:00 +0000

Dragomante

Filipe Faria e Manuel Morgado

Editora: G Floy Portugal

Sinopse: Um Dragomante e um dragão são guerreiro e cão de guerra, aliados e amigos inseparáveis. Mas uma Dragomante pode ser cobiçada por vários dragões, que ela, em certas circunstâncias, pode a todos domar… No reino de Armitaunin, Nereila, uma jovem Dragomante, conclui por fim o seu árduo treino, juntamente com Ékión, o seu Escudeiro, que deverá protegê-la de qualquer perigo.. e de si mesma. Porque os Dragomantes, que defendem a humanidade da ameaça dos dragões, podem representar um perigo maior ainda que estes, se neles for ateado o fogo que lhes arde nas veias: o fogo de dragão. No caso de Nereila – a primeira mulher Dragomante em séculos – as consequências podem ser mais drásticas ainda, quando os pecados do seu pai regressam para a atormentar. E Ékión, o seu Escudeiro, não sabe se está à altura da tarefa – ou mesmo se deseja fazê-lo. E, se o fogo de dragão for ateado em Nereila, Armitaunin e o mundo inteiro poderão arder.

OPINIÃO: Sou nova nisto das bandas desenhadas, mas o que é certo é que lhe estou a tomar o gosto. Com a G Floy não só conheci a série Saga (uma das melhores experiências e da qual já comecei a falar aqui no blogue), como tive acesso ao universo Marvel com o qual só tomava contacto através de séries e filmes, entre outros. Um desses outros é esta estreia de Filipe Faria no universo BD. Ao contrário do que se poderia esperar, não é Manuel Morgado que o acompanha, mas o oposto. O artista Manuel Morgado já tinha as belíssimas ilustrações, faltava o argumento. Por isso mesmo, comecemos pelo início. 

A capa, só por si, chama logo à atenção. Eu sei que até nas BDs existe um pouco o preconceito de que o que é estrangeiro é que é bom, mas Manuel Morgado encosta muitos a um canto com o seu traço e a palete de cores que utiliza para expressar a sua imaginação. Os cenários, que vão de paisagens a cenas bélicas, parecem ganhar uma dimensão multi-dimensional. Sendo um universo populado por dragões, dragomantes (guerreiros que conseguem criar um laço com dragões “domando-os”) e escudeiros, é de louvar o realismo, a emotividade e a agressividade bem conseguidos. Com páginas com esta qualidade, a tarefa hercúlea era agora a de construir um argumento que acompanhasse este sangue na guelra criativo.

Tarefa, talvez injusta, que coube ao escritor português Filipe Faria. A associação ao contexto pareceu-me evidente, quem conhece os universos literários criados pelo escritor português sabe que ele já conta com milhares de páginas em descrições de batalhas, campos de guerra e personagens femininas potencialmente “problemáticas”. Nem sempre achei a narrativa, principalmente os diálogos, extraordinários, mas para a introdução do universo e dos conceitos subjacentes foi suficientemente bom para querermos virar página após página o mais rapidamente possível para desvendarmos a intriga. A dupla portuguesa está de parabéns e, havendo próximos volumes, tem todo o potencial para criar uma série memorável. 

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Opinião: Ms. Marvel (Vol 1 – Fora do Normal), de G. Willow Wilson e Adrian Alphona https://branmorrighan.com/2018/08/opiniao-ms-marvel-vol-1-fora-do-normal.html https://branmorrighan.com/2018/08/opiniao-ms-marvel-vol-1-fora-do-normal.html#respond Mon, 27 Aug 2018 16:40:00 +0000

Ms. Marvel (Vol 1 – Fora do Normal)

G. Willow Wilson e Adrian Alphona

Editora: G Floy Portugal

Sinopse: “Ms. Marvel” é uma das mais prestigiadas e aclamadas séries lançada pela Casa das Ideias nos últimos anos. Nomeada para inúmeros Prémios Eisner, vencedora do Hugo para Melhor Romance Gráfico (2015) e do Prémio de Angoulême para Melhor Série (2016), Ms. Marvel rompeu com muitos dos cânones das aventuras da Marvel da era contemporânea, recuperando alguma da magia original de personagens adolescentes que estão a descobrir os seus poderes enquanto tentam sobreviver num universo confuso e cheio de confrontos! Kamala Khan é uma jovem adolescente muçulmana de Nova Jérsia, perfeitamente normal… até ao dia em que descobre que recebeu poderes extraordinários! Mas quem é realmente a nova Ms. Marvel? Uma simples adolescente muçulmana, indecisa entre dois mundos, o da América moderna e o do mundo tradicional do Islão? Uma inumana criada depois da explosão da Bomba Terrígena? Uma fã de Carol Danvers, a Capitã Marvel? Estará Kamala preparada para usar os seus tremendos poderes, e conseguirá ela perceber que com grande poder vem grande responsabilidade? Descubram tudo isso quando ela tomar o universo Marvel de assalto… ou pelo menos Nova Iorque e arredores! O processo de criação de Kamala Khan, a nova Ms. Marvel e a primeira heroína muçulmana da Marvel, não foi isento de controvérsia e mesmo hostilidade. A autora trabalhou com a editora Sana Amanat para definir as suas características e história de família, mas muitos fãs e os meios mais conservadores da sociedade americana opuseram-se à aparição desta heroína adolescente de Nova Jérsia. Mas a nova personagem era tão fácil de se gostar, simultaneamente ingénua, querida, teimosa, e perdida entre as suas obrigações familiares e o Islão e a moderna vida Ocidental, que foi muito bem acolhida pelos fãs e pela crítica, tendo sido comparada sobretudo com Peter Parker nos anos da Idade de Prata da Marvel, e mesmo considerada um símbolo de reconciliação entre tradições religiosas diferentes. 

OPINIÃO: Aqui está uma banda desenhada que promete conquistar. Não só temos uma heroína feminina, como temos uma protagonista com quem é fácil sentir uma empatia enorme. Kamala é filha de imigrantes, em Jersey, e carrega todo o legado de fazer parte de uma família religiosa muçulmana. Não obstante, é seu dever integrar-se na cultura ocidental, fazer amigos e ser a filha perfeita. O problema é que estes três factores parecem ser incompatíveis.

Como é que pode fazer amigos ou integrar-se se não pode sair com os colegas ou sequer estar presente em festas com bebidas alcoólicas? Kamala não se resigna com essa condição e decide fugir uma noite para se juntar a uma das festas. Rapidamente percebe que os seus supostos amigos descriminam a sua origem e as suas crenças, o que resulta na sua fuga da festa. Enquanto deambula a caminho de casa, é apanhada por uma névoa que a leva a delirar, enquanto deseja ser como a Capitã Marvel ou ter poderes especiais. Do que não estava à espera era de realmente ter obtido capacidades metamórficas assim que fica consciente.

A partir deste momento, a vida de Ms. Marvel torna-se no caos completo. Se por um lado assistimos a alguns estereótipos em relação à sua família, por outro lado é de enaltecer a Marvel por juntar dois em um: ter mais uma mulher no papel de super-heróis e explorar outras culturas. A junção de ambos resulta numa Kamala que tem um universo por explorar, mas muito mais a descobrir sobre si mesma e o seu papel na sociedade em que vive. Ao acompanharmos Ms. Marvel, somos obrigados e reconhecer que por vezes existem dimensões culturais que ignoramos e com as quais, por causa disso, podemos ser mais ou menos tolerantes. A cereja no topo do bolo é a tonalidade bem disposta com que estas aventuras são transmitidas. 

O grafismo está muito bem explorado e elaborado. Gostei muito dos enquadramentos, que tornam cada cenário mais palpável e real, o traço do desenho é realista quanto baste e a palete de cores usada também ajuda a que o desenrolar da acção seja vibrante. Também a G Floy Portugal está de parabéns por esta edição de luxo, de capa dura e qualidade de papel impecável. Sem dúvida que é uma banda desenhada que quero continuar a acompanhar. Sou aficionada pelo universo Marvel e, mesmo não tendo ficado completamente deslumbrada, acho que Ms. Marvel tem argumentos e aspectos positivos suficientes para prender a atenção de todo o tipo de leitores, dos mais miúdos aos mais graúdos. 

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AVISO: Não É Para Putos! – Deadpool Mara o Universo Marvel (Lançamento G Floy) https://branmorrighan.com/2018/07/aviso-nao-e-para-putos-deadpool-mara-o.html https://branmorrighan.com/2018/07/aviso-nao-e-para-putos-deadpool-mara-o.html#respond Mon, 09 Jul 2018 08:28:00 +0000

DEADPOOL MATA O UNIVERSO MARVEL

Argumento de CULLEN BUNN e arte de DALIBOR TALAJIĆ

Reúne os números #1-4 de Deadpool Kills the Marvel Universe.

Formato deluxe (18 x 28), capa dura, 96 pgs. a cores.

PVP: 12€

ISBN: 978-84-16510-71-9

E se tudo o que vocês acham que é cómico acerca de Deadpool fosse na verdade apenas… perturbador? Inquietante e bizarro? E se ele decidisse matar tudo e todos que compõem o universo Marvel? Pior, e se ele conseguisse? VOCÊS achariam isso cómico? As aventuras do Mercenário Desbocado vão ganhar um tom ainda mais negro e surreal, quando ele começa a perseguir super-heróis e supervilões com um único propósito: matá-los a todos, numa saga de horror como nenhuma outra!

Escrita por Cullen Bunn (Harrow County, Venom) e desenhada por Dalibor Talajić (X-Men), Deadpool Mata o Universo Marvel foi um dos maiores sucessos da Marvel (com mais de meio-milhão de exemplares vendidos) e é o primeiro de uma série de volumes em que Deadpool procura eliminar o seu universo super-heróico de uma vez por todas.

Cullen Bunn, um dos mais originais escritores de comics actuais leva até ao limite o facto de Deadpool ser uma das pouquíssimas personagens de BD que se dá conta da sua existência como personagem de ficção. Neste volume, o Mercenário Desbocado vai lentamente intuir que algo extremamente bizarro se está a passar à sua volta, e iniciar a sua busca de rompimento da “quarta parede”, que separa as personagens dos leitores, busca essa que o vai lançar inexoravelmente em direcção à destruição de TODO o Universo Marvel!

Aviso: Não é para putos!

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Vencedor do Passatempo: Dragomante, de Filipe Faria e Manuel Morgado https://branmorrighan.com/2018/07/vencedor-do-passatempo-dragomante-de.html https://branmorrighan.com/2018/07/vencedor-do-passatempo-dragomante-de.html#respond Mon, 02 Jul 2018 09:54:00 +0000

Viva! Cá estamos para anunciar mais um vencedor, desta vez para Dragomante, de Filipe Faria e Manuel Morgado. Este passatempo contou com 460 participações e o vencedor escolhido através do random.org foi:

Marcos David Da Silva, 414

Parabéns Marcos! Tens um mail na tua caixa de correio para responderes com os teus dados para que o livro te possa ser entregue. Obrigada a todos mais uma vez e em breve mais passatempos.

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Vencedor do Passatempo: Ms. Marvel – Vol 1: Fora do Normal, de G. Willow Wilson e Adrian Alphona https://branmorrighan.com/2018/07/vencedor-do-passatempo-ms-marvel-vol-1.html https://branmorrighan.com/2018/07/vencedor-do-passatempo-ms-marvel-vol-1.html#respond Mon, 02 Jul 2018 09:37:00 +0000

Viva! Cá estamos para anunciar mais um vencedor, desta vez para Ms. Marvel – Vol 1: Fora do Normal, de G. Willow Wilson e Adrian Alphona. Este passatempo contou com 435 participações e o vencedor escolhido através do random.org foi:

Carina Isabel Barros, 252

Parabéns Carina! Tens um mail na tua caixa de correio para responderes com os teus dados para que o livro te possa ser entregue. Obrigada a todos mais uma vez e em breve mais passatempos.

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