Guillermo de Llera – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:51:14 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Guillermo de Llera – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [DESTAQUE] Desassossego da Liberdade já à Venda ao Público! https://branmorrighan.com/2015/06/destaque-desassossego-da-liberdade-ja.html https://branmorrighan.com/2015/06/destaque-desassossego-da-liberdade-ja.html#comments Thu, 18 Jun 2015 12:23:00 +0000

É com muita, muita alegria que vos comunico, já com uns dias de atraso, que esta colectânea tão especial já está à venda no site da Livros de Ontem: http://livrosdeontem.pt/produto/desassossego-da-liberdade-colectanea/

E é especial por imensas razões. Em primeiro lugar porque foi um desafio organizar uma obra literária. O que escolher, quem escolher? Pois bem, esoclhi o que realmente importa – sentir que de alguma maneira esta obra pode marcar pela diferença. Na altura falei com o Luís Miguel Rocha e ele deu-me o empurrão que eu precisava para avançar com a ideia. Contactei autores que me tinham marcado no último ano (afinal esta obra surge como comemoração do 6º aniversário do blogue) e que quis desafiar a saírem da sua zona de conforto e a pensarem sobre este tema.

Afinal o que é o Desassossego da Liberdade? “Ah e tal, faz-me lembrar Fernando Pessoa”, e faz lembrar muito bem. Mas o centro não é a heterogeneidade de Fernando Pessoa nem os seus desassossego, é antes sermos capazes de olhar para nós mesmos e para os que nos rodeiam e ponderar até que ponto somos livres e até que ponto é que sermos ou não nos desassossega (ou não desassossega de todo). 

Para além dos cinco autores que convidei – Carla M. Soares, Manuel Jorge Marmelo, Samuel Pimenta, Nuno Nepomuceno e Pedro Medina Ribeiro – também o Luís esteve para participar com um conto, mas devido a nos ter deixado cedo de mais, nunca chegou a terminá-lo. A sua presença, o seu espírito e todo o seu carácter maravilhoso e solidário marcaram o rumo desta colectânea. Foi com ele que discuti a ideia de doarmos os direitos de autor a uma associação sem fins lucrativos, neste caso a Burricadas – Abrigo do Jumento. Já antes uma banda portuguesa, os Nobody’s Bizness tinham feito um disco que revertia em parte para a Burricadas e eu decidi fazer o mesmo. Afinal os burros também são cultura portuguesa! 

Como no último ano o blogue também mergulhou com alguma profundidade no meio musical, tive a ideia de convidar pelo menos um músico para participar nesta colectânea e o Guillermo de Llera, com o seu espírito irreverente já conhecido nos Primitive Reason, foi uma escolha imediata. Mas eu tinha outro desejo meio secreto, por gostar tanto do seu trabalho e da forma como mostra ver o mundo – o Noiserv. Calhei de o entrevistar enquanto a colectânea era preparada e falei-lhe dela. Sabia que a sua agenda andava ao rubro e que por isso seria provável que ele não pudesse aceitar, mas para minha grande alegria aceitou e aceitou muito bem. Se do Guillermo já conhecia alguns escritos, do Noiserv foi uma estreia e uma estreia maravilhosa. Espero que o possam descobrir com o mesmo fascínio que eu o fiz, afinal é a sua estreia na literatura! 

A sua e não só, vem aí mais uma parte muito gratificante. Não fazia sentido organizar algo deste género se não fosse para dar oportunidade a novos autores, àqueles que provavelmente nunca teriam publicado, e decidi abrir um concurso. A escritora Tânia Ganho foi um anjo ao aceitar ser júri (infelizmente não pôde participar, tenho a certeza que seria esplêndida) e lá surgiram cinco vencedores. Ainda não conheço todos pessoalmente, mas os que tenho visto pelas redes sociais têm-me aquecido o coração com o seu empenho e com a sua felicidade.

A cereja no topo do bolo foi o João Pedro Fonseca, um dos artistas mais maravilhosos que conheço, ter aceite fazer parte deste projecto. A capa está perfeita. Os astros foram bondosos comigo ao permitirem-me conhecer alguém com tanto talento e tão disposto a fazer coisas diferentes, a romper conceitos e a ir mais além. Não podia ter pedido nada nem ninguém melhor, nem mais adequado. 

O livro venceu a batalha do crowdfunding por uma margem jeitosa e dia 4 de Julho teremos lançamento. Falta a certar a hora, mas podem já ficar a saber que será no bar O Bom, o Mau e o Vilão e que terá algumas surpresas. Não sei se é só de mim, mas estou cansada do estilo apresentação formal. E quem me conhece sabe que gosto de “agitar” um bocado as coisas. Curiosos? Pois bem, também eu! Ansiosa de poder confirmar tudo, mas vamos ter de esperar mais uns dias. Talvez Segunda a informação completa e oficial possa ser disponibilizada. 

Obrigada a todos os que fizeram parte deste processo que, para mim, já começou há cerca de um ano. Ter o objecto físico agora na mão significa tanto! Mas também me relembra uma ausência que ainda pesa, que vai sempre pesar. Ainda assim quero virar isto como uma espécie de comemoração, como algo de bom que surgiu através de ideias e incentivos de pessoas maravilhosas, como todas até agora têm sido, mesmo com dificuldades e imprevistos pelo meio. Sou uma pessoa muito grata e uma pessoa melhor, mais atenta e mais forte depois deste último ano. 

Vemo-nos em breve, sim? E obrigada, mais uma vez, por estarem desse lado de forma tão carinhosa! 

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E agora, o que se segue? [Diário de Bordo XLVI] A correria do costume e o Crowdfunding https://branmorrighan.com/2015/03/e-agora-o-que-se-segue-diario-de-bordo_10.html https://branmorrighan.com/2015/03/e-agora-o-que-se-segue-diario-de-bordo_10.html#respond Tue, 10 Mar 2015 10:43:00 +0000

É verdade, esta fotografia bem que podia ser o reflexo dos meus últimos meses. Sempre a correr, por vezes literalmente, e a tentar chegar mais além, também literalmente. Acontece que ao contrário do que se deu no momento desta fotografia, nem sempre consigo atingir o ponto mais alto da minha produção quando quero e os últimos dias têm sido uma loucura ainda maior do que o que costume.

Dar aulas na faculdade é algo que gosto mesmo de fazer, mas tudo tem um preço e conjugar isso com um trabalho de doutoramento que se tem andado a arrastar mais a preparação das fases finais de basquetebol, tem exigido uma certa quantidade de energia que nem sempre é fácil manter. Não vou a um concerto desde o aniversário do blogue no Maus Hábitos e embora já comece a aceitar fazer novas entrevistas, é certo que tenho quase vinte por transcrever e também isso tem que ser diluído rapidamente. Se souberem de um truque para fazer dobrar o tempo, sou toda ouvidos!

Com isto tudo não me quero queixar, mas antes alertar que o volume de conteúdos já anda a sofrer com isso, mas que ando a fazer os possíveis para vos trazer o máximo de informação possível que acho relevante. E neste momento, a mais importante é a seguinte:

“DESASSOSSEGO DA LIBERDADE” – COLECTÂNEA DE CONTOS

A campanha de Crowdfunding para a concretização desta obra já está disponível no site PPL: http://ppl.com.pt/pt/livros-de-ontem/desassossego-da-liberdade

Esta é uma colectânea muito especial por mim, organizada a pensar no Sexto Aniversário do blogue, mas que se tornou em muito mais do que isso. Os 5 Escritores Convidados são todos muito especiais para mim, os 2 Músicos Convidados marcaram muito o último ano do blogue e ainda tive o prazer de descobrir mais 5 Novos Autores. Temos então:

Contos de Carla M. Soares; Manuel Jorge Marmelo; Nuno Nepomuceno; Pedro Medina Ribeiro e Samuel Pimenta.

Autores convidados: David “Noiserv” Santos e Guillermo de Llera Blanes.

Autores vencedores: André Mateus; Cláudia Ferreira; Eduardo Duarte; Márcia Balsas e Márcia Costa.

Capa: João Pedro Fonseca

Organização: Sofia Teixeira

Editora: Livros de Ontem

Para saberem mais e poderem ajudar, em que cada ajuda significa que pelo menos o nome estará nos agradecimentos e consoante o montante ainda poderão ficar com um ou mais exemplares do livro é visitarem o link: http://ppl.com.pt/pt/livros-de-ontem/desassossego-da-liberdade

Estou muito orgulhosa deste projecto e espero que possa ver a luz do dia com a vossa ajuda, os melhores leitores do mundo! A apresentação, contando que irá acontecer, será também ela uma festa muito bonita. Não esquecer que 30% dos direitos vão para a Associação sem Fins Lucrativos Burricadas – O Abrigo do Jumento! 

Agora tenho de ir ali a correr dar mais uma aula, mas hei-de dar novamente notícias brevemente! 

Grande beijo e muito obrigada a todos pelo apoio! 

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[6 Anos Blogue Morrighan] Colectânea O Desassossego da Liberdade – Guillermo de Llera é Convidado Surpresa! https://branmorrighan.com/2014/11/6-anos-blogue-morrighan-colectanea-o_20.html https://branmorrighan.com/2014/11/6-anos-blogue-morrighan-colectanea-o_20.html#respond Thu, 20 Nov 2014 12:33:00 +0000 Fotografia por Sofia Teixeira

Contexto Concurso de Contos – O Desassossego da Liberdade

À semelhança do convidado anterior, o David Santos aka Noiserv, conheci o Guillermo de Llera, pessoalmente, por causa do blogue. Foi em entrevista ao Primitive Reason que fiquei fascinada como o carácter de Guillermo e Abel e foi uma agradável surpresa quando descobri que este primeiro também escrevia. Já entrevistado aqui no Morrighan, poderão constatar que Guillermo é um artista no verdadeiro sentido da palavra e também na ilustração dá cartas, fora todo o contexto musical em banda e a solo. 

Dada a mística dos próprios Primitive Reason e ainda da empatia que senti em relação ao mesmo, achei que ter o Guillermo de Llera na colectânea O Desassossego da Liberdade acabaria também por simbolizar este meu respeito pelo seu trabalho e por me terem marcado de forma tão positiva neste último. Vai ser mesmo especial! Obrigada, Guillermo! 

Sobre o Guillermo no Morrighan: 

http://www.branmorrighan.com/search/label/Guillermo%20de%20Llera

Sobre os Primitive Reason no Morrighan: 

http://www.branmorrighan.com/search/label/Primitive%20Reason

Facebook

https://www.facebook.com/de.Llera.Art.and.Music

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[Playlist da Quinzena] 1 a 15 de Novembro de 2014 – As Escolhas de Guillermo de Llera (Primitive Reason) https://branmorrighan.com/2014/11/playlist-da-quinzena-1-15-de-novembro-4.html https://branmorrighan.com/2014/11/playlist-da-quinzena-1-15-de-novembro-4.html#respond Sat, 01 Nov 2014 00:00:00 +0000

Ultimamente tenho estado submerso em música da Índia e do Médio Oriente de forma a entrar no ‘espírito’ da coisa e encher o subconsciente de influências que me ajudem na altura de compor os meus próximos discos a solo que vão ser lançados no início do próximo ano; o disco ‘Khor Ba’ do projecto Moksha e o disco ‘The Vision’ do projecto We Cut Hand (podem ouvir o progresso no meusoundcloud). Tenho perfeita noção de que este não é o tipo de playlist que tipicamente se esperaria de mim, mas muito fiel ao meu estilo vim propor algo fora da caixa. Prometo que para a próxima vez irei procurar influências contrárias. A música é um universo muito vasto e eu tenho como costume tratar todos os géneros por igual e não me cingir a nenhum em particular. Espero que gostem, estão aqui uns nomes incontornáveis e muito, muito à frente.


Fotografia por Sofia Teixeira

Guillermo de Llera é vocalista dos Primitive Reason, mas versatilidade nas artes é coisa que não lhe falta, da escrita à pintura, o talento está à vista de todos e podem ficar a saber muito mais sobre o nosso músico na entrevista dada ao blogue, aqui: http://goo.gl/9TyF6s

Acho que são dispensadas justificações para esta escolha e é com grande um grande sentimento de gratidão que vos apresento as suas escolhas e na próxima quinzena as do seu colega – Abel Beja. Fiquem atentos. 

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Entrevista a Guillermo de Llera, Músico Português https://branmorrighan.com/2014/10/entrevista-guillermo-de-llera-musico.html https://branmorrighan.com/2014/10/entrevista-guillermo-de-llera-musico.html#respond Fri, 31 Oct 2014 17:47:00 +0000 Uma das maiores alegrias que este blogue me tem dado é o facto de, muito naturalmente e ao seu próprio ritmo, me proporcionar oportunidades únicas de conhecer pessoas talentosas, cultas e de uma personalidade marcante. Conheci o Guillermo de Llera e o Abel Beja a propósito de uma entrevista aos Primitive Reason no contexto do Fusing Culture Experience, mas desde então que tenho pensado em formas de homenagear tanto a banda como estes seus dois membros representativos. Depois daquela meia hora de conversa, se já admirava o percurso da banda foi impossível não ficar a admirar também estas duas pessoas. A lucidez, a eloquência e a determinação feroz nos seus discursos, sempre de forma humilde e directa, justificam em muito os vinte anos de banda que Primitive Reason já leva. Decidi então criar um «Mês Primitive Reason», o de Novembro, em que na primeira quinzena teremos a Playlist de Guillermo de Llera e na segunda quinzena a de Abel Beja. Como entrevistar uma banda é diferente de dar a conhecer mais sobre os seus membros, aqui fica a primeira entrevista pessoal a Guillermo de Llera. É fácil constatar que estamos perante um grande ser humano, imensamente talentoso e que vale a pena admirar. 

Fotografia por Sofia Teixeira

Guillermo, fala-nos sobre a tua paixão pela música. De onde é que veio? 

Para ser perfeitamente sincero tenho que admitir que a minha paixão pela música veio um pouco por acidente e aos trambolhões. Tinha eu os meus 18 aninhos e como tal as minhas prioridades na vida eram as miúdas e a diversão pelo qual qualquer actividade que me pusesse em contacto com uma, ou de preferência as duas coisas era bem vinda. Eu pensava que ia ser um skater profissional. Dominava a minha tábua acima da média, e estava numa fase em que inventava manobras novas muito fora do comum. Por isso pensava que o meu futuro iria por aí.

Eis que o Jorge Felizardo, baterista original dos Primitive Reason e grande amigo de infância, me sugere que isto de tocar em banda era uma boa ideia;  que além de ser muito divertido em palco, nos permitir extravasar à vontade e ainda por cima conseguir o interesse das miúdas, ele precisava de um baixista para uma banda de covers que ele estava a criar com o Brian Jackson, vocalista original também dos Primitive Reason. Soava-me bem, os argumentos eram válidos e eu aceitei. Pedimos um baixo emprestado para eu tocar.

Poucos dias depois já sabia. Fui feito para a música. A música é a minha voz.

Foi em 1992 que iniciaste a tua actividade musical nos Primitive Reason. Ainda te lembras desses tempos? O que é que te levou a criar a banda?

Nesse mesmo ano de ‘92, após umas tentativas horríveis a fazer covers criamos os Primitive Reason. Era impossível copiar a música dos outros porque saia-nos sempre de forma muito alterada e pessoal. Eu não conseguia deixar de mexer nas partes e arranjos e estar sempre a inventar mais alguma coisa para adicionar. Por isso decidimos começar a fazer originais. E foi assim…  

Desde então, a formação mudou consideravelmente, passaram mais de 20 anos…  Pessoalmente, consegues eleger o teu álbum e música preferidos? 

Os meus 3 discos de Primitive preferidos são:

Alternative Prison, The FireScroll, Power to the People

As minha músicas preferidas neste momento são (não consigo escolher só uma):

Thoughts, Pen and Paper (Alternative Prison),  Glowing (Tips & Shortcuts), Friend or Foe (Tips & Shortcuts), El Plumero (Some of Us), Breathe (The FireScroll), The 4 Brothers (Pictures in the Wall), Slow Burner (Pictures in the Wall), Higher Needs (Power to the People)

Achas que os prémios que foram ganhando ao longo dos anos serviu como incentivo para, mesmo perante as adversidades, seguires sempre em frente com o projecto? Ou desvalorizas completamente isso?

Acho que os prémios são janelas raras de reconhecimento por tudo o que esta banda representa no panorama musical Português e internacional. Temos que considerar que, gostando o ou não gostando particularmente da música, qualquer grupo que tenha sido iniciador de uma nova tendência ou tenha tido algum impacto no desenvolver de um género musical particular, têm sempre importância no panorama global e devia ser reconhecido pelos seus feitos. Nos mantemos-nos à margem do mainstream e por isso na altura de ser reconhecidos também estamos um pouco à margem. Quando não se constata o mesmo e recebemos um prémio ficamos agradecidos por alguém ter reparado em nós, mas nem por isso reivindicamos que devíamos ser mais reconhecidos. O tempo tudo dirá.

Para além dos Primitive Reason, tens imensas outras actividades: pintas, escreves, entre outros. De que forma é que essas formas de arte te ajudam a expressar o teu eu artístico? 

Eu tenho a particularidade de considerar que todas as arte são simplesmente dialectos. Ou seja, qualquer forma de arte é um meio de expressão que permite-nos comunicar o que nos vai no mais íntimo. Eu gosto de estar vazio e tenho uma necessidade de me expressar continuamente, de me ‘gastar’ para poder descansar em paz interior. O trabalhar com vários dialectos artísticos permite-me saciar também uma vontade motivadora que está sempre comigo, que é o de aprender coisas novas, ganhar vocabulário para reorganizar o meu próprio leque de opções de expressão e ferramentas de trabalho. Gosto de pintar de forma musical, de esculpir uma música, de escrever um poema através da poesia, de ser espontâneo num meio formal, de falar a dançar e por aí fora perdido na criatividade.

Fundamentalmente, mais do que ajudar-me a expressar o meu eu artístico, as formas de arte ajudam-me a expressar a minha religião pessoal, o de ser criativo à imagem do principio criativo universal que é o início e raiz de todas as coisas. 

Consideras importante fazer-se outras artes para além da música? 

Para mim é vital e não faz sentido não ser assim. Se como músico não vejo música num quadro então não estou a viver a música. 

Onde é que podemos encontrar as tuas pinturas e livros? 

No meu site: http://guillermodellera.com podem encontrar mais ou menos um quarto de tudo o que fiz e vou fazendo. O resto encontra-se perdido em N discos rígidos à espera de ser encontrado. Há coisas minha no meu site que não se encontram em outros ‘hubs’ da internet. 

Estou a acabar uma série de projetos a solo para lançar em 2015. Em 2014 lancei 5 discos a solo, e neste momento tenho 122 temas meus no Soundcloud: https://soundcloud.com/guillermo-de-llera

A minha arte encontra-se à venda em formato original e em ‘prints’ nos seguintes sites:

https://www.artfinder.com/guillermo-de-llera-blanes

http://displate.com/willingthe7/all/

http://society6.com/willingthe7

Alguns dos meus livros, histórias e poemas, podem-se encontrar no meu site: 

http://www.guillermodellera.com/publications

http://www.guillermodellera.com/stories

http://www.guillermodellera.com/my-poetry

http://www.guillermodellera.com/lyrics

Para quando uma exposição Primitive Reason? 

Ora aí está uma bela ideia. Ainda bem que deixaste a dica.

De todas as viagens que já fizeste, alguma te fez ponderar deixar Portugal de vez?

Sim, para ser sincero. Várias vezes pensei ir morar para um país melhor adequado para o meu perfil. É muito complicado viver da arte em geral no nosso país. Mas, tenho que admitir, no fundo sinto que é a minha missão viver aqui e lutar pelo meu lugar. Não sei se estou a ser idealista, corajoso ou parvo ao pensar assim, mas não me interessa. Lutar por algo dá-nos uma boa razão para acordar todos os dias e tentar melhorar alguma coisa. Antes isso do que deambular ser razão de viver, como mais uma engrenagem na grande máquina demolidora de almas que é o sistema. 

Com que olhos é que vês o estado da cultura em Portugal? 

Mal e porcamente. Não só em Portugal, no mundo em geral, mas por cá os sintomas agravam-se. Um país é a sua cultura. Dito tudo…

Para quem inicia agora os primeiros passos, seja em que arte for, o que é que podes aconselhar? 

Se realmente gostas da arte, e sentes que é só isso que queres fazer na vida, que é o que mais prazer te dá fazer, faz-te surdo as más bocas e conquista o teu lugar no mundo. Não tenhas dúvidas que ser artista é uma guerra num mundo sem justiça. Se não estás disposto a lutar é melhor procurar outras vias de expressão. Ma se estás disposto a lutar faz da tua missão ser visto e ouvido. Desde que trabalhes para isso as oportunidades vão surgir, faz parte da dinâmica universal; só quem procura encontra. Por isso focaliza a tua atenção para o teu mundo, concentra-te nos teus objectivos como artista e faz por isso. Lembra-te que poucos são os que virão ajudar-te sem ‘agenda’ própria; sem interesses próprios. Faço-me entender? Há pessoas que te podem ajudar, mas pede que sejam claras contigo, e colabora com as que te interessarem a ti, não vás com o primeiro que te prometer algo. E agora o mais importante: Diverte-te. Encontra razão para te rires em tudo o que fazes.

O que é que é mais importante para ti na expressão artística? Qual a principal mensagem que achas que deve ser passada?

Não diria que passar a mensagem é importante, senão passar a alma.

Mas se estivermos a falar de letra e mensagem de uma música, acho que aí diria que a mensagem mais importante a passar ás pessoas é que devem ser genuínas, que na diferença está a beleza, que devemos lutar contra as injustiças e mudar o que está mal no mundo.

Perguntas rápidas:

Banda PreferidaRabi Abou Khalil e Ali Farka Toure

Música Preferidasão tantas…

Livro que mais te marcouSiddharta & Animal Farm

Combinação Comida + Bebida PreferidaSushi e Cerveja

Local mais bonito que alguma vez visitasteArizona

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