Inquietarte – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Wed, 23 Dec 2020 20:08:41 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Inquietarte – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Teatro] [In]quietArte e o espectáculo O CORNUDO IMAGINÁRIO https://branmorrighan.com/2014/08/teatro-inquietarte-e-o-espectaculo-o.html https://branmorrighan.com/2014/08/teatro-inquietarte-e-o-espectaculo-o.html#respond Fri, 08 Aug 2014 11:30:00 +0000

O CORNUDO IMAGINÁRIO

Acolhimento do TEATRO DA CORNUCÓPIA

No TEATRO DO BAIRRO ALTO

28 a 30 de Agosto às 21h30.

No original Sganarelle Ou Le Cocu Imaginaire, foi representada pela primeira vez a 28 de Maio de 1660 é uma peça emblemática de Molière.

Trata-se de uma comédia de enganos. O que os nossos olhos vêem nem sempre é aquilo

que realmente acontece, e toda esta história o retrata.

Esganarelo vê a sua Mulher com outro e a Mulher vê Esganarelo com Outra, a prometida do primeiro.

Todos estes momentos vão levar a um atribulado e complicado enredo de traições que… talvez nunca tenham acontecido.. ou aconteceram?! Venha tirar as suas conclusões.

Esganarelo – Parecia que estava morta mas não tinha nada. Basta uma coisinha assim. Mas agora

já está curada. Olha a minha mulher!

Mulher – Oh meu Deus, que homem tão engraçado.

Esganarelo – Mas em que é que ela repara com tanta atenção? Aquele retrato não me deixa nada

satisfeito. Há aqui uma suspeita que me põe a raiva a saltar!

Mulher – (sem o ver) Nunca tinha visto nada assim. Que moldura tão bonita! (cheira a moldura) E

cheira bem!

Esganarelo – O quê? A beijar?! Já chega.

O CORNUDO IMAGINÁRIO surge, tal como a [In]quietArte, da necessidade de democratizar e descentralizar a cultura. É o segundo ano consecutivo a montar um espectáculo com uma base de actores recém formados unida ao grupo de teatro amador do Sardoal (GETAS), a terra onde nasci e cresci. Queremos levar (mais) cultura ao maior número de locais possível. Queremos tanto dar quanto receber o que estas zonas menos acarinhadas têm para oferecer. O Sardoal e o GETAS não foram, de todo, actores

apáticos nesta produção; foram emanação de cultura, de estética, interesse, soluções… O CORNUDO IMAGINÁRIO tornou-se um exemplo de teatro para e pela comunidade. Nasceu da boa vontade e empenho desta equipa, que tal como a do ano passado, mostrou aquilo que faz melhor. E por sentirmos que as periferias deviam ser mais tidas em consideração, achámos de interesse trazer a tão chamada província à capital. Continuamos a criar a nossa pegada com a consciência que trabalhar com amor e dedicação vai mostrar que estamos aqui. 

Leonardo Garibaldi

A partir do texto de Molière; versão de Filipe Abreu e Leonardo Garibaldi

Direcção e Figurinos :: Leonardo Garibaldi

Cenografia :: José Paulo de Sá

Desenho de Luz e Produção :: Filipe Abreu

Assistência e Som:: Filipa Fragoso

Cartaz :: Lourenço Santos

Fotografia de Cartaz :: João Porfírio

Fotografia de Cena :: Jorge Paulo de Sousa

Interpretação :: Bruno Bernardo, Carlota Mora, Cristina Curado, Diogo Demétrio, João

Cachola, Margarida Castro, Rita Silvestre, Rui Westermann, Soraia Tavares

Uma produção [In]quietArte, com a colaboração do GETAS

Apoios: Câmara Municipal do Sardoal, Teatro da Cornucópia, Escola Superior de Teatro e

Cinema, Teatro da Cornucópia, Casa Falcão e Bricampo.

M|6

[In]quietArte

A [In]quietArte é uma associação cultural artística com foco nas artes cénicas e do espectáculo fundada há pouco mais de um ano. A associação é composta na sua totalidade por jovens finalistas ou estudantes e não recebe qualquer tipo de apoio público ou privado regular.

Em 2013 levou a cena os seguintes espectáculos: D. QUIXOTE E SANCHO PANÇA, No Centro Cultural Gil Vicente, Sardoal; O SOLÁRIO, na Malaposta; e AUDIÊNCIA, no Teatro Municipal Mirita Casimiro. Apresenta agora o quarto espectáculo: O CORNUDO IMAGINÁRIO.

MOLIÈRE

Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière (Paris, 15 de janeiro de 1622 — Paris, 17 de Fevereiro de 16731), foi um dramaturgo francês, além de actor e encenador, considerado o pai da Comédia Francesa. Nas suas peças de teatro retratou temas do quotidiano com um olhar crítico e satírico. Mostrou o pedantismo dos falsos sábios, a pretensão dos burgueses enriquecidos, a corrupção em diversos sectores sociais e as mentiras dos médicos ignorantes. Molière também retratou de forma extraordinária os grandes defeitos e virtudes da alma humana. Comportamentos e sentimentos como a inveja, cobiça, orgulho, avareza e arrogância são objectos importantes para a composição das suas obras. 

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