Jibóia – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:34:33 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Jibóia – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Vem aí novo disco de Jibóia https://branmorrighan.com/2018/10/vem-ai-novo-disco-de-jiboia.html https://branmorrighan.com/2018/10/vem-ai-novo-disco-de-jiboia.html#respond Sat, 13 Oct 2018 16:08:00 +0000

Está a chegar o novo disco de Jibóia. OOOO nasce do processo de criação e residência realizada no DAMAS bar em 2017 e conta com a colaboração de Mestre André, que se junta a Ricardo Martins e a Óscar Silva para assinarem este terceiro longa duração da banda. O disco chega às lojas a 30 de Novembro com selo Discrepant.

Quando Óscar Silva apresentou Jibóia no início desta década tornou bem claro que a sua música iria beber a diferentes trópicos deste mundo, procurando uma conexão entre climas e ritmos que não obedeceriam estritamente a regras de tempo e espaço. Procurar influências na sua música é um exercício imperfeito, porque ela se abre de forma cósmica, sem barreiras, à procura de novos sons ao invés de reflectir sons que se têm presentes.

A partilha é um elemento crucial na criação da música de Jibóia. Nos seus três lançamentos anteriores procurou colaboradores que ajudassema criar a dinâmica que queria no seu som. No passado trabalhou com Makoto Yagyu (If Lucy Fell, Riding Pânico e Paus) como produtor do primeiro EP, homónimo, (2013); Sequin e Xinobi no disco seguinte, Badlav (2014), e juntou-se a Ricardo Martins para criar Masala (2016), produzido por Jonathan Saldanha (HHY & The Macumbas, Fujako). Em OOOO assumiu o formato banda, e a Ricardo Martins (Lobster, Pop Dell’Arte, BRUXAS/COBRAS, entre outros) juntou André Pinto (aka Mestre André, Notwan e O Morto), para formarem o trio com que actualmente Jibóia se apresenta.

A viagem de OOOO é mais partilhada do que as anteriores. Os três músicos partiram à experiência para criar música através de um conceito, pegando emMusica Universalis, de Pythagoras, que relaciona o movimento dos planetas e a frequência (onda) que eles produzem, com uma harmonia interespacial que essas frequências somadas produzem. Como os músicos descrevem, “é uma relação matemática, algo religiosa até, já que essa musica é inaudível. Uma espécie de conceito poético que designa, ao fim e ao cabo, o som do universo em movimento.”

Bem redondinho, é música de cosmos, e não é exagero pensar em Sun Ra como inspiração, dado o diálogo rico, fluente e aberto que acontece entre os músicos ao longo dos quatro temas de OOOO. Os primeiros três temas são referências às 3 principais relações entre as frequências propostas no conceito de Musica Universalis e em cada um deles há um ênfase nos instrumentos de cada um dos músicos: nos de Óscar Silva em Diapason, nos de Ricardo Martins em Diapente e nos de André Pinto em Diatesseron. Esta forma de criar revela uma expansão sonora no som de Jibóia. A sua música flui de um modo livre, mas rigoroso, e circular, trabalhando em constância uma ideia de movimento. É inevitável associar o movimento a viagem, uma que tanto se estende ao cosmos como reforça as convicções de Jibóia em trabalhar nas nãoconvenções do rock e do jazz.

O último tema, Topos, reserva para si uma espécie de resultado desta experiência entre os três músicos. Mais do que uma conclusão, Topos é aquilo que existe para lá da partida: uma viagem sem ponto de chegada em percurso elíptico. Não poderia ser de outra forma, música tão aberta, clara e livre é impossível de encaixar na lógica de uma narrativa normal. No fim abre-se um novo início, um ciclo fresco que começa com a certeza de que o caminho será sempre gratificante.

Alinhamento:

1. Diapason

2. Diapente

3. Diatessaron

4. Topos

Editora: Discrepant (http://www.discrepant.net/)

Jibóia são Óscar Silva, Ricardo Martins e Mestre André.

Composto durante uma residência de 4 concertos no DAMAS bar, em Lisboa, com a curadoria Startup Quesadilla. 

Gravado e Misturado por Bernardo Barata na Avenida de Roma, em Lisboa. 

Masterizado por Rashad Becker nos estúdios Dubplates & Mastering, em Berlim.

Artwork e direcção de arte por Margarida Borges. Foto da capa por Cristiana Morais.

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Sobre a Tarde de Ontem… https://branmorrighan.com/2015/08/sobre-tarde-de-ontem.html https://branmorrighan.com/2015/08/sobre-tarde-de-ontem.html#respond Thu, 27 Aug 2015 12:08:00 +0000

Fotografias Eugénio Ribeiro

Ontem foi tarde em maratona de entrevistas! A primeira foi com Rosemary Baby e as restantes com pessoas ligadas ao Magafest! Comecei com a Inês Magalhães, anfitriã das MagaSessions que deram origem ao Magafest e depois continuei com alguns artistas que irão actuar dia 5 na Casa Independente – Simão, Silence is a Boy, Jibóia e Filho da Mãe! Espero conseguir publicar as conversas todas até meio da próxima semana! São fãs destes artistas? Até já 🙂 

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[Música] Opinião: Badlav, de Jibóia https://branmorrighan.com/2014/09/musica-opiniao-badlav-de-jiboia.html https://branmorrighan.com/2014/09/musica-opiniao-badlav-de-jiboia.html#respond Mon, 22 Sep 2014 20:39:00 +0000 Fotografia Vera Marmelo

Cerca de um ano e meio depois do EP homónimo, eis que nos chega a cria mais nova da Jibóia, ou Oscar Silva se quiserem. E apesar de só vir ao mundo no próximo dia 29 de Setembro, é mesmo para ter medo, pois Badlav já dá sinais de vir a ser uma cria cheia de veneno para distribuir!

Cerca de vinte cinco minutos divididos em apenas quatro faixas compõem o novo EP do lisboeta, que conta com a presença da sua companheira de combate Ana Miró (Sequin) e tem o habitual selo de qualidade da Lovers & Lollypops e da label italiana Shit Music for Shit People. Conta ainda com a produção e mistura de Xinobi, razões mais do que suficientes para ser considerado de audição obrigatória.

E não é que mesmo partindo para a audição deste EP com as expectativas algo elevadas, Badlav consegue ultrapassar a fasquia sem sequer lhe tocar! Pois é, a verdade é que Badlav acaba por ser o caminho natural para quem, como eu, se rendeu ao primeiro EP homónimo e já teve a oportunidade de ser encantado pela Jibóia ao vivo.

Mantendo as principais influências do seu trabalho anterior, Jibóia traz neste EP uma nova diversidade de ritmos e uma maior presença vocal de Ana Miró, que fazem de Badlav um EP mais rico e mais dançável que o seu antecessor. Os loops continuam a existir, mas desta vez não tão prolongados e numa envolvência mais trabalhada e mais cuidada.

Considerando difícil destacar alguma faixa, dada a consistência de Badlav, prefiro destacar todos os segundos contidos neste EP como um todo, que não deve ser dividido. Como aqueles bolos de aniversário que nos dá pena de fatiar. Uma alucinante viagem pelo mundo hindu para ser feita sem pausas.

Os concertos de apresentação serão no próximo dia 8 e 9 de Outubro no Musicbox (Lisboa) e Café Au Lait (Porto), respectivamente.

por Diogo Marçal

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[Música] JIBÓIA lança novo disco – “Badlav” – a 29 de Setembro, com Ana Miró https://branmorrighan.com/2014/09/musica-jiboia-lanca-novo-disco-badlav.html https://branmorrighan.com/2014/09/musica-jiboia-lanca-novo-disco-badlav.html#respond Tue, 16 Sep 2014 19:20:00 +0000 Fotografia de Vera Marmelo

Já se passou mais de um ano que JIBÓIA, o projecto do lisboeta Óscar Silva, editou o seu EP de estreia, entretanto esgotado. Desde então, a cobra foi perdendo a casca e hipnotizou muita gente. Já se internacionalizou, já partilhou palcos com grandes como Jon Hopkins, OM ou Wooden Shjips, já tocou num restaurante de kebabs e agora prepara-se para desbravar ainda mais terreno e espalhar ainda mais veneno. Em Setembro, apresenta-se no Liverpool International Festival of Psychedelia, um dos maiores festivais europeus dedicados ao género. Goat, Amen Dunes, White Hills, Sleepy Sun e os colegas de editora Black Bombaim — entre muitos outros — far-lhe-ão companhia.

A obra de Óscar Silva (Papaya, I Had Plans) resulta da brincadeira com um Casio, muitos pedais e de bizarrias experimentais. “Badlav” foi inteiramente composto por Óscar e pela cúmplice Ana Miró (Sequin), que empresta a voz ao disco. 

Conceptualmente, “Badlav” é composto por quatro canções, que representam as quatro fases do mundo na filosofia hindu, desde a fase da criação do mundo até à sua destruição e consequente novo renascimento. O disco tem como intenção criar tanto um ciclo, como uma dicotomia entre os dois lados (no caso da versão vinil), ou seja, entre as duas primeiras e as duas últimas músicas que o compõem.

Trata-se de uma edição nos formatos digital e em vinil, num lançamento conjunto pela Lovers & Lollypops e pela label italiana Shit Music for Shit People. “Badlav” foi gravado, produzido e misturado por Xinobi, no estúdio da Discotexas e com apoio de Moullinex. Descrevê-lo não é uma tarefa estanque, descobre-se sempre um novo pormenor a cada audição, mas imaginem caril cozinhado com cachupa. É diferente, e cai super bem.

Os concertos de apresentação terão lugar a 8 de Outubro no Musicbox (Lisboa) e um dia depois, a 9, no Café Au Lait (Porto). Já é possível efectuar a pré-compra do vinil, através do email orders[at]loversandlollypops.net.

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PEIXE:AVIÃO / FILHO DA MÃE & JIBÓIA no Teatro Maria Matos https://branmorrighan.com/2014/09/peixeaviao-filho-da-mae-jiboia-no.html https://branmorrighan.com/2014/09/peixeaviao-filho-da-mae-jiboia-no.html#respond Sat, 13 Sep 2014 11:13:00 +0000

No dia 20 de Setembro, a música e o cinema entrelaçam-se dando origem a dois concertos vindos de duas propostas que o Curtas de Vila do Conde de 2014 endereçou a Filho da Mãe & Jibóia e aos Peixe:Avião. PEIXE:AVIÃO subirá ao palco Ménilmontant, de realização, argumento e montagem por Dimitri Kirsanoff. Já FILHO DA MÃE & JIBÓIA, dará forma musical a In the Land of the Head Hunters. 

Mais informações e bilheteira aquihttp://www.bilheteiraonline.pt/Comprar/Bilhetes/20550-peixe_aviao_filho_da_mae_jiboia-maria_matos_teatro_municipal/

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TREMOR com Sequin, noiserv, Filho da Mãe, Memória de Peixe, Jibóia e The Glockenwise https://branmorrighan.com/2014/03/tremor-com-sequin-noiserv-filho-da-mae.html https://branmorrighan.com/2014/03/tremor-com-sequin-noiserv-filho-da-mae.html#respond Sun, 16 Mar 2014 20:21:00 +0000

Mirror People, Sequin, Torto, Lovers & Lollypops Soundsystem, Teresa Gentil, bem como Sara Cruz, Lulu_Monde e Self Assistance encerram o cartaz da primeira edição desta iniciativa que junta a Lovers & Lollypops à Yuzin Agenda Cultural.

Falta um mês para que Ponta Delgada se encha de música. É já a 12 de Abril que a ilha de São Miguel junta mais um ponto à sua beleza natural: a música. O TREMOR vai envolver a população local e colocar, ainda mais, as ilhas nos roteiros turísticos nacionais e internacionais. 

Este TREMOR de música, ousado, criativo é, acima de tudo, uma proposta de vibração colectiva e urbana, para repetir várias vezes. Mirror People, o projecto a solo de Rui Maia (X-Wife); Sequin, prestes a editar o disco de estreia; Torto, o trio de virtuosos portuenses e o Lovers & Lollypops Soundsystem são, a par das bandas Lulu_Monde e Self Assistance e das cantautoras Teresa Gentil e Sara Cruz, os últimos nomes a serem anunciados para o cartaz. Recorde-se que, além destes projectos, o line-up é composto por Glockenwise,  Filho da Mãe, Noiserv, Gonçalo, Memória de Peixe e Jibóia.

Durante um dia, o centro histórico da maior cidade da ilha de São Miguel vai, portanto, encher-se de música e gente e será tomado de assalto nos seus mais variados palcos. Assim, sítios tão distintos entre si, desde uma galeria até uma igreja serão, por um dia, espaços de música. A lista completa dos espaços é: Arco 8, Ateneu Criativo, Travessa do Artista, Teatro Micaelense, Cantinho dos Anjos, Hostel 3/4, A Tasca, Loja Londrina, Baía dos Anjos, Igreja de Santa Bárbara e Galeria Fonseca Macedo.

O objectivo do TREMOR, onde a música encontra Ponta Delgada, é deixar uma marca na cultura açoriana, no ano zero de um evento que se pretende duradouro. Mais surpresas, aparições na cidade e actividades paralelas ficam ainda por desvendar.  Os bilhetes já podem ser encontrados neste endereço [http://www.last2ticket.com/ev813-Bilhetes-Online-Tremor] e têm o custo único de 12 euros. 

É desta que forma que um novo abalo chega aos Açores. Tremer criativamente é sempre uma dádiva. Não a deixem passar ao lado.

BANDAS

THE GLOCKENWISE

Para os Glockenwise, a ganga e a acne (pelo menos, na sua grande maioria) já eram. Mas, apesar da evolução, dos quilómetros de estrada, de concertos transpirados, de várias digressões europeias, de uma nova maturidade, de grandes palcos e de palcos menos grandes, toda a jovialidade dos quatro miúdos barcelenses mantém-se. Aqui não há falhas: é só boa onda, rock’n’roll a sério e a crença de que, um dia, será a distorção a comandar o mundo. Ouçam  Building Waves (2011, Lovers & Lollypops/VICE) e Leeches (2013) e vão perceber que a juventude é um estado de espírito.

FILHO DA MÃE

Com Palácio, editado em 2011, Filho da Mãe tornou-se rapidamente num dos nomes mais aplaudidos da música portuguesa. Ao vivo, Filho da Mãe ganha uma transcendência que dificilmente pode ser explicada em palavras, muito por culpa da sensibilidade e da intensidade das suas criações na guitarra acústica. Ao segundo disco, Rui Carvalho mostra que ser Filho da Mãe é ser um espírito livre, quer na criação musical, quer na evocação sensorial. “Cabeça” foi considerado um dos melhores discos portugueses de 2013 e ao vivo promete elevar-nos até ao conforto das nossas mais belas paisagens mentais. 

JIBÓIA

Jibóia são tapeçarias a voar, o cheiro a Shawarma e o aroma estranho (mas aditivo) da chamuças. Mais do que tudo, Jibóia é fogo nos pés, o corpo a bambolear e uma telepatia com o Oriente, de pés assentes no Ocidente.

Apoiado pelo seu Casio, Óscar Silva já mostrou no EP de estreia que consegue fazer toda a gente entrar na dimensão da psicadelia saltitante. Agora, prestes a editar um novo registo pela Lovers & Lollypops, Jibóia promete não menos do que caril picante, sem quaisquer problemas digestivos.

Noiserv

David Santos mora num globo só seu, um globo multi-instrumental, onde a pop e a folk se cruzam. Na verdade, o seu projecto a solo, Noiserv, dispensa muitas apresentações: com dois longa-durações que amolecem o mais empedernido dos corações, David é ainda membro de uma das bandas mais reconhecidas pela crítica nacional, os You Can’t Win, Charlie Brown. Almost Visible Orchestra, o seu mais recente trabalho em nome próprio, foi editado no ano passado e, pelo seu braço dado com a cinematografia, é daqueles registos em que basta fechar os olhos para fugirmos do quotidiano.

Gonçalo

Esta é a história de Gonçalo Alvarez, na sua incursão a solo, longe (mas sempre perto) do calor dos seus companheiros dos Long Way To Alaska. Explicamos isto em forma de conto, porque não há outra maneira de o fazer: o lirismo, a doçura e, claro, o final feliz são facilmente reconhecíveis em QUIM, o EP de estreia do bracarense. Afinal de contas, há alguma coisa mais valiosa do que a beleza que sai para fora sem esforço?

Nestas cinco canções, Gonçalo explora a doçura da pop, de braços abertos com a natureza. No fundo, uma banda-sonora para os dias de hoje. QUIM conta ainda com a participação de Nuno Abreu (dos LWTA) no tema “Crianças” e é a desculpa perfeita para um escape laboral para aquele sítio conhecido como o país das maravilhas.

Memória de Peixe

A guitarra no centro de tudo, a instrumentalidade e o improviso como palavras-chave. Eis os Memória de Peixe, agora com uma nova formação (Miguel Nicolau e Marco Franco) e, em breve, com um novo disco. A banda de Lisboa editou, em 2012, o seu trabalho hómonimo de estreia, que granjeou elogios nacional e internacionalmente e que os catapultou a tocarem em grandes eventos, desde o Optimus Primavera Sound até ao festival Milhões de Festa. Os Memória de Peixe acreditam na imagem e no pormenor: nada é feito ao acaso. E ainda bem.

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