Joana Barra Vaz – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:23:55 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Joana Barra Vaz – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Palavras leva-as o Vídeo!] “Casa é Canção” – Versão Doc – o novo Vídeo de Joana Barra Vaz em Entrevista https://branmorrighan.com/2016/09/palavras-leva-as-o-video-casa-e-cancao.html https://branmorrighan.com/2016/09/palavras-leva-as-o-video-casa-e-cancao.html#respond Fri, 09 Sep 2016 16:53:00 +0000

Bem-vindos à nova rubrica do BranMorrighan, tendo como estreia o novo vídeo da artista portuguesa Joana Barra Vaz – Casa é Canção! Dado o contexto deste vídeo, e do novo disco – “Mergulho em Loba” – que se avizinha, achei que valia a pena explorar os bastidores e as razões que levaram à criação de um videoclip em tom de documentário. A ideia é explorar a motivação e o conceito dos vídeos que em si mesmo contêm mais do que a própria música e que de alguma maneira contam uma história. Deixo-vos com uma pequena introdução sobre “Mergulho em Loba” e com o texto da Joana Barra Vaz sobre o novo vídeo “Casa é Canção”. 

“Mergulho em Loba” de Joana Barra Vaz será editado no dia 30 de Setembro pela Bi-Du-Á. Um dia antes, Joana Barra Vaz e a banda f l u m e apresentam oficialmente o seu primeiro longa duração no Teatro do Bairro, pelas 21h30. “Mergulho em Loba” é a continuação da trilogia “flume” iniciada com “Passeio Pelo Trilho” (2012). 

A trilogia tem uma forte influência geográfica e, neste caso, o nome não esconde a sua principal inspiração: o mar. Escrito e composto entre 2012 e 2013, “Mergulho em Loba” é um disco de perguntas, uma viagem sonora com momentos de dança e de introspecção. Foi produzido por Joana Barra Vaz, Luís Nunes, e José de Castro; conta com arranjos de David Pires, Joana Barra Vaz e da Banda f l u m e II : David Pires, David Santos, Ricardo Jacinto, José de Castro, João Gil, Ana Nagy, Mário Amândio, Gabriel Correia e ainda com a participação de Selma Uamusse no tema “Tanto Faz”. 

O disco foi gravado entre os Estúdios Iá por Bernardo Barata (Diabo na Cruz, Oioai), Alvito “Road” por Luís Nunes (Benjamim), a Sociedade Musical União Paredense, Estaminé e em casa de Joana Barra Vaz pela própria e misturado por Tiago Gomes de Sousa.

O novo single “Casa é Canção” vem acompanhado de um videoclip documental do processo de gravação que dá continuidade aos teasers apresentados pela autora no decorrer de 2016, abrindo-nos a porta de casa às suas canções.

A principal inspiração para o vídeo foram todas as pessoas que aceitaram fazer parte do “Mergulho Em Loba”, principalmente os músicos — que me ajudam a crescer muito enquanto compositora — e ainda o José de Castro, o Bernardo Barata e o Luís Nunes, a minha família, e a SMUP: no fundo são aqueles que abriram a porta dos seus estúdios­-casa. É uma homenagem a eles e a tudo o que dão. Se a minha “Casa é Canção”, a casa das minhas canções são eles e as pessoas que se ligam a elas. Por mais que seja o meu primeiro disco em nome próprio, quis mostrar que não é, de todo, um disco “a solo”, como se costuma dizer. Não aparece a equipa toda — mas quis ser fiel a quem tinha participado neste tema.

O vídeo segue a narrativa dos teasers que temos apresentado online: neste vídeo já estou nas sessões de voz em Alvito com o Luís Nunes, num ambiente perfeito de tão acolhedor. Por sorte, tinha acabado de conhecer o Gonçalo Pôla e ele filmou­-nos com um olhar tão delicado que ainda hoje me espanta. Na altura não dei por nada, não sabia que o Gonçalo tinha filmado tanto e, naquelas imagens, estamos mesmo a gravar a voz final para o disco. É muito especial: foi daqueles encontros que ficam… O resto foi filmado por quem pegava na câmara — neste caso o Luís — e por mim, sem pensar muito nisso. Espero que o vídeo transpareça a sensação de casa que procurei sempre durante as gravações. Também aparece a S.M.U.P. — onde estreei o sótão numa residência artística, ainda o espaço estava em obras. Montei um pequeno estúdio, e passei lá um mês e meio a terminar a

produção do disco e a ensaiar. Foi nessa residência que percebi que o sótão era uma sala de gravação e de concertos muito boa e que acabei por a estrear também em concerto na Inauguração da Sociedade em 2015. 

Estas filmagens tiveram um efeito regenerador e ajudaram-­me a recuperar o espírito com que comecei o disco. Estamos a montar um espetáculo com algumas surpresas. Será uma oportunidade também de celebrar e de reunir parte da família deste universo de f l u m e: que foi pensado para ser uma trilogia de discos com inspiração em paisagens geográficas. A ideia surgiu nas vésperas da gravação do Trilho: ao organizar as canções apercebi-­me desta lógica geográfica e dei-­lhe esse nome: f l u m e, que significa rio, canal de água. Se o “Passeio Pelo Trilho” explorava paisagens campestres, e era mais ingénuo, o “Mergulho Em Loba” viaja por paisagens marítimas e apanhou com a crise de frente, o que se nota nas letras: tentei escrever de um ponto de vista íntimo sobre as dualidades, quer do país quer de um amor, e trocar o “lobo do mar” pela “loba do mar”. As paisagens acabam por influenciar a identidade sonora dos discos, e no caso do “Mergulho Em Loba” a escolha de instrumentos recaiu sobre o coro feminino, o violoncelo, a trompa e o trombone, e a bateria e percussões; inclusivé a música que dá nome ao disco — “Loba” — tem percussão de água gravada pelo José de Castro.

Estou muito feliz com a recepção que estas novas canções têm tido e expectante com o lançamento no dia 29, no Teatro do Bairro: aproxima-­se a hora de “entregar” o disco às pessoas, finalmente! Eu espero que gostem. E é bem provável que dê um mergulho no próprio dia para me inspirar.

Casa é canção

Onde ecoa um refrão sem esforço

Casa reluz

No tilintar da chave o teu rosto


Casa é qualquer lugar

Onde descansas o teu peito

Casa tem dois braços que

Nos recebem de qualquer jeito


Casa é de dois

De cinco de sete

De quantos formos nós todos

Casa seduz

Pé descalço

Meu sossego em seu ombro


Casa é qualquer lugar

Onde descansas o teu peito

Casa tem dois braços que

Nos recebem de qualquer jeito


Geografia onde fica a minha casa?

E que significa não ter poiso, não ter nada?

Geografia, o que define a minha casa?


“Casa não tem tempo de partir ou de chegar

Casa toda é tempo para quem sabe regressar. “

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Mergulhando em Tanto Faz de Joana Barra Vaz, com Selma Uamusse (vídeo e letra) https://branmorrighan.com/2015/08/mergulhando-em-tanto-faz-de-joana-barra.html https://branmorrighan.com/2015/08/mergulhando-em-tanto-faz-de-joana-barra.html#respond Sat, 08 Aug 2015 16:24:00 +0000

Está calor, o Verão chegou para ficar e com ele trouxe este belíssimo tema de Joana Barra Vaz, com a colaboração da talentosa Selma Uamusse. Para além de ter gostado muito do jogo de vozes entre estas duas cantoras, acho que o vídeo está lindíssimo, perfeito para a sonoridade, para a letra, para a energia que a música transmite com ela. O trabalho fotográfico, as montagens e os cenários escolhidos estão excelente. Tanto Faz, cantada no nosso português,  quebra barreiras e géneros, infiltra-se no corpo de quem ouve e as palavras entoadas ecoam tanto na nossa mente como no nosso coração. Fiquei muito curiosa com o disco que Joana Barra Vaz está prestes a editar e deixo-vos com a informação oficial do mesmo. Entretanto, ouçam, cantem, mas também dancem, dancem muito! 

Tanto Faz é o primeiro single do LP “Mergulho em Loba” de JOANA BARRA VAZ — a continuação da trilogia f l u m e iniciada com “Passeio Pelo Trilho” (Ed. Azáfama 2012)  — e está disponível para Download Gratuito em www.joanabarravaz.com


Selma Uamusse partilha a interpretação do tema, numa colaboração que surgiu de uma estreita afinidade entre ambas.


O tema, gravado por Bernardo Barata assistido por Diogo Rodrigues nos ESTÚDIOS IÁ, Luís Nunes em ALVITO, e Joana Barra Vaz na SMUP, tem também a participação dos músicos: David Pires (Bateria, Arranjos ritmo e sopros, coro), Ricardo Jacinto (Violoncelo), David Santos (Baixo eléctrico), Ana Nagy (Coros), Mário Amândio (Trombone), e Gabriel Correia (Trompa); e foi composto, arranjado, e produzido por Joana Barra Vaz, co-produzido por Luís Nunes, e misturado por Tiago Sousa.


O vídeo conta com a participação de: Alexandre Lopes e André Freitas — elementos activos da equipa de Parkour LINE TEAM; da coreógrafa VALERIA CABOI com o grupo da Oficina de Criação de Dança Contemporânea da SMUP — MUR MUR (Leonor Pêgo, Xana Lisboa, Susana Contino, Ana Pêgo, Ana Paula Teixeira, Ana Maló, Lorena Querol, Joana Barra Vaz); origamis do JUCA; e retrata ainda os músicos Selma Uamusse, Ricardo Jacinto, e David Santos. Foi co-realizado pela dupla Maria João Marques e Joana Barra Vaz, e parcialmente filmado no local que possibilitou o encontro entre todos os seus participantes — na Sociedade Musical União Paredense —, e também na zona costeira onde Joana Barra Vaz cresceu e ainda reside e mergulha.


O LP “Mergulho em Loba” tem lançamento marcado para o último trimestre de 2015.

Links:

http://www.joanabarravaz.com/

https://www.facebook.com/joanabarravaz

https://soundcloud.com/joanabarravaz

Tanto dá o mar, tanto faz

Tanto faz quem não vem

Quem não vem não se dá

Só se dá quem se tem



Que se dane o mar se nos faz

Se nos faz suspender

Suspender o voltar

Re-voltar a viver



Mas se por acaso for voltar

Àquilo que era:

Não, não, não, não, não, não.



Já não é o que foi

E o que foi tanto faz

Tanto fez esquecer

E são tantos passos para trás



Mas e se for o mar que nos faz

Que nos faz reviver

Reviver e voltar

E voltar a querer



Mas se por acaso for voltar

Àquilo que era:

Não, não, não, não, não, não.



Não contem comigo não, não contem

Mas se por acaso for voltar 

Àquilo que era

Não contem, não contem comigo não.



Mas se por acaso for voltar 

Não contem comigo não

Àquilo que era

Não contem, não contem comigo não

não, não, não, não, não.



Conta comigo para ancorar o coração

Conta comigo para ancorar a tua mão

Conta comigo para ancorar o coração

Conta comigo para ancorar a tua mão



Mas se por acaso for voltar

Àquilo que era

Não contem comigo, não.

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