João Pedro Fonseca – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:44:25 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png João Pedro Fonseca – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 SAHU, by nial https://branmorrighan.com/2016/11/sahu-by-nial.html https://branmorrighan.com/2016/11/sahu-by-nial.html#respond Tue, 15 Nov 2016 18:56:00 +0000 Artwork João Pedro Fonseca

De tempos a tempos surgem discos de origens algo inexplicáveis. Pelo menos para quem ouve, e para quem possa não fazer ideia de quem está por trás da teia de sons que nos invadem assim que colocamos a primeira música a tocar. SAHU é um disco que vem das profundezas do universo. Existe uma sensibilidade e uma brutalidade nas texturas que se cruzam em cada tema, que dali só pode surgir matéria, qual big bang. No bandcamp, o autor das músicas diz que este trabalho é fruto da inspiração que proveio de uma viagem à Índia. Se fecharmos os olhos, mesmo que nunca tenhamos visto uma fotografia do país não é difícil começar a desenhar contornos paisagísticos. Nota-se um forte vínculo à sonoridade associada ao local, mas há muito mais entrelaçado. Tenho de admitir, a cada música, cada vez que o piano entra em cena, principalmente quando é engolido por tecidos mais densos, há algo em mim que se arrepia, que mergulha profundamente num espaço sensorial etéreo, puro e ao mesmo tempo em estado bruto. O uso minimalista de samples e a forte componente electrónica – diversa, umas vezes pueril, outras dissonante – transformam-se nos aliados perfeitos para uma viagem que vai para lá da observação através da audição, tornando-se uma experiência completa, física, a roçar a transcendência, pois o corpo teima em responder ao estímulos, também ele viajando. Não sei quando vou ter a oportunidade de ver nial ao vivo, mas confesso que é a minha maior curiosidade neste momento. 

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A Um Mês do 8º Aniversário do BranMorrighan – Novo layout, Ilustradora Oficial, Primeiros Nomes Confirmados https://branmorrighan.com/2016/11/a-um-mes-do-8-aniversario-do.html https://branmorrighan.com/2016/11/a-um-mes-do-8-aniversario-do.html#respond Sun, 13 Nov 2016 21:01:00 +0000

Nunca um ano passou a uma velocidade tão alucinante como 2016. Nunca num ano dei conta de chegar a um mês do aniversário do blogue – 13 de Dezembro – e não ter praticamente nada preparado. Ufa! Ainda assim, felizmente, porque já previa que assim fosse, há uns tempos voltei a falar com o João Pedro Fonseca, artista que admiro de coração que tem sido um elemento crucial na evolução e personalidade estética do blogue, para voltarmos a lavar a cara ao BranMorrighan. Quando ele fez o layout anterior, com o fundo cinzento, a primeira versão vinha já com fundo branco, mas na altura recusei-me a uma mudança tão drástica. Reparem, o blogue no início era negro como breu, lá clareou um pouco há uns três anos atrás, com o Nuno Tenazinha a fazer o primeiro upgrade ao blogue, e depois o ano passado mudou para cinzento. Não sei, acho que esta mudança, na verdade, é um reflexo muito pessoal da minha mudança enquanto pessoa também. É impossível, hoje em dia, dissociar o BranMorrighan da Sofia Teixeira e vice-versa. Eu e o blogue somos parte integrante um do outro. É essa a principalmente diferença entre este e outros blogues. Não é melhor nem pior. É o que é, e é um grande pedaço de mim. Acho que o Jota fez um trabalho magnífico, que ficou muito mais limpo e funcional, mas estamos sempre abertos a sugestões ou gralhas que encontrem. Sabe bem preparar mais um ano de BranMorrighan com cara nova.

Mara Mureș é a cara da ilustração oficial do 8º Aniversário! Como sabem, desde que o Afonso Cruz fez a primeira ilustração para o 5º Aniversário, não mais parei de procurar talentos com os quais me revisse e que achasse que mereciam um espaço, e tempo, de antena onde pudesse divulgar mais o seu trabalho. Confesso que já conhecia a Mara há algum tempo, principalmente através da cena musical de Leiria, mas foi quando vi o trabalho dela no videoclip dos First Breath After Coma, no tema Gold Morning Days, que fiquei apaixonada pelo seu trabalho artístico. Aqui fica o perfil dela de Facebook: https://www.facebook.com/marabajouca . Acredito que brevemente terá a sua própria página de artista e pelo aniversário do blogue vou publicar uma pequena entrevista onde poderemos saber ainda mais sobre a Mara e as suas vertentes artísticas.

Cartaz João Pedro Fonseca

YEAH

Yaps, é verdade, este cartaz existe e parece que vai mesmo acontecer! Apesar de o aniversário oficial do blogue ser a 13 de Dezembro, por questões de tradição com editoras literárias que já se fazem cumprir há uns quatros anos, a festa será feita no final dessas comemorações, a 6 de Janeiro de 2017. Por norma seria um mês de comemorações, mas este ano tive de encurtar esse prazo por EXCELENTES razões. Vou com os First Breath After Coma ao Eurosonic, que é no dia 13 de Janeiro! 

Por falar em First Breath After Coma, novamente, eles são os cabeças de cartaz deste 8º aniversário e poucas bandas fariam tanto sentido quanto estes cinco rapazes. Conheci-os na FNAC Chiado há três anos atrás, muito antes de me envolver com a Omnichord Records e ainda muito no início das entrevistas e divulgações musicais, e estava longe de imaginar que um dia andaria com eles na estrada e que os veria a crescer e a evoluir muicalmente de forma tão forte e tão bonita. Neste último disco, Drifter, o Noiserv deu uma perninha numa das músicas, a Umbrae, e pela terceira vez, depois do CCB e Paredes de Coura, eles vão subir todos ao palco e arrepiar-nos com a intensidade que já lhes é característica. Quem é que, no seu perfeito juízo, vai perder uma oportunidade destas? Tem sido mesmo um orgulho acompanhar este percurso e fico muito contente por também o Noiserv ter aceitado juntar-se a um momento tão especial para mim, já que também sigo e admiro o seu trabalho há anos. Foi dos primeiros artistas a ser entrevistado para o BM! 🙂 

Há mais razões para ficarem atentos à colocação dos bilhetes à venda. A primeira parte da noite vai ser realizada por dois projectos que merecem toda a nossa atenção. Daily Misconceptions é o projecto de João Zinho e Sara Esteves que conheci graças ao SPLIT EP que fizeram com O Manipulador (que actuou no aniversário do ano passado). Este ano lançaram o disco Our Little Sequence of Dreams e há poucos trabalhos que nos levem a viajar por tantos locais com a diversidade de harmonias. Todo o trabalho musical e estético fazem com que o concerto ao vivo seja uma experiência super sensorial. Venham, vai ser bonito! Tão bonito que também vamos ter a estreia magnífica de Mira, Un Lobo! nas salas de Lisboa! Heart Beats Slow, o disco de estreia do mais recente projecto de Luís Fonseca de Sousa, desde que saiu que não tem parado que dar de falar, tanto em Portugal como no estrangeiro. Mira, Un Lobo! tem uma aura densa, com texturas e letras que se entranham e que criam paisagens hipnotizadoras. O que mais gosto nestes dois projectos, é que sendo ambos considerados de música electrónica, enquadram-se em espectros bastante diferentes.

Por hoje é tudo. Coloquei tudo num único post para ficar mais compacto, mas a seu tempo voltarei então a destacar a ilustração oficial e quando os bilhetes forem colocados à venda volto a divulgar o cartaz. Entretanto, podem ir já partilhando a novidade com os vossos amigos. Venham todos, vai ser uma festa bonita! Obrigada ao João Pedro Fonseca pelo maravilhoso cartaz a condizer com o layout novo do blogue! 

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[DESTAQUE] ZONA – Residências Artísticas de Lamego https://branmorrighan.com/2016/08/destaque-zona-residencias-artisticas-de.html https://branmorrighan.com/2016/08/destaque-zona-residencias-artisticas-de.html#respond Sun, 28 Aug 2016 12:48:00 +0000

Este ano inauguram as primeiras residências artísticas de Lamego: ZONA. ZONA é uma plataforma criada e fundada pelo artista plástico João Pedro Fonseca, sediado em Lisboa mas natural de Lamego, que visa dinamizar e integrar no município lamecense as mais vertentes expressões artísticas contemporâneas. Para tal, são abertas “open calls” nacionais, através das quais os artistas seleccionados poderão residir e trabalhar na cidade com o objectivo da investigação e produção artística. De modo a envolver a cidade no seu trabalho, cada artista tem a possibilidade de escolher uma zona da cidade para a sua peça ser apresentada ou perpetuada na comunidade local.

Para esta primeira edição, que tem o apoio do Município Lamego e o Teatro Ribeiro Conceição, foram convidados cinco artistas plásticos emergentes. André Costa, André D. Costa, Duarte Fonseca, Inês Apolinário e Rui Costa vão produzir uma ou mais peças inspiradas na imagética do festival TRC Zigur Fest que serão depois apresentadas numa exposição colectiva nos dias 1, 2 e 3 de Setembro no Teatro Ribeiro Conceição.

Site: http://cargocollective.com/zonalamego

Facebook: https://www.facebook.com/zonalamego


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[DESTAQUE] Aquilo que existiu e agora já não é, um documentário sobre o trabalho de João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2016/02/destaque-aquilo-que-existiu-e-agora-ja.html https://branmorrighan.com/2016/02/destaque-aquilo-que-existiu-e-agora-ja.html#respond Sun, 14 Feb 2016 11:34:00 +0000

Está a fazer precisamente dois anos que me sentei com o Jota no Fábulas a conversar sobre o seu trabalho. Conheci-o pessoalmente nesse dia, depois de ter ousado contactá-lo. Naquela altura andava na minha demanda de descobrir projectos musicais portugueses, estava a introduzir a música portuguesa no contexto do BranMorrighan e eis que na página de Riding Pânico encontro um administrador de página que não era um membro da banda. Quis saber qual poderia ser a ligação e qual seria o seu papel. 

Quando entrei no universo artístico do João Pedro Fonseca, rapidamente encontrei ligações com outros artistas, como Mr. Herbert Quain ou RA (agora Ricardo Remédio), e foi numa actuação com este último (em que o Ricardo construía a sua música e o Jota construía a sua arte ao som dela) que fiquei verdadeiramente fascinada. Daí a perceber que estava perante um ser humano com uma visão muito própria do mundo, não deslocada, mas antes com uma personalidade individual muito própria, foi um instante. O fascínio instalou-se, quis falar com ele e dois anos depois acho que posso dizer que tanto eu como ele crescemos imenso. Sinto-me uma verdadeira sortuda por poder acompanhar o seu percurso e ainda mais lisonjeada por hoje em dia o BranMorrighan ter uma imagem e um percurso actual que tem muito do Jota. A imagem do 6º aniversário foi ele que fez, o layout e logo actual foi ele que construiu… E isto tem uma razão de ser. 

Não tendo eu qualquer tipo de capacidade de expressão artística, vejo no Jota alguém capaz de o fazer por mim e por tantos outros. A sua arte é única e fascina-me a capacidade que ele tem de pegar num conceito e dar-lhe toda uma forma que mistura o primitivo com o futurista, que parece vir de um lugar onde poucos podem aceder, nunca perdendo a sua humanidade, sinceridade e humildade. Conhecendo-o pessoalmente, é impossível não nos deixarmos contagiar pelo seu discurso e pela paixão que demonstra pelo que faz. A sua essência não deixa ninguém indiferente e quem me dera ter o conhecimento e as palavras certas para lhe fazer jus, perdoa-me Jota, não tenho.

Acredito que isto é só o início e quando ele me mostrou o documentário que dois estudantes da ULHT fizeram sobre ele, senti que fazia todo o sentido partilhá-lo também convosco e dar-vos uma visão bem mais pessoal e intimista sobre quem é, e o que faz, o João Pedro Fonseca. Da minha parte, a admiração e o respeito que tenho por ele são soberbos. Deixo-vos com uma pequena descrição do documentário e peço desculpa por me ter estendido tanto. 

Miguel Saraiva e Melissa Ehrlacher, estudantes da ULHT, partiram em busca de um artista português emergente para a realização de um documentário. Durante esta procura deparam-se com um artista plástico, João Pedro Fonseca, seguindo por algumas semanas o seu quotidiano. Esta peça apresenta um registo do processo criativo em várias situações e locais distintos, levando-nos a um universo intimista e profundo entre artista, inspiração e trabalho, onde uma linha ténue que divide constantemente o passado e o presente é um elemento fulcral para a transformação do ser e a sua obra.

Site:

http://www.joaopedrofonseca.com/

Facebook:

https://www.facebook.com/JoaoPedroFonsecaArtist

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[DESTAQUE c/ Opinião] Francis Dale com novo disco pela NOS DISCOS https://branmorrighan.com/2015/06/destaque-c-opiniao-francis-dale-com.html https://branmorrighan.com/2015/06/destaque-c-opiniao-francis-dale-com.html#respond Mon, 22 Jun 2015 10:01:00 +0000 Artwork por João Pedro Fonseca

Tenho andado a guardar esta pequena preciosidade para vos mostrar. Falo-vos do novo disco homónimo de Francis Dale, recentemente lançado pela NOS Discos. Começando pela capa, esta foi obra do nosso já conhecido João Pedro Fonseca e, ouvindo o disco e vislumbrando o propósito do mesmo, faz todo o sentido.

É um disco para se ouvir de headphones, daqueles que isolam bem o exterior e nos permitem mergulhar em pleno nas sonoridades. É, também, um disco que sendo português, ao ouvi-lo poderia dizer que estava perante um talento sólido internacional. O ambiente electrónico, as batidas ritmadas e a voz cúmplice transportam-nos para uma zona etérea em que as letras se alinham ao som, preenchendo-nos e deixando-nos vazios, como uma espécie de maré irrequieta.

Diogo Ribeiro, o nome por traz do projecto português, tem uma voz invejável e que encaixa harmoniosamente no género que produz. Não é difícil as músicas ecoarem na nossa mente, mas é ainda mais fácil fecharmos os olhos e deixarmos o corpo expressar-se livremente. Apesar de todo o potencial que as novas tecnologias trouxeram à música electrónica, não deixa de ser necessário ter o condão de fazer com que tudo faça sentido. Ao ouvir este disco, e em tom de brincadeira, fico com a sensação que os astros souberam como se alinhar, resultando em seis músicas versáteis dançáveis, que procuram no pensamento, na reflexão e nas emoções um porto de abrigo. É todo um oceano por explorar. Não se ouve só uma vez, ouvem-se muitas e em loop. Ou pelo menos foi isso que aconteceu comigo. 

Eleanor, a quinta música, já tem vídeo, mas não podia terminar este post sem dizer que a minha preferida é, na verdade,  Poème Électronique. Não sei dizer bem porquê, porque gosto de todas, mas existe algo no ritmo daquela música que mexe verdadeiramente comigo. E a última, Auguries of Spring, é uma espécie de epopeia na despedida, aquela marca de água salgada que fica na nossa pele enquanto nos despedimos de um pôr-do-sol na praia sem a certeza de quando o podemos repetir, com memórias à deriva. Ou assim imagino eu. Na verdade conto-vos estas coisas porque gostava que vós próprios sentísseis a necessidade de ouvir o disco, de o descobrirem livremente e de se deixarem levar por ele.

Brevemente o Diogo fará o lançamento da edição física do CD numa galeria em Lisboa. A edição física será limitada a 50 unidades cada uma criada manualmente pelo João Pedro Fonseca. “É a minha reacção a um mundo no qual a individualidade da peça foi perdida e no qual o acto de comprar um CD foi completamente desprovido de relevância!” 

Termino com os links e com a vontade de trazer mais sobre este projecto para vocês, brevemente.

Link NOS DISCOS: http://nosdiscos.pt/discos/destaques/francis-dale

Facebook Francis Dale: https://www.facebook.com/francisdalemusic

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[Playlist da Quinzena] 16 a 30 de Junho de 2015 – As Escolhas de João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2015/06/playlist-da-quinzena-16-30-de-junho-de-2.html https://branmorrighan.com/2015/06/playlist-da-quinzena-16-30-de-junho-de-2.html#respond Tue, 16 Jun 2015 16:30:00 +0000

O João Pedro Fonseca (ou Jota, ou JP, sei lá, gosto dele de qualquer maneira) é uma das pessoas mais queridas e mais talentosas que eu conheço. Descobri-o por acaso numa página de Riding Pânico, mas mergulhar no seu trabalho artístico o fascínio foi tanto que armei-me em audaciosa e perguntei-lhe se não me queria ceder uma entrevista. Olhando para trás, parece que foi ontem, mas na verdade já passou mais de um ano. O resultado foi este. É claro que se a entrevista fosse recente, ainda havia muito mais. Não é à toa que tem um trabalho seu a ser exposto no Brasil, que continua a romper conceitos e preconceitos. Recentemente, e pelo qual sou-lhe grata por toda a eternidade, aceitou fazer parte da comemoração do 6º aniversário do blogue, desenvolvendo não só a imagem do aniversário como a capa da colectânea que surgiu das comemorações e que vai ser apresentada brevemente. O tema, digo eu, adequa-se-lhe bem – Desassossego da Liberdade – e melhor contributo não podia ter. E, para mim, o Jota é esta pessoa quase transcendente, de um coração enorme e com um talento ainda maior. Aceitou fazer esta playlist mal lhe dei a ideia, mesmo sabendo que ele anda sempre atolado de trabalho, e a própria Mixtape fala por si. Obrigada, querido Jota, por tudo o que me tens trazido e ao blogue! Tenho a certeza que ainda vais vingar muito, ao teu jeito, à tua maneira, com a tua personalidade. És o maior, tenho dito.

Esta mixtape é um preenchimento no tempo de outros tempos, 57:34 minutos precisamente, uma peça que não necessita de ocupar um espaço mas um certo período temporal. É um retrato à consequência, aos sentimentos anímicos gerados pelo ditame de uma realidade superior. Henri Michaux tivera dito: “Há doenças que, quando curadas, deixam o homem sem mais nada”, a consciência do espaço, desse nada, entre a matéria que nos rodeia torna-se numa presença, mais propriamente em espectros insípidos, alimentados pela teimosia de uma e única só vontade individual que não a deles. Em tempos, perto de uma praia, um ser vadio recitava poemas de Vian: “Quero uma vida em forma de areia nas minhas mãos.”, até naqueles dedos mais fortes a areia mais fina escorregou, a forma, ficou então na memória e a vida, imersa sob água.

Tracklist:

Rick Holland – I Remember (Late Night Tales: Jon Hopkins)

Ben Frost – “Leo Needs a New Pair of Shoes”

(wings of desire Monologue)

Shigeru Umebayashi – Yumeji’s Theme (Extended Version) 

György Ligeti + Lux Aeterna + Meredith Monk- “Last song” 

(Paris Texas monologue)

Mica Levi – Love

Nicolas Jaar – Être 1 + (Rust Cohle monologue)

Mr. Herbert Quain – Some Rain Will Fall

Gustavo Santaolalla – When Our Wings Are Cut + (Antonin Artaud’s monologue)

Perfume Genious – Mother

The Haxan Cloak – Consumed + Steve Reich – I’ts Gonna Rain

Tim Hecker – The Piano Drop

(Alice & Dan break-up)

Nils Frahm – Re + (The Dark Passenger Monologue)

Radiohead – Like Spinning Plates

(Mr. Manhattan Monologue)

Jungle – The Heat

(Wuthering Heights dialogue)

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[Queres é (a) Letra!] Especial Exclusivo – Tales and Melodies – There’s Always Something Related to It – Hide From The Light https://branmorrighan.com/2014/11/queres-e-letra-especial-exclusivo-tales.html https://branmorrighan.com/2014/11/queres-e-letra-especial-exclusivo-tales.html#respond Tue, 25 Nov 2014 08:21:00 +0000

Hoje começamos mais um Queres é (a) Letra!, desta vez com os Tales and Melodies que editaram recentemente o disco There’s Always Something Related to It pela ZigurArtists. Com artwork do nosso já conhecido João Pedro Fonseca e colaboração da Erica Ferreira na voz, este trabalho contém quatro músicas e pode ser obtido tanto digitalmente – http://zigurartists.bandcamp.com/album/theres-always-something-related-to-it – como através de uma tradicional cassette – saber tudo aqui: https://www.facebook.com/TalesandMelodies

«Histórias contadas em cima de uma guitarra rock que expressam pensamentos com o intuito de fazer pensar e sentir.», é com este resumo que José Santos apresenta o seu trabalho e basta ouvi-lo por uma vez para perceber que faz jus à sua palavra. A distorção na guitarra, a postura sem filtros e a exalar crueza, dão uma animosidade à música que eleva os instintos primitivos de quem ouve cada uma das músicas. Estamos perante um Retro Rock saudosista, que a cada canção nos conta uma história, uma reflexão, do seu autor. É a natureza humana em formato musical, bela na sua composição, agressiva na sua concretização.

Fiquemos com o primeiro tema – Hide From The Light! 

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[DESTAQUE] RA | «Paz Podre» • O remix por Justin K Broadrick [Godflesh, Jesu] – artwork por João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2014/06/destaque-ra-paz-podre-o-remix-por.html https://branmorrighan.com/2014/06/destaque-ra-paz-podre-o-remix-por.html#respond Mon, 23 Jun 2014 11:11:00 +0000

RA | «Paz Podre» • Remix por Justin K Broadrick 

– 

https://soundcloud.com/ra-doom/paz-podre-jk-flesh

[artwork acima, criado por João Pedro Fonseca]

Se a História não mais for do que a cíclica reincidência de acontecimentos, um taxativo sublinhar do Eterno Retorno, respiramos hoje a férrea poeira da Pax Romana – pétrea e milenar. Esse putrefacto sossego, de quem cala na ansiedade e estoicamente resiste ao medo abraçado, nutre «Paz Podre», o terceiro tema do debutante EP de RA.

Pedagogo niilista, Justin K Broadrick [Godflesh, Jesu], via codificações morse feitas a drum machine, tacteia a opressão existencial como poucos. O esquálido profeta do nada, sob a entidade JK Flesh, reinterpreta agora, numa lânguida e robótica semiologia, «Paz Podre» – sete sibilantes minutos daí resultam, vagos na dissonância e concretos na inquietação.

Esta é a penúltima de quatro remixes que RA, projecto de Ricardo Remédio, difunde. A primeira, construído pelas apátridas mãos de Daniel O’Sullivan [Ulver, Mothlite, Grumbling Fur], mostrou-se a 23 de Abril. A segunda, lapidada por Blac Koyote, eclodiu a 23 de Maio. Resta uma.

RA | BandcampFacebook

Entrevista a Ricardo Remédio aqui no blogue: http://www.branmorrighan.com/2014/02/entrevista-ricardo-remedio-ra-musico.html

Entrevista a João Pedro Fonseca aqui no blogue: http://www.branmorrighan.com/2014/02/entrevista-joao-pedro-fonseca-artista_18.html

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RA – Novo Remix | «Rancor» • O remix por Blac Koyote | artwork João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2014/05/ra-novo-remix-rancor-o-remix-por-blac.html https://branmorrighan.com/2014/05/ra-novo-remix-rancor-o-remix-por-blac.html#respond Mon, 26 May 2014 11:43:00 +0000

RA | «Rancor» • Remix por Blac Koyote

artwork por João Pedro Fonseca

Se a palavra persistência, no esgar de uma neolinguística por descobrir, transcrita fosse numa mecânica palpitação, «Rancor» dar-lhe-ia o significado. O tema-título do primeiro EP de RA, há dois anos nascido, comunica-nos essa obstinação de a carne lancetar para, numa ecdise perpétua e instintiva, ir além do que é humano, demasiadamente humano.

Sob o vínculo de uma ligação não-verbal, RA encontrou nas siderais roldanas de Blac Koyote um semelhante – neste remix, José Alberto Gomes despoja «Rancor» da noctívaga ânsia original para logo lhe descerrar as portadas de uma manhã tingida a silêncio. [A remistura integra o alinhamento de «Quiet Ensembly», o novo LP de Blac Koyote.]

Esta é a segunda de quatro remixes que RA, projecto de Ricardo Remédio, difunde. A primeira, construído pelas apátridas mãos de Daniel O’Sullivan (Ulver, Mothlite, Grumbling Fur), mostrou-se a 23 de Abril. Seguir-se-ão outras duas, a 23 de Junho e 23 de Julho, num tetralógico ciclo dedicado à redescoberta de «Rancor» EP.

RA | Bandcamp – Facebook

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ZigurArtists – We Play With Time, disco de estreia de Twisted Freak já disponível para Download Gratuito https://branmorrighan.com/2014/05/zigurartists-we-play-with-time-disco-de.html https://branmorrighan.com/2014/05/zigurartists-we-play-with-time-disco-de.html#respond Mon, 12 May 2014 15:31:00 +0000

Há três anos, José Silva (ManInFeast, C(u)ore&Colours e colaborador de Thanato Schizo em palco e no álbum Origami) dava inconscientemente vida a Twisted Freak, numa série de demos sem pretensão de ser alguma coisa. Eram estudos, rascunhos e peças que, sabemos hoje, existiam para pertencer a um puzzle maior. Hoje, é o dia de tomar o pulso a esse puzzle (o décimo no humilde catálogo da ZigurArtists) apropriadamente chamado We Play With Time.

Já tanto escrevemos e pensámos sobre ele, que pouco nos resta a dizer. Foi gravado e misturado ao longo de seis meses em Lisboa e no Porto e é uma viagem tão intrigante, quanto intimista pelo universo muito próprio de TwistedFreak.

1. Screaming Lush

2. Come Mellow, Love is Fine

3. Fleshing Out

4. Baby, U Got a Stew Goin’

5. Along Swooped Something to Be

6. Last Night, Skin Crumble, Now I’m Burning

7. Bangin’ Whoopee

8. Time:Perception

Ficha técnica:

Todas as faixas foram produzidas, misturadas e masterizadas por José Silva. Masterização adicional cortesia de Porto RAW (obrigado Riscos!) e ESML (obrigado Barbas!) .

Artwork e design por João Pedro Fonseca.

Produção executiva: Afonso Lima

Editor: António M. Silva

Downloads:

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Bandcamp

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