João Ventura – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Wed, 23 Dec 2020 21:00:25 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png João Ventura – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: Dagon #4 https://branmorrighan.com/2012/12/opiniao-dagon-4.html https://branmorrighan.com/2012/12/opiniao-dagon-4.html#respond Sat, 22 Dec 2012 20:36:00 +0000 DOWNLOAD GRÁTIShttps://dl.dropbox.com/u/1100101/Dagon_4_Dezembro_2012_Download%20Gratuito.pdf

Já temos entre mãos mais um número da Dagon! O Roberto Mendes – editor da Dagon, Conto Fantástico e ISF – tem andado incansável e como tal quero deixar-lhe aqui os meus parabéns! É um orgulho trabalhar e interagir com uma pessoa tão dedicada.

Passando à crítica da Dagon #4 em si, este número é pequenino, contando com três contos, dois deles curtos, e um artigo sobre a escrita d’O Hobbit de Tolkien.

O conto ‘Lanternas de Lata’ de Joyce Chng já tinha sido lido e opinado por mim quando saiu na sua versão original na ISF #1 e podem ler a opinião aqui: https://branmorrighan.com/2012/11/opiniaoreview-international-specultive.html. Na altura foi o meu conto preferido e penso que só por ele já vale a pena ler este número. No entanto, a quem se sentir à vontade no inglês, aconselho vivamente a que leiam a versão original na ISF.

O segundo conto chama-se ‘Extraterrestres’ de Lavie Tidhar. É um conto curto, apenas duas páginas, e que leva o leitor a considerar diversas perspectivas sobre quem é extraterrestre em relação a quem. Uma conversa de taberna engraçada.

Em termos de contos, a Dagon #4 termina com ‘Círculos em Campos de Trigo’ do nosso já conhecido João Ventura. Um conto angelical que nos faz rir e imaginar como seria realmente o lazer dos anjos e como isso poderia influenciar a vida humana. Curto, mas muito giro.

Por fim temos o artigo “Lá e de volta outra vez – Um conto de Hobbits” de Andrew Liptak em que conhecemos melhor todo o percurso do nosso querido escritor Tolkien e de como é que de uma história para crianças se formou o estrondoso épico do Senhor dos Anéis.

Concluindo esta opinião, quero dar os parabéns a toda a equipa. As ilustrações estão óptimas, a tradução aceitável (o artigo está bastante bem traduzido), mas gostava de ver mais contos de autores portugueses nestas publicações. No fim da Dagon podem encontrar todas as informações necessárias para quem quiser submeter contos, artigos, poemas, etc., para números posteriores.

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Opinião: Vollüspa – Antologia de Contos de Literatura Fantástica PARTE 1/3 https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de.html#comments Mon, 26 Dec 2011 20:47:00 +0000

Opinião: Roberto Mendes, a cara por trás do Correio do Fantástico, apresenta-nos uma nova publicação cujo objectivo foi criar uma revista de contos que juntasse autores portugueses consagrados no género do fantástico com autores menos conhecidos. Rapidamente de revista passou antologia e, assim que houve uma versão ‘final’, o Roberto enviou-a para alguns bloggers para divulgação. O blog BranMorrighan teve o prazer de ser um dos escolhidos e desde já peço desculpa por demorar tanto tempo a lançar a opinião, mas tem estado complicado em termos de tempo para tantos pedidos.

Começando pela capa, acho que está fantástica! Não fosse a publicação uma antologia de contos fantásticos! Mas sinceramente gosto mesmo e enquadra-se perfeitamente no ambiente dos contos da mesma.

Os primeiros cinco contos são de ficção científica.

Começa de forma muito boa com um conto de Afonso Cruz “O Pequeno Guia do Céu, de Tristan de Sapincourt“. Este conto caracteriza-se por várias referências a pessoas e a eventos importantes, sempre com um sentido crítico patente.  Gosto bastante da escrita deste autor e adorei o conto abrindo logo o ‘apetite’ para os restantes.

De seguida temos o conto “Natal” de Carlos Silva. Aqui ele aborda um possível Natal do futuro em que uma mulher quer ser perfeita e encomenda o software para tal. Mas nada é perfeito. E quando algo está mal o que é que se faz? Troca-se. Está original. Fico contente por saber que na faculdade onde estudo, o Instituto Superior Técnico, ainda há pessoas minimamente dotadas para a escrita. Nota-se que ainda é um pouco ‘verde’ nestas andanças, mas vou querer ler mais coisas suas.

Continuamos com o conto “Eternidade” de João Ventura, um dos meus preferidos, se não o melhor. Fala-nos de uma entidade eterna que guarda de forma constante e alerta algo que poderia mudar o mundo. No entanto as almas que o procuram não o merecem saber e aí essa entidade torna-se implacável. Está muito, muito bom.

Luís Filipe Silva apresenta-nos o conto “A Queda de Roma, antes da Telenovela” que me conquistou rapidamente. Este conto é-nos apresentado em forma de sátira com um grande sentido de crítica implícito. Acho que a personagem Morais está muito bem conseguida e aquele ‘teste de uniformidade de raciocínio’ é no mínimo cómico. Muito bom.

O último conto é do próprio Roberto Mendes que se inspirou nos autores Isaac Asimov e Robert Silverberg. E abre-nos o apetite com uma nota que contém as seguintes questões, entre muitas outras: ‘E se, ao invés, os robots fossem os humanos, sem que nunca o soubessem? E se nos estivesse destinado um papel alterado profundamente pela criação de um mero robot?‘. “Génesis – Apocalipse” é então o seu conto que nos enquadra numa situção parecida. Gostei.

Num próximo post colocarei a opinião dos contos de terror e noutro a opinião dos contos de fantasia e uma pequena conclusão.

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