Jorge Oliveira – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:43:22 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Jorge Oliveira – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Quando um minuto diz mais do que mil palavras https://branmorrighan.com/2019/01/quando-um-minuto-diz-mais-do-que-mil.html https://branmorrighan.com/2019/01/quando-um-minuto-diz-mais-do-que-mil.html#respond Sun, 20 Jan 2019 21:05:00 +0000

Vídeo Jorge Oliveira

Na passada Sexta-feira, no Musicbox Lisboa, comemorámos os 10 anos de blogue BranMorrighan. O dia começou cinzento, ao final da tarde chovia que parecia que o céu nos ia cair em cima, mas às 21h em ponto as portas do Musicbox abriam para receber Jerónimo, com a participação especial da Surma, Ricardo Remédio, acompanhado de João Vairinhos, e Grandfather’s House, que fizeram um esforço hercúleo na luta contra a gripe para estarem presentes. Aliás, verdade seja dita, andei a servir chás a metade da comitiva durante a tarde. Ahahah. Mas ninguém diria ao vê-los, umas horas mais tarde, em palco. 

Durante o soundcheck já se começava a partilhar aquela energia boa, de quem é apaixonado pelo que faz e de quem partilha um amor enorme pela música. Os projectos convidados para comemorar estes 10 anos são especiais, cada um à sua maneira, mas principalmente são de uma entrega que nos faz apaixonar por eles num instante. Se por um lado na rua poderia estar frio e chuvoso, dentro do Musicbox só se partilhavam sorrisos e um sentimento tão, tão bom que, sem dúvida, vou guardar esta noite na minha memória com um enorme carinho. 

Pelo público uma série de caras conhecidas, algumas surpresas muito boas, e também uns quantos que vieram à descoberta e que se mostraram agradavelmente surpreendidos pelos concertos. Nada é mais gratificante do que isto, ver o público surpreendido e deslumbrado, ver os artistas em palco a serem reconhecidos e aplaudidos. 

Aos artistas, a cada um deles, só posso deixar o meu mais profundo agradecimento. Aos Jerónimo – Gil Jerónimo, Luís Jerónimo e Nuno Rancho -, à Surma – Debora Umbelino-, a Ricardo Remédio – Ricardo Remédio, que levou o João Vairinhos na bateria -, e aos Grandfather’s House – Tiago Sampaio, Rita Sampaio, Ana João, Nuno Oliveira – a minha maior gratidão. Adoro-vos, de coração. A minha admiração e respeito por vós é infinita.

Ao Musicbox – Pedro Azevedo, Débora, Inês, o enorme Iuri, João Quintela, João Nogueira – obrigada por me continuarem a receber sempre tão impecavelmente. 

Aos meus maiores – Nuno Capela, Jorge Oliveira, Eugénio Ribeiro, Joana Fino – obrigada por todo o apoio logístico, emocional, eu sei lá. Por tudo! Sem vocês eu não seria capaz de metade. Obrigada pelo vídeo lindíssimo, Jorge! 

Àqueles que nunca, nunca, nunca falham – João Caldeira, Diogo Marçal, Francisco Pinto, Bernardo Barros – vocês enchem-me o coração de tudo o que é bom. Um agradecimento especial também à Rita Filipe, ao Mikolas, ao Élvio, ao Luís Costa, Paulo André Cecílio, Mário Rui Vieira, João Abrantes e ao Fred Severo! 

Obrigada a toda a imprensa presente, a todas as reportagens fotográficas lindíssimas, tudo. Sem o vosso apoio nada disto faria sentido. Cada uma daquelas pessoas que pisou o palco naquela noite merece toda a vossa atenção e reconhecimento. Obrigada. Especial obrigada ao Música em DX, unmute e Arte-Factos pelo que já publicaram 🙂

E, claro, a todos os presentes, fossem amigos, conhecidos, curiosos, perdidos da vida… Tenho a certeza que todos saíram um pouco mais ricos emocionalmente e culturalmente daquela sala. 

Fiquem atentos às várias redes sociais do blogue, vou partilhar várias fotografias, muito especiais, nos próximos dias! Peço desculpa pelo discurso curtinho, mas o cansaço não perdoa e só queria garantir que registava devidamente o quão grata sou por ter o privilégio de conhecer artistas tão talentosos e extraordinários. 

Dia 1 de Fevereiro é a vez de a festa subir ao Porto com ALGUMACENA, Galo Cant’Às Duas e Whales, com convidados dos First Breath After Coma! Fiquem atentos! 

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Mytho Celebration: a liberdade e o incentivo à expressão individual https://branmorrighan.com/2018/10/mytho-celebration-liberdade-e-o.html https://branmorrighan.com/2018/10/mytho-celebration-liberdade-e-o.html#respond Sun, 21 Oct 2018 13:13:00 +0000 Fotografia Jorge Oliveira


Foto Reportagem completa aqui
http://www.branmorrighan.com/2018/10/foto-reportagem-mytho-celebration.html

No passado sábado, os Jardins do Museu de Lisboa acolheram o Mytho Celebration. Partindo da ideia de que cada pessoa pode ser o seu próprio mito, esta celebração primou pelos pormenores e pelo ambiente incrivelmente descomplexado e harmonioso.

Juntando música, esoterismo, artes performativas e experiências sensoriais, os presentes puderam testemunhar o incentivo à expressão livre, à descoberta do desconhecido e à comunhão pelo que é comum.

É verdade que Lisboa tem muitos jardins “escondidos” que, quando descobertos, parecem dar outra imagem à cidade. Quem visitou os Jardins do Museu de Lisboa, com a devida decoração que o Mytho Celebration instalou, teve a oportunidade de experienciar uma série de universos alternativos, que urgem ser necessários no quotidiano. Espaço para nós mesmos, espaço para podermos contemplar e celebrar com quem gostamos.

Logo à entrada, no Temple of Transition, havia uma espécie de receção em que os visitantes podiam começar, desde logo, a personalizar a sua experiência. Desde secção de maquilhagem, a pintura de henna ou “mangas personalizadas”, cada um era livre de escolher a palete de cores e/ou a forma com a qual se queria expressar. Passada a primeira cortina, entramos então no mundo encantado da celebração da expressão individual.

Do lado direito ficou o Celebration Stage onde vários artistas foram actuando. A tarde começou com o DJ set de Kokeshi, seguindo-se o concerto de Surma. Já conhecida pelas suas performances intimistas e altamente sensoriais, a jovem artista leiriense complementou a sua atuação com a presença de dois bailarinos extraordinários – Guilherme Leal e Catarina Godinho. Se por um lado Surma costuma encantar e conquistar com o seu sorriso e a sua entrega, por outro foi também um privilégio podermos testemunhar o quão hipnotizante pode ser a expressão corporal aliada às suas construções sonoras. Sem dúvida um dos grandes momentos do dia.

O Celebration Stage viu ainda passar o DJ set de Mike El Nite, que colocou os já presentes a dançar. Seguiu-se Da Chick, também já bastante reconhecida pelas suas performances enérgicas e contagiantes.

A grande surpresa da noite, ainda assim, foi Custom Circus (Nirvana Studios), que apresentou um espectáculo que vai para além do musical, apresentando-nos uma espécie de freak show rocambolesco absolutamente fascinante. Desde o cenário ao guarda-roupa, passando pelas diferentes mini-histórias bizarras, foi impossível ficarmos indiferentes ao que se passava em palco. Não faltou pirotecnia nem fogo e viajámos entre os tempos do Moulin Rouge e uma espécie de universo steampunk. Um autêntico hino ao mote do Mytho Celebration.

Finda a atuação no Celebration Stage, foi no Garden of Senses que Xinobi assumiu o comando da música, com o seu DJ set. Neste espaço, para além da música tínhamos ainda vários pontos em que artistas expressavam a sua arte através das suas telas ou com pequenas performances. A decoração com a bola de espelhos e os diferentes focos de luz coloridos reforçaram novamente o ambiente acolhedor e algo mágico.

Na verdade, um dos grandes momentos da noite foi entre a actuação de Da Chick e Custom Circus, em que quatro bailarinos apareceram numa das pontas do jardim, num espaço rodeado por árvores, e iniciaram um acto performativo que misturava espontaneidade com coreografia de forma bastante fluída. Este pequeno ato termina com os quatro bailarinos a puxarem as pessoas para aquele espaço o jardim, fazendo recordar as lendas dos seres antigos que desviavam as pessoas dos seus caminhos para entrarem no seu universo místico, em que a noção de espaço e de tempo se perdia.

Também o místico esteve então fortemente presente no Mytho Celebration com uma das áreas dos Jardins de Lisboa dedicada aos conhecimentos esotéricos, o Mystic Groove. Ao longo de um corredor houve zonas dedicadas tanto a leitura de runas, como espaço para conversas com pessoas das mais diferentes áreas como Astrologia, Numerologia, Tarot, Aromaterapia, Yoga, Biodanza, entre outros. Aqui, a celebração do mito tinha a forma de partilha de conhecimento.

Sem dúvida uma experiência única e que merece voltar a acontecer. Não só é de louvar a abertura de espírito como é de reconhecer e reforçar que a expressão artística e individual pode, e deve, ter diferentes formas, todas elas podendo coabitar em perfeita harmonia, sem medos, de forma pacífica e entusiasta. A adesão pode não ter sido extraordinária, mas o conceito e a forma como foi explorado merece um espaço no nosso calendário cultural.

Fotografias Jorge Oliveira


Reportagem originalmente escrita para a SAPO MAG: https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/mytho-celebration-a-liberdade-e-o-incentivo-a-expressao-individual

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[FOTO REPORTAGEM] Mytho Celebration https://branmorrighan.com/2018/10/foto-reportagem-mytho-celebration.html https://branmorrighan.com/2018/10/foto-reportagem-mytho-celebration.html#respond Sun, 21 Oct 2018 11:44:00 +0000 TEXTO AQUI: https://www.branmorrighan.com/2018/10/mytho-celebration-liberdade-e-o.html

Fotografias Jorge Oliveira

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[Reportagem] José Gonzalez e The String Theory no Coliseu de Lisboa: Uma Noite de Magia Etérea https://branmorrighan.com/2018/10/reportagem-jose-gonzalez-e-string.html https://branmorrighan.com/2018/10/reportagem-jose-gonzalez-e-string.html#respond Wed, 03 Oct 2018 10:34:00 +0000

Fotografias de Jorge Oliveira

O Coliseu de Lisboa tem sido palco de concertos memoráveis e o da noite passada, com José Gonzalez e The String Theory, não foi excepção. Normalmente munido apenas da sua belíssima voz e de um dedilhar irrepreensível, José Gonzalez habitou-nos a performances solitárias, porém cheias de luz. Na performance com The String Theory essa luz extrapolou o visível, havendo uma união tão magnífica que os arranjos que emanavam do palco tomaram uma dimensão mesmerizante. 

Sendo o mais orgânica possível, a performance contou com elementos particulares para a sua execução. De sacos de plástico a um pequeno aspirador, os músicos em palco provaram-nos que não há limites para a composição nem para a arte. Se nuns momentos o palco era dominado pela orquestra e noutros por José Gonzalez, quando ambos se uniam criavam uma espécie de paisagem, à mercê da nossa imaginação, arrepiante.

O início do concerto fica marcado pelo murmúrio de sacos de plástico manuseados por músicos em palco. Como que um sussurrar que urge tornar-se algo maior. Juntam-se as cordas e a precursão, e tudo converge para o êxtase inicial quando cada átomo do coliseu se vê evolvido pela voz única de Gonzalez. Pouco depois junta-se um pequeno coro e estão abertas as hostes para hora e meia de concerto que teve momentos em que conseguiu roçar uma beleza sobrenatural.

Os arranjos para os temas do artista sueco têm tanto de clássico como de contemporâneo, explorando por vezes uma veia mais electrónica, outra mais pop, mas nunca previsível. É como se a cada narrativa de Gonzalez, The String Theory conseguisse contribuir com uma ilustração. Houve momentos de pura magia em que não me admiraria de, de repente, ver pequenos seres a surgirem por entre os músicos, saltitando e dançando em palco. 

Temas como Crosses, Heartbeats, Teardrop, The Forrest, Cycling Trivialities ou Down on the Line, provocaram o maravilhamento por entre o público. Heartbeats, a cover de The Knife, é das músicas mais acarinhadas. Teardrop, versão dos Massive Attack, também recebeu o deslumbramento e os aplausos de quem se sente arrebatado por uma energia estrondosa. Comum a todas as canções, foi a paixão e o entusiasmo visível em cada um dos músicos, muito bem liderados por um maestro que colocou o Coliseu de pé a bater palmas e a dançar.

O encore chega com mais três temas, sendo o primeiro liderado por The String Theory, com Gonzalez na precursão. Esta versatilidade é exacerbada pelos elementos da orquestra que foram variando de instrumento, entre vocal e físicos, sendo impossível não admirar todo o esforço e entrega que a comunhão José Gonzalez mais The String Theory terá exigido. Para os fãs de Gonzalez que estão habituados a encontrar algum consolo nos seus temas, o concerto proporcionou uma espécie de abraço quente em que mesmo os temas mais emotivos estiveram menos sozinhos, não dando espaço a qualquer tipo de solidão ou melancolia. Festejou-se a música e a sua versatilidade de uma forma belíssima com uma voz incontornável e uma orquestra que quebrou barreiras e preconceitos. 

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[9 Anos Blog BranMorrighan] Nial, Jerónimo, Grandfather’s House, Jonny Abbey e :papercutz na Festa do Maus Hábitos em Fotografia! https://branmorrighan.com/2018/02/9-anos-blog-branmorrighan-nial-jeronimo.html https://branmorrighan.com/2018/02/9-anos-blog-branmorrighan-nial-jeronimo.html#respond Mon, 05 Feb 2018 14:40:00 +0000

Fotografias Jorge Oliveira

Dia 2 de Fevereiro de 2018 foi um dos dias mais especiais vividos através do blogue. Foi o dia de comemoração do nono aniversário do BranMorrighan no Maus Hábitos e no fim o sentimento só podia ser de alegria e gratidão. Tendo levado quatro concertos de estilos tão diferentes, ainda por cima sem as ter visto ao vivo, tinha tudo para ser imprevisível, mas foi tudo do melhor. A partilha de apoio e reconhecimento entre as bandas e o blogue fez com que tudo corresse de feição. Do soundcheck ao jantar, dos concertos ao djset, não faltou boa disposição, uma entrega incrível e um deslumbramento ainda maior. O Maus Hábitos recebeu-nos impecavelmente, como sempre, e a casa este composta do início ao fim. Dito isto, só quero deixar o maior dos agradecimentos a todos os presentes e dizer-vos que me sinto mesmo uma sortuda. Nial, Jerónimo, Grandfather’s Houser, Jonny Abbey e :papercutz, vocês foram absolutamente PERFEITOS. Foi maravilhoso produzir este aniversário convosco. Estarei sempre aqui para o que precisarem e podem contar sempre com todo o apoio do BranMorrighan. Obrigada ao Maus Hábitos, principalmente ao Salgado (o maior patrão), ao Casaleiro (dos melhores técnicos de som que conheço), ao Tiago e ao Confra (por todo o apoio logístico) e, por último, mas não menos importante, ao Jorge Oliveira que se estreou a fotografar para o blogue! Para o ano comemoramos uma década e a fasquia não podia estar mais alta. Obrigada por fazerem com que todo o meu esforço e trabalho valha a pena! Tenho a certeza que ainda nos vamos cruzar muitas vezes 🙂 

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