Kim Gordon – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 06:00:26 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Kim Gordon – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [DESTAQUE] Kim Gordon e a sua primeira música em nome próprio – “Murdered Out” https://branmorrighan.com/2016/09/destaque-kim-gordon-e-sua-primeira.html https://branmorrighan.com/2016/09/destaque-kim-gordon-e-sua-primeira.html#respond Mon, 12 Sep 2016 15:22:00 +0000

Todos os belos pormenores aqui: http://www.rollingstone.com/music/news/hear-kim-gordons-goth-industrial-new-song-murdered-out-w439017

Destaque para a colaboração com Stella Mozgawa, baterista das Warpaint.

When I moved back to LA, I noticed more and more cars painted with black matte spray, tinted windows, blackened logos, and black wheels. This was something I had occasionally seen in the past, part of lowrider car culture. A reclaiming of a corporate symbol of American success, The Car, from an outsider’s point of view. A statement-making rejection of the shiny brand new look, the idea of a new start, the promise of power, and the freedom on the open road. Like an option on a voting ballot, “none of the above.”


“Murdered Out,” as a look, is now creeping into mainstream culture as a design trend. A coffee brand. A clothing line. A nailpolish color.


Black-on-black matte is the ultimate expression in digging out, getting rid of, purging the soul. Like a black hole, the supreme inward look, a culture collapsing in on itself, the outsider as an unwilling participant as the “It” look.


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I met the uber talented Justin Raisen, the producer, offhandedly. He was working on a project with another artist and kept sending me tracks to listen to with the possibility of getting me to sing on one of them. When I learned I could make up my own lyrics, I was in. With the remaining bits of unused vocals, he started what would be “Murdered Out.” Stella Mozgawa (Warpaint) plays drums, based on the trashy drums that Justin first laid down. I went back and did more vocals and guitar and we mixed it…”Murdered Out” was such a great surprise! Looking forward to our next collaboration.


Kim Gordon


August 2016

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Opinião: A Miúda da Banda, de Kim Gordon (Sonic Youth) https://branmorrighan.com/2016/07/opiniao-miuda-da-banda-de-kim-gordon.html https://branmorrighan.com/2016/07/opiniao-miuda-da-banda-de-kim-gordon.html#respond Sun, 17 Jul 2016 16:06:00 +0000

A Miúda da Banda

Kim Gordon (Sonic Youth)

Editora: Bertrand

Sinopse: Kim Gordon, membro fundador dos Sonic Youth, símbolo feminino de uma geração, conta-nos a sua história – uma memória de vida focada na música, no casamento, na maternidade, na independência e, naturalmente, na sua condição de pioneira entre as mulheres do rock. Uma narrativa marcada pela beleza e pela sensibilidade visceral.

Considerada por muitos reservada, em A Miúda da Banda apresenta-se de forma inédita. Conta-nos a sua história de família, a infância e juventude na Califórnia dos anos 60 e 70, o percurso nas artes visuais, a mudança para Nova Iorque, os homens da sua vida, o casamento, a sua relação com a filha, a música, a banda.

Gordon faz-nos regressar à Nova Iorque perdida, dos anos 80 e 90, de onde brotaram os Sonic Youth e a revolução alternativa na música popular. Um tempo em que a banda ajudou a edificar um novo léxico musical – que abriu caminho aos Nirvana, Hole, Smashing Pumpkins e muitos outros grupos.

Uma crónica emotiva e contemporânea particularmente rica em imagens e sons de um mundo em mudança e de uma vida transformadora, A Miúda da Banda é a história fascinante de um percurso notável e de uma artista extraordinária.

Opinião: Mal acabei de ler este livro, há umas semanas atrás, não resisti em escrever automaticamente um Diário de Bordo em que realçava o quanto esta leitura tinha sido qualquer coisa. Uma coisa é quando conhecemos os artistas de nome e os vemos em fotografias e vídeos ou até espectáculos, outra coisa é quando mergulhamos nas suas vidas e encontramos histórias que nos tocam e comovem, mas também nos inspiram. O discurso de Kim Gordon é simples, directo, pragmático, mas também espelha a sensibilidade que a artista diz sempre ter tido, aproximando-a do leitor e tornando-a real, desmistificando aquele pedestal em que tantas vezes colocamos quem admiramos. 

O livro está dividido em pequenos capítulos, todos eles ilustrados de alguma maneira por um registo fotográfico relacionado com Kim Gordon, e não seguem propriamente uma estrutura temporal linear. Na verdade, os pequenos saltos que se vão dando de vez em quando ajudam a compreendermos melhor as suas emoções. Vinda de uma família em que na sua infância pouco ou nada à vontade se sentia para se expressar, com um irmão que, veio mais tarde a constatar, desenvolvia uma doença mental, ter alcançado o que alcançou é admirável. 

Penso, mesmo tendo gostado tanto, que este não será um livro consensual. Existe muito com que nos podemos identificar com Kim, principalmente as mulheres que atravessaram uma adolescência atribulada seja por alguma espécie de repressão familiar ou crise de identidade, mas também é verdade que ter ultrapassado todos esses eventos da sua vida a tornou mais forte, mais dura, e com perspectivas e opiniões que poderão levantar uma ou outra questão. Acima de tudo acho que é uma escrita sincera, pessoal, e que mostra como foi para Kim passar de uma rapariga insegura a uma mulher que ousou assumir o protagonismo em palco e fora dele. 

Enquanto fã de Sonic Youth, gostei particularmente dos capítulos dedicados a certas músicas de alguns dos discos. Saber como surgiram, as circunstâncias, o que despoletou a que ganhassem vida e como ganharam vida fez-me recuar umas boas décadas e voltar a ouvir em loop alguns dos temas. Existe sempre este aspecto curioso quando nos predispomos a ler sobre a vida de alguém que procura esta intimidade com quem está a partilhar as suas experiências. Feminista assumida, Kim Gordon publicou assim um livro autobiográfico que nos mostra muito da mulher que é por trás da cara que representa parte dos Sonic Youth, revelando todas as suas outras facetas artística mais desconhecidas pelo público. Uma leitura que não me admiro nada se repetir daqui a uns anos. 

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[Diário de Bordo] Acho que estou apaixonada… https://branmorrighan.com/2016/07/diario-de-bordo-acho-que-estou.html https://branmorrighan.com/2016/07/diario-de-bordo-acho-que-estou.html#comments Mon, 04 Jul 2016 16:40:00 +0000

… pela Kim Gordon. Okay, é óbvio que já conheço os Sonic Youth há anos, é claro que sabia que ela e o Thurston tinham uma filha, mas tal como quase tudo na vida me passa ao lado, também as razões pelas quais se tinham separado passaram. E, caramba, que mulher brutal descobri no seu livro – Girl in a Band. Sempre que me desafiam a escrever um livro, debato-me com o tipo de registo que empregaria, caso algum dia o fizesse, porque normalmente sou tão “segue em frente” e tão sem paninhos quentes que acho que o tom não se adequaria a tipo de livro nenhum. Mas foi precisamente esse tipo de colocação que eu idealizava para um livro escrito por mim que encontrei no livro de Kim Gordon. A honestidade brutal, a forma desinibida e ao mesmo tempo tímida de revelar tanto as suas forças como as suas fraquezas, não dão espaço para cinismos ou sequer ambiguidades. E não é qualquer mulher que após ter sido traída consegue falar da sua vida como se apenas fosse mais um facto. E na verdade não foi bem assim que ela falou sobre isso. Nota-se ali uma subtileza e uma raiva adjacente que vê no final da narrativa o seu pequeno grito de independência. Mas o livro está longe de ser sobre a traição do Thurston, mas antes sobre o seu percurso e todo o desenvolvimento da sua psicologia emocional ao longo dos anos. Quando se vem de uma infância em que existe repressão emocional e até algum abuso por parte de quem é próximo, conseguir uma personalidade própria pode ser uma acto de heroísmo. O resto da sua vida fala por si. Hei-de escrever um post só com a opinião do livro, mas enquanto não tenho tempo, aqui fica mais uma marca de 2016, a mostrar que ainda existem referências femininas de uma humanidade brutal e que servem de inspiração. 

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Citações Aleatórias #48 – Kim Gordon (Sonic Youth) https://branmorrighan.com/2016/07/citacoes-aleatorias-48-kim-gordon-sonic.html https://branmorrighan.com/2016/07/citacoes-aleatorias-48-kim-gordon-sonic.html#respond Sat, 02 Jul 2016 14:02:00 +0000


Talvez seja esse o motivo pelo qual só consigo expressar as minhas emoções e sentir-me confortável na escrita, na galeria e em palco. Era aí que tinha a possibilidade de exibir a minha sexualidade, raiva, falta de preocupação acerca daquilo que as pessoas possam pensar acerca de mim. A imagem que muita gente tem de mim, uma pessoa desligada, fria ou distante, é uma personagem que surgiu depois de anos de provocação diária por causa de uma qualquer emoção que exprimisse. Enquanto jovem, nunca houve um sítio positivo onde pudesse ter atenção. A arte, e o ato de fazer arte, foi o único espaço que pude reclamar como meu, onde podia ser quem quisesse e fazer o que quisesse, onde, bastando-me apenas usar a minha cabeça e as minhas mãos, podia chorar, rir ou ficar furiosa. 

Kim Gordon, A Miúda da Banda

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