Leituras 2011 – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Wed, 23 Dec 2020 21:01:58 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Leituras 2011 – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: Vollüspa – Antologia de Contos de Literatura Fantástica PARTE 3/3 https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de_27.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de_27.html#comments Tue, 27 Dec 2011 14:14:00 +0000

Opinião: O primeiro conto de fantasia chama-se “A Máquina” e é de Álvaro de Sousa Holstein. Está bastante giro. Um rapaz recebe uma estranha carta que diz que herdou, entre outras coisas, uma quinta no Douro. Quando lá chega, parece que os empregados adivinham sempre o seu próximo passo e estão sempre ao virar da esquina. Até que algo ainda mais estranho acontece. Começam a surgir cartas na máquina de escrever que lhe parecem bastante familiares, mas não sabe de onde. Gostei.

Continuamos com “A Queda” de Carla Ribeiro, um conto mais sombrio em que a personagem principal tem um sonho que se repete noite após noite. Começa acorrentado e acaba por se ver numa queda livre que termina numa sala cheia de espelhos. Trata-se de um jogo psicológico com uma entidade demoníaca. Sinceramente esperava algo mais original. Por já conhecer algumas obras da Carla, achei que era mais do mesmo.

O Último” é o terceiro conto da autoria de Joel Puga. O conto é pequeno, mas apesar disso está bem escrito e reflecte a insatisfação patente no ser humano em querer viver mais do que aquilo a que está destinado e por não se resignar em ter que ir para um céu ou para um inferno após a sua morte. Como tal, decide lutar contra tudo o que possa ser o esperado.

Segue-se Marcelina Gama Leandro com “A Sala“. Está um conto muito engraçado em que dois pequenos fogem para a biblioteca do avô à procura de novas histórias. E é com alguma surpresa que nos deparamos com a materialização das personagens dessas histórias. Penso que a escrita da autora pode melhorar um pouco. Por vezes parece que fica um pouco confuso. No entanto gostei da imaginação.

O penúltimo conto chama-se “Uma Questão de Lugar” e é do Pedro Ventura. Gostei muito deste conto. Apesar de ser consideravelmente mais extenso que os restantes, valeu a pena. A escrita do Pedro é bastante expressiva e consegue transmitir bastante bem as suas ideias. Neste conto temos a intercepção de dois mundos em que, independentemente das razões que os levaram a entrar em conflito, há algo que será sempre universal – o amor. É uma estória um pouco trágica, mas gostei muito.

Por fim temos “Vermelho” de Regina Catarino. Penso que está um conto pobrezinho. Apesar de estar bem escrito, acaba muito depressa e é um pouco vazio de conteúdo. Um idoso, com as suas capacidades cada vez mais reduzidas decide acatar às cartas da filha e parte para casa dela. Quando dá conta, vê uma coluna de pessoas a passarem e junta-se à mesma. Esta estaca perto do Mar Vermelho e um homem brame que quando disser têm que passar rápido… Ficou a saber a pouco.

Concluindo, está uma antologia engraçada, mas com uma grande disparidade de qualidade entre alguns contos. De alguns esperava mais, de outros fiquei agradavelmente surpreendida, mas acima de tudo acho que é uma iniciativa de louvar e que conta com todo o meu apoio. Parabéns Roberto por esta iniciativa.

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Opinião: Vollüspa – Antologia de Contos de Literatura Fantástica PARTE 2/3 https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de_26.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de_26.html#respond Mon, 26 Dec 2011 20:59:00 +0000

Opinião: O primeiro conto de terror chama-se “O Acorde das Almas” e é de Carina Portugal. É uma história de demónios, com um leve toque de poesia à medida que os acontecimentos se desenrolam. A escrita está boa e gostei da alternância entre a narrativa e a poesia, dando-lhe um ar mais sombrio.

De seguida temos “Enquanto Dormias” de Nuno Gonçalo Poças que começa de forma agressiva, com uma narrativa nua e crua de pura violência. Na sequência desse acontecimento, avançamos para uma viagem introspectiva da personagem principal que oscila entre a interação com duas entidades, Ele e Ela, levando à reflexão sobre si mesmo de forma temerosa. Não está nada mau.

Por último temos José Manuel Morais com o conto “A Vida é Sonho“. Aqui temos um psiquiatra que recebe duas doentes que têm um sonho que se repete há três semanas e que quando acordam dele, não mais conseguem dormir. O mais peculiar é que embora a situação seja a mesma, os sonhos das duas mulheres complementam-se. ‘Freud diz que os sonhos são a estrada real para o conhecimento da alma‘, mal o psiquiatra imaginava na situação com que se ia deparar. Gostei, embora tenha acabado depressa demais e esperasse um pouco mais de desenvolvimento.

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Opinião: Vollüspa – Antologia de Contos de Literatura Fantástica PARTE 1/3 https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-volluspa-antologia-de-contos-de.html#comments Mon, 26 Dec 2011 20:47:00 +0000

Opinião: Roberto Mendes, a cara por trás do Correio do Fantástico, apresenta-nos uma nova publicação cujo objectivo foi criar uma revista de contos que juntasse autores portugueses consagrados no género do fantástico com autores menos conhecidos. Rapidamente de revista passou antologia e, assim que houve uma versão ‘final’, o Roberto enviou-a para alguns bloggers para divulgação. O blog BranMorrighan teve o prazer de ser um dos escolhidos e desde já peço desculpa por demorar tanto tempo a lançar a opinião, mas tem estado complicado em termos de tempo para tantos pedidos.

Começando pela capa, acho que está fantástica! Não fosse a publicação uma antologia de contos fantásticos! Mas sinceramente gosto mesmo e enquadra-se perfeitamente no ambiente dos contos da mesma.

Os primeiros cinco contos são de ficção científica.

Começa de forma muito boa com um conto de Afonso Cruz “O Pequeno Guia do Céu, de Tristan de Sapincourt“. Este conto caracteriza-se por várias referências a pessoas e a eventos importantes, sempre com um sentido crítico patente.  Gosto bastante da escrita deste autor e adorei o conto abrindo logo o ‘apetite’ para os restantes.

De seguida temos o conto “Natal” de Carlos Silva. Aqui ele aborda um possível Natal do futuro em que uma mulher quer ser perfeita e encomenda o software para tal. Mas nada é perfeito. E quando algo está mal o que é que se faz? Troca-se. Está original. Fico contente por saber que na faculdade onde estudo, o Instituto Superior Técnico, ainda há pessoas minimamente dotadas para a escrita. Nota-se que ainda é um pouco ‘verde’ nestas andanças, mas vou querer ler mais coisas suas.

Continuamos com o conto “Eternidade” de João Ventura, um dos meus preferidos, se não o melhor. Fala-nos de uma entidade eterna que guarda de forma constante e alerta algo que poderia mudar o mundo. No entanto as almas que o procuram não o merecem saber e aí essa entidade torna-se implacável. Está muito, muito bom.

Luís Filipe Silva apresenta-nos o conto “A Queda de Roma, antes da Telenovela” que me conquistou rapidamente. Este conto é-nos apresentado em forma de sátira com um grande sentido de crítica implícito. Acho que a personagem Morais está muito bem conseguida e aquele ‘teste de uniformidade de raciocínio’ é no mínimo cómico. Muito bom.

O último conto é do próprio Roberto Mendes que se inspirou nos autores Isaac Asimov e Robert Silverberg. E abre-nos o apetite com uma nota que contém as seguintes questões, entre muitas outras: ‘E se, ao invés, os robots fossem os humanos, sem que nunca o soubessem? E se nos estivesse destinado um papel alterado profundamente pela criação de um mero robot?‘. “Génesis – Apocalipse” é então o seu conto que nos enquadra numa situção parecida. Gostei.

Num próximo post colocarei a opinião dos contos de terror e noutro a opinião dos contos de fantasia e uma pequena conclusão.

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Opinião: Nanozine #3 https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-nanozine-3.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-nanozine-3.html#comments Mon, 26 Dec 2011 17:58:00 +0000

Opinião: A Nanozine é uma revista periódica que contém cinco contos, dois poemas e dois artigos. Recebi este terceiro volume para análise e a maior sensação com que fiquei foi que ainda tem muito por onde evoluir e melhorar, mas os primeiros passos já estão dados.

No editorial, de Alexandra Rolo e Adeselna Davies, nota-se que a equipa tem imensa vontade e motivação e que desejam dar oportunidade a todos aqueles que merecem algum tipo de divulgação, tentando descobrir novos autores.

Os contos foram escritos pela Ana Nunes, Miriam Fonseca, Adeselna Davies, Leanora R. Campbell e Adoa Coelho.

Em relação ao primeiro, achei que não trouxe nada de muito original. ‘Um Erro, Várias Culpas‘ retrata um jovem que finalmente sai de casa por não aguentar os maltratos do pai, mas passado pouco tempo a mãe morre e ele transforma-se num homem com os vícios do pai.

O segundo de Miriam Fonseca, é mais pessoal. ‘Memórias de mim, pintadas por ti‘ retrata principalmente o sentimento de saudade de alguém que já esteve presente, mas já não está. Está bastante sentimental, mas até gostei.

I Kissed Her Goodbye‘ é o conto que se segue por Adeselna Davies. É um conto lésbico em que uma das afirmações me fez rir imenso ‘Não sei se me fiz entender. Eu não sou lésbica. Simplesmente tenho uma paixão platónica com uma amiga de curso chamada Clara‘. Acho que o conto está bastante bom e que acaba por servir um pouco de posição contra a homofobia.

Depois vem Leanora Rose Campbell, pseudónimo de Leonor Ferrão, com o conto ‘Rapto‘. É um conto violento, em que a autora tentou colocar algum terror psicológico. Apesar de ter sido relativamente bem sucedida, achei que faltaram alguns elos de ligação para aceitar melhor os acontecimentos. Parece que acaba depressa demais com muito poucas explicações. Talvez fosse essa a intenção da autora.

Por fim Adoa Coelho apresenta-nos a parte 3 do conto ‘O Cálice da Vingança‘. Confesso que como não li as outras duas partes, caí aqui de para-quedas. Contudo achei a escrita bastante boa e refrescante, nada enfadonha e com um bom ritmo de acção.

Dos dois poemas, achei que o poema ‘O poeta nada ama‘ de Mariana Araújo bastante giro. Fez-me lembrar um pouco o psicológico de Fernando Pessoa e por isso não pude deixar de simpatizar. O poema ‘Noite‘ de Emanuel R. Marques é mais profundo, mais introspectivo, que transmite alguma tristeza e algum desespero, mas gostei bastante.

Quanto aos dois artigos, um é um ensaio e o outro uma recomendação: ‘Os melhores livros para serem lidos na praia‘. Bem, quanto a esta recomendação não tenho grande coisa a dizer porque cada um é que sabe do que gosta de ler 🙂 O ensaio, esse sim, surpreendeu-me bastante pela positiva. Com o título ‘”Dom Quixote” ou “A Apologia da Literatura Clássica”‘, o autor (ou autora) M.A. dá-nos a ver o seu ponto de vista sobre a literatura moderna e a forma displicente como tantas obras dentro do mesmo género são lançadas por puro interesse económico, e não cultural, das editoras fazendo com que tantas obras clássicas de grande qualidade sejam renegadas e esquecidas. Confesso que houve um ou outro ponto que achei um pouco extremista, mas no geral gostei bastante do percurso do texto e da forma como está organizado e as ideias expressas. Vale bastante a pena ler e reflectir sobre a temática.

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Opinião: ‘Besta’ (Leviatã #2) de Scott Westerfeld https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-besta-leviata-2-de-scott.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-besta-leviata-2-de-scott.html#respond Mon, 26 Dec 2011 12:12:00 +0000

Besta (Leviatã #2)

Scott Westerfeld

Editora: Vogais

Sinopse: Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers.

Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos!

Opinião: A caminho da Turquia, o Leviatã depende agora tanto da tripulação Darwinista como da tripulação Clanker para funcionar. Sem os motores destes últimos, a nave não trabalha em condições. Mas esta situação só veio deixar todos ainda mais desconfortáveis.

Numa guerra em que temos máquinas a vapor contra bestas geneticamente modificadas, a tensão é um factor sempre presente. Scott Westerfeld, o mestre da construção deste mundo fantástico, consegue levar-nos para um mundo onde o inimaginável se torna real. Conspirações, aliados imprevisíveis, segredos que se revelados podem desmoronar mais que uma vida, são alguns dos ingredientes que tornam esta série impossível de largar do princípio ao fim.

Quanto aos protagonistas, esses conquistaram-nos logo no primeiro volume. Neste, eles tornam-se ainda mais especiais e o seu futuro e a forma como se cruzam, torna-se em algo especial que cria uma ansiedade enorme. O segredo de Deryn é cada vez mais difícil de guardar e alguns acontecimentos entre ela e Alek deixam-na um pouco desesperada. Mas parece que só no terceiro volume é que vamos saber como é que estes nossos dois companheiros vão acabar.

Adorei mesmo a forma como o autor montou a acção, as personagens criadas e a imaginação que foi necessária para descrever as batalhas. Sem dúvida que deixou uma enorme vontade de ler o próximo. Gostei Muito.

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Opinião: ‘A Guerra dos Tronos’ (As Crónicas de Gelo e Fogo #1) de George R.R. Martin https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-guerra-dos-tronos-as-cronicas.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-guerra-dos-tronos-as-cronicas.html#comments Wed, 07 Dec 2011 20:36:00 +0000

A Guerra dos Tronos (As Crónicas de Gelo e Fogo #1)

George R.R. Martin

Editora: Saída de Emergência

Colecção: Bang!

Sinopse: Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.

Opinião: A Guerra dos Tronos veio parar à minha estante há mais de ano e meio, mas só agora, finalmente, é que peguei nele e muito resumidamente o que tenho a dizer é que já não era sem tempo! Já tinha lido ‘Sonho Febril’ de George R. R. Martin, um romance vampírico, mas sem dúvida que ‘As Crónicas de Gelo e Fogo’ são um trabalho sublime de qualidade e coerência raras.

Cada capítulo do livro foca-se numa personagem de cada vez, mas só em personagens da casa Stark. Assim, em cada capítulo vamos seguindo os passos de Ned (Eddard Stark) e a sua família. De todas as personagens que foram apresentadas, adorei Arya, Bran, mas principalmente John Snow, o bastardo. Outra família que nos é apresentada com bastante pormenor é a Lannister. E nesta, conseguimos odiar todos, ficando a duvidar um pouco do irmão da rainha Tyrion, o anão.

Quando Eddard é convidado para ser a Mão do rei, o ambiente da corte está sombrio. Dias antes da chegada do rei a Winterfell, uma carta chega a Ned com a semente da dúvida sobre a morte da antiga Mão. Desconfia-se que tenha sido assassinado pelos Lannister! Assim, Ned aceita com alguma relutância, mas só porque Robert sempre foi como família para ele. No entanto é a sua família que começa a ficar cada vez mais dividida. John parte para a Patrulha da Noite, Bran sofre uma terrível queda (em que as condições em que tal ocorreu permanecem desconhecidas por todos), Robb tem que se tornar rapidamente num Lord, e Arya e Sansa têm que partir para a corte com o pai.

Sem dúvida que George R. R. Martin foi um autêntico mestre na construção do universo e das personagens. São tantas personagens, reinos, terras, lords, reis, herdeiros, bastardos, etc., que ao início parecia que ia ser fácil perder o fio à meada. Pois estava enganada. Tirando os primeiros dois ou três capítulos em que tive que me ambientar ao formato da escrita do autor, tornou-se sempre tudo bastante fácil de seguir.

Sem dúvida uma obra muito boa e uma saga que promete ser das melhores que já li, senão das melhores que existem. Muito muito bom!

Opiniões dos restantes livros:

A Muralha de Gelo (As Crónicas de Gelo e Fogo #2)

A Fúria dos Reis (As Crónicas de Gelo e Fogo #3)

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Opinião: ‘O Filho das Sombras’ de Juliet Marillier (Sevenwaters #2) https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-o-filho-das-sombras-de-juliet.html https://branmorrighan.com/2011/12/opiniao-o-filho-das-sombras-de-juliet.html#comments Sat, 03 Dec 2011 12:29:00 +0000

O Filho das Sombras (Sevenwaters #2)

Julier Marillier

Editora: Bertrand

Sinopse: As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, a filha de Sorcha, que herdou os talentos da mãe para curar e penetrar no mundo espiritual. Os espíritos da floresta avisam-na de que, para que as ilhas sagradas sejam reconquistadas aos Bretões, Liadan deverá permanecer em Sevenwaters.

A Irlanda está agora em guerra, e as suas costas são assoladas por atacantes. Entre os inimigos há um que se destaca: o Homem Pintado, que granjeou uma reputação terrível de mercenário feroz e astuto, e que espalha o terror por onde quer que passe.

Ao regressar a casa, Liadan é capturada pelo Homem Pintado. Porém, este acaba por se revelar bem diferente da lenda, e apesar da antiga profecia que a obrigava a permanecer em Sevenwaters, a jovem sente-se atraída por ele. Mas poderá ela viver o seu amor sem que a maldição recaia sobre Sevenwaters?

Opinião: O Filho das Sombras é das melhores obras que já li. Tem todos os ingredientes para deliciar qualquer leitor, seja ele amante do género ou não.

Na obra anterior, ‘A Filha da Floresta’, fomos apresentados à magia de Sevenwaters, às suas gentes e à força que essa linhagem transporta com eles. E agora, quando pensávamos que o mal tinha sido derrotado na demanda de Sorcha, começam a surgir sinais que as teias de Lady Oonagh continuam a ser tecidas e uma nova força e união tem que surgir entre o povo de Sevenwaters.

Liadan, filha de Sorcha, é uma personagem de um carácter incrível, cheia de força e determinada a fazer o que acha certo e não o que lhe mandam fazer. Como o seu nascimento não estava previsto, é-lhe dito pelo seu tio, Conor, que ela pode vir a mudar o curso dos acontecimentos e a fazer a diferença.

Rapidamente o mundo de Liadan é virado de pernas para o ar, quando a caminho de casa é capturada pelo bando do Homem Pintado sem que este tenha conhecimento. Quando finalmente se cruzam, uma estranha dinâmica se forma entre eles e Liadan dá-lhe o nome de Bran, devido à forma como o seu corpo está tatuado em forma de corvo.

Contra tudo o que estava previsto, uma ligação mais forte que a vida ou a morte surge entre os dois, mas como pode o Homem Pintado, um fora da lei, amar alguém quando vive constantemente em guerras contra os senhores de Sevenwaters? Ainda mais confuso fica quando o irmão de Liadan, Sean, aborda o Homem Pintado para trabalhar para ele.

Juliet Marillier consegue conquistar-nos de vez com este segundo volume da trilogia. A autora tem uma escrita mágica, que nos envolve e nos prende não dando margem a que algo nos passe ao lado. Sorrimos com as personagens, sofremos e choramos com elas e só esperamos que as coisas acabem bem, embora nem sempre assim seja. Muito muito bom!

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Opinião: ‘Sedução na Noite’ (Predadores da Noite #7) de Sherrilyn Kenyon https://branmorrighan.com/2011/11/opiniao-seducao-na-noite-de-sherrilyn.html https://branmorrighan.com/2011/11/opiniao-seducao-na-noite-de-sherrilyn.html#comments Mon, 21 Nov 2011 22:17:00 +0000

Sedução na Noite (Predadores da Noite #7)

Sherrilyn Kenyon

Editora: Saída de Emergência

Chancela: Chá das Cinco

Sinopse: Valério é um Predador da Noite romano desprezado pela maioria dos predadores gregos que alimentam um profundo ódio à civilização que o viu nascer. De origem aristocrática e arrogante, Valério mal sabe o que pensar quando conhece Tabitha Devereaux. Ela é sensual, imprevisível e incapaz de o levar a sério. Mas é também irmã gémea da mulher do seu maior rival. A única coisa que Tabitha leva a sério é matar vampiros. E agora terá de enfrentar, junto com o predador romano, o mais mortífero de todos os seus inimigos… uma ameaça acabada de regressar do mundo dos mortos. Para vencer este mal, Valério precisa de aprender a confiar em alguém e pôr tudo em risco para proteger o homem que odeia e a mulher que o leva à loucura.

Opinião: ‘Sedução na Noite’ é, provavelmente, o meu preferido de toda a saga Predadores da Noite até ao momento. A história é intensa, de acção constante, mas que acima de tudo nos faz sentir um turbilhão de emoções ao longo da sua leitura.

Neste volume, temos mais um predador da noite, Valério, cujo passado é tão tenebroso que ainda hoje ele não consegue dormir em paz. Descendente de uma família nobre romana, o seu avô foi quem matou o grande guerreiro grego Kyrian, ex-predador da noite de quem já se conheceu a história em ‘Prazer da Noite‘.

Para além de Valério e Kyrian já serem inimigos mortais pelas razões mais óbvias, agora há o facto adicional de Valério ter conhecido Tabitha, irmã de Amanda que é mulher do Kyrian, e de estes se envolverem.

Como se já não bastasse, o Olímpo anda inquieto. Estranhos acontecimentos afloram Nova Orleães e há morte por todo o lado. Uma coisa é certa, ninguém está seguro. Nem mesmo Acheron.

Enquanto vamos conhecendo mais um pouco a história de Valério e a forma como a sua vida se cruzou com a de Kyrian (Prazer da Noite) e Zarek (Dança com o Diabo), vai sendo impossível ficarmos indiferentes. Penso que é mesmo o predador da noite que mais me emocionou de todos.

Desenvolvimentos interessantes também os há em relação ao Acheron. Desde o primeiro volume que este é o predador da noite mais misterioso, mais poderoso e que é mais temido por todos os seres. Em ‘Sedução da Noite’ ficam levantadas ainda mais questões sobre esta personagem e há outras que vão sendo desvendadas, embora nunca totalmente.

Sherrilyn Kenyon continua a não desiludir. Já são sete volumes de puro entusiasmo. Alguns mais eróticos, outros com mais conteúdo e mais emocionantes, como é o caso deste, mas cada um especial à sua maneira. Adorei mesmo.

Podem ler aqui as opiniões dos outros volumes:

Amante de Sonho (#1)

Prazer da Noite (#2)

O Abraço da Noite (#3)

Dança com o Diabo (#4)

O Beijo da Noite (#5)

Jogos na Noite (#6)

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Opinião: ‘Cruz de Ossos’ (Mercy Thompson #4) de Patricia Briggs https://branmorrighan.com/2011/11/opiniao-cruz-de-ossos-mercy-thompson-4.html https://branmorrighan.com/2011/11/opiniao-cruz-de-ossos-mercy-thompson-4.html#respond Sun, 20 Nov 2011 21:34:00 +0000

Cruz de Ossos (Mercy Thompson #4)

Patricia Briggs

Editora: Saída de Emergência

Colecção: Bang!

Sinopse: Ainda a curar-se, tanto no espírito como no corpo, dos brutais acontecimentos ocorridos recentemente na sua vida, Mercy Thompson está longe de poder baixar a guarda. Agora é a rainha dos vampiros, a temível Marsilia, que está furiosa por descobrir que Mercy não só matou um vampiro com o também oculta uma identidade secreta ameaçadora para os da sua espécie… Mercy tem a proteção do bando local de lobisomens, e o seu interesse romântico pelo Alfa torna a ligação ainda mais intensa, mas é bom que a coiote em si esteja alerta, pois a rainha Marsilia não perdoa e irá atrás de Mercy de uma forma ou de outra…

Opinião: Mercy já não sabe o que é viver sem ter algum tipo de sarilho por perto. E quando pensamos que é agora que a sua vida vai acalmar e entrar nos eixos, vem sempre algo que prova que ela atrai mais problemas do que o mel os ursos!

Neste volume temos mais um capítulo das aventuras da nossa protagonista. No fim de ‘Beijo do Ferro‘, Mercy ficou gravemente ferida. Mais que fisicamente, psicologicamente. Para ela os danos parecem quase irrecuperáveis. Mas acontece que existe Adam, o lobisomem Alfa, e que lhe vem mostrar que não só ela não está sozinha, como tem alguém que daria a vida por ela sem pensar duas vezes.

E quem é que não se lembra de Stefan em ‘Vínculo de Sangue‘, o único vampiro em que Mercy confia e de quem gosta e vê como amigo? Stefan está de volta. Numa tarde aparece no chão da sala de estar dela, completamente desfeito e esfomeado em que parece que mais ‘morto’ não podia estar. Por que razão teria sido ele despejado, completamente faminto, daquela forma no chão de Mercy?

Ao mesmo tempo, uma antiga colega da faculdade toca-lhe à porta. A sua casa parece estar assombrada e esta pede a Mercy que a ajude de forma quase desesperada.

Como se isto não bastasse, quando chega à sua oficina depara-se com uma cruz de ossos pregada à porta – o símbolo de traição dos vampiros.

É fácil de adivinhar que os nervos andam cada vez mais à flôr da pele.

A autora consegue trazer até nós mais uma obra muito boa. É um volume em que desenvolve mais a via ‘amorosa’ da vida de Mercy e em que a acção em si não é tão estrondosa como tem sido nos volumes anteriores. 

Depois de se ter afirmado como uma das minhas protagonistas preferidas de sempre, a série em si já ganhou o seu espaço entre as minhas preferidas também. Fico a aguardar impacientemente a próxima aventura!

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Opinião: ‘A Rainha dos Malditos – Volume 2’ de Anne Rice https://branmorrighan.com/2011/11/opiniao-rainha-dos-malditos-volume-2-de.html https://branmorrighan.com/2011/11/opiniao-rainha-dos-malditos-volume-2-de.html#respond Sun, 13 Nov 2011 22:18:00 +0000

A Rainha dos Malditos – Volume II

Anne Rice

Editora: Europa-América

Colecção: Crónicas Vampíricas

Sinopse: Após ter despertado Akasha, a mãe de todos os vampiros, do seu sono de seis mil anos, Lestat ignora que corre perigo e que, num concerto em São Francisco, há entre os fãs centenas de vampiros dispostos a destruí-lo por ele ter revelado a condição dos seus semelhantes. Um misterioso sonho é partilhado por um grupo de homens e vampiros. Quando todos se aproximam, o sonho torna-se mais claro e tudo aponta para uma tragédia indescritível.

Opinião: Depois de um longo sono que durou milhares de anos, Akasha acorda disposta a fazer do mundo um Novo Mundo, sem que haja maldade, violações e sem que os homens predominem. Mas como é que se constroi com maldade aquilo que queremos sem ela?

No primeiro volume desta excelente obra, foram-nos dadas a conhecer várias personagens que se mostram cruciais para conseguir montar o puzzle do sonho das gémeas, sonho esse que nos é dado a conhecer através de uma das irmãs, uma das Antigas. Um grupo restrito de vampiros, os sobreviventes ao derradeiro ataque de Akasha tem o privilégio, ou maldição se preferirem, de o ouvir na primeira pessoa e o pânico é crescente no seu seio.

Enquanto isto, Lestat vai conhecendo e manifestando poderes que nunca antes sonhou que viria a possuir. A sua essência começa a entrar em conflito com os ideais da rainha dos malditos que não admite que o seu príncipe lhe vire as costas. Prefere matá-lo a vê-lo contra ela! Que irá suceder então?

Sem dúvida que este volume é bastante mais entusiasmante e viciante que o último. É nele que ficamos a conhecer toda a história e toda a linhagem vampírica. O que os move. Os laços que os ligam. A cada livro que leio, admiro cada vez mais a escritora. Sem dúvida que merece o título de mãe dos vampiros. Muito muito bom.

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