Literatura Erótica – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Sun, 10 Jan 2021 16:53:09 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Literatura Erótica – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: A Rapariga do Calendário – Livro 1 – de Audrey Carlen https://branmorrighan.com/2016/09/opiniao-rapariga-do-calendario-livro-1.html https://branmorrighan.com/2016/09/opiniao-rapariga-do-calendario-livro-1.html#respond Thu, 15 Sep 2016 18:05:00 +0000

A Rapariga do Calendário – Livro 1

Audrey Carlen

Editora: Editorial Planeta

Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.

A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.

A curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.

Pelo menos é como espera que corra.

Sexo, Amor e segredos. Uma história que a fará sonhar. 

Opinião: O fenómeno Audrey Carlen chegou a Portugal há poucos meses, mas parece já ter conquistado uma legião de fãs. Depois da febre inicial, há um ou dois pares de anos atrás, de lançamentos de romances eróticos, poucos ou nenhuns tenho lido, mas fiquei curiosa com esta série “A Rapariga do Calendário”. Talvez por ter sido um fenómeno de autopublicação que de repente catapultou a autora para alguém já reconhecido como bestseller. A história é então composta por doze capítulos, cada um correspondente a um mês do ano, e a protagonista é Mia, uma jovem mulher que se vê deparada com o pai em coma, consequência da dívida de um milhão de dólares ao seu ex-namorado. Retorcido, não? Já sem mãe presente e uma irmã mais nova que quer proteger a todo o custo e que está agora na universidade, Mia encontra na sua tia Millie, e no seu negócio de acompanhantes de luxo, a solução para os seus problemas e assume o compromisso de um ano. Um cliente por mês. Cem mil dólares por mês, mais um extra de vinte cinco mil se por acaso se envolver sexualmente com algum dos clientes.

Que contrato, hein? Num ano pode não só cobrir a dívida do pai como assegurar a faculdade da irmã e quem sabe juntar algum dinheiro para ela. Não vendo outras soluções viáveis à vista, Mia mergulha de cabeça na aventura . A partir daqui cada mês revela-se uma história diferente em que a autora não só vai revelando o seu talento para a criação de ambientes sensuais e românticos, como dá espaço para que aspectos mais íntimos e humanos sejam trabalhados. A linguagem utilizada para descrever os cenários sexuais é lasciva e grosseira ao mesmo tempo, resultando num equilíbrio que nem sempre é fácil de se conseguir. Ou seja, a linguagem consegue ser sexy, evoluir para algo mais animalesco, sem que as expressões caiam em lugares comuns demasiado brejeiros, quebrando a leitura. Audrey Carlen mostrou-se à altura de criar uma sequência de pequenas histórias que mantêm os leitores sempre a quererem saber mais. Afinal o primeiro mês abre portas para inúmeras possibilidades e os dois meses seguintes mostram realidades completamente diferentes, mas sempre com um fio condutor comum. 

Nem sempre senti a maior empatia com a protagonista, não pelas suas opções de vida, mas antes pela forma como muitas vezes reagia em certas ocasiões, mas fazendo um balanço geral foi uma leitura bastante aprazível, fácil e rápida, relaxante o suficiente para se tirar a cabeça do dia-a-dia e por uns momentos assistirmos “aos problemas” dos outros, qual novela. Como escrevi anteriormente, acho que de facto o que me agradou mais foi a autora introduzir realidades tão diferentes, abordando temas como o mundo da arte e a homossexualidade, através de personagens muito humanos, os quais são fáceis de transpor para a vida real. Venham os próximos meses e o desfecho da história de Mia Saunders.

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Em Junho, pela Quinta Essência: «Desejo e Preconceito», de Nicole Jordan https://branmorrighan.com/2016/05/em-junho-pela-quinta-essencia-desejo-e.html https://branmorrighan.com/2016/05/em-junho-pela-quinta-essencia-desejo-e.html#respond Tue, 31 May 2016 12:26:00 +0000

Desejo e Preconceito

Nicole Jordan

Bestseller do New York Times

O primeiro livro da série «Amantes Lendários» traz-nos uma versão inteligente e sensual do clássico conto da Cinderela.

Era uma vez um marquês bonito e encantador que tentava encontrar o amor verdadeiro. Um dia conhece uma bela mulher que lhe rouba o coração, mas ela está determinada a evitá-lo a todo custo. No entanto, ele acha que talvez o caminho para conquistar aquela estranha Cinderela seja tornar-se o seu príncipe encantado…

LIVRO

Graças à maliciosa intromissão da sua irmã casamenteira, Ashton Wilde, marquês de Beaufort, conhece uma donzela em apuros por altura da magia da meia-noite num baile faustoso. Mas Maura Collyer não procura um príncipe… nem uma relação íntima com qualquer membro da nobre mas escandalosa família Wilde. 

Intrigado pela beleza e atrevimento de Maura, Ash está decidido a ajudá-la a resgatar o seu adorado garanhão, que a sua maléfica madrasta vendeu a um visconde de maus fígados. À medida que a sua aventura com Maura resulta em perigos e paixão, Ash desconfia que encontrou o que o seu coração desejava. 

Apesar de a melhor amiga da jovem poder ser a sua autoproclamada fada-madrinha, Maura sente-se mortificada por se ver empurrada para um romance com um patife afamado como Ash. Ousado e encantador, este acode em seu auxílio mesmo a tempo de a ajudar a roubar o precioso cavalo. Enquanto fogem pelo campo, a jovem não resiste à doce sedução do seu companheiro. Mas será o papel do seu príncipe neste conto de fadas um teste a uma teoria improvável, ou será o amor que desperta no seu coração a prova de que poderá ser feliz para todo o sempre?

AUTORA

Nicole Jordan, autora best seller internacional de inúmeros romances históricos, arquitecta contos de deleite que fazem o leitor ferver de paixão e sensualidade.

Nicole cresceu num ambiente militar, o que a levou a sofrer várias deslocações. Frequentou o Ensino Secundário na Alemanha e mais tarde diplomou-se em Engenharia Civil no Georgia Tech. Actualmente, vive nas Montanhas Rochosas do Utah, com o seu marido e os seus cavalos.

Autora de mais de duas dezenas de romances históricos e de cinco milhões de livros impressos, com enredos de épocas e locais diversos, Nicole tira agora prazer da escrita nos ambientes excitantes e envolventes de amantes da alta sociedade em jogos de sedução matrimoniais.

Um dos seus romances teve a honra de ter despertado a atenção humorística de Jay Leno no The Tonight Show.

IMPRENSA

«Uma das minhas escritoras preferidas, Nicole Jordan escreve romances como ninguém. Cativantes, sedutores e irresistíveis, os seus livros estão sempre na minha lista de compras.»

Sherrilyn Kenyon

«Nicole Jordan deslumbra com este livro. Eu não podia ter pedido um início mais intrigante para uma série. Adorei Maura e Ashton e saboreei cada segundo da sua história de amor. Todos os membros da família Wilde são memoráveis e cativantes.»

Romance Junkies

«Deslumbrante, encantador… adoro este livro. Os irmãos e primos de Ash são personagens secundárias fantásticas. Uma das melhores partes foi ver a proximidade da família Wilde e mal posso esperar para revisitá-los no próximo livro.»

Joyfully Reviewed 

«Personagens sensuais, histórias de amor intensas e ação rápida são o forte de Jordan. O primeiro livro na sua nova série “Amantes Lendários” é uma versão sensual da clássica história de Cinderela, só que esta Cinderela não quer ser salva, ao passo que o “príncipe” está decidido a ser o seu herói, quer ela goste quer não.»

RT Book Reviews

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Opinião: Ensina-me a Amar, de Jess Michaels https://branmorrighan.com/2015/09/opiniao-ensina-me-amar-de-jess-michaels.html https://branmorrighan.com/2015/09/opiniao-ensina-me-amar-de-jess-michaels.html#respond Mon, 28 Sep 2015 13:26:00 +0000
Ensina-me a Amar

Ensina-me a Amar
Jess Michaels

Editora: Quinta Essência

Opinião: Jess Michaels, ora aí está uma autora que para mim já tem um carimbo de que (quase) de certeza me vou divertir ou descontrair a ler os seus livros. Comecei com o Tabu, um livro que me surpreendeu pela ousadia de romper tempos idos com uma onda de erotismo tão condenável na altura, e desde então tenho lido todos os seus romances publicados em Portugal. Ensina-me a Amar foi publicado agora em Setembro e pouco depois de ter chegado cá a casa já eu pegava nele. Li-o por inteiro entre uma tarde e noite de Domingo, o que mais uma vez confirmou o quão leve é a leitura, sem que lhe retire o entusiasmo e o fascínio pela descoberta. 

A história que esta obra nos traz é passada, à semelhança dos outros livros, numa sociedade onde o decoro e as aparências têm muito peso, mas onde também as amantes são permitidas e até acarretam algum estatuto com elas. Vivien, uma mulher que se tornou poderosa com o tempo, começou por ser apenas uma amante para agora governar uma casa onde emparelha nobres com mulheres que acha adequadas. A confiança em Vivien é tal, que muitos a procuram. Inclusive mulheres potencialmente desesperadas, como aconteceu com Lysandra.

Por um infortúnio que não pôde controlar, a sua situação familiar e financeira degradou-se a um estado tal de desespero que não viu outra solução senão ser acolhida por um senhor da sociedade como sua amante. Mesmo sendo virgem e totalmente inexperiente, decide arriscar.

Vivien, não conhecedora da totalidade da história, mas em sobreaviso, confia Lysandre a um protector temporário para a iniciar nas lides do amor. Andrew é apresentado a Lysandra à distância, enquanto esta esperava num jardim, ele olhava para ela de uma varanda superior de Vivien. A atracção foi de tal maneira forte que deu por si a dizer que aceitava, mesmo com todo o peso que carregava consigo, incluindo a promessa de nunca mais voltar a um estilo de vida que no passado já tinha sido seu.

A partir dali a trama toma toda a uma vida baseada na curiosidade, na sensualidade, mas também na exploração de emoções não totalmente compreendidas. O que mais gosto na escrita de Jess Michaels é mesmo esta capacidade de criar protagonistas cativantes. As personagens femininas não são desprovidas de cérebro nem vazias, pelo contrário, transmitem as inseguranças e as lutas de mulheres que procuram o seu lugar, mesmo quando passam por provações potencialmente humilhantes. Já os personagens masculinos há-os para todos os gostos.

Aqueles por quem nos afeiçoamos e aqueles que sabemos que vamos detestar desde o início. Existe intriga, paixão, erotismo e suspense suficientes até ao fim para nos manter presos ao enredo até ao fim. Não sou a mais fã leitora de eróticos, embora já tenha lido alguns, mas de todas as autoras que tenho lido, Jess Michaels é das que mais gosto, das que melhor sabe equilibrar os ingredientes que gosto num romance sensual de época. Para quem gosta do género e ainda não leu nada desta escrita, recomendo! 

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Opinião: Fogo (Trilogia Sem Fôlego #3) de Maya Banks https://branmorrighan.com/2015/07/opiniao-fogo-trilogia-sem-folego-3-de.html https://branmorrighan.com/2015/07/opiniao-fogo-trilogia-sem-folego-3-de.html#respond Mon, 06 Jul 2015 13:36:00 +0000

Fogo (Trilogia Sem Fôlego #3)
Maya Banks

Editora: Bertrand

Opinião: Obsessão e Delírio trouxeram-nos a história de Gabe e Jace, mas penso que, tal como eu, a maioria dos leitores desta trilogia estava era à espera da história de Ash. Talvez pela irreverência respeituosa para com os amigos, talvez pela história familiar obviamente complicada ou então porque de todos foi sempre o que se mostrou mais esquivo em revelar mais de si. O que é certo é que se o livro anterior, de Jace, não me agradou minimamente, este soube compensar. Fogo é capaz de ser o livro mais equilibrado dos três no que toca ao romance, ao erotismo e a um enredo interessante. 

Ash sempre mostrou ser daqueles homens cujo lema é viver ao máximo durante o maior espaço temporal possível. Não descurando dos seus negócios, império que construiu a ferros com os seus dois amigos, na sua vida pessoal é relaxado e descomprometido. Como e porquê ninguém sabe, mas existe um lado mais misterioso e obscuro no que toca a contactos que possui (para fazer certos serviços) e quando mete algo na cabeça dificilmente alguém lho tira da cabeça.

E quando Josie lhe aparece à frente, de forma inesperada e contemplativa, ele dá o primeiro passo sem pensar. O problema é que ela já possui uma coleira e ele, sem saber bem porquê, acabado de a conhecer, confronta-a com isso. Acha que está ali deslocada, que não combina com ela, que o homem que provavelmente lha ofereceu nem sequer a conhece bem. Mas como pode ele conhecê-la se acabou de se deparar com ela? 

Este é o ponto de partida para uma trama que vai crescendo a bom ritmo. Ao início tive receio que houvesse demasiada precipitação como no volume anterior, mas tal não aconteceu e o mistério plantado foi suficiente para manter o entusiasmo na leitura percorrendo rapidamente as páginas que se seguiam. Por entre a necessidade de afirmação de Josie como mulher independente e a vontade de se submeter às vontades e caprichos de Ash, o passado de ambos teima em atravessar-se-lhes no caminho e quando se juntam as consequências de uma parte do passado de Gabe, há muito esquecido, o sangue corre.

Um bom pico de adrenalina nos momentos finais que dão um pouco mais de conteúdo a uma obra que, quase que nem seria necessário dizer, está repleta de cenas eróticas. Não considero que esteja enquadrado na categoria BDSM, mas existe uma clara intenção de dominação e disciplina, sendo apenas contrariada por algum atrevimento de Josie e também por alguma evolução de Ash ao querer que ela tome um papel mais espontâneo. 

Resumindo, é uma história que se lê bem, que faz um apanhado geral do que tem sido a trilogia sendo rematada com mais um final feliz. Não é das melhores trilogias que já li, nem sequer dos melhores romances eróticos, mas dado que tinha gostado bastante da série McCabe desta mesma autora decidi ler esta até ao fim. Boas leituras! 

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Opinião: Delírio (Trilogia Sem Fôlego #2) de Maya Banks https://branmorrighan.com/2015/06/opiniao-delirio-trilogia-sem-folego-2.html https://branmorrighan.com/2015/06/opiniao-delirio-trilogia-sem-folego-2.html#respond Sun, 14 Jun 2015 10:09:00 +0000

Delírio (Trilogia Sem Fôlego #2) 

Maya Banks

Editora: Bertrand

Sinopse: Gabe, Jace e Ash: três dos homens mais ricos e mais poderosos do país. Estão habituados a conseguir tudo aquilo que querem. Tudo mesmo. Para Jace, trata-se de uma mulher que o surpreende completamente… 

Jace, Ash e Gabe são amigos e sócios cheios de sucesso há muitos anos. São poderosos, influentes, sensuais e irresistíveis. Jace e Ash partilham tudo, incluindo as mulheres. Quando conhecem Bethany, Jace começa a sentir algo pela primeira vez na vida: ciúmes e uma obsessão forte, esmagadora, que o ameaça, mas que também o excita descontroladamente. 

Jace não quer partilhar Bethany com ninguém. Está decido a ser o único homem da vida dela, mas isso está a pôr em causa a amizade de uma vida inteira com Ash. Bethany será sua, e apenas sua. Mesmo que para tal tenha de virar costas ao amigo…

Opinião: Ok, vou directa ao assunto, este foi, possivelmente, dos livros que mais me custou ler nos últimos tempos, se não anos. Estreei-me na escrita de Maya Banks através da Trilogia McCabe publicada também pela Bertrand Editora e adorei esses três livros. O  primeiro da Trilogia Sem Fôlego – Obsessão – tinha sido lido pelo meio, mas como tenho tentado avançar com séries pendentes, decidi dar uma oportunidade a Delírio. Obsessão leu-se rápido, embora não tivesse sido demasiado fascinante, mas este segundo volume custou quase desde o início e passo a explicar porquê.

Se normalmente em romances eróticos procuro algum tipo de enredo que me prenda, sem ser só o erotismo e os cenários sexuais por si mesmos, aqui não encontrei nada que me seduzisse na história. Até mesmo as descrições sexuais perdiam qualquer interesse por não haver uma motivação extra sem ser o sexo gratuito por tudo e por nada e como pretexto para resolver coisas que obviamente não se resolvem só com sexo. Houve momentos em que pensei que dada a vida de Bethany e as suas implicações, uma maior adrenalina ocorresse ao longo das mais de 300 páginas, mas tal não se verificou. Verdade seja dita, e porque forço-me a ler um livro até ao fim mesmo que não me esteja a agradar – sim, eu sei, sou uma pessoa de esperança -, só na última dezena e pouco de páginas é que finalmente houve algo que agitasse mais a narrativa, que de resto foi linear. 

O livro não é propriamente mau, não está mal escrito. Para quem gosta de relações obsessivo-compulsivas então esta é a leitura propícia a esse gosto, pura e simplesmente não vai de encontro ao estilo de enredo que me agrada neste género literário. Não tendo nada a ver com feminismo, gosto de personagens femininas fortes ou que pelo menos evoluam ao longo das páginas. Protagonistas planos não me cativam. E esta é a diferença entre uma série e outra, na McCabe encontrei a motivação para continuar a ler com um entusiasmo que não encontrei ainda nesta. Vamos ver o que é que Fogo, o terceiro livro, reserva. 

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Opinião: Nunca te Apaixones por um Highlander (McCabe #3), de Maya Banks https://branmorrighan.com/2014/08/opiniao-nunca-te-apaixones-por-um.html https://branmorrighan.com/2014/08/opiniao-nunca-te-apaixones-por-um.html#comments Thu, 28 Aug 2014 18:48:00 +0000

Nunca te Apaixones por um Highlander 

Maya Banks

Editora: Bertrand Editora

Sinopse: O coração jovem e rebelde de Caelen McCabe quase destruiu o seu clã. Chegou a hora de colocar a lealdade à família acima de tudo o resto e casar com a noiva abandonada pelo irmão mais velho, salvando assim a frágil aliança entre dois clãs. Mas embora a bela Rionna McDonald seja uma mulher perfeitamente aceitável para qualquer homem, a verdade é que Caelen não confia em mulher nenhuma, especialmente nesta doce sedutora que ele tanto deseja. 

Claro que Rionna é uma vítima nos jogos de poder do seu pai, mas ela está determinada a cumprir o seu dever, ao mesmo tempo que jura proteger o seu coração e o seu orgulho de qualquer humilhação. Mas, apesar de tudo, o calor do toque de Caelen faz com que as suas defesas derretam e ela deseja intensamente as delícias sensuais de um marido que guarda as suas emoções com a mesma ferocidade com que guarda o seu clã. 

Quando explode a derradeira guerra pelo legado McCabe, o verdadeiro espírito guerreiro de Rionna vem ao de cima. Ela irá arriscar a ira do seu pai, a fúria dos seus inimigos e a própria vida para provar a Caelen que o seu amor é demasiado precioso para se perder.

Opinião: Não há muito tempo, li o segundo volume – Sedução nas Highlands – da trilogia McCabe, e deliciei-me com ele. A verdade é que quando estou a precisar de descansar, ou estou meia adoentada, ou pura e simplesmente estou numa disposição descontraída, adoro ler este tipo de livros. Como disse na opinião anterior, o truque aqui é estar bem escrito, bem projectado imageticamente e que me prenda a atenção desde o início. Neste último volume, Maya Banks não só esteve à altura, como ainda conseguiu que esta se tornasse na minha estória preferida, de entre as três. 

Tentando perceber o porquê de, ao contrário de tantos livros deste género, esta saga me ter conquistado genuinamente, penso que muito se deve ao facto de as personagens femininas não serem as típicas frágeis acéfalas, que tantas vezes encontramos. São mulheres de força que, não deixando de serem femininas, não viram a cara à luta. No sentido romântico, são ferozes na luta pelo seu espaço e imbatíveis na capacidade de sacrifício. Particularmente, em Nunca te Apaixones por um Highlander, encontramos Rionna, uma rapariga que, desde cedo, quis aprender a defender-se, a lutar tão bem como um homem, de forma a sentir-se sempre segura. Quando vê o seu destino entrelaçado com o de Caelen, um homem que obviamente é difícil e fechado, ela não desiste – não só de manter a sua personalidade intacta, como ainda de o conquistar levando-o a aceitá-la tal como ela é. Entre disputas familiares, intrigas por resolver e um perigo constante, a acção desenrola-se rapidamente, prolongando-se apenas na exploração das cenas mais íntimas entre o casal.

Não me quero estar a repetir em relação à escrita de Maya Banks, nas opiniões anteriores já falei imenso disso, mas deixo aqui reforçado que esta é uma trilogia muito carinhosa, vincada pelas reviravoltas entre os traumas, sofrimentos, e o encontro da serenidade e do amor que ao início poderia parecer impossível. Os três irmãos, tão diferentes, cada um com a sua cruz, acabaram por dar origem a três bonitas estórias de amor, cheias de erotismo, estilo filme romântico de Domingo à tarde, mas que só deveria passar na televisão depois da meia-noite! Uma boa aposta para pessoas românticas que gostam de um pouco de pimenta na narrativa. 

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Opinião: Este Homem – O Amante, de Jodi Ellen Malpas https://branmorrighan.com/2014/08/opiniao-este-homem-o-amante-de-jodi.html https://branmorrighan.com/2014/08/opiniao-este-homem-o-amante-de-jodi.html#respond Tue, 05 Aug 2014 21:00:00 +0000

Este Homem – O Amante

Jodi Ellen Malpas

Editora: Grupo Planeta

Sinopse: O Amante é o primeiro livro da trilogia Este Homem, que narra a história do aristocrata Jesse Ward e de Ava O’Shea, uma jovem designer de interiores.

Quando Ava é contratada para um trabalho no Manor, nunca pensou ir encontrar Jesse, um homem confiante, lindo de morrer e em busca de prazer sem limites. Ava tenta resistir, mas não consegue controlar o desejo irresistível que Jesse lhe desperta. Ela tem consciência que poderá vir a sofrer e, embora o instinto lhe diga para sair desta situação enquanto é tempo, ele não está disposto a deixá-la ir. Jesse está determinado a tê-la.

Opinião: Jogos de sedução, o combate entre quem domina e quem se
deixa dominar e o embate de personalidades – são estes os ingredientes que
principiam qualquer romance romântico, mas que nos romances sensuais e eróticos
ganham toda uma nova dimensão. As emoções são levadas a extremos quase
irracionais, a luxúria e o desejo sobrepõem-se a qualquer racionalidade e, tal
como todo o ser vivo que se move principalmente pelo instinto, nem sempre o
equilíbrio mental é respeitado, tornando as relações em ciclos viciosos e pouco
saudáveis. Este Homem – O Amante,
reflecte um pouco deste universo, em que o erotismo é um dos principais
ingredientes e os subterfúgios são uma constante.

Ava O’Shea, designer
de interiores, foi recentemente alvo de grande aclamação pela decoração de uma
grande mansão. Já se falava desse momento, quando recebe um pedido
específico, em seu nome, para um trabalho especial. É quando chega a Manor, um
hotel que consiste em bem mais do que aquilo que aparenta, que conhece Jesse
Ward, o misterioso dono do empreendimento que pediu expressamente que fosse ela
a desenhar os interiores de uma nova ala que pretende abrir. Em que consiste a
ala, permanece um grande mistério, os requisitos são apenas que têm de ter
grandes camas e luxuosas e que  emita um
ambiente sedutor.

Rapidamente, Ava percebe que não consegue ficar indiferente
perante Jesse. A atracção é instantânea e fatal, mas o constante encontro com a
secretária de Jesse, com quem ela pensa que ele mantém uma relação, faz com que
erga barreiras entre si e ele. Porém, Jesse é teimoso e insistente e ela acaba
por ceder. O rumo que a história de ambos toma, é muito aquele que descrevi no
primeiro parágrafo. Desde um controlo absoluto sobre o parceiro, neste caso de
Jesse sobre Ava, a uma disfuncionalidade primitiva em que não estão plenamente
bem juntos nem separados, rapidamente tudo se torna num ciclo vicioso de
reconciliação e separação.

Acabei por me ligar mais às personagens secundárias: a
melhor amiga de Ava e um dos melhores amigos de Jess. Quanto ao casal
protagonista, as contradições na personalidade de Ava foram muito regulares,
podendo deixar o leitor algo exasperado, mas também permitiram criar uma certa
empatia com ela e com as suas dúvidas. Jesse acaba por ser mais constante, mas
a falta de coragem para deixar tudo claro com Ava acaba por lhe sair caro.

Penso que o ponto alto desta obra é, não só, o leque de
personagens secundárias – desde o amigo gay ao patrão que é espezinhado pela
esposa ou até ao segurança de Jess, quase sempre sorumbático, como também a questão fulcral
do romance erótico – as descrições do envolvimento sexual entre as personagens.
Se a relação é um ciclo vicioso entre a paixão e a discussão, também o fervor
com que se envolvem fazem jus a esse mesmo vício, levando o desejo ao limite
numa sofreguidão palpável. Não trazendo nada de novo, é uma leitura, não
obstante o número de páginas, rápida, fácil, e que entretém facilmente quem
procura uma distracção leve e um enredo simples. 

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À Conversa com Megan Maxwell sobre a Trilogia Erótica «Pede-me o Que Quiseres» https://branmorrighan.com/2014/07/a-conversa-com-megan-maxwell-sobre.html https://branmorrighan.com/2014/07/a-conversa-com-megan-maxwell-sobre.html#respond Thu, 17 Jul 2014 23:09:00 +0000

Aquando o lançamento do segundo livro da sua trilogia erótica de sucesso, Pede-me o que Quiseres, Megan Maxwell esteve em terras lusas para falar com os seus leitores e, tanto eu como a Joana, autora do blogue As Histórias de Elphaba, não perdemos a oportunidade de conhecer esta fantástica escritora que anda a causar furor entre o público feminino – e não só! – na vizinha Espanha.

OPINIÃO

Conhecida pelas suas inúmeras obras dentro do género literário de romance contemporâneo, Megan confidenciou-nos que a possibilidade de narrar algo mais ousado surgiu através de uma proposta da sua editora, algo que de início a deixou reticente – sempre escreveu sobre sexo com limites – mas que acabou por aceitar de bom agrado. Afinal, segundo a mesma, todas as pessoas têm as suas fantasias, os seus “jogos”, e, apesar de estes não serem comentados com terceiros, desde que não se prejudique ninguém não há motivo algum para as pessoas se sentirem constrangidas com o que praticam – como a própria comprovou ao dar a boa-nova aos que lhe são próximos, que após a surpresa depressa trataram de lhe contar as suas fantasias em clima de bom humor e boa-disposição.

Quando questionada pelos elementos que diferenciam a sua história da tendência actual para publicações focadas em BDSM, a autora explicou que queria fazer algo diferente, e daí a forte aposta no voyeurismo e no swing. Afirmou, igualmente, que tinha conhecimento destas práticas e que com a devida pesquisa na Internet foi fácil informar-se e criar o seu texto.

OPINIÃO

Obviamente, acabámos por confrontar Megan com a postura submissa da sua protagonista, mas esta depressa nos esclareceu que embora Judith o seja em determinados momentos, tal não implica que ela também não goste de dominar, dizendo-nos também que este poder sobre o parceiro na relação, reversível na sua narrativa, funciona como algo excitante que não obriga há existência de qualquer tipo de violência, medo ou dor. Pelo contrário, é o cuidado e o carinho entre Judith e Eric que sobressai e evolui ao longo da história.

A autora referiu ainda o seu contentamento pelas muitas pessoas que se dirigiram a si agradecendo a publicação desta história, por ter conseguido desmitificar os tabus em torno deste género de relações sexuais, com a criação de personagens perfeitamente comuns – são disso exemplo Frida e Andrés, um casal com um filho que entre lençóis usufrui destas práticas – reafirmando assim quão saudável é a prática de fantasias quando partilhadas pelo casal.

Sobre as personagens, questionámos a escritora se o facto de Eric ser alemão tem algo a ver com o facto de esta ser a sua terra natal, e se existe algo de Megan em Judith, por ser espanhola. Informou-nos que nunca tinha pensado na nacionalidade de Eric sob esse ponto de vista, que queria apenas duas personagens muito diferentes, e em relação a Judith disse-nos que esta vai ao encontro das muitas protagonistas que cria e que reflectem a mulher espanhola em geral – gosta de personagens fortes – mas confessa que, de forma inconsciente, a sua protagonista acaba por agir como ela agiria.

Ainda em relação aos livros, no que respeita às intensas influências culturais, explica que para si é um imenso prazer escrever sobre a música, a comida e os traços do povo que conhece e adora, referindo-se neste caso a Espanha e Alemanha.

Por fim, mitigámos a nossa curiosidade relativamente à rotina de escrita de Megan Maxwell, que publica a uma velocidade rara. A autora explicou-nos que encara a escrita com grande seriedade pois essa é a sua profissão, dedicando-lhe 8 a 9 horas diárias do seu tempo – escreve de manhã e de tarde, e depois de um almoço tardio corrige o que escreveu anteriormente – e que quando está em cima dos prazos chega a escrever 12 a 14 horas por dia.

Megan reafirmou a importância da música na sua vida e a sua influência no que escreve (confessando ser fã de Alejandro Sanz, Malú, entre outros músicos românticos). Contou também que escolhe sempre o título das suas obras antes mesmo de definir as suas personagens e que a eleição de Pede-me o que Quiseres surgiu pelo seu cariz sugestivo e excitante.

Resta-nos agradecer a Megan a divertida e picante meia hora que nos disponibilizou, onde sempre animada nos esclareceu sem tabus e nos fez gostar ainda mais da sua história. E um muito obrigado, igualmente, à Planeta Manuscrito, por proporcionar mais este encontro com um autor estrangeiro, em mais um momento único para fãs.

Joana Gonzalez & Sofia Teixeira

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Opinião: Sedução Perigosa de Jess Michaels https://branmorrighan.com/2014/07/opiniao-seducao-perigosa-de-jess.html https://branmorrighan.com/2014/07/opiniao-seducao-perigosa-de-jess.html#respond Thu, 03 Jul 2014 16:46:00 +0000

Sedução Perigosa

Jess Michaels

Editora: Quinta Essência

Sinopse: Timida, obstinada e bela, Penelope está determinado a expor os casos licenciosos dos homens mais atrevidos da sociedade. Agora um deles – o libertino arrependido Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath – foi escolhido para pôr fim à interferência da pudica senhora. O plano de Jeremy é diabolicamente inteligente: irá juntar-se à guerra de Penelope contra a imoralidade, lutando apaixonadamente ao seu lado, ao mesmo tempo que a enche de missivas eróticas anónimas destinadas a excitar mesmo a mais fria e mais relutante mulher. Irá derrubar as suas defesas e inflamar os seus desejos reprimidos por acompanhá-la (no interesse da sua «nobre campanha») aos palácios do prazer mais notórios de Londres. E irá visitar o boudoir dela – mascarado – durante a noite para a ensinar nas artes deliciosamente pecaminosas ela deseja abolir. Em seguida, irá expor a sua hipocrisia ao mundo.

Mas o esquema do belo duque está fadado ao fracasso pois a bela Penelope liberta-se de todas as inibições e cede livremente a todos os caprichos dele. Pois neste jogo sensual de corações, é o sedutor que se torna seduzido.

Opinião: Ler Jess Michaels é sempre sinal de que nas próximas horas nos vamos rir, transportar para outros tempos em que a sociedade está cheia de etiquetas, (falsos) moralismos, e em que o escândalo pode acabar com a vida social de uma pessoa. Os bons casamentos, os interesses financeiros e, principalmente, a imagem que os outros têm do indivíduo, tomam graus de significância hoje considerados desmedidos, mas que na altura faziam parte do ar que respiravam. Em Sedução Perigosa revisitamos Penelope, desta vez sendo ela a protagonista de todo enredo.

O casamento de Penelope com um homem bem mais velho, para poder livrar a família de algumas despesas, é um facto que já conhecíamos do volume anterior, Emoções Proibidas, mas que agora sabemos terminado por este ter falecido. Após ter sido mal tratada durante o seu casamento, principalmente psicologicamente, a nossa protagonista está decidida a acordar todas as suas amigas para as realidades mais controversas dos seus maridos. O início nem sequer foi propositado, tendo feito apenas um comentário em relação ao tema das amantes e das noites repletas de luxúria dos maridos, mas rapidamente as amigas começaram a procurar inspiração nela para poderem controlar mais os seus maridos. Resultado? Pois claro, os homens ficaram furiosos e ansiosos por conseguir calá-la.

Planos começaram a ser delineados, mas foi literalmente na sorte, no jogo dos pauzinhos – quem fica com o mais curto perde – que Jeremy viu a sua vida mudar. Ao início de forma imprevisível, pois tudo o que ele queria era que os amigos se calassem, e para isso teria de convencer Penelope a parar com aquelas reuniões feministas, porém, à medida que se foi envolvendo com ela, quer sob a sua verdadeira identidade, quer sob um desconhecido que lhe escreve cartas eróticas, foi caindo na própria rasteira.

Esta é uma obra leve, que ainda assim consegue mostrar quão hipócritas e cínicas as pessoas conseguem ser, mas acima de tudo retrata uma mentalidade completamente oposta à dos dias de hoje, e como o papel da mulher foi mudando ao longo dos tempos. Não tão antípoda assim, é o sonho de qualquer mulher em encontrar um amante que a satisfaça, que a faça descobrir novos prazeres e que a faça sentir por inteiro. Existe toda esta descoberta sexual, intensa no erotismo e nos cenários descritos que, eventualmente, poderá fazer corar mentes mais pudicas. Resumindo, é um romance enternecedor, de personagens que nos conquistam e que no fim traz uma boa lição de sentido de justiça. Encantador.

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Opinião: Pede-me o que Quiseres, Agora e Sempre de Megan Maxwell https://branmorrighan.com/2014/06/opiniao-pede-me-o-que-quiseres-agora-e.html https://branmorrighan.com/2014/06/opiniao-pede-me-o-que-quiseres-agora-e.html#respond Thu, 19 Jun 2014 21:29:00 +0000

Pede-me o que Quiseres, Agora e Sempre 

Megan Maxwell

Editora: Grupo Planeta

Sinopse: Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre é uma intensa história de amor, povoada de fantasias sexuais, tensão e erotismo, onde os protagonistas tratam por tu a paixão.

Após provocar o seu despedimento na empresa Müller, Judith está disposta a afastar-se para sempre de Eric Zimmerman, e decide refugiar-se na casa do pai em Jerez.

Angustiado pela partida de Judith, Eric segue-lhe o rasto. O desejo continua latente entre ambos e as fantasias sexuais estão mais vivas do que nunca, mas desta vez é Judith quem impõe as condições, que ele aceita em nome do amor que professa.

Tudo parece voltar à normalidade, até que um telefonema inesperado os obriga a interromper a reconciliação e deslocarem-se a Munique. Longe do seu ambiente, numa cidade hostil e com o aparecimento do sobrinho de Eric, um contratempo com o qual não contava, a jovem terá de decidir se lhe deve dar uma nova oportunidade ou, pelo contrário, começar um novo futuro sem ele.

Opinião: Pede-me o que Quiseres, Agora e Sempre, é o regresso ao mundo de Judith e Eric que nos foi apresentado em Pede-me o Que Quiseres. Se a relação já oscilava entre o lascivo e o obsessivo, neste novo volume da trilogia erótica da escritora espanhola Megan Maxwell tudo toma novas proporções. O confronto entre os comportamentos e práticas culturais dos espanhóis versus os dos alemães, os ciclos viciosos de discussão e reconciliação e ainda a entrada de elementos surpresa na vida de um casal, são tudo temas evidenciados, propositadamente ou não, ao longo de toda a obra.

O ponto de partida é o fim do volume anterior o que, ao contrário de muitas trilogias, não provoca aquele sentimento de não sabermos o que se passou entretanto ou de termos perdido algo. O romance vai avançando à volta da reconciliação entre o casal até que o esperado acontece e ela parte para a Alemanha, disposta a ceder a algumas intransigências da sua personalidade para que a relação funcione. Dada a responsabilidade que Eric tem nos negócios, Jud tenta amenizar os atritos que poderiam surgir com a distância e mais, está disposta a conquistar o pequeno sobrinho de Eric – Flyn – que não se adivinha tarefa fácil. 

Se por um lado vemos uma evolução na relação e nas personagens, constatamos também a teimosia em persistir nos desentendimentos, em tudo ser causa para uma discussão. A verdade, é que com o decorrer da narrativa damos conta que é das reconciliações que Judith gosta, principalmente quando existe algum tipo de jogo pelo meio. Apesar de em menor quantidade que no livro anterior, o erotismo e a sensualidade continuam fortemente presentes com novos cenários e descrições intensas, imprevistas, mas que provocam a admiração no leitor pela ousadia e pela sensibilidade mostradas.

Como novo protagonista secundário temos Flyn, um pequeno rapaz de aparência durona, fechado em si mesmo, muito ao estilo do tio, sendo praticamente um reflexo do mesmo. Nele, Judith encontra o seu maior desafio. Não só Flyn é um rapaz difícil, como cedo ela dá conta que muito do que ele transparece não passa de uma fachada para ocultar outras coisas das quais tem vergonha, como tão frequentemente acontece na vida real. Aqui o desenvolvimento é notável e até mesmo a compaixão que Jud tem com os animais é enternecedora. 

No geral, a narrativa avança a bom ritmo, aprofundando o carácter dos personagens e fazendo crescer todo o círculo de relações que rodeiam os protagonistas. As cenas escaldantes dão o seu toque de pimenta e o facto de abordarem outros tipos de práticas sexuais que não as clássicas na grande maioria dos livros eróticos que estão na moda faz com que a história se torne única e mantenha o leitor preso e até viciado na leitura. Não tendo gostado tanto deste como do anterior, espero com grande expectativa a leitura do próximo sobre o qual só tenho ouvido maravilhas. 

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