Mitologia Nórdica – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Wed, 23 Dec 2020 21:22:32 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Mitologia Nórdica – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Mitologia Nórdica – Deusa Frigga https://branmorrighan.com/2010/09/mitologia-nordica-deusa-frigga.html https://branmorrighan.com/2010/09/mitologia-nordica-deusa-frigga.html#comments Fri, 10 Sep 2010 18:45:00 +0000

Frigga, ou Friga, é a Deusa-Mãe da dinastia de Aesir na mitologia nórdica. Esposa de Odin e mãe (ou madrasta) de Thor, ela é a deusa da fertilidade, do amor e da união. É também a protectora da família, das mães e das donas-de-casa, símbolo da doçura.

Na Mitologia nórdica, era conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir. Deusa do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimónio, da fertilidade, do amor, da gestão da casa e das artes domésticas. As suas funções primordiais nas histórias mitológicas dos nórticos são como esposa e mãe. Mas tem também tem o poder da profecia, embora não diga o que vê, e seja a única, à excepção de Odin, a quem é permitido sentar-se no seu elevado trono Hlidskjalf e olhar para fora sobre o universo.

Participa também na Caça Selvagem (Asgardreid) juntamente com Odin. Os filhos de Frigga são Balder, Höðr e, a partir de uma fonte inglesa, Wecta; seus enteados são Hermóðr, Heimdall, Tyr, Vidar, Váli, e Skjoldr. Thor não se sabe bem se é seu irmão ou um enteado. O companheiro de Frigga é Eir, o médico dos deuses da cura.

Os assistentes de Frigg são Hlín (a deusa da proteção), Gná (a deusa dos mensageiros), e Fulla (deusa da fertilidade). Não é claro se os companheiros e os assistentes de Frigga são apenas outras formas de representação da própria Frigga.

De acordo com o poema Lokasenna Frigga é a filha de Fjorgyn (versão masculina da “terra,” cf. versão feminina da “mãe terra,” de Thor), a sua mãe não é identificada nas histórias que sobreviveram.

Acreditava-se que era detentora de uma enorme sabedoria, conhecendo o destino dos Homens, sem, no entanto, alguma vez o revelar.

É representada como uma mulher alta e majestosa vestida de penas de falcão e gavião, trazendo um molho de chaves no cinturão.

O seu nome tem várias representações (Frige, Frija, Fricka etc.) sendo também, por vezes, relacionada ou confundida com a deusa Freya.

Texto adaptado/modificado da wikipédia.

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O Mundo da MItologia Nórdica https://branmorrighan.com/2010/03/o-mundo-da-mitologia-nordica.html https://branmorrighan.com/2010/03/o-mundo-da-mitologia-nordica.html#comments Wed, 17 Mar 2010 20:45:00 +0000

Na mitologia nórdica, acreditava-se que a terra era formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, situava-se no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost). Os gigantes viviam num espaço equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Niflheim, que era governada pela deusa Hel. Este era a moradia eventual da maioria dos mortos.
Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso de Musphelhein, repouso dos gigantes do fogo. Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos (Ljósálfar), Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens.

O Mito da Criação

O Frio e o Calor são o princípio de tudo. O frio era Nilfheim, um mundo de escuridão, frio e névoa. O caso oposto é o cálido, o calor chamado Muspell, o mundo do eterno calor.

Ginnungagup existia entre estes dois mundos, ou seja, aqui havia um grande vazio que ele preenchia. Em Ginnungagup surgiu a vida ao encontrarem-se o céu de Niflheim e o fogo de Muspell.

Entre o frio e o calor, dessa união, nasceram primeiro o ogro,Ymir ou Aurgelmir, e mais tarde a vaca gigante Audumbla. Ymir alimentou-se do leite de Audumbla, e do seu suor nasceu um casal de gigantes, e dos seus pés um filho. Essa foi a origem do embrião deles chamados yotes. Audumbla pode viver lambendo o gelo salgado, mas ao fazer isto, ela deu forma a outro ser primordial, Búre, que gera um filho, Bor.
Bor casa-se com Bestla, a filha do gigante Bolþorn. Dessa união nasceram três deuses: Odin, Vile e Ve.
Mais tarde, os três irmãos mataram Ymir, e do seu corpo criaram a terra, do seu sangue o mar, dos seus ossos as montanhas, dos seu crânio o céu (com um anão em cada canto, como se estivessem a segurá-lo), dos seus cabelos as árvores e do seu cérebro as nuvens.
Fagulhas de Muspell formaram as estrelas e os corpos celestiais, e os deuses ordenaram os seus movimentos, determinando as divisões do tempo. A terra foi circundada por um vasto oceano.

Este novo mundo foi chamado de Midgard, uma residência para a humanidade, fortificada por uma cerca feita pelas sobrancelhas de Ymir, e eles deram as terras no litoral para os gigantes se estabelecerem. Criaram no centro de Midgard, para que os homens não se sentissem só, o mundo dos asas, Asgard, em cujo centro crescia um grande freixo chamado Yggdrasil. A morte de Yggdrasil podia significar a destruição total do mundo, porque esta era a árvore da vida.

Yggdrasil é habitada por vários animais. Na sua copa vive uma águia que tem um falcão pousado entre os seus olhos. Sob os seus galhos, cabritos e veados comem dos seus . A raiz que mergulha em Niflheim é roída pelo dragão Nidhogg. Ao longo desta raiz, o esquilo Ratatosk corre para cima e para baixo, levando insultos do dragão Nidhogg para a águia que vive no topo. A razão dos insultos é porque quando o dragão que vive a roer a raiz começa a prejudicar Yggdrasil, a águia voa até ele e ataca-o ferozmente; enquanto Nidhogg fica a lamber as feridas para sará-las, Yggdrasill recupera-se e o ciclo recomeça.

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Mitologia Nordica – Odin https://branmorrighan.com/2010/03/mitologia-nordica-odin.html https://branmorrighan.com/2010/03/mitologia-nordica-odin.html#respond Wed, 17 Mar 2010 20:19:00 +0000

Odin é o Pai de Todos, relembrado hoje como o Deus da guerra e da fúria dos vikings. Contudo, ele não se ficou por aqui. Nas Eddas (nome dado ao conjunto de textos encontrados na Islândia (originalmente em verso) e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos personagens da mitologia nórdica), ele é o líder dos Deuses, mas essa posição originalmente era de Tyr, pois Odin tornou-se soberano durante a Era Viking, onde um Deus mais astuto era mais importante que um Deus radicalmente justiceiro. Odin é o Deus da sabedoria e do poder mágico, pois foi ele quem resgatou as runas, o alfabeto que guarda os mistérios do universo. Odin também é considerado Deus da morte, porque ele juntamente com Freya, recebiam os guerreiros que chegavam em Valhalla. Símbolos: os corvos: Munin e Hugin, os lobos: Geri e Freki, o cavalo Sleipnir, e a lança Gungnir.

Um pouco da sua história:

Odin é protetor dos exércitos, dos mortos em batalha, da magia, dos magos e dos andarilhos.

Antes de atingir o grau de divindade, possuía uma tropa de guerreiros-sacerdotes. Eram chamados de Camisa de Urso ou Pele de Lobo, tinham treino xamã e usavam cogumelos alucinógenos que visavam alterar o estado de consciência.

Eram homens enormes com barbas e cabelos longos, vestidos com pele de urso ou de lobo, atadas ao corpo por enormes cinturões. Usavam grandes elmos adornados por chifres.

Conta a lenda que o poderoso Odin desejou ser o conhecedor dos mistérios mágicos, para tanto, entregou-se a um ritual de sacrifício ficando pendurando na árvore do mundo, Yggdrasil, de cabeça para baixo, ferido pela sua própria lança, durante 9 dias e 9 noites, com fome e sede.

Terminado esse período, avistou os caracteres rúnicos no chão e recolheu-os.

Ainda insatisfeito, pediu permissão para beber água na “Fonte do Conhecimento” do Gigante Mimir, não hesitando em entregar como pagamento um dos seus olhos.

Odin era ainda ajudado por 2 corvos: Hugin (Espírito e Razão), e Munin (Memória e Entendimento) que se posicionavam nos seus ombros depois de percorrer o mundo durante o dia na busca de novidades para o Grande Deus.

Havia também 2 lobos que ficavam de guarda a seus pés e que se alimentavam de todo o tipo de carne, inclusivé humana, que era oferecida aos Deuses.

Tinha um cavalo lendário Sleipnir, com 8 patas, movimentando-se, rapidamente pelos céus entre a esfera humana e divina.

A sua lança,Gungnir, presente dos anões ferreiros mágicos, só se detinha após atingir o alvo.

Sentado num trono onde podia avistar o mundo inteiro, ficava na companhia dos mais valorosos guerreiros mortos nos campos de batalha, recolhidos no minuto derradeiro pelas Walkirias (doze virgens aladas com plumas de cisne). Esse exército espiritual do bem mantinha-se alerta para entrar em acção por ocasião do Crepúsculo dos Deuses – Ragnarokk- Apocalipse- contra as forças do mal, combate onde a destruição total imperaria, surgindo uma nova raça, passando do planeta de expiação para o planeta de regeneração.

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Paganismo – Freya https://branmorrighan.com/2009/12/paganismo-freya.html https://branmorrighan.com/2009/12/paganismo-freya.html#comments Mon, 14 Dec 2009 21:17:00 +0000

Freya é a Deusa-Mãe da dinastia de Vanir na mitologia nórdica. Filha de Njord e Skade (Skadi), o deus do mar, e irmã de Frey, ela é a deusa do sexo e da sensualidade, fertilidade, do amor da beleza e da atração, da luxúria, da música e das flores.

É também a deusa da magia e da adivinhação, da riqueza (as suas lágrimas transformavam-se em ouro) e líder das Valquírias (condutoras das almas dos mortos em combate).

De carácter arrebatador, teve vários deuses como amantes e é representada como uma mulher atraente e voluptuosa, de olhos claros,baixa estatura,sardas,trazendo consigo um colar mágico, emblema da deusa da terra.

Ela surgia sob a forma de uma linda mulher vestida com um manto de peles de gato, enfeitada com penas de cisne e adornada com jóias de ouro e âmbar, sendo transportada na sua carruagem dourada por quatro gatos.

Freya era muito importante para o bem-estar e existência dos Deuses, muito além de seu aspecto de deusa da fertilidade, pois ocorreram muitas batalhas entre os Deuses e os Gigantes por Freya.

Ela possuía muitos nomes: Syr, Dama, Grande Deusa, Mardoll (Aquela que brilha sobre o mar).

Os mitos falam do seu casamento com um misterioso deus chamado Od, o qual viria a desaparecer sem deixar rasto. Diz a lenda que ela o procurava constantemente, no céu e na terra, enquanto derramava lágrimas que se transformavam em ouro na terra e âmbar no mar.

Na mitologia nórdica, Freya e dois outros vanirs (deuses de fertilidade) mudaram-se para Asgard para viver com os aesirs (deuses de guerra) como símbolo da amizade criada depois de uma guerra. Ela usava o colar de Brisingamen, um tesouro de grande valor e beleza que obteve dormindo com os quatro anões que o fizeram.

Ela compartilhava os mortos de guerra com Odin. Metade dos homens e todas as mulheres mortos em batalha iriam para seu salão Sessrumnir.

Apesar de Freya estar intimamente ligada ao poderoso Odin, ela não tinha nenhuma relação directa com ele nem com nenhum outro deus. No entanto, ela hoje é considerada consorte de Frey, com quem forma o casal divino, celebrado nos ritos de fertilidade com o “casamento sagrado”.

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