Mixtape 10 Anos – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:43:23 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Mixtape 10 Anos – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Eternos São os Corvos https://branmorrighan.com/2019/08/eternos-sao-os-corvos.html https://branmorrighan.com/2019/08/eternos-sao-os-corvos.html#respond Sun, 11 Aug 2019 16:17:00 +0000

Ter o blogue BranMorrighan tem-me proporcionado experiências incríveis e únicas. Esta vida paralela que tenho levado (muito menos nos últimos anos por causa do doutoramento) tem sido das fontes mais enriquecedoras de realização e orgulho. Orgulho por mim e por aqueles que tenho visto crescer. Orgulho pelos desafios encontrados, mas também pelos desafios propostos que tomaram a forma de belíssimas obras de arte. De compilação literárias e mixtapes musicais, confesso sem problema nenhum que parte de mim fica toda babada quando vê os projectos crescerem para além dos desafios apresentados.

É o caso do João Vairinhos, que assume oficialmente a sua carreira a solo, depois de ter sido desafiado a compor individualmente para a mixtape dos #10anosblogbranmorrighan. O tema já se encontra no Spotify e, quem sabe, até ao final teremos novidades suas em nome próprio. Entretanto, ele não pára, claro. Nos seus projectos colectivos actuais contam nomes como LÖBO, Ricardo Remédio, The Youths e Wildnorthe. Se o seu nome à bateria já é nacionalmente conhecido, só posso esperar que também tenham o privilégio de o descobrir noutras texturas e atmosferas criativas. Eu sei que eu já sou fã. 

Fica aqui a ligação para este tema que me diz tanto, também ilustrado por uma fotografia que eu própria tirei enquanto andei perdida pelas estradas de Cambridge, UK. 

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Vencedor do Passatempo: O Fim de Onde Partimos, de Megan Hunter https://branmorrighan.com/2019/02/vencedor-do-passatempo-o-fim-de-onde.html https://branmorrighan.com/2019/02/vencedor-do-passatempo-o-fim-de-onde.html#respond Wed, 27 Feb 2019 15:01:00 +0000

Viva! Cá estamos para anunciar mais um vencedor, desta vez para O Fim de Onde Partimos, de Megan Hunter. Este passatempo contou com 992 participações e o vencedor escolhido através do random.org foi:

Cláudia Costa, 376

Parabéns Cláudia! Tens um mail na tua caixa de correio para responderes com os teus dados para que o livro te possa ser entregue. Obrigada a todos mais uma vez e em breve mais passatempos.

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[10 Anos Blog BranMorrighan] Analepse é o belíssimo novo tema da Mixtape #10anosblogbranmorrighan https://branmorrighan.com/2019/01/10-anos-blog-branmorrighan-analepse-e-o.html https://branmorrighan.com/2019/01/10-anos-blog-branmorrighan-analepse-e-o.html#respond Tue, 29 Jan 2019 09:44:00 +0000 Fotografia por Sofia Teixeira @ Cambridge, UK

Já não me lembro bem quando é que realmente conheci o Manuel Guimarães, mas lembro-me perfeitamente do quão viciada fiquei no seu disco SAHU, que lançou enquanto nial, um dos seus múltiplos projectos. Desde então que acompanho o seu trabalho e se existem pessoas pelas quais nutro uma profunda admiração, o Manuel é sem dúvida uma delas. Existem subtilezas e sensibilidades na forma como constrói as suas sonoridades que não estão ao alcance de qualquer um. Ao longo deste anos podemos observar quão eclética a sua estética consegue ser, mas também quão consistente é a sua qualidade. 

Analepse, o tema criado para a comemoração dos 10 anos do blogue BranMorrighan é uma belíssima obra de arte. São cinco minutos de uma viagem onírica e muito pessoal. Digo isto porque a forma como a sinto evoca emoções tão intensas e tão pessoais que não me admira que cada pessoa acabe por vivê-la de forma única. Acompanhem-no – https://cargocollective.com/manuelguimaraes. Irão descobrir uma série de universos que vale completamente a pena explorar e contemplar. 

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[10 Anos Blog BranMorrighan] João Vairinhos é o novo artista da Mixtape https://branmorrighan.com/2019/01/10-anos-blog-branmorrighan-joao.html https://branmorrighan.com/2019/01/10-anos-blog-branmorrighan-joao.html#respond Fri, 11 Jan 2019 15:38:00 +0000

Um dos maiores privilégios que tenho tido desde que criei o BranMorrighan é conhecer e lançar novos talentos. Bem, quando digo novos, não digo necessariamente em idade ou até em experiência, mas imaginem um artista que esteve sempre em bandas e que de repente ousa lançar o seu material a solo. Já aconteceu e volta agora a acontecer com o João Vairinhos, um dos bateristas mais talentosos do nosso punk/rock/doom/tudo-o-que-quiserem. Depois de algum tempo fora dos palcos, nos últimos anos tem tocado com os Löbo e com Ricardo Remédio, mas é também um dos dinamizadores da Regulator Records. Aliás, deixem-me partilhar convosco uma curta BIO oficial:

Apaixonou-se pela bateria aos 14 anos numa garagem, como milhares de miúdos dessa idade, e aos 18 anos juntou-se a 3 amigos e fundou a banda punk/hardcore DAY OF THE DEAD, que acabou por fazer 5 tours internacionais (Europa, Estados Unidos e Brasil). Nos dias que correm é baterista dos THE YOUTHS, dos LÖBO e colabora no projecto a solo do RICARDO REMÉDIO (LÖBO, RA).

Quis o universo que nos cruzássemos e desafiei-o então a criar um tema da sua autoria para a Mixtape dos #10anosblogbranmorrighan. Esta publicação já vem com uns dias de atraso (as teses de doutoramento conseguem ser castradoras), mas não podia estar mais orgulhosa do feedback que tenho visto desde que o João começou a partilhar esta sua estreia a solo. Acredito que não seja fácil sair-se da pele de estar numa banda, em que a atenção é partilhar, para se ser o foco da atenção, mas há talento que seria um desperdício não ser manifestado. E como uma coisa não invalida a outra, vão continuar a ver o João Vairinhos a tocar em bandas (aliás, ele toca com o Ricardo Remédio na festa de aniversário do blogue já no dia 18 de Janeiro no Musicbox) e, daqui a uns tempos, espero eu, a solo também. Ora ouçam.

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Esperança e “milk and honey” https://branmorrighan.com/2019/01/esperanca-e-milk-and-honey.html https://branmorrighan.com/2019/01/esperanca-e-milk-and-honey.html#respond Tue, 08 Jan 2019 18:58:00 +0000

Tirei esta fotografia com o meu telemóvel (não tem qualquer tipo de filtro ou tratamento, estava mesmo muito nevoeiro às 9h30 da manhã) enquanto dava a minha caminhada matinal no trilho do Tejo. Provavelmente não inspira muito esperança. É, talvez, até desoladora. No entanto, há qualquer coisa nela, talvez aquela espécie de sol que quer espreitar, que me conforta e desconforta ao mesmo tempo. A fase pela qual estou a passar também está cheia desses altos e baixos. Quem disse que fazer um doutoramento não deixava as suas marcas?  

Como sabem, tinha como missão escrever pelo menos um artigo decente por semana aqui no blogue, mas o ano começou e eu continuei numa maratona desenfreada para cumprir uma missão que verá o seu termino no máximo na próxima Segunda-feira. Tem sido duro, tem sido cansativo, o mundo não pára de girar e eu continuo a ter de corresponder às minhas obrigações académicas e ainda tentar que as festas de aniversário tenham a atenção que merecem. Esperança! Não por mim. E quem me conhece sabe que se ainda me dou ao esforço de organizar concertos é porque acredito que as bandas que convido merecem a devida atenção e tento proporcionar-lhes uma oportunidade, em casas de referência, para se darem a conhecer. Ah! E a bela mixtape de comemoração de aniversário. Ainda não estão todas as músicas divulgadas, mas já ouviram as três belezas que já se encontram online? Visitem https://branmorrighan.bandcamp.com ! 🙂

Esta imagem está muito tosca, mas no meio da maratona que tem sido a vida, decidi pegar no livro milk and honey, de rupi kaur, que a Joana Gonzalez – amizade para uma vida que teve origem nos nossos blogue, o dela éo blogue As Histórias de Elphaba – me ofereceu num aniversário. Esta é uma das suas magníficas páginas. Que livro belíssimo. Que poesia brutal. Há páginas tão fortes entramos numa dimensão completamente visceral. A poesia consegue ser bela, mas também avassaladora. Este é um livro que entra na categoria daqueles que quero manter sempre perto de mim. Que na minha casa tem de estar num lugar de alta exposição. Que me faça lembrar. Que me lembre de que os traumas, a dor, o amor e a cura fazem todos parte da nossa vida e que podemos ser tão fortes quanto ousarmos ser. Esperança! Convido-vos a visitarem o meu instagram – https://instagram.com/sofiateixeira_branmorrighan/ – a verem as histórias que publiquei relacionadas com este livro. Ainda não sei se irei escrever um artigo só sobre o livro, mas espero que sim. 

Muito obrigada por se manterem desse lado e, não se esqueçam, se estiverem por Lisboa dia 18 de Janeiro é aparecer no Musicbox a partir das 21h! Ora espreitem a noite maravilhosa que vamos ter: http://www.branmorrighan.com/2019/01/branmorrighan-comemora-10-anos-no.html

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[10 Anos Blog BranMorrighan] A Mixtape – Depois de André Barros é a vez de Slowburner https://branmorrighan.com/2018/12/10-anos-blog-branmorrighan-mixtape_31.html https://branmorrighan.com/2018/12/10-anos-blog-branmorrighan-mixtape_31.html#respond Mon, 31 Dec 2018 12:40:00 +0000

Slowburner é o protagonista do segundo tema da Mixtape dos #10anosblogbranmorrighan! Uma primeira curiosidade é que o Élvio Rodrigues, aka Slowburner, foi meu colega de faculdade há perto de uma década atrás. Nunca fomos do mesmo círculo de amigos, mas cruzávamo-nos com frequência pelos edifícios da RNL, no Instituto Superior Técnico. Claro que a vida acontece e, tal como na maioria dos casos, terminado o curso nunca mais o voltei a ver. 

Há umas semanas, já comigo enquanto professora na Faculdade de Ciências, um colega meu, o José Coelho, falou-me neste rapaz que tocava piano como ninguém e que até já o tinha levado a tocar no telhado da sua casa. Como sou aficcionada por piano, fui ver quem era e ele até comentou comigo que achava que nós tínhamos sido colegas, já que ele também tinha andado no IST e era mais ou menos da nossa idade. Na mouche

Nem queria bem acreditar. Não que fosse duvidar do talento do Élvio, mas foi tão imprevisível para mim que fiquei ligeiramente em choque. E por boas razões. Depois de visitar o bandcamp do Slowburner, rapidamente me apercebi que ele é um daqueles raros talentos que ninguém devia perder, mas que quase ninguém conhece. Como já tinha a ideia da Mixtape em mente, não tardei a convidá-lo e ele prontamente aceitou. 

O resultado é o que podem ouvir através do bandcamp. Sublime, magnífico. Ao contrário do que lhe é habitual, em que só toca instrumental, Slowburner decidiu dar voz ao que o momento lhe falava ao ouvido e em “Custe o que custar” temos um tema inédito e especial em todos os sentidos. Confesso, fiquei comovida, para além dos arrepios na espinha provocados pela música. Deixem-se levar e arrebatar por ele. Procurem-no, ouçam-no, apoiem-no. Ele merece.

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[10 Anos Blog BranMorrighan] A Mixtape https://branmorrighan.com/2018/12/10-anos-blog-branmorrighan-mixtape.html https://branmorrighan.com/2018/12/10-anos-blog-branmorrighan-mixtape.html#respond Wed, 26 Dec 2018 16:17:00 +0000

Esta comemoração dos 10 anos do BranMorrighan é capaz de estar a ser a mais em cima do joelho que alguma vez aconteceu. Consegui acumular deveres profissionais com deveres académicos, encher-me de trabalho até ao tutano e chegar ao ponto de não saber a quantas ando. O tempo passou depressa demais e uma série de ideias e projectos que tinha para este aniversário nunca aconteceram. Ainda assim, porque sou uma sortuda e porque nas alturas certas as pessoas certas têm o condão de aparecer na minha vida, a ideia da Mixtape está a ganhar forma e já tem sítio no bandcamp – https://branmorrighan.bandcamp.com

A minha ideia foi desafiar uma série de artistas que admiro e que me marcaram nos últimos anos a comporem um tema inédito, quem sabe até fora do contexto e das sonoridades que normalmente exploram. O primeiro a ter o seu tema pronto foi o música André Barros, pianista sublime, compositor de outro mundo. O seu tema chama-se Racing Thoughts e tem origem na associação que o André Barros fez entre o meu estilo de vida e o blogue. Quando o ouvi pela primeira vez comecei por sentir logo um arrepio na espinha. Depois foi uma espécie de caminho para a catarse. Senti alegria, tristeza, sorri, chorei, uma autêntica corrida de emoções e pensamentos. Curioso, não acham? O André Barros é alguém cujo trabalho artístico admiro profundamente. A sua versatilidade e a sua sensibilidade dão as mais diversas texturas à sua música e é muito difícil não ficarmos sensibilizados e hipnotizados com as mesmas. 

Este início da Mixtape, com este tema do André Barros, acaba por abrir o mote ao propósito da mesma. Viagens que exploram o nosso interior. Umas vezes mais luminoso, outras vezes mais escuro e pesado. Estou muito contente com os temas que me chegaram até agora e acredito que, de alguma maneira, irão tocar as pessoas certas, no momento certo. Na véspera de ano novo divulgarei mais um tema, o do Slowburner. Se não o conhecem, desafio-vos a pesquisarem-no e a ouvirem-no. Nessa altura divulgarei mais pormenores e novidades.

A capa da mixtape é uma fotografia tirada por mim quando estive em Cambridge, há coisa de duas semanas. Estava a passear dentro de um campus de uma universidade e tornou-se impossível não captar aquela paisagem que coincide tanto com a essa tal mistura de emoções que mencionei há pouco. Espero que gostem. Obrigada por estarem desse lado e por todo o apoio.

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