Nascente – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:57:49 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.3 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Nascente – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: Yoga-me – A arte de abrir o coração, de Filipa Veiga https://branmorrighan.com/2018/06/opiniao-yoga-me-arte-de-abrir-o-coracao.html https://branmorrighan.com/2018/06/opiniao-yoga-me-arte-de-abrir-o-coracao.html#respond Tue, 19 Jun 2018 14:23:00 +0000

Yoga-me – A arte de abrir o coração

Filipa Veiga

Editora: Nascente

Sinopse: A vida tem vários caminhos. Nem sempre os vislumbramos, enredados no ritmo frenético do quotidiano. Por vezes, acabamos mesmo por seguir um caminho que nos traz infelicidade. Sem a energia necessária para mudar, fechamo-nos ao mundo. Neste livro, Filipa Veiga conta-nos como descobriu, através do yoga, um novo objetivo para a sua vida. Ao longo de oito capítulos ilustrados por belas fotografias, explica-nos o que é o yoga e como a sua prática atua sobre o corpo e a alma. Partilha as histórias da sua infância vivida em Macau, o impacto do regresso a Portugal para estudar Direito, o choque de culturas e de como isso definiu o rumo na procura de equilíbrio, saúde e felicidade. Narra depois as viagens inesquecíveis que fez a Bali e à Índia, deixando ainda dicas para começar a prática de yoga, para abrir a mente a um novo estilo de vida, e até receitas para deliciosas refeições.

OPINIÃO: Yoga-me é um livro absolutamente inspirador e completamente necessário. Finalmente um livro sobre Yoga que é bastante abrangente e completo no que toca ao Yoga enquanto filosofia, estilo de vida, prática física e espiritual. Tenho lido vários, mas este foi o que mais me tocou, impressionou e me fez ter vontade de aprofundar ainda mais o meu gosto pelo Yoga.

O livro está escrito na primeira pessoa e mostra-nos o percurso da autora, a sua experiência, expondo factos e passagens históricas do Yoga, tudo de forma leve e apaixonada. Esta paixão que Filipa Veiga tem pelo Yoga e por tudo o que este implica na sua vida é vibrante e contagiante. As descrições que faz de Bali, dos seus rituais e das suas gentes são maravilhosas. Para além disso, tem sempre a preocupação de dar dicas ao leitor. Sei que no dia em que pousei o livro pensei logo: amanhã de manhã quero começar o meu dia seguindo as suas sugestões. Estas sugestões são pequenas práticas matinais que se encontram numa das páginas do seu livro e que de tão simples (apesar de exigirem disciplina) nos levam a querer mudar e melhorar o nosso bem-estar, tanto interior como exterior.

Já há alguns meses que me dedico à prática de Yoga auto-didacta, mas recentemente comecei a frequentar algumas aulas. Tenho tentado perceber até onde é que consigo ir sozinha ou até que ponto é que preciso de um professor, e a verdade é que ambos são válidos e complementam-se. Acho importante dedicarmos tempo para nós e para a nossa prática pessoal, mas com um professor a disciplina é outra e muito importante. À medida que fui lendo Yoga-me, senti cada vez mais isso. Filipa Veiga encontrou vários gurus ao longo do tempo e partilha connosco que acha que é importante encontrarmos alguém que nos possa guiar.

Este livro está muito bem conseguido porque todo ele é apelativo. Desde a estética, cuja paginação e estilo estão muito bonitos, ao formato, em que para cada capítulo temos o privilégio de ver algumas das fotografias tiradas nos vários locais onde a autora esteve, acabando com uma série de pequenas receitas saudáveis e sugestões de práticas simples que nos fazem querer mudar para melhor, mais conscientes, mais saudáveis. Tal como o autora diz, o caminho pode não ser imediato e pode levar anos, mas cada pequeno passo de perseverança traz resultados que valem a pena. Aconselho este livro a todos os curiosos, praticantes ou não praticantes, mas acima de tudo aconselho esta leitura a quem esteja disposto a abrir o coração ao que lhe rodeia e a si mesmo 🙂 

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Em Abril, pela Nascente: Shinrin-Yoku, Dr. Qing Li – A arte que vem do João para nos ligar à natureza https://branmorrighan.com/2018/04/em-abril-pela-nascente-shinrin-yoku-dr.html https://branmorrighan.com/2018/04/em-abril-pela-nascente-shinrin-yoku-dr.html#respond Sat, 07 Apr 2018 17:57:00 +0000

Shinrin-Yoku – A arte que vem do João para nos ligar à natureza

Dr. Qing Li 

Com os direitos vendidos para inúmeros países, Shinrin-Yoku – A Arte Japonesa da Terapia da Floresta é um belíssimo guia prático, profusamente ilustrado, sobre a terapia que dá energia e reduz o stress. Este conceito já é usado em Portugal e conta com o apoio do programa de financiamento europeu Portugal 2020.

Em japonês, shinrin significa «floresta» e yoku «banho», pelo que shinrin-yoku se traduz por banhar-se na atmosfera da floresta, absorvendo todos os seus sons, cores, odores e texturas. Trata-se, simplesmente, de estar na natureza, estabelecendo uma ligação imersiva com ela através dos sentidos. Este é há décadas um dos pilares da cultura japonesa, mas agora os seus efeitos transformadores são reconhecidos por todo o mundo.

O trabalho do Dr. Qing Li, um dos maiores especialistas em medicina florestal, prova que estar rodeado de árvores ou plantas (mesmo no conforto de casa) reduz a pressão arterial, diminui o stress, aumenta a energia, favorece o sistema imunológico e leva-o até a perder algum peso excessivo. Este livro, que contém um mapa com as 40 florestas mais maravilhosas do mundo, em que uma delas é portuguesa: Florestas de Sobreiro (Alentejo), desvenda todos os segredos e maravilhas da terapia da floresta, e incentiva-o a experimentá-la.

O conceito já é usado em Portugal, tendo sido reconhecido como Turismo de Natureza pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Todos nós sabemos como é bom o contacto com a natureza. Os sons da floresta, o cheiro das árvores, os raios de sol a espreitar por entre as folhas, o ar fresco e limpo – oferecem-nos uma sensação de conforto. Estes aliviam o nosso stress e as nossas preocupações, ajudam-nos a descontrair e a pensar mais claramente. O contacto com a natureza permite repor o nosso ânimo, devolver a nossa energia e vitalidade, revigorar-nos e rejuvenescer-nos.

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[Diário de Bordo] Mergulhando no universo Yoga https://branmorrighan.com/2017/11/diario-de-bordo-mergulhando-no-universo.html https://branmorrighan.com/2017/11/diario-de-bordo-mergulhando-no-universo.html#respond Sat, 04 Nov 2017 10:39:00 +0000

Estava aqui a pensar como começar este post, mas de repente todas as frases pareciam tiradas de um livro de auto-ajuda e para isso já eles existem. Na verdade, apenas vos estou a escrever porque, ultimamente, tenho lido alguma variedade de livros de auto-ajuda/práticos, no que toca a lidar com o stress e com emoções que possam sair um pouco do controlo. Por vezes o trabalho, conjugado com a vida pessoal, consegue dar comigo em doida (quem nunca?) e, dada a falta de tempo, comecei a procurar mecanismos para, ao meu próprio ritmo, começar a gerir não só a camada de nervos como tentar manter-me saudável física e psicologicamente. Ando sempre a inscrever-me e a desinscrever-me do ginásio, mal consigo uma rotina que me permita ter um horário mais ou menos estável para exercício físico, mas isso não tem nada de bom. 

Há cerca de quase duas semanas, comecei a mergulhar um pouco mais no universo Yoga. No ginásio já frequentava (muuuuuuuito de vez em quando) as aulas de body balance, que misturaram yoga, tai chi e pilates, mas como o horário dessas aulas mudou e estas se tornaram incompatíveis com a minha disponibilidade, decidi arregaçar mangas e tentar perceber como é que podia aplicar parte do que aprendi, e até aprender mais umas quantas coisas, em casa. De momento, tenho cinco livros comigo sobre a temática: Yoga Graphics (Planeta), Slow Living Yoga (Arena), Retox (Arena), Yoga-Me (Nascente) e Yoga Para Ti (Nascente). São livros completamente diferentes uns dos outros e à medida que os for explorando vou partilhando aqui convosco. Desde a origem do Yoga aos termos próprios, passando pela postura física e psicológica, estes livros oferecem alguns mecanismos para que possamos melhorar o nosso bem-estar. 

Em tempos, pensava que o Yoga era mais uma prática física do que espiritual, mas entretanto percebi que pode conjugar as duas. Eu sou sempre apologista de cada um fazer o que lhe fizer mais sentido, desde que encontre a paz física e psicológica que aumente a sua qualidade de vida. Nem todos somos religiosos, nem todos temos uma espiritualidade desenvolvida, por isso acredito que podemos sempre olhar para todas estas práticas de uma maneira transparente. Depois, consoante as nossas crenças, poderemos sentir uma maior ou menor empatia com o que os autores expressam, mas é para isso que temos o nosso próprio cérebro, para discernirmos o que pode ou não fazer sentido para nós. Por exemplo, eu posso achar que realmente a prática física do Yoga provoca algumas melhorias em mim, mas posso não ver sentido em alguns rituais que possam ser praticados por parte dos gurus. Concluindo: os livros de auto-ajuda são sempre práticos e aditivos do nosso conhecimento, mas defendo sempre que o leitor deve ter espírito crítico em relação ao que lê. Já todos sabemos que não existem receitas universais que funcionem da mesma maneira para toda a gente. 

Uma das coisas que tem funcionado para mim, ou pelo menos eu sinto que de alguma maneira me tem ajudado a começar melhor a manhã (acordo sempre com rigidez na cervical e com algumas dores de coluna), tem sido a prática de saudações ao sol. Acho que é um bom sítio para começar. Isso e alguns exercícios de yoga visual para ajudar a entrar na meditação ou apenas relaxar antes de adormecer. O primeiro exercício do Yoga Graphics é surpreendentemente simples e eficaz. 

Como tenho uma deadline de um artigo científico de hoje a oito, vou-me por a trabalhar, mas uma coisa eu sei, vai haver uma altura do dia em que vou parar por uns momentos e meditar ou praticar um pouco de yoga, ou os dois ao mesmo tempo – a posição de lotus no yoga é excelente para isso (tenham em atenção a postura e cuidado com os joelhos!). Ultimamente tenho sentido que mesmo que diminua o meu tempo de trabalho, aumento a minha produtividade por conseguir uma maior tranquilidade. 

Despeço-me por agora! Bom fim-de-semana 🙂 

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Grupo 20|20 Editora: Novidades Rentrée 2017 https://branmorrighan.com/2017/09/grupo-2020-editora-novidades-rentree.html https://branmorrighan.com/2017/09/grupo-2020-editora-novidades-rentree.html#respond Mon, 04 Sep 2017 21:38:00 +0000

E estes são alguns dos títulos mais importantes que vão chegar às livrarias sob as seis chancelas do Grupo 20l20 Editora — Booksmile (Infantojuvenil); Elsinore (Ficção e Não-Ficção Literária); Fábula (Infantojuenil Literária) Nascente (Mente, Corpo e Espírito), Topseller(Ficção); Vogais (Não-Ficção) — e da distribuída Cavalo de Ferro.

SETEMBRO

ELSINORE

Primeiros romances e romances consagrados; contos épicos e ódios poéticos; clássicos intemporais e tempo para novos clássicos; prémios Nobel e outros prémios mais; literatura dos Estados Unidos da América, do Reino Unido, da Argentina e da Dinamarca; não ficção atual, a publicada agora e a recuperada para novos olhares sobre a guerra. Na rentrée da Elsinore, a garantia de grandes livros. Entre nós e as palavras, leituras inesquecíveis.

Depois de Vozes de Chernobyl, A Guerra não Tem Rosto de Mulher e Rapazes de Zinco, a Elsinore prossegue a edição das obras de Svetlana Alexievich, Prémio Nobel de Literatura de 2015. Publicado inicialmente em 1985, As Últimas Testemunhas é um retrato inesperado da II Guerra Mundial, como também era o apresentado em A Guerra não Tem Rosto de Mulher. Desta vez a perspetiva é a das crianças que viveram a Guerra Patriótica da União Soviética contra a Alemanha Nazi, que em 1941 quebrou o Pacto de Não-Agressão e invadiu a Rússia. São cem histórias sem infância, tocantes e impiedosas, vividas num conflito que o olhar inocente da idade não soube entender. Estima-se que na II Guerra Mundial morreram três milhões de crianças. «Alcançámos aquela linha… aquele limiar…», desabafa um dos entrevistados por Svetlana Alexievich, 40 anos depois. «Somos as últimas testemunhas. O nosso tempo está a chegar ao fim… Devemos falar…».

No campo do ensaio, mais duas obras igualmente surpreendentes. Em Ódio à Poesia, o poeta e ensaísta norte-americano Ben Lerner tenta perceber por que razão a arte poética, o poema e o verso desencadeiam reações tão negativas junto dos leitores. «Poesia: que espécie de arte acomoda o desagrado do seu público e que espécie de artista se alinha em defesa de tal desagrado, até mesmo encorajando-o?», questiona-se Ben Lerner. A resposta possível surge nesta centena de páginas, que recolhem exemplos na História da Literatura e na sua experiência autoral.

Com o seu estilo inconfundível – lúcido e provocatório –, Slavoj Žižek escreve sobre o que simboliza hoje, cem anos depois, a figura do principal líder da Revolução Russa e o impacto da sua doutrina ao longo do século XX. Lenine 2017 reúne dois grandes estudos do filósofo esloveno (um a abrir, o outro a fechar) e um conjunto de escritos do próprio Lenine (ensaios, memorandos e cartas). 

Merecedor de destaque é também a reedição, em setembro, dos dois ensaios de Yuval Noah Harari publicados pela Elsinore. Sapiens: História Breve da Humanidade e Homo Deus: História Breve do Amanhã figuram há meses nas principais listas de bestseller e chegam agora, respetivamente, à sexta e à terceira edições.

Na ficção, dois romances de língua inglesa. De Inglaterra, o quinto (e mais recente) romance de Helen Oyeyemi, autora da coletânea de contos O Que não É Teu não É Teu (Elsinore, 2016). Rapaz, Neve, Ave é a surpreendente recriação do conto infantil A Branca de Neve, transposto para uma pequena cidade do Massachusetts. Dos Estados Unidos da América, Um dos Nossos é o primeiro (e aclamado) romance de Daniel Magariel, história centrada na relação claustrofóbica e violenta de um pai com os seus dois filhos.

CAVALO DE FERRO

Livros resgatados ao esquecimento, reedição de clássicos da Literatura Mundial e apostas em grandes autores da América Latina e do norte e centro da Europa marcam a rentrée da Cavalo de Ferro. Adolfo Bioy Casares, Alexander Kielland, Elias Canetti, Halldor Laxness, Ivo Andrić, Juan Rulfo, Julio Cortazár, Luigi Pirandello, Magda Szabó, Marc Ferro, Mark Twain e Urbano Tavares Rodrigues: ler estes autores pode causar independência. De espírito. E de pensamento.

Elias Canetti é um dos autores em destaque na rentrée de 2017 da Cavalo de Ferro. Logo em setembro são lançados dois dos mais significativos títulos do romancista e ensaísta de origem búlgara, nascido em 1905 e falecido em 1994. Massa e Poder, agora em segunda edição, foi considerado em 2014 um dos livros do ano pelos jornais Expresso e Público. Para analisar o homem e a sociedade ao correr dos séculos, Elias Canetti conjuga várias áreas do saber, desde os mitos às posturas corporais do homem, passando pela inflação e o moderno sistema parlamentar. Igual erudição sobressai em A Consciência das Palavras, coletânea de ensaios em que Canetti passa em revista autores de referência da Literatura, Filosofia e Política do século XX. 

Na ficção, três escritores de peso. Julio Cortázar, com Octaedro, um dos livros de contos mais emblemáticos do escritor argentino (e o sexto publicado pela Cavalo de Ferro, a que se soma o romance O Jogo do Mundo / Rayuela e os volumes Aulas de Literatura, Papéis Inesperados e A Volta ao Dia em 80 Mundos). Como o próprio título sugere, reúne oito histórias curtas. Nos interstícios da realidade nascem aventuras improváveis: um rosto refletido numa janela que desencadeia um sentimento amoroso, mortos que voltam a morrer, personagens irreais que procuram dolorosas mentiras. Publicado originalmente em 1974, está inédito em Portugal. 

O centenário do nascimento de Juan Rulfo tem sido um excelente pretexto para se regressar à obra de um dos mais influentes escritores do século XX. Depois do relançamento de Pedro Páramo e A Planície em Chamas, já nas livrarias, em setembro será publicada a edição mais recente, completa e rigorosa de O Galo de Ouro, com fixação do texto corrigida pela Fundação Juan Rulfo. O volume é enriquecido com vários ensaios introdutórios. 

Com A Porta a Cavalo de Ferro dá início à publicação dos romances de Magda Szabó, nome central da Literatura Húngara, de quem também se celebra, em 2017, o centenário do seu nascimento, os dez anos da sua morte e os trinta desta ficção. A Porta foi a obra que projetou Magda Szabó internacionalmente no início dos anos 2000, em parte devido ao Prémio Fémina que recebeu em França. A recente tradução inglesa, prefaciada por Ali Smith, voltou a chamar a atenção para esta escritora singular que chegou a ser considerada «inimiga do Estado» por não seguir o Realismo Social imposto pelo regime, acabando impedida de publicar durante dez anos. Escrito em tom confessional e vagamente autobiográfico, A Porta narra a estreita relação que se estabelece entre duas mulheres na Hungria do pós-guerra: Magda, uma jovem escritora, e a sua empregada, Emerence, uma camponesa analfabeta.

TOPSELLER 

Thrillers, Ficção Romântica e Erótica e Literatura Fantástica. Um cocktail de géneros para todos os gostos e sentidos.

Primeiro romance da jornalista Charlie Jane Anders editado em Portugal, Os Pássaros do Fim do Mundo foi considerado um dos melhores livros do ano pela Kirkus Reviews, Time Magazine, Washington Post e Amazon.com. Um livro que oferece uma exploração humorística e, por vezes, comovente sobre crescer num mundo cheio de crueldade, ingenuidade científica e magia.

Estreia também para a britânica C. L. Taylor, autora de thrillers psicológicos traduzidos em mais de 20 línguas. Em Fuga é um thriller perturbador e vertiginoso, onde um simples pedido de boleia se irá transformar, rapidamente, num pesadelo.  

Do carro, para o comboio, saltamos para o primeiro livro do catálogo no género Terror, e o primeiro editado sob a nova subchancela da Topseller, pensada para o público jovem adulto, Topseller#Bliss. O Comboio Errado, do britânico Jeremy de Quidt, é um livro inovador e de provocar arrepios. «É tarde. Está escuro. Um rapaz apressa se para apanhar o comboio, entrando a bordo um segundo antes da partida. De repente, percebe que está no comboio errado. Fica irritado, compreensivelmente, mas não fica assustado. O rapaz sai na estação seguinte, mas a plataforma está completamente vazia, e não se parece com nenhuma outra estação que ele já tenha visto. Mas o rapaz continua a não estar assustado. Então, um estranho aproxima se… alguém com histórias para contar e ajudar a passar o tempo. Mas estas não são como as velhas histórias. Estas histórias são pesadelos, e vêm com um alto preço a pagar.».

Também presença inédita no catálogo, Benjamin Alire Saénz oferece, em A Lógica Inexplicável da Minha Vida, um olhar intenso sobre a vida emocional dos jovens na entrada para a idade adulta. Alire Saénz é um aclamado poeta e um escritor multipremiado, e os seus livros já lhe valeram, entre outras distinções, o American Book Award, o PEN/Faulkner Award, o Stonewell Award e o livro de honra do Michel L. Print Award.

Para os amantes da literatura fantástica, Normal é o livro a não perder. «Normal olha para o abismo e encontra o futuro.» – The New York Times. Warren Ellis é um escritor, guionista e autor de banda desenhada inglês. Tornou-se conhecido no mundo da banda desenhada, tendo criado séries como Transmetropolitan, Global Frequency ou Red. Mas a sua produção neste universo não se ficou por aí, tendo trabalhado frequentemente com a Marvel. Além de ter escrito para os X-Men ou para os Thunderbolts, também foi o autor da série Extremis, que serviu de inspiração ao filme Iron Man 3. Bastante conhecido pelo seu comentário sociocultural, tanto online como através dos seus escritos, também tem créditos firmados na televisão e na escrita de videojogos. Este é o primeiro livro publicado em Portugal.

Em setembro, chegam ainda às livrarias, entre outros: Jennifer Ashley, com A Mulher Perfeita para o Duque (Ficção Romântica), Lisa Renee Jones, com Perdida em Mim (Romance Erótico), Coleen Oakley, com Perto de Mais (Ficção Romântica), James Patterson, com Private Paris (Policial), Elizabeth Chadwick, com Leonor de Aquitânia: O Trono do Outono (Romance Histórico).

VOGAIS

Setembro é um mês no qual as obras de não-ficção ganham especial relevo, com destaque para: Vidas Frágeis, Delírio Total: Hitler e as Drogas no Terceiro Reich, Os Diários da Princesa, de Carrie Fisher, e Miguel& Sinatra: Uma Amizade Especial.

«Espantoso, cativante, convincente. A história por contar da relação do Terceiro Reich com as drogas, incluindo cocaína, heroína, morfina e, sobretudo, metanfetaminas. Altera o que pensávamos saber sobre a Segunda Guerra Mundial.» — The Guardian; «Fantástico e energético. Reconta a história da guerra pelo prisma de um comprimido. Tem a capacidade incomum de perturbar.» —  The Times

Delírio Total: Hitler e as Drogas no Terceiro Reich, de Norman Ohler, é um dos livros mais cativantes de não-ficção editados em 2017, em Portugal. Romancista premiado, argumentista e jornalista alemão, Ohler passou cinco anos a pesquisar para Delírio Total em numerosos arquivos na Alemanha e nos Estados Unidos, e falou com testemunhas, historiadores militares e médicos. Delírio Total: Hitler e as Drogas no Terceiro Reich é, por isso, o resultado de uma investigação meticulosa que expõe uma perspetiva surpreendente da Segunda Guerra Mundial: a elevada dependência de drogas da Alemanha nazi. «O regime nazi pregava uma ideologia de pureza física, mental e moral. Mas, como Norman Ohler revela nesta envolvente história baseada em fontes até agora inéditas, o Terceiro Reich estava saturado de drogas: cocaína, opiáceos e, sobretudo, metanfetaminas, usadas por toda a gente — de operários fabris a donas de casa — e vitais para a resistência das tropas, explicando, em parte, o rápido avanço e a vitória alemã em 1940. O uso promíscuo de drogas, inclusive ao mais alto nível, também afetou a tomada de decisões, com Hitler e o seu séquito a refugiarem-se em cocktails de estimulantes potencialmente letais, administrados pelo médico Theo Morell, incapazes de reverter o curso da guerra, que se virava contra a Alemanha. Embora as drogas por si só não possam explicar as tóxicas teorias raciais dos nazis ou os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, esta descoberta leva-nos a ver os crimes de guerra cometidos contra a humanidade a uma nova luz. Delírio Total é, assim, uma peça crucial para entendermos a História mundial.

Carrie Fisher, a eterna Princesa Leia na série Star Wars, faleceu em Dezembro de 2016, deixando uma legião de fãs do cinema, e da Saga Star Wars em particular, em estado de choque. Mas antes de partir, Carrie Fisher deixou este divertido, hilariante e memorável Os Diários da Princesa, livro que proporciona uma visão perspicaz do tipo de estrelato que poucos alguma vez viverão. 

«Passei tantos anos a não contar que eu e o Harrison tivemos um caso durante o primeiro filme Star Wars, que é difícil saber exatamente como contá lo agora.» Quando Carrie Fisher descobriu os diários que manteve durante as filmagens do primeiro Star Wars, ficou surpreendida com o que encontrou: poemas lamurientos, meditações ingénuas, e uma vulnerabilidade que mal conseguiu reconhecer. Hoje, a sua fama enquanto autora, atriz e ícone da cultura pop é indiscutível, mas, em 1977, Carrie era uma adolescente com uma paixão pelo seu coprotagonista, Harrison Ford. Os excertos partilhados n’Os Diários da Princesa são uma lembrança íntima e reveladora do que aconteceu no set de um dos mais famosos filmes de sempre — e o que se passou nos bastidores. É também uma reflexão sobre as alegrias e a loucura da celebridade, e o absurdo de uma vida nascida na realeza de Hollywood, ultrapassada pela sua própria realeza numa galáxia distante.

Vidas Frágeis, um livro poderoso e incrivelmente tocante, que proporciona uma visão excecional de como é sentir o coração de alguém nas mãos. O autor, Stephen Westaby, é reconhecido por ter sido o primeiro cirurgião cardiotorácico a adaptar um novo tipo de coração artificial para um paciente, mostrando que os humanos não necessitam de pulsação na sua circulação. Durante a carreira trabalhou nos mais reputados hospitais e operou mais de 11 mil corações. O equilíbrio entre a vida e a morte é delicado, e um cirurgião cardiotorácico caminha na corda bamba entre os dois. Na sala de operações não há tempo para dúvidas. Um dia mau pode ter consequências terríveis — um deslize da mão mede-se em vidas humanas. A cirurgia cardíaca não é para corações fracos. Stephen Westaby, que assumiu riscos e testou os limites da cirurgia cardíaca, abre o seu coração nestas impressionantes memórias e partilha alguns dos casos mais extraordinários da sua carreira — como o bebé que sofreu múltiplos ataques cardíacos aos seis meses, a mulher que viveu o pesadelo de estar presa no seu próprio corpo, e o homem cuja vida foi mantida por uma bateria durante oito anos. «Mais um dia no escritório para mim; o fim do mundo para eles.»

Miguel&Sinatra: Uma Amizade Especial é, também ele, um livro especial. A vida de Miguel podia ser mais uma história de amizade entre uma criança e o seu cão. Mas é muito mais do que isso. A vida de Miguel é uma emotiva história de superação aqui contada pela mão da jornalista Mónica Menezes e por relatos na primeira pessoa dos pais e de outros protagonistas que contribuíram para que Miguel seja, hoje, feliz. O crescimento de Miguel assemelhava-se ao das outras crianças, até ao dia em que deixou de falar. A procura de respostas para o que se estaria a passar com Miguel chocou com a palavra «autismo». A determinação dos pais Mafalda e Daniel e o apoio de Sinatra, treinado para ser o primeiro cão de assistência em Portugal de uma criança autista, foram fundamentais para a recuperação de Miguel. Por isso, este não é um livro sobre autismo. É a história de como o amor de um cão pode mudar a vida de uma criança.

NASCENTE 

LAGOM (pronuncia-se law-gum) não é apenas uma palavra difícil de pronunciar. É o segredo que explica o estilo de vida dos suecos: consciência social, moderação e sustentabilidade: a medida exata, o valor justo, o suficiente. Uma forma de ver a vida que tornou a Suécia, segundo o Fórum Económico Mundial, o melhor país em praticamente tudo. Conhecido como o país do leite meio-gordo, a Suécia desenvolveu um estado social invejável, com apoios parentais generosos e níveis de corrupção excecionalmente baixos. Lagom: A Arte Sueca para uma Vida Equilibrada é um livro prático onde todos podem aprender esta filosofia de vida. É caso para dizer: Adeus, Hygge. Olá, LAGOM.

E, mantendo o tema da frugalidade, há mesmo quem defenda que é no minimalismo que encontramos a felicidade. Fumio Sasaki nasceu em 1979, em Kagawa, no Japão. É coautor do blogue Minimal & ism, sobre o minimalismo, e vive segundo os seus preceitos, num apartamento de 22 metros quadrados, em Tóquio, mobilado apenas com uma pequena caixa de madeira, uma secretária e um colchão desdobrável. Sasaki não é um guru do minimalismo, é apenas uma pessoa normal que levava uma vida stressante e se martirizava com a constante comparação com os outros. Até que um dia decidiu mudar de vida, dizendo adeus a todas as coisas que acumulou durante anos, mas das quais efetivamente não precisava. Em Adeus Coisas, o autor partilha a sua experiência pessoal com o minimalismo, revelando dicas sobre o processo e mostrando como este movimento pode transformar o nosso espaço e, principalmente, enriquecer a nossa vida.

OUTUBRO

ELSINORE

Em outubro, três ficções de outras tantas geografias e idiomas. How To Be Both, o romance mais galardoado de Ali Smith, que recebeu o Baileys Women’s Prize for Fiction, o Goldsmiths Prize e o Costa Book Awards, tendo sindo finalista do Folio Prize e do Man Booker Prize. Nele se confrontam as perspetivas muito diversas de duas personagens: a de uma rapariga de 16 anos da Cambridge dos nossos dias e a do pintor renascentista Francesco del Cossa. 

De Samantha Schweblin, o seu primeiro romance, Distância de Segurança. Nascida em Buenos Aires, em 1978, a escritora argentina começou por se destacar no conto, enquanto herdeira e renovadora dos grandes mestres do seu país (Jorge Luís Borges e Julio Cortázar). Distância de Segurança é um romance de mães e filhos, terrores e almas transmigradas, tudo cosido com uma força narrativa que conquista do leitor desde a primeira página. 

Da Dinamarca chega o terceiro romance de Josefine Klougart. Um de Nós Dorme foi finalista do Nordic Council Literatura Prize e muito bem-recebido pela crítica. Perda, dor, lamento, esperança e redenção conjugam-se numa viagem pela vida de uma mulher. Sem cronologia linear, vai do presente para a sua infância, das paixões à maternidade. 

Na área da não-ficção, a Elsinore lança em outubro O Que se Vê da Última Fila, de Neil Gaiman. Conhecido pelas suas inúmeras criações no romance, cinema e BD, Gaiman revela-se um espectador apaixonado e um crítico arguto. Esta coletânea de textos dá ainda a conhecer as suas paixões, influências e opções artísticas, com passagens por Bradbury, Dave McKean, Lou Reed, Lovecraft, Poe, Rudyard Kipling, Stephen King, Tolkien e Wells. 

CAVALO DE FERRO

Em mês de outro centenário – o da Revolução Russa de 1917 – a Cavalo de Ferro recupera Viagem à União Soviética, de Urbano Tavares Rodrigues, publicado em 1973 (primeira e segundas edições) e 1974 (terceira edição, depois do 25 de Abril) e desde então esquecido. «Não tenho, nem de longe, ao publicar este livro, a pretensão de conhecer bem a União Soviética. Limito-me a transmitir um pouco do que vi, ouvi, li, senti numa viagem de três semanas – de Moscovo e Leninegrado à Sibéria Oriental e à Ásia Central. Informações forçosamente limitadas, impressões forçosamente subjetivas», escreve o escritor na apresentação. Nestas páginas lê-se a crónica de uma descoberta, de um entusiasmo (com a ideologia comunista), de uma lucidez (na observação) e de uma enorme independência de espírito. O volume é prefaciado por José Neves, historiador e estudioso do século XX.  

Outubro é, de resto, mês para grandes reedições, incluindo as de três autores distinguidos com o Prémio Nobel de Literatura: Ivo Andrić, com A Ponte sobre o Drina; Halldór Laxness, com Gente Independente e O Sino da Islândia; e Luigi Pirandello, com Um, Ninguém e Cem Mil. 

De regresso às livrarias estará ainda Adolfo Bioy Casares, engenhoso escritor argentino, um dos mais importantes do século XX, vencedor de inúmeros prémios nacionais e internacionais. Novas edições de O Sonho dos Heróis e Plano de Evasão. De Alexander Kielland, nome maior da Literatura Escandinava, a Cavalo de Ferro publica Garman & Worse – Um romance norueguês. Anticlerical, pró-feminista, crítico e cheio de sentido de humor, este romance – o primeiro do autor – retrata duas famílias e as suas relações humanas e sociais. 

TOPSELLER

Depois do grande ecrã, as aventuras da super heroína da DC Comics Mulher-Maravilha chega aos livros pela escrita da autora bestseller Leigh Bardugo. «Batalhas cinematográficas e uma corrida contra o tempo mantêm o entusiasmo bem alto, mas a relação entre as raparigas, a forma como se protegem, é o que faz este livro brilhar.» – Kirkus Reviews

Sem batalhas épicas, mas com muito amor no ar, chegam às livrarias os romances Estou Aqui, da autora francesa Clélie Avit, traduzido em mais de 25 países, e A Livraria dos Destinos, da britânica Veronica Henry. Matt Haig vai surpreender com o muito elogiado Como Parar o tempo, já vendido para 24 países. O autor britânico foi jornalista e colaborou em diversas publicações, nomeadamente o Guardian, Sunday Times e Independent. Vários livros seus foram adaptados ao cinema e conquistaram prémios, bem como os elogios da crítica e dos leitores. Como Parar o tempo é uma história original e emocionante sobre perder e encontrar-se e sobre os erros que estamos condenados a repetir. É sobre as vidas que podemos levar a aprender a viver. E o desejo de esquecer.

O Policial e o Thriller, géneros tão caros aos leitores portugueses, estarão muito bem representados pela americana Riley Sager, com o super elogiado Vidas Finais: As Sobreviventes, pelo sueco Håkan Nesser, com A Próxima Vítima, o multipremiado islandês Ragnar Jónasson, com Noite Cega, e o britânico M.J. Arlidge, com Mal Me Quer.

VOGAIS

A ressalva é feita logo no título: Isto Não É Um Livro de Receitas. Depois de Com o Humor Não Se Brinca, livro que reúne entrevistas aos principais humoristas portugueses e que resultou no podcast mais popular da atualidade, o jornalista Nelson Nunes volta à carga, desta vez com um livro que reúne conversas com vários chefs portugueses, ou a trabalhar em Portugal, todos galardoados com estrelas Michelin. Susana Felicidade, Rui Paula, José Avillez, Henrique Sá Pessoa, Marlene Vieira, Vítor Sobral e tantos outros chefs levam-nos até ao fascinante mundo da gastronomia que se pratica em Portugal, revelando as suas técnicas, preferências e rivalidades. Repleto de histórias pessoais sobre o percurso e o pensamento dos grandes chefs portugueses, este livro desvenda as bases fundamentais para a criação gastronómica e aborda com total clareza o processo de criação de um prato de autor. Através de conversas com os chefs, Nelson Nunes dá-nos a conhecer as suas carreiras — o momento da descoberta, a aprendizagem, os mentores, os grandes êxitos — e revela tudo o que pensam sobre a alta cozinha e de como alcançar — e manter — uma Estrela Michelin.

Holocausto: Uma Nova História. Perde-se a conta aos livros que já foram escritos sobre o Holocausto. A credibilidade do autor revela-se, por isso, essencial no momento da escolha. Laurence Rees, que passou 25 anos a entrevistar sobreviventes e responsáveis pelo Holocausto, é um dos poucos a quem se pode atribuir genuína fiabilidade nos factos que apresenta. Elogiada pelos pares, a nova obra do historiador britânico, Holocausto: Uma Nova História, conjuga esses testemunhos com a mais recente pesquisa académica sobre o tema, apresentando o primeiro relato acessível e fidedigno do Holocausto em mais de três décadas. Nesta verdadeiramente nova e inédita história do Holocausto, Rees cria uma narrativa vertiginosa que contém testemunhos nunca antes divulgados, enquadrando-os no contexto da análise do processo de decisão do Estado Nazi. Contudo, não cinge o seu estudo ao universo alemão, abrangendo todos os protagonistas que participaram nas perseguições e mortes e espalharam o horror por todo o continente europeu, não apenas entre os judeus, mas incluindo homossexuais, ciganos e deficientes.

NOVEMBRO

ELSINORE

Mais ficção no final do ano editorial da Elsinore. A Dança do Rapaz Branco, de Paul Beatty, autor de O Vendido, vencedor do Man Booker Prize do ano passado. Neste primeiro romance do escritor norte-americano já estão presentes os ingredientes que o têm singularizado no contexto da Literatura anglo-saxónica: escrita versátil, do erudito ao calão, humor subtil e inesperado, e uma atenção especial aos temas da raça e da condição afro-americana. Num passe de dança, um rapaz muda-se de Santa Monica para Los Angeles e do anonimato para a fama. Mas, como se sabe, nada dura para sempre. 

Também do universo anglo-saxão, mas do País de Gales, Cynan Jones volta a mostrar a sua delicadeza literária em A Baía. Apanhado numa tempestade e fulminado por um relâmpago, um homem tenta regressar a terra e perceber quem é. Parágrafos curtos, frases esculpidas, indagação da alma.

Antes do seu primeiro romance, Yoro, vencedor do prestigiado Premio Sor Juana Inés de la Cruz, da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, Marina Perezagua lançou dois volumes de contos, Criaturas Abisales e Leche, que estão na base da antologia que a Elsinore publicará em novembro. Histórias curtas de amor e ódio, desejos e medos ancestrais.  

Por último, no ensaio, o olhar sempre esclarecido e conhecedor de Noam Chomsky sobre os desafios do nosso tempo. A ascensão do neoliberalismo, a crise dos refugiados e as últimas eleições americanas são alguns dos temas abordados nas entrevistas reunidas em Optimism over Despair.

CAVALO DE FERRO

A duração imprevista da Primeira Grande Guerra, a afirmação do nazismo, o extermínio dos judeus, o Maio de 68, a queda do Comunismo, os ataques de 11 de Setembro de 2001, a crise financeira do subprime de 2008, a ascensão do islamismo radical: por que razão somos tão cegos perante a realidade? Os indícios estão lá, mas o olhar não atenta. É sobre esta incapacidade de ler o passado, o presente e o futuro que se debruça Marc Ferro, um dos grandes historiadores do nosso tempo, que fez a sua formação na École des hautes études en sciences sociales e na Revue des Annales, instituição e publicação que veio mais tarde a dirigir. A Cegueira propõe uma outra história do nosso mundo para percebermos por que razão assistimos incrédulos ao despoletar de crises, ao eclodir de tragédias e ao desenrolar de convulsões sociais, sem que líderes políticos e cidadãos comuns consigam ver e interpretar os factos que, contudo, se repetem diante dos seus olhos.

O destaque dado à obra de Elias Canetti é retomado em novembro com o primeiro volume da trilogia A Língua Resgatada. Relato autobiográfico, dá a conhecer a educação típica de um jovem nascido numa família de judeus sefarditas. O cruzamento de incidentes privados e acontecimentos mundiais faz deste livro um autêntico fresco das primeiras décadas do século XX.  

Excertos dos Diários de Adão e Eva, reunião de dois divertidos contos humorísticos de Mark Twain, encerra o ano editorial da Cavalo de Ferro.

TOPSELLER

Depois de Fialho Gouveia, Biografia Sentimental, homenagem a seu pai, e os bem-sucedidos romances históricos D. Francisca de Bragança, A Princesa Boémia, As Lágrimas da Princesa, Inês, Sob os Céus do Estoril e Um Romance entre Espiões no Estoril da II Grande Guerra, Maria João Fialho Gouveia, inspirada num dos mais importantes episódios da História política de Portugal, traz-nos Maria da Fonte, Rainha do Povo. 

O acontecimento histórico em si e a incógnita da identidade desta figura quase mítica, tem perdurado na memória popular e a sua recordação inspirado a imaginação poética. Maria João Fialho Gouveia, após cuidada investigação, viaja no tempo e oferece uma visão romanceada de Maria da Fonte, num estilo de escrita cuidada que a torna, hoje, uma referência do género em Portugal.

Chris Carter e Tom Fox regressam com novos e intensos thrillers e a temperatura vai aquecer com novo romance erótico de Lisa Renee Jones. Novos nomes na literatura fantástica, romântica e traduzida vão encerrar o ano editorial com boas surpresas. 

VOGAIS

O espaço nas prateiras, das lojas e das cozinhas, nunca é demais para sugestões de fazer crescer água na boca. Aqui ficam algumas que vão fazer as delícias de miúdos e graúdos: Snacks Energéticos; Dieta Alcalina: Plano para uma Vida Mais Saudável; Grão a Grão: Técnicas e Receitas para Cozinhar com Super Grãos; 500 Receitas com Poucos Hidratos; 500 Receitas para as Crianças Fazerem; A Cura Alcalina: O Plano alimentar Rejuvenescedor em Apenas 14 dias.  

INFANTO-JUVENIL — SETEMBRO | OUTUBRO | NOVEMBRO

FÁBULA

Coleções com vários tesouros, muitos livros encantados e obras para a vida inteira. A rentrée da Fábula faz-se com o poder inspirador da Literatura. Página a página, histórias para imaginar, descobrir e voar.

Um dos grandes destaques é o lançamento de um clássico da literatura infantil, escrito e ilustrado por Judith Kerr, uma das autoras mais admiradas e populares no Reino Unido. Mog é uma coleção dirigida ao público pré-escolar, protagonizada por uma gata muito distraída e brincalhona. Até novembro serão editados quatro títulos: Mog, a Gata Esquecida, Mog e o Bebé, Mog e o Coelhinho e O Natal da Mog.

Nesta rentrée, a Fábula prossegue a publicação de outro nome maior da literatura infantil, Dr. Seuss, autor publicado em mais de 30 línguas. Oh, Até onde tu podes chegar foi a último obra que o escritor norte-americano publicou em vida. Pela sua mensagem inspiradora transformou-se no livro que se oferece a todos os finalistas do ensino secundário dos EUA. De Dr. Seuss, vencedor de inúmeros prémios, incluindo o Pulitzer, publica-se ainda Um Peixe, Dois Peixes, Peixe Encarnado, Peixe Azulado, com rimas e brincadeiras à volta de animais de todos os feitios.

Na coleção «Tesouros da Literatura», que tem como objetivo recuperar grandes clássicos de autores nacionais e estrangeiros, quatro obras de todos os tempos e para todas as idades: Contos Escolhidos de Oscar Wilde; Peter Pan, de J. M. Barrie, As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain, e Annie, de Thomas Meehan.

Mais lançamentos, também, na coleção Pé de Pato, dedicada a textos curtos para pequenos leitores (contos, fábulas, poemas, lengalengas, rimas e adivinhas). Há Dias Assim, de Margarida Fonseca Santos, com uma história sobre os laços fortes que se criam entre homens e animais; Giganteiras Miniaturas, de José Dias Pires, com criaturas fantásticas e surpreendentes; e Vinte Fábulas de La Fontaine, de José Jorge Letria, com a recriação de algumas histórias muito conhecidas do escritor francês.

De regresso às livrarias, a série Matilde, de Mary Katherine Martins e Silva, vai continuar a acompanhar o crescimento dos mais novos. Depois dos primeiros quatro números da coleção, lançados no primeiro semestre, saem nos próximos meses dois livros: Matilde Descobre a Arte e Matilde Tem Muitos Amigos. Cada volume incluiu um guia para pais, escrito pela autora, com sugestões para uma abordagem mais divertida e interativa da história.

Entre muitos outros lançamentos, destaque-se, ainda, Ter um Irmão É, de Lara Xavier (textos) e Paulo Galindro (ilustração), que surge na sequência de Ter uma Irmã É, editado em maio deste ano. O espanto, a amizade e rivalidade entre irmãos continua, agora com novas aventuras. E os álbuns ilustrados O Urso e o Piano, de David Litchfield, e Há um Tigre no Jardim, de Lizzy Stewart, ambos vencedores do Prémio de Melhor Livro Ilustrado da Waterstones. 

BOOKSMILE

Viajamos já até novembro para anunciar um dos grandes lançamentos de 2017. Dia 07 de Novembro chega às livrarias o 12.º livro de O Diário de um Banana, coleção muito perto de atingir o redondo número de 1 milhão de exemplares em Portugal. O Diário de um banana 12: Põe-te a Milhas irá, sem dúvida, escalar o Top de vendas nacional, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. Afinal de contas, o Greg rula!

E se o Greg decide pôr-se a milhas, já O Bando das Cavernas diz presente. Com o lançamento de O Bando das Cavernas 19: Que Susto!, a coleção imaginada por Nuno Caravela (texto e ilustração) tem-se revelado um verdadeiro sucesso entre as crianças, somando já 240 mil exemplares. Entre muitos outros lançamentos, LEGO, As Aventuras da Ladybug e Minecraft são algumas das importantes licenças que também ganham vida nos livros até ao Natal. Com carimbo português, chegam ainda às livrarias Aqui dél Rei: Todos os Reis de Portugal num Só Livro, de Paula Fernandes, e Vamos Conhecer os Alimentos, da nutricionista Mariana Abecasis.

Algumas das capas







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Feira do Livro de Lisboa 2017 Grupo 20|20 – Paula Hawkins, Tertúlias e Muito Mais https://branmorrighan.com/2017/05/feira-do-livro-de-lisboa-2017-grupo.html https://branmorrighan.com/2017/05/feira-do-livro-de-lisboa-2017-grupo.html#respond Wed, 31 May 2017 11:27:00 +0000


​​PAULA HAWKINS é o nome maior da 87.ª Feira do Livro de Lisboa e vai estar no Espaço da 20|20 Editora nos dias 10 e 11 de junho.

Doze pavilhões, três palcos e muitas atrações. Na Feira do Livro de Lisboa deste ano, o  Espaço da 20|20 Editora é o reflexo do crescimento consolidado desta ainda jovem editora. Em 2010, um único pavilhão anunciava-a aos leitores. Eram os primeiros passos na Feira do Livro de Lisboa. Passados sete anos, a 20|20 Editora tornou-se numa das maiores casas editoriais do país, publicando sob cinco chancelas: Booksmile, Nascente, Topseller, Vogais e Elsinore. Tem a maior chancela dedicada exclusivamente à literatura infantojuvenil, escolhe criteriosamente os autores, procura ilustradores criativos e é exigente na tradução e na revisão das obras. 

A participação da 20|20 Editora na 87.ª edição da Feira do Livro de Lisboa não é diferente. Preparámos cuidadosamente um espaço recheado de experiências, com inúmeras atividades e atrações. Nos 12 pavilhões os leitores irão encontrar uma oferta variada de livros, com edições cuidadas e preços apelativos. E entre 1 e 18 de junho, nos dias úteis, feriados ou fins de semana, os visitantes irão conhecer e conviver com autores, assistir a conversas inesperadas com figuras conhecidas do panorama literário português, aprender com diversos workshops e descobrir novos sabores participando nos showcookings. 

Os visitantes de palmo e meio também terão a sua feira e as suas atividades, com leituras animadas por autores reconhecidos, a boa disposição das mascotes e muitos brindes surpresa. Segue, em anexo, o PRESS RELEASE e AGENDA de eventos.

PAULA HAWKINS: 10 E 11 DE JUNHO

Os dias que antecedem a Feira do Livro de Lisboa são sempre de expetativa, sobretudo no que respeita à presença de autores nacionais e internacionais. E se há autores que se repetem ano após ano, outros há cuja agitada agenda internacional os impede de vir a Lisboa.

Mas quando um autor do Top 10 mundial responde afirmativamente a um convite para estar na FLL isso é… uma satisfação enorme para a editora e um acontecimento. Paula Hawkins é, sem dúvida, o nome maior da 87.ª Feira do Livro de Lisboa. Presença desejada pelos leitores portugueses desde o lançamento de A Rapariga no Comboio, a autora britânica estará no Espaço da 20l20 Editora nos dias 10 (15h00-18h00) e 11 de junho (14h30-16h00). Com 20 milhões de livros vendidos, Paula Hawkins lançou em maio o seu segundo thriller, Escrito na Água, que entrou diretamente para o 1.º lugar do Top de vendas em todo o mundo.

Para além de Paula Hawkins, muitos outros autores, com obras de referência publicadas nas cinco chancelas do Grupo 20|20 Editora, vão marcar presença na FLL: Paulo Moura, António Marujo, Nuno Tiago Pinto, Maria João Viana, Cristina Leal, Filipa veiga (dará uma aula de Yoga ao vivo), Paula Raposo esteves, Maria da Luz Ridrigues, Marisa Valadas, Carina Barbosa, João Magalhães, Paula Beirão Valente, Nelson Nunes, Maria João Fialho Gouveia, Sofia Rito, Sofia Loureiro, Juliana de’Carli, Magda Roma, Ana. R. Bravo, Maria Antónia Peças, Susava Alves e Carolina Santo. 

Será certamente o maior prazer depois de ler um livro: trocar algumas ideias sobre o assunto, partilhá-lo com um amigo e cruzar opiniões. É justamente com esse objetivo que a 20|20 Editora promove, na edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa, as Noites Elsinore, um espaço de encontro entre leitores e autores. Tertúlias à moda antiga, com conversa solta e inesperada, todos os dias da semana, entre as 21 e as 22 horas. Doze convidados para outros tantos livros editados pela Elsinore, do romance à poesia e do ensaio à investigação jornalística. 

Os livros da Elsinore estarão em destaque, claro, mas também o percurso de vida e literário de cada convidado. Dulce Maria Cardoso, Frederico Pedreira, João Reis, João Valente, Luís Alegre, Nelson Nunes, Nuno Galopim, Patrícia Reis, Paulo Moura, Pedro Vieira, Raquel Gaspar Silva e Raquel Ribeiro vão partilhar a sua relação com a Feira do Livro de Lisboa, as primeiras memórias ou as mais divertidas, e falar sobre o livro que estão a escrever ou que acabaram de publicar. Temas divididos pelas duas partes da tertúlia, a primeira dedicada ao convidado, a segunda ao livro da Elsinore. Desta forma, os visitantes da Feira poderão ficar a conhecer a dupla dimensão dos nossos convidados. A de escritor, com obra publicada e projetos em curso. E a de leitor, com os seus hábitos e preferências. 

As Noites Elsinore, que têm moderação de Ricardo Duarte, serão gravadas ao vivo para posterior divulgação nas redes sociais. Em formato podcast, estes encontros ganham nova vida na Internet. As conversas, no entanto, não são fechadas. Também estarão abertas à participação do público, que assim terá oportunidade de colocar as suas questões e juntar-se à conversa. 

Vencedor do Man Booker Prize e uma das traduções mais aguardadas do ano, O Vendido, de Paul Beatty, é o mote para a primeira sessão, logo a 1 de junho, dia de abertura da Feira do Livro de Lisboa. As restantes conversas percorrem alguns dos pontos fortes do catálogo da Elsinore, nomeadamente as obras de Svetlana Alexievich, Prémio Nobel da Literatura, e a celebrada autobiografia de Bruce Springsteen. 

Ao prazer de passear na Feira, dos serões quentes e do brilho dos Jacarandás em flor, acresce o inigualável gosto de partilhar um grande livro. À noite, com a Elsinore.

A FEIRA DE PALMO E MEIO 

Mascotes, magia, música, workshops, leituras animadas e muitos autores para conhecer e conversar, vão fazer do Espaço da 20|20 Editora o preferido dos mais pequenos de 1 a 18 de junho. José Jorge Letria, José Fanha, Margarida Fonseca Santos, Mafalda Milhões, Paulo Galindro, Nuno Caravela, Dr. Manuel Mendes da Silva, Rita Castanheira Alves, Maria Francisca Macedo, Ilan Brenman (Brasileiro), Kathy, Lara Xavier, Susana Amorim, Rute Agulhas e Raquel Costa vão passar no Espaço para proporcionar muita animação. Afinal, a Feira do Livro também é dos miúdos!

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Em Março, pela Nascente: Papa Francisco aborda, em «Quem Sou Eu para Julgar», ​temas fortes e polémicos para a Igreja https://branmorrighan.com/2017/03/em-marco-pela-nascente-papa-francisco.html https://branmorrighan.com/2017/03/em-marco-pela-nascente-papa-francisco.html#respond Wed, 29 Mar 2017 10:07:00 +0000

Quem Sou Eu para Julgar

Papa Francisco

Nascente | 240 pp | 14,99€

​​​​Já nas livrarias, Quem Sou Eu para Julgar, de Papa Francisco, aborda diversos temas, entre os quais alguns fortes e polémicos para a Igreja: divorciados, separados, recasados, famílias em crise, presos, homossexuais, novos escravos, idosos, crianças jovens, fundamentalismo, pedofilia, máfia, eutanásia, fé e religião, homens e mulheres, sexualidade, famílias e futuro, uniões civis e laicidade, vida em comum, matrimónio, género, marxismo, ecumenismo e outras religiões, o drama do desemprego, ambiente e ecologia, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, a contracepção.

LIVRO 

Não julgueis para não serdes julgados; Não condeneis para não serdes condenados.

Segundo o Papa Francisco, a humildade evangélica leva-nos a não apontar o dedo aos outros para julgá-los, mas a estender-lhes a mão para levantá-los, sem nunca nos sentirmos superiores. Se quisermos seguir o caminho de Jesus, mais do que acusadores, deveremos ser defensores dos outros diante do Pai. Convém recordá-lo na vida de todos os dias, quando por vezes sentimos vontade de falar mal dos outros, de os julgar.

Em Quem Sou Eu para Julgar, e com base nesta advertência, o Papa Francisco foca-se em diversos temas, sem excluir assuntos polémicos no seio da Igreja Católica – homossexualidade, aborto, contracepção, divórcio, pedofilia, eutanásia, alterações climáticas, liberdade religiosa, entre muitos outros igualmente controversos e aqui abordados.

A posição de Sua Santidade em relação a todas estas matérias e a sua profunda visão humana sobre as grandes questões da actualidade tem constituído incentivo para um frutífero debate dentro da comunidade cristã, além de ter conseguido atrair também a curiosidade e simpatia dos não crentes.

Sobre a Homossexualidade

Escreve-se tanto acerca do lobby gay. Eu ainda não encontrei quem me apresentasse um bilhete de identidade, no Vaticano, em que estivesse escrito «gay». Dizem que os há. Creio que, quando nos encontramos com uma pessoa assim, deveremos distinguir o facto de se ser gay do facto de se criar um lobby, porque os lobbies — todos os lobbies — não são bons. São maus. Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vonta­de, quem sou eu para julgá-la? O problema não é ter essa tendência. Não é. O problema é fazer dessa tendência um lobby: lobby de avarentos, lobby de políticos, lobby de maçons, tan­tos lobbies. (…)Os homossexuais devem ser tratados com delicadeza e não devem ser marginalizados. Antes de mais, gosto que se fale de «pessoas homossexuais»: primeiro, há a pessoa, na sua integridade e dignidade. E a pessoa não é definida apenas pela sua tendência sexual — não esqueçamos que todos nós somos criaturas amadas por Deus, destinatárias do seu amor infinito.

Sobre a Pedofilia 

Um bispo que muda um sacerdote de paróquia quando se verifica um caso de pedofilia é um inconsciente, e a melhor coisa que pode fazer é apresentar a renúncia.​

Sobre os Divorciados

Que fazemos com os divorciados que voltaram a casar? Que porta se lhes pode abrir? Existe, a este propósito, uma inquietação pastoral: devemos então dar-lhes a comunhão? Dar-lhes a comunhão não é uma solução. Só isso não é a solu­ção. A solução é a integração. Não estão excomungados. Contudo, não podem ser padri­nhos de batismo, não podem ler as leituras na missa, não podem distribuir a comunhão, não podem ensinar o catecis­mo, não podem fazer sete coisas… — tenho a lista ali. Se eu vos contasse tudo, pareceria até que estão excomungados de facto! Então, há que abrir um pouco mais as portas. Porque é que não podem ser padrinhos? 

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[7 Anos Blogue Morrighan] Passatempo Grupo 20|20 – 5 Livros https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-passatempo_16.html https://branmorrighan.com/2015/12/7-anos-blogue-morrighan-passatempo_16.html#comments Wed, 16 Dec 2015 23:00:00 +0000

Também o grupo 20|20 aceitou fazer parte deste aniversário com o pack que podem ver na imagem, cada livro de cada uma das chancelas – Booksmile, Nascente, Vogais, Topseller e Elsinore! São cinco livros para UM ÚNICO vencedor. Para se habilitarem a ganhá-los basta que respeitem os seguintes critérios: 

– Preencher correctamente o formulário com todos os dados completos

– O Passatempo termina às 23h59m dia 28 de Dezembro de 2015

– Podem participar uma vez por dia

– Só serão aceites participações de Portugal

– Agradece-se a partilha do link do passatempo nas redes sociais, pelo menos numa das vezes de participação

Obrigada e Boa Sorte!

FORMULÁRIO DESACTIVADO – FIM DE PASSATEMPO

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Vencedor do Passatempo Especial Nascente: “A Coragem de Ser Imperfeito” + “A Imperfeição é uma Virtude” https://branmorrighan.com/2015/03/vencedor-do-passatempo-especial-6.html https://branmorrighan.com/2015/03/vencedor-do-passatempo-especial-6.html#respond Sat, 21 Mar 2015 10:49:00 +0000

Viva! Cá estamos para anunciar mais um vencedor, desta vez para o pack da figura. Este passatempo contou com 642 participações e o vencedor escolhido através do random.org foi:

Jorge Manuel Sá Martins, 37

Parabéns Jorge! Tens um mail na tua caixa de correio para responderes com os teus dados para que o os livros te possam ser entregues. Obrigada a todos mais uma vez e em breve mais passatempos.

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Passatempo Especial Nascente: “A Coragem de Ser Imperfeito” + “A Imperfeição é uma Virtude” https://branmorrighan.com/2015/02/passatempo-especial-nascente-coragem-de.html https://branmorrighan.com/2015/02/passatempo-especial-nascente-coragem-de.html#comments Tue, 24 Feb 2015 09:18:00 +0000

Mais um belíssimo passatempo com a parceria incansável da editora 20|20, chancela Nascente Editora. Em sorteio estão os dois livros de Brené Brown e para se habilitarem a ganhá-los basta preencherem correctamente o formulário com as seguintes regras:

– O passatempo termina às 23h59m de 20 de Março

– Podem participar UMA vez por dia

– Só são aceites participações de Portugal

– Têm de preencher correctamente o formulário

– Partilhar nas redes sociais não é obrigatório, mas agradece-se a divulgação

Boa Sorte!

FORMULÁRIO DESACTIVADO – FIM DE PASSATEMPO

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[6 Anos Blogue Morrighan] Vencedores do Passatempo Especial Editora 20|20 – TOPSELLER, Booksmile, Vogais e Nascente https://branmorrighan.com/2015/01/6-anos-blogue-morrighan-vencedores-do_6.html https://branmorrighan.com/2015/01/6-anos-blogue-morrighan-vencedores-do_6.html#respond Tue, 06 Jan 2015 11:02:00 +0000 Pack Booksmile
Pack Nascente
Pack Vogais
Pack TOPSELLER

Viva! Cá estamos para anunciar mais quatro vendedores, desta vez para os packs aqui representados. O passatempo contou com 1108 participações e os vencedores escolhidos através do random.org foram:

Pack Booksmile – Ana Raquel Fidalgo Vilar Oliveira, 751

Pack Nascente – Emilia Aguiar Silva, 2

Pack Vogais – Gonçalo Mil-Homens Pedreira, 365

Pack TOPSELLER – Sílvia Catarina Ferreira Caseiro, 274

Muitos Parabéns! Têm um mail na vossa caixa de correio para que me enviem os vossos dados completos e os livros vos sejam posteriormente enviados. Obrigada a todos pelas participações e não se esqueçam de participar nos outros que estão a decorrer!

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