noiserv – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 25 Jan 2021 16:34:42 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png noiserv – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Os Meus Discos] Uma Palavra Começada por N, de noiserv https://branmorrighan.com/2021/01/os-meus-discos-uma-palavra-comecada-por-n-de-noiserv.html https://branmorrighan.com/2021/01/os-meus-discos-uma-palavra-comecada-por-n-de-noiserv.html#comments Mon, 25 Jan 2021 16:34:40 +0000 https://branmorrighan.com/?p=24931 Uma palavra começada por N

Uma Palavra Começada por N, de noiserv

“Eram 27 metros de salto mas parou, meio picotado neste andar, neutro, sem tempo, por arrasto, sempre rente ao chão.”

Cada vez que noiserv lança um disco sabemos que, mais do que um conjunto de músicas, o que nos chega às mãos é uma autêntica composição artística em que sonoridade, estética e lirismo se conjugam de forma a que o todo não seja a soma das partes, mas antes uma espécie de ser vivo a viver as suas diferentes fases de metamorfose.

Eram dias mortos numa luta de querer ser sempre

Uma palavra começada por N, a meu ver, marca um ponto de destaque no caminho que David Santos tem percorrido na música. Entre o projecto noiserv e You Can’t Win Charlie Brown, o conceptualismo e a engenharia musical têm sido a grande imagem de marca do artista português. Cada disco de noiserv tem-se revelado uma partilha íntima e que de alguma forma se liga a uma manifestação necessária do universo interior e complexo da sua mente. Conhecido como o homem-orquestra, as suas criações evocam fascínio, empatia, alegria, mas também melancolia.

Eram 27 partes de um olhar, aquele que tu nunca vais querer parar

Neste disco, não só temos todas essas componentes como também é fácil sentir uma maior aproximação de um lado talvez ainda mais vulnerável e pessoal do artista português. Depois de em 00:00:00:00 termos voltado a ouvir noiserv em português (que só tinha acontecido numa canção – Palco do Tempo), eis que temos um registo completo na língua de camões. E porque é que destaco este aspecto? Porque, na minha opinião, existe uma maior intensidade emotiva quando noiserv canta em português.

Porque nunca vês o que nunca te dói

O seu timbre associado à sua sonoridade faz com que as frases mais simples sejam sentidas no nosso âmago que nem pedras num charco. Por outro lado, esta combinação também acontece no sentido oposto, fazendo com que declarações mais intensas sejam recebidas de forma mais leve. Esta dualidade entre a luz e as sombras de um espírito inquieto, numa demanda que cada um forma na sua cabeça, é enriquecida pela exploração de diferentes paisagens instrumentais que têm sempre algo em comum – uma espécie de omnipresença e omnisciência estruturalmente rica que une todos os temas.

Mas é o céu que me desfaz, aperta um pouco ao respirar

Honestamente acho que é o melhor disco de noiserv até ao momento. Não digo isto de ânimo leve, dado o significado especial que tem A.V.O, mas acho que é preciso coragem para dar o passo de se mudar não só a língua a que os fãs estão habituados a ouvir, como também a nível visual acho que foi feito um trabalho extraordinário. A colaboração com a Casota Collective na produção dos vídeos de cada uma das músicas do disco resultou muito bem e a imagética explorada reforça este contraste entre leveza e intensidade, desorganização e concentração emocionais. Para além disso, o facto de terem sido lançados com um mês de intervalo até à saída do disco, revelou-se uma estratégia vencedora.

Eu já me remendo por dentro, sem tocar

Acho que a única coisa que ainda me aperta o coração é não ter tido a oportunidade de ver nenhuns dos espectáculos esgotados. Ainda me lembro que quando o disco saiu, ainda eu estava a viver nos Estados Unidos, acordei antes das 7h da manhã e logo depois do yoga liguei o Spotify para finalmente ouvir a obra completa oficialmente cá fora e sorri. Um sorriso que emergiu de uma espécie de luto (que eu sentia devido a circunstâncias da minha vida) que se viu finalmente manifestado numa obra sonora a que me podia agarrar, assim libertando-me. Obrigada, noiserv.

Não estar é perto de ser o que não fui.

Uma brincadeira que fiz com as letras deste disco. O tamanho de cada palavra representa a quantidade de vezes (relativa) que aparece ao longo dos temas. Foram excluídas palavras que só aparecem uma vez e as palavras “por”, “de” e “que”.
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NOISERV: Dezoito é o novo single – 00:00:00 é agora editado em vinil (Pequena Entrevista Incluída) https://branmorrighan.com/2017/10/noiserv-dezoito-e-o-novo-single-000000.html https://branmorrighan.com/2017/10/noiserv-dezoito-e-o-novo-single-000000.html#respond Mon, 16 Oct 2017 16:08:00 +0000

Chegou o momento da novidade que o noiserv me revelou há uns tempos, mas que deixei para publicar aquando a concretização desta. Depois de o convidar para a Playlist da Quinzena, lembrei-me que já não conversávamos, em concreto aqui para o blogue, sobre o seu trabalho há algum tempo. Quando o último disco saiu, escrevi sobre o mesmo e tive a oportunidade de falar directamente com o David várias vezes sobre ele, pois fomo-nos encontrando na estrada. Mas que adianta eu saber de pequenos pormenores artísticos, se não os partilhar convosco que também gostam de o ouvir? DEZOITO foi o último single/vídeo lançado e o disco 00:00:00 vê agora o seu formato em vinil. Coisas bonitas por parte de alguém que pensa como eu em relação aos objectos físicos. Fiquem com esta pequena conversa e com o vídeo no final. 

Estive a remexer nos arquivos do blogue e já não conversávamos desde 2014, enquanto comemoravas os teus 10 anos de “carreira”. Daqui a pouco estás nos 15! Entretanto, depois de A.V.O lançaste um disco, todo ele em piano, o 00:00:00. O que é que levou o homem orquestra mais famoso de Portugal a dedicar-se quase exclusivamente a este instrumento? 

Na verdade, fazer um disco em piano era algo que sempre esteve nos meus planos. E quando comecei a trabalhar em músicas novas, senti que era agora o momento para o primeiro. O disco anterior estava ainda muito presente no meu imaginário criativo e senti a necessidade de uma mudança para não me repetir em “formulas”.

Cada música acaba por ter vários pianos e, ainda por cima, sobrepostos. É fácil levar essas músicas para o palco? 

Ao vivo acabam por se comportar com as minhas outras músicas, ou seja, com recurso a um loopstation consigo ao vivo “tocá-los” todos ao mm tempo :)!

Que balanço é que fazes deste disco? Que feedback é que tiveste dos teus fãs? 

O balanço é muito positivo. Tinha muito receio que as pessoas pudessem não entender a mudança, e pior que isso, não gostar ficando desiludidas. Mas tenho sentido o contrário e isso deixa-me muito feliz.

A tua aposta no merchandising é cada vez mais um sucesso, sendo que normalmente tudo esgota muito rapidamente. O que é que te motiva a desenvolver estas peças? 

Vivemos numa época em que corremos o risco de tudo se tornar vertiginosamente digital, as nossas prateleiras ficarão vazias e as salas com computadores novos e antigos. Acredito que a felicidade vem precisamente do contrário, dos objectos que coleccionamos e das cores que escolhemos para as coisas. Sempre que tenho uma ideia/conceito para algo que se relacione com a minha música faz-me todo o sentido que exista, criando uma memória física em quem a queira ter.

Para além do teu projecto noiserv e ainda da banda YCWCB, também chegaste a fazer alguns concertos com os First Breath After Coma. Como é que foi andares na estrada e em palco, agora com uma banda de post-rock? 

Foi muito bom, eles são muito bons. É um género musical que me diz muito, talvez daqueles com que mais me identifico. Foi uma óptima experiência que espero que continuemos a repetir.

Todas estas tuas novas experiências significam que poderá vir um próximo disco ainda mais diferente do que o último? 

Não te sei responder…ando neste momento a trabalhar em ideias novas, músicas novas mas só o tempo e o amadurecimento dessas ideias me deixarão perceber o que será o próximo disco, ainda é muito cedo.

Que novidades tuas é que os teus fãs poderão ter brevemente? 

A próxima novidade é a edição em vinil deste meu último disco 00:00:00:00.


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[Playlist da Quinzena] 1 a 15 de Setembro de 2017 – NOISERV https://branmorrighan.com/2017/09/playlist-da-quinzena-1-15-de-setembro.html https://branmorrighan.com/2017/09/playlist-da-quinzena-1-15-de-setembro.html#respond Sat, 02 Sep 2017 10:38:00 +0000 Fotografia Vera Marmelo

A Playlist da Quinzena está de volta! E a nova temporada começa à semelhança da forma como a música entrou neste blogue: com o Noiserv. Ele anda sempre de um lado para o outro, mas lá arranjou um tempinho para escolher umas músicas para nos acompanhar durante a próxima quinzena. Na barra lateral direita aparecerá o leitor do youtube para que seja só carregar play 🙂 Enjoy! 

Uma Playlist? 

Eu sei lá Sofia… mudam todos os dias, a todas as horas e às vezes até ao minuto :).

Sem qualquer certeza que isto seja a playlist da próxima quinzena, mas sendo certamente a da próxima hora aqui vai:

– Radiohead | videotape | “Perdi-me” recentemente em vídeos pela a internet a explicarem a complexidade rítmica desta música. Isso fez-me voltar a ela e ficar “perdido” num loop infinito. São sei dúvida para mim, os melhores a fazer canções que há memória.

– Bjork | Joga | Soube há uns dias que vem aí novo disco desta senhora. Fiquei ansioso por ouvir e por enquanto recordo uma das mais antigas.

– Benjamin Clementine | I Won’t Complain | Um dos melhores, senão o melhor, concerto da edição deste ano do festival Paredes de Coura. Felizmente a música ainda se torna maior tocado ao vivo, infelizmente não acontece sempre.

– Fleet Foxes | Fool’s Errand | Mais uma escolha com base nos concertos que vi nos últimos tempos, tinha tudo para não funcionar com o som de fundo dos Depeche Mode no Nos Alive deste ano, mas foi bem bonito o concerto que deram. Esta música é do disco novo.

– Alt J | In Cold Blood | Conquistaram-me com o primeiro disco e estou a gostar muito do último do qual faz parte esta música.

– Perfume Genius | Learning | É a música que dá titulo ao primeiro disco de Perfume Genius, tem uma simplicidade que faz sempre bem ouvir.

– Foge Foge Bandido | Borboleta | Gosto, e muito!

– Flaming Lips | Do you realize | Melhor forma de terminar qualquer Playlist :):)!

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[Queres é (a) Letra!] Se o tempo não falasse, de noiserv c/ Inês Sousa https://branmorrighan.com/2017/05/queres-e-letra-se-o-tempo-nao-falasse.html https://branmorrighan.com/2017/05/queres-e-letra-se-o-tempo-nao-falasse.html#respond Sun, 14 May 2017 13:25:00 +0000

“Há um tempo atrás, há um mundo atrás, a correr por cá, a puxar para cá” é assim que começa a mais recente canção de noiserv.

Distante do piano a várias mãos que nos apresentou em 00:00:00:00, nesta canção o músico lisboeta faz-se acompanhar pela voz de Inês Sousa e embala-nos de novo com a sua orquestra de sons.

Apresentaram esta canção na edição mais recente do Festival da Canção e divulgam agora o vídeo da mesma, com realização e edição de ambos.

“Se o Tempo não Falasse” faz parte parte do disco “Festival da Canção 2017” recentemente editado pela Sony Music Portugal.

Há um tempo atrás

Há um mundo atrás

A correr por cá

A puxar pra cá

Há medo em nós

Uma conversa só

a viver demais

por não ter onde parar

Há um toque em troca de mim

Uma voz em prosa no fim

Onde parar

Por não ter mais onde parar

Há um toque em troca de mim

Uma voz em prosa no fim

Onde parar

Por não ter mais onde parar

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NOISERV tem novo vídeo para “Se o tempo não falasse”, com Inês Sousa https://branmorrighan.com/2017/05/noiserv-tem-novo-video-para-se-o-tempo.html https://branmorrighan.com/2017/05/noiserv-tem-novo-video-para-se-o-tempo.html#respond Fri, 05 May 2017 09:09:00 +0000

“Há um tempo atrás, há um mundo atrás, a correr por cá, a puxar para cá” é assim que começa a mais recente canção de noiserv.

Distante do piano a várias mãos que nos apresentou em 00:00:00:00, nesta canção o músico lisboeta faz-se acompanhar pela voz de Inês Sousa e embala-nos de novo com a sua orquestra de sons.

Apresentaram esta canção na edição mais recente do Festival da Canção e divulgam agora o vídeo da mesma, com realização e edição de ambos.

“Se o Tempo não Falasse” faz parte parte do disco “Festival da Canção 2017” recentemente editado pela Sony Music Portugal.

Próximos concertos noiserv de apresentação do disco 00:00:00:00

SEX. 05 de MAIO – Salão Medieval da UMinho, Braga (PT)

SÁB. 06 de MAIO – Teatro Stephens, Marinha Grande (PT)

SEX. 12 de MAIO – Os Artistas, Faro (PT)

SÁB. 13 de MAIO – Teatro Municipal, Portimão (PT)

SÁB. 20 de MAIO – Teatro Académico Gil Vicente [TAGV], Coimbra (PT)

SÁB. 27 de MAIO – Matadero, Madrid (ES)

Sites de referência de noiserv:

www.noiserv.net

https://noiserv.bandcamp.com/

www.facebook.com/noiserv

www.youtube.com/noiserv

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[Diário de Bordo] A Noite dos Oito Anos Sonhadores, Electrizantes e Inacreditáveis https://branmorrighan.com/2017/01/diario-de-bordo-noite-dos-oito-anos.html https://branmorrighan.com/2017/01/diario-de-bordo-noite-dos-oito-anos.html#respond Sat, 14 Jan 2017 21:37:00 +0000

«A música não anda sozinha, sempre, desde sempre e para sempre a música vai precisar de quem a leve pela mão, ao colo ou de qualquer outra forma, como nós precisamos da música para nos transportar para sítios onde nunca na vida iremos de carro.

Parabéns Sofia pelo que tens feito nestes 8 anos, e sobretudo parabéns pela vontade e empenho, pela forma como abraças as bandas como se fosse tu a própria banda, é notável, é o motor deste Blog e o transporte de muita gente.

Obrigado.» Rui Estêvão

Não podia começar este texto de outra maneira senão com este pequeno testemunho do Rui. O Rui é uma pessoa que admiro imenso, que respeito imenso e vai ser sempre alguém que vou guardar com muito carinho e consideração, pois é daquelas pessoas que não tem pejo em dizer o que acha que deve dizer, em que sinto que é sincero no que diz, em que sinto que realmente acredita naquilo que faz e porque o faz, e isso é cada vez mais raro. Obrigada, Rui. Andava a guardar este testemunho para a noite de concertos no Musicbox porque nunca me vou esquecer como ele foi o primeiro radialista a convidar-me, e aos meus músicos convidados, a ir ao seu (antigo) programa Purpurina, na Antena 3, e a reconhecer o trabalho que já então almejava fazer. Foi em Janeiro de 2015, logo após ter levado ao Musicbox Twisted Freak, Azul-Revolto e The Allstar Project. Sem dúvida, uma noite para lá de memorável. Talvez por ter sido a primeira. Mas, na verdade, não me posso queixar, o ano passado tive o doce Mahogany, o imparável O Manipulador e uma espécie de super banda que acompanhou os Thunder & Co(nvidados)! Lembram-se? Foi lindo! 

E, de repente, estamos em Janeiro de 2017 e eu volto a ter nova noite no Musicbox com bandas que há meses estavam convidadas. Daily Misconceptions, Mira, Un Lobo! (que foi o Rui Estêvão que me deu a conhecer precisamente ainda em 2015) e os meus mais que declarados adorados First Breath After Coma, com a participação especial do Noiserv, artista que admiro muito já lá vão dez anos. Noutros posts já falei sobre estas bandas, o quão especiais são para mim, por isso só quero mesmo agradecer o facto de terem feito do dia 6 de Janeiro de 2017 uma noite que também não vou esquecer. Eram 21h30 e o Musicbox já tinha, à vontade, perto de uma centena de pessoas. Nunca tinha visto o Musicbox tão cheio tão cedo. Para meu espanto, e jogando por baixo, passaram cerca de 300 pessoas pela caixa mais linda do Cais do Sodré naquela noite. Um record, confesso. 

Foi um dia que, entre altos e baixos, correu para lá de extraordinariamente bem. Comigo as coisas não tinham começado muito bem, logo de manhã, por questões profissionais, e depois quando me dirigi ao Musicbox deparei-me com uma série de condicionantes que fugiam ao controlo de todos (muito obrigada pelos esforços, pela coragem e pelo coração enorme!). Ainda assim fizeram-se os soundchecks possíveis, o nervoso miudinho instalou-se, mas tudo foi decorrendo com tempo. Acho que foi o primeiro ano em que me pude sentar para jantar, porque normalmente o ritual já era ir pegar apenas num kebab qualquer em cinco minutos e de repente tudo começava. Desta vez sentámo-nos todos à mesa, falámos, rimos, foi bonito, muito bonito. 


Pouco depois das 21h30 já Daily Misconceptions estava em palco e não imaginam o orgulho que senti no João e na Sara. São duas pessoas de um coração tão bom e são duas pessoas tão simples, que parecia inacreditável a magia que se fazia operar em cima de palco, quer em termos sonoros quer em termos visuais. Foi um início incrível! Seguiram-se os Mira, Un Lobo!, tocando pela primeira vez em solo português! Era visível que havia muita gente curiosa para os ver, muitos me foram dizendo que estavam super curiosos, e a verdade é que estou orgulhosa da minha aposta, estou grata ao Rui por me ter colocado em contacto com o Luís, e Mira, Un Lobo! tem tudo para vir a ser muito grande! O fecho da noite ficou ao encargo dos First Breath After Coma, com o Noiserv a fechar com eles com a Umbrae e a Blup! Podia desmanchar-me e babar-me em elogios com todos, sem excepção, mas só quero reforçar o quão grata estou. Acho que o alinhamento desta noite, as fases em que as bandas se encontram, a forma como as conheci, como isto tudo veio a acontecer (que se calhar é desconhecido da maior parte de vocês) reflecte perfeitamente tudo aquilo em que tenho acreditado e em que me tenho empenhado em mostrar. Claro que tenho de deixar um agradecimento especial ao Noiserv, que não esteve presente no Sarau da Pataca por antes dessa data surgir já se ter comprometido comigo. Tenho de lhe agradecer o facto de acreditar no meu projecto e tenho de deixar aqui registado que para além dos YCWCB, acho que ele ficava mesmo bem numa banda de post-rock. Eheheh! Perdoem-me os devaneios, mas já sabem que por aqui a coisa torna-se bastante sem papas na língua 🙂

Obrigada, mais uma vez, a todos. Ao Musicbox, a toda a equipa técnica/logística/comunicação, a Daily Misconceptions e à querida Zigur Artists, a Mira,Un Lobo!, aos First Breath After Coma (à equipa toda), ao Noiserv, à Omnichord por ter sido a primeira editora independente, o primeiro projecto, que me fez abrir os olhos para uma realidade de música portuguesa tão rica e fervilhante e por agora me acolher na sua família. Obrigada também a todos os blogues e sites que ajudaram a divulgar, aos jornalistas que estiveram presentes e ao Nelson, da SBSR.FM por ter achado a noite interessante o suficiente para me entrevistar sobre a mesma. Obrigada ao André Anónimo pelo interesse e pelas horas todas que passou connosco a fotografar! E, por último, mas não menos importante, obrigada a todos os meus amigos que fizeram questão de comemorar esta data comigo, obrigada aos conhecidos e aos fãs de cada um destes projectos, eles merecem todo o vosso apoio! O que tenho vivido com o blogue tem sido para lá de incrível e inacreditável. Nem tudo tem sido um mar de rosas, mas o facto de ter a oportunidade de me expressar, de levar para o plano físico aquilo em que acredito, de ter centenas de pessoas a apoiarem, de receber mensagens com tanto carinho e força… Não tem preço. E embora já tenha várias vezes pensado em encerrar este espaço (acreditem que há muita (má) gente por aí a agoirar), acho que o bom que tenho feito com ele, quero acreditar, vale a pena o esforço e algumas coisas das quais vou abdicando para fazer acontecer. 

Entretanto, o Música em DX já escreveu sobre a noite e já me deixou completamente derretida! – http://www.musicaemdx.pt/2017/01/12/8o-aniversario-branmorrighan-fecha-celebracoes-ano-novo/

Segue-se a festa no Porto, com gente igualmente incrível, já no próximo dia 3 de Fevereiro! Amanhã ou Segunda-feira conto-vos tudo sobre isso!

Todas as fotografias pelo André Anónimo

Foto Reportagem Completa: http://www.branmorrighan.com/2017/01/foto-reportagem-8-aniversario.html

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[Queres é (a) Letra!] / [Palavras Leva-as o Vídeo!] Noiserv – 00:00:00 – QUINZE https://branmorrighan.com/2016/12/queres-e-letra-palavras-leva-as-o-video-2.html https://branmorrighan.com/2016/12/queres-e-letra-palavras-leva-as-o-video-2.html#respond Sat, 10 Dec 2016 11:52:00 +0000

QUINZE, o vídeo, já saiu há algum tempo, mas só agora consegui organizar as coisas de forma a publicar tudo como deve ser aqui no blogue. Fica o vídeo, e letra e o conceito do próprio noiserv em relação aos mesmos: 

Com este video quis fazer algo simples como a própria música e letra, uma simplicidade que liga o final ao início, transmitindo uma ideia de continuidade, de busca, de repetição mas sempre com algo novo a cada “volta”.



EU NÃO QUERO VER PIOR

SÓ NÃO QUERO VER MELHOR

EU NÃO QUERO VER MELHOR

SÓ NÃO QUERO VER PIOR

EU SÓ QUERO VER MELHOR

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00​:​00​:​00​:​00, by noiserv https://branmorrighan.com/2016/11/00000000-by-noiserv.html https://branmorrighan.com/2016/11/00000000-by-noiserv.html#respond Thu, 17 Nov 2016 13:40:00 +0000

um, dois, TRÊS!, e assim começa o novo disco do noiserv. Mais de dez anos de música talvez não fizessem prever o conteúdo de 00:00:00:00, mas, honestamente, conhecendo o artista e a sua sensibilidade, a surpresa só chega pelo facto de o disco, apenas em piano, manter tanto da personalidade “noiserv” que os trabalhos anteriores nos transmitiram. Dizemos adeus a uma orquestra infinita para saudar uma quantidade de teclas que também nos parece não ter fim, mas que fala ao nosso âmago. É um disco que me parece muito pessoal, que vai tacteando, começando com uma espécie de alegria inocente e expectante, em TRÊS e SETE. Depois vem SEIS, que a mim me parece marcar uma transição para um estado de espírito mais cauteloso, iniciando em QUINZE uma espécie de reflexão – Eu não quero ver melhor/Só não quero ver pior – continuando em ONZE o mesmo espírito mais soturno. Existe algo de muito especial na música de noiserv que, não sendo triste nem depressiva, nos faz expiar uma espécie de dor. Seja em relação ao desconhecido, ao que não conseguimos controlar e desejávamos, não sei. Hoje de manhã coloquei os headphones, aproveitei o sol maravilhoso que se faz sentir aqui na minha terra, e fui caminhar para perto do rio com este 00:00:00:00 a tocar. E pus-me a pensar nisto mesmo, no quanto esta sobreposição de pianos, na oscilação alegre e melancólica das harmonias, nos atinge em diversos patamares emocionais. E é muito bonito quando a música tem esse poder, essa capacidade de amenizar, ao mesmo tempo que provoca, esse contacto com o que trazemos ao peito. Às vezes são sorrisos, outras vezes são dúvidas, mas a inquietação está sempre lá. E chega VINTE E TRÊS – Olhar para trás sem medo de morrer/Não perder o que quero lembrar / Deixar cair para onde vais / Coisas simples e reais – com o regresso da voz grave do David, para reforçar essa mesma ideia. Foi uma boa surpresa este disco ser cantado em português. Acho que todo o contexto o pedia e quem segue o trabalho de noiserv, conhecendo o tema Palco do Tempo, tinha a curiosidade de voltar a ver o artista português a cantar na sua língua materna. Em QUATORZE as águas agitam-se um pouco e terminamos com DEZOITO, que no fundo, para mim, resume musicalmente e liricamente todas as emoções que se sentem ao longo do disco.

00:00:00:00 é um disco que, a meu ver, ganha vida própria  no seu todo – estética visual, no artwork da capa, estética musical, na exploração emocional dos pianos, estética cinematográfica, no trabalho desenvolvido através dos vídeos lançados agora. Honestamente, mas é a minha maneira de sentir a música, talvez todo este texto fosse dispensável, afinal cada um sente as coisas à sua maneira e o que para mim pode ser transparente, para outro pode ser opaco e vice-versa. Resumindo, acho que está aqui um belo trabalho, acho que o homem-orquestra ainda agora começou a trilhar o seu caminho pelos pianos e só me resta esperar pela oportunidade de o ver ao vivo para testemunhar algumas destas canções a ganharem vida à sua volta. 

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A Um Mês do 8º Aniversário do BranMorrighan – Novo layout, Ilustradora Oficial, Primeiros Nomes Confirmados https://branmorrighan.com/2016/11/a-um-mes-do-8-aniversario-do.html https://branmorrighan.com/2016/11/a-um-mes-do-8-aniversario-do.html#respond Sun, 13 Nov 2016 21:01:00 +0000

Nunca um ano passou a uma velocidade tão alucinante como 2016. Nunca num ano dei conta de chegar a um mês do aniversário do blogue – 13 de Dezembro – e não ter praticamente nada preparado. Ufa! Ainda assim, felizmente, porque já previa que assim fosse, há uns tempos voltei a falar com o João Pedro Fonseca, artista que admiro de coração que tem sido um elemento crucial na evolução e personalidade estética do blogue, para voltarmos a lavar a cara ao BranMorrighan. Quando ele fez o layout anterior, com o fundo cinzento, a primeira versão vinha já com fundo branco, mas na altura recusei-me a uma mudança tão drástica. Reparem, o blogue no início era negro como breu, lá clareou um pouco há uns três anos atrás, com o Nuno Tenazinha a fazer o primeiro upgrade ao blogue, e depois o ano passado mudou para cinzento. Não sei, acho que esta mudança, na verdade, é um reflexo muito pessoal da minha mudança enquanto pessoa também. É impossível, hoje em dia, dissociar o BranMorrighan da Sofia Teixeira e vice-versa. Eu e o blogue somos parte integrante um do outro. É essa a principalmente diferença entre este e outros blogues. Não é melhor nem pior. É o que é, e é um grande pedaço de mim. Acho que o Jota fez um trabalho magnífico, que ficou muito mais limpo e funcional, mas estamos sempre abertos a sugestões ou gralhas que encontrem. Sabe bem preparar mais um ano de BranMorrighan com cara nova.

Mara Mureș é a cara da ilustração oficial do 8º Aniversário! Como sabem, desde que o Afonso Cruz fez a primeira ilustração para o 5º Aniversário, não mais parei de procurar talentos com os quais me revisse e que achasse que mereciam um espaço, e tempo, de antena onde pudesse divulgar mais o seu trabalho. Confesso que já conhecia a Mara há algum tempo, principalmente através da cena musical de Leiria, mas foi quando vi o trabalho dela no videoclip dos First Breath After Coma, no tema Gold Morning Days, que fiquei apaixonada pelo seu trabalho artístico. Aqui fica o perfil dela de Facebook: https://www.facebook.com/marabajouca . Acredito que brevemente terá a sua própria página de artista e pelo aniversário do blogue vou publicar uma pequena entrevista onde poderemos saber ainda mais sobre a Mara e as suas vertentes artísticas.

Cartaz João Pedro Fonseca

YEAH

Yaps, é verdade, este cartaz existe e parece que vai mesmo acontecer! Apesar de o aniversário oficial do blogue ser a 13 de Dezembro, por questões de tradição com editoras literárias que já se fazem cumprir há uns quatros anos, a festa será feita no final dessas comemorações, a 6 de Janeiro de 2017. Por norma seria um mês de comemorações, mas este ano tive de encurtar esse prazo por EXCELENTES razões. Vou com os First Breath After Coma ao Eurosonic, que é no dia 13 de Janeiro! 

Por falar em First Breath After Coma, novamente, eles são os cabeças de cartaz deste 8º aniversário e poucas bandas fariam tanto sentido quanto estes cinco rapazes. Conheci-os na FNAC Chiado há três anos atrás, muito antes de me envolver com a Omnichord Records e ainda muito no início das entrevistas e divulgações musicais, e estava longe de imaginar que um dia andaria com eles na estrada e que os veria a crescer e a evoluir muicalmente de forma tão forte e tão bonita. Neste último disco, Drifter, o Noiserv deu uma perninha numa das músicas, a Umbrae, e pela terceira vez, depois do CCB e Paredes de Coura, eles vão subir todos ao palco e arrepiar-nos com a intensidade que já lhes é característica. Quem é que, no seu perfeito juízo, vai perder uma oportunidade destas? Tem sido mesmo um orgulho acompanhar este percurso e fico muito contente por também o Noiserv ter aceitado juntar-se a um momento tão especial para mim, já que também sigo e admiro o seu trabalho há anos. Foi dos primeiros artistas a ser entrevistado para o BM! 🙂 

Há mais razões para ficarem atentos à colocação dos bilhetes à venda. A primeira parte da noite vai ser realizada por dois projectos que merecem toda a nossa atenção. Daily Misconceptions é o projecto de João Zinho e Sara Esteves que conheci graças ao SPLIT EP que fizeram com O Manipulador (que actuou no aniversário do ano passado). Este ano lançaram o disco Our Little Sequence of Dreams e há poucos trabalhos que nos levem a viajar por tantos locais com a diversidade de harmonias. Todo o trabalho musical e estético fazem com que o concerto ao vivo seja uma experiência super sensorial. Venham, vai ser bonito! Tão bonito que também vamos ter a estreia magnífica de Mira, Un Lobo! nas salas de Lisboa! Heart Beats Slow, o disco de estreia do mais recente projecto de Luís Fonseca de Sousa, desde que saiu que não tem parado que dar de falar, tanto em Portugal como no estrangeiro. Mira, Un Lobo! tem uma aura densa, com texturas e letras que se entranham e que criam paisagens hipnotizadoras. O que mais gosto nestes dois projectos, é que sendo ambos considerados de música electrónica, enquadram-se em espectros bastante diferentes.

Por hoje é tudo. Coloquei tudo num único post para ficar mais compacto, mas a seu tempo voltarei então a destacar a ilustração oficial e quando os bilhetes forem colocados à venda volto a divulgar o cartaz. Entretanto, podem ir já partilhando a novidade com os vossos amigos. Venham todos, vai ser uma festa bonita! Obrigada ao João Pedro Fonseca pelo maravilhoso cartaz a condizer com o layout novo do blogue! 

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[Palavras leva-as o Vídeo!] “SETE”, de Noiserv https://branmorrighan.com/2016/10/palavras-leva-as-o-video-sete-de-noiserv.html https://branmorrighan.com/2016/10/palavras-leva-as-o-video-sete-de-noiserv.html#respond Tue, 04 Oct 2016 10:48:00 +0000

Com mais de dez anos de carreira, noiserv é já uma referência da música portuguesa. A sua imagem de marca, como homem-orquestra, tem-lhe proporcionado uma reverência e respeito que já vai muito além fronteiras. Depois de dois discos cujo balanço só pode ser positivo, eis que vem um terceiro a caminho, mas diferente dos anteriores. Desta vez as emoções do músico português são exorcizadas através de pianos. “SETE” foi o single que nos abriu para esse novo mundo, que em “VINTE E TRÊS” marcou o regresso à língua portuguesa nas suas canções. Segue-se a descrição do vídeo na primeira pessoa:  

Esta é uma das músicas que melhor serve o conceito deste novo disco, a banda sonora para um filme que ainda não existe. Posto isto, a ideia do vídeo centrou-se precisamente nesse conceito, em conseguir que a música servisse “um mundo”, “uma história”, “uma personagem”, “um dia-a-dia”, onde quase sem te aperceberes da música, a estarias sempre a ouvir e com ela a conhecer “essa realidade” que até então desconhecias.

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