Omnichord Records – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Sat, 13 Feb 2021 18:54:02 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Omnichord Records – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Queres é (a) Letra] Jerónimo – Collective Silence https://branmorrighan.com/2021/02/queres-e-a-letra-jeronimo-collective-silence.html https://branmorrighan.com/2021/02/queres-e-a-letra-jeronimo-collective-silence.html#respond Sat, 13 Feb 2021 18:54:00 +0000 https://branmorrighan.com/?p=25011 Collective Silence

A querida Omnichord Records comemora hoje 9 anos, mas são eles quem nos dão uma prenda, este belo single de JerónimoCollective Silence. Não conhecer os irmãos Jerónimo é sinónimo de se ter um vazio se calhar ainda não se aperceberam que têm. São os três mais do que talentosos, têm vozes que nos arrepiam, mas que também nos incitam ao movimento, e desde que se juntaram num só projecto que fazem ainda mais as delícias de quem os ouve.

Tenho saudades deste colectivo (Omnichord Records) que tantas alegrias me deu durante os anos em que colaborei mais de perto com eles, que foram também os anos do meu doutoramento e que tanto fez com que não enlouquecesse. Foram concertos por todo o país e no estrangeiro, memórias especiais de primeiros concertos e, por várias razões, Nuno Rancho, Gil Jerónimo e Luís Jerónimo têm um lugar especial no meu coração.

Relembremos: Gil Jerónimo tinha os Les Crazy Coconuts (com a Adriana e o Tiago) e tocou no seu próprio aniversário no primeiro evento do blogue BranMorrighan em Janeiro de 2014; o Nuno Rancho, que com o André tem os Few Fingers), é também ele uma pessoa extraordinária e compôs uma belíssima canção para a mixtape dos 10 Anos BranMorrighan – Gather All the Pieces (diga lá se não é maravilhosa!) – que podem ouvir aqui; o Luís Jerónimo, dos Nice Weather For Ducks, conheci-o aquando o Nuno Rancho, numa bela noite do já inexistente Beat (em Leiria) e impressionaram-me logo ao cantarem em uníssono uns agudos deliciosos. Ai memórias, memórias! A verdade é que à sua maneira, cada um se tornou família.

E a verdade é que o tempo passa, e o próprio Gil já tem a sua família composta, com a sua pequena a aparecer neste vídeo de Collective Silence. É uma canção que já conheço há uns anos, pois já a tocaram ao vivo, que sempre mexeu comigo e que finalmente vê a luz do dia num registo público para que todos tenhamos o privilégio de a ouvir. E tão actual que a sua letra é, não acham? E pronto, é isto. No fundo este post é só uma declaração de muito carinho e muitas saudades (pandemia passa depressa para eu poder voltar a abraçar esta gente!) em forma de parabéns à Omnichord Records, sempre incansável nas suas iniciativas criativas e inspiradoras.

Come join this rampage kill
With your distance shooting skill
With that movie gangster feel
You turn me as hard as steel

Collective silence
It all wrecks, torns apart
Collective silence
Say nothing, do you part
Collective silence
A shipwreck, miles apart

We’ll sort this out with pills
Intoxication thrill
Come leave you snipper still
You can do it as you will

Collective silence
It all wrecks, torns apart
Collective silence
Say nothing, do you part
Collective silence
A shipwreck, miles apart

We got the answer
From when we were younger
We keep on dancing
Miles apart

Collective silence
A shipwreck, miles apart
Collective silence
A shipwreck, miles apart
Collective silence
A shipwreck, miles apart 
Collective silence
A shipwreck, miles apart 

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[DESTAQUE] LaBaq de volta a Portugal com tour pelo país https://branmorrighan.com/2018/04/destaque-labaq-de-volta-portugal-com.html https://branmorrighan.com/2018/04/destaque-labaq-de-volta-portugal-com.html#respond Mon, 02 Apr 2018 08:25:00 +0000 Fotografia Rafa Mendes

LaBaq está de volta a Portugal! Depois de uma primeira passagem pelo nosso país, em que recrutou alguns dos elementos dos First Breath After Coma e conquistou por onde parou, a artista brasileira volta para mais uma ronda de datas. 

Labaq é um dos nomes mais mencionados quando se fala da actual música alternativa/pop e da cena indie no Brasil. Lançou o seu disco de estreia em 2016- “voa” –  e alcança actualmente mais de 150.000 ouvintes/mês no Spotify, sendo alvo dos mais refinados ouvidos quando o assunto é uma cantora, compositora, guitarrista e produtora musical da nova geração. 

Para quem não conhece a LaBaq, ela fala um pouco sobre si e o momento musical que vive: “Eu conto a minha volta à guitarra elétrica – primeiro instrumento que toquei e que, por alguns anos, me distanciei pra estudar também bateria e trompete – como um auge, no sentido das descobertas, e sem dúvida é ela que me guia pro que é hoje a minha identidade. Acho mesmo que vivo um momento incrível agora, onde cheguei em um show solo confortável e ando traçando mesmo uma carreira bastante sólida fora do Brasil, em termos de Europa e América Latina” Para o futuro afirma que teremos “um disco que produzirei eu mesma, dois singles mais videoclip pra esse ano, nova tour pela Europa em setembro e outros vôos por vir 🙂

Mas o amor por Portugal é algo que também já está bem enraizado na artista:Portugal é um país que me abriu os braços desde o primeiro momento, e nesse abraço eu quero muito ficar, sabe? A cada mensagem que recebo dos portugueses eu agradeço imenso. Minha vontade com essa conexão que se torna cada vez mais forte com Portugal é de que haja uma integração cada vez maior entre Br e Pt, musicalmente, sobretudo, pra mim demorou muito, já é hora. A música portuguesa contemporânea faz parte já dos meus dias, dos companheiros de selo First Breath After Coma, Whales, Surma, Few Fingers até You Can’t Win Charlie Brown ou B Fachada, soam cá sempre.”

Recentemente juntou-se ao cartaz de agenciamento da Omnichord Records, precisamente por essa ligação que ganhou com os seus artistas:E falando em Omnichord, são família e Leiria é casa. Será que eles me acham ousada em dizer isto? Hahaha! Desde nosso primeiro contato, (2016, quando escrevi aos First Breath dizendo que estaria em Portugal e adorava encontra-los) até hoje, que sou parte do time e estamos prestes a embarcar pro SXSW juntos. Caminhar com quem pensa na mesma direção que nós, não há nada mais inspirador, dá coragem.”

Datas Confirmadas:

06.04 • Festival MIL | Lisboa 

07.04 • Benedita | Alcobaça 

08.04 • Bang Venue | Torres Vedras 

11.04 • Casa da Música | Porto

12.04 • CAE | Portalegre 

13.04 • SHE | Évora 

14.04 • NICE | Esposende 

17.04 • VIC | Aveiro

18.04 • Praça 16 | Bragança 

20.04 • TAMA | Alijó 

21.04 • Festa dos Museus | Leiria 

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[DESTAQUE] Whales Lançam Disco de Estreia https://branmorrighan.com/2018/03/destaque-whales-lancam-disco-de-estreia.html https://branmorrighan.com/2018/03/destaque-whales-lancam-disco-de-estreia.html#respond Fri, 16 Mar 2018 11:29:00 +0000

Dia 16 de Março fica marcado pelo lançamento do disco de estreia da banda leiriense Whales.

Acompanho estes rapazes há tanto tempo, ainda alguns deles eram dos Backwater and the Screaming Fantasy, banda da qual a Surma também fazia parte, que não podia estar mais contente e orgulhosa com este lançamento e com este disco. É um disco que cresce a cada audição e que já passa em loop por estes lados. Ao vivo são uma uma espécie de bomba crescente. Cada palco que pisam é uma nova experiência que os faz crescer, tendo como consequência electrizarem qualquer ambiente por onde passem. Honestamente, para mim, é já um dos discos do ano. Ouçam e apanhem-nos por aí!

O disco de estreia dos Whales, Por Ruy Estevão (radialista) 

Viajar é uma constante, seja de que forma for, quando e onde conta como tudo o que é importante, e é claro que a sensação de conforto ajuda. Um dos melhores meios de transporte é, sem dúvida, a música. Sempre foi e vai ser. A fórmula da viagem, bem, aí muda de figura. Por exemplo, se for na classe electrónica aparece sempre alguma dúvida, que é razoável. Porém, caríssimos e caríssimas viajantes, convém explicar que a música electrónica não significa djs ou produtores – por quem tenho respeito, ou pelo menos pelos que fazem aquilo que a alma manda. Em Portugal, muitos anos antes da nossa revolução, já um dos nossos melhores maestros, e homem sem medo de experimentar, fazia as suas primeiras experiências juntando electrónica ao piano clássico, puro, bem trabalhado e estudado. Seu nome, Jorge Peixinho. Pareceu-me a ligação ideal para este mar onde estão os Whales que tão bem cruzam oceanos, como diriam o Erasmo e o Roberto. Em salas fechadas, desde miúdos, misturam instrumentos e electrónica. Bate certo, chamam para si quem quer viajar, seja para onde for. Seja para fugir de algo, seja porque quer ir. E tão bem que eles estão a fazer isso.  

Não quero propositadamente falar em faixas, nos seus nomes, até porque sei que me arrependeria. Estou a escrever estas palavras em Fevereiro e escuto o disco desde Janeiro. As minhas preferidas já mudaram duas ou três vezes e não vou ficar por aqui. É muito bom sinal. 

Não gosto de pormenores técnicos porque nada sei tocar e muito pouco sei produzir, gosto mais de escrever sobre o que sinto perante as músicas ou os discos. Para mim é viagem ao sol, é viagem para descobrir coisas nas músicas e em mim. É um daqueles discos que não queria ouvir aos poucos. É disco e vale por isso – pelo todo. Pouco mais se pode pedir a um disco. Estou muito feliz com ele, para onde ele me leva de cada vez que o escuto. 

Venceram um Festival Termómetro, um ZUS! e foram Novos Talentos Fnac, correram festivais como o NOS ALIVE ou os BONS SONS e “Big Pulse Waves” rodou com insistência por muita rádio. Decidiram recomeçar do zero para o disco de estreia. Os ex-companheiros de Débora Umbelino nos Backwater & The Screaming Fantasy passaram de quarteto para trio e com “How Long” e “Ghost” começaram a desenhar uma nova identidade. Na última digressão SUPER NOVA prepararam-se para um autêntico “Euro Sprint”, tour internacional à qual se juntam hoje, e este lançamento prova o que já se tem vindo a escrever sobre os projectos da Omnichord Records “Se 2016 foi dos First Breath After Coma e 2017 de Surma, em 2018 são os Whales que vão ter tudo para surpreender”.  

Digressão Whales (parte 1)

*15/03 – PT – Lisboa  (Iberian Festival Awards) 

*16/03 – FR – Toulouse (Axis Music) 

*17/03 – FR – Limoges  (Espace El Doggo) 

*18/03 – FR – Paris (Secret Show)  

*20/03 – NL – Eindhoven (Het Stroomhuis) 

*21/03 – BE – Antwerp (Cfou) 

*23/03 – DE – Leipzig (aaltra) 

*24/03 – DE – Hannover (Schraub-Bar) 

*25/03 – DE – Berlin (Marie-Antoinette) 

*27/03 – PL – Poznan (Klub POD MINOGA) 

*28/03 – PL – Cracóvia (klub zaczek) 

*29/03 – IT – TBA 

*30/03 – IT – Napoles (Mamamu) 

*31/03 – IT – Roma (Fanfulla arci 5/a) 

*01/04 – FR – Perpignan (Allez Viens) 

*03/04 – ES – Barcelona (Sinestesia) 

*04/04 – ES – Oviedo (La Salvage) 

*05/05 – ES – Lugo (Ho Gruff) 

06/04 – PT – Lisboa (Festival MIL) 

20/04 – PT – Vila Pouca Aguiar (Club 11) 

21/04 – PT – TBA 

27/04 – PT – Torres Vedras (Bang Venue) 

28/04 – PT – Leiria (Stereogun) 

05/05 – PT – TBA  

25/05 – PT – Joane (Contemplarte) 

26/05 – PT – Aveiro (Gretua) 

30/05 – PT – Porto ( Maus Hábitos) 

31/05 – PT – Vila Real (Club) 

01/06 – PT – Ponte de Lima (MAR) 

02/06 – PT – TBA 

15/06 – PT – Santo Tirso (Carpe Diem) 

16/06 – PT – TBA 

*Datas em conjunto com os Fugly na Euro Sprint Tour, promovida em conjunto por três produtoras nacionais, a Bullet Seed, a Omnichord Records e a Pointlist. 

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[DESTAQUE] ANTWERPEN – Disco de Estreia de SURMA já Disponível https://branmorrighan.com/2017/10/destaque-antwerpen-disco-de-estreia-de.html https://branmorrighan.com/2017/10/destaque-antwerpen-disco-de-estreia-de.html#respond Fri, 13 Oct 2017 09:05:00 +0000

O disco da minha querida SURMA está finalmente disponível em todas as plataformas digitais. Também está disponível para compra em CD no bandcamp! A partir de dia 26, haverá vinis para os mais aficcionados ou coleccionadores, já que está um vinil semi-transparente bem bonito!

Antwerpen acaba por ser o resultado de uma dedicação e entrega incríveis e incansáveis. A sua inspiração no silêncio e a harmonia que encontrou com a Casota Collective, que a ajudou a produzir o disco, têm como resultado um disco que certamente irá surpreender todos os seus fãs pela frescura, ousadia e irreverência com que expressa as suas emoções através de composições que são pautadas pelo desafio de não seguirem uma estrutura bem definida ou o formato tradicional de canções. A Débora assume-se, claramente, como produtora e não há como não sentir um orgulho enorme e um coração cheio cheio de admiração! Mas pronto, eu sou a suspeita do costume 🙂

Deixo-vos com as informações oficiais!

Dia 13 de Outubro de 2017, marca o dia em que SURMA lança o seu disco de estreia – Antwerpen. Marca também o anúncio oficial da sua presença na edição de 2018 de um dos maiores festivais do mundo – South By Shouthwest (SXSW).

Em dois anos e meio, Débora Umbelino levou o seu projecto solitário de exploração de sons, Surma, até sete países em mais de 150 concertos. Tinha apenas o single “Maasai” quando começou a gravar o disco de estreia e todo o caminho traçado até aquela altura lhe parecia um período zero que a tinha deixado apenas com vontade de avançar ainda mais numa demanda cada vez mais sua. Enquanto one woman band que domina teclas, voz, cordas, pedais e botões, e não se deixa ficar num ou noutro género musical, Surma preparou o seu registo de estreia “Antwerpen” como se estivesse num laboratório, observando cada reacção sonora de cada nota e de cada instrumento, criando a partir daí. Em colaboração com a Casota Collective, que integra elementos dos First Breath After Coma, construiu uma renovada identidade sonora e visual, da qual “Hemma” foi o primeiro cartão de visita.

Antwerpen é hoje lançado em versão CD e digital, pela Omnichord Records. O vinil colorido chega a dia 26 de Outubro.

SURMA já começou a sua digressão de apresentação e não vai abrandar tão cedo. São mais de trinta datas entre Portugal, Espanha e França (onde estará já na próxima semana no MaMA Festival). Para 2018, tem já garantida a sua participação no festival norte-americano SXSW, em Austin (Texas), a ter lugar na segunda quinzena de Março, em Austin (Texas).

All tracks by Surma, Rui Gaspar, Telmo Soares and Pedro Sincopado, except “Saag”, by Surma and Rui Gaspar.“Voyager” contains a sample from “Nomathemba” by Ladysmith Black Mambazo. Additional vocals in “Plass”, “Voyager” and “Nyika” by Rui Gaspar. Additional instruments and vocals in “Uppruni” by Joana Guerra. Additional instruments in “Kismet” by Milena Kolovska. Produced by Rui Gaspar, Telmo Soares and Pedro Sincopado @ Casota Collective Mixed by Rui Gaspar and Paulo Mouta Pereira  Mastering by Paulo Mouta Pereira. Cover sculpture and artwork by Sal Nunkachov. Layout by João Diogo.

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[Diário de Bordo] A pausa para voltar à estrada com SURMA e WHALES no BONS SONS https://branmorrighan.com/2017/08/diario-de-bordo-pausa-para-voltar.html https://branmorrighan.com/2017/08/diario-de-bordo-pausa-para-voltar.html#respond Sun, 13 Aug 2017 11:51:00 +0000

Uma das maiores alegrias que acho que podemos ter é ver crescer e prosperar aqueles de que mais gostamos e admiramos. Conheci a Surma e os Whales há uns bons aninhos, juntos eram os Blackwater and the Screaming Fantasy. Eu ainda não tinha qualquer ligação à Omnichord Records e tinha começado a falar de música no blogue há muito pouco tempo. Estes anos depois, vê-los com os seus projectos, agora diferentes, a vingar na música portuguesa (e até internacional), é um dos maiores orgulhos que trago comigo. Apesar de andar com muitas responsabilidades e trabalho (daqui a uma semana já estou na Finlândia durante uns dias para apresentar outro trabalho científico), não pude não tirar esta Sexta-feira para ir com a Surma e os Whales ao Bons Sons. Já não estava com eles, nem os via tocar, há uns meses, e foi como bálsamo para alma! Pelas fotografias (desculpem a qualidade, mas foram todas tiradas com o telemóvel), acho que conseguem perceber o ambiente brutal, tal como o espírito de família e amizade que existe entre todos. Também o ambiente do Festival Bons Sons é do mais familiar que já vivi. Há dois anos estive lá a viver a aldeia em pleno, acampei e tudo, e, mais uma vez, é engraçado testemunhar o festival do outro lado, do lado da equipa do artista. O público foi sempre maravilhoso. Mesmo com os Whales a tocarem em plena torra, começaram às 16h45 e faziam quase 40º, o pessoal não deixou de aclamar e dançar e houve mesmo quem dissesse que foi um dos concertos preferidos daquele dia. A Surma começou mais tarde, pelas 19h15, mas muito tempo antes já o corredor do público se encontrava cheio. Bastou a Surma subir ao palco para as ovações de admiração começarem e foi lindo! Não é despropositado todo o carinho que se vive à volta da Surma. Sei que sou suspeita. Costumo dizer que conheci a Débora quando ela ainda tinha cabelão comprido aos caracóis escuros, portanto já é há um bom tempo. Algo que se manteve constante desde então é o seu coração enorme e a sua gratidão. Tudo nela é tão genuíno que não me admira nada a quantidade considerável de fãs tão fiéis que já tem consigo. Houve espaço para sorrisos, saltos, lágrimas, mosh, tudo sempre de coração alto. Repito, foi mesmo muito bonito!

Aquela última fotografia, bem, alguns de vocês poderão reconhecer aquelas caras de anos anteriores. São quatro rapazes com quem já vivi imensas aventuras em festivais, desde há quase meia dúzia de anos atrás. Entretanto, acabámos os cursos, começámos a trabalhar e há já uns anitos que não estávamos todos juntos. Foi mesmo muito bom revê-los e claro que queria deixar esse momento aqui registado, no belo Intermachê de Cem Soldos, da dona Guida. Ovos Cozidos e Vinho no Bons Sons é ali! Eheheheh

E é isto. Este diário é mais um registo da minha vida pessoal que vai ser bom relembrar mais tarde. Num ano um pouco esgotante a vários níveis, é sempre um mimo para a alma poder viver estes momentos com quem mais se gosta. Como disse numa outra rede social, 

Às vezes é duro pensar que este ano tenho abdicado de imensas coisas por causa do doutoramento, principalmente agora este mês, mas depois tenho de me lembrar que em menos de ano e meio já estive em França, Inglaterra (duas vezes), Alemanha, Japão, Croácia, estou prestes a voar para a Finlândia e, com sorte, ainda volto a França este ano. Tudo em missão, mas sempre em missões académicas ou musicais que só me enriqueceram enquanto pessoa, académica e melómana. E pronto, era só este pequeno desabafo de gratidão, que não podemos andar sempre a chorar. Muahahahah 💙 Obrigada doutoramento e Omnichord, a minha vida não seria a mesma sem vocês 💙

E apesar de só mencionar este último ano, que tem sido mesmo absurdo, num bom sentido, em termos de viagens e experiências, acho que resume bem os meus últimos três anos. Com sorte daqui a um ano já defendi a minha tese de doutoramento e há toda uma vida por descobrir. Só posso desejar que todas as pessoas tenham gente querida convosco, com quem possam partilhar momentos que vos encham o coração, principalmente nas alturas mais difíceis. Bom Domingo! 🙂 

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[Queres é (a) Letra!] How Long, dos Whales https://branmorrighan.com/2017/07/queres-e-letra-how-long-dos-whales.html https://branmorrighan.com/2017/07/queres-e-letra-how-long-dos-whales.html#respond Tue, 11 Jul 2017 08:48:00 +0000

Os Whales estão de volta com o tema “How Long”. É apenas o segundo single lançado, mas a banda já apresenta ao vivo uma maturidade que aponta numa direcção muito precisa e sem necessidade de rótulos. O disco de estreia está a ser (muito bem) cozinhado e prova disso é este “How Long”.

Juntam a electrónica com o rock e evocam as profundezas do ser com os ecos das suas vozes. Os Whales estão de volta e este mergulho em “How Long” reforça o tanto que conquistaram até agora. Em 2016, foram Novos Talentos Fnac e venceram o Festival Termómetro. Estrearam-se com o single “Big Pulse Waves” e correram salas e festivais como o Musicbox Lisboa, Maus Hábitos, NOS Alive e Indie Music Fest. Daqui a umas semanas poderão vê-los na próxima edição do Bons Sons.

Esta Sexta-feira, dia 14, juntam-se aos Nice Weather For Ducks e aos Few Fingers para uma noite Omnichord Records no Sabotage Rock Club, em Lisboa.

O vídeo resulta da naturalidade familiar e artística que tem ligado os vários projectos que se vêm reunindo na editora. É mais uma brilhante produção da Casota Collective, que tem gravado os nomes da Omnichord Records como Surma, First Breath After Coma e Nice Weather For Ducks, e tem como actor principal Valdemar Santos. 



How long, too long

Spinning on your eyes, our eternal lies


When you hold, look it all

My spending hand is high, floating on this tight


How long, too long

Spinning on your eyes, our eternal lies


When you hold

My spending hand is high, floating on this tight


Spinning on your eyes, spinning on your eyes (…)

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[DESTAQUE] First Breath After Coma com novo vídeo – Nagmani – e nova tour pela Europa https://branmorrighan.com/2017/05/destaque-first-breath-after-coma-com.html https://branmorrighan.com/2017/05/destaque-first-breath-after-coma-com.html#respond Sat, 13 May 2017 10:27:00 +0000

Estreou ontem, no It’s All Indie, o novo e belíssimo vídeo dos First Breath After Coma, produzido pela Casota Collective.

A água como milagre e mistério da vida sempre foi o mote para uma composição maior dos First Breath After Coma.

Recebe agora uma identidade visual, num filme produzido e gravado pelos próprios elementos da banda, que recentemente montaram a sua própria produtora audiovisual.

Entre a electrónica e o ambiente onírico e sofisticado dos First Breath After Coma, “Nagmani” é o resultado de uma parceria com o compositor e pianista André Barros, que torna a viagem de “Drifter” ainda mais épica.

Nagmani é também o nome da tour que arranca amanhã em Tondela e, ao longo de 14 etapas, passa por cinco países em pouco mais de um mês e por palcos como o NOS PRIMAVERA SOUND ou o 100 CLUB em Londres.

Em Julho regressam os concertos por Portugal e, em Agosto e Setembro, voltam à Europa com mais de 15 datas já marcadas em países como França, Suiça, Alemanha e Espanha.

Letrahttp://www.branmorrighan.com/2016/06/queres-e-letra-first-breath-after-coma_14.html

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[DESTAQUE] Twin Transistors com novo vídeo – Foggy Notion – em homenagem a Velvet Underground https://branmorrighan.com/2017/05/destaque-twin-transistors-com-novo.html https://branmorrighan.com/2017/05/destaque-twin-transistors-com-novo.html#respond Wed, 10 May 2017 14:34:00 +0000

48 anos depois da gravação dos Velvet Underground. Um ano depois do lançamento de “Sun Of Wolves”. Este é o novo vídeo (ao vivo) dos Twin Transistors.

Na primeira semana de Maio de 1968, em Nova Iorque, os Velvet Underground gravavam “Foggy Notion”, uma pérola quase esquecida que só veria a edição em 1985 na compilação VU.

Este foi um dos temas que acompanhou pessoalmente os elementos dos Twin Transistors desde há muito e, ao comemorar um ano desde o lançamento do seu disco de estreia “Sun Of Wolves”, a banda de Leiria  apresenta um vídeo ao vivo da “Foggy Notion” no M|i|m|o (Museu da Imagem em Movimento em Leiria).

Os Twin Transistors continuam a trabalhar em novo material e, depois da Figueira da Foz, no Direito de Resposta – Associação Cultural, no dia 13 de Maio, são uma das formações que subirá ao palco do Estádio no Leiria Festival no dia 20 de Maio.  

Estes gajos são uma locomotiva em movimento. Veloz e feroz. Um rolo compressor. Motorik alimentado a rajadas psicadélicas. Experimentalismo tornado canção. Com peso, densidade e potência. – VICE

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[5 Anos Omnichord Records] The Sounds Of Omnichord – Edição Especial de 5 Vinis em Caixa Inédita https://branmorrighan.com/2017/04/5-anos-omnichord-records-sounds-of.html https://branmorrighan.com/2017/04/5-anos-omnichord-records-sounds-of.html#respond Tue, 25 Apr 2017 12:14:00 +0000

The Sounds Of Omnichord


Comemorar os primeiros cinco anos com cinco vinis era uma ideia tão romântica quanto ambiciosa.

Escolher sempre o que mais nos identifica e tentar fazer chegar esses sons o mais longe possível. Foi isso que sempre nos fascinou na história dos vinis que Carl Sagan compilou para a Voyager e que foram disparados para o espaço no ano da graça em que o punk rock explodia.

Esses vinis eram um resumo do que se podia ver e ouvir no planeta e chamaram-se “The Sounds of Earth”. Pretendia-se que, ao serem encontrados, contextualizar qualquer outra espécie de vida extraterrestre sobre a nossa cultura.

Serve essa inspiração para enviarmos também para o espaço, para já apenas neste planeta, cinco discos em formato etched vinyl, com uma imagem de um lado e um tema do outro, que reflectem um pouco daquilo que tem sido o caminho da Omnichord Records.

São cinco discos e cinco temas relacionados com cinco elementos – ao ar, terra, fogo e água, juntamos o amor – numa caixa personalizada,limitada a 150 exemplares, ou em avulso, limitado a 100 exemplares. Podemos encontrar First Breath After Coma com André Barros com “Nagmani”, Surma com “Maasai”, Nice Weather For Ducks com “Marigold”, Les Crazy Coconuts com “Sailormoon” e Whales com “Big Pulse Waves”.

Haveria certamente mais projectos recentes e activos a incluir, como Few Fingers ou Twin Transistors, mas estamos certos que as edições especiais e espaciais não se vão ficar por aqui.

Edição limitada de 7″ Etched Vinyls: pre-orders: https://goo.gl/forms/V1wRVGPHHFBrSxp52

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[Queres é (a) Letra! Especial] Second Hand Battle, de Few Fingers c/ Surma + Luís Jerónimo + Paulo Mouta Pereira https://branmorrighan.com/2017/02/queres-e-letra-especial-second-hand.html https://branmorrighan.com/2017/02/queres-e-letra-especial-second-hand.html#respond Mon, 20 Feb 2017 21:46:00 +0000 Fotografia Ricardo Graça

A querida Omnichord Records comemora esta semana cinco anos de existência e entre as comemorações temos o lançamento deste belíssimo tema – Second Hand Battle – composto essencialmente pelo Nuno Rancho, dos Few Fingers, mas interpretado, ao todo, por cinco excelentes músicos. Nuno Rancho e André Pereira, Few Fingers, Débora Umbelino, Surma, Luís Jerónimo, Nice Weather For Ducks, e Paulo Mouta Pereira, produtor, técnico de som, mas essencialmente músico, que faz parte da banda que acompanha o grande David Fonseca. São cinco pessoas que adoro, que estimo com todo o coração, e esta música é um reflexo de tudo o que eles são, do que todos neste projecto representamos. Parabéns a todos os que têm estado envolvidos nesta grande família. E quando digo todos, digo mesmo todos, desde quem amavelmente faz imagem, capas, posters, ajuda nas viagens, ajuda a produzir, ajuda a seja o que for para tudo isto exista e seja possível, ao incansável Hugo Ferreira. Obrigada principalmente a quem ouve esta malta e os apoia, continuem desse lado, serão sempre o factor maior de impacto. Mil beijos e derretam-se! 

Who fought and won the trial?

No witness, no regrets

A manless wordless file

A mole, blind as my bet


But you’re not

The one that will make it stop

The one that will stay atop

There is no chosen one


but I’ll gather strength, I’ll fire

I’ll burn the poisoned air

I’ll jump into barbwire

I’ll bleed from this affair


But you’re not

The one that will make it stop

The one that will stay atop

There is no chosen one


Our mould is made of iron

A shapeless weight out there

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