Patient Hands – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 04:58:55 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Patient Hands – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Patient Hands com novo single “Stasis” https://branmorrighan.com/2019/09/patient-hands-com-novo-single-stasis.html https://branmorrighan.com/2019/09/patient-hands-com-novo-single-stasis.html#respond Mon, 30 Sep 2019 01:04:00 +0000

A minha relação com Patient Hands foi uma espécie de amor à primeira vista. Lembram-se do tema que divulguei anteriormente (podem ouvir aqui)? Existe uma melancolia e uma atmosfera tão intensas nas suas músicas, sem nunca me deixarem triste, que me fascina. É como se encontrasse consolo e compreensão num recanto um pouco mais escuro da alma. A forma como joga com os ambientes electrónicos e os efeitos na voz, leva-nos para esse universo etéreo, fugaz, mas também urgente e pertinente. Os temas das suas canções têm sempre muito que se lhe diga. Deixo-vos no deleite de mais uma bela canção de Patient Hands.

I originally released Stasis under the name “Living Room” (hence the opening line of I Shaved My Father’s Face: “Masturbating in a bar bathroom/Why did I call myself ‘Living Room’?”). Having now rebranded, I am reviving the album, which I pulled from the internet long ago. Recorded at the tender age of 19, Stasis is a coming of age: it is my attempt to make sense of a confusing time, and to understand my place in a family. The work attempts autobiography, with soundscapes that recall the literal sounds of my experiences with ayahuasca in the Peruvian Amazon, field recordings of my family together after a funeral, and artwork of myself, and my older brother. The original release featured a full-length companion video made by my long-time collaborator Zachary Knuttila (see our drone project: Lying Light in the Quiet), with Weird Canada calling it a “…resplendent multisensory tapestry.”

Mais música fresca aqui: https://open.spotify.com/playlist/6BMhkAAHPxCEeBb2zodTUt?si=irCaDSwVR8e3lp0ehqCgqA

You can haunt my mind’s eye,

I’m still terrified that you will die,

You can blind all my time,

I’m held in Stasis by your eyes

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[FreshFindings] Descobrindo “I Shaved My Father’s Face” de Patient Hands https://branmorrighan.com/2019/02/freshfindings-descobrindo-i-shaved-my.html https://branmorrighan.com/2019/02/freshfindings-descobrindo-i-shaved-my.html#respond Sat, 23 Feb 2019 20:39:00 +0000

Uma das maiores maravilhas da música é a sua capacidade de nos surpreender e de nos tocar em recantos que palavras e imagens muitas vezes não conseguem. Recentemente descobri Patient Hands, através do seu tema “I Shaved My Father’s Face”, o logo senti a necessidade de saber mais sobre este artista. A primeira vez que ouvi o tema senti uma espécie de peso no peito. Não um peso com conotação necessariamente má, mas intensa, intrigante e desconcertante. Mais tarde tudo fez sentido. A música pode vir de escombros interiores e ainda assim reflectir uma luz que nos deixa menos sozinhos. 

O tema começa em crescendo com uma mistura de sons que pouco nos diz sobre o que está para vir e assim que a sua voz entra em campo é fácil interrogarmo-nos sobre as origens da canção. Se por um lado parece existir uma zona cinzenta muito forte e desconfortável, a entrada da guitarra acústica faz-nos ter esperança num caminho redentor. E quando chegamos por volta do minuto 2:20 já estamos numa viagem que urge consolo e redenção.

A música evoluiu para paisagens ecléticas e cada vez mais compostas. Reflectindo, os quase sete minutos que compõem o tema assemelha-se na verdade a uma viagem repleta de perguntas que procura respostas difíceis de encontrar. Depois de ler mais sobre o artista, todas estas associações fizeram sentido. Ele próprio o diz no prefácio do seu disco Stoic que saiu a 15 de Fevereiro:

Stoic begins in the dark.

I lost myself somewhere inside me. I was a foreigner; a refugee. But I had nowhere to run to, and nowhere to leave. I couldn’t find love for myself, or anyone else. I became physically ill for at least eleven months. I had a brush with cancer, and I was overcome by emptiness. I tried to get back to who I knew myself to be before the illness by walking the Camino de Santiago. I tried to force a change, but found that I couldn’t.

(…)

Stoic, then, is a document of those years of my life. It was a world I visited, and a private conversation I had with myself. The album walks a line between self-satire and sincerity perhaps best captured in “I Shaved My Father’s Face” and “The Poisoner”. It’s full of references and humour that only I am ‘in’ on. In a way, I don’t expect the record to make sense to anyone else. But maybe that’s okay. In the end, Stoic is a love record. It’s about enduring the dark night, and finding the courage to live with an open heart. I hope it speaks to you.

Bem, de certeza que falou comigo ou não estaria eu aqui a escrever sobre o mesmo. Os temas não são todos lineares nem confortáveis, mas desempenham perfeitamente o seu papel. E para além de todo este caminho de luz e escuridão que percorremos com o seu disco, é também de admirar todo o cuidado com a edição que tem disponível no bandcamp. Não sei o que o futuro traz ao Alex, mas é admirável a obra de arte que ele conseguiu construir através de todo o seu sofrimento. Do meu lado, só posso desejar que venha o que vier, que continue a fazer discos de amor, que prevaleça perante toda a escuridão que encontre e que tenha sempre coragem para enfrentar o que tiver de enfrentar. 

Playlist FreshFindings BranMorrighan aqui.

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