Pedro Garcia Rosado – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 04:48:41 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Pedro Garcia Rosado – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [6 Anos Blogue Morrighan] Mensagem Especial – O autor Pedro Garcia Rosado dá os Parabéns ao Morrighan https://branmorrighan.com/2015/01/6-anos-blogue-morrighan-mensagem.html https://branmorrighan.com/2015/01/6-anos-blogue-morrighan-mensagem.html#respond Sun, 04 Jan 2015 19:10:00 +0000 Pedro Garcia Rosadohttp://www.branmorrighan.com/search/label/Pedro%20Garcia%20Rosado

No pódio do campeonato dos blogues

A Sofia Teixeira é uma pessoa sem dúvida extraordinária e, neste sexto aniversário do seu blogue Morrighan, há que dar-lhe parabéns e de forma muito especial.

O blogue Morrighan é um dos blogues que estão na linha da frente do campeonato de opiniões voluntárias, espontâneas, interessadas, assentes na experiência e no gosto de quem os faz, ocupando o lugar que a imprensa portuguesa deixou que ficasse vazio (ou que preencheu com políticas de grupo e de moda) na abordagem, em primeiro lugar, da literatura e, muitas vezes, do mundo dos livros em geral.

Ao mesmo tempo, o blogue Morrighan aventurou-se por outras artes e mostrou, também aí, o muito que estes novos meios de comunicação social podem fazer.

Os blogues literários, incluindo os que se expandiram noutros domínios (como este), partiram de uma base, natural, de voluntariado. Acredito que o seu desenvolvimento dará origem a projectos mais profissionais, remunerados, ainda mais interventivos e críticos.

O blogue Morrighan e a Sofia Teixeira abriram um dos caminhos que podem ser percorridos.

Mas não é só pelo seu blogue que a Sofia Teixeira está de parabéns. Além dele tem conseguido também fazer o seu doutoramento e destacar-se como atleta. É um esforço feito de disciplina e de força de vontade e é desse modo que este projecto, como outros de igual valor, podem chegar ao pódio deste campeonato, e de outros.

Parabéns, Sofia!

Pedro Garcia Rosado

Escritor e tradutor.

Conheci, pessoalmente, o Pedro Garcia Rosado num evento da Feira do Livro de Lisboa 2014 – Livros na Estrato(blogo)sfera! Já tinha lido uma obra sua, gostado, mas foi com o seu discurso lúcido e objectivo que mais fiquei fascinada. Não mantemos um contacto muito regular, mas foi com um sorriso nos lábios e uma gratidão imensa que recebi, com alguma surpresa, esta mensagem. Por vezes pode não parecer, mas temos pessoas de muito talento e competência atentas ao que lhes rodeia e Pedro Garcia Rosado é uma delas. Activo nas redes sociais, principalmente no que toca a alertar situações pertinentes, é um escritor que tem a minha admiração e atenção e a quem agradeço, de coração, por estas palavras tão motivadoras, tão reconfortantes. Obrigada, Pedro. 

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[DESTAQUE] Reportagem – Livros na Estrato(blogo)sfera! Fotografias por Gil Cardoso https://branmorrighan.com/2014/06/destaque-reportagem-livros-na.html https://branmorrighan.com/2014/06/destaque-reportagem-livros-na.html#respond Mon, 09 Jun 2014 17:27:00 +0000 Painel Completo!
As bloguers! 
O moderador e os escritores!
João Paulo Sacadura
Tânia Ganho
Márcia Balsas
Afonso Cruz
Sofia Teixeira
Pedro Garcia Rosado
Vera Brandão
Sempre com boa disposição!
A Vera é a nossa entusiasta dos policiais! 
Espero não ter dito muitas asneiras!
Os nossos escritores muito atentos! 
A boa disposição foi a emoção de ordem! 

Foi pouco o tempo e pareceu passar a voar! Com a energia latente do moderador João Paulo Sacadura, começou-se pelas apresentações para logo se avançar pelo tema principal, a importância da blogosfera em Portugal. Um tema central foi a questão da proximidade que um blogue permite com os leitores que as publicações física e a comunicação social impressa não conseguem. Outro ponto pertinente, e que na minha opinião dá pano para mangas, foi a questão de muitas vezes os leitores procurarem opiniões e gostos das pessoas que seguem e não tanto aquela crítica, boa parte dela destrutiva, mais oficial, de pessoas versadas na área.

Também na divulgação de novos autores portugueses, a importância dos blogues ficou reconhecida. É muito mais fácil encontrarmos informações sobre os mesmos nas oportunidades que hoje em dia os blogues dão a esses autores, do que na imprensa escrita. Mais, a informação que está na internet, nunca desaparece, está sempre disponível, o que torna este meio de comunicação muito atractivo para quem quer opiniões em tempo real. 

É de comum acordo que os blogues fazem um trabalho que é impagável. Como disse Afonso Cruz e muito bem, nós basicamente trabalhamos de borla para eles e é claro que eles agradecem (se nem todos agradecem, deviam). A própria escritora Tânia Ganho admira todo o entusiasmo com que bloguers como eu, a Márcia e a Vera, trabalham em que acabam por chegar às pessoas e estas por nos seguirem e quererem falar sobre livros. Da nossa parte, e penso que posso falar pelas três, cada uma de nós tem o seu emprego e quem faz o mesmo sabe o esforço que é manter um blogue actualizado e bem actualizado. Não é só chegar em frente ao computador e depositar meia dúzia de palavras. Requer esforço, ponderação e uma dedicação extrema. Sem esse dito entusiasmo, não haveria a motivação necessária. Felizmente, temos para dar e vender! E não somos as únicas! 

Outro tema fortemente discutido foi a questão de quase não haver literatura nacional policial. Neste ponto, o autor Pedro Garcia Rosado falou um pouco sobre o seu percurso enquanto autor e frisou que o trabalho que é muitas vezes necessário por parte das editoras para se poderem trabalhar como deve ser os manuscritos não existe. Sem dúvida um dedo na ferida no que toca à publicação de novos autores em Portugal. E mais uma vez, muito ficou por ser dito nesta matéria. 

Isto é um resumo já de si resumido do evento. Penso que cada tópico abordado resultaria em horas infindáveis de conversa e nós sem sacrifício algum ali ficaríamos, mas infelizmente o tempo estava contado. Quero agradecer imenso à Joana Freitas da TOPSELLER por me ter feito o desafio e por ter tratado da organização do espaço com a APEL. Muitíssimo obrigada ao João Paulo Sacadura por ter sido um excelente anfitrião e pela sua perspicácia, perguntas certeiras e inquietantes! Obrigada Afonso Cruz, Pedro Garcia Rosado e Tânia Ganho por terem aceite o convite e despendido um pouco do vosso tempo já tão ocupado. Às minhas colegas Márcia Balsas e Vera Brandão um grande obrigada por partilharem deste entusiasmo e por serem uns autênticos pilares da nossa blogosfera. 

Da minha parte, só consigo pensar em vir a organizar mais eventos, mais tertúlias, mais meios de propagação e divulgação da cultura portuguesa. Existe um bichinho por aqui que não fica saciado facilmente e espero mesmo poder vir a organizar e participar em mais iniciativas destas. 

Um último destaque para o Gil Cardoso que tirou fotos excelentes ao evento e que quem estiver interessado em ver o pacote completo, pode contactar. O trabalho do Gil pode ser encontrado aqui: http://www.gilcardoso.net/

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[DESTAQUE] Evento na Feira do Livro de Lisboa – Os Livros na Estrato(blogo)sfera – 7 de Junho https://branmorrighan.com/2014/05/destaque-evento-na-feira-do-livro-de.html https://branmorrighan.com/2014/05/destaque-evento-na-feira-do-livro-de.html#respond Wed, 21 May 2014 13:38:00 +0000

Lembram-se de um teaser lançado aqui há dias sobre um evento que andava a preparar para a Feira do Livro de Lisboa? Pois aqui fica ele!

LIVROS NA ESTRATO(BLOGO)SFERA

Os autores Afonso Cruz, Pedro Garcia Rosado e Tânia Ganho vão juntar-se aos conhecidos bloggers Sofia teixeira, Vera Brandão e Márcia Balsas, para, numa tertúlia moderada pelo conhecido jornalista João Paulo Sacadura, falar sobre o que gira à volta dos livros: os diferentes géneros literários, os gostos dos portugueses, a nova moda dos blogues, entre outros temas. Estão todos convidados a participar nesta verdadeira festa ao livro!   

Quem quiser aparecer uma hora mais cedo, terá a oportunidade de estar na relva à conversa com o autor Pedro Garcia Rosado e outros que possam aparecer. Venham todos e participem nestas discussões tão pertinentes! Tem sido um grande prazer ajudar a organizar este evento. Obrigada à Joana Freitas pelo desafio.

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Entrevista a Pedro Garcia Rosado, Escritor Português https://branmorrighan.com/2014/05/entrevista-pedro-garcia-rosado-escritor.html https://branmorrighan.com/2014/05/entrevista-pedro-garcia-rosado-escritor.html#comments Fri, 16 May 2014 07:58:00 +0000 Para os amantes de policiais/thrillers em Portugal, Pedro Garcia Rosado é um nome que certamente não lhes ficará indiferente. Já com uma dezena de livros publicados ao longo dos últimos dez anos, tem sido, principalmente, desde que começou a publicar pela TOPSELLER a série de Gabriel Ponte, que muitas das atenções do público não centrado nos policiais se começaram a virar para ele. Eu própria desconhecia o seu trabalho até este me ter surpreendido em Morte com Vista para o Mar, a sua primeira obra publicada então pela sua nova editora. Recentemente saiu mais um livro de Gabriel Ponte – Morte nas Trevas – e nada melhor que uma entrevista para conhecermos melhor o autor e saber que balanço faz da sua vida como escritor. 

De uma simpatia e disponibilidade invejáveis, só posso agradecer a Pedro Garcia Rosado por ter aceite responder a umas perguntas para o Morrighan. O meu muito obrigada e votos de muito sucesso.

1. Fala-nos um pouco sobre ti:

Fui jornalista, crítico de cinema, trabalhei em várias áreas da comunicação institucional no sector público e privado e, desde 2007 até ao presente sou também tradutor profissional. Em 2008 mudei-me da Grande Lisboa para uma região interior do concelho de Caldas da Rainha, onde já tinha casa, a cerca de doze quilómetros da cidade e a cinco quilómetros da costa. É onde agora trabalho, no meio do campo. Com bom tempo, o ruído mais comum é o dos passarinhos.

2. Enquanto escritor, como caracterizas o teu estilo e ritmo de escrita?

O meu estilo, ou pelo menos como o penso, assenta na tentativa de descrever aquilo que o leitor poderia estar a ver se a história que está a ler decorresse em tempo real à sua frente ou se a visse projectada num ecrã e apenas como espectador distanciado. O ritmo decorre desta opção de estilo, procurando evitar tempos mortos que possam desinteressar o leitor.

Penso que o “thriller” tem, como outros géneros literários, características específicas que são quase regras e que o leitor quer vê-las respeitadas para que a história perturbe apenas o tecido ficcional (o “conteúdo”) e não o modo como ele é apresentado (a “forma”). Nesta perspectiva, há que criar momentos mais movimentados, emocional e/ou fisicamente, e outros mais suaves, conduzindo a uma conclusão que sustenha e compense o aumento da tensão na narrativa. É o que procuro fazer em matéria de ritmo: altos e baixos, mas que sejam sempre coerentes, interessantes e nunca introduzidos apenas “porque tem de ser”.

3. Que influências é que a tua escrita vai buscar?

Em termos literários, a literatura anglo-americana, com mais movimento e menos contemplação. 

Em termos visuais, no quadro dessa minha tentativa de transpor para a página escrita aquilo que o autor “vê” e quer partilhar com o leitor, o cinema e as melhores, e mais inovadoras, séries de televisão. Vi muito cinema desde muito novo, escrevi sobre cinema enquanto jornalista e critico de cinema e a inexistência de salas de cinema adequadas no concelho de Caldas da Rainha (onde vivo) e a proliferação de séries de grande qualidade têm feito com que eu me volte mais, actualmente, para a televisão.

4. O que é que te levou a enveredar pela escrita de thrillers?

Simplesmente o facto de gostar do género e depois o incentivo de editores e leitores, que têm gostado do que escrevo.

Na literatura e no cinema interessaram-me sempre mais as histórias mais movimentadas e isso, desde muito novo, levou-me da grande literatura de aventuras para o fantástico e para a ficção científica e, a seguir, um certo esvaziamento destes géneros empurrou-me para a literatura policial, quando vi o seu desenvolvimento na literatura, no cinema depois na televisão.


5. Qual é a sensação ao seres considerado um mestre do thriller em Portugal?

É agradável e corresponde a uma apreciação valorativa e muito estimulante feita pela editora que me acolheu em 2013, a 20|20/Topseller. A ausência de críticas negativas aos meus livros, para o que também contribuiu o facto de ter podido trabalhar com pessoas excepcionais nas editoras que me acolheram, ajuda a encarar essa apreciação como um estímulo e como um desafio.

Além disso, infelizmente, não há mais quem se dedique regularmente a escrever apenas “thrillers”. Estando sozinho neste género literário, acredito que a existência de uma literatura policial portuguesa de qualidade, com muitos outros autores, seria vantajoso para todos nós e, naturalmente, para os leitores.

6. Como é a tua relação com os teus leitores? 

Gosto de falar com os meus leitores e tento responder a todos e ponho-me sempre à disposição de quem queira falar comigo. Penso que é o que devem fazer todos os autores e é por isso que o meu contacto de e-mail está disponível no meu blogue e eu também tenho presença no Facebook onde, aliás, tem sido possível manter algum diálogo com quem me lê. 

A opinião dos leitores, independentemente do seu sentido, é imprescindível para mim e agradeço-a sempre. 

7. Tens vários livros editados em várias editoras. Estão todos disponíveis para venda?

Por questões contratuais, “Crimes Solitários”, “Ulianov e o Diabo”, “O Clube de Macau” e “A Guerra de Gil” (o que publiquei entre 2004 e 2008) já não estão. Aparecem, por vezes, em alfarrabistas ou em colecções particulares. “A Cidade do Medo”, “Vermelho da Cor do Sangue” e “Triângulo” (2010-2012, série “Não Matarás”) ainda estão, tal como “Morte com Vista para o Mar” e “Morte na Arena” (ambos de 2013, série “As investigações de Gabriel Ponte).

8. Recentemente veio para o mercado mais uma obra tua: Morte nas Trevas. Sentes que existe algum tipo de evolução em ti e nas tuas histórias à medida que o tempo passa?

Sim, o que também tem a ver com a criação de séries e com a necessidade de ir definindo as personagens principais de livro para livro, como é o caso de Gabriel Ponte nesta série mais recente, e a conjugação de dois quadros diferentes: o da história que começa e acaba no próprio livro e uma narrativa em arco, que se desenrola ao longo dos vários livros.

Podendo ser relativamente fácil (a personagem principal nunca pode morrer, em princípio), a criação de uma série tornar-se-á um trabalho mais complexo quando é necessário conceber novos elementos capazes de prenderem a atenção do leitor.

9. Na tua opinião, como é que vês a receptividade do público português a autores portugueses?

É contraditória. Um livro da autoria, genuína ou aparente, de alguém que aparece regularmente na televisão tenderá a ser um êxito. Se o autor não aparece na televisão, o livro (por maravilhoso que seja) pode ser um fracasso. 

Por outro lado, a imprensa dá mais preferência aos estrangeiros do que aos nacionais e, em certos casos, não consegue vencer preconceitos, invejas ou modas, o que também tem a ver com a formação de muitos dos seus profissionais e com a perda de relevância económica e social dos próprios jornais e de certos projectos televisivos.

Felizmente que os blogues literários não fazem discriminações. É por isso que penso que são extraordinariamente importantes para despertar e consolidar o interesse pela leitura, tanto dos autores portugueses como dos estrangeiros.

Aliás, não defendo um tratamento preferencial dos autores portugueses mas, apenas, uma objectividade que privilegie o que é realmente melhor.

10. Tens outra profissão para além de escritor ou consegues viver da escrita? 

Trabalho como tradutor. E é como ganho a vida. Não há vendas que permitam viver só da escrita, embora já tenha ganho alguma coisa. Suponho que são raríssimos os casos em Portugal e em situações que têm mais a ver com a presença televisiva do que com a qualidade do que escrevem.

11. Existe alguma banda sonora para cada livro ou a música não é algo que interfira no processo criativo?

Habituei-me a trabalhar em ambiente de silêncio, até porque o meio onde me encontro favorece esta minha opção.

No que se refere às traduções não consigo trabalhar de outro modo. Quanto à escrita, há sequências que, para a sua primeira versão, podem ser escritas com música e, nessa perspectiva, a escolha terá mais a ver, na minha perspectiva, com a matéria de que me ocupo. No caso de “Morte nas Trevas”, por exemplo, houve sequências mais movimentadas que foram acompanhadas por canções do período revolucionário soviético (o que tem a ver com a intervenção da minha personagem Ulianov…). Em “Morte na Arena” tive em algumas sequências uma banda sonora de músicas de uma novíssima banda portuguesa de “metal”, os Primal Attack. Num caso como no outro, a música foi inspiradora.

12. Que projectos tens para um futuro próximo? 

Continuar a história das investigações de Gabriel Ponte e retomar a personagem de Ulianov (para conhecer talvez as suas origens, na ex-União Soviética) e escrever um romance sobre jornalistas e jornalismo em Portugal. Mas este projecto ainda é capaz de ter de esperar.

13. Pergunta da praxe: O que achas do blog Morrighan?

Acho um projecto extraordinário e um modelo para o que podem ser os blogues de âmbito cultural, cobrindo vários domínios temáticos e sempre com grande dinamismo. É uma proeza, sobretudo quando, como acontece neste meio, a autora mantém o blogue e consegue afirmar-se também noutras actividades.

Acredito que os blogues estarão, de uma forma ou de outra, mais tarde ou mais cedo, na génese de projectos informativos on line mais sólidos e mesmo profissionais e o blogue Morrighan é um dos que está na linha da frente.

Blogue: http://pedrogarciarosado.blogspot.pt/

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Opinião: Morte com Vista para o Mar de Pedro Garcia Rosado https://branmorrighan.com/2013/11/opiniao-morte-com-vista-para-o-mar-de.html https://branmorrighan.com/2013/11/opiniao-morte-com-vista-para-o-mar-de.html#respond Tue, 12 Nov 2013 11:08:00 +0000

Morte com Vista para o Mar

Pedro Garcia Rosado

Editora: TOPSELLER

Sinopse: «Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada. Patrícia, inspetora-coordenadora da Polícia Judiciária, pede ajuda ao ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspetor da PJ, que assim regressa ao mundo da investigação criminal. Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.

As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affaire com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?»

Opinião: Morte com Vista para o Mar foi o meu romance policial de estreia do autor Pedro Garcia Rosado. Com uma curiosidade impossível de conter, rapidamente me vi envolvida no meio do mistério sobre a morte do professor Alberto. Tendo como pano de fundo Caldas da Rainha, o enredo simples, mas cativante, trata de temas tão actuais como a corrupção, branqueamento de capitais e lavagem de dinheiro.

Com um imagético muito forte desde o início, o autor prossegue com a construção da trama apresentando-nos as várias personagens intervenientes. É após o cenário de uma morte violentíssima que conhecemos Gabriel e Patrícia Ponte, já divorciados há alguns anos, mas unidos para resolver um crime que tem todo o ar de ser bem mais do que um simples assalto com resistência por parte da vítima.

O ritmo que o autor põe com os seus capítulos curtos, prende automaticamente o leitor. Não sendo completamente imprevisível, Pedro Garcia Rosado compensa com a complexa essência das personagens envolvidas. Não só há muito para descobrir sobre os protagonistas como também o triângulo amoroso, constituído por Gabriel, Patrícia e a jornalista Filomena, aguçam o apetite para saber de que maneira todos os factores se irão harmonizar no desvendar do crime e não só.

As componentes política e social, com abordagem ao crime capital, ao papel de blogues anónimos e ao perigo que existe em tentar contrariar magnatas sem escrúpulos, estão muito bem exploradas. Ler um policial escrito por um português em terras lusas foi sem dúvida uma experiência diferente e que quero voltar a repetir. As personagens são reais, bem caracterizadas e exploradas.

A escrita de Pedro Garcia Rosado é simples, fluida, visual e sem qualquer tipo de amortecimento no que toca a descrever cenários de violência. Um autor que conta já com nove romances publicados, tendo sido este o seu oitavo, e que deixou em mim a indelével vontade de ler Morte na Arena, o seu nono romance. Gostei.

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