Pedro Miguel Rocha – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 00:21:15 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.3 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Pedro Miguel Rocha – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: ‘O Eremita Galego’ de Pedro Miguel Rocha https://branmorrighan.com/2012/02/opiniao-o-eremita-galego-de-pedro.html https://branmorrighan.com/2012/02/opiniao-o-eremita-galego-de-pedro.html#comments Tue, 07 Feb 2012 21:41:00 +0000

O Eremita Galego

Pedro Miguel Rocha

Editora: Esfera do Caos

Sinopse: Este livro conta-nos a história de um professor universitário de filosofia, de 50 anos, que, a dada altura, vergado por conflitos pessoais e profissionais, e por uma devastadora intriga que o leitor acompanhará com emoção, sente uma incontornável neces­sidade de se refugiar na costa galega, num casebre abandonado. Viverá, então, a partir daí e durante vários anos, totalmente isolado do mundo, relegado, por opção própria, à quase exclusiva com­panhia do mar.

Opinião: São poucos os autores que têm a capacidade de nos deixar pensativos e introspectivos após uma leitura. Isto, porque nem todos conseguem tocar-nos na alma e falar-nos ao espírito, obrigando-nos a pôr umas quantas coisas em perspectiva. Pedro Miguel Rocha, para além de ter essa capacidade, tem a mestria de nos comover, revoltar e por fim provocar um sentimento de redenção para com o que nos rodeia.

A nossa a vida, a nós pertence. O caminho que percorremos é decido a cada instante pelas nossas acções. Esquerda ou direita, acreditar ou duvidar, pôr em causa ou seguir cegamente, lutar ou desistir.

‘O Eremita Galego’ dá-nos a conhecer um homem que decide lutar pelo seu sonho, ser escritor. Mas depois de uns quantos ‘nãos’ editoriais com as famosas respostas ‘não se enquadra na nossa linha editorial’ por ser demasiado objectivo e realista, começa a duvidar de si próprio. A sua esposa começa a cobrar o tempo que ele perde à volta desse sonho que não passa mesmo disso, de um sonho. Até que uma semente é semeada, uma semente de inveja e traição e o mundo deste nosso filósofo desmorona. Ele isola-se. A vida continua na mesma. Quando decide voltar ao mundo real, é arrebatado por uma série de factos que o fazem agarrar de novo à vida, dando-lhe a motivação necessária para deixar uma marca benéfica da sua existência.

Adorei este pequeno livro do Pedro Miguel Rocha. Um autor autêntico, com uma escrita comovente tocando em vários pontos sensíveis. Um autor a ter em conta. Gostei.

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Entrevista a Pedro Miguel Rocha, Autor Português https://branmorrighan.com/2011/08/entrevista-pedro-miguel-rocha-autor.html https://branmorrighan.com/2011/08/entrevista-pedro-miguel-rocha-autor.html#comments Wed, 31 Aug 2011 22:37:00 +0000

Fala-nos um pouco sobre ti:

Considero-me um incorrigível sonhador – defensor da sensibilidade, do humanismo, da justiça social e do respeito pela diversidade – que divide a sua energia entre a Escrita e o Ensino.

Estilo e Ritmo de Escrita:

Não tenho, à partida, um estilo e ritmo de escrita rígidos e claramente definidos. Escrevo, somente, quando tenho alguma história ou mensagem a transmitir aos leitores.

Nessa altura, faço uma breve pesquisa sobre o que pretendo verter sobre as páginas em branco, escolho um título para a obra em causa e escrevo ininterruptamente, envolto no silêncio do meu lar.

Quais as tuas influências:

O que influencia a minha escrita, acima de tudo, é a realidade que me envolve: aquilo que observo, que ouço, que penso e que sinto.

Contudo, em termos literários, sou apreciador, entre outros, de Ignacio del Valle, Carlos Ruiz Zafón, Víctor Álamo de la Rosa e Gabriel García Márquez.

Já lançaste três romances e participaste na colectânea “Já Não Se Fazem Homens Como Antigamente”. Tens recebido feedback dos teus leitores? Qual o projecto que te é mais querido?

Tenho recebido, felizmente, um feedback positivo por parte dos leitores, tanto presencialmente – nas sessões de apresentação que levei a cabo em Braga, Porto, Viseu e Lisboa – como através das redes sociais, nomeadamente no Facebook.

No que diz respeito ao projecto mais querido – apesar de, obviamente, ter depositado todo o meu empenho nas quatro obras: Juntos Temos Poder (2009); Chegámos a Fisterra (2010); Já não se fazem Homens como antigamente (2010) e O Eremita Galego (2011) – não posso deixar de sublinhar que o livro que, até ao momento, me deu mais prazer escrever foi o segundo: Chegámos a Fisterra.

Quais os teus projectos para um futuro próximo?

Pretendo, a médio prazo, publicar uma colectânea de contos juvenis que fui escrevendo ao longo dos últimos anos e terminar uma obra – um novo thriller – que tenho em mãos desde o passado mês de Janeiro.

E a pergunta da praxe: O que achas do blog BranMorrighan?

Trata-se de um excelente espaço virtual que visito com frequência, carregado de boa informação, de escolhas pertinentes e com um conceito inovador. Quem gosta de livros não pode deixar de o seguir e de o recomendar vivamente…

As obras do autor:

Sinopse: Juntos Temos Poder partilha com os leitores as reflexões íntimas e as experiências pessoais de Cristóvão Santos, um médico português, de 57 anos, que, depois de perder a sua esposa, vítima de cancro, resolve partir para África ao serviço de uma Organização Não Governamental de Assistência Médica e de Ajuda Humanitária.
…Ao longo dos mais de onze meses passados em solo africano, Cristóvão convive de perto com o sofrimento de milhares de refugiados, fortalecendo, simultaneamente, uma estreita relação de amizade com os elementos da sua equipa: o italiano Gustavo Tori, experiente funcionário das Nações Unidas; a voluntária holandesa Almar Van Dijk; o tradutor e professor americano Robert Edwards e com os enfermeiros Adrien Blanc, de França, Dulce Rodriguez, de Espanha e Dominique Lautens, da Suíça, este último, antigo hippie e fã incondicional de John Lennon.
…O médico português que levava, há demasiado tempo, entre Cascais, Lisboa e Algarve, uma vida rotineira, materialista e estanque, irá descobrir, em pleno campo de refugiados, numa zona fronteiriça de Moçambique, um novo sentido para a sua vida e um grandioso destino para a Humanidade.

Sinopse: Estranhamente, um livro publicado na década de 90, por Xosé Perez, um jovem escritor galego, é riscado do panorama comercial e editorial por alguns sectores políticos, empresariais e policiais. A contestatária obra, que defendia um inequívoco regresso aos valores e tradições do Passado e uma radical mudança das hierarquias cristalizadas pela sociedade capitalista, é censurada, os seus exemplares são destruídos e o seu autor é perseguido, incriminado e condenado.

Cerca de uma década depois, um jovem bibliotecário inglês, Chris Brown, descobre um exemplar escondido no depósito da Biblioteca Pública de Old Harlow. Ao investigar o seu contexto e ao querer fazer renascer a mencionada obra, o bibliotecário irá, perigosamente, confrontar-se com aqueles que haviam eliminado o rasto da mensagem de Xosé Perez há mais de dez anos.

Chegámos a Fisterra leva-nos a reflectir sobre a possível existência de uma sociedade paralela que, na obscuridade, manipula a informação, conduzindo as massas ao encontro dos seus interesses, sejam eles políticos, judiciais ou comerciais.

Sinopse: O Eremita Galego conta-nos a história de Jorge Barros, Professor Universitário de Filosofia, de 50 anos, residente no Porto, que, num determinado ponto da sua vida – vergado por conflitos pessoais e profissionais e por uma devastadora intriga que o leitor acompanhará com emoção – sente uma inapelável necessidade de se refugiar num abandonado casebre postado na costa galega, na localidade de Muxía. Jorge viverá, então, a partir daí, durante vários anos, totalmente isolado do Mundo – dito moderno -, relegado, por opção própria, à quase única e exclusiva companhia do mar.

O Eremita Galego relembra-nos que, na vida, o único elemento que temos como verdadeiramente garantido é a mudança. Uma obra que nos faz reflectir sobre as vicissitudes da nossa existência, sobre a precariedade daquilo que temos como adquirido e sobre a facilidade com que o destino – com um simples sopro – altera o rumo das nossas vidas.

Onde pode encontrar o autor e os seus livros:
Facebook
Juntos Temos Poder
Chegámos a Fisterra
O Eremita Galego

Muito obrigada Pedro pela tua disponibilidade e simpatia 🙂 Em breve haverão opiniões de livros do autor por aqui!

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Opinião: ‘Já Não Se Fazem Homens Como Antigamente’ https://branmorrighan.com/2011/08/opiniao-ja-nao-se-fazem-homens-como.html https://branmorrighan.com/2011/08/opiniao-ja-nao-se-fazem-homens-como.html#respond Wed, 31 Aug 2011 13:38:00 +0000

Já Não Se Fazem Homens Como Antigamente

Daniela Pereira, João Pedro Duarte, Miguel Almeida, Pedro Miguel Rocha

Editora: Esfera do Caos

Sinopse: Lá diz o povo que rir é o melhor remédio. E que a brincar se dizem as coisas sérias. E também as patetices, se tudo correr pelo melhor. Este livro levanta assim questões fundamentais para o futuro da humanidade: Os velhotes não deveriam ter o Viagra comparticipado pelo SNS? Se as pessoas das relações virtuais fossem assim tão interessantes estariam mesmo nos chats? Não seria já altura de perdermos a vergonha e abastecermos a nossa despensa de artigos da Sex Shop? Estas histórias falam sobre o prato principal, o Amor, isso é garantido! Mas com o acompanhamento de outros sabores como a ilusão, a obsessão, ou a tão portuguesa saudade, num registo humorístico, sentimental e despretensioso.

Opinião: Vivemos em tempos em que as relações entre as pessoas estão cada vez mais difíceis. Então entre homens e mulheres então parece que de um momento para o outro se perdeu qualquer tacto ou originalidade. “Já Não se Fazem Homens Como Antigamente” vem mostrar isso mesmo sendo quase uma sátira à nossa sociedade.

Começamos logo muito bem desde o início com um Proémio de Luís Miguel Rocha que nos dá uma introdução ao que tanto se fazia antigamente que agora… nada!

Continuamos com o conto da Daniela Pereira “Clara ou a cinderela dos tempos modernos” em que temos um casal, tipo Barbie e Ken, que tentam agradar ao máximo um ao outro e que apesar de terem uma relação perfeitamente estável, vivem inseguros da sua imagem e se realmente um amará o outro. As técnicas que usam para se tal são mirabolantes!

Avançamos então para algo muito original, uma peça de teatro intitulada “Paciência do chinês – Um peça em três actos e bué cenas” de João Pedro Duarte. Mais uma vez temos um casal como protagonistas desta trama que também eles procuram encontrar um sentido na sua vida amorosa. Está bastante divertido e sem dúvida que hão-de haver muitos Alexandres e Dianas pelo nosso mundo fora.

De seguida temos o conto do Miguel Almeida – “Ele tomou viagra, ele chamou a polícia”. Fartei-me de rir com este conto! Solidónio é um idoso de 82 anos que não está nada contente com a sua condição de velho. A idade é uma coisa macabra e maldosa que lhe rouba tanta coisa e ao mesmo tempo só lhe traz lembranças de como era em tempos idos. Custa-lhe ver o “penduricalho” naquelas condições e decide que ainda não é assim tão velho para se sentir já dessa maneira. Então confronta o seu médico e de uma maneira muito persistente tenta-lhe explicar as suas razões pela qual quer tanto tomar Viagra! Muito divertido!

Por fim, mas na minha opinião o melhor e o mais realista, temos o conto de Pedro Miguel Rocha – “A Lâmina do Amor”. O autor conseguiu em poucas páginas (mais ou menos 20 páginas, o conto mais pequeno do livro) espelhar completamente como é que tantos casamentos são destruídos por nada, por ilusões que não passam disso mesmo. Vamos ouvindo falar de homens que deixam as mulheres por terem conhecido outras via internet, por se deixarem enredar em sentimentos que não fazem sentido. Até que ponto uma pessoa se pode sentir apaixonada por outra sem nunca a ter visto? Até que ponto podemos confiar nesses sentimentos ficando dispostos a largar tudo por eles? Gostei muito deste conto, sem dúvida, e vale mesmo a pena ler.

Fazendo uma apreciação global da colectânea, só posso dizer que devia ser leitura obrigatória para toda a gente. A sinopse explica bastante bem o conceito do livro e nem eu o diria de melhor forma. Recomendo!

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