Playlist da Quinzena – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:05:11 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Playlist da Quinzena – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Playlist da Quinzena] 16 a 30 de Setembro de 2018 – Rui Ferreira (Festival Lux Interior / Lux Records) https://branmorrighan.com/2018/09/playlist-da-quinzena-16-20-de-setembro.html https://branmorrighan.com/2018/09/playlist-da-quinzena-16-20-de-setembro.html#respond Sun, 16 Sep 2018 00:00:00 +0000

A playlist da Quinzena está de volta e o primeiro convidado é, literalmente, de luxo!  Rui Ferreira, agitador/editor/melómano de Coimbra, fundador da editora Lux Records que, desde 1996, tem dado a conhecer muita da melhor música com origem na cidade de Coimbra e a nível nacional. Director do Festival Lux Interior, cuja 2ª edição decorre de hoje, 13, a 15 de Setembro no Convento São Francisco, em Coimbra. Aqui ficam as suas escolhas! 

The Cramps – Can Your Pussy Do The Dog? (1986)

Para começar, nada melhor que recordar Lux Interior, Poison Ivy e companhia no álbum “A Date With Elvis”. O casal demonstrou sempre uma enorme cultura musical e uma obsessão desmesurada pela Sun Records e pelas origens do rock. Quantas canções aprendemos com os Cramps? E quantas bandas aprenderam com a música dos Cramps? Quando as referências são as melhores…

The Rolling Stones – We Love You (1967) 

Todos os discos dos Rolling Stones editados entre 1964 e 1972 estão no meu top 100. Três acordes sem grandes malabarismos técnicos, mas o resultado final é que conta. “We Love You” é um tema da fase psicadélica da banda de Mick Jagger e Keith Richards, e serviu de inspiração para o single de estreia de outra banda da minha preferência: The Psychedelic Furs.

Brian Eno – Third Uncle (1974)

Adoro “covers” (e bolos também). Desde 1996 que realizo o programa “Cover de Bruxelas” na Rádio Universidade de Coimbra. Cheguei ao Brian Eno através da versão dos Bauhaus. Estávamos em 1982, e Peter Murphy, David J, Daniel Ash e Kevin Haskins editam um máxi com três versões: Ziggy Stardust (David Bowie), Waiting For The Man (Velvet Underground) e Third Uncle (Brian Eno). Não descansei enquanto não cheguei aos originais e descobri duas obras-primas que Brian Eno fez depois de abandonar os Roxy Music: “Here Come The Warm Jets” (1973) e “Taking Tiger Mountain (By Strategy)” (1974).

James Brown – It’s A Man’s Man’s Man’s World (1964)

Nem só de rock vive o homem; é preciso ter alma. James Brown, o “padrinho da soul”, é uma verdadeira “rock star”, e nesta canção em particular, com arranjos geniais, conseguiu roçar a perfeição.

Nina Simone – I Can’t See Nobody  (1969) 

Mais “covers”. Quando Nina Simone pega numa canção de outrem, consegue sempre aquele fenómeno mágico da apropriação. Uma canção quando é revista por Nina Simone passa a ser dela. “I Can’t See Nobody” é um tema do álbum de 1967 dos Bee Gees – “The Bee Gees 1st”. Apesar do nome, é o terceiro disco da banda Australiana mas foi o primeiro com distribuição mundial. O disco inclui outro clássico, “To Love Somebody”, que deu nome ao disco de Nina Simone que inclui “I Can’t See Nobody”.

Johnny Cash with Joe Strummer – Redemption Song (2003) 

Uma última “cover” que se impõe. A carreira musical de Johnny Cash foi revitalizada no início dos anos 90 pela mão do produtor Rick Rubin. Em 1994 surgiu o primeiro volume das American Recordings, e sempre com grandes versões à mistura. São de arrepiar as versões de “Hurt” (Nine Inch Nails), “The Mercy Seat” (Nick Cave & The Bad Seeds), “Spiritual” (Spain), “Bird On A Wire” (Leonard Cohen), “I See A Darkness” (Bonnie Prince Billy) ou “Personal Jesus” (Depeche Mode). “Redemption Song” de Bob Marley & The Wailers foi uma das muitas canções gravadas durante as sessões das American Recordings, e que não foram incluídas nos quatro volumes editados até 2002. A edição em disco aconteceu em Novembro de 2003, na compilação de 4 CDs “Unearthed”, dois meses depois da morte de Johnny Cash, e quase um ano depois da morte do ex-Clash.

Nick Cave And The Bad Seeds – Ship Song (1990)

O ano passado tive o privilégio de assistir ao concerto de Nick Cave & The Bad Seeds no Zenith em Paris. Vi vários concertos de Nick Cave, mas a fasquia elevou-se desta vez. Que grande concerto, de grande entrega pelos músicos, de enorme intensidade sonora e de partilha com o público. É difícil escolher o melhor disco dos Bad Seeds, e se for a melhor canção prefiro nem tentar. Mas este refrão continua a ecoar na minha cabeça: “Come sail your ships around me And burn your bridges down. We make a little history, baby. Every time you come around.”

Felt  – Primitive Painters (2007)

Gosto de músicos coerentes. Os Felt prometeram editar 10 discos em 10 anos e depois acabavam. E foi isso que aconteceu, sem reuniões nem regressos para a digressão saudosista. Nesta canção contam com a participação da voz única de Elizabeth Frazer (Cocteau Twins, This Mortal Coil), e o resultado é avassalador.

Jack White – Love Interruption (2012)

Jack White deve ser o músico mais invejado de todos os tempos, e não só por outros músicos. Ser dono de uma editora, de um estúdio, de uma fábrica de produção de discos de vinil e ao mesmo tempo continuar a fazer grandes discos… Como diria uma banda conimbricense: “Metes-me cá um nojo!”

Belle Chase Hotel – Sign Of The Crimes (1998) 

Há vinte anos, a Lux Records produziu o álbum “Fossanova” dos Belle Chase Hotel que viria a ser editado pela Valentim de Carvalho. Um ano depois, em 1999, quando toda a gente já considerava a morte do disco de vinil como um facto adquirido, a Lux Records surgiu com a edição dupla em vinil da estreia da banda de JP Simões e Pedro Renato. O Festival Lux Interior traz de volta aos palcos a banda conimbricense, e a Lux Records tem as portas abertas para outras aventuras

]]>
https://branmorrighan.com/2018/09/playlist-da-quinzena-16-20-de-setembro.html/feed 0
[Playlist da Quinzena] 1 a 15 de Fevereiro de 2018 – Tiago Sampaio (Grandfather’s House) https://branmorrighan.com/2018/02/playlist-da-quinzena-1-15-de-fevereiro.html https://branmorrighan.com/2018/02/playlist-da-quinzena-1-15-de-fevereiro.html#respond Thu, 01 Feb 2018 10:37:00 +0000 Fotografia Nuno Sampaio

Fevereiro começa com as escolhas musicais de Tiago Sampaio, o guitarrista dos Grandfather’s House que actuam amanhã no Maus Hábitos, Porto, na festa do nono aniversário do blogue! Tendo sido um dos meus discos do ano 2017, cruzar-me com eles tornou-se inevitável. São versáteis, talentosos e não deixam ninguém indiferente! Mais informações aqui. Fiquem com as escolhas deliciosas do Tiago! 

Não sei se é a playlist da minha vida ou algo do género, mas é o que acho que faz sentido neste momento!

Fell In Love With A Girl White Stripes

É bem capaz que The White Stripes seja das primeiras bandas que comecei a gostar a sério! Esta música é a mostra da incrível energia da banda.


I’m Shakin’ – Jack White

The White Stripes acabaram e continuei a seguir o trabalho de Jack W.  Esta é a música que mais gosto de todos os trabalhos que ele fez.


Prince Johnny – St. Vicent

Este tema é demasiado estranho e profundo, acho que caracteriza bem aquilo que St.Vicent é. É das artista que mais incríveis que já conheci.  Arrisco-me a dizer que é a minha artista preferida!


Down The Road – C2C

C2C foi a minha descoberta em 2017, perdi a conta às vezes que ouvi “Tetra”, o último álbum da banda!


Sound and Color – Alabama Shakes

Este é o disco mais incrível que ouvi deles! Incrivelmente sensível, mas, por outro lado cheio de poder. Posso dizer que é das bandas, a par de St. Vicent, que mais me influencia para produzir música.


Strawberry Fields Forever – The Beatles

Os Beatles vão ser sempre para mim a banda mais intemporal de todos os tempos. Adoro sentir a nostalgia quando estou a trabalhar e começo a ouvir um disco deles de início a fim. Transporta-me para um lugar onde nunca estive, onde nunca vivi, mas onde em tempos pertenci. 

Talvez seja culpa das drogas também…


Baba O’Riley – The Who

Há quem diga que a Stairway to Heaven é a melhor musica de sempre! Para mim é esta.

Everlasting Light – The Black Keys

Black Keys vieram de arrasto com W. Stripes, mas, são tão diferentes! O incrível é que são a única banda da qual posso dizer que não tenho nenhuma música que não gosto.


Heart Of A Dog – The Kills

Esta música, assim com todo o espirito dos The Kills, terão eventualmente influenciado as guitarras de dois temas do último registo de Grandfahter’s House. Ouvir/pensar na maneira de tocar de Jamie H.  durante o processo de composição retirou-me algumas vezes do bloqueio criativo.


Strange Normal – Organ Explosion

A minha formação sempre foi mais virada para o Jazz e, apesar de ter passado para o clássico, o jazz ficou sempre no sangue.  Organ Explosion é aquele jazzy, funky, que me faz acordar de bom humor!


Sparks – The DO

Não percebo o porquê de gostar desta banda, mas desde que a minha irmã me mostrou que fiquei super apaixonado!


La vie en Rose – Édith Piaf

Adoro Clássicos! Este faz-me lembrar a magia parisiense, um grande amigo, e um grande amor!

]]>
https://branmorrighan.com/2018/02/playlist-da-quinzena-1-15-de-fevereiro.html/feed 0
[Playlist da Quinzena] 16 a 31 de Janeiro – Rita Sampaio https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-da-quinzena-16-31-de-janeiro.html https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-da-quinzena-16-31-de-janeiro.html#respond Tue, 16 Jan 2018 10:29:00 +0000

Conheci a Sofia em Paredes de Coura, numa daquelas coincidências que só acontecem lá e acho que isso influenciou as musicas que escolhi para fazerem partes desta playlist. Gosto fazer listas, no entanto, tenho a tendência para fazer listas infindáveis, por isso foi me difícil delimitar esta lista. Escolhi coisas que gosto e coisas que ando a ouvir agora. Eram para ser 13, mas alguém me disse que isso dava azar, como 14 não é um numero para nada ficaram 15. Depois isto, já só ficava com o problema de explicar as minhas escolhas o que me parecia ainda mais difícil. Ocorreu no entanto que estamos na Award season  portanto resolvi explicar as minhas escolhas através da atribuição de prémios. Prémios  que acho que ninguém quer ganhar, ou pelo menos, prémios nunca ninguém pensou vir a ganhar.


1)Tame Impala – The less I know the better

Prémio melhor nome de música que também pode ser lema de vida


2) Sufjan Stevens – Tonya Harding

Prémio voz mais afinada + melhor outfits em palco


3) Pulp – common people

Prémio música que pode ser como resolução de ano novo 2016/2017/2018


4) Cage the elephante – Trouble

Prémio banda sonora para situações em que me encontro frequentemente


5) Ty Segall – Tall man Skinny lady

Prémio produtividade & cabelo mais loiro


6)  LCD Soundsystem – I can change

Premio best band came back


7) Alex Cameron – Stranger’s Kiss (Duet with Angel Olsen)

Prémio melhor movimento de ancas


8) Sonic Youth – Teenage riot

Prémio música de bandas que nunca deviam ter acabado


9) Willis earl beal – Evening’s kiss

Prémio melhor surpresa paredes de coura 2012


10) The XX – Hold on

Prémio banda com os melhores cortes de cabelo & mais variações capilares edição 2016/17/18


11) Clarice Falcão – Marta

Prémio melhor música-refresco


12)  The Kinks – Stranger

Prémio melhor banda sonora & melhor papel de parede


13) Manel cruz – Ninguém é quem queria ser

Prémio melhor música para te consolar


14) Fleet Foxes – Montezuma

Prémio concerto mais aguardado de paredes de coura 2018


15 )The National – Nobody else will be there

Prémio banda para se ouvir em repeat

]]>
https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-da-quinzena-16-31-de-janeiro.html/feed 0
[Playlist Especial Vinil] nial – Manel Guimarães https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-especial-vinil-nial-manel.html https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-especial-vinil-nial-manel.html#respond Mon, 15 Jan 2018 18:28:00 +0000 Fotografia Joana Raposo Gomes

Dia 2 de Fevereiro, o aniversário do blogue sobe à invicta, mais propriamente ao Maus Hábitos, para levar mais projectos emergentes da nova música portuguesa. O primeiro confirmado já vem com um namoro de quase dois anos. Foi nial, nome de origem mirandesa – que significa ninho – do qual o Manel Guimarães é mentor e que se faz acompanhar de Joana Gomes. Em Novembro de 2016 editou SAHU, pela Zigur Artists, e que é, ainda hoje, dos meus discos preferidos. Conheci o Manel quando acompanhava azul-revolto (que já este em aniversários do blogue tanto em Lisboa como no Porto) e quando ouvi este seu disco fiquei rendida. Disse para mim mesma que o tinha de ter numa destas noites que são sempre tão especiais. Demorou, afinal nem sempre existe disponibilidade porque a malta tem de trabalhar e ganhar a vida, mas finalmente tal vai acontecer. E como o Manel é mesmo daquelas pessoas especiais, quando o desafiei a fazer uma playlist para o blogue, em vez das tradicionais playlists spotify ou youtube ele decidiu fazer uma em vinil. Ora aqui está algo inédito no blogue. Mais, poderão ver tudo, pois existe em formato vídeo e em formato mixcloud. Obrigada, Manel! Que a noite de 2 de Fevereiro, com nial, seja especial para todos. Apareçam!

Hoje em dia, o acesso à música encontra-se facilitado, uma vez que o “fantástico mundo digital” torna tudo mais próximo. A toda hora surgem novos projetos, novos discos e novas sonoridades. No entanto, existem alguns projetos que nos marcam de forma distinta.

Já há algum tempo que me interesso por obter discos, materializando o meu gosto por uma determinada sonoridade ou artista, pelo que quando o desafio da criação desta playlist me foi lançado, e quando comecei a pensar no seu conteúdo, o meu pensamento me levou a algo pessoal que gosto de partilhar: emoções.

Os discos, além do seu valor indiscutivelmente artístico, quer seja musical ou físico, têm para mim associação com momentos (partilha, viagens, etc.), acabando por se assemelhar a um álbum de fotografias.

Optei pela criação de uma playlist não emergente, mas pessoal, guiada pelos diferentes vinis que tenho vindo a colecionar e pelas memórias relativas ao momento em que adquiri cada um deles.

1)Nicolas Jaar – Être

– primeiro contacto mais aprofundado com a música electronica.

2)Nils Frahm e Ólafur Arnalds – 20:17

– Inverno em Coimbra

3)Bing & Ruth – To all it

– um presente da Joana

4)Anjou – Lamptest

– Inverno no Porto

5)Soundwalk collective – Auditorium Scarlatti

– El Raval, Barcelona

6)Aleph-1 , Alva Noto – 1 C A f 0.2n

– festival Sonar

7)Floating Points – Nespole

– primavera no Porto 

8)David Bowie – Subterraneans

– Neukölln, Berlin

9)Ben Frost – Swarm

– sugestão do João Pedro Fonseca

10) Colleen – Sweet rolling

– viagem para Bragança

]]>
https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-especial-vinil-nial-manel.html/feed 0
[Playlist da Quinzena] 1 a 15 de Janeiro de 2018 – Vasco Silva (Whales) https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-da-quinzena-1-15-de-janeiro-de.html https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-da-quinzena-1-15-de-janeiro-de.html#respond Mon, 01 Jan 2018 20:46:00 +0000 Fotografia João Duarte – Sofar Sounds Coimbra

2018 começa com uma série de coisas boas e o 9º aniversário do blogue no Musicbox é uma delas. É já dia 5 de Janeiro e conta com os Whales, banda leiriense, a fechar a noite. O Vasco Silva é o baterista da banda e um dos jovens músicos que conheço que mais se entrega ao que faz. Conheço o Vasco, e o Roberto (também dos Whales), ainda faziam parte dos Backwater and the Screaming Fantasy (banda da qual a Débora Umbelino também fez parte, antes de ser Surma). Os Whales tornaram-se numa das grandes promessas da música portuguesa e em Março teremos o seu disco de estreia. Até lá, Quarta-feira (dia 3 de Janeiro) estreia o novo single/vídeo e Sexta-feira (dia 5) poderão vê-los no Musicbox Lisboa (a partir das 22h). Aproveitando a onda, fiquem com as suas escolhas musicais que nos farão companhia nos próximos quinze dias! 

Childish Gambino – Redbone

Esta foi uma canção que me ficou imediatamente no ouvido assim que a ouvi pela primeira vez. Transmite uma tremenda sensualidade.

Parcels – Overnight

Ritmo contagiante, riff de guitarra que dá logo vontade de dançar. Produzida pelos grandes Daft Punk. Não se nota nada *risos*

Porches – Car

Mais uma banda que conheci este ano, poderia escolher qualquer uma deste álbum “Pool”.

Joe Goddard – Music is the answer

Este senhor dos Hot Chip decidiu fazer umas músicas a solo. Acho que fez muito bem, a prova disso é esta música.

Ludovico Einaudi – Elements

Fui ver o Ludovico ao Campo Pequeno este ano. Posso dizer que me arrepiei do inicio ao fim. Tem músicos incríveis com ele, jogo de luzes fantástico e as pessoas souberam respeitar os momentos silenciosos e este senhor sabe fazer soar bem o silêncio.

Allan Rayman – Shelby Moves

Este ano fui ao Canadá com o meu amigo baleia Roberto. Aproveitámos e fomos ao festival Wayhome, que é realizado a uns poucos quilómetros do centro de Toronto. Eram umas 15h da tarde e no palco secundário estava a tocar o Allan Rayman e foi um momento muito agradável.

Glass Animals – Cane Shuga

Penso que esta foi a banda mais reproduzida no meu Spotify este ano. Adoro os elementos percussivos, os samples, os riffs de guitarra e teclados…

Adult Jazz – Hum

Esta banda conheci-a também este ano, por intermédio do Rui Gaspar dos FBAC. Ele reproduziu-a na carrinha da Omnichord, quando andávamos aí pela estrada. O que me despertou curiosidade nesta musica foi o ritmo de bateria que entra aproximadamente aos 3min e 50s, do qual não se está nada à espera.

Charles Bradley – The world (Is going up in flames)

Tinha que pôr uma música desta grande voz da Soul. Infelizmente faleceu este ano. Felizmente consegui vê-lo ao vivo, dois meses antes de falecer!!

]]>
https://branmorrighan.com/2018/01/playlist-da-quinzena-1-15-de-janeiro-de.html/feed 0
[Playlist Especial Aniversário BranMorrighan] Dezembro 2017 – Pedro Moreira Dias (Vodafone FM) https://branmorrighan.com/2017/12/playlist-especial-aniversario.html https://branmorrighan.com/2017/12/playlist-especial-aniversario.html#respond Mon, 04 Dec 2017 14:58:00 +0000

É já dia 13 de Dezembro que este meu tão querido blogue comemora o seu nono aniversário. Nove anos é uma vida, principalmente quando há nove anos atrás tinha apenas 20 anos. E quem já passou pelos 20 e já vai nos 30, ou se aproxima deles como eu, tem noção que esta é uma das décadas mais transformadoras da vida. Não sei, pelo menos é o que tenho sentido na montanha russa que tem sido a minha vida desde os 20. Como tem sido hábito, Dezembro é dedicado a uma única playlist, ou seja, uma pessoa do mundo da música que admiro e que, para mim, faz todo o sentido estar em destaque. O Pedro Moreira Dias é uma dessas pessoas. É radialista na VodafoneFM, entre outras actividades que tem, e, para além de ser dos radialistas mais simpáticos que conheço, com um gosto musical brutal com o qual me identifico imenso, foi também das primeiras pessoas a reconhecer o trabalho e o esforço que empreendo com este blogue. Fomo-nos cruzando algumas vezes devido à minha colaboração com a Omnichord Records e este ano o Pedro convidou-me para o seu Casa a Arder (onde entrevista malta ligada ao universo da música) para falar então sobre a minha vida hiperactiva e sobre o blogue. Já falei sobre isso aqui antes, portanto não me vou alongar mais sobre isso, mas o que eu queria mesmo com isto tudo, com este texto longuíssimo é dizer-lhe MUITO OBRIGADA. Foi das pessoas mais genuínas que encontrei desde que tenho o blogue e só espero continuar a ouvi-lo na rádio por muito mais tempo. Fiquem com a sua maravilhosa playlist! 

A Sofia pediu-me uma lista para assinalar mais um aniversário do Bran Morrighan. A Sofia é uma miúda incrível, com uma história de vida de superação e de dedicação à arte e por isso tentei que a playlist que podem ouvir em baixo, fosse mais de celebração e adrenalina nem que seja para em paralelo demonstrar a vivacidade e a energia que ela e o seu blog transmitem. Visto que a música é arte tentei escolher músicas que fossem não só parte da minha vida, dessa adrenalina que gosto de sentir quando faço rádio na Vodafone FM, mas que tivessem algumas imagens agarradas a si mesmo, e por isso deixo apenas uma linha para cada uma.


The Evil has Landed

Nenhuma lista pode deixar de ter QOTSA e esta simboliza o quanto eu gostava de ser o Josh Homme e o quanto o rock deveria ser sempre à imagem dele.


Vincent

O Sr. Toledo trouxe-me o sentimento do anos 90 outra vez e especialmente com esta faixa que só me apetece partir coisas e deitar cá para fora todo o stress do dia a dia


Red Right Hand

Outro senhor, talvez um dos maiores, ninguém fala de amor como ele, ninguém mata o amor como ele, ninguém tem mais pinta do que ele, simples…


Looking for the rain

É daquelas malhas que nos faz querer estar à janela sentado a ver a chuva a cair e a pensar o que somos neste ciclo de vida que temos neste mundo. O Mark Lanegan é daquelas vozes distintas, que por estranho que pareça, faz-me sempre lembrar a mesma presença que o Layne Staley tinha.


Little Dark Age

Os MGMT foram daquelas bandas que conheci em pessoa em 2008 no sxsw, uns putos cool que só queriam fazer música e divertirem-se. Acho que já se divertiram em demasia e caíram na realidade, e talvez esse amadurecimento seja notório naquele que eu acho que é o single deste ano.


Stranger Things

Falando em coisas de execução excepcional, tenho de falar do Stranger Things, a par do MR Robot para mim são as minhas séries favoritas de sempre, e a banda sonora é daquelas coisas para nunca mais esquecer.


Black Hearted Love

Não sei explicar porque gosto tanto desta música, é apenas a demonstração de como um amor às vezes pode ser negro e não me lembro de alguém o mostrar de forma tão perfeita.


Bom Partido

O André tem uma capacidade inexplicável para dizer as coisas de uma forma tão bonita, mesmo quando é triste, que é tocante.


Whatever Happened to my Rock N Roll

O rock nunca morre, é apenas isso, reinventa-se mas para mim domina a minha vida e vai sempre dominar.


Home

Numa fase de tantas mudanças, é preciso saber onde é a nossa verdadeira casa. E eu sei.


Instant Street

Dançar a caminho da escola, a ouvir um miúdo de 5 anos a cantar isto é das melhores coisas do mundo.


Captive of The Sun

A marginal nunca foi tão cool a ouvir esta malha. Faz-me pensar que o futuro é brilhante.

]]>
https://branmorrighan.com/2017/12/playlist-especial-aniversario.html/feed 0
[Playlist da Quinzena] 16 a 30 de Novembro de 2017, Salvador Menezes – TIPO https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-16-30-de-novembro.html https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-16-30-de-novembro.html#respond Thu, 16 Nov 2017 20:14:00 +0000

É com um enorme prazer que começo esta nova playlist da quinzena com mais um convidado especial, o Salvador Menezes, agora também conhecido como TIPO! Provavelmente já o conhecem dos You Can’t Win, Charlie Brown, mas agora tem também um projecto a solo e se ainda não o ouviram e viram os seus videoclips, deviam 🙂 A estética e o som têm-se alinhado numa descoberta única. É ainda uma maior honra ser a curadora do seu primeiro concerto ao vivo – dia 5 de Janeiro TIPO tocará no 9º Aniversário do blogue BranMorrighan no Musicbox! Apresentar-se-á com banda e até lá iremos desvendar um pouco mais do que poderemos assistir. Já sabem, marquem na vossa agenda! Entretanto, ficamos com as suas escolhas musicais que nos farão companhia até ao final do mês! 

Moses Sumney – Quarrel

Foi o Quim Albergaria que me mostrou Moses Sumney, quando os You Can’t Win, Charlie Brown foram ao programa “O Disco Disse” em 2016. Desde essa altura fui seguindo o trabalho deste senhor à espera que lançasse o seu primeiro álbum. Finalmente saiu e não desiludiu nada, pelo contrário, dos melhores discos de 2017. Perfeito do principio ao fim, para ouvir em loop sem cansar.

Serge Gainsbourg feat. Jane Birkin – Ballade de Melody Nelson

Compus uma canção completamente roubada desta. Se for assumido é plágio ou transforma-se numa apropriação/referência?

Deerhoof – The Devil And His Anarchic Surrealist Retinue

Eu sei que já lançaram um álbum em 2017 mas ainda não ouvi com muita atenção, por isso escolho uma canção do disco anterior (de 2016). Os Deerhoof são uma banda que merecia mais reconhecimento. Mas há bandas assim, que foram feitas para inspirar outros músicos e que nunca chegam a ter o estatuto que merecem. Vá, façam lá like no facebook deles que merecem.

Paul McCartney and Wings – Band on the run

Na mesma canção onde roubei ao Serge Gainsbourg também consegui encaixar algumas ideias do McCartney. Se bem que acho que eu acho que o Gainsbourg já andava a surrupiar baixos ao McCartney na sua altura. Por isso não faz mal fazê-lo, ou faz?

Manel Cruz – Ainda Não Acabei

O músico que mais tem inspirado os portugueses a pegar numa guitarra e compor, pelo menos foi assim comigo. Continua em grande e a prova é esta Ainda Não Acabei.

Surface To Air Missive – Time Being

Quem me mostrou os Surface To Air Missive foi o Guilherme Canhão quando estávamos na estrada. Adoro a crueza desta banda, com uma estética sonora de uma maquete bem gravada e muitíssimo bem tocada. Curiosamente esta Time Being é a música mais pop do álbum e é a que fecha o disco, quase numa atitude anti-herói de “vá, se chegarem ao fim levam um bónus”.

O Terno – Melhor do Que Parece

Só conheci O Terno quando soube que iam tocar com os You Can’t Win, Charlie Brown no musicbox. Quis logo conhecer tudo o que fizeram. São o grande futuro da música brasileira. Esta letra é um exemplo em como transformar um desabafo numa brilhante canção.

Bruno Pernadas – Problem Number 6

O Pernadas é o melhor compositor/arranjador português da actualidade, consegue escrever tudo o que quiser. Lembro-me perfeitamente de ouvir este Problem Number 6 pela primeira vez no concerto de apresentação do “those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” no Teatro Maria Matos e de ter ficado completamente boquiaberto.

Caetano Veloso – Tropicália

Das melhores aberturas de disco já alguma fez criadas. Música brilhante de um disco todo ele perfeito. Inimitável. 

Cornelius – If Your’e Here

O cuidado na produção dos álbuns do Cornelius é sempre absolutamente esmagador. Dos músicos que melhor consegue preencher os espaços da música, quer seja com instrumentos ou sem eles. Esta canção é um bom exemplo disso. Oiçam com auscultadores e vão perceber o que digo.

Cassete Pirata – Pó no Pé

Estou ansioso para que os Cassete Pirata lancem mais músicas, de preferência um álbum. Enquanto não há, oiçam esta Pó no Pé.

Ariel Pink – Picture Me Gone

O pom pom talvez tenha sido dos álbuns que mais ouvi nestes últimos anos. Adoro esta canção inspirada nos anos 1980 mas com uma letra bastante actual que versa sobre “selfies”, iPhones e iClouds.

Capitão Fausto – Semana em Semana

A melhor música do melhor disco de 2016.

]]>
https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-16-30-de-novembro.html/feed 0
[Playlist da Quinzena] 1 a 15 de Novembro de 2017, João Vaz Silva https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-1-15-de-novembro.html https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-1-15-de-novembro.html#respond Fri, 03 Nov 2017 10:25:00 +0000 Fotografia Ana Cláudia Silva

Estão a ver o sorriso, tão característico, na fotografia que a Ana Cláudia Silva lhe tirou? É sempre esta imagem que tenho do João. Bem disposto, de tato fácil, mas acima de tudo prático e pragmático. É um dos agentes mais queridos da nossa praça musical, mas não se fica por aí. Com “Quem és tu, Laura Santos?” costuma fazer muita gente dançar e com o aproximar do nono aniversário do blogue, fez todo o sentido convidá-lo, finalmente, para esta rubrica. Ora fiquem com as suas escolhas para esta quinzena! 

PS: O João também entrevista gente muito boa com o seu projecto O Agente Provocador. É de ouvir! 

Fazer escolhas é um pouco ingrato mas também algo desafiante para quem trabalha com música. “Quem és tu, Laura Santos?” tem como objectivo divertir as pessoas na pista de dança com músicas sem prazo de validade e algum sentido de humor. Novembro convida a abanar a anca mais devagarinho e a vestir um agasalho folk ou pop. Eis os temas que saltaram da minha prateleira de discos para a playlist da Sofia.

Julie & The Carjackers – November

Em que mês estamos mesmo? Um das canções mais antigas e mais doces da dupla Bruno Pernadas e João Correia.

Beck – Waking Light

O músico americano tem muitas cores mas é a sua luz matinal que me agrada mais.

Fiona Apple – Parting Gift

Um dia hei-de conseguir ver esta moça ao vivo.

Feist – The Bad in Each Other

Gosto de “Let it Die”, aprecio “The Reminder” e até me regozijo com “Pleasure”. Mas quem me tira o “Metals”, tira-me tudo, Feist!

Sufjan Stevens – Carrie and Lowell

“Carrie and Lowell” não cansa. Uma obra-prima sobre a morte e o luto que transpira vida em cada canção. Belíssimo.

Fleet Foxes – Fool’s Errand

Um disco sublime.

Benjamin Clementine – I Won’t Complain

Não ouvi com a devida atenção o trabalho mais recente porque ainda estou arrepiado com o primeiro “At Least For Now”.

Tim Bernardes – Tanto Faz

Poderia ser o tema da Joana Barra Vaz mas não. Conheci o Tim no concerto d’O Terno em Lisboa e passei a fã deste jovem músico brasileiro.

Elliot Smith – Everything Means Something To Me

Um rapaz que partiu demasiado cedo.

Erica Buettner – When It Goes

A Erica é um enorme exemplo de força e talento. Miss You.

Vincent Delerm – Les Chanteurs Sont Tous Les Mêmes (en duo avec Benjamin Biolay)

Cruzei-me com o meu cantor francês favorito na rua e tropeço muitas vezes nas suas letras carregadas de ironia e inteligência.

Simone de Oliveira – Sol de Inverno

A nossa Shirley Bassey numa das suas visitas ao Festival da Canção. Música intemporal para todas as estações do ano.

]]>
https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-1-15-de-novembro.html/feed 0
[Playlist da Quinzena] 16 a 31 de Outubro de 2017 – Eliana Berto https://branmorrighan.com/2017/10/playlist-da-quinzena-16-31-de-outubro.html https://branmorrighan.com/2017/10/playlist-da-quinzena-16-31-de-outubro.html#respond Mon, 16 Oct 2017 09:16:00 +0000

Esta segunda quinzena de Outubro tem o prazer de vos apresentar as escolhas musicais de Eliana Berto! Se 2017 me trouxe coisas muito boas, a amizade com esta grande mulher foi uma delas. Existem muitos intervenientes no universo musical que operam entre sombras, mas que fazem toda a diferença para que outros brilhem. E a Eliana é assim. Trabalhadora, honesta, dinâmica, o raio de sol para todos aqueles que amam e vivem a música como poucos. Ela chama-lhe #alimentodaalma! E quem a conhece sabe que é assim. Obrigada, querida Eliana, por aceitares abrilhantar aqui o blogue, com esse teu pedaço de sombra. 

É sempre difícil para um amante de música fazer uma playlist que não tenha 50 ou mais músicas. Como a intensidade é algo intrínseco à minha pessoa, a minha escolha recaiu sobre esse ponto e sobre os vários graus de intensidade que cada música pode ter de acordo com os seus elementos, ou os meus. Quis escolher 15 nomes, mas será 15 + 1, sem qualquer ordem: 

Black Rebel Motorcycle Club – Hate the Taste

Para além de ser uma das minhas bandas preferidas, esta malha tem um groove brutal e é um erro constante que vou cometendo: odiar o sabor, mas fazer à mesma.

Kaptain Korsakov – In the shade of the sun 

Quando conheci esta música chorei do princípio ao fim. Hoje ainda tem o mesmo efeito, diria até cada vez mais forte. 

The Smashing Pumpkins – Thirty Three

Uma das melhores músicas de sempre de uma das minhas bandas da adolescência. 

The Doors – L.A. Woman

Uma das minhas músicas preferidas da minha banda preferida. Andar de mota é uma das coisas que mais prazer me dá depois da música e, percorrer as luzes alaranjadas da cidade a fugir do nascer do sol que vou espreitando pelos espelhos, traz-me sempre o sabor da L.A. Woman aos lábios e mente. 

Tame Impala – Solitude Is Bliss

O “Innerspeaker”, para além de ser o álbum que me fez conhecer estes senhores, é o melhor álbum deles, na minha opinião. Esta faixa ensina-os a aprender a saborear a solidão. 

Ty Segall – Imaginary Person

Porque quero um Ty Segall só para mim e estou farta de falar com pessoas imaginárias! 

Sam Alone – Warm

O Poli é um dos músicos que mais admiro em Portugal. Com ele, a intensidade que carrega ao depositar a sua alma em tudo o que toca. Warm é uma das músicas mais emocionantes que tem e que dedica ao Mike e eu, ao meu irmão. 

CORREIA – Deceivers of The Sun

Poli e Mike juntos. Um dos álbuns do ano em que saiu. Uma das mais fortes, densas e magnéticas que ouvi nos últimos tempos em Portugal. 

Radiohead – Wolf at the Door

Porque é a minha malha preferida de Radiohead e porque volta e meia os lobos tocam à campainha.

David Bowie – Starman

Um dos músicos que vou carregar para sempre dentro de mim. Desde que desapareceu da terra, esta música ganhou outra dimensão na minha vida.

Joy Division – Atmosphere

A minha preferida de Joy Division. Uma das mensagens mais fortes que têm. Nunca se deve sair em silêncio! 

Noiserv – DEZOITO

O David é mais um daqueles músicos que me inspira e admiro de coração. 00:00:00:00 é dos álbuns mais bonitos que ouvi em Portugal ultimamente. Esta música faz-me sempre chorar, tal como quase todas as outras deste álbum. Mas esta em especial! O fim existe e, mesmo que o temamos, temos de o enfrentar. Tudo é efémero, sempre. 

Nirvana – Dumb

Não consigo escolher uma música de Nirvana, é rara aquela que não tenha significado para mim, mas se há frase que nunca me vai sair do corpo e da mente é: “I’m not like them, but i can pretend”.

Placebo – Twenty Years

Foi quando revi estes meninos este ano que me lembrei do quão importante foi sempre esta música para mim. Não só chorei do princípio ao fim por ser demasiado bonita, como por ser demasiado verdade o que transmite.

The Smiths – There is a light that never goes out

Primeiro é Smiths e segundo é a música da minha vida. De sempre e para sempre. 

+ 1: 

Queens Of The Stone Age – Fortress

Esta música é um plus porque é demasiado recente. No entanto, não é esse o facto que a impede de ser uma das melhores do ano e do álbum, por tudo o que transmite tanto verbal como instrumentalmente. 

Obrigada pela oportunidade minha querida Sofia. 

]]>
https://branmorrighan.com/2017/10/playlist-da-quinzena-16-31-de-outubro.html/feed 0
[Playlist da Quinzena] 1 a 15 de Outubro de 2017 – João Abrantes (Jonny Abbey) https://branmorrighan.com/2017/10/playlist-da-quinzena-1-15-de-outubro-de.html https://branmorrighan.com/2017/10/playlist-da-quinzena-1-15-de-outubro-de.html#respond Sun, 01 Oct 2017 10:23:00 +0000

Esta quinzena o destaque da playlist vai para o nosso João Abrantes, mais conhecido como Jonny Abbey. O João é um jovem talento, de quem conheci o trabalho faz pouco mais de um ano. Depois de lançar o seu disco de estreia, Unwinding, também já o vimos tocar e cantar no projecto Mirror People, e também tem tocado ao vivo com várias outras bandas. A sua paixão pela música é contagiante e o convite não podia tardar mais. Aqui ficam as suas escolhas. 

JONNY´s NIGHT TIME

Quis fazer desta playlist a perfeita para sair à noite, ficar em casa na conversa com amigos, ou com a nossa alma gémea, englobando diversos cenários distintos com os quais se podem identificar. De qualquer forma, o ambiente noturno está sempre presente.

LEISURE – Money

Andei a devorar o disco homónimo de 2016, na altura que estava a escrever o Unwinding. Agora apresentam-nos este novo single, lançado este mês, Money. Banda da Nova Zelândia (não tem só paisagens bonitas :P) com um certo revivalismo 80´s, cheia de bom gosto e musicalidade. Música para final de jantar em casa com os amigos.

SG LEWIS/Toulouse – Times We Had

A grande voz de Toulouse (não confundir com a banda portuguesa) associada à produção de SG Lewis, transformam esta canção em puro groove contagiante, com uma vertente Neo-Soul. Música para o Uber.

FKJ – Better Give U Up

Umas das pérolas do disco French Kiwi Juice, lançado este ano. Uns dos multi-instrumentistas mais entusiasmantes deste ano. Música para o bar com melhor ambiente das Galerias no Porto.

NASAYA/Myra – Milk

O NASAYA tem pouquíssima música online, mas todas são de deixar água na boa. Abordagem super fresca, e um riff de guitarra de invejar. De ficarem atentos a mais material dele. Música para o 3o fino nos Leões.

Tom Misch – South of the River

Entrei em contacto com esta música graças ao meu amigo Leonardo Pinto (sempre a mostrar coisas interessantes à malta). Uma das músicas que serve para desbloquear sessões de escrita. Mais um produtor da nova geração com muito para oferecer. Música para a caminhada até ao club.

KAYTRANADA/Aluna George/Goldlink – TOGETHER

O 99.9% é dos melhores discos de 2016 na minha opinião. As basslines e os beats do KAYTRANADA são super interessantes e eletrificantes. Música para abrir a pista de dança.

Bonobo/Innov Gnawa – Bambro Koyo Ganda

Tive a oportunidade de ver um DJ Set de Bonobo no Gare PORTO, infelizmente acho o trabalho dele com banda mais interessante do que o Set que apresentou lá. De qualquer forma esta canção mistura texturas étnicas com uma electrónica mais forte. Música para o início da noite (2am.) na sala Cubo do Plano B.

Bob Moses – Talk

Outro disco que me tocou bastante. Sem dúvida uma das influências para o novo disco de Jonny Abbey. Um instrumental quase a roçar o Techno serve de base a uma grande canção. Música para as 5 da manhã.

Portugal. The Man/Medasin – Feel it Still (Medasin Remix)

Música que de certeza já conhecem, com uma roupagem nova. Música para o nascer do sol.

Radiohead – True Love Waits

Já era apaixonado pela primeira versão desta canção, no entanto esta versão em especifico foi lançada no belo disco, A Moon Shaped Pool. Para um adormecer melancólico, ao lado de alguém especial, porque “True Love Waits”.

]]>
https://branmorrighan.com/2017/10/playlist-da-quinzena-1-15-de-outubro-de.html/feed 0