Ricardo Remédio – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:43:22 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Ricardo Remédio – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Quando um minuto diz mais do que mil palavras https://branmorrighan.com/2019/01/quando-um-minuto-diz-mais-do-que-mil.html https://branmorrighan.com/2019/01/quando-um-minuto-diz-mais-do-que-mil.html#respond Sun, 20 Jan 2019 21:05:00 +0000

Vídeo Jorge Oliveira

Na passada Sexta-feira, no Musicbox Lisboa, comemorámos os 10 anos de blogue BranMorrighan. O dia começou cinzento, ao final da tarde chovia que parecia que o céu nos ia cair em cima, mas às 21h em ponto as portas do Musicbox abriam para receber Jerónimo, com a participação especial da Surma, Ricardo Remédio, acompanhado de João Vairinhos, e Grandfather’s House, que fizeram um esforço hercúleo na luta contra a gripe para estarem presentes. Aliás, verdade seja dita, andei a servir chás a metade da comitiva durante a tarde. Ahahah. Mas ninguém diria ao vê-los, umas horas mais tarde, em palco. 

Durante o soundcheck já se começava a partilhar aquela energia boa, de quem é apaixonado pelo que faz e de quem partilha um amor enorme pela música. Os projectos convidados para comemorar estes 10 anos são especiais, cada um à sua maneira, mas principalmente são de uma entrega que nos faz apaixonar por eles num instante. Se por um lado na rua poderia estar frio e chuvoso, dentro do Musicbox só se partilhavam sorrisos e um sentimento tão, tão bom que, sem dúvida, vou guardar esta noite na minha memória com um enorme carinho. 

Pelo público uma série de caras conhecidas, algumas surpresas muito boas, e também uns quantos que vieram à descoberta e que se mostraram agradavelmente surpreendidos pelos concertos. Nada é mais gratificante do que isto, ver o público surpreendido e deslumbrado, ver os artistas em palco a serem reconhecidos e aplaudidos. 

Aos artistas, a cada um deles, só posso deixar o meu mais profundo agradecimento. Aos Jerónimo – Gil Jerónimo, Luís Jerónimo e Nuno Rancho -, à Surma – Debora Umbelino-, a Ricardo Remédio – Ricardo Remédio, que levou o João Vairinhos na bateria -, e aos Grandfather’s House – Tiago Sampaio, Rita Sampaio, Ana João, Nuno Oliveira – a minha maior gratidão. Adoro-vos, de coração. A minha admiração e respeito por vós é infinita.

Ao Musicbox – Pedro Azevedo, Débora, Inês, o enorme Iuri, João Quintela, João Nogueira – obrigada por me continuarem a receber sempre tão impecavelmente. 

Aos meus maiores – Nuno Capela, Jorge Oliveira, Eugénio Ribeiro, Joana Fino – obrigada por todo o apoio logístico, emocional, eu sei lá. Por tudo! Sem vocês eu não seria capaz de metade. Obrigada pelo vídeo lindíssimo, Jorge! 

Àqueles que nunca, nunca, nunca falham – João Caldeira, Diogo Marçal, Francisco Pinto, Bernardo Barros – vocês enchem-me o coração de tudo o que é bom. Um agradecimento especial também à Rita Filipe, ao Mikolas, ao Élvio, ao Luís Costa, Paulo André Cecílio, Mário Rui Vieira, João Abrantes e ao Fred Severo! 

Obrigada a toda a imprensa presente, a todas as reportagens fotográficas lindíssimas, tudo. Sem o vosso apoio nada disto faria sentido. Cada uma daquelas pessoas que pisou o palco naquela noite merece toda a vossa atenção e reconhecimento. Obrigada. Especial obrigada ao Música em DX, unmute e Arte-Factos pelo que já publicaram 🙂

E, claro, a todos os presentes, fossem amigos, conhecidos, curiosos, perdidos da vida… Tenho a certeza que todos saíram um pouco mais ricos emocionalmente e culturalmente daquela sala. 

Fiquem atentos às várias redes sociais do blogue, vou partilhar várias fotografias, muito especiais, nos próximos dias! Peço desculpa pelo discurso curtinho, mas o cansaço não perdoa e só queria garantir que registava devidamente o quão grata sou por ter o privilégio de conhecer artistas tão talentosos e extraordinários. 

Dia 1 de Fevereiro é a vez de a festa subir ao Porto com ALGUMACENA, Galo Cant’Às Duas e Whales, com convidados dos First Breath After Coma! Fiquem atentos! 

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BranMorrighan comemora 10 Anos no Musicbox com Jerónimo (c/ Surma), Ricardo Remédio e Grandfather’s House https://branmorrighan.com/2019/01/branmorrighan-comemora-10-anos-no.html https://branmorrighan.com/2019/01/branmorrighan-comemora-10-anos-no.html#respond Fri, 04 Jan 2019 12:42:00 +0000

BILHETES

https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/70350-10o_aniversario_do_branmorrighan-musicbox/

2019 começa a todo o gás. O blogue BranMorrighan comemora o marco de uma década e a sua criadora e editora, Sofia Teixeira, está também prestes a entregar a sua tese de doutoramento. Razões para comemorar não faltam. Quem já costuma seguir o corvo sabe que o BranMorrighan é um blogue que tem como missão transmitir de forma apaixonada o gosto pela música emergente portuguesa. As festas de aniversário acabam por ser a desculpa perfeita para sair do virtual para o real e materializar essa mesma montra de destaques. Na comemoração da primeira década de vida, o Musicbox será mais uma vez palco tanto de promessas como de certezas da música portuguesa. Ora espreitem o cartaz de luxo.

JERÓNIMO, c/ participação especial de Surma

São três irmãos que cresceram juntos e que sempre se dedicaram à música mas nunca tinham tocado juntos. 

Gil dos Les Crazy Coconuts.

Nuno dos Few Fingers

Luis vem dos Nice Weather For Ducks.

Em comum sempre tiveram o nome de família, Jerónimo. 

Agora têm também um projecto a três com um punhado de grandes canções que navegam com um rumo muito fixo no formato de canção, conduzido pelas várias correntes que eles trazem para o projecto. 

Nesta noite especial trazem com eles Surma, prometendo uma actuação especial em que cruzam temas criando versões únicas para as suas canções. 

RICARDO REMÉDIO


Numa natureza-morta, o objecto inanimado – seja ele um vaso, uma jarra, uma peça de fruta – ocupa o todo da representação artística; por força e alma do poeta, do pintor, do escultor, o objecto desdobra-se aos olhos de quem vê, sente-se como se pudesse ser tocado na sua forma real e não conceptual, respira através da sua própria inacção. Se a representação for musical, até a maquinaria pode ganhar vida e soar real. Daí o título para o álbum de estreia de Ricardo Remédio, uma espécie de ponto final parágrafo na carreira do português, que assim passa a assinar com o seu nome próprio. Produzido por Daniel O’Sullivan (Mothlite, Grumbling Fur, Ulver) e masterizado por James Plotkin (Khanate, OLD, Scorn), Natureza Morta é uma viagem pelo coração da máquina, vibração techno-industrial que não procura simplesmente o ouvinte: alimenta-se dele, qual quadro canibal. Dia 18, no Musicbox, apresentará não só temas do Natureza Morta como também temas inéditos. 

GRANDFATHER’S HOUSE

Grandfather’s House é uma banda de Braga que surge em 2012. Com Tiago Sampaio na guitarra, Rita Sampaio nos sintetizadores e voz e Ana João Vieira na bateria, contam até hoje mais de 300 concertos dados por todo o país e internacionalmente. Com o seu primeiro EP “Skeleton”, editado em 2014, percorrem Portugal na sua promoção. Em 2016, editam o longa-duração, “Slow Move”, sendo aclamados pelo público e pela crítica – tendo, com este, lançado dois singles – “Sweet Love Making” e “My Love”. Lançaram o seu terceiro disco – “Diving” -, em Setembro de 2017, resultado de uma residência artística no espaço GNRation (Braga) contando com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Gonçalves e Mário Afonso, na voz, teclados e saxofone, respetivamente. Com um método de composição mais complexo, que contou com a participação de mais um elemento em todos os temas – o músico convidado, Nuno Gonçalves (teclas) – a banda, explora assim, uma sonoridade mais densa. O disco foi extremamente bem recebido, tendo sido considerado um dos discos do ano para vários meios de comunicação nacional. 

No Musicbox prometem um concerto especial e mostram porque são já uma certeza na música portuguesa. 


Evento Facebook

https://www.facebook.com/events/2432120193469121/



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[AGENDA] Daniel O’Sullivan + Ricardo Remédio | St. George Church | 08 de Outubro | 19 horas https://branmorrighan.com/2017/10/agenda-daniel-osullivan-ricardo-remedio.html https://branmorrighan.com/2017/10/agenda-daniel-osullivan-ricardo-remedio.html#respond Sat, 07 Oct 2017 11:01:00 +0000

Daniel​ ​O’Sullivan​ ​|​ ​Ricardo​ ​Remédio

8 de OUTUBRO | 19.00 | IGREJA ST. GEORGE | LISBOA

Daniel​ ​O’Sullivan

Poucos, muito poucos aliás, serão os artistas que se poderão genuinamente afirmar como criadores de um universo próprio e que cruze com inegável mestria e sensibilidade diferentes formas de expressão artística. Daniel O’Sullivan é um deles. Veld​, o mais recente trabalho de Daniel comprova-o sem a mais ínfima ponta de incerteza. Veld, obra de sortilégios pop, música electro-acústica e de cintilantes reverberações drone, simultaneamente denso e alusivo com encantadores derivações sónicas, mantras hipnóticos e estranhos ritmos biomecânicos. Veld foi escrito e gravado entre 2010 e 2016 enquanto Daniel vivia em Tower Gardens Road (Londres), exactamente no mesmo período em que colaborava com outros projectos: Grumbling Fur (com Alexander Tucker) e Laniakea (com Massimo Pupillo, dos Zu). Este foi também o local onde Daniel editou e tratou dos arranjos de ATGCLVLSSCAP dos Ulver e dos dois últimos álbuns de Æthenor (Daniel “compositor automático” do grupo juntamente com Stephen O’Malley dos Sunn O))) e Steve Noble). A casa de Tower Gardens funcionou como um mundo paralelo, um oásis místico e de uma certa estranheza nos subúrbios do norte de Londres. O ecletismo do seu trabalho encontra-se intrinsecamente unido pelo seu amor à bricolage, ao seu fascínio pelo desenho dos sons e ideias provenientes de múltiplas fontes e universo estético multifacetado que convergem para uma órbita partilhada.

‘O’Sullivan’s​ ​dream​ ​pop​ ​mantras​ ​casually​ ​open​ ​up​ ​portals​ ​into​ ​other​ ​dimensions.’​ ​UNCUT ‘…richly​ ​textured​ ​album​ ​brimming​ ​in​ ​lush​ ​sonic​ ​detail’​ RECORD COLLECTOR mothlite.blogspot​.com | facebook​.com/mothlite

Ricardo​ ​Remédio

Amplamente conhecido como membro fundador de LÖBO, Ricardo Remédio fez nascer a solo RA no qual surgiu “Rancor”, EP lançado pela Lovers & Lollypops. Nomes como JK FLESH, Daniel O’Sullivan, Necro Deathmort e Blac Koyote, foram responsáveis pelas quatro remixes, lançadas em 2014, complementando e reinterpretando cada faixa. Mais tarde decide arriscar na produção musical como figura homónima, através de “Natureza Morta”. Ricardo Remédio contou com a participação de Daniel O’Sullivan na produção e James Plotkin na masterização. facebook.com/ricardoremediomusic​ ​| soundcloud​.com/ra-doom

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[Playlist da Quinzena] 15 a 30 de Setembro de 2014 – As Escolhas de Ricardo Remédio (RA) https://branmorrighan.com/2014/09/playlist-da-quinzena-15-30-de-setembro.html https://branmorrighan.com/2014/09/playlist-da-quinzena-15-30-de-setembro.html#respond Tue, 16 Sep 2014 00:00:00 +0000

1. Fever Ray – “Concrete Walls”

Um dos meus álbuns favoritos da última década. Rodou constantemente na altura que esta a compor para o meu primeiro EP.

2. Ben Frost – “Venter”

Lembro-me da primeira vez que ouvi o Ben Frost numa viagem do trabalho até casa. A certa altura tive que parar o carro e deixar o álbum acabar pois não acreditava no que estava a ouvir. Venter faz parte do último álbum e mostra provavelmente como soaria uma festa rave no fim do mundo.

3. Roly Porter – “Tleilax”

Descobri de 2014 apesar de ele já andar por aí à algum tempo – passou inclusivé no Semibreve – e eu já devia ter a obrigação de o conhecer. O último albúm – “Life Cycle Of A Massive Star” é tão grandioso como o titulo sugere.

4. Grumbling fur – “Ballad of roy batty”

Pegar numa das mais fortes citações do cinema moderno e fazer-lhe um tributo à altura não é para todos. Admito que emocionei-me quando ouvi pela primeira vez. Grande Daniel O’Sullivan

5. Cult of Luna – “Passing Through”

Apesar de ouvir menos música pesada do que ouvia à uns anos, os Cult of Luna continuam a ser uma referência para mim e das minhas bandas favoritas. Voltam cá dia 5 de Outubro ao Amplifest, assim como Ben Frost.

6. Jesu – “Silver”

Outra das minhas referências – Justin K Broadrick mais conhecido pelos grandes Godflesh aqui a mostrar que a distorção e a beleza não precisam de estar de costas voltadas.

Fotografia Pedro Roque

Ricardo Remédio, mais conhecido no mundo da música por RA, é um dos grandes nomes da nossa música electrónica. Rancor, o seu primeiro EP, já tem dois anos e esperamos agora, ansiosamente, que saia um novo trabalho. Entretanto, e para ir mitigando um pouco essa falta que sentimos da sua música, este foi-nos dando a conhecer os remixes feitos das faixas do EP, que podem ser encontrados aqui: 

http://www.branmorrighan.com/search/label/RA

É o meu segundo convidado para criar uma playlist aqui no blogue, pois admiro sinceramente o seu trabalho e sou uma daquelas pessoas que o chateiam com a típica pergunta “Para quando?”. Fica também aqui o link caso queiram directos ir à entrevista que o Ricardo deu ao Morrighan no início do ano: http://www.branmorrighan.com/2014/02/entrevista-ricardo-remedio-ra-musico.html

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Último Remix de Rancor – RA – «O Inferno São Os Outros» pelos Necro Deathmort https://branmorrighan.com/2014/07/ultimo-remix-de-rancor-ra-o-inferno-sao.html https://branmorrighan.com/2014/07/ultimo-remix-de-rancor-ra-o-inferno-sao.html#respond Wed, 23 Jul 2014 18:54:00 +0000

RA | «O Inferno São Os Outros» • Remix de Necro Deathmort

[artwork acima, criado por Marta Macedo]

Quando Sarte afirmou que o inferno mora no alheio, de indirecta forma depositou em nós o ónus da culpa. Apontou a víbora e o seu veneno, mas logo nas entrelinhas perguntou a razão de nos deixarmos morder pelo escárnio e maledicência. Vivemos das palavras alheias. De portas escancaradas para a aflição.

RA encontra-se na ausência verbal, onde a sintaxe punitiva dá lugar à electrónica desumanizante. O EP de estreia, ardósia digital de quatro movimentos, fecha com «O Inferno São Os Outros» – construção agora refundida nos sombrios alicerces dub de Necro Deathmort.

Os britânicos assinam a derradeira remix extraída desse primeiro passo discográfico, após Daniel O’Sullivan, Blac Koyote e Justin K Broadrick terem chefiado as restantes.

RA | BandcampFacebook

Entrevista dada ao Morrighan: http://www.branmorrighan.com/2014/02/entrevista-ricardo-remedio-ra-musico.html

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[DESTAQUE] RA | «Paz Podre» • O remix por Justin K Broadrick [Godflesh, Jesu] – artwork por João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2014/06/destaque-ra-paz-podre-o-remix-por.html https://branmorrighan.com/2014/06/destaque-ra-paz-podre-o-remix-por.html#respond Mon, 23 Jun 2014 11:11:00 +0000

RA | «Paz Podre» • Remix por Justin K Broadrick 

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https://soundcloud.com/ra-doom/paz-podre-jk-flesh

[artwork acima, criado por João Pedro Fonseca]

Se a História não mais for do que a cíclica reincidência de acontecimentos, um taxativo sublinhar do Eterno Retorno, respiramos hoje a férrea poeira da Pax Romana – pétrea e milenar. Esse putrefacto sossego, de quem cala na ansiedade e estoicamente resiste ao medo abraçado, nutre «Paz Podre», o terceiro tema do debutante EP de RA.

Pedagogo niilista, Justin K Broadrick [Godflesh, Jesu], via codificações morse feitas a drum machine, tacteia a opressão existencial como poucos. O esquálido profeta do nada, sob a entidade JK Flesh, reinterpreta agora, numa lânguida e robótica semiologia, «Paz Podre» – sete sibilantes minutos daí resultam, vagos na dissonância e concretos na inquietação.

Esta é a penúltima de quatro remixes que RA, projecto de Ricardo Remédio, difunde. A primeira, construído pelas apátridas mãos de Daniel O’Sullivan [Ulver, Mothlite, Grumbling Fur], mostrou-se a 23 de Abril. A segunda, lapidada por Blac Koyote, eclodiu a 23 de Maio. Resta uma.

RA | BandcampFacebook

Entrevista a Ricardo Remédio aqui no blogue: http://www.branmorrighan.com/2014/02/entrevista-ricardo-remedio-ra-musico.html

Entrevista a João Pedro Fonseca aqui no blogue: http://www.branmorrighan.com/2014/02/entrevista-joao-pedro-fonseca-artista_18.html

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RA – Novo Remix | «Rancor» • O remix por Blac Koyote | artwork João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2014/05/ra-novo-remix-rancor-o-remix-por-blac.html https://branmorrighan.com/2014/05/ra-novo-remix-rancor-o-remix-por-blac.html#respond Mon, 26 May 2014 11:43:00 +0000

RA | «Rancor» • Remix por Blac Koyote

artwork por João Pedro Fonseca

Se a palavra persistência, no esgar de uma neolinguística por descobrir, transcrita fosse numa mecânica palpitação, «Rancor» dar-lhe-ia o significado. O tema-título do primeiro EP de RA, há dois anos nascido, comunica-nos essa obstinação de a carne lancetar para, numa ecdise perpétua e instintiva, ir além do que é humano, demasiadamente humano.

Sob o vínculo de uma ligação não-verbal, RA encontrou nas siderais roldanas de Blac Koyote um semelhante – neste remix, José Alberto Gomes despoja «Rancor» da noctívaga ânsia original para logo lhe descerrar as portadas de uma manhã tingida a silêncio. [A remistura integra o alinhamento de «Quiet Ensembly», o novo LP de Blac Koyote.]

Esta é a segunda de quatro remixes que RA, projecto de Ricardo Remédio, difunde. A primeira, construído pelas apátridas mãos de Daniel O’Sullivan (Ulver, Mothlite, Grumbling Fur), mostrou-se a 23 de Abril. Seguir-se-ão outras duas, a 23 de Junho e 23 de Julho, num tetralógico ciclo dedicado à redescoberta de «Rancor» EP.

RA | Bandcamp – Facebook

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Saudades do RA (Ricardo Remédio) ? Espreitem as novidades e o artwork do João Pedro Fonseca https://branmorrighan.com/2014/04/saudades-do-ra-ricardo-remedio.html https://branmorrighan.com/2014/04/saudades-do-ra-ricardo-remedio.html#respond Thu, 24 Apr 2014 16:47:00 +0000

Há relativamente pouco tempo entrevistei Ricardo Remédio, conhecido no mundo da música como RA. Tinha acabado de descobrir Rancor, o seu EP, e não pude ficar indiferente à energia subversiva e ao mesmo electrizante da sua música. Não vou dizer que é daquelas que agrada a todos, raramente as coisas verdadeiramente especiais o fazem, mas quem a ouve e mergulha nela, não mais quer vir à superfície, tornando-se inevitável entrar em ciclos de repeat viciantes.

É um EP que surpreende, esmaga, agarra pelas entranhas e nos faz sentir as mais diversas emoções. Não fossem já os nomes de cada música sugestivos, também toda a produção sonora desassossega, questiona, revolta e excita. Ricardo Remédio é único no que faz e quem o segue há muito que reclama por mais. Chegou então o momento de termos novidades, dadas em primeira mão pelo mesmo na sua página de Facebook.

No mês em que faz sensivelmente dois anos desde que lancei o meu primeiro EP, sai a primeira das quatro remixes – uma por cada música – que ao longo deste tempo consegui recolher. Foi feita pelo Daniel O’Sullivan (Miracle, Mothlite, Ulver, Grumbling Fur), que pegou na canção “O(s) Cobarde(s)” e transformou-a numa interpretação incrível do conto sci-fi “The Mitr”, de Jack Vance. Posso dizer que tive arrepios quando a ouvi, o que não me acontece muito frequentemente.

As outras três serão lançadas até ao final do verão, uma de cada vez, em dias certos: 23/04, 23/05, 23/06, 23/07.


Noutras notícias, passei a Páscoa a gravar música nova com a produção do ghuna x. O objectivo é fazer do resultado final destas gravações um EP que sirva de ponte para o longa-duração que está a ser composto desde o final do ano passado.

O artwork tem a autoria do talentoso João Pedro Fonseca, já entrevistado aqui no blogue, e podem ver como foi o processo através do vídeo. Escusado será dizer que a minha admiração tanto pelo Ricardo como pelo João são enormes. Dois artistas que se separados já são excelentes, quando se conjugam tornam-se excepcionais. Só posso desejar que esse LP do RA venha o mais rápido possível e com ele umas quantas actuações ao vivo. 

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Entrevista a Ricardo Remédio – RA – Músico Português https://branmorrighan.com/2014/02/entrevista-ricardo-remedio-ra-musico.html https://branmorrighan.com/2014/02/entrevista-ricardo-remedio-ra-musico.html#respond Sun, 23 Feb 2014 20:28:00 +0000 Ricardo Remédio, ex-teclista de LÖBO e actual protagonista de RA, aceitou sentar-se comigo à conversa para ficarmos a saber um pouco mais sobre ele e os seus projectos musicais. Acabei por descobri-lo noutra feliz coincidência, semelhante à do João Pedro Fonseca pois foi mesmo através deste último que acabei por descobrir RA. Na saga das entrevistas a artistas nacionais, aqui fica mais uma perspectiva interessante de alguém que fez parte de uma banda, tem agora um projecto a solo e tudo isto num registo musical que não faz parte, de todo, de grandes massas, mas que cuja força e projecção não deixa ninguém diferente. Conheçam então o Ricardo Remédio.

Sei que não gostas deste tipo de perguntas/pedidos, mas fala-nos um pouco sobre ti.

Ricardo Remédio. 27 anos. Português. Gosta de fazer barulho nos tempos livres. 

Quando e de que forma é que entraste no mundo da música?

Tinha 13/14 anos? Por volta disso. Lembro-me que pedi uma guitarra pelos anos e comecei por aí, algures numa garagem em Setúbal. A guitarra eventualmente foi deixada esquecida e comecei a brincar com efeitos/samples/sintetizadores, na altura sem perceber nada do assunto (e sem saber tocar). De uma forma ingénua mesmo. Ia mexendo em botões e tocando teclas, alterando sons que sacava da internet. Tive 1 ou 2 bandas que nunca saíram da sala de ensaio durante a adolescência comigo na voz e nos efeitos até que em 2008 surgiu LÖBO.

O teu percurso inicial é curioso. Começaste, aos 14 anos por comprar uma guitarra, depois por constatar que ser vocalista não era para ti, acabando por te renderes à música electrónica. O que é que a música electrónica te dá que as outras tentativas não te deram?

Uma maior amplitude de sons possíveis de fazer. Ou pelo menos sempre senti que mais facilmente conseguia transmitir os sons ou as imagens que tinha dentro da minha cabeça através de instrumentos electrónicos e efeitos do que através de um baixo, guitarra ou bateria. A ironia é que se calhar bem mais de metade das minhas influências/referências têm pouco ou nada a ver com música electrónica. Pelo menos dos géneros que estão associados normalmente a esse “chavão”. Mas acaba por ser um desafio, usar ferramentas e instrumentos electrónicos para tentar criar paisagens e sons se calhar não tão comuns nesse mundo. Todas aquelas máquinas à minha volta acabam por ser uma espécie de protecção que é diferente da exposição enquanto homem a liderar numa guitarra ou mesmo num microfone. Há um maior grau de controlo, uma maior segurança na exposição da música electrónica.

Começaste cedo, mas a primeira banda que te é conhecida é Lobo. Neste momento tens o teu projecto a solo RA. Quais as maiores diferenças entre fazer parte de uma banda e seres o único homem a bordo?

Liberdade nas decisões principalmente. Por poucas vezes senti-me completamente satisfeito com o processo criativo feito de maneira 100% democrática. Sempre senti que se tentamos agradar toda a gente e comprometer nunca chegamos a ter uma visão mesmo nossa. O próprio verbo comprometer em algo como a arte adquire sempre uma carga um pouco negativa para mim. É claro que deixa de haver aquela camaradagem que existe numa banda e se um concerto falha não tens ninguém para meter as culpas. És tu e só tu.

O projecto acabou em 2012, coincidindo com o ano em que RA surge com o seu primeiro EP. Alguma relação entre o fim de Lobo e o início de RA?

Os LÖBO acabam oficialmente em 2013, sendo que o EP de RA saiu em 2012. Mas não, acho que haja uma relação directa entre uma coisa e outra. Ainda há pouco tempo coloquei uns vídeos antigos no facebook de LÖBO e tiveram logo dezenas de likes e comentários. A solo ainda não consegui nada disso. Talvez RA a certa altura tenha parecido um projecto com mais futuro pois era novo e havia certas frustrações e dificuldades que estava a impedir que LÖBO estivesse a ser ou a satisfazer-me como que queria. A certa altura era só eu e mais um e às tantas estava a levar com o lado negativo da banda e o lado positivo de estar a solo. Fazer a gestão do esforço de conciliar os dois projectos, depender de outros para continuar com a banda e ao mesmo tempo manter RA estava a ser muito complicado. Apesar de tudo, sinto falta de tocar música mais extrema/pesada como a de LÖBO era.

Quem te descobre agora provavelmente não consegue imaginar o que significam as siglas RA. Lendo entrevistas anteriores tuas, descobri que significava Rei Abutre. Porquê esse nome e porquê a desassociação actual do mesmo?

Sempre preferi, para os meus projectos pelo menos, que a música fizessem o nome e não o nome fizesse a música, ou seja usar nomes ambíguos e que por si só não trouxessem muitas conotações ou imagens mentais e deixar que fosse a música e o imaginário da mesma criar essas imagens mentais. Quando estava a compor o EP “Rei Abutre” foi um nome que surgiu-me no contexto de um conto que estava tentar escrever. O nome ficou, o conto não. Na altura de dar um nome lembrei-me do nome mas cedo percebi que seria um nome que por ja ser forte e quiçá negro, ia condicionar já a maneira que o som seria ouvido. Dai ter escolhido um acrónimo do mesmo.

A desassociação.. bem não estou nem quero fingir a origem do nome mas é algo que é mais uma curiosidade que outra coisa. E estranhei terem pegue tanto nesse pormenor. E a verdade é que se quisesse que o nome do projecto fosse esse, não tinha mudado.

O primeiro EP chama-se Rancor e foi classificado como o 3º melhor de 2012 pelo site BandCom. Qual foi a receita do sucesso? Em que é que te inspiraste enquanto produzias as músicas?

Falar em receita de sucesso acaba por pressupor que houve um plano por detrás da construção tanto do projecto como das músicas. E a verdade é que não houve. Claro que a partir de certa altura comecei a perceber que talvez estivesse a compor algo interessante – senão não tinha lançado o EP – mas nunca pensei que tivesse a fazer algo mesmo de outro mundo. Acho que a atenção que possa ter tido é mais uma consequência de haver uma “cena” tão pequena em Portugal que facilmente reparam em ti – “Em terra de cegos que tem um olho é rei”. Em termos musicais tentei-me abstrair um pouco de influencias directas – elas por certo que encontraram o seu caminho inconscientemente – e foquei-me mais no que queria em termos sónicos. Sabia que queria que fosse agressivo, electrónico, algo que fosse duro.

Sei que andava a ouvir constantemente Fever Ray e Ben Frost. Também tive por pouco tempo interessado no género/subcultura do Witch House. Mas acho que o resultado final, para bem ou para mal, está bem longe dessas referencias.

Porquê o nome Rancor e os respectivos nomes tão próprios de cada faixa?

Primeiro que tudo é uma palavra forte não? Sendo a música instrumental sempre tive particular cuidado com o nome das faixas, evitando clichés e títulos aleatórios. Haverá obviamente parte de mim nesses títulos, estaria a mentir se dissesse que não. E acabou por ser um EP bastante pessoal nesse sentido mas a verdade é que a verdadeira inspiração foi a peça “Huis Clos” do Sartre. Um facto é que somos tão bombardeados sempre por temas em inglês, nomes em inglês, letras em inglês, que acho que fez todo o sentido atribuir os nomes em português. Não que seja nacionalista, mas se tenho essa oportunidade, ainda por cima de transmitir emoções e pensamentos fortes que raramente são exprimidos, porque não? 

Consideras-te um perfeccionista obsessivo?

Bem, perfeccionista… Para o ser tinha que trabalhar muito mais do que trabalho, por isso não posso dizer que o sou. Sou um pouco obsessivo sim e só estou bem quando sinto que estou a trabalhar e a fazer esta música. É claro que quero que tudo corra da forma que penso e que seja algo que esteja o mais orgulhoso possível. Se não sentir isso, nem vale a pena lançar nada.

A nível de público e de actuações ao público, como é que tem sido a recepção/interacção?

Os concertos têm servido para tentar evoluir e tentar perceber a melhor maneira de passar o som e o ambiente que tenho passado. Já tive experiências incríveis e… umas bastante más. Faz parte. Mas no geral tem sido tudo positivo! 

Créditos Pedro Roque

Tens actuado em vários locais já tidos como referências, como o Milhões de Festa, por exemplo, e foi no Zigurfest que te estreaste com um parceiro para a projecção visual, o artista João Pedro Fonseca. Como surgiu essa parceria e de que forma é que achas que a projecção visual pode complementar ou completar o que transmites sonoramente?

A parceria, vim mais tarde descobrir, surgiu da parte dele. Pelo que sei ouviu o meu EP e gostou e quis fazer algo. E concretizou-se no ZigurFest. E gostei tanto da experiência que se repetiu, noutro formato, mais recentemente no Musicbox. Sobre a questão do complemento confesso que tendo um background musical não ligado necessariamente à música electrónica, a ideia de um concerto a olhar apenas para um músico só, muitas vezes acompanhado com um portátil, não é a mais atractiva. E claro, contra mim falo. Daí achar que uma actuação, principalmente no live act com as minhas características, facilmente ganha com uma componente diferente, seja simples projecções seja algo mais vivo e mais real como foi a vez que o João Pedro simplesmente pintou um quadro ao vivo. E correu bem, tanto que tivémos vários convites para repetir a experiência. Alguns acabaram por não se concretizar, mas é algo que quero voltar a explorar no futuro, decididamente. 

Ainda em 2012 fizeste outra parceria para uma colectânea com Jibóia. Dado preferires trabalhar sozinho por te dar total liberdade e independência, como é que foi voltar a trabalhar com outro músico para um mesmo fim?

Foi um convite que surgiu através do site Bodyspace.net para comemorar os 10 anos de existência do mesmo. E foi uma óptima experiência. No inicio tinha um pouco esse receio mas foi dos músicos com que trabalhei em que a química/dinâmica melhor funcionou. Juntámo-nos numa tarde, correu bem e gravámos. Normalmente demoro semanas a gravar uma música, com ele foi numa tarde! Achei isso tão fantástico que cheguei a falar com o Jibóia em fazer mais meia dúzia de músicas, coisa que infelizmente depois não foi possível acontecer.

Numa outra entrevista tua, li que gostavas de fazer outro tipo de música fora a música electrónica. O que é que gostavas de experimentar produzir?

Acho que quem fica preso num ou nuns determinados géneros de música, como músico ou simplesmente ouvinte, vai aborrecer-se e vai estagnar. Penso que é sempre bom desafiarmo-nos a novos sons e tentar fazer coisas diferentes. Tendo isto dito há géneros de música que gostava um dia de um dia, mais a sério ou mais como experiência, experimentar a ver o que sai. Gostava de lançar algo apenas com um piano por exemplo. E por mais que se olhe para mim e não se imagine, há um baixista de puro rock aqui dentro a querer sair um dia destes.

Fazer/produzir música em Portugal pode ser uma actividade bastante ingrata. São poucos os músicos que podem fazer da música a sua única profissão. Que apoios é que achas que faltam, sejam governamentais ou não, para que essa situação possa mudar?

Na minha lista de coisas a mudar, acho que Portugal tem que mudar bastante e corrigir tanta coisa antes de chegarmos ao assunto “apoios para música”. Falar em apoios para música quando temos uma taxa de desemprego como temos e vivemos um dos momentos mais precários na história recente do pais é não ter noção do que se passa à nossa volta. Se é difícil viver da música no dias de hoje em Portugal? Claro, quase impossível diria. Mas hoje é difícil viver em Portugal, ponto final.

Achas que existe algum tipo de preconceito em relação a ser-se artista em Portugal?

Apesar do respondi acima, a verdade é que há coisas que podem e deveriam mudar e pouco ou nada tem a ver com questões governamentais mas mais da cultura (ou falta dela) de um povo. Digo muito que vivemos infelizmente num pais (e será porventura o ultimo) em que o termo artista e/ou intelectual é visto como um termo pejorativo. A arte é vista como um hobby excêntrico e quem o faz a tempo inteiro ou é maluco ou “deve andar a viver do estado”. Somos um povo muito pequenino nesse aspecto.

Sei que és um defensor da partilha digital grátis da música. Porquê essa postura?

Faço parte da geração que começou a “sacar” música com o napster por isso pirataria tem sido uma constante na minha vida.

Um músico, em 2014, tem que pensar que é algo inevitável (já o é à pelo menos 10 anos!) e deve preocupar-se mais em como usar a pirataria em seu proveito em vez de de manifestar-se contra a mesma. Hostilizar quem o faz ou fazer o discurso do coitadinho também não me parece muito sensato. E a pirataria tem feito um papel enorme na divulgação de novos artistas, acho que é um facto incontornável. E no que toca a prejudicar vendas.. bem talvez as bandas grandes tenham sido afectadas. Mas não me lembro de um “tempo áureo” em que pequenos músicos recebem fortunas por vendas de álbuns. Outro argumento que se diz é que a pirataria esta a matar o negocio da música. E nunca vi tanta gente, tantos géneros e tantos novos sons a aparecerem. Bem, talvez seja a matar o “Negócio” da música, mas a música de certeza que não.

Projectos para um futuro próximo?

Compor. Gostava de acabar o ano com um EP e um Álbum pelo menos compostos (de preferência gravados) mas o tempo o dirá. Mais vale um passo lento e seguro de cada vez do que correr e cair. Mas gostava sem dúvida de acabar o ano pensando que estou num ponto, como RA e pessoalmente, melhor do que comecei.

Perguntas Rápidas:

Artista favorito: Nine Inch Nails

Músico favorito: Trent Reznor

Pessoa que mais admiras: Essa pessoa sabe e é o que interessa.

Cidade que mais gostas: Coimbra

Combinação Prato + Bebida Ideal: Pizza fria às 3 da manha + resto de vinho

Local em que mais gostaste de actuar: Demasiados para especificar.

Pergunta da praxe: Já conhecias o blog Morrighan? Que mensagem podes deixar para os seus leitores?

Não conhecia confesso mas já tentei compensar o tempo perdido e dei por mim a ler alguns artigos. Gostei bastante.


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Bandcamp RAramusicdoom.bandcamp.com

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Obrigada, Ricardo, pela extrema simpatia e disponibilidade. 

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