Riding Pânico – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:44:21 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Riding Pânico – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Diário de Bordo] Riding Pânico apresentaram “Rabo de Cavalo” no Musicbox Lisboa https://branmorrighan.com/2017/03/diario-de-bordo-riding-panico.html https://branmorrighan.com/2017/03/diario-de-bordo-riding-panico.html#respond Sat, 18 Mar 2017 21:37:00 +0000

Fotografias por Nuno Capela

Não me consigo recordar bem quando é que descobri os Riding Pânico. No entanto, recordo-me bem da sensação que tive ao vê-los pela primeira vez. Não é novidade para ninguém neste blogue que sou uma pessoa que sente muito a música ao vivo. Mais do que em casa, ou no carro, ou em qualquer outro lugar “ambulante”. Trata-se de algo puramente energético. Às vezes há discos que ouvimos e parecemos delirar com eles, mas que ao vivo parecem até ficar estranhos, parecem não ser a mesma coisa. Depois temos o outro lado. Discos que ouvimos em casa e gostamos imenso, mas que ao vivo fazem corar o que ficou gravado. E com isto não quero diminuir, de forma alguma, o trabalho de produção e execução do disco, quero antes enaltecer a capacidade que os músicos têm de dar uma forma ainda mais física e  dimensional à música. Os Riding Pânico, mesmo com todas as mudanças de formação ao longo dos anos, têm sido uma destas bandas.

Rabo de Cavalo é, a meu ver, um disco que ao início se estranha, mas que depois se entranha. Penso que poderão concordar que está bastante diferente dos registos anteriores, daí o estranhar. No meu caso o entranhar chegou depois de os ver ao vivo. Normalmente quando um disco estreia, com concerto de apresentação em data próxima e comigo a ter planos de ir, poucas vezes o ouço. Sim, é verdade. Poucas vezes o ouço porque se vou ter a oportunidade de o ver ao vivo, quero depois transportar essa vivência para futuras audições. E os seis músicos em palco fizeram bem o seu trabalho. Sendo uma banda que não tem tocado com muita frequência, e ainda para mais sendo um concerto de apresentação, foi natural assistir a um crescendo de familiaridade e conforto em palco. Confesso, acho que tem o seu quê de fascinante seis músicos que me parecem tão diferentes uns dos outros, conseguirem partilhar e transmitir tanta harmonia, mesmo entre todas as dissonâncias. O comprometimento com cada instrumento é visceral, mas a forma como também se procuram uns aos outros para distribuírem a sua força, entusiasmo, calma ou euforia, é o que faz dos Riding Pânico uma banda de referência.

O alinhamento foi o que seria de esperar, músicas novas, intervaladas de outras mais familiares. Testemunhámos que há espaço para tudo. Para sons muito perto do pós-rock, para outros mais crus, diria que alguns até são mais “tropicais”. Existe ali uma linha irreverente, serpenteante, que marca o compasso em vários temas. A verdade é que os Riding Pânico se tornaram neste “monstro” – no bom sentido – mutável que se tem metamorfoseado não só com as vivências de quem se vai mantendo ao longo dos anos, mas também com os novos contributos de novos elementos que se têm juntado. Neste momento os Riding Pânico são: Fábio Jevelim, Makoto Yagyu, Miguel Abelaira, João Nogueira, João Pereira e José Penacho. Facilmente reconhecerão estes nomes de outros projectos. Foi uma noite muito bonita, direita ao que interessa, sem encores, mas com muita gratidão de ambas as partes – banda e fãs, que agora só querem saber de novas datas. Foi uma bela forma de me despedir de Portugal por uns tempos. Obrigada, Riding Pânico! 

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Novo disco dos Riding Pânico – “Rabo de Cavalo” – Já Disponível Online https://branmorrighan.com/2017/03/novo-disco-dos-riding-panico-rabo-de.html https://branmorrighan.com/2017/03/novo-disco-dos-riding-panico-rabo-de.html#respond Wed, 08 Mar 2017 14:22:00 +0000

“Rabo de Cavalo” está disponível, a partir de hoje, no bandcamp da banda. O terceiro disco do colectivo é lançado a 16 de Março no Musicbox em Lisboa e estará, em tour nacional, até ao Verão. Gravado, misturado e masterizado no HAUS estúdio, “Rabo de Cavalo” constrói-se em torno de oito temas que reafirmam o espaço de culto que os Riding Pânico assumiram no rock instrumental nacional. Os Riding Pânico são Fabio Jevelim (PAUS), João Nogueira (Cruzes Credo), Makoto Yagyu (PAUS), Miguel Abelaira (Quelle Dead Gazelle), Shela (LAmA) e Zé Penacho (Marvel Lima).

O single, “Rosa Mota” já pode ser ouvido e visto no vídeo com realizaçao de Frederico Miranda e produção TODOS.

Pensar que tudo começou numa incendiária tarde de 2004 é um exercício que tanto tem de nostálgico como de fútil. Se, por um lado, dá um certo gozo notar que foi daqui que brotaram dezenas de experiências no underground português, quer pela sua influência, quer pela sua própria mão, por outro os Riding Pânico não se detiveram nunca naquilo que já foi, e sim naquilo que pode ser no presente. Daí a distância que vai entre um disco e o outro, sendo Rabo de Cavalo “apenas” o terceiro da sua carreira. A música dos Riding Pânico, supergrupo no inverso (já que os seus membros se tornaram, grosso modo, “super” a partir de projectos posteriores) não se delimita pelo tempo, e sim pela ideia; não é arbitrária, volátil, e sim fusão da velocidade de uma faísca com a vontade eléctrica de se ser, para sempre, como naquela tarde em que um grupo de amigos procurou o que não encontrava em mais lado algum. Res ipsa loquitur: o grupo de amigos foi-se alterando ao longo do tempo, mas não a sua ideia. Em Rabo de Cavalo, os riffs correm como uma água-viva, a bateria perde-se e parte-se, o groove ainda pulsa, qual coração de criança, sob um caos improvisado. Tudo em nome de um espírito indecifrável, de um rock que, mais que ser pós- qualquer coisa, é única e exclusivamente Portugal, sobretudo da sua sombra, do que não está imediatamente ao alcance. Tudo porque o pânico não é controlável: cavalga-se.

Paulo Cecílio

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Antecipando o Bons Sons – O que os artistas esperam do festival e o que podemos esperar deles! – PARTE I https://branmorrighan.com/2015/08/antecipando-o-bons-sons-o-que-os.html https://branmorrighan.com/2015/08/antecipando-o-bons-sons-o-que-os.html#respond Mon, 10 Aug 2015 13:09:00 +0000

O Festival Bons Sons está mesmo aí a chegar, já com a recepção ao campista na Quarta-feira à noite, mas é na Quinta-feira que os concertos realmente começam e em tom de antecipação desafiei algumas bandas a dizerem o que é que esperavam viver no festival e o que é que podíamos esperar deles! Aqui ficam os pares de respostas de alguns dos artistas! Em breve teremos mais, tal como uma espécie de Guia de Bons Sons para principiantes, após conversa com o seu organizador – Luís Ferreira. Se também vão andar pelo festival, deixem na caixa de comentários quais os concertos que não querem perder nem por nada! Até já.

Tio Rex

1 – Sendo o primeiro festival com esta dimensão em que teremos o prazer de tocar,e tendo em conta o conceito do mesmo e que vamos tocar numa igreja, conto ser uma experiência inigualável que marque quem nos vier ver, e que certamente nos marcará a nós.

2 – Intimismo, momentos de introspecção, amor e verdade.

D’Alva

1- Não vamos ter tempo para ver muita coisa, mas há nomes que gostamos imenso, só no nosso dia há Duquesa, Bruno Pernadas e DJs da príncipe discos.

2 – Nós vamos dar tudo, num formato diferente que gostamos de chamar “D’Alva Redux” onde iremos tocar versões mais electrónicas e dançáveis das nossas canções, mas não é por ser diferente que se pode esperar menos diversão, pelo contrário, pois acreditamos que este formato nos permite criar uma ligação de maior proximidade com o público.

Peixe:Avião

1 – Contamos experienciar um bom ambiente, rural, amistoso e abraçado que é o da aldeia de cem soldos, junto das suas gentes e costumes, e de quem por lá visita seja para tocar ou ver e ouvir música.

2 – O festival pode esperar dos peixe avião um concerto enérgico, de punho cerrado e alma aberta, convidando os pés e cabeças a abanar , e a mente a expandir e sorrir.

Riding Pânico

1 – O vosso amor misturado com alguma novidade.

2 – O nosso amor misturado com alguma novidade.

Retimbrar

1 – Em Cem Soldos esperamos viver belos momentos de partilha da música e da alegria.

2 – Cem Soldos pode contar que, de nossa parte, vamos fazer os possíveis para que essa partilha seja uma constante.

Bruno Pernadas

1 – O bom ambiente que caracteriza o festival e ver os concertos que conseguir.

2 – Um concerto longo com imensa intensidade e dedicação. 

Benjamim

1 – Esperamos viver um festival com boa música e bom ambiente. Um local onde se respira música e boa disposição.

2 – Podem esperar o concerto número 31 da nossa Volta a Portugal em Auto Rádio, nós queremos que seja especial e vamos dar tudo o que temos.

Podem ouvir estes e outros artistas na playlist do mês: http://www.branmorrighan.com/2015/08/playlist-especial-verao-musica.html

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Entrevista aos Riding Pânico, Banda Portuguesa https://branmorrighan.com/2013/11/entrevista-aos-riding-panico-banda.html https://branmorrighan.com/2013/11/entrevista-aos-riding-panico-banda.html#respond Fri, 22 Nov 2013 15:54:00 +0000 Recentemente lançaram mais um novo vídeo e já vão no seu segundo álbum. São eles os Riding Pânico constituídos pelos Carlos BB, Makoto Yagyu, Jorge Manso, Joao Nogueira, Shela e Fabio Jevelim. Surgiu a oportunidade de os entrevistar e o simpático Shela aceitou responder a umas quantas perguntas. Sendo um estilo de música que aprecio e ainda por cima portugueses, foi com muito gosto que elaborei esta entrevista e só posso esperar que vocês tenham curiosidade em ouvi-los. 

Olá Riding Pânico! Em primeiro lugar, obrigada pela vossa disponibilidade em responderem a algumas questões. A primeira que tenho para vós, e porque sou muito curiosa, está relacionada com o nome da banda! Porquê o nome Riding Pânico?

Por causa de uma foto que o Jorge tirou na carrinha do BB, quando vinham dum ensaio.

Como é que caracterizam a vossa música? O que é que pretendem transmitir ou expressar com ela?

Musica instrumental. Pretendemos transmitir sensações e/ou experiências, que poderão ser tão mais intensas quão mais imaginativos forem os ouvintes.

Faz cinco anos que lançaram o primeiro álbum de longa-duração “Lady Cobra”. Que balanço fazem destes últimos cinco anos?

Foram agradáveis, entre outros projectos e entre amigos, a culminar com mais um disco: Homem Elefante.

Este ano o vosso público teve direito a mais um álbum de longa-duração “Homam Elefante”. O que é que este álbum traz de novo? Sentem alguma evolução na vossa música ou até mesmo em vós próprios?

Sim, exactamente isso, mas pela ordem inversa: evolução em nós próprios e evolução na nossa  música. Temos um amigo novo que não entrava no outro disco, o Fábio Jevelim, que apesar do som de guitarra aparenta ser uma pessoa normal.

Que bandas/músicos é que sentem que influenciam a vossa música? Sei que alguns membros têm outros projectos musicais paralelos… Esses mesmos projectos influenciam-vos? Foi fácil criar uma identididade própria e independente?

Este projecto aparece antes dos outros todos, por isso se calhar é ao contrário, a identidade Rp já existia. Ter outros projectos paralelos só traz boas coisas ou influências à música de Rp, isso é mesmo encorajado no seio da banda, muitas vezes sem resultados práticos em alguns dos elementos, outras vezes com sucesso, como é o caso de PAUS ou Pernas de Alicate.

O facto na vossa banda não haver parte vocal tem algum impacto na receptividade da vossa música ou, pelo contrário, ninguém dá por falta dela? Pretendem eventualmente vir a adicionar essa componente?

Não ter voz acontece por ninguém ter sentido essa necessidade, a de cantar ou se expressar através da voz. Poderá acontecer no futuro ou não, depende da mesma razão.

Conseguem imaginar o que é que os vossos fãs sentem ao ouvir-vos? Já vos aconteceu dizerem que a vossa música os ajudou ou que os mudou de alguma maneira?

Não consigo imaginar isso, estou no mesmo processo enquanto toco, só consigo embarcar numa viagem de cada vez, mas a tua ideia é interessante. A mim nunca aconteceu dizerem-me nada do género sobre a nossa música.

Em que locais gostaram mais de actuar? Há algum em específico que vos faça sentir como se estivessem a voltar a casa?

Barcelos, no Milhões de Festa.

Enquanto leitora não consigo desassociar a música da literatura. Quase todos os livros têm algum tipo de banda sonora e, inclusive, existem autores que só conseguem escrever a ouvir música. Que tipo de livro é que acham que a vossa música poderia inspirar?

Não faço a mínima ideia, essa pergunta deveria ser feita a um escritor, posso sugerir é alguns a quem poderias perguntar: Almada Negreiros, Boris Vian, qualquer um dos Profetas.

E vocês, costumam ler ou escrever? Algum livro preferido que queiram mencionar e que até vos possa ter influenciado de alguma maneira? 

Nenhum em particular.

Têm algum sonho, algum objectivo, que ainda não tenham concretizado, mas que anseiem? 

Voar.

Que projectos têm em mente para o futuro?

Fazer mais um disco já no início do ano que vem, ou um ep.

Agora uma pequena pergunta da praxe que faço a todos os entrevistados: já conheciam o blog BranMorrighan? O que acham do espaço? Que mensagem podem deixar aos seus leitores?

Não conheço, vou ver agora o espaço. 

Mensagem: ouçam música, mas sejam críticos e exigentes no que ouvem!

Mais sobre os Riding Pânico no blog: http://www.branmorrighan.com/search/label/Riding%20P%C3%A2nico

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[Música] Novo Video de Riding Pânico – Banda Portuguesa https://branmorrighan.com/2013/11/musica-novo-video-de-riding-panico.html https://branmorrighan.com/2013/11/musica-novo-video-de-riding-panico.html#respond Thu, 21 Nov 2013 11:11:00 +0000

O primeiro videoclip que realizou na vida foi para Riding Pânico, ainda estudava cinema em NY, como tal cheio de inocência e timidez. Agora, alguns (bastantes) anos mais tarde, Bruno Ferreira e Riding Pânico voltam-se a encontrar.

A ideia foi ir buscar material antigo filmado pelo pai do realizador que sempre filmou casamentos e baptizados, mas também integrar a banda nesse conceito. Como? Não há maneira de explicar sem ver, e seria uma desfeita dizer.

É caso para dizer que esta foi uma relação que amadureceu ou não. 

Monge Mau é o segundo single Retirado do segundo disco dos Riding Pânico, Homem Elefante. Trata se de uma música intensa e Frenética, parecendo um comboio a alta velocidade prestes a descarrilar onde quase não há tempo para respirar.

Encham o peito de ar que a viagem está prestes a começar e tão cedo não vai parar. 

Mais sobre os Riding Pânico no blog: http://www.branmorrighan.com/search/label/Riding%20P%C3%A2nico

Para quem gosta de bom rock, ficará mais do que satisfeito com esta música. Brevemente entrevista e review ao novo disco desta banda portuguesa!

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[Música] Riding Pânico no Cellos Rock e Musicbox https://branmorrighan.com/2013/10/musica-riding-panico-no-cellos-rock-e.html https://branmorrighan.com/2013/10/musica-riding-panico-no-cellos-rock-e.html#respond Thu, 10 Oct 2013 10:16:00 +0000

Os Riding Pânico, com dois EPs e dois álbuns já editados, o último intitulado “Homem Elefante” editado este verão pela Raging Planet, continuam a sua tour de apresentação deste disco pelo país!

Esta banda lisboeta, criada em 2004 e formada por elementos dos Paus, If Lucy Fell e Men Eater, estiveram afastados do estúdio por alguns anos após a edição de “Lady Cobra” em 2008, e voltam em grande com este novo registo tão aguardado pelo público. Criam ambientes eléctricos mergulhados em tragédia e riso. O seu universo é rico em densidade musical onde texturas melancólicas, gestos dissonantes e loops de guitarras trabalham em conjunto para dissimular as próprias identidades.

As próximas apresentações de “Homem Elefante” são:

– 11 de Outubro/ Festival Cellos Rock, Barcelos

– 25 de Outubro/ Musicbox (com No Age e If Lucy Fell)

BIO – Riding Pânico 2013

E há-de chegar o dia em que se vai ter de sair de casa e deixar-se lá dentro… Tal como acontece a muitos dos que também venceram. E se vai ver o futuro com os pés bem assentes no presente.

E todos os dias se vai voltar a casa e fazer uma pirâmide com todas as boas coisas, bem no meio da sala, e olhar para elas com o orgulho de quem já as olhou 1000 vezes. E é o instante em que, gentilmente, se lhes pega fogo de boa vontade…para se fazerem outra vez.

E na noite que corre bem, volta-se sempre a acordar por ser o dia em que se vai sair de casa para se ficar lá dentro….porque sabes que, bem aí, podes sempre ser o que quiseres.

Estes são todos os amigos, porque por algum modo do acaso tiveram a sorte de ser quando mostram aquilo que são, apenas pelo que fazem. Assim, têm todos os nomes escritos no canto de todas as páginas, para se poderem ler sem ter que as constantemente virar.

Se todos soubessem, descobriam-se outra e outra vez, para escusar estar sempre a sair de casa.

Assim Riding Pânico vive um Homem Elefante…

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