Rita Braga – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:51:14 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Rita Braga – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 E agora, o que se segue? [Diário de Bordo XLVII] I Broke Google! Uma Semana de Loucos, Episódio Infinito https://branmorrighan.com/2015/03/e-agora-o-que-se-segue-diario-de-bordo_13.html https://branmorrighan.com/2015/03/e-agora-o-que-se-segue-diario-de-bordo_13.html#respond Fri, 13 Mar 2015 20:00:00 +0000

Isto de fazer um doutoramento tem tanto de desafiante como de frustrante. Pelo menos ao início, digo eu, que estou inscrita desde Setembro e há muito tempo que não me sentia tão sem rumo no que à investigação científica diz respeito. Enquanto fiz parte de projectos concretos, o objectivo estava definido, a forma como lá chegávamos é que podia ser mais ou menos linear. Com o doutoramento, até esse chão desaparece e vamos deambulando por ideias e especulações que boa parte das vezes não dão em nada. 

Mas há que não desmotivar! Há que pensar que havemos de encontrar um significado na vida e que tudo vai correr bem! Ahahah, pois, bem sei, devo estar a soar um pouco lunática, mas estão a ver aquela primeira imagem inicial? É o resumo da minha semana de trabalho. Há uns meses sugeriram-me que trabalhasse com uma plataforma nova, de uma área da informática que andei a evitar estes anos todos, mas como o desafio até me poderia vir a ser útil no futuro lá comecei a trabalhar nisso. Resultado? Devia ter entregue um trabalho em Janeiro e, depois das idas aos hospitais e de todos os azares, quando lá consegui avançar como deve ser, eis que quando passo de pequenos casos de teste para testes em larga escala tudo deixa de funcionar. Erros que não aparecem quando pesquisamos no google, coisas que não fazem sentido nenhum, e como não conheço nem mais uma pessoa que trabalhe nisto… Bem vinda ao mundo encantado da descoberta frustrada, do cai-levanta-volta-a-cair-volta-a-levantar… 

Existe o reverso da medalha que é, nestas alturas dou graças aos deuses de ter o basquetebol e aqui o BranMorrighan porque entre comer toneladas de chocolate (o que acontece com muita frequência) e bater com a cabeça nas paredes (este já no sentido figurado), de vez em quando posso dar uma escapadela aqui perto e ir conversar sobre coisas mesmo fixes com pessoal interessante e que de alguma maneira acaba por ter um papel no meu dia-a-dia. 

Com Linda Martini – Fotografia Nuno Capela

Para vocês terem noção, por exemplo, à Segunda-feira dou duas aulas, tenho uma reunião do corpo docente, tenho de viajar até Oeiras, ter uma aula no Taguspark pelas 18h e com isto tudo só termino o meu dia pelas 22h na Póvoa de Santa Iria, se tiver sorte. Poderia descrever o resto da semana, mas não vale a pena, é sempre tudo assim na correria. Entre estas correrias, e porque andei a recusar entrevistas durante muito tempo – julguei mesmo que Março ia ser mais calmo e que poderia retomar todas as outras actividades descontraidamente -, esta semana estive à conversa com três projectos musicais e ainda dei uma escapadela para ir à apresentação da Manuela Gonzaga. Tudo a uma distância pedonal, ou quase, que começou com a Rita Braga na Segunda-feira, Linda Martini e We Trust na Quarta. Claro que Quinta-feira mal me mexia e o raio do trabalho continuava a aumentar a minha frustração, mas com estes pequenos escapes a coisa fica mais suportável.

As entrevistas correram todas muito bem, a Rita é um amor de pessoa, os Linda Martini são uma banda icónica para mim, que tanto tenho acompanhado e que, por fim, tive a oportunidade de falar cara a cara com eles, o André (We Trust) tem uma boa disposição contagiante, um optimismo admirável e um sotaque que me faz sentir saudades de casa (Porto)! A apresentação do Xerazade da querida Manuela Gonzaga foi muito bonita, momentos muito emotivos e a energia foi muito positiva, muito carinhosa em torno de uma autora que já me é muito querida. Foi excelente rever ainda o nosso Samuel Pimenta e a Margarida Ferra. 

Com Manuela Gonzaga e Samuel Pimenta – Fotografia Margarida Ferra

Não querendo cair no erro de me tornar repetitiva, mas porque nunca sei o que passa na cabeça das pessoas quando me contactam, quero apenas reforçar a realidade de que o BranMorrighan não me dá um ordenado ao final do mês, não me pagam para fazer entrevistas, tirar fotografias ou escrever opiniões. Eu adoro a liberdade que o blogue me dá para fazer o que bem entender, mas é necessário que também exista compreensão do lado de quem pede e espera intervenção. Um exemplo prático é que só ontem consegui transcrever uma entrevista que foi feita há quase cinco meses. Cinco meses! Só que a vida é feita de momentos imprevisíveis e nem sempre reunimos as condições que precisamos para avançar com os projectos que desejamos. Pedirem-me prazos é, neste momento, algo irreal. Eu sou aluna de doutoramento, professora universitária, tenho o campeonato de basquetebol e o que poderia ser uma questão de “ah, mas tu queres é tudo e depois não consegues é nada!” é antes uma necessidade de “só me sinto completa com cada uma destas coisas, mas vão haver alturas em que vou ter de sacrificar umas mais que outras”. Só com este balanço é possível manter tudo e, portanto, é normal que as ondas oscilem. Uma coisa é certa, só uma delas me dá dinheiro e essa será sempre prioridade. 

Por fim, e porque tenho de ir treinar daqui a nada, deixo-vos o lembrete deste magnífico projecto que tive a honra de organizar. A colectânea “Desassossego da Liberdade” já está em crowdfunding e à vossa espera para se tornar uma realidade. Podem ler tudo sobre o projecto e apoiar aqui: http://ppl.com.pt/pt/livros-de-ontem/desassossego-da-liberdade

Contos de Carla M. Soares; Manuel Jorge Marmelo; Nuno Nepomuceno; Pedro Medina Ribeiro e Samuel Pimenta.

Autores convidados: David “Noiserv” Santos e Guillermo de Llera Blanes.

Autores vencedores: André Mateus; Cláudia Ferreira; Eduardo Duarte; Márcia Balsas e Márcia Costa.

Capa: João Pedro Fonseca

Organização: Sofia Teixeira

Editora: Livros de Ontem

Uma ajuda a partir de 5€ garante, pelo menos, o nome na página de agradecimentos do livro e vai ser muito bom ver-vos por lá, afinal o livro vai ser mesmo de todos os que apoiarem! 

Grande beijinho a todos e até ao próximo Diário de Bordo! 

PS: Para a semana são as finais universitárias, tudo a torcer pelo I S T ! :)) 

]]>
https://branmorrighan.com/2015/03/e-agora-o-que-se-segue-diario-de-bordo_13.html/feed 0
“Gringo In São Paulo” é o novo disco (EP) de Rita Braga https://branmorrighan.com/2015/03/gringo-in-sao-paulo-e-o-novo-disco-ep.html https://branmorrighan.com/2015/03/gringo-in-sao-paulo-e-o-novo-disco-ep.html#respond Fri, 06 Mar 2015 16:40:00 +0000

RITA BRAGA LANÇA NOVO EP “GRINGO IN SÃO PAULO”

“Gringo in São Paulo” é o novo EP de Rita Braga, sucessor do aclamado álbum de estreia “Cherries That Went To The Police” (2011) e chega às lojas no final de Março.

Enquanto que em “Cherries…” Rita Braga reinterpretou temas oriundos de vários países e em várias línguas, desta vez surgem cinco temas originais e inéditos que compôs no período em que morou no Brasil em 2013, gravados na Casa do Mancha, um estúdio de gravação e local de concertos conhecido na cena musical independente paulistana.

Para além da voz, ukulele e teclados de Rita Braga, o disco conta com a participação de vários músicos de São Paulo: Mancha Leonel (bateria), Bernard Simon Barbosa (guitarra eléctrica e baixo), Pedro Falcão (cuíca e pandeiro), José Vieira (piano), Peri Pane (violoncelo), Matheus Zingano (guitarra acústica), e ainda uma participação de Chris Carlone, o músico norte americano com quem tem vindo a colaborar desde 2008. O disco foi recentemente terminado no Porto com Marc Behrens (mistura e masterização), e a capa do vinil foi concebida por Marc Behrens e Rita Braga.

A edição física é um vinil de 7” com os temas “Gringo in São Paulo” e “Erosão”, acompanhado de um download card com os cinco temas que integram o EP.

Cada canção tem uma atmosfera muito singular e as influências passam por Tom Zé, Carmen Miranda, Bob Dylan, Sílvio Caldas ou Black Sabbath. O single que dá o nome ao disco é em “ingrês” (em “gringo”), e terá um vídeo de animação pelo artista sérvio Vuk Palibrk. Os outros temas são cantados em português mas em cada um a voz de Rita Braga ganha um contorno, expressão e sotaque diferente. 

Ao longo dos últimos anos, Rita Braga tem realizado numerosos concertos e digressões pela Europa, Brasil e Estados Unidos, geralmente atuando a solo e ocasionalmente com convidados. Em Portugal foi um dos Novos Talentos Fnac 2007, participou em “Femina” de Legendary Tigerman (fez a primeira parte dos coliseus do músico), apresenta-se ao lado de Presidente Drógado sob o pseudónimo Marciana Verde, gravou piano em “Sic Transit” de Bernardo Devlin e iniciou o projeto “R.I.T.A” com Vítor Rua, entre outras colaborações. Em 2014 fez duas digressões extensas nos Balcãs e atuou também em palcos na Itália, Polónia, Bélgica, Suécia e gravou com o músico espanhol Victor Coyote no seu último disco “De Pueblo y de Río”.

LINKS:

http://www.superbraguita.com/

www.ritabraga.bandcamp.com

https://www.facebook.com/pages/Rita-Braga/153280228026678

BIOGRAFIA OFICIAL

“All way from Lisbon, Portugal comes Rita Braga. This charming and beautiful Ukulele queen with a voice of velvet plays a brilliant mishmash of sound. Combining Julee Cruise esque Lounge with a strange mix of folk ranging from Serbian, Hawaiian, and Appalachian Mountain music, Rita Braga’s sound is truly unique and refreshing.” (Chris Carlone)

Rita Braga (Lisboa, 1985) é cantora, autora e intérprete de canções, com um repertório eclético de versões que vão desde o folk sérvio, português, sueco ou russo, canções de cowboys, jazz dos anos 20 e 30 ou clássicos de bollywood. Também é autora de bandas sonoras, deu voz a personagens de filmes de animação, música para publicidade e produziu cabarés imprevisíveis na cidade do Porto, onde reside atualmente.

Um percurso nas artes visuais influenciou a sua música e performances ao vivo. Frequentou cursos de ilustração, banda desenhada e animação, tendo trabalhado nestas áreas e participado em exposições coletivas. Licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa.

Desde 2004 tem-se apresentado ao vivo um pouco por toda a Europa, Estados Unidos e Brasil, em contextos diferentes que vão desde bares, auditórios, galerias de arte, festivais. Mais frequentemente atuando a solo na voz e ukulele, por vezes junta teclados, guitarra e faixas pré gravadas ao set e conta pontualmente com colaborações ao vivo.

Em 2007 integrou a coletânea “Novos Talentos Fnac”.

Em 2011, após 3 EP’s com gravações caseiras lançou o album de estreia “Cherries That Went To The Police”, produzido por Bernardo Devlin (http://ritabraga.bandcamp.com/album/cherries-that-went-to-the-police) e que lhe deu maior projeção, aclamado pela crítica e pelo público.

Outras colaborações incluem nomes nacionais e internacionais tão diferentes em estilo como Borts Minorts, Bernardo Devlin, Dorit Chrysler, Felix Kubin, Vítor Rua, Presidente Drógado, Victor Coyote, Uni and Her Ukelele ou The Legendary Tigerman (participou no disco “Femina” e fez a primeira parte dos coliseus do músico). Com Chris Carlone, mantém a dupla “Chips and Salsa” desde que se conheceram no myspace em 2008.

Em 2012, durante a sua primeira tour no Brasil, Rita Braga formou a sua primeira banda de formação “rock” em São Paulo (com guitarra elétrica, bateria e baixo), que batizou de Indiozinhos Psicodélicos (com Mancha Leonel, Gustavo Cabelo e Bernard Simon. A banda seguiu-a em tour nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2013 gravou o EP “Gringo in São Paulo” com cinco temas originais escritos durante a estadia no Brasil com a participação destes e outros músicos de SP (José Vieira, Pedro Falcão, Peri Pane e Matheus Zingano), nos estúdios da Casa do Mancha.

]]>
https://branmorrighan.com/2015/03/gringo-in-sao-paulo-e-o-novo-disco-ep.html/feed 0