Riverside – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 04:59:00 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Riverside – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Reportagem MDX] Riverside no Lisboa ao Vivo, O Renascer em tom de Homenagem https://branmorrighan.com/2018/11/reportagem-mdx-riverside-no-lisboa-ao.html https://branmorrighan.com/2018/11/reportagem-mdx-riverside-no-lisboa-ao.html#respond Tue, 06 Nov 2018 10:00:00 +0000

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Comecei a ouvir Riverside ainda em adolescente. Tinham apenas um disco, Out of Myself, que descobri quase como consequência de outros discos como Damnation, dos Opeth, Train of Thought, dos Dream Theater, ou Natural Disaster, dos Anathema. Digamos que cheguei ao final de 2003 bem armadilhada para os tempos que aí vinham. Destas quatro bandas, apenas ainda tinha visto Dream Theater ao vivo. Sim, é verdade, continuam-me a escapar Opeth e Anathema, mas nunca se sabe o futuro.

Voltando aos Riverside, sempre achei que eram uma banda que passava algo despercebida em Portugal. Porém,  no dia 3 de Novembro, no Lisboa ao Vivo, pude constatar que mesmo que o público não fosse uma multidão (ainda assim a casa estava muito bem composta como se pode ver pelas fotografias), os presentes mostraram uma dedicação e uma paixão dignas de nota. Diria que a grande maioria estava vestida a preceito, com algum tipo de adereço relacionado à banda e, sempre que incentivados, os presentes fizeram-se ouvir mostrando a sua adoração.

O concerto em si mereceu tudo isso e muito mais. Em palco, um quarteto de luxo. Mariusz Duda no centro, liderando com a sua voz, guitarra acústica, e com a sua mestria no baixo, Michał Łapaj nos teclados, sintetizadores e back vocals, qual assombro electrizante, Piotr Kozieradzki na bateria, qual ser vivo galopante e Maciej Meller na guitarra, preenchendo, em tour, um lugar acarinhado, não desiludindo de maneira alguma. Ao longo de todo o concerto estiveram irrepreensíveis e era palpável a energia e cumplicidade partilhada em palco. As composições intricadas de alguns temas fizeram-nos ficar hipnotizados entre os dedos serpenteantes de cada um dos membros da banda, ora no baixo, ora nos teclados, ora na guitarra, ora nos braços imparáveis do baterista.

O reportório foi o sonho de qualquer fã de Riverside, principalmente para os mais nostálgicos, como eu, que gostam de retornar a alguns temas mais antigos. Embora os temas do último disco fossem os mais cantados, a verdade é que sempre que se voltou a Out of Myself, Second Life Syndrome ou até Rapid Eye Movement, havia um grupo mais pequeno que se manifestava veementemente. Foram duas horas intensas, em que tudo esteve no ponto que devia. Do som ao elaborado plano de luzes, não faltaram também projecções evocativas em vídeo. Ao longo dos temas, e dadas algumas letras mais emotivas, foi possível sentir euforia e alegria em palco, mas também desolamento e angústia, qual catarse. Mas não é este um dos maiores poderes da música?

Wasteland, o mote da tour que trouxe os Riverside a Portugal, é um disco que vem no seguimento de um período doloroso, após a partida do antigo guitarrista Piotr Grudziński. Contém temas que expelem desde uma certa agressividade a uma melancolia quase dolorosa, fruto da perda, mas também de quem precisa seguir em frente. Mariusz Duda, mais do que uma vez, reforçou que este disco é uma espécie de recomeço, mas sem nunca esquecer, e em memória, de Piotr. A própria sonoridade de Wasteland acaba por se distinguir dos discos anteriores, sendo que o próprio vocalista admitiu que já não são propriamente a tal banda de metal progressivo, mas o que são é para continuar e partilhar, usando sempre a música como veículo de ligação e de quebra de preconceitos. A noite terminou com uma belíssima homenagem e a promessa de regressarem brevemente. Espero que sim, pois esta foi sem dúvida uma noite memorável.

Alinhamento:

Acid Rain

Vale of Tears

Reality Dream I

Lament

Out of Myself

Second Life Syndrome (first part only)

Left Out

Guardian Angel

Lost (Why Should I Be Frightened By a Hat?)

The Struggle for Survival

Forgotten Land

Loose Heart

Wasteland

Encore:

The Night Before

02 Panic Room

River Down Below

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[DESTAQUE] Riverside no Lisboa ao Vivo, dia 3 de Novembro https://branmorrighan.com/2018/10/destaque-riverside-no-lisboa-ao-vivo.html https://branmorrighan.com/2018/10/destaque-riverside-no-lisboa-ao-vivo.html#respond Sat, 27 Oct 2018 10:08:00 +0000

Os Riverside, gigantes do Rock e Metal progressivo, em actividade desde 2001, vêm a Portugal actuar no LAV – Lisboa ao Vivo no dia 3 Novembro, Sábado, para promover o seu 7º e mais recente trabalho – Wasteland, que será editado em Setembro. 

Depois do inesperado desaparecimento do guitarrista Piotr Grudzinski no início de 2016, a banda reinventou-se, criando o álbum mais maduro e com a maior carga emocional até à data – Wasteland, que vamos ter o prazer de conhecer ao vivo, em conjunto com uma retrospectiva de uma já longa carreira. 

Antes dos Riverside, vão subir ao palco os seus conterrâneos – MECHANISM, banda de Rock / Metal Progressivo, no activo desde 2010, ano em que ganharam o primeiro prémio no festival ProgRock. Encontram-se a promover o seu álbum conceptual “Between the Words”. 

| LaV – Lisboa ao Vivo – Lisboa | Sábado, dia 3 de Novembro de 2018 |

Abertura de portas: 21:00h    Início do espectáculo: 22:00h

Alinhamento: 

1ª parte: Mechanism 

RIVERSIDE

Preço: 

Early bird: 20€ – ESGOTADO 

Preço final: 25€

Venda online na Letsgo.pt!

Venda física na Carbono Amadora e na Glam-O-Rama Rockshop

http://lisboaaovivo.com/

Morada: Av. Infante Dom Henrique, Armazem 3, 1950-406 Lisboa | Telefone: 215 847 000

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