Salto – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:34:01 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Salto – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 O meu Salto ao Passeio das Virtudes https://branmorrighan.com/2016/04/o-meu-salto-ao-passeio-das-virtudes.html https://branmorrighan.com/2016/04/o-meu-salto-ao-passeio-das-virtudes.html#respond Sun, 10 Apr 2016 18:29:00 +0000 https://www.facebook.com/saltopt/

A primeira vez que me cruzei com os Salto foi no ano em que fiz parte da direcção da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico e ajudei a organizar o tão famoso Arraial do Técnico. Ainda não tinha introduzido a música no BranMorrighan, só passado um ano é que isso aconteceria, mas o bichinho já se andava a formar na minha cabeça. As minhas funções na organização deste Arraial não eram extraordinárias, muito mais de logística que outra coisa, e ainda por cima estava com um braço imobilizado. Lembro-me que nem sequer pude curtir muito os concertos e se houve algum a que prestei alguma atenção foi ao dos Salto. Que energia! Lembro-me de ouvir comentários como “estes gajos são do caraças” e quando fui ver estavam como que a tocar o primeiro disco de longa duração. Bom prenúncio, pareceu-me.

Só me voltei a cruzar com os Salto algum tempo mais tarde. A onda POP nas minhas playlists é um pouco sazonal e confesso que na altura, com a tese de mestrado para terminar e tantas outras coisas, voltei às músicas do conforto e só quase um ano mais tarde é que me comecei a dedicar à música portuguesa e aí sim, os Salto voltaram a ficar debaixo de olho. Encontrei o Guilherme e o Luís num evento da Tradiio, onde estavam apenas os dois com o trabalho mais electrónico Beat Oven #1, e depois no Fusing, em 2014. O ano passado estive com eles no Festival Bons Sons e a coisa boa de os ter apanhado a espaços mais ou menos longos é que deu para constatar o quanto têm crescido e o quanto o palco se tornou algo natural para eles.

Penso que o concerto que deram no Festival Bons Sons foi dos melhores que já vi, também gostei muito do do Fusing, mas confesso que o concerto de apresentação do novo disco “Passeio das Virtudes” nos estúdios Time Out me soube a pouco. Talvez por o formato ter sido mais rígido, ou seja, o alinhamento era o do disco, talvez porque o som não me pareceu estar com a qualidade que mereciam, não sei. Para mim, depois de os ver umas quantas vezes em ambientes tão “livres” e algo frenéticos, acho que não me diverti tanto. Mas uma coisa eu vi, vi que a nível instrumental estão cada vez melhores. Que existe uma maior sintonia, que tomam uma maior liberdade de expressão, embora o Tito continue um pouco tímido na bateria, que são muito mais banda. O que acaba por ser normal, depois de andarem na estrada durante tanto tempo e terem passado por palcos como o Super Bock Super Rock, o NOS Alive, etc etc.

Este texto já vai longo, mas onde eu quero chegar é ao último disco, ao Passeio das Virtudes, lançado em Janeiro deste ano (2016). E antes de avançar tenho a dizer que este disco merecia ter palco montado por lá, pelo real Passeio das Virtudes, com vista tão linda o concerto só podia ser bonito! Continuando, este foi um disco que funcionou um pouco ao contrário, em 2015 tivemos uma tour de apresentação em que o disco ainda era um mistério, só quem fosse aos concertos poderia conhecer as músicas novas, e só então em Janeiro é que foi lançado. Um dos grandes pontos positivos desta abordagem, e pelo que pude perceber quando falei com a banda no Verão, é que ao menos vão percebendo de que forma podem tocar mais e melhor cada uma das músicas. E se se cansarem, podem sempre mudar alguma coisa. Houve mudança no estilo, a meu ver. Continua pop, sim, mas a riqueza sonora aumentou. Existe uma maior diversidade de sons explorados e o espectro de estilos que percorrem também é maior. As guitarras são mais ousadas, o baixo mais atrevido e a componente mais electrónica encaixa que nem uma luva. Gosto de como a cada música passamos de um tom dançante, para um rock mais electrizante a ainda temos um groove que puxa ao etéreo, ao horizonte com um por-de-sol belíssimo. 

E depois existe a parte lírica, que muitas vezes ao vivo, ou com a distracção dos vídeos, não prestamos a devida atenção. Eu mesma já tinha caído nesse erro e confesso que quando recebi o disco há pouco tempo em casa fiz questão de explorar o caderninho com as letras e de mergulhar nas mesmas. Entre metáforas mais ou menos evidentes, e numa interpretação muito pessoal, penso que este Passeio das Virtudes mostra um pouco do que é perder a inocência da adolescência e entrar na idade adulta. O perceber que há tanto mais do que aquilo que muitas vezes vemos e percepcionamos, que existe tanto por explorar e viver, que tudo é bastante volátil, fica apenas a vontade de contiuar um caminho qualquer que nos leve à realização pessoal. Tenho a certeza que ainda me vou cruzar muitas vezes com eles por aí. Foi pena os ficheiros do Verão ainda não terem sido recuperados (tive uma conversa lindíssima com eles, em que a meio tivemos uma invasão brutal de gente bonita como o André Tentúgal, Vera Marmelo e Noiserv), mas há-de surgir nova entrevista por aqui. Entretanto, algumas coisinhas têm sido escritas sobre eles e podem consultar tudo aqui: http://www.branmorrighan.com/search?q=salto

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Novo artigo no Música em DX – Salto Apresentam “Passeio das Virtudes” https://branmorrighan.com/2016/02/novo-artigo-no-musica-em-dx-salto.html https://branmorrighan.com/2016/02/novo-artigo-no-musica-em-dx-salto.html#respond Fri, 05 Feb 2016 10:06:00 +0000

Há exactamente uma semana atrás, eu e o Nuno Cruz fomos ver os Salto a apresentarem o seu disco “Passeio das Virtudes” no Estúdio Time Out, no Mercado da Ribeira. Dado que o Música em DX tinha feito todo o acompanhamento do disco, com entrevista – eu também já os entrevistei, mas não tão recentemente – aceitei o desafio de escrever para eles sobre o mesmo. Partilho agora aqui convosco esse link porque os Salto são uma banda portuguesa que acompanho pelo menos desde 2014 e acho interessante deixar registada essa evolução. Aqui fica então o link para o meu texto dessa noite: 

http://www.musicaemdx.pt/2016/02/04/salto-apresentaram-passeio-das-virtudes/

Sobre os Salto no BranMorrighan.

http://www.branmorrighan.com/search/label/Salto

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Salto: esta semana com concertos hoje em Lisboa e Sexta no Porto https://branmorrighan.com/2015/07/salto-esta-semana-com-concertos-hoje-em.html https://branmorrighan.com/2015/07/salto-esta-semana-com-concertos-hoje-em.html#respond Thu, 02 Jul 2015 12:30:00 +0000

A banda portuguesa Salto está de novo na estrada com concertos em Lisboa e no Porto. Hoje será no  INSANITY @ Urban Beach Lisboa e Sexta-feira no Sunreal @ Rua Cândido dos Reis, Porto! 

Relembro que a banda tem andado em tour com o seu single Mar Inteiro, semeando a curiosidade e deixando os refrões catchy nas mentes de quem os ouve, seja ao vivo seja nas rádios. Podem saber mais sobre isto aqui: http://www.branmorrighan.com/2015/02/salto-em-digressao-com-mar-inteiro-o.html

O ano passado, por esta altura, entrevitei-os por mail para o Fusing e podem ler essa entrevista aqui: http://www.branmorrighan.com/2014/07/entrevista-aos-salto-banda-portuguesa.html

Muito se passou desde então, mas como deixei, maioritariamente, de fazer entrevistas electrónicas, aguardo uma nova oportunidade para me sentar com eles e saber mais sobre o que andam a tramar, no bom sentido! 

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SALTO em digressão com “Mar Inteiro”, o single de avanço do seu segundo álbum de originais https://branmorrighan.com/2015/02/salto-em-digressao-com-mar-inteiro-o.html https://branmorrighan.com/2015/02/salto-em-digressao-com-mar-inteiro-o.html#respond Mon, 02 Feb 2015 18:11:00 +0000

A vida de um músico pode nascer de várias formas, os Salto tiveram a sorte de nascer na mesma família e de desde cedo terem vivido a música em conjunto. Os primos portuenses Guilherme Tomé Ribeiro e Luís Montenegro rapidamente perceberam que juntos poderiam ser uma banda e em 2006 pisam o palco pela primeira vez. Em 2012 editam o primeiro longa-duração, com produção de New Max, cujo cartão de visita é o single “Deixar Cair”, que rapidamente se tornou um hit.

Em 2015, os Salto, Luís Montenegro e Gui Tomé Ribeiro a quem se juntam agora Tito Romão e Filipe Louro, revelam-nos parte do resultado destes últimos dois anos repartidos entre o estúdio, a sala de ensaios e os cerca de 70 concertos que os fizeram passar por Festival Optimus Alive, Festival Super Bock Super Rock, Festival Sudoeste TMN, Vodafone MexeFest, Festival Paredes de Coura, Rock in Rio Lisboa e Queima das Fitas de Coimbra, entre outros.

clique na imagem para ouvir o single

Considerados uma das grandes revelações da nova música portuguesa, os Salto apresentam “Mar Inteiro”, o single de avanço do seu segundo álbum de originais, mote para uma digressão que irá percorrer as salas de Norte a Sul do país.

Os Salto são:

Gui Tomé Ribeiro – Voz, guitarra e samples

Luís Montenegro – voz, guitarra, teclados e samples

Filipe Louro – Voz e Baixo

Tito Romão – Bateria

Entrevista aos Salto no Morrighan

http://www.branmorrighan.com/2014/07/entrevista-aos-salto-banda-portuguesa.html

Ouvir a Mar Inteiro: https://play.spotify.com/album/1Bfmp9UtAyyxT48muLbWDc
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Entrevista aos Salto, Banda Portuguesa [Banda Fusing] https://branmorrighan.com/2014/07/entrevista-aos-salto-banda-portuguesa.html https://branmorrighan.com/2014/07/entrevista-aos-salto-banda-portuguesa.html#respond Fri, 18 Jul 2014 16:00:00 +0000 São poucos os jovens que não conhecem os Salto, mas também começam a ser menos os graúdos que nunca ouviram falar destes jovens. Se o Google não é muito amigo quando pesquisamos por “Salto”, já o Youtube é óptimo para quem não os conhece, com muito para ouvir por lá. Já os vi ao vivo umas quantas vezes e uma certeza consigo dar-vos: estes rapazes sabem como dar um bom espectáculo e fazer-nos sair de lá com dores nas pernas de tanto… saltar! Sim, é verdade! Para além do nome ficar no ouvido, como um dos seus amigos lhes disse, a verdade é que também a sua música inspira a movimento, a alegria e, arrisco-me a dizer, principalmente a Verão! O que coincide na perfeição com a sua actuação, daqui a menos de um mês, no Fusing Culture Experience onde vão estar a fazer-nos pular. Assim, entre aulas de surf e comida gourmet, poderemos encontrá-los pelo recinto no dia 15 de Agosto. Entretanto, deixo-vos as respostas às perguntas que fiz ao Guilherme e ao Luís – muito obrigado! Vemo-nos pelo Fusing!

O que é que aos 17 anos, quando formaram a banda, já queriam para os Salto?

Aos 17 anos queríamos tocar música e não pensávamos em muito mais do que isso. Depois, com o convite dos Azeitonas para fazer a primeira parte do concerto de encerramento de tour no Teatro Sá da Bandeira, tornámo-nos os Salto

Porquê esse nome?

A história até tem alguma piada. Quando fomos convidados pelos Azeitonas para fazer a primeira parte do concerto no Teatro Sá da Bandeira, éramos nada mais nada menos que os “Guilherme Ribeiro e Luís Montenegro”, algo que soava um bocado a “Marcelo e Lucas” a dupla de Sertanejo mais aclamada do Brasil. Nessa altura, os próprios Azeitonas sugeriram que era “mais fixe” aparecer um nome de uma banda nos bilhetes e não o nosso nome. Foi então, que um amigo nosso, o Paulo, nos sugeriu o nome Salto. Dizia ele: “É um nome que fica na cabeça, que é fácil de dizer, que sugere uma imagem/acção e, a melhor de todas, resulta bem graficamente”. Só se esqueceu é da parte da pesquisa no Google mas de resto…ehehehhe!

Desde que surgiram os Salto, em 2007, passaram-se 6 anos até o lançamento do primeiro álbum. Foi um percurso difícil?

Foi um percurso que teve as suas dificuldades e os seus altos e baixos. É natural que assim seja. As dificuldades estavam mais na procura de algo que musicalmente nos identificássemos e essa procura durou até lançarmos o álbum. Agora vemo-nos noutra procura, por algo com que nos identifiquemos ainda mais para este segundo álbum.

E agora que passou mais um ano, qual é o balanço?

O balanço é muito positivo. Demos bastantes concertos, crescemos como banda e, antes de lançarmos o segundo álbum, lançámos o “Beat Oven#01”. Não temos parado e a vontade é mesmo essa, de não parar,  o que é muito bom.

Também costumam actuar como DJSET. Como surgiu a ideia e o que é que vos permite explorar que com Live Set não conseguem? 

É totalmente diferente, principalmente porque num DJSET, “tocamos” muita música que não é dos Salto. É uma óptima maneira de também mostrarmos aquilo que andamos a ouvir e que nos inspira. A ideia de fazermos DJSETs surgiu por pedidos que recebemos e dissemos “Porque não?”

De onde vem a inspiração para as vossas letras? São vocês que as escrevem?

As letras são escritas por nós, sim. É um trabalho feito em conjunto que mistura ideias dos dois. O que nos inspira é sobretudo o dia-a-dia e as vivências de cada um.

Existe a intenção de atingirem um público-alvo específico? De levarem uma mensagem a quem vos ouve? Que história é que nos é contada pelo vosso disco homónimo?

Existe a intenção de querermos que ouçam a nossa música, não a fazemos só para nós. Embora não pensemos num público específico, é normal que vá de encontro a uma faixa etária mais jovem, embora já tenhamos tido algumas surpresas com miúdos bastante mais novos que nós e pessoas bastante mais velhas nos nossos concertos. A mensagem não é uma só mas várias e normalmente positivas.

Muitas bandas optam por cantar em inglês, muitas vezes pensando na internacionalização. A vossa escolha foi manterem-se fiéis à vossa língua. Acham que o facto de cantarem em português pode ser uma barreira ou nesse aspecto acham que é indiferente em que língua cantam? 

Independentemente da língua em que cantas a música tem que ser boa. A língua portuguesa é aquela em que nos expressamos melhor, é a nossa língua, por isso só fazia sentido cantar em português. A língua portuguesa é falada por milhões de pessoas no mundo por isso a internacionalização é sempre possível.

Concertos é coisa que não vos faltam, onde é que gostaram mais de actuar até hoje e porquê?

É difícil fazer uma escolha do melhor. Temos sido muito bem recebidos nos concertos que temos dado. É incrível a sensação de tocares a Km’s de casa e haver pessoas que conhecem as tuas músicas e que as cantam do principio ao fim. Percebe-se porque é que as bandas internacionais dizem que o público português é dos melhores do mundo.

Este Verão vão actuar ao Fusing, um festival único em Portugal que junta Música, Gastronomia, Desportos Náuticos e Arte Urbana. Quais as expectativas para este concerto em plena praia?

As expectativas são muito grandes. Temos muita vontade de estar neste festival que aponta para vertentes tão interessantes e ainda por cima na praia. É um festival único e que tenta chegar a todos. Vamos estar muito bem acompanhados no nosso dia. Capitão Fausto, Octa Push, Peixe:Avião, entre muitos outros. Vai ser uma grande festa.

Vão usufruir do que o festival tem para oferecer ou a agenda já está preenchida para esses dias? 

No nosso dia de certeza que vamos usufruir. Queremos provar iguarias gourmet e ter aulas de surf! Nos restantes dias ainda não sabemos se vamos conseguir estar no festival.

São poucos os festivais que se enchem de nomes portugueses como o Fusing. Acham que fazem falta mais festivais assim? Ou valorizam mais os concertos isolados? 

Acho que não nos compete a nós dizer se faz falta o público querer ouvir música portuguesa. Uma coisa é certa, nos últimos anos, a tendência para as pessoas a quererem ouvir tem vindo a aumentar muito. Daí resulta que os festivais e quem organiza concertos em Portugal queiram satisfazer o que o público pede e apostem nas bandas portuguesas

Que projectos é que têm em mente para um futuro próximo e para quando um novo álbum dos Salto?

Os projectos são sempre fazer música! Estamos a preparar o segundo álbum e trabalhar todos os dias para termos pronto. Não falta muito para começarem a ouvir música nova. Entretanto lançamos o “Beat Oven” que também terá a sua continuidade.

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