Sarah Affonso – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:53:19 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Sarah Affonso – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Sugestões de Natal, por João Morales: Sarah Affonso – Os Dias das pequenas Coisas, de Emília Ferreira https://branmorrighan.com/2019/11/sugestoes-de-natal-por-joao-morales_36.html https://branmorrighan.com/2019/11/sugestoes-de-natal-por-joao-morales_36.html#respond Tue, 26 Nov 2019 19:39:00 +0000

Sarah Affonso – Os Dias das pequenas Coisas

Emília Ferreira (apresentação)

Tinta-da-China

208 págs

32,90 euros

Este álbum ilustrado, publicado em conjunto com a exposição homónima, patente no Museu Nacional de Arte Contemporânea até 22 de Março de 2020, lança uma luz que tardava sobre a figura de uma artista que abdicou de o ser, deixando-se permanecer na sombra avassaladora do seu marido, José de Almada Negreiros.

Em comum com o autor de “Cena do Ódio”, a variedade de suportes a que recorreu para registar a sua criatividade. Quer seja no desenho, na pintura, nos bordados, na ilustração, nas suas peças em azulejo, a fixação e decomposição da tradição, aliadas a cenas da vida familiar, permitiram-lhe explorar os seus dons, chegando até a aventurar-se em outros domínios, como a arquitectura paisagista e o design de interiores, áreas que foi desenvolvendo na sua própria casa de Bicesse.

«As circunstâncias da sua vida e o facto de nunca ter tido uma única encomenda de pintura (conhecido desabafo de fim de vida) levaram-na ao abandono desta área da criação, o que sempre lamentou, mas que assumiu conscientemente, optando por uma vida de cuidadora», como escreve Emília Ferreira, directora do Museu Nacional de Arte Contemporânea.

A linguagem de Sarah Affonso acompanha a modernidade na qual estava inserida, executando técnicas e materiais modernos, embora no âmago do seu imaginário, ao nível dos motivos, da figuração, do simbolismo, prevaleça uma cultura tradicional que transporta consigo mesma a memória viva das raízes da artista e, simultaneamente, a carga telúrica que a evocação de padrões, elementos cénicos ou personagens pode conter.

Uma elucidativa fotobiografia, preenche a parte final deste livro, acompanhando as imagens com diversas referências elencadas cronologicamente, tornando-se num auxílio fundamental para melhor compreendermos o percurso, as opções e a evolução do enquadramento desta artista.

João Morales

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