Sean Riley & The Slow Riders – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:44:22 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Sean Riley & The Slow Riders – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Sean Riley & The Slowriders celebram 10 anos de Farewell com reedição e tour nacional https://branmorrighan.com/2017/09/sean-riley-slowriders-celebram-10-anos.html https://branmorrighan.com/2017/09/sean-riley-slowriders-celebram-10-anos.html#respond Mon, 04 Sep 2017 18:19:00 +0000

Fotos: Joana Linda

Design CD, vinil e cartaz: Toni Fortuna

Parabéns, Farwell! Os Sean Riley & The Slowriders celebram em Outubro o décimo aniversário do seu primeiro álbum, Farewell. Para além da reedição especial do disco em CD e a sua estreia em Vinil a 20 de Outubro, a banda vai percorrer o país numa série de espectáculos onde vão revisitar Farewell na íntegra.

Em 2007, no press release de apresentação de Farewell, o disco de estreia de Sean Riley & The Slowriders, atrevi-me a compará-lo a discos fundamentais como “The Queen Is Dead” dos Smiths ou “The Velvet Undergound & Nico”, elevando-o de imediato à condição de clássico.

Não há como o filtro do tempo para avaliar uma obra de arte, e dez anos volvidos, ao ouvir de novo as onze canções de Farewell, não restam dúvidas que são hinos intemporais.

A banda bebeu da melhor herança folk-rock anglo-saxónica, de Bob Dylan a Nick Drake, de Tim Buckley a Townes Van Zandt, e surpreendeu-nos com um disco imaculado e genuíno, quer ao nível da composição, quer ao nível dos arranjos, feitos de simplicidade e sobriedade, revelando uma maturidade invulgar numa estreia discográfica.

Sean Riley (Afonso Rodrigues) é detentor de uma voz de múltiplas virtudes e notável projecção, simultaneamente versátil e encantadora, ouça-se uma ou cem vezes, e a sua guitarra destila meio século da história do pop/rock. Os Slowriders são só dois, mas multiplicam-se no disco, com Bruno Simões a alternar entre o baixo e a melódica, e Filipe Costa com o omnipresente orgão Hammond e assegurando as percussões, qual “one man band”.

Moving On, o single de apresentação de Farewell, é um clássico instantâneo. E quem resiste à melodia de piano em Lights Out? Ou às histórias cantadas de Harry Rivers, Marble Arch, Motorcycle Song, Let Them Good Times Roll e Spider’s Blues? São razões de sobra para afirmar Farewell como um disco coeso e inspirador, onde todos os instrumentos estão no lugar certo.

Para comemorar os 10 de anos de Farewell, a Valentim de Carvalho presenteia-nos com uma edição-estreia em vinil e uma reedição de Farewell em CD – esta com três temas-extra: Bring Your Boy Home e as gravações originais de Wout Straatman para Moving On e Lights Out. Em vinil, o álbum surge em duas versões: uma a preto e a outra a cor-de-laranja, com o poster da primeira digressão da banda.

Rui Ferreira (Lux Records)

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[Diário de Bordo] Sean Riley & The Slowriders no CCBeat, com Mazgani https://branmorrighan.com/2017/02/diario-de-bordo-sean-riley-slowriders.html https://branmorrighan.com/2017/02/diario-de-bordo-sean-riley-slowriders.html#respond Fri, 10 Feb 2017 12:21:00 +0000

Os Sean Riley & The Slowriders lançaram em 2016 um dos melhores discos do ano, ano esse que trouxe consigo uma carga emocional a que nenhum fã ficou indiferente. Felizmente, a banda continua de pedra e cal, sempre de corações ao alto, e prova disso foi o último concerto no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Pouco depois das 21h, as luzes baixavam, a antecipação fazia-se sentir pela sala e mal as primeiras vibrações começaram, conseguia sentir-se uma energia febril. Abrindo com Intro: Flying Back, o quarteto deixou bem claro que mantém uma força visceral, que toma vida própria libertando-se em cada um dos instrumentos que tocam. 

O ritmo continuou em crescendo revisitando Only time will tell, com Walking you home (aquelas teclas diabólicas são de um poder enormíssimo ao vivo) e acalmando um pouco com a visita a Farwell, com Harry Rivers. Terminada esta última, uma espécie de arrepio percorre a espinha quando Dili é anunciada como a próxima. Foi um tema que quando saiu em 2015 já era fortíssimo e que agora, por toda a sua essência, será sempre um hino à amizade e à devoção. Há que admirar os quatro músicos em palco e a forma como se mantêm firmes e partilham um elo de ligação que vai para lá do visível. Seguiu-se Pearly Gates, outro tema muito forte do disco, que confesso ser aquele com que me identifico mais. É como se houvesse apenas um véu muito ténue a separar uma certa negritude da libertação de fantasmas e vivências que de alguma maneira se mantiveram em plano de fundo.

Fotografia Florival Gonçalves

Voltamos então a revisitar clássicos mais antigos como House and Wives, Got to go ou This Woman. Três temas tão diferentes uns dos outros que mostram que existe um pouco de Sean Riley & The Slowriders para os vários tipos de disposição física e mental. Eis que estamos sensivelmente a meio do concerto, que teve direito a dois encores!, quando é chamado ao palco Mazgani. Este é um músico que já deveria dispensar apresentações. Com uma presença única em palco, o concerto ganhou outra candura com Distant Gardens, tema de Mazgani, e Everything Changes, tema de Sean Riley que ganhou um contributo bastante intenso e sentido pelo músico convidado. Entre a brincadeira e a seriedade, ouviu-se a provocação de que estariam dali a seis meses novamente no CCB em concerto com Mazgani. Seria bonito de se ver, espero que se concretize.

Voltamos ao disco homónimo com mais dois temas marcantes, começando em tom dançante com Gipsy Eyes e Greetings, para se viver um certo estado febril com Dark Rooms. Enquanto os dois primeiros são singles do disco, este último tema (terceiro no disco) é uma espécie de segredo bem guardado que ao vivo ganha outra dimensão, cada repercussão quase palpável. Houve ainda tempo para revisitar outros temas mais antigos, como Lights Out, B.D.D., terminando com Sweet Little Mary. Num dos encores, pudemos ainda assistir à interpretação de Afonso Rodrigues e Filipe Costa do tema Hollywood Forever Cemetery Sings, de Father John Misty 

Uma das coisas que mais gosto nos concertos de Sean Riley & The Slowriders, para além de tudo o que foi sendo mencionado por aqui, correndo o risco de me repetir, é a alegria e o companheirismo que partilham e transmitem. A própria versatilidade da banda, tanto em termos de composição e execução, mantendo a identidade mesmo quando a sonoridade varia ou trocam de instrumentos, mostra uma personalidade e carácter de alguém, neste caso enquanto conjunto, que sabe o que quer, que é livre de estigmas e de rótulos. E isso é admirável nos tempos que correm, em que parece que muita coisa se faz para se agradar a A ou a B. Foi um belo concerto, emotivo, forte, comovente, sempre com a memória bem viva e a homenagem mais que merecida. 

Fotografia Florival Gonçalves
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CCBeat – SEAN RILEY & THE SLOWRIDERS dia 4 de Fevereiro às 21h no Pequeno Auditório https://branmorrighan.com/2017/01/ccbeat-sean-riley-slowriders-dia-4-de.html https://branmorrighan.com/2017/01/ccbeat-sean-riley-slowriders-dia-4-de.html#respond Fri, 27 Jan 2017 15:17:00 +0000 https://www.facebook.com/SeanRileyTheSlowriders/

Tudo começou em 2007 com a edição de Farewell, onze belíssimas canções que projectaram Sean Riley & The Slowriders como autores de uma das melhores estreias discográficas da história da música produzida em Portugal. A relevância dada a Farewell , e consequente exposição mediática da banda, elevaram a fasquia para o segundo disco – e a banda respondeu com um inspirado Only Time Will Tell. Seguiu-se a edição nacional de It’s Been a Long Night.

Depois de 3 anos afastados dos palcos para prosseguirem projetos paralelos, 2015 marcou o regresso aos palcos e 2016 o regresso aos discos de originais, com o lançamento do álbum homónimo Sean Riley & The Slowriders. “Dili” e “Greetings” são os singles de apresentação deste álbum.

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[Playlist da Quinzena] 16 a 30 de Abril de 2016 – As Escolhas de Afonso Rodrigues https://branmorrighan.com/2016/04/playlist-da-quinzena-16-30-de-abril-de.html https://branmorrighan.com/2016/04/playlist-da-quinzena-16-30-de-abril-de.html#respond Sat, 16 Apr 2016 18:36:00 +0000

O passado dia 8 de Abril ficou marcado pelo regresso aos discos dos Sean Riley & The Slowriders e dada a altura oportuna decidi convidar o Afonso Rodrigues, vocalista de Sean Riley e também de Keep Razors Sharp, a partilhar connosco algumas músicas do seu gosto pessoal. Ficam aqui reunidas oito canções, sete estão no spotify, uma está em leitor bandcamp, e também vos deixo com as páginas das suas bandas. A fotografia que ilustra este post foi tirada por mim numa actuação lindíssima do Afonso a solo, no Musicbox Lisboa. 

Sean Riley & The Slowridershttps://www.facebook.com/SeanRileyTheSlowriders/

Keep Razors Sharphttps://www.facebook.com/KeepRazorsSharp/

1 – DIIV – Mire (grant’s song)

1992 de volta. Um das minhas músicas preferidas de um dos meus discos recentes de eleição

2 – Kurt Vile – Dust Bunnies

Mais um disco recente que adoro. Em repeat no final do ano passado. O KV é um dos meus escritores de canções preferidos dos últimos 10 anos

3 – ÉME – Partilhar a Vida.

Há imensas coisas fantásticas a acontecer na música portuguesa nesta momento. O EME é uma das que gosto mais. Adoro a escrita.

4 – Pega Monstro – Branca

Mais coisas portuguesas muito boas. Hit de verão para ouvir e sonhar com o regresso da desejada estação

5 – Drake – Star67

Ultimamente colei na mixtape “If You’re Reading This…”

Não simpatizo nada com a pessoa Drake, mas os beats e a produção desse disco… Adoro.

6 – Kanye West – FML

o disco que mais ouvi este ano (até agora). O Kanye é o génio tonto dos últimos anos… Mas faz coisas incríveis

7 – Black Mountain – Angels

Ontem na carrinha o Tiago Andre (a boy named sue) passou esta e quase me caiu uma lagriminha. Continuo super triste por não tido hipótese de ver o concerto no musicbox

8 – Black Lips – Bad Kids

Mais um hino de verão meio caos. Adoro os e nunca vi ao vivo. Este vamos tocar na mesma noite no Rock In Rio e estou super entusiasmado!

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