The Molodoys – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:32:07 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png The Molodoys – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Molodoys descansam do psicadelismo e lançam single – Blues do Cangaço https://branmorrighan.com/2015/07/molodoys-descansam-do-psicadelismo-e.html https://branmorrighan.com/2015/07/molodoys-descansam-do-psicadelismo-e.html#respond Thu, 02 Jul 2015 11:21:00 +0000

A banda de Rock Psicodélico originária da cidade de Amparo (SP), recentemente lançou o seu primeiro single do novo trabalho, intitulado “Blues do Cangaço”, onde o grupo – que já conta com 2 anos de estrada e um EP na bagagem – procura explorar diferentes sonoridades, unindo o característico vocal de Leonardo Fazio ao uso de instrumentos como o Erhu (violino-chinês) e a Viola Caipira, em busca de uma junção incomum entre o rock psicodélico, a música regional brasileira e a música folclórica oriental. 

Metamorphic Fragments é o nome do primeiro EP, todo interpretado em inglês, e eis que temos agora uma nova faceta da banda, em português. A opinião desse primeiro trabalho pode ser encontrada aqui: http://www.branmorrighan.com/2014/09/opiniao-ousadia-e-ritmo-em-metamorphic.html

Este Blues do Caganço, deixa de lado o psicadelismo pelo qual têm sido conhecidos, para mergulhar em sonoridades dentro dos géneros rock e blues (em parte, para nós portugueses pode lembrar um pouco algumas das sonoridades de Tigerman, embora a voz seja muito diferente), em que a rouquidão característica da voz de Leonardo dá forma a uma letra mais introspectiva, colocando em casa o que somos para nós mesmos e para os outros. O folk chega a seu tempo, introduzindo um ritmo mais mexido na música e levando-nos para paisagens que ainda não conhecemos, mas que só podemos imaginar como dançantes e hipnotizantes. Estes meninos estão a crescer e está a ser um gosto enorme acompanhar esse sucesso. 

Nasce um novo céu…

Ontem

Nasce um novo céu, lá se vai…

Alguém



Essa vida não vai muito além

Como o fruto que brota, sequei



Será que eu sou alguém?

Eu sei que eu sou alguém

Alguém, mas quem?

Não sou ninguém



Surge um novo Sol…

Em mim

Surge um novo Sol que não faz questão nenhuma de coexistir



E com a peneira fez-se a sombra que seca a sanidade em mim

E com a espingarda fez-se a chama que esgana todo esse capim



Sua canga não me prende a ninguém

Como a noite que surge, calei



Será que eu ou alguém?

Eu sei que eu sou alguém

Alguém, mas quem?

Não sou ninguém



O sangue e o Sol eu cruzei

Vaguei no trilho do trem

Alguém…

Alguém…

Eu nada fui send alguém

Eu nada fui nem serei.

]]>
https://branmorrighan.com/2015/07/molodoys-descansam-do-psicadelismo-e.html/feed 0
[Opinião] Ousadia e Ritmo em Metamorphic Fragments – EP de estreia dos The Molodoys https://branmorrighan.com/2014/09/opiniao-ousadia-e-ritmo-em-metamorphic.html https://branmorrighan.com/2014/09/opiniao-ousadia-e-ritmo-em-metamorphic.html#respond Mon, 29 Sep 2014 22:13:00 +0000

The Molodoys são uma banda brasileira de Indie Rock que promete vir a dar que falar. Com apenas dois anos de existência e um primeiro EP – Metamorphic Fragments – lançado este Verão, estes quatro jovens músicos mostram uma ousadia e uma audácia tremendas, começando pela referência ao clássico do cinema e da literatura ‘Laranja Mecânica’, através do nome – no filme, “Molodoys” eram os jovens.

Tal como o nome do EP indica, ao iniciarmos a audição do disco, ingressamos também uma viagem por mundos experimentais, fragmentários, mas nunca totalmente desconexos. Cada música oscila entre um ritmo mais mexido, típico do indie rock, e entre melodias mais sensuais e apaixonadas que roçam o folk. Deixando-nos levar pelas letras, as imagéticas criadas são bastantes bonitas e vemo-nos transportados para dimensões onde não existem barreiras ou conceitos pré-definidos. 

Acima de tudo, é um sonho que se vive ao longo destas seis faixas. Muito sinceramente, gostei imenso deste EP. Traz à tona o sentimento jovial e alguma da inocência que tão brutalmente vamos perdendo com o tempo. Só posso esperar que a persistência e a força de vontade esteja do lado dos The Molodoys porque se com um EP já conseguiram esta personalidade, só posso esperar que com o tempo sejam como o vinho do Porto – cada vez mais apurados e saborosos! 

A banda é formada por Camilla Araujo no contrabaixo, Jairo Camargo na bateria, Leonardo Fazio e Wesley Castellano nas guitarras e as vozes são por Leonardo, Camilla e Wesley. Penso que seria muito giro haver uma música com uma espécie de duelo vocal entre a Camilla e o Leonardo. Dado o tom rouco do Leonardo e o tom provocador da Camilla, partilharem uma música em tom de dueto talvez resultasse muito bem. Quem sabe! 

Podem segui-los aqui: https://www.facebook.com/themolodoys

]]>
https://branmorrighan.com/2014/09/opiniao-ousadia-e-ritmo-em-metamorphic.html/feed 0