Tipo – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 05:43:29 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Tipo – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 [Reportagem MDX] Um TIPO Singular com Novas Ocupações, na Galeria Zé dos Bois https://branmorrighan.com/2018/03/reportagem-mdx-um-tipo-singular-com.html https://branmorrighan.com/2018/03/reportagem-mdx-um-tipo-singular-com.html#respond Tue, 20 Mar 2018 09:26:00 +0000

Reportagem originalmente publicada no Música em DX: 

https://www.musicaemdx.pt/2018/03/19/um-tipo-singular-com-novas-ocupacoes-na-galeria-ze-dos-bois/

Sexta-feira à noite, Bairro Alto, Lisboa. O tempo está frio e a chuva aparece quando lhe apetece. No entanto, quem entrou na sala de concertos da Galeria Zé dos Bois teve o privilégio de ao mesmo tempo entrar numa outra dimensão onde a emoção predominante se fazia sentir quente e familiar. TIPO, o projecto a solo de Salvador Menezes, apresentou o seu disco de estreia, Novas Ocupações, acompanhado dos seus companheiros dos You Can’t Win Charlie Brown. Entre sorrisos e improvisos ficámos a conhecer os dez temas que compõem o disco e ficámos também com a certeza que a capacidade criativa de TIPO é tão singular quanto pessoal.

Munido da sua guitarra de três cordas e dos seus quatro companheiros “de guerra”, TIPO iniciou o concerto com o seu mais recente single, “Confesso”. Não sei se já ouviram o disco, mas Novas Ocupações vale a pena ser apreciado. As sonoridades instrumentais são tão variadas quanto as tonalidades vocais do Salvador e ao vivo testemunhamos isso com uma energia e força muito singular. TIPO decidiu dar o peito às balas e arriscou expor-se, permitindo uma proximidade muito intimista. Não queremos saber se ele realmente imitou ou não as suas referências, pois cada segundo do seu trabalho tem uma personalidade muito própria.

O bom de se tocar numa sala que é grande quanto baste é que se o público tiver várias pessoas amigas dos músicos em palco, o ambiente é logo outro, tornando-se informal e libertando assim possíveis pressões ou nervosismos. Prova disso mesmo foram os vários momentos de partilha de risos e sorrisos nos intervalos das canções e das interacções directas do Salvador com o público – “eu conheço quase toda a gente que está aqui” – identificando cada um que se manifestava.

À parte feito, não posso deixar de referir a complexidade bela e fascinante da execução das composições apresentadas. Os ritmos não são lineares, há muitos pormenores e minúcias a ter em conta, mas os “Charlies” estiveram, como sempre, à altura, ajudando a que a noite se tornasse ainda mais especial. De todos os temas tocados (alinhamento no final do texto), admito que o meu preferido continua a ser “Novos Ofícios”. Devido a alguns imprevistos, a mulher do Salvador não conseguiu estar presente quando esta foi tocada, mas se há coisa para a qual os encores servem é precisamente para rematar e arrebatar quando necessário, por isso este foi o tema escolhido para ser repetido e, assim, devidamente partilhado com quem teve um papel fundamental no mesmo. Não sei se já deram conta, mas um dos ritmos que ouvem durante a canção é um sample do batimento cardíaco da sua filha. Se há músicas com vida, esta certamente transborda também admiração e carinho.  Antes do encore, o concerto terminou com Querela de Vizinhas, que TIPO explica que surgiu de ter ouvido, literalmente, vizinhas a discutir. Ao vivo esta discussão não é reproduzida, mas se forem ouvir o disco o tema começa precisamente com a voz das vizinhas.

Por todos estes pormenores, Novas Ocupações revela-se uma experiência extremamente bem conseguida e cheia de alma. É caso para agradecermos ao aborrecimento do Salvador e ao seu descontentamento com o seu trabalho há três anos atrás, altura em que começou a compor estas canções. A música portuguesa tem conhecido intervenientes muito especiais que têm estado dispostos a sair do convencional e que têm obrigado as pessoas a arriscarem sair da sua zona de conforto musical. No caso de TIPO, o risco vale a pena. Em pouco tempo as canções tornam-se “casa” e ganhamos mais um conforto original do qual nos podemos rodear e, quem sabe, no qual podemos ver-nos reflectidos.

Alinhamento

Confesso

Acção-Reacção

Desfecho

Fim do Dia

Género Desconhecido

Novos Ofícios

Autocomiseração de um Desempregado

Artigo Indefinido

Jugoslávia

Querela de Vizinhas

Texto – Sofia Teixeira | BranMorrighan

Fotografia – João Rebelo

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Entrevista a TIPO (Salvador Menezes), sobre o seu disco de estreia – Novas Ocupações https://branmorrighan.com/2018/03/entrevista-tipo-salvador-menezes-sobre.html https://branmorrighan.com/2018/03/entrevista-tipo-salvador-menezes-sobre.html#respond Mon, 19 Mar 2018 08:41:00 +0000 Fotografia Caetana Menezes

Já muitos te conhecemos pelos You Can’t Win Charlie Brown, mas agora assumes um novo alter-ego “TIPO”. Antes de mergulharmos em “Novas Ocupações”, disco que sai Sexta-feira, deixa-nos conhecer um pouco melhor o Salvador Menezes, transversal a estes dois projectos. Como é que surge a música na vida? Sei que a tua formação académica é bem diferente. 

A minha mãe sempre incentivou os filhos a ouvir música. Tínhamos várias cassetes do “Cante com a Disney”, outra dos Tiny Toons onde havia duas músicas dos They Might Be Giants (banda que adoro hoje em dia). Também me lembro de uma altura em que via todos os dias o “Jesus Christ Superstar” que tínhamos gravado também em cassete. Só comecei a tocar um instrumento pelos 14 anos, quando o Afonso, o Tomás e eu decidimos fazer uma banda. O Afonso já tocava guitarra e piano, então o primeiro a comprar uma bateria seria o baterista e o outro era o baixista. Fiquei eu o baixista. A partir daí tive várias bandas sempre com eles dois, até chegarmos aos You Can’t Win, Charlie Brown. 

Desde que iniciaste o teu percurso com os You Can’t Win Charlie Brown muito mudou na tua vida pessoal, incluindo teres sido pai. Foram todas estas mudanças que catalisaram a tua vontade de criar um projecto paralelo? 

A principal razão para ter começado TIPO foi por insatisfação pessoal e profissional. Sentia que tinha de fazer qualquer coisa nova para fugir da minha rotina diária.

Quando ouvimos este disco sentimos o seu cariz bastante pessoal que contrasta com o nome “TIPO” que escolheste para o projecto. Foi uma tentativa de te tentares distanciar do mesmo? 

Eu vejo TIPO como um projecto musical em que por acaso sou só eu que faço parte. Há vários exemplos que também o fazem como Nine Inch Nails, Aphex Twin, Atlas Sound ou Bon Iver. Em Portugal temos por exemplo Noiserv, The Legendary Tigerman, Benjamim e Monday. Talvez dê mais distância sim, é um alter ego onde podemos ser outra coisa se quisermos. 

Já com ele gravado há algum tempo, como é que te sentes em relação a este primeiro trabalho? O que é que foi mais importante para ti, explorar sonoridades novas ou apenas dar uma textura às emoções que pretendias expor? 

Ainda não sei bem o que pensar, mesmo tendo o disco pronto há alguns meses falta sair cá para fora. O meu trabalho está feito, fi-lo o melhor que consegui e estou contente com o resultado (uns dias mais que outros). Agora é perceber se há aceitação de quem ouvir a música e esta é a parte que me põe mais ansioso, porque já não depende de mim. Para mim o importante é fazer música, sem entrar em facilitismos ou fórmulas. Tento não repetir ideias que já tive, quer em TIPO ou You Can’t Win, Charlie Brown. Se o fizer é porque já não tenho nada de novo para dizer. 

Que tema te custou mais a compor e porquê?

Os que me custaram mais foram todos os temas que ficaram de fora. Porque não consegui resolvê-los e tive de os pôr de lado. Do álbum talvez tenha sido a “Acção-Reacção”, foi a primeira música que compus para o projecto e era a folha em branco, tudo era possível. Era importante que me desse algumas direcções para onde ir a seguir. 

Novos Ofícios é um tema muito especial. Fala-nos sobre ela e o seu vídeo.

Esta música é a mais pessoal de todo o álbum e tem inspiração numa situação que estava a acontecer a uma pessoa muito próxima na altura em que a escrevi. Fala principalmente sobre a maternidade e tudo o que isso implica na vida de uma mãe, aliada ao facto de estar descontente profissionalmente. O coração que se ouve é da minha filha, na segunda ecografia pedi ao médico para gravar um bocado do batimento cardíaco – a partir dessa pulsação compus toda a canção. A letra surgiu naturalmente. Os som ambiente foi gravado no dia e local onde essa pessoa decidiu demitir-se (eu acompanhei-a). 

Para o vídeo sabia que queria uma ideia simples, de execução rápida e barata. Nos meus dois singles anteriores a vídeo é bastante importante para a música e até pode distrair um bocado. Desta vez queria que a canção brilhasse. Então pedi a máquina emprestada do meu amigo Luís Costa, fui para o telhado de minha casa e filmei.  O som ambiente no vídeo é o captado na altura da filmagem, não é o mesmo do single do álbum. 

Quão importante é para ti a estética visual do disco e dos singles que vais lançando? 

É importante porque dá uma imagem daquilo que a música poderá fazer sentir. A estética visual, se for bem feita e pensada de acordo com o que o single ou o disco significa, ajuda o ouvinte a situar-se no ambiente do álbum. Como por exemplo a capa do “Carrie and Lowell” do Sufjan Stevens, retrata claramente todo o espírito do álbum.  

De Acção-Reacção para Jugoslávia nota-se uma coerência bastante grande. Intencional?

Sabia que queria manter a linguagem conceptual do primeiro vídeo mas adaptada a esta canção. Lembrei-me que podia ser interessante se estivesse virado de cabeça para baixo, mas na filmagem esse factor não fosse imediatamente perceptível. A partir daí era jogar com a gravidade “invertida”. Outra ideia conceptual determinante para o vídeo foi o facto de ser gravado num take único – com todos os defeitos e factores desconhecidos que poderiam advir dessa única tentativa. O resultado foi um vídeo caótico que mostra aquilo que a canção quer transmitir musicalmente e liricamente.

Estando o disco cá fora, já com dois concertos marcados, tens algum objectivo concreto para este trabalho?

O objectivo acho que é sempre o mesmo para todos os projectos de música. Divulgar com vários concertos pelo país e que a música chegue ao maior número de pessoas possível. Depois é compor outro álbum e voltar a fazer o mesmo. Isto em loop até já não fazer sentido.

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Mais sobre TIPO (vídeos, letras e reportagens) no blogue BranMorrighan aqui: http://www.branmorrighan.com/search/label/Tipo

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[Queres é (a) Letra!] TIPO – Confesso https://branmorrighan.com/2018/03/queres-e-letra-tipo-confesso.html https://branmorrighan.com/2018/03/queres-e-letra-tipo-confesso.html#respond Sun, 18 Mar 2018 16:23:00 +0000

Já está cá fora o disco de estreia de TIPO – Novas Ocupações. O concerto de apresentação foi no mesmo dia do lançamento, 16 de Março (passada Sexta-feira), e foi uma experiência bastante bonita e sentida! Brevemente a reportagem sairá tanto no Música em DX como aqui no BranMorrighan, escrita por mim. Hoje destaco o mais recente single e vídeo – Confesso! 

Numa altura em que o plágio está na ordem do dia, TIPO chega-se à frente e admite que imitou, como se pode ouvir neste seu mais recente single. Gainsbourg, Cohen, Bowie e McCartney são as quatro referências que Salvador Menezes cita como inspiração para a canção. O vídeo segue a lógica da canção adoptando as ideias visuais utilizadas pelos músicos mencionados. 

Dado todo o alarido em volta do assunto do plágio e do Festival da Canção, perguntei ao Salvador se tinha sido a polémica a dar o empurrão para o lançamento do single ou se já estava previsto e planeado sair nestes moldes: Por acaso o lançamento do single não teve a ver com a polémica. Das reacções que fui tendo de pessoas que ouviram o disco, diziam que a “Confesso” era a música preferida do álbum e como já estava inclinado para esta canção foi simples escolher o novo single. A questão do plágio foi só uma coincidência.

Para a gravação da música juntaram-se a TIPO: Afonso Cabral (guitarra aço), Benjamim (piano) e Tomás Sousa (bateria).



Encontrei uma travessa cheia de ideias

Imaginei que já não sou quem era

Fui ouvir as referências para a memória, não pensei fazer igual

Quero ser romântico, pouco tímido – um poeta tântrico

E alimentar-te por um dia com o coração


Então oiço Gainsbourg para ver o que escreveu

Antigamente é que era bom


Confesso: imitei


Oiço o Leonard Cohen para ver o que escreveu

Antigamente é que era bom


Irei fazer o meu caminho tenho tempo

E vou escrevê-lo para nós

Ser adaptável, um pouco excêntrico – um poeta heurístico

Eu quero ser diferente do que era


Então oiço David Bowie para ver o que escreveu

Antigamente é que era bom


Confesso: imitei


Oiço Paul McCartney para ver o que escreveu

Antigamente é que era bom

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[Queres é (a) Letra!] Novos Ofícios – TIPO https://branmorrighan.com/2018/01/queres-e-letra-novos-oficios-tipo.html https://branmorrighan.com/2018/01/queres-e-letra-novos-oficios-tipo.html#respond Tue, 16 Jan 2018 18:15:00 +0000 Fotografia Caetana Menezes

Janeiro está a ser um mês bonito. Depois de TIPO se ter estreado ao vivo no Musicbox Lisboa, esta semana lançou novo single – “Novos Ofícios” – e anunciou o nome e data de lançamento do seu disco de estreia – Novas Ocupações.

TIPO tem surpreendido pela positiva desde que Acção-Reacção veio a público. O ecletismo sonoro e vocal abrem toda uma janela de possibilidades para o disco que aí vem. Curiosa com a divulgação que Salvador Menezes fez deste novo single no Facebook de TIPO, afirmando que a canção lhe era especial, perguntei-lhe o que esta significava para si: Esta música é a mais pessoal de todo o álbum e tem inspiração numa situação que estava a acontecer a uma pessoa muito próxima na altura em que a escrevi. Fala principalmente sobre a maternidade e tudo o que isso implica na vida de uma mãe, aliada ao facto de estar descontente profissionalmente. O coração que se ouve é da minha filha, na segunda ecografia pedi ao médico para gravar um bocado do batimento cardíaco – a partir dessa pulsação compus toda a canção. A letra surgiu naturalmente. Os som ambiente foi gravado no dia e local onde essa pessoa decidiu demitir-se (eu acompanhei-a). 

Em relação ao vídeo: Para o vídeo sabia que queria uma ideia simples, de execução rápida e barata. Nos meus dois singles anteriores a vídeo é bastante importante para a música e até pode distrair um bocado. Desta vez queria que a canção brilhasse. Então pedi a máquina emprestada do meu amigo Luís Costa, fui para o telhado de minha casa e filmei.  O som ambiente no vídeo é o captado na altura da filmagem, não é o mesmo do single do álbum. 

Sabido isto, a música ganha uma dimensão ainda mais especial. Esta é uma canção com vida, literalmente, lá dentro, mas também transmite uma enorme coragem e dedicação. É capaz de ser das canções mais bonitas e com mais significado que vamos ter oportunidade de ouvir este ano. Obrigada, Salvador! Felicidades para a família 🙂

Fiquem com a press oficial, com o vídeo e com a letra! Vemo-nos na ZDB?

PRESS Oficial:

“Novas Ocupações” é o título do álbum e será editado a 16 de Março pela Pataca Discos. Nesse mesmo dia haverá também o concerto de apresentação na Galeria Zé dos Bois (ZDB). TIPO nasceu no início de 2015 quando Salvador Menezes decidiu tirar uma semana e meia de férias para se dedicar a tempo inteiro à música. Desde então que, entre outras ocupações, foi trabalhando nas 10 faixas incluídas neste longa duração, sendo a temática principal do disco as mudanças que foi tendo na vida ao longo destes últimos 3 anos. O álbum tem co-produção de Salvador Menezes, Benjamim e Afonso Cabral (You Can’t Win, Charlie Brown) e a participação de Tomás Sousa na bateria (You Can’t Win, Charlie Brown e Minta & The Brook Trout). No terceiro single “Novos Ofícios” — depois de “Acção-Reacção” e “Jugoslávia” — TIPO mostra-nos um lado mais emotivo. Utilizando um sample do coração da sua filha para dar a pulsação, “Novos Ofícios” é uma canção etérea e enternecedora sobre a emancipação e a maternidade. Os graves que caracterizam a sua voz são postos em segundo plano, dando um maior destaque aos falsetes. O vídeo foi realizado por Salvador Menezes e tem o intuito de deixar a música respirar sem grandes distrações visuais – apenas a letra para acompanhar a canção. O álbum tem o apoio da Vodafone FM e GDA.



Saiu de casa só para mandar em si

Voltou a saber que um dia irá acertar

Fez o que não quis para deixar de lado o jeito

Trabalhou o tempo inteiro a pensar nos seus defeitos

Tomou a decisão de pedir a demissão


Vai parar de trabalhar

Aproveitar para ensinar

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[9 Anos Blog BranMorrighan] Festa de Aniversário no Musicbox com NADA-NADA, TIPO e WHALES https://branmorrighan.com/2017/12/9-anos-blog-branmorrighan-festa-de-2.html https://branmorrighan.com/2017/12/9-anos-blog-branmorrighan-festa-de-2.html#respond Wed, 20 Dec 2017 13:26:00 +0000 https://www.facebook.com/events/189797321572430/

O Corvo comemora Nove anos de Blog BranMorrighan com mais uma festa no Musicbox! Celebrando os grandes novos talentos portugueses, o cardápio é de luxo: Nada-Nada, TIPO e Whales! Se ainda não os conhecem, aproveitem esta noite. Tenho para mim que vai ser memorável ♥

Bilhetes: 

https://bol.pt/Comprar/Bilhetes/56378-9o_aniversario_bran_morrighan_nada_nada_tipo_e_whales-musicbox/

Blog BranMorrighan

O blogue BranMorrighan nasceu em Dezembro de 2008 e comemora agora o seu 9º aniversário. Ao longo dos últimos anos tem-se dedicado à descoberta e divulgação da nova música portuguesa. Como tem sido tradição desde 2014, as comemorações chegam sob a forma de duas festas, em Lisboa e Porto, nos meses de Janeiro e Fevereiro. Em Lisboa será dia 5 de Janeiro, pelas 22h, na sala emblemática Musicbox. O cartaz é de luxo no que toca a projectos emergentes portugueses: Nada-Nada (projecto de Cláudio Fernandes dos Pista), TIPO (projecto de Salvador Menezes dos You Can’t Win Charlie Brown) e Whales (banda leiriense vencedores do festival Termómetro). A noite promete ser de descoberta e de concretização, mas acima de tudo de muito boa disposição.

Nada-Nada

Nada-Nada é Cláudio Fernandes (PISTA, CANGARRA, DEBUT!) a lançar cartas em nome próprio e bem ao jeito daquela pop dançável, fresca e com raízes díspares, bebendo desde a synth-pop mais naïve e orelhuda até ao mais pujante e negro acorde perpetuado pelas correntes certas do rock, sem nunca dispensar passagem pelas melhores paisagens sonoras dos PALOP. A canção, simples e sincera, é agora a única regra a seguir, onde as guitarras e a voz se juntam aos synths e drum machines, sendo “Horário de Verão”, single de avanço do disco com o mesmo nome (a sair em 2018), o melhor exemplo desta nova dança que se quer para ser dançada como se ninguém estivesse a olhar. No Musicbox apresentar-se-á pela primeira vez num formato de semi-banda, contando com a presença de Ricardo Martins, Ernesto Vitali, Diana Meira e ainda alguns convidados-surpresa. Dancemos ao som de Nada-Nada e espantemos os nossos males, por tudo, mas principalmente por nada.

TIPO

Tipo nasceu no fim de Fevereiro / princípio de Março de 2015 quando Salvador Menezes decidiu tirar uma semana e meia de férias da sua aborrecida rotina. O conceito era aproveitar os horários de um emprego convencional e transpô-los para a música. Das 9:00 às 18:00 o tempo iria ser empregue para compor “demos” caseiras, usando instrumentos que tinha à mão: o Casio dos anos 1980 do tio, a guitarra com 3 cordas dos anos 1990 da irmã, a bateria do irmão e o seu baixo, computador e voz. Dessa semana e meia resultaram quatro músicas – umas mais completas que outras. Para não procrastinar ou desistir do projecto, decidiu nesse mesmo ano concorrer ao apoio fonográfico da GDA. Ganhou. Dois anos depois, este Tipo já mudou de emprego, de casa, lançou o terceiro álbum de You Can’t Win, Charlie Brown e foi pai. Já não está aborrecido e tem agora músicas suficientes para lançar o seu primeiro disco. “Acção-Reacção” é o single de apresentação. O videoclipe foi realizado e produzido pelos We Are Plastic Too, com direcção de fotografia do João Souza e iluminação da Side Effects. Co-produzido por Afonso Cabral, Luís Nunes e Salvador Menezes, o álbum é editado em Janeiro de 2018 com o selo da Pataca Discos e o apoio da Vodafone FM.

No Musicbox apresentará algumas das canções do disco e estará acompanhado em palco pela sua família “Charlie”.

WHALES

Com três anos de existência os Whales são agora Pedro Carvalho, Roberto Oliveira e Vasco Silva. Foram vencedores do festival termómetro em 2015 e participaram no disco de novos talentos FNAC em 2016. Já passaram por palcos como o Musicbox Lisboa, Maus Hábitos, NOS Alive, Indie Music Fest e recentemente o festival Bons Sons. Estrearam-se com o single “Big Pulse Waves” produzido no HAUS e com vídeo do Rui Gaspar (Casota Collective) e em Julho de 2017 que lançaram o seu útimo single “How Long” com produção da Casota Collective, masterização e captação do Paulo Pereira e vídeo da Casota Collective. Encontram-se neste momento a finalizar o seu disco de estreia, marcado para o primeiro trimestre de 2018. Dia 5 de Janeiro, no Musicbox, parte do disco será desvendado.

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[Playlist da Quinzena] 16 a 30 de Novembro de 2017, Salvador Menezes – TIPO https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-16-30-de-novembro.html https://branmorrighan.com/2017/11/playlist-da-quinzena-16-30-de-novembro.html#respond Thu, 16 Nov 2017 20:14:00 +0000

É com um enorme prazer que começo esta nova playlist da quinzena com mais um convidado especial, o Salvador Menezes, agora também conhecido como TIPO! Provavelmente já o conhecem dos You Can’t Win, Charlie Brown, mas agora tem também um projecto a solo e se ainda não o ouviram e viram os seus videoclips, deviam 🙂 A estética e o som têm-se alinhado numa descoberta única. É ainda uma maior honra ser a curadora do seu primeiro concerto ao vivo – dia 5 de Janeiro TIPO tocará no 9º Aniversário do blogue BranMorrighan no Musicbox! Apresentar-se-á com banda e até lá iremos desvendar um pouco mais do que poderemos assistir. Já sabem, marquem na vossa agenda! Entretanto, ficamos com as suas escolhas musicais que nos farão companhia até ao final do mês! 

Moses Sumney – Quarrel

Foi o Quim Albergaria que me mostrou Moses Sumney, quando os You Can’t Win, Charlie Brown foram ao programa “O Disco Disse” em 2016. Desde essa altura fui seguindo o trabalho deste senhor à espera que lançasse o seu primeiro álbum. Finalmente saiu e não desiludiu nada, pelo contrário, dos melhores discos de 2017. Perfeito do principio ao fim, para ouvir em loop sem cansar.

Serge Gainsbourg feat. Jane Birkin – Ballade de Melody Nelson

Compus uma canção completamente roubada desta. Se for assumido é plágio ou transforma-se numa apropriação/referência?

Deerhoof – The Devil And His Anarchic Surrealist Retinue

Eu sei que já lançaram um álbum em 2017 mas ainda não ouvi com muita atenção, por isso escolho uma canção do disco anterior (de 2016). Os Deerhoof são uma banda que merecia mais reconhecimento. Mas há bandas assim, que foram feitas para inspirar outros músicos e que nunca chegam a ter o estatuto que merecem. Vá, façam lá like no facebook deles que merecem.

Paul McCartney and Wings – Band on the run

Na mesma canção onde roubei ao Serge Gainsbourg também consegui encaixar algumas ideias do McCartney. Se bem que acho que eu acho que o Gainsbourg já andava a surrupiar baixos ao McCartney na sua altura. Por isso não faz mal fazê-lo, ou faz?

Manel Cruz – Ainda Não Acabei

O músico que mais tem inspirado os portugueses a pegar numa guitarra e compor, pelo menos foi assim comigo. Continua em grande e a prova é esta Ainda Não Acabei.

Surface To Air Missive – Time Being

Quem me mostrou os Surface To Air Missive foi o Guilherme Canhão quando estávamos na estrada. Adoro a crueza desta banda, com uma estética sonora de uma maquete bem gravada e muitíssimo bem tocada. Curiosamente esta Time Being é a música mais pop do álbum e é a que fecha o disco, quase numa atitude anti-herói de “vá, se chegarem ao fim levam um bónus”.

O Terno – Melhor do Que Parece

Só conheci O Terno quando soube que iam tocar com os You Can’t Win, Charlie Brown no musicbox. Quis logo conhecer tudo o que fizeram. São o grande futuro da música brasileira. Esta letra é um exemplo em como transformar um desabafo numa brilhante canção.

Bruno Pernadas – Problem Number 6

O Pernadas é o melhor compositor/arranjador português da actualidade, consegue escrever tudo o que quiser. Lembro-me perfeitamente de ouvir este Problem Number 6 pela primeira vez no concerto de apresentação do “those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” no Teatro Maria Matos e de ter ficado completamente boquiaberto.

Caetano Veloso – Tropicália

Das melhores aberturas de disco já alguma fez criadas. Música brilhante de um disco todo ele perfeito. Inimitável. 

Cornelius – If Your’e Here

O cuidado na produção dos álbuns do Cornelius é sempre absolutamente esmagador. Dos músicos que melhor consegue preencher os espaços da música, quer seja com instrumentos ou sem eles. Esta canção é um bom exemplo disso. Oiçam com auscultadores e vão perceber o que digo.

Cassete Pirata – Pó no Pé

Estou ansioso para que os Cassete Pirata lancem mais músicas, de preferência um álbum. Enquanto não há, oiçam esta Pó no Pé.

Ariel Pink – Picture Me Gone

O pom pom talvez tenha sido dos álbuns que mais ouvi nestes últimos anos. Adoro esta canção inspirada nos anos 1980 mas com uma letra bastante actual que versa sobre “selfies”, iPhones e iClouds.

Capitão Fausto – Semana em Semana

A melhor música do melhor disco de 2016.

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[Queres é (a) Letra!] Jugoslávia é o novo single/vídeo de TIPO https://branmorrighan.com/2017/10/queres-e-letra-jugoslavia-e-o-novo.html https://branmorrighan.com/2017/10/queres-e-letra-jugoslavia-e-o-novo.html#respond Thu, 19 Oct 2017 16:35:00 +0000

Depois do single de apresentação “Acção-Reacção”, Salvador Menezes mostra-nos agora um lado mais pop com a canção “Jugoslávia”. Gravado e misturado por Luís “Benjamim” Nunes, este segundo single conta mais uma vez com a participação de Tomás Sousa na bateria (You Can’t Win, Charlie Brown e Minta & the Brook Trout). O videoclipe foi produzido pelos “We Are Plastic Too” com direcção de fotografia do João Souza. Numa linguagem e conceito que nos deixa de “pernas para o ar” o TIPO leva-nos numa viagem pela antiga Jugoslávia, do Reino à República Federal.

Sabia que queria manter a linguagem conceptual do primeiro vídeo mas adaptada a esta canção.

Lembrei-me que podia ser interessante se estivesse virado de cabeça para baixo, mas na filmagem esse factor não fosse imediatamente perceptível. A partir daí era jogar com a gravidade “invertida”. Outra ideia conceptual determinante para o vídeo foi o facto de ser gravado num take único – com todos os defeitos e factores desconhecidos que poderiam advir dessa única tentativa.

O resultado foi um vídeo caótico que mostra aquilo que a canção quer transmitir musicalmente e liricamente. Salvador – TIPO

Co-produzido por Salvador Menezes, Luís Nunes e Afonso Cabral, o álbum terá o selo Pataca Discos com o apoio da Vodafone FM e a GDA.

Quem vai sair da Jugoslávia? 

No império da selva, não sei quem vai ganhar nesta confusão 

Eu vou ser mais culto e começar a ler 

Depois da guerra, terra e água 

Ver a Jugoslávia 

Jugoslávia, não vás cair aos pés dos homens não 

Fome em mil e fica tudo igual, do Reino à República Federal 

“6 em 1” – melhor que os detergentes – lava a cara, as mão, os dentes 

Ver a Jugoslávia

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[Queres é (a) Letra!] Tipo – Salvador Menezes (YCWCB) – lança “Acção-Reacção” https://branmorrighan.com/2017/06/queres-e-letra-salvador-menezes-ycwcb.html https://branmorrighan.com/2017/06/queres-e-letra-salvador-menezes-ycwcb.html#respond Wed, 28 Jun 2017 03:28:00 +0000 Fotografia Caetana Menezes

Tipo nasceu no início de 2015, quando Salvador Menezes (co-fundador dos You Can’t Win, Charlie Brown) decidiu tirar uma semana e meia de férias da sua aborrecida rotina.

Tendo à sua disposição o Casio dos anos 80 do tio, a guitarra com 3 cordas dos anos 90 da irmã, a bateria dos anos 2000 do irmão e o seu baixo, computador e voz, criou 4 canções. Concorreu ao apoio fonográfico da GDA e ganhou.

Dois anos depois, este Tipo já mudou de emprego, de casa, lançou o terceiro álbum dos You Can’t Win Charlie Brown e foi pai. Já não está aborrecido e tem agora músicas suficientes para lançar o seu primeiro disco.

“Acção-Reacção” é o single de apresentação. O videoclipe foi realizado e produzido pelos “We Are Plastic Too”, com direcção de fotografia do João Souza e iluminação dos “Side Effects”.

Co-produzido por Afonso Cabral, Luís Nunes e Salvador Menezes, o álbum sairá brevemente com o selo da Pataca discos e o apoio da Vodafone FM. Conta também com alguns convidados, nomeadamente Tomás Sousa neste (single) “Acção-Reacção”.

Saudade é perder tempo

Insisto em ver o bem

Ao menos sei que me contento

Quem tem, enfrenta a escolha só 

Não volta a ver no que falhou

Acção-reacção 

Já foi

Um ano passou

Deixo a barba crescer

Enquanto o cabelo cai

Quem tem os seus, não se agarra aos céus

Se faltam uns troféus 

Minto

Se tens de usar os meus

Finto

Acção-reacção 

Já foi

Um ano passou

Deixo a barba crescer

Enquanto o cabelo cai

Nem mais um dia a chorar

Assumo a situação

A quem pouco dão decisão

Quem não quer (quem não quer) desviarei a atenção  

Se não der eu aplaudirei a intenção 

Volta a ter uma reacção

Se quiser (se quiser) apagarei a função 

De não ter uma solução para a acção

Volta a ver uma conclusão 

_

“Vais longe” – disse ele 

Só falta chama

Não tens nada

Neutral e banal

Haverá cobaias 

E não podes ser

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