Veronica Roth – Bran Morrighan https://branmorrighan.com Literatura, Leitura, Música e Quotidiano Mon, 28 Dec 2020 04:47:17 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://branmorrighan.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-Preto-32x32.png Veronica Roth – Bran Morrighan https://branmorrighan.com 32 32 Opinião: Quatro, de Veronica Roth https://branmorrighan.com/2015/07/opiniao-quatro-de-veronica-roth.html https://branmorrighan.com/2015/07/opiniao-quatro-de-veronica-roth.html#comments Wed, 15 Jul 2015 13:40:00 +0000

Quatro

Veronica Roth

Editora: Porto Editora

Sinopse: Dois anos antes de Beatrice Prior ter feito a sua escolha, o filho de 16 anos do líder dos Abnegados fez o mesmo. A transferência de Tobias para os Intrépidos é a última oportunidade para um recomeço. Na nova fação não será conhecido pelo nome que os pais lhe deram, pois não permitirá que o medo o reduza a uma criatura indefesa.

Agora conhecido como “Quatro”, Tobias depressa descobre que os Intrépidos foram a opção certa. No entanto, a Iniciação é apenas o começo, pois Quatro terá de conquistar o seu lugar na hierarquia da nova fação. As suas decisões afetarão futuros Iniciados, além de deixarem a descoberto segredos que poderão ameaçar o seu próprio futuro – e o futuro de todo o sistema de fações.

Para os fãs da saga Divergente, pela autora bestseller do New York Times Veronica Roth, surge Quatro, um volume complementar que inclui quatro novas histórias anteriores à narrativa principal e três cenas exclusivas de Divergente – todas contadas do ponto de vista de Tobias Eaton.

Opinião: Quatro é um pequeno livro com quatro pequenas histórias sobre Tobias Eaton, também ele conhecido como Quatro por apresentar apenas esse número de medos no simulador que todos os Intrépidos têm de enfrentar ao decidirem tornar-se parte dessa facção. Para quem acompanhou a trilogia Divergente, que está agora a ser adaptada ao cinema, certamente lembrar-se-á que apesar de Tris ser a protagonista e narradora da acção, tal nunca impediu o leitor de sentir uma curiosidade imensa sobre a história individual de Tobias. Ao longo das três obras, muitos foram os vislumbres que nos foram dados, com algumas narrativas directas, mas a sensação de que este era um personagem que merecia mais sempre persistiu. 

Inicialmente, quando a autora começou a escrever a trilogia, esta era contada pela perspectiva de Tobias. Entretanto a autora achou que faltava algo e só muito depois recomeçou já sob o olhar de Tris. Estes pequenos episódios que são agora partilhados connosco penso que tinham a intenção de colmatar essa tal falta que grande parte dos leitores sentiu, mas na verdade ficou a saber a pouco. É claro que para os fãs da série este era um livro que não poderia ficar de fora. O entusiasmo é contagiante e quando gostamos muito de uma saga, tudo o que vier extra é sempre bem-vindo, mas numa altura em que os três livros já foram publicados e o desfecho conhecido, não há como não chegar ao fim e não querer mais. 

Atenção, não estou a dizer que o livro é mau, pelo contrário, lê-se muito muito bem, mas sabe a pouco. Sabe a muito pouco. Se por um lado é entusiasmante voltar atrás no tempo, até nostálgico, e perceber o seu percurso nos Intrépidos depois de uma vida de abnegação com um pai complicado, por outro fica a faltar todo o restante percurso até ao final angustiante de Convergente. É claro que Tobias é um autêntico doce para o público feminino, com toda aquela história obscura, a sua agressividade por reflexo e por defesa, a própria sensualidade que muitas vezes é projectada pela distância calculada, mas ao mesmo tempo sempre prestes a ser quebrada por Tris. O que quero dizer com este discurso todo é que é realmente uma obra complementar para fãs, não trazendo nada de muito novo ao que já conhecíamos.

Resumindo, fiquei com vontade de reler os livros e continuar a acompanhar os filmes. 

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Opinião: Convergente (Divergente #3) de Veronica Roth https://branmorrighan.com/2014/04/opiniao-convergente-divergente-3-de.html https://branmorrighan.com/2014/04/opiniao-convergente-divergente-3-de.html#comments Wed, 16 Apr 2014 16:21:00 +0000

Convergente (Divergente #3)

Veronica Roth

Editora: Porto Editora

Sinopse: A sociedade de facções em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por actos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade

de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor. Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores, revelando os segredos do universo Divergente.

Opinião: Passaram-se quase dois anos desde que iniciei a aventura no mundo criado por Veronica Roth. Chegada a altura de ver concretizado o desfecho desta história, foi inevitável não sentir aquele nervoso miudinho de expectativa e temor. De cada vez que se fecha uma trilogia existe algum sofrimento por antecipação, pois sabemos que após a leitura deste volume final não haverá mais nenhum, e são frequentes os momentos de acção em que nos vemos divididos perante a escolha do autor e o desejo inconsciente do leitor. Convergente reflecte o expoente máximo dessa dualidade, desse sentido de dever perante os personagens, mas que nem sempre segue o rumo que poderíamos esperar.

Se em Divergente nos foi apresentado um mundo de facções, cada uma com as suas características em que se tentava conciliar todas para uma convivência comum pacífica, em Insurgente as coisas complicam-se e as acções aí perpetuadas mudaram, para sempre, o rumo de alguns dos personagens principais. Tris e Tobias continuam a ser os protagonistas narrando, cada um a sua perspectiva num estilo de acção continua, mas em que a aproximação com o leitor acaba por se tornar mais íntima. 

Quando a história rompe no exterior das barreiras, a ansiedade chega para ficar. Sendo o ambiente novo, rapidamente tudo se torna familiar – os preconceitos, as sobrancerias, os medos, as mentiras, as traições, mas também o amor (já estabelecido e o redescoberto), a compaixão, o sacrifício. Divergente tem sido uma série que se alimenta de emoções, de batalhas interiores sobre o que está certo e errado, testando os limites éticos constantemente e levando ao extremo a análise de moralidade humana. 

Uma das grandes diferenças deste livro para os anteriores é o ritmo da narrativa. Enquanto os acontecimentos no passado quase que se atropelavam para terem lugar, este tem uma abordagem mais táctica, mais pensada, as conspirações estão sempre prestes a explodir, mas há sempre ali pequenos picos de adrenalina que acabam por voltar a acalmar a acção logo a seguir. É apenas no fim, nesse fim que tanto faz chorar a maioria dos leitores, eu incluída, que as páginas já não se percorrem linha a linha pausadamente, mas quase voam. Eu só me lembro de pensar “Não pode ser, não acredito, a autora não faria isto.” Bem, deixo-vos na dúvida se fez ou não e o quê.

A verdade é que pousado o livro, ao pensarmos um pouco sobre o mesmo, sobre toda a evolução da trilogia, faz todo o sentido que tenha acabado como acabou. Indo mais ao encontro do que tem sido a história ao longos dos séculos e contrariando um pouco o romance previsível de que tudo está bem quando acaba bem, Veronica Roth confronta o leitor com uma realidade perfeitamente possível, mesmo que não nos dias de hoje. Tris e Quatro serão sempre um casal querido, com uma história de amor posta à prova mais vezes do que eles desejariam, mas cujas provas de amor, do verdadeiro amor, nunca faltaram. E enquanto termino esta opinião, um nó se forma na garganta e um ardor me assalta os olhos, pois é impossível não ter flachbacks dos vários momentos marcantes ao longo dos três livros. Para reler mais tarde, sem dúvida. 

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Opinião: Insurgente (Divergente #2) de Veronica Roth https://branmorrighan.com/2013/06/opiniao-insurgente-divergente-2-de.html https://branmorrighan.com/2013/06/opiniao-insurgente-divergente-2-de.html#respond Mon, 17 Jun 2013 11:27:00 +0000

Insurgente (Divergente #2)

Veronica Roth

Editora: Porto Editora

Sinopse: A tua escolha pode transformar-te – ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama – e por ela própria. O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável… e fatal.

Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder. A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.

Opinião: Insurgente é o segundo livro de uma brilhante saga que começou com Divergente. Se no primeiro volume fiquei fascinada com o mundo que Veronica Roth criou, neste segundo fiquei completamente extasiada. Estamos perante a continuação de uma história que dá que pensar, que nos faz viajar e perder noutro mundo, com personagens que nos surpreendem, cativam e ao mesmo tempo nos enfurecem.

O clima que se inspira é de desconfiança e de expectativa. Depois da destruição causada pela simulação liderada pelos Eruditos, os sobreviventes das fações afectadas, Abnegados e Intrépidos, vêem-se sem rumo definido, mas com uma ideia em mente – alguma coisa tem de ser feita. Tris e Tobias são os motores da revolução que se aproxima, do grito de liberdade que não pode ser mais contido.

A evolução da trama dá-se a um ritmo quase alucinante prendendo o leitor de forma irrevogável. A autora mergulha profundamente na essência do ser humano e todas as decisões e atitudes tomadas por cada personagem têm sempre efeito no leitor. Continuamos com Tris e Tobias, o Quatro, como protagonistas, com uma relação cada vez mais complicada e que vai ser posta à prova até aos últimos momentos.

Também o conceito de divergente toma outras proporções e torna-se cada vez mais interessante o rumo que a escritora parece dar a este mundo distópico. Muitas questões são levantadas, muitas surpresas esperam em cada capítulo, mas principalmente a sensação de que algo de muito errado se passa marcaram esta leitura. Por vezes tive vontade de esbofetear Tris por todo o seu desprendimento em relação à vida, mas por outro lado achava compreensíveis as suas atitudes. Esta dualidade de sentimentos constante ao longo de toda a obra, em relação a tantos acontecimentos, impulsionava-me a querer ler sempre mais.

Sendo a confiança a palavra-chave e a traição a ordem do dia, emoções não faltaram. A escrita da autora é estimulante, estruturada em capítulos curtos e rápidos de fácil leitura. Uma história que veio para ficar e conquistar todos os amantes do género. Sem dúvida uma das melhoras leituras deste ano. Adorei.

Opinião de Divergente: https://branmorrighan.com/2012/05/opiniao-divergente-de-veronica-roth.html

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Opinião: ‘Divergente’ de Veronica Roth https://branmorrighan.com/2012/05/opiniao-divergente-de-veronica-roth.html https://branmorrighan.com/2012/05/opiniao-divergente-de-veronica-roth.html#respond Sun, 27 May 2012 22:00:00 +0000

Divergente

Veronica Roth

Editora: Porto Editora

Sinopse: Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.

Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se apaixona por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo e que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama ou acabar por destruí-la.

Opinião: Divergente é aquele livro que de tanto gostarmos parece que fica complicado escrevermos uma opinião à altura. É sem dúvida um dos melhores livros que já li e um dos candidatos a melhor do ano, mesmo estando apenas em Junho. 

Numa sociedade onde o comportamento é expectável que seja previsível e sempre de acordo com cada facção, um comportamento fora dos padrões pode ser uma sentença de morte. Divergente é o nome que se dá a uma pessoa quando esta tem tendência para ir contra os padrões normais fazendo com que na sua avaliação possa pertencer a mais que uma facção. Chegada a hora da decisão, essa pessoa pode decidir ficar na mesma, tentando passar despercebido, ou arrisca tudo para não se trair a si próprio e viver consoante o que realmente acredita. 

Beatrice Prior é divergente. Como não poderia ser? É curiosa, não consegue ficar calada à mesa e revolta-se com os comportamentos altamente submissos e despegados de expressão da sua facção – os abnegados. Apesar de ter a sua veia altruísta bem patente em si, moldando parte da sua personalidade, existe uma revolta dentro dela que rapidamente se manifesta numa vontade louca de mudar o que a rodeia. De arriscar, de ir mais além desafiando todos os limites que lhe são impostos nos abnegados.

Já denominada Tris, esta conhece novas pessoas e faz novos amigos tão bem como novos inimigos. A sua escolha mostrou-se mais desafiante do que ela imaginava. Ao conhecer Quatro, fica tão fascinada quanto intrigada. Ao mesmo tempo que parece ajudá-la e de alguma maneira vê-la por aquilo que ela é, vai humilhando-a e sendo exigente com ela como não é com mais ninguém. Rapidamente os seus caminhos se começam a cruzar e a enveredar por trilhos perigosos.

Mais, uma grande conspiração parece estar prestes a abater-se sobre Chicago. As relações entre as facções andam tensas e existe sempre quem queira corromper a estabilidade. Os Eruditos, responsáveis pelos soros que os jovens/adultos têm que tomar aquando das várias simulações, parecem ter outras intenções que não só ajudar cada um a escolher a sua facção. Testes de submissão comportamental começam a ser feitos e quem é imune tem que ter o cuidado de não o demonstrar ou é uma pessoa morta. Mas se são os eruditos que têm a inteligência, algum aliado de força vão ter que arranjar porque sozinhos não conseguem sobrepor-se às outras facções. A guerra está iminente.

Uma grande obra, com uma escrita completamente viciante, envolvente e altamente cinematográfica. A escritora consegue prender o leitor do início ao fim com os seus cenários de constante acção, perigo e muita emoção. O medo é a palavra-chave de todo este enredo. É a esperança que ele despoleta que faz com que as peças se movam, que as opções sejam tomadas e que os grandes actos de coragem sejam executados. Adorei Imenso.

Divergente - www.wook.pt

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Booktrailer ‘Divergente’ de Veronica Roth https://branmorrighan.com/2012/05/booktrailer-divergente-de-veronica-roth.html https://branmorrighan.com/2012/05/booktrailer-divergente-de-veronica-roth.html#respond Sat, 26 May 2012 13:58:00 +0000 Dos melhores livros que já li nos últimos tempos!

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