Opinião: ‘Irmã’ de Rosamund Lupton

Irmã

Rosamund Lutpon

Editora: Civilização

Sinopse: Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess – e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar. A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.

Opinião: ‘Irmã’ é o livro de estreia de Rosamund Lupton e também o primeiro thriller que leio em muito tempo. Penso que foi uma óptima escolha. A autora apresenta-nos um cenário devastador. Como é que reagirias se a tua irmã tivesse desaparecido? Se todos os desenvolvimentos para se descobrir a verdade dependessem de ti e de até que ponto estarias disposta a ir para descobrir a verdade. Beatrice não conhece limites e vai até às últimas consequências para descobrir o que se passou com a sua irmã Tess.

A ligação entre estas duas irmãs é, sem dúvida, o ponto fulcral desta história. É a forma como ambas se conhecem mutuamente e se compreendem que permite que Beatrice vá avançando nas suas investigações, sempre certa de que algo está errado, mas nem sempre convicta dos suspeitos, sendo brutalmente surpreendida quando menos esperava.

É uma obra que transmite sentimentos muito fortes, que abala as nossas emoções e que nos leva a mergulhar profundamente na perturbadora história de Tess e Beatrice. O nunca sabermos quem são os verdadeiros amigos e inimigos, o parecer sempre tão impossível todos os cenários que são colocados como prováveis causas do desaparecimento de Tess, enfim, uma insatisfação sempre patente na descoberta das verdadeiras razões fazem com que Beatrice chegue muito perto de alcançar a loucura. A sua saúde está cada vez mais debilitada, mas a sua revolta e o amor por Tess alimentam-na de dia para dia. Será o suficiente?

O enredo que a autora criou, acaba por gerar um sentimento de grande expectativa até perto do final. A forma como se dá o desfecho da história acaba por nos apanhar desprevenidos, embora na entrevista no final do livro a autora explique o porquê por ter optado por aquela via. Uma escrita simples e uma história que nos prende, comovendo-nos a cada página. Gostei.

Irmã - www.wook.pt

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Nuno Chaves
Nuno Chaves
8 anos atrás

Gostei bastante da tua opinião, este livro já estive para o comprar, fiquei bastante curioso em relação a esta história. Já está marcado para uma futura leitura.

Morrighan
Morrighan
8 anos atrás

Olá Nuno,

Muito obrigada. Eu achei que o livro está bastante bom. Puxa muito ao lado familiar e àquele sentimento do seres capaz de dar a vida por quem amas. É bastante forte.

  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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