Opinião ‘Desejo’ (Anjos Caídos #2) de J.R. Ward

Desejo (Anjos Caídos #2)

J.R. Ward

Editora: Quinta Essência

Sinopse: Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais… e o fracasso não é permitido.

Isaac Rothe é um assassino, desertor do exército e por isso, manter-se nas sombras é a única maneira de sobreviver. Ao fugir do seu antigo chefe, é preso e o seu futuro fica nas mãos da bela defensora oficiosa, Grier Childe. A forte atração que existe entre eles pode ser fatal.

Continuando a sua missão, Jim Heron deve salvar a alma desse soldado. E, ainda, enfrentar um jogo sexual perverso com o demónio Devina. O desejo dela por Jim levará ambos a um caminho sem regresso, onde apenas um deles poderá vencer.

Isaac deve decidir se o soldado que existe nele é capaz de acreditar que o amor é a melhor arma para vencer esta batalha e livrar-se do seu passado sombrio.

Opinião: Jim Heron tem uma pesada tarefa nas suas costas. Salvar ou deixar que se condenem sete almas. O Bem ou o Mal, qual deles sairá vencedor? Basta que quatro almas pendam para um dos lados e o destino da Terra fica traçado. Mas como é que uma pessoa que sempre esteve habituada à vingança, rivalidade e morte, pode salvar almas que padeçam do mesmo?

Isaac Roth deixou de acreditar no sistema em que trabalha. Sendo um homem de certos princípios, por muito irónico que possa parecer dado que a sua função é matar, a partir do momento em que as ordens que lhe dão deixam de fazer sentido, ele decide que já chega. Mas também há algo que ele sabe – ninguém consegue sair. No entanto, ele não está disposto a ceder e vai fazer de tudo para o conseguir, nem que isso culmine na sua morte. Só que quando o seu caminho se cruza com o de Grier, ele quase acredita que tem algo por que viver… Apenas não está disposto a pôr em causa a vida de quem ama.

Entretanto, Heron e Devina vão travando as suas próprias batalhas. Sem saber bem quem é a próxima alma a ser salva, Jim vê-se dividido entre Roth e Mathias o que não lhe facilita de todo a tarerfa. Devina parece estar ligada tanto a um como a outro e na sua grande preversidade a única coisa que lhe interessa é manter Jim afastado da sua missão, obrigando-o a satisfazer as suas fantasias mais sádicas até dobrar a sua vontade por completo, afastando-o assim da sua missão.

Gostei bastante da personagem Grier. Uma mulher cheia de feridas do passado, mas ao mesmo tempo que transborda força e segurança, não obstante de nem sempre ser essa a realidade. A forma como encara os casos que lhe vão parando às mãos, faz com que pareça uma padroeira dos casos perdidos, mas o que é certo é que por vezes é bem sucedida, fazendo a diferença na vida dessas pessoas. Isaac é o seu próximo caso e o desfecho imprevisível torna-se ao mesmo tempo inevitável.

J. R. Ward mostra-se mais uma vez senhora de uma mestria única no que toca à conjugação dos elementos presentes nesta obra. Perigo, atracção, ódio, amor, desespero, amizade, violência e muitos mais, combinados de uma forma equilibrada e que prendem o leitor do início ao fim não deixando ninguém indiferente. Gostei Muito.

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Carla M. Soares
Carla M. Soares
8 anos atrás

Gostei mais do que há de vir em Português, Envy no título original. É ainda mais negro.

Morrighan
Morrighan
8 anos atrás

Numa conversa informal com a editora, ela disse o mesmo. Que o Envy era o melhor dos três.

Vou ficar à espera :)) mas penso que só lá para Julho/Agosto é que o vemos por estas bandas!

  • Sobre

    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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