[Opinião Blog Morrighan] Optimus Alive 2013 – Um Balanço “Foi bom, mas podia ter sido melhor”

Assim começou a minha Sexta-feira passada, dia 12 de Julho. Com um cartaz que prometia, apesar de pouco equilibrado entre os dias, foi com bastante expectativa que lá me pus a caminho do passeio marítimo de Algés. A programação podem vê-laaqui.

O primeiro dia alvejava ser um dia de loucos para quem gostasse de bandas de ambos os palcos, como era o meu caso. O resultado é que acabei por não ver quase nenhum concerto por inteiro. A primeira banda do dia que me interessava era Japandroids, mas depois havia logo Two Door Cinema Club; antes destes acabarem, já Dead Combo estava a começar e no fim já Green Day tinha iniciado também a sua performance. Para grande injustiça, Edward Sharpe & The Magnetic Zeros começou a antes de Green Day acabar e confesso que só Vampire Weekend é que acabou por ser a banda com a minha presença do início ao fim. Cristal Fighters já tinha visto em Paredes de Coura e por isso vi apenas um pouco para depois regressar a casa.

Digo-vos uma coisa, o pior que podem fazer é andar a saltar de palco para palco. Não vêem nada por inteiro e só vos apetece partir à chapada a organização. Os horários e as conjugações dos concertos, podiam, a meu ver, ter sido mais bem organizados. E o problema é que não foi só no primeiro dia assim, mas também no último. Já lá vamos. Outra coisa que me irritou profundamente foi Death From Above 1979 ter cancelado…!

Ainda em relação ao primeiro dia, Vampire Weekend, foi, na minha opinião, o melhor concerto do dia. Começaram a abrir e souberam manter o ritmo, com toda a gente a dançar e um ambiente frenético de excitação. Edward Sharpe & The Magnetic Zeros foram a maior surpresa; confesso que não conhecia, mas passei a gostar. Japandroids e Dead Combo foram porreiros, mas a comparar com o que foram em Paredes de Coura… Hum…

No segundo dia dirigi-me ao espaço Optimus Alive sem expectativa alguma a não ser para Depeche Mode. Em termos de bandas confesso que não conhecia muitas mais, ou pelo menos que fosse mesmo fã, mas acabei por ter uma grande surpresa com Editors.

Era uma banda que ouvia apenas de vez em quando, mas penso que o concerto foi brutal e certamente irá constar mais vezes nas minhas playlists.

Depeche Mode superou tudo o aquilo que eu poderia ter querido ou desejado. Foi uma autêntica festa, de qualidade soberba e um espectáculo como há poucos. Clássicos como Walking in my shoes, Can’t get enough, I feel you, entre outros, fizeram o público culminar numa histeria muito bonita de se ver e ouvir. Um dos melhores concertos do Alive, se não o melhor.

Último dia! Ora bem, não podia ter começado melhor. Linda Martini deve ser a banda que mais vezes vi ao vivo e ainda assim não me consigo cansar nem fartar. Foi o dia em que cheguei mais cedo ao recinto para conseguir uma posição privilegiada para os ver e o concerto foi brutal. Apresentaram o novo single Ratos, ainda mais uma música do novo álbum, e depois foram clássicos como Dá-me a tua melhor faca, Amor Combate, Belarmino Vs. entre outros, acabando com um estrondoso Cem Metros Sereia! Do melhor mesmo. Isto sim, é qualidade nacional de primeira.

De Linda Martini até ao próximo concerto, andei às aranhas. As bandas não me interessavam. Não gostei de Jake Bugg; BWO, não sei bem se era da qualidade do som, estava a dar cabo da minha cabeça e acabei por ter ali um intervalo em que nada se passava. Até que de repente… Era hora da correria entre palcos novamente! (Onde é que eu já vi isto???)

Of Monsters and Men começava às 19h45 para logo a seguir Tame Impala começar às 20h10. Tenho a dizer-vos que isto não se faz. Que os fãs de Of Monsters and Men me perdoem, mas como é óbvio eu não podia perder Tame Impala. Acabei por ainda ver umas 4 músicas da primeira banda, para depois ir a correr para Tame Impala. Tenho a dizer que foi um concertaço. Muito bom, mesmo!

Depois deu-se novo conflito de interesses… Twin Shadow ou Phoenix? Ah pois é… Claro que fiquei para Phoenix. Nem me dei ao trabalho de ir espreitar Twin Shadow, apesar de ser um banda que queria bastante ver. Como estava numa posição bem boa para ver Phoenix, acabei por ficar ali meia-hora de pé entre milhentos empurrões e gente sem grande respeito. Mas quem é que quer saber disso quando uma das suas bandas preferidas está prestes a actuar? Phenix foi tipo… Brutal! Do início ao fim, com uma qualidade imensa e que deixou o público completamente eufórico. Já queria vê-los há tantos anos que finalmente consegui e ainda tive direito a todas as músicas que no meu íntimo desejava que tocassem!

Na última música de Phoenix, ou na penúltima, não sei bem, tomei a decisão de sair antes da confusão toda para me dirigir para Alt-J. Descobri esta última banda há pouco tempo e a curiosidade era mais que muita. Quando cheguei ao palco secundário, o meu queixo quase caiu. Completamente a abarrotar! Quando o concerto em si começou, o coro foi instantâneo e até a banda ficou surpreendida com a forma calorosa como foram recebidos. Mesmo quando houve um problema técnico, o público português mostrou estar à altura e não os deixaram ficar mal. Sem dúvida um concerto com um espírito muito próprio, diferente dos da maioria. Adorava ver esta banda em Paredes de Coura, sinceramente.

Bem, esta última secção do post é para algumas observações que poderiam, ou não, fazer alguma diferença. Penso que começa a ser óbvio para toda a gente que as dimensões do recinto começam a não ser adequadas para a quantidade de pessoas que o festival alberga. Quando um concerto no palco principal acaba fica impossível de se circular seja por onde for. Uma pessoa sufoca naquelas filas intermináveis e para avançar 10 metros está-se quase uns 5 minutos.

Em termos de cartaz e para o preço que o passe/bilhete diário custa, por favor é de ter em atenção as distribuições das bandas e respectivos horários. Compreendo que para Sábado Depeche Mode já fosse sobrelotar o recinto, mas ainda assim conseguiram com que os outros dois dias, para quem tem gostos mais ecléticos, impossibilitassem de se ver tudo o que se queria.

Outra observação que tenho a fazer é que, por coincidência, quando me vestia para o último dia do alive peguei na minha t-shirt do Festival Paredes de Coura de 2012. Eu já sabia que já tinha visto muitas das bandas do Alive deste ano, mas não tinha noção que realmente as tinha visto todas em Paredes de Coura nos últimos anos. Two Door Cinema Club, DFA 1979, Dead Combo, Japandroids, Cristal Fighters, Cristal Castles, entre outros.. Isto quer dizer que se eu for a Paredes de Coura todos os anos, vou repetir a dose de bandas no Alive no ano seguinte? Bem, não é mau de todo, talvez pelo contrário, mas achei piada.

Conclusões: adoro festivais porque normalmente permitem-me ter uma tarde/noite em grande companhia das bandas que mais gosto, mas achei que apesar de ter corrido tudo minimamente bem podia ter sido melhor. Colocarem Django Django às 1h40 de Domingo para Segunda quando muita gente tem que trabalhar ao outro dia… Há quem possa tirar férias, há quem não possa, eu tinha uma reunião importante logo pela manhã e por isso fiquei a chuchar no dedo… Dou os Parabéns à organização por terem conseguido trazer Pheonix e Depeche Mode (que são aparições não tão comuns assim em Portugal) e pronto, para o ano há mais!

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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