Entrevista a Noiserv, Músico Português

Hoje, o espaço de entrevista cabe a Noiserv, nome com o qual David Santos assina os seus maravilhosos cds. Já conhecia o seu trabalho há um bom tempo, mas foi depois de o ver ao vivo que fiquei completamente rendida e até viciada na sua música. Noiserv acaba de lançar mais um álbum “Almost Visible Orchestra [A.V.O.]” e conta já com um reportório de respeito e talento. Querem saber mais sobre ele? Fiquem então com a entrevista. David, muito obrigada pelo tempo dispendido no meio da tua agenda tão preenchida, e obrigada também à Raquel (Let’s Start a Fire) por ter sido uma intermediária tão simpática e disponível.

1. Foi em 2005 que tu, David, enveredaste pelo mundo da música através do teu projecto Noiserv.  Sei que estiveste no IST a estudar Engenharia, o que é que te fez saltar do mundo da ciência para o mundo das artes?

Não acho que nada me tenha feito saltar de uma para outra. O mundo da música era um sonho de miudo sempre presente, a engenharia foi o percurso normal de alguém que tinha jeito para matematica. Apenas chegou uma altura em que tive de optar, e aí não hesitei.

2. Explica-nos o conceito Noiserv, ou seja, como caracterizas a música que produzes?

Esta pergunta é muito complicada de responder, não te consigo descrever a música que faço, posso apenas dizer-te que é música feita por uma pessoa que tem como inspiração o mundo que a rodeia, as pessoas que vai conhecendo e as coisas que vai fazendo e sentindo.

3. Tenho de confessar que me apaixonei por uma resposta tua numa entrevista ao iOnline:

(…) se tivesse nascido música gostava de ter sido feito pelos Sigur Rós e que a haver uma banda sonora, seria com uma dos Radiohead ou do Yann Tiersen, uma qualquer do Eddie Vedder mais umas quantas dos Explosions in the Sky… Jeff Buckley… já seria um dia bem passado.

Consideras estes artistas a tua maior fonte de inspiração?

Não sei se as palavras “fonte de inspiração” são as mais correctas, no fundo estes são apenas os artistas que mais admiro e que mais vezes ouvi, agora se isso é uma fonte de inspiração não te sei responder.

4. Está quase a sair um novo álbum Noiserv. O que é que este traz de diferente dos anteriores?

Acima de tudo é um disco mais denso e complexo comparando com os anteriores, mas não sinto que seja um disco de ruptura com aquilo que tenho feito.

5. Consegues imaginar o que é que os teus fãs sentem ao ouvir-te? Já te aconteceu dizerem que a tua música os ajudou ou que os mudou de alguma maneira?

Felizmente tenho tido algumas pessoas a partilharem comigo histórias nas quais a minha música teve um papel importante. Acho que para quem escreve canções é a melhor sensação que se pode ter, parece que é nessa altura que faz sentido a música ter sido criada, é muito bonito o sentimento.

6. Em que locais gostaste mais de actuar? Há algum em específico que te faça sentir como se estivesses a voltar a casa?

Acho que a minha música funciona melhor em recintos fechados, no entanto tenho tido também muito boas experiências em concertos ao ar livre. Acho que é a reacção das pessoas que estão a ver o concerto que me faz sentir, ou não, em casa.

7. Enquanto leitora não consigo desassociar a música da literatura. Quase todos os livros têm algum tipo de banda sonora e, inclusive, existem autores que só conseguem escrever a ouvir música. Que tipo de livro é que achas que a tua música poderia inspirar?

Pergunta muito interessante mas não te sei responder muito bem, talvez um livro que falasse sobre a vida de alguém os seus sonhos e motivações, no fundo o seu dia-a-dia e o que fazia para ser feliz.

8. Costumas ler ou escrever? 

Infelizmente não tenho tido muito tempo para ler. A parte da escrita é algo que me acompanha sempre nem que seja apenas na escrita das letras das canções.

9. Tens algum sonho, algum objectivo, que ainda não tenhas concretizado, mas que anseies? 

Eu acho que o sonho continua, poder fazer aquilo que mais gosto, música, e sentir que essa mesma música é importante para as pessoas.

10. Que projectos tens em mente para o futuro?

Neste momento estou focado em promover ao máximo este disco, e por isso todos os projectos futuros andam à volta disso.

11. Agora uma pequena pergunta da praxe que faço a todos os entrevistados: já conheciam o blog BranMorrighan? O que acham do espaço? Que mensagem podem deixar aos seus leitores?

Muito sinceramente conhecia apenas de nome, mas nunca tinha visitado. Agora que conheço um pouco melhor acho que é de valorizar todo o trabalho que tens tido para manter as pessoas actualizadas sobre uma série de assuntos. Obrigado! Vou passar a visitar mais vezes.

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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