Ai que ele vem aí…! [Diário de Bordo XXVII] Conheci o Sandro William Junqueira; Vi a Culpa é das Estrelas – Chorei por um ano!

Foi apenas há dois dias que escrevi o último Diário de Bordo? Deuses! Parece que foi há um mês! Como é que em tão pouco tempo acontece tanta coisa? É um mistério. Vou tentar resumir, tentando que o mais importante, mesmo assim, fique para não vos dar uma seca muito grande. 

Comecemos com o próprio dia de Quarta-feira. Chegadas as 19h, estava eu na Leya Buchholz, na Comunidade de Leitores, para ouvir falar sobre o «No Céu Não Há Limões», de Sandro William Junqueiro. Nunca li nada do autor, é um facto, mas também o é que não vou estar muito mais tempo sem o ler e já tratei disso mesmo – de adquirir pelo menos um dos seus livros. As opiniões variavam entre os dois extremos – para uns excelente, para outros um desentendimento completo. Consegui perceber que é daqueles livros que ou se amam ou se odeiam e isso, só de si, fez-me ficar curiosa. A derradeira viragem na minha vontade, para eu querer imenso ler este autor, deu-se quando, pelas 21h30, foi a vez de também o autor e a sua editora da Caminho, se juntarem à conversa. 

Adorei conhecer o autor, completamente. Fiquei fascinada com a forma como se expressou e lidou com as mais diversas opiniões e sugestões de interpretação. É incrível como uma simples expressão, ou uma imagem, pode ser tão diferente na mente de cada um e dificilmente é aquela que o autor tem na cabeça quando a projecta. O facto de ser consensual que é um livro que dá que pensar e que abre caminhos em vez de os fechar, fornece todo um leque de possibilidades que, como leitora, gosto de explorar. Uma experiência muito boa e a qual devo agradecer à insistência da Márcia Balsas, do blogue Fugir para Ler – obrigada Márcia! Insiste mais vezes para coisas boas! Sim, sim, já sei. Roda dos Livros! Dia 27? 🙂 

Sabem o que é que também aconteceu de engraçado nesse dia? A publicação, no Facebook do Gerador, da minha Declaração de Amor à Blogosfera! É que há umas semanas, sentei-me no Fábulas, no Chiado, a falar com o Tiago Sigorelho sobre ideias geradoras e eis que ele se sai com este desafio – “Quem melhor do que tu para declarar amor à blogosfera?”

Não sei se haverá alguém mais indicado, mas certamente, pelos anos e dedicação, já trago comigo um belo calo! Para quem não está a associar isto das declarações de amor e do projecto Gerador, pode revisitar este link – http://goo.gl/lFImKY – em que tudo isto e muito mais está explicado. Quero agradecer de coração ao Tiago pelo convite e ao Pedro Saavedra pelo empurrão que me deu para eu ir na direcção certa, com a motivação certa. Também com o Gerador vamos ter novidades brevemente, mas essas só vos posso contar daqui a um dia ou dois. Fiquem atentos! 

Passando ao dia de ontem… Foi a vez de ver, finalmente, A Culpa é das Estelas em filme! Se quando li o livro a opinião ficou completamente sem sentido e emocional, podem lê-la aqui, ontem recusei-me a escrever sobre a adaptação cinematográfica. E a explicação é muito simples, e é por isso que não vou fazer um post próprio para a opinião – eu projectei todas as emoções, desde o início, que senti no livro para o filme. Ainda não tinham passado cinco minutos e eu já estava de lágrimas nos olhos. Mais ridículo ainda – quando vi o trailer há uns meses atrás, adivinhem… Chorei! Pronto, “okay”, eu tenho definitivamente um problema com esta estória, com a efemeridade da vida e com a forma como uma doença pode, de um dia para o outro, levar quem mais amamos. Talvez por já ter passado por algo idêntico e da sensação de impotência ser das piores que o ser humano pode ter, talvez pelo receio inerente de que volte a acontecer, o que é certo é que, por favor, entre risos e choro, o raio das lágrimas foram uma constante. 

Acho que a adaptação está bem conseguida. É muito difícil termos um filme 100% fiel ao livro, mas o essencial, neste caso, está lá e está bem. Acho que as personagens foram muito bem escolhidas e, agora mais calma, os cenários estavam todos muito bonitos, os locais conferiram a sua magia e a casa do escritor é tal qual como eu imaginava!  Eu até podia ter vergonha de admitir esta sensibilidade, mas como faz parte de mim, e isto até é um Diário, bem, aguentem-se! Eheheh. 

Sabem o que é que vem aí? Já à meia-noite? Pois é, como estão a ler este Diário de Bordo têm direito a saber primeiro que toda a gente! Só vos digo que estou ansiosaaaaaaaa por fazer o post a anunciar este concurso. Adoro o mundo de Fernando Pessoa, o desassossego que é isto de viver uma vida em que temos de tomar decisões, em que as incertezas parecem constantes, em que os medos habitam no nosso subconsciente e aparecem quando menos esperamos…! Ora bem, amigos escritores que estejam a ler este post, preparem-se que daqui a umas horas vão saber tudo, tudo, tudo! Mais, como eu acho que a ilustração também é arte, e porque dou mesmo valor ao talento que temos em Portugal, a capa vai ficar ao cargo de um de vocês! Ao mesmo tempo que uns escrevem, espero que a imaginação de outros fervilhe e que passe para uma tela de computador! A imagem vencedora será a imagem do aniversário do blogue, à semelhança da ilustração que o nosso querido Afonso Cruz fez o ano passado de propósito para o blogue.

E é isto! Estou tão contente por poder partilhar todas estas coisas convosco! Falando da parte profissional/académica, estou exausta! Hoje foi a ver de ler: Learning to live in a global commons: socioeconomic challenges for a sustainable environment! Basicamente, um dos maiores desafios para a sustentabilidade do meio-ambiente é mesmo a forma como as pessoas lidam com o consumo e como é que as interacções entre as pessoas, ou entre as várias comunidades de pessoas, interfere no dilema de actuar sob o seu próprio benefício ou tendo em conta o bem estar geral. É sabido que o ser humano é um ser que pensa muito em si próprio primeira, boa parte das vezes, o que faz com que aja de forma egoísta quando poderia muito bem abdicar de algo para um bem geral. Um exemplo é o consumo excessivo de energia ou até a emissão de poluição cujos limites são várias vezes ultrapassados. E é por isso que se estudam dinâmicas comportamentais e também modelos evolutivos de vários sistemas, sejam eles ecológicos, económicos, físicos ou sociais – todos partilham a peça fulcral, o facto de dependerem de agentes que podem ser imprevisíveis e cuja interacção pode gerar comportamentos inesperados. Ora, o blá blá acabou, isto parece tudo muito simples, mas agora pensei nos modelos matemáticos necessários, nas parametrizações e simulações necessárias, para se conseguir estudar e prever tudo isto! Principalmente quando cada agente, seja humano, bactéria, bolsa de valores, o que for, tem sempre tantos elementos envolventes. Tantas variáveis!

Assutados? Confesso, foi um bocadinho de propósito, mas só porque também não sei bem bem daquilo que estou a falar. Ando à descoberta, mas está a ser giro! Agora deixo-vos para ir preparar o concurso e essas coisas todas! Obrigada por no Facebook termos chegado aos 6000, por aqui no Blogger já sermos 2700, por todo o apoio e carinho que me têm dado. Este pânico do doutoramento atenua-se sempre que me ponho no teclado a falar convosco. Beijos e até ao próximo Diário de Bordo! 

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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