E agora, o que se segue? [Diário de Bordo LIII]

Fotografia Ana Cláudia Silva

Em frente. Um passo de cada vez, um dia de cada vez. Não tenho escrito estes Diários de Bordo não porque não tenha o que dizer, a vida realmente não pára e está sempre numa roda viva, mas antes porque o sentimento não tem sido o certo. E como de cada vez que nos sentimos a cair devemos mudar algo, decidi voltar à minha Invicta, ao meu Porto, para recarregar baterias e estar com tanta gente de quem gosto e que gosta de mim. Ainda assim, como podem ver naquela fotografia, na Sexta-feira passada pude finalmente conhecer a Ana Cláudia Silva (o pessoal da música sabe quase todo quem ela é) e aproveitei a companhia daqueles três ilustres companheiros para dar tudo tanto no concerto da FNAC com D’Alva (redux) como para tirar esta fotografia em que eu era a única sem óculos e por isso inventei uns! 

Uma das coisas que aqui no Porto não vou fazer, mas que lá pela minha terra tenho feito é caminhar. Na Quarta-feira da semana passada choveu que se fartou, como podem ver pela foto, e quando cheguei àquele troço bem vi que ele me mandava correr… Normalmente passo ali de headphones e ignoro-o completamente, mas naquele dia decidi correr. Correr à chuva é só das melhores coisas de sempre. Não sou amante de correr só por correr, prefiro umas caminhadas a ritmo forte, com a minha música na cabeça e uma viagem por um mundo paralelo qualquer (eu sei, imaginação fértil), mas sempre que passo li e vejo aquele smile tão simpático a pedir para correr quase que o faço. Mas é mesmo só quase. 

Acho que já antes tinha destacado este disco por aqui, mas nunca é demais relembrar coisas que são mesmo boas. Como tal, e como me dediquei a fazer um Queres é (a) Letra! com devaneios muito pessoais, pronto, partilho aqui convosco o link que contém toda a info: http://www.branmorrighan.com/search/label/Mahogany

Espero que o Duarte me perdoe todas as extrapolações e sentimentalismos, mas foi um disco que realmente me tocou e acho que merece ser descoberto pelo máximo número de pessoas. Tive muita pena de não o ter conseguido ver ao vivo no Chapitô, mas sei que irá, certamente, acontecer. 

«Nunca devemos mostrar tudo o que temos, quando o que temos é mais do que quase toda a gente tem. Não são luxos, mas passam por isso. São mais do que isso, até. São frutos de muito amor e muito labor. Mas as pessoas só vêm o resultado final e então provam o mais ácido dos venenos. A inveja.» Manuela Gonzaga, Xerazade

Deixo aqui esta citação em tom de reflexão. É engraçado como cada vez que queremos fazer mais, quando queremos ser interventivos e ter a coragem que poucos têm para conseguir com que iniciativas avancem, chegam logo mil comentários (por terceiros, já que ser directo implica enfrentar as pessoas cara-a-cara e para isso também é preciso “tomates”) desdenhosos ou invejosos. Acalmem-se, minha gente, cada um tem o seu espaço e tempo neste mundo, não precisam do ressabianço para nada.

Acabado este interlúdio, quero partilhar que ontem fiquei muito contente quando recebi uma mensagem de uma menina muito simpática a dizer que criou o seu blogue por inspiração do meu. Que gostou que eu misturasse um lado mais pessoal com literatura e música e ainda divulgasse artistas portugueses. É realmente uma grande lisonja receber este tipo de feedback. O que ela não sabia é que eu já me tinha cruzado com o blogue dela, o qual aproveito para deixar já o link: http://oh-my-lover.blogspot.pt/ Fiquem atentos que por lá também vão ter novidades com regularidade e é sempre de louvar quem tem iniciativa e humildade nos seus projectos. 

Outra excelente notícia é que o crowdfunding para a colectânea Desassossego da Liberdade foi um autêntico sucesso (ppl.com.pt/pt/livros-de-ontem/desassossego-da-liberdade). Estou muito orgulhosa e mesmo muito grata a todos os que têm apoiado e contribuído para que esta iniciativa se torne num sonho realizado. Sonho esse que dedico inteiramente ao meu querido Luís Miguel Rocha, de quem sinto tanta falta e com quem gostava de partilhar toda esta alegria. Mas essa dedicatória terá o seu espaço no tempo e no lugar certo. 

E relação ao meu doutoramento e à minha actividade como professora, anda tudo uma loucura, mas aos poucos o entusiasmo volta e alguns pontos começam a ser, finalmente, colocados no is. À medida que o semestre avança o trabalho cresce e ando a tentar com que o blogue não sofra muito com isso, apesar de ser complicado manter tudo onfire ao mesmo tempo. Prioridades, prioridades! 

Antes de terminar deixo aqui mais um destaque musical, o Guitarra Makaka – Danças a um Deus Desconhecido, disco lançado pelo nosso guitarrista Tó Trips este mês. É um disco delicioso, sobre o qual quero escrever mal tenha oportunidade, mas deixo-vos já a sugestão para caso consigam apanhar um exemplar não o deixarem fugir. Também está disponível em Vinil, edição limitada, pela Rastilho. E por hoje é tudo. Se andarem pelo Porto avisem, hoje ao final da tarde e amanhã sou capaz de andar a passear um pouco, é só uma questão de se combinar! 

Beijos e abraços e até breve! 

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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