Em Setembro, pela Elsinore: Imunidade, Eula Biss

Imunidade 

Eula Biss

Elsinore | 216 pp | 16,59€

UMA OBRA URGENTE PARA PAIS, MÉDICOS E PEDAGOGOS

Um dos livros do ano de 2014

A corrente antivacinação pelo olhar único de Eula Biss

«Era esse o dilema quando o meu filho nasceu: inoculava-o ou não? Tal como entendi as coisas na altura, a questão não era saber se conseguia protegê-lo da mesma forma, mas antes se a inoculação era um risco que valia a pena correr. Deveria entrar nesse jogo arriscado, qual Tétis mergulhando o pequeno Aquiles no rio Estige?»

A 31 de agosto, um dos livros do ano de 2014 para a New York Times Book Review, e finalista do National Book Critics Circle Award, Imunidade, de Eula Biss, vem esclarecer o debate em torno da corrente antivacinação, que ocupa cada vez mais espaço mediático e entretanto transformado em debate ideológico, travado em nome da liberdade de escolha.

Num ensaio surpreendente, e partindo quer de obras científicas, quer dos próprios mitos ocidentais, Eula Biss questiona a ansiedade e o que nos faz resistir à imunização, numa defesa da vacinação e do corpo de cada um de nós que é simultaneamente uma defesa deste enorme corpo que é a sociedade. Imunidade já está à venda em todo o país. A Elsinore disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.

LIVRO

Poliomielite, varíola, sarampo, difteria, rubéola: um sem-número de doenças erradicadas, ou cujos efeitos a ciência minimizou, parecia ter caído no esquecimento. E, ignoradas as sequelas e as mortes que estas doenças provocaram, a ciência acabou vítima do seu próprio êxito. Depois de ser mãe, Eula Biss mergulhou no debate, entretanto convertido em combate ideológico, que se travado em nome da liberdade de escolha: de um lado, os defensores das vacinas; do outro, a corrente antivacinação, que ocupa um espaço cada vez maior no palco mediático. Esta luta não é só científica, alimenta-se de metáforas ocultas, perigosas, que alastram com vírus. Enquadrando esta luta no que é a História das conquistas científicas dos últimos séculos, Eula Bliss não analisa a vacinação como resultado da ciência moderna, mas antes como sua precursora.

Num ensaio que abarca tanto obras científicas quanto os mitos ocidentais, Imunidade questiona a ansiedade e o que nos faz resistir à imunização, numa defesa da vacinação e do corpo de cada um de nós que é simultaneamente uma defesa deste enorme corpo que é a própria sociedade.


AUTOR

Eula Biss foi professora do ensino público em Nova Iorque e é atualmente professora em Chicago, na Northwestern University. Afirmou-se nos últimos anos como uma das mais reconhecidas autoras norte-americanas de não ficção.

Os seus ensaios foram editados em antologias e periódicos prestigiados, entre os quais se contam The Best American Nonrequired Reading, The Touchstone Anthology of Contemporary Nonfiction, The Believer e Harper’s. Assinou até à data três obras: The Balloonists (2002), Notes from No Man’s Land: American Essays (2009, Prémio de Não-Ficção da Graywolf Press e vencedor do National Book Critics Circle Award) e Imunidade (2014), considerado pela New York Times Book Review um dos dez melhores livros publicados em 2014 e finalista do National Book Critics Circle Award. É casada com John Bresland, de quem tem um filho, Juneau, e com quem forma a banda STET Everything. 

IMPRENSA

«Avança a partir de todas as frentes, como um jogador de xadrez, inspirando-se na ciência, na mitologia, na literatura […]. Parece sugerir que o conhecimento não inocula. Não ocorre só uma vez. Há coisas que precisam de ser aprendidas e reaprendidas, vistas primeiro com a mente e sentidas mais tarde com o corpo.” 

The New York Times Book Review

«Um comentário cultural da mais alta qualidade, uma análise penetrante das mais profundas interrogações sobre saúde, identidade e as tensões entre as decisões individuais que os pais tomam e a sociedade.» – The Washington Post

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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