[Diário de Bordo] O Verão de Helsínquia

Fotografia Jorge Oliveira

Acordar às 3h da manhã nunca é fácil. Seja em que circunstância for. Já o tive de fazer no regresso do Japão e agora na ida para a Finlândia. O corpo não sabe bem o que se passa. A cabeça pesa, o estômago estranha, cambaleamos no vôo, o cansaço acumula-se. Mas depois chegamos ao destino e somos recebidos por um sol imenso e sabemos que ir dormir para o hotel não deve ser opção se queremos aproveitar o momento. 

Em Helsínquia raramente está o tempo que fez hoje. Estive cá em Agosto, em pleno Verão, e andei bem mais agasalhada do que hoje, que andei à Verão. Esteve quente, esteve bom, foi pena o estado de semi sonambolismo até conseguir beber meio litro de café, ou perto disso. O almoço foi no mercado, perto do porto, que tem bancas e bancas de frutos silvestres de babar por mais. Aqui o fast food tem no menu, imaginem, salmão frito com legumes. Pois foi uma bela pratada que soube mesmo bem. Aqui o custo de vida é mais caro, mas enquanto que este prato custou 12€ aqui, imagino que em Portugal, na mesma localização, custasse ainda mais! Continuando…

Ao fim da tarde ainda estavam 24 graus e agora às 23h, com uma réstia de luz do dia (sim, às 22h ainda havia bastante luz!), estavam 21! Se vim armada de casaco grosso e alguma roupa bem quente, parece que vou ter que me desenrascar com as t-shirts de “emergência” que levo sempre comigo em viagem porque o tempo real está a dar uma coça às previsões – que aquando de eu ter feito as malas dava tempo nublado, chuva e trovoada. Como? Não faço ideia. 

Eu e o Jorge acabámos por percorrer quase toda a cidade a pé, ouvi dizer que fizemos mais de 10km hoje, e já temos planeado alguns dos locais (museus e galerias) que queremos visitar nos tempos livres do Workshop. Vamos ter um dia livre e, se os deuses assim conspirarem, vamos tentar visitar Tallin. Dizem que é lindíssima. 

Com isto tudo continuo a ter imensos artigos em atraso e peço desculpa a todos os envolvidos por isso, mas não tenho conseguido mesmo desdobrar-me mais. Não devia confessar isto, e estou a torcer para que ninguém da conferência perceba português ou tente traduzir isto, mas eu ainda nem os slides da minha apresentação terminei. Claro que o tema para mim já é batido e estou à vontade (tenho falado dele com frequência), mas com tanto reboliço não tenho mesmo conseguido dar vazão a tudo. Devia trabalhar em vez de passear, podem pensar vocês. No estado de cansaço em que ando, acreditem, mais vale ou menos o tempo ser útil de alguma maneira nem que seja para descontrair, senão aí é que dou o tilt! Ahahah.

Em breve dou mais novidades! Tenham uma excelente semana e fiquem com as maravilhosas fotografias do Jorge Oliveira!

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    Olá a todos, sejam muito bem-vindos! O meu nome é Sofia Teixeira e sou a autora do BranMorrighan, o meu blogue pessoal criado a 13 de Dezembro de 2008.

    O nome tem origens no fantástico e na mitologia celta. Bran, o abençoado, e Morrighan, a deusa da guerra, têm sido os símbolos desta aventura com mais de uma década, ambos representados por um corvo.

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